O jovem que morreu após invadir a jaula de uma leoa neste domingo (30) foi identificado como “Vaqueirinho”, de Mangabeira. Conhecido pela longa ficha de contravenções desde a adolescência, ele havia sido preso mais de dez vezes e deixado a unidade policial na última sexta-feira (28).
Na semana passada, a Polícia Militar foi acionada depois que ele tentou danificar caixas eletrônicos em uma agência bancária e acabou liberado após assinar um TCO.
Após o ataque, a prefeitura informou que o parque foi fechado temporariamente e divulgou nota lamentando o ocorrido e prestando solidariedade à família. O caso foi registrado no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade” por companhias aéreas. A declaração foi dada a Truth Social, rede social criada pelo próprio Trump. “O espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela está fechado em sua totalidade”, postou e estendeu o aviso a traficantes de drogas e de pessoas.
Segundo a agência Reuters, autoridades norte-americanas ficaram surpresas com o anúncio de Trump e não tinham conhecimento de nenhuma operação militar dos EUA em andamento para impor o fechamento do espaço aéreo venezuelano.
Horas depois, o governo da Venezuela se manifestou em comunicado, condenando a afirmação de Trump. Em nota, classificou os comentários de Trump de “ameaça colonialista” contra a soberania do país e incompatível com o direito internacional. Chamou a atitude de Trump de “ilegal e injustificada” contra o povo da Venezuela.
“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional e que se insere em uma política permanente de agressão contra o nosso país, com pretensões coloniais sobre a nossa região da América Latina e Caribe, negando o Direito Internacional”, afirmou o governo venezuelano.
A escalada de Trump em ações e discursos contra a Venezuela do presidente Nicolás Maduro vem trazendo novos episódios nos últimos meses. Os Estados Unidos já posicionaram navios de guerra no Mar do Caribe, próximo ao país sul-americano, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas. Já abateram pequenas embarcações e provocaram mortes.
Há cerca de duas semanas, Trump disse que poderia iniciar conversas com Maduro, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (28), no entanto, afirmou que poderá ordenar ações terrestres contra os narcotraficantes que diz combater. Em resposta, Maduro pediu aos integrantes da Força Aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defender os direitos da Venezuela.
Um homem morreu depois de entrar na jaula de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa. Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que o homem sobe em uma estrutura que dá acesso ao telhado do recinto e entra no espaço do animal.
A leoa acompanhou todo o percurso do homem até a entrada da jaula e, no momento em que ele entrou, avançou e o atacou pelo pescoço, provocando a morte. O animal não se alimentou da vítima, apenas realizou o ataque.
Equipes do zoológico fizeram a contenção da leoa para permitir que a Polícia Militar entrasse na área e desse início aos procedimentos de investigação. A perícia foi ao local para fazer todos os levantamentos. Até o momento da publicação desta reportagem, a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa havia apenas confirmado o caso mas estava com equipes se dirigindo para o local para, então, se pronunciar oficialmente.
A Prefeitura de Extremoz promoverá mais uma edição da tradicional Cavalgada de Verão, um dos eventos culturais mais importantes do litoral potiguar. A celebração reunirá cavaleiros, amazonas, famílias, o público local e turistas para um grande encontro que valoriza as raízes nordestinas e movimenta o turismo da cidade. Neste ano, a festa contará com um show especial do cantor Xand Avião, que promete animar o público com seus grandes sucessos.
Realizada anualmente, a Cavalgada de Verão percorre cenários que destacam as belezas naturais de Extremoz, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a preservação das tradições locais. O evento se consolida como um dos mais aguardados do calendário municipal.
“A Cavalgada de Verão faz parte da história do nosso povo e representa a força da nossa tradição. É um evento que reúne família, amigos e visitantes, movimentando nossa cidade e impulsionando o comércio local. Nossa gestão segue investindo em iniciativas que valorizam nossas raízes e fortalecem o turismo, gerando emprego, renda e promovendo ainda mais o nome de Extremoz”, destaca a prefeita Jussara Sales.
Uma das maiores invenções da humanidade, a escrita é, em quase todas as civilizações, a grande memória da cultura, do passado e para o futuro, cultura essa que, sem ela, não conheceríamos nem conheceremos.
Até a consolidação da imprensa em 1455 (e, mesmo depois, até o desenvolvimento das textualidades digitais), a escrita era, como lembra Fabio Mestriner em “4 pequenas histórias que juntas mudaram o mundo” (M.Books, 2014), “tarefa árdua e dispendiosa que não podia ser empreendida em coisas de menor importância e que não fizessem jus ou não merecessem realmente ser registradas”. O falado poderia ser corrigido imediatamente, mas algo inscrito/gravado não era possível/fácil desdizer ou retificar. A mera seleção para registro acabava cristalizando nossa visão do passado, percepção do presente e expectativa do futuro; o conteúdo desse escrito, sua mensagem, ainda mais.
Num certo sentido, como anota George Steiner em “Lições dos mestres” (Record, 2005), a escrita petrifica o discurso, “torna estático o jogo livre do pensamento. (…) A palavra escrita não escuta o que diz seu leitor. Não toma conhecimento de suas perguntas e objeções”. De fato, as verdades livrescas às vezes transformam a sabedoria, o pensamento, em frio mármore: “tendo sido ditada [e não dialogada], a instrução não é tão ‘didática’ quanto ‘ditatorial’ (juntamente com ‘édito’ e ‘edito’, essas palavras formam uma constelação assustadora)”.
Por outro lado, a sabedoria/ensino oral, como aduz o mesmo George Steiner, “propicia uma grande variedade de erros criativos, com as possibilidades de serem corrigidos e contraditados”. Alguém que fala pode corrigir-se a cada momento. Ele é capaz de instantaneamente retificar a sua mensagem. Talvez por isso, o grande Platão, genial estilista da escrita, tenha manifestado sua desconfiança em relação à palavra escrita, advogando ser somente a palavra dita face a face capaz de conjurar a verdade e assegurar um ensino honesto.
Mas como, então, conciliar essas duas realidades – memória e flexibilidade – aparentemente incompatíveis?
Talvez o bom caminho esteja nas textualidades digitais, hoje superpotencializadas com a revolucionária Internet e que não sabemos onde vai parar com a imprevisível Inteligência Artificial.
É verdade que a textualidade digital, com sua quase infinita capacidade de armazenamento e recuperação da informação, com seus onipresentes arquivos de dados, milita contra a nossa capacidade individual de memorização. Todavia, como anota o citado George Steiner, “de maneira fascinante, a mídia interativa, corretiva e passível de interrupção dos processadores de texto, das textualidades eletrônicas na internet pode vir a ser um retorno à oralidade, ao que Vico chamaria de ricorso. Os textos que aparecem na tela são, em certo sentido, provisórios e em aberto. Essas condições podem restaurar os fatores do ensino autêntico como o praticado por Sócrates e dramatizado por Platão”. Isso é mais do que muito!
Refiro-me aqui às “textualidades digitais” como as formas de “escrita” e comunicação – já mais que presentes na nossa vida, que diuturnamente ressurgem repaginadas e que cada vez mais fazem do nosso cotidiano um ambiente/mundo virtual – proporcionadas pelos já “antigões” processadores de texto (o Word, por exemplo), os muitos sistemas/aplicativos de mensagens (e-mail, WhatsApp, Telegram, entre outros) e as mais diversas redes sociais (como o Facebook, o Twitter/X ou o Instagram), além de blogs, vlogs, plataformas de vídeo/streaming, comunicação via emojis, GIFs ou memes, histórias fanfics e por aí vai.
Caracterizadas pela multimodalidade, hibridez, intertextualidade, objetividade, instantaneidade e interatividade, as “textualidades digitais”, essas novas formas de expressão e interação, são indispensáveis para a comunicação contemporânea. E, da mesma forma que a “escrita tradicional” foi uma das mais revolucionárias criações do homem, pelo impacto que teve nas transformações sociais, boa parte delas ocorridas tendo por causa direta ou indireta aquilo que chamamos de “livros”, as “textualidades digitais” são fundamentais para a nossa participação na sociedade atual. Sua compreensão é fundamental para a inclusão digital/social e para podermos interagir plenamente em um mundo cada vez mais online.
E sobre essa nova “textualidade”, sobretudo suas características, conversaremos um pouco mais na semana que vem.
Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL