A Ouvidoria Pública da Câmara de Parnamirim apresentou Relatório Anual de Atividades referente ao exercício de 2025, mostrando que, no total, recebeu 394 manifestações, com destaque para as categorias de Comunicação (30,5%) e Solicitações de Acesso à Informação (25,1%), seguido de Solicitação (16.0%), Denúncias (13,5%) e Reclamações (11,7%).
Além disso, a análise detalhada revelou que os principais assuntos procurados foram: Servidores Públicos (12,2%), Serviços Públicos (11.4%), Fiscalização do Estado (8.4%), Controle Social (6.6%), Serviços Urbanos (5.6%) e Legislação (4.6%). Isso Indica que a Ouvidoria cumpre o seu papel como fonte de informação e controle social consolidando o seu papel estratégico de mediação entre o cidadão e o Poder Legislativo.
De acordo com Maria Bueno, ouvidora da Casa Legislativa, o ano de 2025 da Ouvidoria foi marcado pela ampliação nas suas frentes de atuação, investindo na modernização dos canais de atendimento e no fortalecimento institucional. “Um dos destaques do ano foi a centralização das demandas na plataforma Fala.BR, a concentração trouxe maior padronização e segurança documental”, explicou. Dados do relatório mostram que 44,7% das interações ocorreram via Fala.BR, enquanto 20,3% foram registradas pelo sistema e-SIC.
Para a ouvidora, o reconhecimento do trabalho da Câmara Municipal de Parnamirim e sua Ouvidoria refletiu no Prêmio Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública, com a Casa mantendo os indicadores avaliados em 100% de eficiência. “O documento funciona como um instrumento de gestão e planejamento, reforçando o compromisso da instituição com a transparência, a eficiência e a participação popular”, afirmou.
Um dos jovens foragidos por envolvimento em um estvpro coletivo contra adolescente de apenas 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, é filho de um subsecretário do governo do Rio de Janeiro.
A coluna Mirelle Pinheiro apurou que trata-se de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, advogado e atuante em frentes de direitos humanos.
Segundo o currículo divulgado no site do governo do Rio, José Carlos Costa Simonin é integrante titular do Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), membro do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED).
Ele também é vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RJ), participante da Elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (PEDES), e atual Subsecretário de Governança, Compliance e Gestão, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
A vítima relatou que recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo.
Ao chegar ao prédio, em 31 de janeiro, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três rapazes que insistiam para ela manter relações com eles.
Com a negativa, os adolescentes passaram a despir-se e a praticar atos l1bidinosos mediante v1olência física e psicológica contra ela. A adolescente afirmou que foi segurada pelos cabelos, agred1da com um chute
A gestão da prefeita Nilda Cruz deu mais um passo firme na defesa do meio ambiente e do ordenamento urbano de Parnamirim. Nesta segunda-feira (02), a Prefeitura realizou uma ampla ação de fiscalização em todo o trecho do Rio Água Vermelha, no percurso compreendido entre a Lagoa da Viúva até as proximidades da BR-101. A operação mobilizou equipes de fiscalização ambiental e urbanística para realizar levantamento técnico detalhado, constatação de possíveis irregularidades e ações de orientação junto às pessoas que ocupam áreas situadas na faixa de preservação permanente (APP) do rio.
O objetivo do trabalho é mapear as ocupações existentes dentro da área de proteção do manancial, identificar responsáveis, notificar irregularidades e reunir informações técnicas que subsidiem as próximas etapas. A iniciativa também inclui ações de educação ambiental, reforçando a importância da conservação do rio para toda a cidade.
Esta ação marca o pontapé inicial para a elaboração de um plano estruturado de recuperação da APP do Rio Água Vermelha. A partir do diagnóstico realizado em campo, a gestão municipal dará início à construção de um projeto técnico de recuperação ambiental da área, com medidas estruturantes voltadas à recomposição da vegetação, ordenamento do espaço e proteção definitiva do curso d’água.
A prefeita Nilda destacou o compromisso da administração com a proteção ambiental e o ordenamento da cidade: “Nós não vamos fechar os olhos para ocupações irregulares em áreas de preservação. Nosso compromisso é com o futuro de Parnamirim, com o cuidado com os nossos rios e com a qualidade de vida da população. Essa ação é o começo de um trabalho maior, que vai resultar em um projeto estruturante de recuperação da área e proteção permanente do Rio Água Vermelha.”
O poeta satírico Juvenal viveu em Roma, entre 55-127 A.D. Tecia duras críticas aos imperadores romanos, especialmente Domiciano, por oferecer apenas pão e circo à população. Comenta-se que era atleta. Dele é a frase: “Mens sana in corpore sano” (“Mente sadia num corpo são”), muito usada nas escolas para despertar o interesse dos alunos pela educação física. O cuidado com o corpo é bíblico. “Não sabeis que vosso corpo é santuário daquele que habita em vós?” (1Cor 6,19), insiste o apóstolo Paulo. Eis as bases de uma “teologia da corporeidade humana”, inspirada também no Gênesis. “Fomos criados à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 26-27). Santo Agostinho pregava aos fiéis de Hipona: “Tende cuidado com vosso corpo. Ele é o santuário de vossa alma.”
No Seminário, ouvia amiúde tais afirmações. Entretanto, desde criança, tenho tendência cartesiana. Menosprezava atividades físicas, permanecendo sedentário e leitor compulsivo. Observava as recomendações dos médicos e profissionais da saúde muito mais “por obrigação do que por devoção.” Meu corpo protestou contra a minha incúria, tendo chegado a um estágio avançado de artrose nos joelhos. Fiquei dependente de uma cadeira de rodas. As prescrições de alguns profissionais não lograram êxito. Não fora o meu bom humor (herança paterna) teria mergulhado em profunda depressão. Mas, Deus não nos desampara. “Ele é nosso refúgio e fortaleza, socorro sempre encontrado nos perigos” (Sl 46/45, 1).
O tempo foi passando. Não me revoltava diante de meu quadro, mesmo ao escutar de profissionais da saúde: “Não há mais jeito, tudo é paliativo.” Analgésicos, anti-inflamatórios, infiltrações, pomadas e sessões fisioterápicas com aparelhos entraram na minha rotina. Mas, há pacientes que necessitam do toque físico e de mãos humanas. “Estas transmitem também a energia de quem cura”, lembra um princípio da medicina oriental. Cristo tocava os enfermos (Mt 8, 13; Mc 1, 40; Lc 4, 40 etc.). Advertia também Chaplin: “Sois homens e não máquinas.” Hoje, há quem priorize exames sofisticados, alta tecnologia e aparelhos. Sábias as lições de Dr. Celso Matias de Almeida: “A clínica é soberana. As melhores sondas são os nossos dedos.” Pairavam dúvidas em mim.
Deus tem os seus caminhos e a sua hora. Tocam-me sempre as frases do profeta Isaías: “Os meus pensamentos não são os vossos… Meus planos estão acima dos vossos” (Is 55,8). O tempo de Deus não segue a cronologia humana. No meio de tantas angústias e incertezas, não me insurgia, confiava e me entregava “Àquele que me fortalece: Jesus Cristo” (Fl 4,13). Chegava a brincar com meus amigos e irmãos sacerdotes, dizendo: “Já fui quase cego, hoje sou cadeirante e a surdez já dá sinais. Enquanto a lucidez predomina, registro minha gratidão a muitos. Hoje, ela se destina especialmente a meu fisioterapeuta Gildásio Lucas de Lucena. Narro tais fatos para ajudar alguns a refletir diante de situações análogas. Escreveu o profeta Naum: “Deus protege em quem Nele confia (Na 1,8).
Um dia, Gildásio veio visitar-me, trazido por meu amigo Monsenhor Lucas. Acreditou em mim e viu que poderia me ajudar. Dominando bem anatomia, fisiologia, biomecânica e ética, iniciou o tratamento. Sempre explicava a razão de cada ato, pois percebia meu ceticismo. Trata-se de excelente professor, mestre, doutor e pesquisador na sua área. Demonstrou que as técnicas importam na reabilitação. Entretanto, elas pouco valem sem o convencimento de quem as recebe ou o amor, carinho e dedicação de quem as aplica. A primeira preocupação era reativar meus músculos adormecidos. Não foi tarefa fácil, por conta do tempo de inatividade e descrença do paciente. Na melhora de meu quadro atual devo lembrar igualmente o contributo da querida fisioterapeuta Daliany e do bem que me fez no pós-Covid.
Meu corpo começou a reagir positivamente, à medida em que me convencia do valor da fisioterapia. A melhora acontece com a simbiose entre paciente e terapeuta. Antes, eu dependia de alguém para as tarefas básicas do cotidiano. Faz-me lembrar Unamuno: “Il n’y a pas de maladies, mais seulement des malades” (Não há doenças, mas doentes). Minha profunda e permanente gratidão a Deus. “Provai e vede como é bom o Senhor. É feliz quem nele confia” (Sl 34/33, 9).
A prefeita Nilda e o presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, César Maia, discutiram projetos para o município com o pré-candidato a deputado federal, Kelps, e com o deputado estadual, Kebler Rodrigues.
O encontro foi nesta segunda-feira, em Parnamirim, para alinhar estratégias futuras que sustentem crescimento econômico da cidade, uma das que mais se desenvolvem no RN.
O ex-presidente Jair Bolsonaro designou o próprio filho Flávio Bolsonaro como um de seus advogados na ação de execução penal do ex-mandatário, no âmbito do inquérito do golpe.
A designação foi informada ao STF pelos demais integrantes da defesa do do ex-presidente por meio de petição protocolada na tarde da segunda-feira (2/3).
“(…) SUBSTABELECE COM RESERVAS DE IGUAIS os poderes a este conferido por JAIR MESSIAS BOLSONARO ao advogado Dr. FLÁVIO NANTES BOLSONARO, OAB/RJ nº 139.446 e OAB/DF nº 67.599”, diz trecho da petição, à qual a coluna teve acesso.
Caso o pedido seja aceito pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, Flávio terá mais liberdade para visitar o pai na Papudinha, onde o ex-presidente está preso.
De acordo com a legislação vigente, os advogados podem visitar seus clientes diariamente e mais de uma vez por dia, diferentemente da família e amigos do preso.
Até então, como familiar, Flávio só estava autorizado por Moraes a visitar o ex-presidente na prisão em dois dias da semana: às quartas-feiras e aos sábado.
Barbara Artico, vítima de tentativa de feminicídio. Foto: redes sociais.
Nos últimos dias, a jovem Barbara Artico postou em suas redes sociais, um vídeo denunciando uma tentativa de feminicídio praticada por seu ex-marido, David de Souza Duarte, conhecido como Davi. Ela relata todo o sofrimento vivido, expondo seus hematomas pelo rosto enquanto aguarda por sua recuperação, internada em um hospital. No vídeo, Barbara ainda explica que já fazia um tempo que estava tentando se divorciar. Seu ex-marido não aceitou a separação e agiu de forma muito agressiva deixando visíveis marcas pelo seu corpo, inclusive algumas fraturas.
“Eu sou sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Não foi briga de casal, não foi exagero e não foi algo pequeno. Eu poderia não estar aqui hoje. Eu decidi falar porque ficar em silêncio só protege a quem me machucou. Eu não vou me calar. Quero justiça por mim e por todas as mulheres que vivem com medo, que já foram desacreditadas ou que não tiveram a chance de contar a própria história. Isso não é só sobre mim. É sobre todas nós”, escreveu Barbara Artico em suas redes sociais.
O amor pode ser muitas coisas: vida, acolhimento, aceitação, etc. Mas se tem uma coisa que o amor não é, é violência. No Brasil, mais de 1.500 mulheres são vítimas de feminicídio por ano – uma a cada 6 horas. Nos Estados Unidos, são mais de 1.800 mulheres assassinadas por ano, e os autores desses crimes são seus parceiros íntimos – uma a cada 5 horas.
E não é “crime passional”, não é “fim de relacionamento”, não é “surto de ciúme”. Não existe desculpa! Feminicídio é crime de ódio. É a expressão máxima do machismo estrutural. É quando se tenta ensinar todos os dias que o corpo e a vida da mulher podem ser propriedade do homem, inclusive na morte.
Chega de feminicídio! Chega de covardia!
Denúncias sobre onde está David de Souza Duarte, podem ser encaminhadas para o direct do Instagram abaixo!
O empresário e médico Dr. Marcos Solano assumiu o controle acionário de quatro emissoras de rádio no Rio Grande do Norte, que pertenciam ao ex-senador José Agripino Maia. As rádios agora passam a integrar a rede mundial de comunicação e faz também do grupo empresarial de Solano, que vem apresentando crescimento expressivo nos estados do Rio Grande do Norte e do Paraná.
Além de empresário, Marcos Solano também é médico oftalmologista e tem ampliado sua atuação no setor de comunicação, apostando na modernização da programação e na expansão do alcance das emissoras. Segundo ele, o objetivo é, em breve, formar uma grande rede integrada, conectando diversas rádios em todo o RN, com a proposta de se tornar a maior rede de comunicação radiofônica do estado na atualidade.
O investimento demonstra confiança no potencial do mercado potiguar e reforça a importância do rádio como um dos principais meios de informação e entretenimento da população, especialmente no interior e também na capital.
Dr. Marcos Solano gravou um vídeo convidando a população a acompanhar a nova programação das emissoras em todo o Rio Grande do Norte. Confira o vídeo abaixo!
Novos nomes começam a circular no cenário político e podem fortalecer o grupo da direita na disputa eleitoral de 2026. A mais recente novidade é o nome do empresário Flávio Rocha, que passa a figurar no radar político potiguar. Fundador do Grupo Guararapes e um dos representantes do setor produtivo do Estado, Flávio Rocha já atuou na política como deputado federal e também participou de projetos de alcance nacional no passado, acumulando experiência tanto na iniciativa privada quanto na vida pública.
A formação da chapa da direita no Rio Grande do Norte pode surpreender — não apenas pela composição já cogitada, mas também pelos novos nomes que começam a ganhar força nos bastidores e podem ampliar a competitividade do grupo. Com a possibilidade de entrada de Flávio Rocha na disputa por uma vaga no Senado, o cenário tende a ganhar novos contornos, especialmente considerando que a outra vaga poderá ter como candidato o capitão Styvenson Valentim, que deve buscar a reeleição.
Vale lembrar ainda que o nome do coronel Hélio Oliveira, alinhado ao bolsonarismo, também apareceu como opção dentro da estratégia nacional do Partido Liberal, que trabalha para eleger o maior número possível de senadores e consolidar palanques competitivos nos estados.
Diante desse contexto, o cenário político potiguar começa a se desenhar com maior intensidade, indicando que a disputa pelo Senado promete ser uma das mais movimentadas e estratégicas do próximo pleito.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), entregou neste domingo (1º), a adutora das comunidades rurais de Melancias, Carmo, Piquiri, Sussuarana e Passagem de Pedras. A obra garante segurança hídrica para a zona rural do Município. Ao todo, mais de três mil moradores serão beneficiadas nas comunidades.
A adutora conta uma extensão de 70 km.
“Hoje é um dia extremamente feliz, que está marcado na história. O dia em que nossa gestão entrega para essas comunidades o bem maior para quem vive na zona rural, a água. Hoje podemos dizer que não falta mais água. Hoje eu agradeço ao meu Deus por ter a oportunidade de ser prefeito e poder entregar uma obra tão importante ao povo da minha terra”, afirmou Allyson Bezerra.
Morador comemora chegada da água – Foto: Wilson Moreno
A moradora Esdras Xaxá não escondeu a alegria, agradeceu os investimentos do município em levar água encanada para sua comunidade.
“Essa adutora vai trazer muitas coisas boas, porque realmente fica água constante nas nossas torneiras e aí a gente tem como fazer mais tarefas domésticas. Só tenho que agradecer a Deus e à Prefeitura de Mossoró por essa conquista”, declarou.
Para seu Amaro Oliveira, a espera para ver água em sua torneira durou 78 anos, uma vida inteira. A alegria foi tanta ao relatar que a espera tinha chegado ao fim que não resistiu e pegou a mangueira para se molhar.
A água não beneficia só os lares; o homem do campo precisa dela também para cuidar da plantação e dos animais. O agricultor Antônio Sousa, com um sorriso no rosto, disse que até tinha vendido a carroça que usava para levar água aos animais.
Em Patu, o prefeito Ednardo Moura realiza mais uma leitura anual, oferecendo aos munícipes a oportunidade de conhecer os projetos, metas e ações planejadas para o ano de 2026. No campo administrativo, esse ato faz parte do protocolo institucional e está previsto na Lei Orgânica do Município, sendo um momento de transparência e prestação de contas à população.
No entanto, no campo político, a dinâmica é diferente. Quem realmente dá as cartas são duas figuras centrais da história recente do município. O ex-prefeito Rivelino Câmara foi o primeiro a receber de Ednardo o bastão do poder e, ao longo dos anos, manteve forte influência nas decisões políticas, dando a palavra final em quatro mandatos: dois de Evilásia e dois dele próprio.
Agora, em uma nova versão do “bigodão”, o filho mais novo assume o protagonismo e passa a gerenciar o palácio do poder, tendo Rivelino como guia e conselheiro. A transição, embora revestida de formalidade administrativa, carrega consigo o peso da continuidade política e da herança de grupo.
Os dois afilhados políticos de Ednardo desfrutam do comando e da estrutura do poder, mas também enfrentam um cenário de crescente rejeição popular. Nas conversas pelas ruas, nas rodas de amigos e nos bastidores da política local, o comentário é recorrente: a combinação “Pelé e Garrincha” pode até ter talento, mas dificilmente vencerá esse jogo.
Muitos afirmam que eles só permanecem em campo porque controlam a bola e o campo de futebol. Porém, como ensina a própria política, ter a estrutura não garante a vitória — é preciso conquistar a torcida. E, ao que tudo indica, essa torcida anda cada vez mais exigente, atenta e disposta a decidir os rumos da partida nas urnas.
Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul | Foto: REUTERS/Ints Kalnins
Líderes do Reino Unido, França e Alemanha afirmaram neste domingo (1º) que estão prontos para adotar medidas para proteger seus interesses e os de aliados no Oriente Médio, após classificarem como “indiscriminados e desproporcionais” os ataques com mísseis realizados pelo Irã.
O chamado E-3 declarou que poderá agir militarmente e que atuará em coordenação com os Estados Unidos e parceiros regionais.
A escalada ocorre após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, Teerã lançou ações retaliatórias contra países da região que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Neste domingo, a mídia estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a EUA e Israel. Após a confirmação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ameaçou uma ofensiva inédita, enquanto Donald Trump advertiu que qualquer nova retaliação será respondida “com uma força nunca antes vista”. As hostilidades seguem em andamento.
‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global — Foto: Fantástico
“O Irã nunca terá uma arma nuclear”. A frase foi repetida três vezes no discurso deste sábado (28) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O programa nuclear iraniano é antigo. Começou em 1957 com apoio dos Estados Unidos, quando o Irã vivia a ditadura do xá Mohammad Reza Pahlavi, muito antes da revolução islâmica de 1979.
Oficialmente tinha o objetivo de produzir energia nuclear. E a versão oficial do governo islâmico continua a mesma: o atual programa nuclear tem fins pacíficos.
Mas os Estados Unidos e Israel não acreditam nisso.
Em junho do ano passado, os dois países alegaram ter destruído o programa na operação “Martelo da Meia-noite”, que atacou bases onde estavam as plantas de enriquecimento de urânio, material que pode ser usado na fabricação de arma nuclear. Mas parece que não foi bem assim.
Ataque às instalações em junho de 2025
“Provavelmente, as plantas de enriquecimento do Irã foram realmente destruídas. Mas acontece que destruir as plantas não significa destruir o programa, porque os técnicos, os cientistas envolvidos no desenvolvimento do programa continuam vivos e com ‘know-how'” explica Marco Antônio Saraiva Marzo, físico nuclear e engenheiro nuclear.
“Por outro lado, o Irã possuía 408 quilos de urânio. Esse urânio poderia ter sido escondido, transportado em pequenos contêineres”, pontua o especialista.
“Esses ataques retardaram o programa nuclear iraniano, sem dúvida alguma, mas não o eliminaram”, também destaca Matias Spektor, professor de relações nternacionais Fundação Getúlio Vargas (SP).
Em paralelo ao conflito militar, Irã e Estados Unidos estavam em negociações sobre o programa nuclear desde abril do ano passado. Mas, após várias rodadas de conversas, não houve acordo.
“Os Estados Unidos pediram o fim completo do programa nuclear, que o regime não topa fazer”, explica o professor.
“Porque o Irã interpreta que este programa simboliza a capacidade que o país tem de ter uma vida autônoma, independentemente da oposição que recebe dos Estados Unidos há quase 50 anos, e a oposição sistemática de Israel, que essa era uma maneira do Irã mostrar ao mundo a sua grandeza”, completa.
Repórter: “E agora, como ficará o programa deles? O que a gente sabe?”.
Matias Spektor: “Houve vários ataques a instalações nucleares, novamente. Então, provavelmente, o programa nuclear do Irã está sendo realmente destruído. Mas se a situação continuar como está, daqui a alguns anos eles podem voltar a desenvolver instalações nucleares, especialmente instalações de enriquecimento”.
As potências nucleares mundiais
O mundo tem hoje nove países com armas de destruição em massa, nove potências nucleares, incluindo as duas que atacaram o Irã neste sábado: Estados Unidos e Israel.
“O principal aliado internacional do Irã é a Rússia. No entanto, a Rússia não tem condições materiais hoje de sair em apoio ativo para o Irã, porque a Rússia está lutando a própria guerra dela na Ucrânia”, pontua o professor de relações internacionais.
Ele esclarece que a China já deu sinais de que não vai se envolver no conflito. “Ela não rasgará a camisa pelo Irã. Não tem nenhum país na Europa hoje aliado do regime dos aiatolás, muito pelo contrário. A mesma coisa vale para Índia e Paquistão”.
E também para a Coreia do Norte. O Irã, porém, conta com outro tipo de apoio, como lembra o professor Tanguy Baghdadi em entrevista ao repórter Rodrigo Carvalho.
“O Irã tem vários grupos no Oriente Médio que são aliados dele. Hezbollah, Hamas, os Huthis, no Iêmen, que podem efetivamente fazer ataques em seu nome. São grupos que estão enfraquecidos, mas que eventualmente podem recorrer, por exemplo, a táticas terroristas na região e fora da região”, explica o especialista.
Mas esses grupos não têm armas nucleares.
O futuro das armas nucleares
Então, será que o mundo está mais seguro? “A situação mundial na questão do risco nuclear é muito sombria”, ressalta o físico Marco Antônio Marzo.
“Muitos países hoje estão pensando ativamente se não deveriam construir artefatos nucleares. Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, diz Sperktor.
Cada país por um motivo diferente: uns por proteção e outros para garantir influência numa disputa global que muda rápido.
“Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, aponta o professor.
E não é só isso. Para o físico, existem alguns pontos importantes em jogo para entender o futuro das armas nucleares:
Todos os países nucleares estão modernizando seus arsenais;
a China está expandindo o seu arsenal nuclear;
e na última semana, expirou o último tratado de redução de armas nucleares estratégicas entre a Rússia e os Estados Unidos;
“Isso significa que hoje não existe nenhum tratado em vigor de redução de armas nucleares no mundo. O desarmamento nuclear vem praticamente paralisado há décadas. Parece que o risco nuclear é uma coisa lá dos países do norte, mas se houver uma guerra nuclear total, todos os continentes, o hemisfério norte, o hemisfério sul, todos são atingidos. Esse é um problema também nosso”, comenta.
Especialistas comentam sobre perigo de guerra nuclear
Repórter: Quanto tempo duraria uma guerra nuclear?
“É muito difícil de responder, mas uma guerra total nuclear envolvendo esses países, especialmente Estados Unidos, Rússia e China, poderia levar à destruição do mundo”, diz Marco Antônio.
Repórter: Tem gente que faz essa previsão de que duraria poucas horas.
“Esse é um exercício mental que diz assim, que diante de um ataque nuclear haveria uma retaliação imediata do atacado com armas nucleares, levando a um contra-ataque e a uma escalada. Haveria ou aniquilação mútua ou você emitiria tanta radiação no planeta que acabaria a vida na Terra”, diz Spektor.
“O lance com a guerra nuclear é que a gente nunca viveu uma, e é melhor assegurar que a gente nunca viverá uma”, completa.
Eles perderam a luta contra a depressão. Rafael era dentista, pai de dois filhos. Nathalia era enfermeira, também mãe de dois filhos. Ambos sofriam de depressão, uma doença invisível, cheia de tabus e preconceitos, mas que mata. Que Deus conforte as famílias e, principalmente, as crianças.
A depressão é uma doença complexa. Poucas pessoas têm acesso ao tratamento adequado. O SUS não oferece atendimento suficiente, e muitos planos de saúde passam longe de garantir acompanhamento contínuo. Ainda existe resistência em procurar um psiquiatra. Às vezes é vergonha. Em outros casos, falta condição financeira mesmo.
O Estado precisa assumir uma responsabilidade maior, com atenção real à saúde mental. Casos assim partem o coração. E não podem ser tratados como estatística.
Em números absolutos, o Estado registrou 991 casos de estupro contra menores no ano passado, com estimativa de 3 vítimas por dia | Foto: Alex Régis
O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados da região Nordeste com a maior incidência do crime de estupro de vulnerável. Em 2025, foram 28,68 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa supera a incidência regional, correspondente a 23,96, além da média nacional de 27,7. Em números absolutos, o Estado registrou 991 casos de estupro contra menores no ano passado, com estimativa de 3 vítimas por dia. É o que apontam os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mantido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Na região Nordeste, segundo o levantamento, a taxa de incidência do Rio Grande do Norte é superada apenas pelos estados de Sergipe e Piauí, onde o número de casos por 100 mil habitantes foi de, respectivamente, 36,92 e 36,13. O estado potiguar apresentou, por outro lado, o menor aumento no total de crimes registrados na região, correspondendo a 0,92% em relação a 2024, ficando atrás do Maranhão (21,19%), Paraíba (20,38%) e Piauí (6,72%). Já em todo o país, ocorreu uma redução de -0,38% nos casos, passando de 59.519 para 59.294.
O psicólogo Gilliard Laurentino, pesquisador do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência (OBIJUV) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que ter uma visão real do aumento ou diminuição de casos de estupro no país ainda é um desafio. Além da subnotificação, ele aponta que alguns fenômenos precisam ser analisados com atenção. É o caso do aumento de violência contra vulneráveis em áreas com projetos do setor eólico e festas públicas sem estrutura para combater esses crimes.
A assessora técnica do Cedeca Casa Renascer, a psicóloga Ana Amélia Melo, reconhece que os números podem ser ainda maiores em virtude da subnotificação. Ela avalia, por outro lado, que o aumento de casos no Rio Grande do Norte evidencia uma melhora na capacidade de denúncia desses crimes por meio de iniciativas de fortalecimento do direito de crianças e adolescentes.
“Entendemos que precisamos denunciar ainda mais, pois há um número muito maior de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual, seja pelo estupro de vulnerável, pelo assédio ou pelo “grooming”, quando um adulto cria um perfil falso numa rede social, fingindo ser uma criança ou adolescente, para estabelecer um vínculo e começar um processo de ameaças até chegar, na maioria das vezes, ao estupro virtual”, destaca.
O crime de estupro de vulnerável está previsto no Código Penal e consiste na conjunção carnal ou na prática de atos libidinosos com menores de 14 anos. A legislação considera vulnerável, ainda, pessoas que não têm o discernimento necessário para a prática do ato ou que não podem oferecer resistência.
Em 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou uma súmula que torna irrelevante o eventual consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agressor. O assunto voltou a ser destaque após o desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), votar pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.
Na decisão, o magistrado considerou que a vítima tinha “vínculo afetivo consensual” com o indivíduo. Após repercussão do caso, ele voltou atrás e acolheu o recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), restabelecendo a condenação do homem, além da mãe da vítima, que foi omissa ao crime.
De acordo com Gilliard Laurentino, essas relativizações prejudicam a notificação de casos de estupro de vulnerável. “Muitos casos que estão na saúde, que seriam caracterizados como estupro de vulnerável, por exemplo, quando se entende que há um namoro, então esse caso não é notificado como violência”, explica.
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três delegacias especializadas na proteção da criança e do adolescente (DPCA’s), localizadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, para atender denúncias e investigar esses crimes de forma adequada. Para Gilliard Laurentino, considerando o tamanho de todo o Estado, o número deveria ser ampliado para aumentar a capacidade de identificação de casos.
“Quando temos delegados, promotores e juízes generalistas, esses profissionais acabam sendo responsáveis por tudo, desde o patrimônio público ao estupro de criança e adolescente. Então fica difícil eles conseguirem ser especializados, e isso favorece as subnotificações”, ressalta o pesquisador.
Uma perspectiva semelhante é defendida por Ana Amélia Melo. Segundo ela, o ideal seria que cada cidade, ou pelo menos cada região de saúde do Estado, contasse com uma delegacia especializada no atendimento à criança e ao adolescente. “Muitas vezes, o primeiro local ao qual uma família recorre diante de uma situação de violência é a delegacia. Quando esse local não está preparado, ao invés de proteger, pode revitimizar a criança ou adolescente que sofreu a violência”, explica.
Ana Amélia Melo: “Precisamos denunciar mais” | Foto: Cedida
Especialistas destacam prevenção e integração
Os desafios na rede de proteção, contudo, não estão concentrados somente no baixo número de delegacias especializadas. Gilliard Laurentino destaca que municípios de menor porte, seguindo a legislação federal, não podem receber repasses federais para a construção de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) por não terem a extensão necessária para serem contemplados.
Os Creas são responsáveis por promover assistência social nos casos mais graves de violência contra crianças e adolescentes. De acordo com o pesquisador, somada à falta desses espaços, muitas cidades não conseguem abarcar a demanda por atendimento especializado em saúde mental para vítimas de abuso. “Tenho muita dificuldade de enxergar em todo o orçamento público do nosso país o que diz o artigo 227 da Constituição de 1988, ou seja, que a criança e o adolescente são prioridades absolutas”, destaca.
Do ponto de vista legislativo, a obrigatoriedade em denunciar casos de violência contra menores ao Conselho Tutelar está prevista no artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990. Em 2017, a Lei nº 13.431, que normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, reforçou essa obrigatoriedade.
Mas o que parece faltar não são novas leis, mas uma efetivação do que está previsto e um fortalecimento dos sistemas de prevenção. Gilliard Laurentino defende que é preciso que os profissionais sejam capacitados para acolher as vítimas, seja nas escolas ou nos sistemas de saúde, em um sistema de ações intersetoriais.
A perspectiva é acompanhada por Ana Amélia Melo, para quem é necessário fortalecer o fluxo de atendimento às vítimas conforme previsto na Lei nº 13.431. “Quando falamos em sistema de garantia de direitos, não estamos considerando apenas o SUAS, mas todos os equipamentos e instituições que compõem a engrenagem para que esse sistema possa funcionar e proteger crianças e adolescentes. O SUAS é parte desse sistema, assim como as DPCAs, o Ministério Público e a Justiça”, ressalta.
Rede de assistência social no RN
Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) disse que desenvolve um conjunto de ações para promover o acolhimento e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso e outras formas de violência, seja na média ou na alta complexidade.
Além de 76 serviços do CREAS, o Estado implantou, a partir de 2021, a oferta regionalizada de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, destinada aos municípios potiguares com população inferior a 50 mil habitantes. Atualmente, estão em funcionamento serviços localizados em Caicó, Guamaré, Pau dos Ferros e Parnamirim, com capacidade instalada de 10 vagas por unidade, totalizando 40 vagas regionalizadas.
Em relação à qualificação dos profissionais, embora a violência contra crianças e adolescentes não seja sempre o tema principal, a pauta é incluída nas iniciativas permanentes de formação e apoio técnico às equipes da rede socioassistencial.
Já a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas) disse que promove e participa de processos formativos voltados às equipes da rede socioassistencial. “Tais formações fortalecem a capacidade técnica tanto da Proteção Social Especial quanto da Proteção Social Básica (CRAS), garantindo identificação precoce e encaminhamento adequado ao CREAS nos casos de violação de direitos”, disse.
A pasta atua, ainda, na realização de campanhas de prevenção, como a Maio Laranja e a Faça Bonito, mais destinadas a períodos sazonais de grande movimentação. “Durante eventos com grande movimento de público (como festas juninas, carnaval), a pasta atua através de abordagens sociais integradas — em parceria com conselhos tutelares, Guarda Municipal, polícia e redes de proteção”, completa a Secretaria.