PRESIDENTE DA CÂMARA DR. CÉSAR MAIA REÚNE MAIS DE DUAS MIL CRIANÇAS NA 5ª EDIÇÃO DO DIA DAS CRIANÇAS DA RUA NOVA

O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Dr. César Maia, promoveu na tarde deste sábado (1º) a 5ª edição do Dia das Crianças da Rua Nova, um evento já tradicional no bairro e que reuniu mais de duas mil crianças em uma tarde de muita alegria e confraternização.

A programação contou com sorteio de bicicletas, brinquedos, lanche, atividades lúdicas e uma animada apresentação da Patrulha Canina, que encantou o público infantil. O evento teve como objetivo proporcionar momentos de lazer, entretenimento e convivência comunitária em um ambiente seguro e acolhedor.

Segundo o presidente Dr. César Maia, a iniciativa é uma forma de valorizar a infância e reforçar o compromisso com as comunidades de Parnamirim.
“É sempre uma alegria reunir as crianças e as famílias da Rua Nova para um dia de diversão e carinho. Essa é uma data muito especial para todos nós”, destacou.

”Parnamirim vai mudar de patamar”: Kelps fala sobre o Aeroporto Digital e confirma plano eleitoral para 2026

O secretário municipal de Planejamento e Finanças de Parnamirim, Kelps Lima, concedeu uma entrevista na última semana ao jornal Agora RN. Na oportunidade, um dos principais auxiliares da prefeita Nilda abordou diversos temas com destaque para os avanços nas tratativas para a formalização do projeto Parnamirim Aeroporto Digital, que na opinião dele será um divisor de águas na história da cidade Trampolim da Vitória. Além disso, ele falou sobre os desafios encontrados na administração pública e anunciou que vai se afastar no final de dezembro para se dedicar integralmente a sua pré-candidatura a deputado federal e a construção da nominata para buscar uma vaga na Câmara.

Sobre o projeto Parnamirim Aeroporto Digital, Kelps celebrou os avanços obtidos nos últimos para a concretização desse sonho, que visa transformar o antigo Aeroporto Augusto Severo em um parque tecnológico e hub de inovação, inserindo a cidade em um novo patamar de desenvolvimento, com foco em tecnologia e geração de empregos qualificados: “Estamos falando de um projeto com infinitas possibilidades. O Parnamirim Aeroporto Digital chega para mudar o patamar de Parnamirim em termos de movimentação econômica, geração de emprego, renda, captação de novos negócios, inovação e educação”, falou o secretário.

O gestor informou que o momento é de muito diálogo para a construção do melhor modelo de negócios do projeto. Kelps disse que o potencial do Parnamirim Aeroporto Digital é tão alto que não encontrou dificuldades em angariar parceiros e interessados em se juntar a gestão e ajudar. Formam o grupo de trabalho para a formalização do projeto representantes da UFRN, IFRN, Aeronáutica, Fiern, Sebrae e Câmara Municipal. A última instituição a se juntar a empreitada foi o Porto Digital, do Recife, maior parque de inovação do Brasil: “Somos o irmão mais novo do Porto Digital. Eles vão prestar uma consultoria para nós construirmos o nosso projeto”, adiantou.

Em termos de movimentação de recursos, Kelps estima que o investimento inicial para implantação do parque tecnológico fique entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões. Parte desses recursos deverá vir de fundos não reembolsáveis, e as negociações já estão em andamento. “Se Deus quiser, em dezembro, a gente consegue anunciar já um pedaço desse dinheiro”, acrescentou.

Kelps reconhece ainda que a concretização do projeto só está sendo possível graças a determinação da prefeita Nilda, que compreendeu a importância do Parnamirim Aeroporto Digital e tem respaldado o trabalho realizado: “Nilda é uma gestora muito sensível e nossa principal incentivadora. Ela já nos autorizou a oferecer o máximo de incentivos fiscais permitidos pela lei de Responsabilidade Fiscal e repete o mantra: Eu quero emprego e empresa em Parnamirim”, falou o secretário.

O titular da Seplaf também falou sobre como a gestão Nilda conseguiu reorganizar a administração pública municipal após ter recebido a Prefeitura com débitos superiores a casa dos R$ 380 milhões: “Era um cenário caótico. Fornecedores sem receber, dívidas para se vencer em um curto prazo e até ameaça do fornecimento de energia da Prefeitura por falta de pagamento. Herdamos muitos problemas, mas Nilda implementou a sua forma de governar e graças ao trabalho de toda equipe conseguimos vencer aqueles desafios do início do ano e a casa está arrumada”, enfatizou.

Sobre 2026, Kelps Lima adiantou que vai deixar o cargo de secretário municipal já no final deste ano, antes do prazo exigido por lei para a desincompatibilização para quem deseja concorrer a cargos eletivos nas eleições gerais de 2026. Pré-candidato a deputado federal, ele está organizando e dialogando com diversos nomes para compor uma nominata forte e viável para conseguir uma das vagas destinadas ao Rio Grande do Norte na Câmara Federal: Ele citou nomes como o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, o sindicalista da pesca Abraão Lincoln e o ex-deputado federal Rafael Motta entre os que participam das conversas. “Vamos sentar quem não tem mandato e que tem pretensão de ser deputado federal. Vamos sentar todo mundo num bolo só”, explicou.

Até fevereiro, segundo ele, o grupo vai decidir em qual partido vai desembarcar. “O mais importante agora é montar o grupo”, disse. Kelps também afirmou que todos os partidos têm demonstrado interesse em receber a chapa.

Para refletir no Dia de Finados

Padre João Medeiros Filho

A morte necessita ser aceita, com menos dor e tristeza, mais resignação e resiliência. Tal realidade, passível de demora e sofrimento, depende da estrutura emocional e da crença de cada pessoa. Cabe-lhe o direito de escolher o caminho mais reconfortante, decorrente de sua fé ou espiritualidade. Para uns, quem morreu se reintegrou à mãe natureza. Segundo outros, reviverá nos filhos, netos etc. Muitos asseguram que cada ser humano fará parte de uma energia maior, penetrando noutra dimensão. O cristianismo ensina que a morte é o início da vida em plenitude, a porta de entrada no definitivo, “a aurora da eternidade”, na expressão de Dom Nivaldo Monte. Roberto Carlos, em sua fase mística, manifesta a sua crença: “Além da vida que se tem, existe outra vida além – e assim o renascer – morrer não é o fim.”

A vida flui, realizando os ciclos da existência. Estes abrem-se e fecham, tal é o existir. Isso ajuda a pensar nas vezes em que alguém se mostra egoísta, desonesto, hipócrita e injusto. Mas, deve-se lembrar igualmente os momentos em que se pratica o Bem. As águas do fluir da vida não se interrompem, quando se dorme ou come, nos momentos de tédio, depressão e ansiedade, no choro copioso na solidão do quarto ou na escuridão da noite. “A morte é natural, pois faz parte da realidade biológica. Comer, beber, dormir, sonhar, procriar e morrer integram a natureza humana.” Palavras do meu saudoso médico Dr. Leônidas Côrtes, diretor geral da Casa de Saúde São José, situada no Bairro do Humaitá, Rio de Janeiro (RJ).

O intervalo da vida e os instantes de seu fim são um duro e exigente aprendizado. E disto poucos cuidam. Não se pretende abordar aqui as tragédias em acidentes e assassinatos. Entretanto, é impossível esquecer que no Brasil morrem mais pessoas de violência do que em muitas guerras. Trata-se da banalização da morte e espantosa desvalorização da vida. É importante dizer que “A Moça Caetana”, na expressão de Oswaldo Lamartine, ou a “Indesejada das gentes”, conforme Manuel Bandeira, é dolorosa e de difícil aceitação para muitos. Os cristãos convictos afirmam que somente a fé amaina a tristeza e a dor da separação. 

Quando jovem sacerdote, em Caicó, lá se vão seis décadas, um menino me indagou na sua simplicidade, diante do ataúde de seu avô: “Padre, para onde foi vovô?” Respondi, da maneira mais natural possível: “Ele viajou para perto de Deus. Vai cuidar melhor de você, pois terá mais tempo. Guarde-o bem em seu coração…”  Falar é fácil – dizia a mim mesmo – enquanto comentava isso com a criança. O drama da vida não se encerra com o choque do falecimento. Nesse instante, começa uma segunda indagação. Na primeira, questiona-se qual é o sentido da existência, a razão do que se faz no mundo, o significado dos encontros, desencontros, realizações, frustrações etc. Diante da perda de alguém, interroga-se: “qual o sentido daquilo que muitos pensam ser o fim? E quando chegar a nossa vez?” Em geral, tem-se muito ou pouco medo, dependendo da fé. 

Vale recordar a frase atribuída a Sócrates – condenado à morte pelos cidadãos de Atenas – proferida na hora de beber a cicuta: “Se a morte é um sono sem sonhos, será bom. Se for um reencontro com pessoas amadas que partiram, será melhor ainda. Então, não se desesperem tanto.” Se alguém que não conheceu a ternura de Jesus, falava desse modo, quanto mais os cristãos, que acreditam nas palavras do Mestre: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11, 25). É preciso tempo para integrar à vida a dimensão da morte. Mesmo sem falar em eternidade, não se pode negar que os mortos queridos vivem em nós, ao lembrar seus rostos, vozes, gestos, risos, os belos e difíceis momentos vividos. Repetem-se no milagre genético, nos filhos e netos, ou se perpetuam pela lembrança. Isso não é tudo. Para quem segue Cristo verdadeiramente encontrará resposta e consolo. “Ele enxugará toda lágrima de seus olhos, não existirá mais morte, não haverá mais luto nem dor” (Ap 21,4).