Uma confusão envolvendo torcedores foi registrada neste sábado (21), em Natal, no dia do clássico entre ABC e América-RN. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram grupos de torcedores trocando agressões em via pública, gerando correria e preocupação entre pessoas que estavam no local. As imagens rapidamente repercutiram na internet e reacenderam o debate sobre a violência entre torcidas organizadas em dias de jogos importantes.
O clássico entre ABC e América costuma mobilizar um grande número de torcedores e exige atenção especial das autoridades de segurança. Até o momento, não havia informações oficiais sobre feridos ou detenções, mas a situação chamou a atenção dos moradores e de quem acompanhava a movimentação nas redes sociais.
Casos como esse voltam a levantar questionamentos sobre a necessidade de mais fiscalização, punições e medidas preventivas para evitar confrontos entre torcedores, garantindo que o futebol seja um ambiente de lazer e não de violência.
As seis dezenas do concurso 2.987 da Mega-Sena serão sorteadas, neste sábado (21), a partir das 21h, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Trecho de Natal para Montevidéu terá partida às 16h20 e chegada às 21h20 – Foto: Reprodução
O voo direto entre Natal e Montevidéu será inaugurado neste sábado (21). A nova rota será operada pela Gol Linhas Aéreas e é resultado de ações conjuntas da Embratur, do Governo do RN, por meio da Emprotur, e do Natal Airport para atender ao aumento da procura de turistas estrangeiros pelo estado.
Os voos serão realizados aos sábados, em três períodos do ano: de 21/03 a 04/04, de 04/07 a 25/07 e de 05/12 a 26/12. A saída de Natal está prevista para às 16h20, com chegada em Montevidéu às 21h20.
No sentido contrário, o embarque ocorre às 22h15, com chegada ao RN às 3h35. A nova rota, soma-se a outras duas da companhia, que ligam Natal a aeroportos da América Latina.
Para divulgar o destino potiguar no Uruguai, a Emprotur firmou parceria com a 5M, grupo de operadoras de turismo, e realizará nos dias 23 e 24 uma “blitz” nas agências uruguaias, divulgado nossas belezas e experiências únicas.
Segundo o presidente da Emprotur, Raoni Fernandes, “adesivamos uma van e visitaremos de agência em agência, conversando com operadores, distribuindo brindes e divulgando ainda mais a nova rota, que resolverá um gargalo de conexão historicamente demandado pelas operadoras e agentes de viagens, que recebem pedidos constantes por parte de seus clientes”, pontuou.
A Secretaria Municipal de Educação de Natal apresentou, nesta sexta-feira (20), os resultados do projeto BB Alimentação Escolar, desenvolvido pelo Banco do Brasil em parceria com a Prefeitura do Natal. A iniciativa busca promover alimentação mais saudável, reduzir o desperdício de alimentos, gerar economia, qualificar profissionais da área e aprimorar a gestão da merenda escolar.
Atualmente, quatro unidades participam da fase piloto: as Escolas Municipais Professor Carlos Bello Moreno e Professora Josefa Botelho, além dos Centros Municipais de Educação Infantil Professora Stella Lopes da Silva e Professora Maria Ilka Soares da Silva.
Os dados apontam redução no desperdício de alimentos nas unidades participantes: 88% na Escola Municipal Professor Carlos Bello Moreno, 55% na Escola Municipal Professora Josefa Botelho, 73% no CMEI Professora Stella Lopes da Silva e 42% no CMEI Professora Maria Ilka Soares da Silva.
O projeto utiliza um equipamento eletrônico com tecnologia de reconhecimento facial, que permite às merendeiras e nutricionistas acessar informações sobre o consumo alimentar dos estudantes. Com esses dados, é possível planejar melhor o preparo das refeições, ajustar porções e reduzir perdas.
O secretário adjunto de Gestão Escolar, Adson Soares de Azevedo, afirmou que o uso da tecnologia tem contribuído para a melhoria dos processos. “A adoção de soluções tecnológicas permite integrar informações, qualificar o trabalho das equipes e reduzir falhas operacionais, melhorando toda a gestão da alimentação escolar”, disse.
O gerente de relacionamento do setor público do Banco do Brasil, Fabrício Aires Rocha, destacou os resultados da parceria. “A iniciativa alia tecnologia e gestão para promover melhorias na alimentação escolar e gerar impacto positivo na rede pública de ensino”, afirmou.
A gestora administrativa do CMEI Professora Stella Lopes da Silva, Andréia Kátia B. da Silva, relatou mudanças no cotidiano da unidade. “O projeto trouxe mais organização e precisão no preparo das refeições. Conseguimos reduzir o desperdício e atender melhor às necessidades das crianças”, disse.
Os resultados observados na fase piloto indicam redução de perdas e melhoria na organização do serviço de alimentação escolar nas unidades participantes.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na sexta-feira (20), a “Operação Última Ceia”, com o objetivo de cumprir quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra dois homens — um empresário e um policial militar — investigados por extorsão, usura (agiotagem) e associação criminosa. A ação contou com apoio da Polícia Militar.
De acordo com as investigações, o grupo atuava na cobrança violenta de dívidas provenientes de empréstimos informais. As vítimas eram obrigadas não apenas a pagar valores supostamente devidos com juros abusivos, mas também quantias extras relacionadas a alegados prejuízos financeiros decorrentes da “Operação Amicis”, realizada em junho de 2025.
Na ocasião, a operação anterior teve como alvo um esquema milionário envolvendo empresários, influenciadores e contadores, com o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão em Natal e na Região Metropolitana.
Ainda segundo a apuração, após ter bens apreendidos, um dos investigados passou a tentar repassar o suposto prejuízo às vítimas, utilizando ameaças e coação. O grupo evoluiu para práticas de terror psicológico contínuo, com monitoramento da rotina das vítimas, incluindo informações sobre horários e deslocamentos de crianças e adolescentes, o que configura grave violação à segurança familiar.
Também foram registrados episódios de vigilância constante nas residências e condomínios, com rondas frequentes. Em um dos casos, um bilhete ameaçador foi deixado dentro do sapato de uma das vítimas, reforçando o clima de perseguição.
Durante a operação, em dois endereços ligados ao empresário, em Lagoa Nova, foram apreendidos valores em moeda nacional e estrangeira: cerca de 7.535 dólares, 700 euros e R$ 12.700 em espécie, totalizando aproximadamente R$ 55,7 mil.
Além disso, cinco veículos foram apreendidos, incluindo um carro que teria sido utilizado nas ações de intimidação e que aparece em registros das investigações. Todo o material será analisado para aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo.
Um dos presos é sargento da Polícia Militar do RN e já possui histórico de envolvimento em crimes graves. Ele havia sido preso na “Operação Caronte”, em 2024, por suspeita de participação em grupo de extermínio e homicídios, além de já ter respondido por peculato. Nesta nova ação, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A operação contou com cerca de 70 policiais civis e apoio do Canil da PCRN. As cadelas Aika e Luna auxiliaram nas buscas, sendo que uma delas localizou um celular pertencente a um dos investigados.
O nome “Última Ceia” faz referência a um episódio simbólico identificado durante as investigações: um dos suspeitos se autointitulava “escolhido de Jesus” e chegou a ser encontrado dentro da casa de uma vítima, sentado à mesa do café da manhã, sem autorização — um ato que evidencia o nível de intimidação imposto.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e orienta que informações anônimas podem ser repassadas por meio do Disque Denúncia 181.
Violência nas escolas brasileiras registrou alta de 23% em 2024, com 15.759 casos, aponta relatório do MEC • Google Street View/Reprodução
O Colégio São Domingos, localizado em Perdizes, zona oeste da capital paulista, suspendeu cinco alunos do 9º ano (entre 14 e 15 anos) após a descoberta de mensagens de cunho misógino e apologia a crimes sexuais em um grupo de WhatsApp.
Três estudantes foram punidos pela criação de uma lista que classificava colegas como “estupráveis”, enquanto outros dois sofreram sanções por compartilharem figurinhas de Jeffrey Epstein, financista americano condenado por tráfico e exploração sexual de menores. O caso veio à tona na última semana, quando as próprias alunas descobriram o conteúdo e confrontaram os autores no grupo da turma, reportando o ocorrido à coordenação da unidade.
O episódio levanta um debate urgente sobre a crescente violência simbólica no ambiente escolar e a responsabilidade compartilhada entre famílias e instituições de ensino.
O caso não é isolado, mas sintomático de um fenômeno que especialistas observam com preocupação: o crescimento da misoginia entre jovens. Para a psicopedagoga, arteterapeuta e escritora Paula Furtado, esse comportamento não surge no vácuo.
Segundo ela, a violência simbólica e verbal ganhou visibilidade e uma perigosa legitimação em ambientes digitais, refletindo modelos culturais e discursos sociais polarizados que os adolescentes consomem precocemente.
“A misoginia entre crianças e adolescentes não surge isoladamente: ela reflete modelos culturais, discursos sociais polarizados, consumo precoce de conteúdos inadequados e dificuldades no desenvolvimento da empatia”, explica Paula.
A especialista aponta ainda que o excesso de estímulos digitais e a falta de mediação adulta têm causado um “empobrecimento das habilidades socioemocionais”, tornando a escola o palco onde esses conflitos internos e sociais se manifestam de forma crua.
Recentemente, duas tradicionais instituições de ensino do país – o Colégio Pedro II e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) – tiveram o nome vinculado a crimes de violência de gênero. Em ambos os casos, o corpo diretivo reafirmou compromisso pedagógico com uma formação que prioriza valores como equidade de gênero e repúdio à misoginia.
Paula Furtado defende que as instituições devem responder com rapidez e clareza, priorizando a escuta qualificada das vítimas e o acolhimento emocional.
No entanto, a punição — como a suspensão aplicada pelo colégio — não deve ser o fim do processo. “É essencial transformar o episódio em oportunidade educativa, promovendo reflexão coletiva e ações preventivas permanentes. A cultura escolar precisa ser de proteção, pertencimento e diálogo, não apenas de punição”, afirma a psicopedagoga. Ela sugere a implementação de programas de educação socioemocional, práticas restaurativas e projetos interdisciplinares que trabalhem o respeito e a diversidade desde cedo.
A responsabilidade pelo combate a esse tipo de comportamento é dividida. Enquanto a escola atua na formação do cidadão crítico e na criação de protocolos de convivência, cabe às famílias o papel de modelar comportamentos e supervisionar o conteúdo consumido pelos filhos no mundo digital.
Para a especialista, a eficácia da educação para o respeito depende da coerência entre o discurso familiar e o institucional. “Trabalhar valores desde cedo, por meio de experiências vivenciais, ajuda a criança a reconhecer emoções, desenvolver empatia e compreender limites nas relações. A prevenção é sempre mais eficaz quando acontece de forma contínua e integrada ao currículo.”
O equívoco de recriar uma “nova BR estatal”. Por Jean Paul Prates.
A venda da BR Distribuidora foi, sem exagero, um dos movimentos mais equivocados da história recente da Petrobras e da política energética brasileira. Rompeu-se, de forma abrupta, uma integração construída ao longo de décadas entre produção, refino e distribuição – uma integração que não era um capricho empresarial, mas um instrumento estratégico de política energética.
À época, alertei, ainda no Senado, que se tratava de uma operação feita “por dentro”: não apenas a venda de um ativo, mas a saída completa da Petrobras de um elo essencial da cadeia. Prometia-se mais concorrência, maior eficiência e redução de preços ao consumidor. Nada disso se materializou de forma estrutural.
O erro, portanto, é real e precisa ser reconhecido. Mas reconhecer um erro não autoriza a adoção de qualquer solução. E é exatamente aqui que o debate recente começa a se desviar perigosamente.
A ideia de criar uma nova estatal de distribuição, como forma de “substituir” a antiga BR, não é apenas equivocada – é tecnicamente frágil, economicamente ineficiente e estrategicamente anacrônica.
Distribuição de combustíveis não é uma atividade que se organiza por decreto. Trata-se de um mercado altamente consolidado, com barreiras relevantes de entrada: infraestrutura logística capilarizada, contratos de longo prazo com postos, escala operacional e margens comprimidas. Construir isso do zero exige tempo – anos – e volumes expressivos de capital, sem qualquer garantia de captura de mercado.
Há um ponto que raramente aparece no debate público, mas que é decisivo: não há “espaço vazio” a ser ocupado. O número de postos no Brasil não cresce de forma relevante há décadas, e os pontos de venda existentes já estão, em sua esmagadora maioria, vinculados a redes estabelecidas. A entrada de um novo player estatal implicaria disputar contratos já firmados ou investir pesadamente na criação de uma rede própria – ambas as alternativas caras, lentas e de eficácia duvidosa.
Além disso, o setor atravessa uma transição estrutural. A eletrificação da frota, a diversificação energética e a mudança nos padrões de mobilidade indicam que o modelo tradicional de distribuição tende a perder centralidade ao longo do tempo. Investir hoje na construção de uma rede física estatal de postos é, no mínimo, ignorar essa tendência – quando não apostar deliberadamente contra ela.
Também é ilusório imaginar que a simples presença de uma estatal reduziria preços. O preço dos combustíveis no Brasil é determinado majoritariamente por fatores como cotação internacional do petróleo, taxa de câmbio, carga tributária e mistura obrigatória de biocombustíveis. A distribuição, embora relevante, responde por uma parcela limitada dessa formação. A experiência de outros setores regulados com presença estatal, como o bancário, demonstra que isso não se traduz automaticamente em preços mais baixos ao consumidor.
Por fim, há o custo institucional. Criar uma nova estatal exige lei específica, dotação orçamentária, estrutura de governança e inevitável exposição a disputas políticas. Tudo isso para ingressar em um mercado já plenamente atendido – ainda que imperfeito.
Diante desse quadro, insistir nessa proposta é, na prática, tentar corrigir um erro estrutural com um improviso ainda mais custoso.
Mas há um caminho melhor – e ele já estava em construção.
Durante nossa gestão na Petrobras, iniciamos um processo estruturado e responsável de reaproximação com a Vibra Energia, sucessora da BR Distribuidora. Esse movimento não se dava por ruptura, mas por reconstrução de valor.
Primeiro, a revisão do contrato de uso da marca Petrobras, que hoje permite, de forma distorcida, a comercialização de combustíveis que não são da Petrobras sob uma marca que carrega décadas de reputação e confiança.
Segundo, a construção de alternativas para uma reentrada da Petrobras na composição acionária da Vibra, de forma negociada e alinhada com os interesses dos acionistas de ambas as companhias. Ao contrário do que muitos supõem, mecanismos como as chamadas “poison pills” não são barreiras intransponíveis – são instrumentos de proteção que podem ser ajustados pelos próprios acionistas, caso haja uma proposta que gere valor.
Terceiro, a recomposição de ativos estratégicos no refino, com negociações avançadas para a recuperação de unidades relevantes, como as refinarias da Bahia e do Rio Grande do Norte, cuja venda fragmentou o sistema e criou distorções regionais importantes.
Esses processos estavam em estágio avançado: due diligences realizadas, entendimentos firmados e caminhos desenhados. Tratava-se de uma estratégia consistente de recomposição da integração da Petrobras – não por decreto, mas por racionalidade econômica e governança de mercado.
Esse trabalho, no entanto, foi interrompido de forma abrupta com minha saída da presidência da companhia. Desde então, pouco se avançou nessa agenda. E, agora, ressurge a tentação de soluções simplistas, que ignoram tanto a complexidade do setor quanto os caminhos já estruturados.
O Brasil não precisa reinventar a roda – muito menos criar uma nova empresa estatal para repetir, com atraso e maior custo, o que já existia. Precisa, sim, de uma estratégia madura para recompor sua capacidade de coordenação no setor de combustíveis, respeitando o mercado, a governança e as transformações em curso.
Corrigir erros exige método, não voluntarismo. E, sobretudo, exige não substituir um equívoco por outro ainda maior.
Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi Secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais da Governsdora Wilma de Faria no Estado do Rio Grande do Norte (2003–2005 e 2007–2010), Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Norte (2019–2023), Coordenador do capítulo de Energía, Petróleo e Gás da Transição de Governo do Presidente Lula (2022–2023) e presidente da Petrobrás (2023–2024).