Caixa reduz taxa de juros para financiamento imobiliário

 

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (24) que vai reduzir em 0,15 ponto percentual a taxa de juros do crédito imobiliário na modalidade poupança. Com a redução, as novas taxas partem da Taxa Referencial (TR) + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da poupança. Segundo o banco, as contratações com as taxas reduzidas começarão a ser feitas partir do dia 28 de março.

Linha de crédito para PcD

O banco informou ainda que lançou linha de crédito para reforma e adaptação de imóveis próprios destinados a Pessoas com Deficiência (PcD), no âmbito do programa Casa Verde e Amarela. A nova linha também começará a ser operada a partir do dia 28 de março e vai oferecer o crédito com recursos do Fundo e Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O crédito será disponibilizado para quem tem renda bruta mensal de até R$ 3 mil e o limite de crédito será de até R$ 50 mil, limitado a 80% do orçamento da obra apresentado. O prazo para o pagamento do financiamento será de 240 meses.

Novas condições

O banco também informou que, a partir de 12 de abril, passarão a valer as novas condições para financiamento às famílias com renda entre R$ 2.000,01 e R$ 2.400,00 do Programa Casa Verde Amarela, entre elas estão: a redução da taxa de juros de 0,5 ponto percentual no financiamento habitacional; e o aumento dos subsídios para aquisição e construção de moradias, o que amplia o poder de compra das famílias.

Fonte: agência Brasil

 

Mário Frias terá que explicar gastos públicos em viagem aos EUA

A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, hoje, um requerimento de autoria do senador Jean Paul que convida o secretário especial de Cultura Mário Frias e sua equipe, para prestarem informações sobre despesas de quase R$ 140 mil em viagens a Nova York e Los Angeles.

Em dezembro do ano passado, Frias e o secretário-adjunto Hélio Ferraz de Oliveira estiveram em Nova York por cinco dias para encontrar o lutador de jiu-jitsu bolsonarista Renzo Gracie. Já neste ano, o subsecretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula — responsável por encampar mudanças na Lei Rouanet –, esteve por cinco dias em Los Angeles.

“As despesas foram pagas com dinheiro público. Frias tem que explicar o que foi feito nessas viagens e justificar para os brasileiros esse ataque aos cofres públicos. Isso é um escândalo pela ausência de prestação de contas e pela inexistência de motivos reais para essas viagens”, disse o senador Jean Paul.

O parlamentar lembrou que Mario Frias nunca lutou pela valorização da cultura nacional, e ao invés de gastar todo esse dinheiro, ele e sua equipe poderiam muito bem ter feito uma reunião online para tratar do tema. “Lamentamos o uso que se faz das estruturas de cuidado da cultura por esse governo. Eles transformaram a cultura brasileira em algo irrelevante. É humilhante o papel desse ministério para a cultura nacional. O ministério rebaixado, até hoje, não apresentou uma política pública para o setor. Não temos diretrizes e este ministério não dialoga com os autores do setor”, completou o parlamentar.

A ida do secretário ao Senado ainda não tem data marcada. A previsão é que ocorra ainda neste primeiro semestre de 2022.

_Educação_

Os senadores aprovaram ainda requerimentos de convite de autoria do senador Jean Paul e do senador Randolfe Rodrigues, para que o ministro da educação Milton Ribeiro esclareça as denúncias da pasta. O ministro comparecerá à reunião na próxima quinta-feira (31).

Em áudios divulgados pela imprensa, o chefe da pasta afirmou priorizar os amigos do “pastor Gilmar” no repasse de verbas aos municípios, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O ministro da Educação, que atende pastores amigos de Bolsonaro para intermediar verbas públicas para prefeituras, vai ter que passar a semana preparando-se para dar explicações ao Senado”, afirmou o senador potiguar. O ministro disse que denunciou os pastores à CGU e mesmo assim continuou recebendo eles para não despertar qualquer desconfiança. Melhor arrumar desculpa melhor que essa. Vamos esclarecer mais esse gabinete paralelo de Bolsonaro e as mamatas que ele criou”, completou.

Assessoria de imprensa senador Jean Paul Prates
Ricardo Borges
61 9 9637 0580

Cansei de mim

Cansei-me da elite brasileira! E eu sou parte dela. Cansei de mim.

Branco, com acesso aos Poderes, formado pela UnB e com mais condições de vida do que a absoluta maioria da população. Mas, que coisa nós viramos! Um Brasil triste, capenga e ridículo. Termos ainda 30 % dos brasileiros apoiando o crápula do Presidente diz muito sobre quem nós somos: um país que nega a existência do navio negreiro, que teima em dizer que não há racismo e que convive com a violência e a misoginia. Uma aristocracia que ganha dinheiro com a miséria. Nós somos uma sociedade que aceita sentar-se com o Bolsonaro defensor de torturadores, que cospe nas mulheres, que cultua a morte e exalta a tortura.

A pior representação do que poderíamos imaginar. Vamos esquecer daquela ideia do brasileiro cordial. Vamos fixar no brasileiro sacana, covarde e indiferente com a pobreza, com a fome e com o desemprego. Naquele para o qual pouca importa se nosso sofrido povo está em estado de abandono – com 14 milhões de famélicos e 20 milhões de desempregados. Essa é a nossa elite.

Às vezes, como elite que sou, fico andando pela Europa, ainda que a trabalho, e devo dizer que não vejo aqui o ambiente tóxico que temos no dia a dia da imprensa brasileira. É difícil ter, como temos, alguns jornalistas viúvos do ex-juiz Sérgio Moro e que se apresentam como ícones. Parece não existir fundo nesse buraco. Nós somos o fim do tal poço.

Mas, ainda assim, é preciso resistir às tragédias diárias. Não é possível viver somente entre uma guerra sanguinária de uma ocupação covarde e bandida e um Brasil se desmilinguindo como povo e como nação. Hoje, somos uma imagem pálida do que éramos na era do Lula. O bando chefiado pelo Moro, que foi o principal eleitor do bolsonarismo, a serviço de grupos que precisam ser desmascarados, roubou o que tínhamos de mais nosso: uma identidade orgulhosa de um país.

Sendo lulistas ou não, temos apenas uma chance de voltar a ter o Brasil de volta: derrotar esse projeto obscurantista. Vamos vencer o fascismo, confrontar os representantes da barbárie e fazer um Brasil feliz de novo!

Na verdade, não estamos a pedir muito. É um pouco de respeito, uma pitada de amor, um carinho pelas pessoas que estão absolutamente desprotegidas e um afago, no limite. Até, quem sabe, um abraço amigo. Ou seria pedir demais um contato assim, quase amoroso, com quem esses bárbaros cuidam de afastar das nossas vidas? E vamos enfrentá-los em todas as áreas.

Ainda agora, o Superior Tribunal de Justiça condenou um dos membros daquele bando.  O tal Deltan foi condenado a pagar ao Lula, pela leviandade do uso do power point, um valor a título de danos morais. Um gesto mínimo de respeito por parte do Judiciário. Um reconhecimento de que a breguice, o uso político e a ausência de técnica jurídica do Ministério Público não podem prevalecer. Deltan não é só corrupto e incompetente; ele é coitado, brega e vulgar.  E a sua reação contra o Tribunal foi de um destempero de quem se julga acima das instituições.

É o começo do fim do grupo que Moro comandava. Vamos garantir a eles os direitos que eles desprezaram. Todos, inclusive o da prisão somente após o trânsito em julgado. Sem vingança, apenas com respeito à Constituição.

Remeto-me ao grande Castro Alves, em O Navio Negreiro:

“Quem são estes desgraçados,

Que não encontram em vós,

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz?

Quem são?”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: último segundo.

Benes Leocádio deixa o Republicano e o filho de Abraão Lincoln, Victor Hugo retorna à presidência do partido no RN

Em reunião com o Presidente Nacional do Republicanos, Deputado Federal Marcos Pereira (SP), e toda a bancada republicana na Câmara Federal, foi decidido o retorno do jovem, Victor  Hugo ao comando da sigla no Estado. Filho do Presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, Abraão Lincoln, Victor ocupa um lugar no Diretório Nacional do partido, e assume uma missão de montar uma nominata para deputado federal e estadual. Para o deputado Benes Leocádio, ele não se curvou a um governo rejeitado, reprovado pela opinião pública, e que está com os dias contados e por esse motivo vai deixar partido. “Estão entregando o partido para ser usado como apêndice do projeto PT no RN, lamentável”

Em relação ao seu novo destino partidário, Benes Leocádio informou que irá ouvir os amigos que o
ajudarão a fortalecer a legenda no Rio Grande do Norte e definir sua nova agremiação partidária.

Tendência é ir para o PL, diz Tarcísio de Freitas

O ministro Tarcísio de Freitas(Infraestrutura) disse na 4ª feira (23.mar.2022) que existe “uma tendência” de se filiar ao PL, mas que a questão não está definida.

Em entrevista ao programa “Em Foco”, da GloboNews, o ministro declarou não ter problema em estar na legenda de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão.

Acho que problemas todos os partidos têm, as pessoas têm, as pessoas pagam pelos seus erros, aprendem, e têm de ter oportunidade de recomeçar. Eu acredito no recomeço, acredito na nova caminhada. Hoje, tenho uma excelente relação com todos”, falou.

GOVERNO DE SÃO PAULO

Tarcísio reafirmou que será candidato ao cargo de governador de São Paulo nas eleições de outubro. “Estamos animados para enfrentar [o desafio da eleição]”, falou. “Obviamente é um desafio novo na nossa vida. É algo que você não planeja, acontece. Mas, ao mesmo tempo, você vem se preparando ao longo da vida por meio da sua trajetória.

O ministro afirmou que, antes de aceitar disputar o cargo, pensou por diversas vezes que seu nome não era o melhor para ocupar o Palácio dos Bandeirantes. “No entanto, a coisa evoluiu muito rapidamente. Alguns fatos aconteceram, que era inesperados, e as circunstâncias acabam nos levando a esse ponto”, disse.

Acho que é uma questão de destino. De repente, as portas se abriram e eu acabo chegando nessa condição, tentando ajudar o presidente [Jair Bolsonaro (PL)].

Questionado sobre como “convencer” o eleitorado paulista de que é o melhor candidato mesmo não sendo natural do Estado, Tarcísio ressaltou a veia “acolhedora” de São Paulo, que recebe “pessoas trabalhadoras”.

O convencimento parte da capacidade de entender os problemas do Estado de São Paulo e construir soluções”, declarou.

ALCKMIN

Tarcísio falou sobre uma eventual aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para a disputa à Presidência da República e como essa ligação pode influenciar a disputa em São Paulo –em especial no interior do Estado.

Tenho respeito muito grande por ele [Alckmin], pelo que construiu. No entanto, entendo que essa guinada que deu não foi compreendida por seu eleitorado, conservador, mais à direita, liberal na economia”, falou.

“Acho que ninguém compreendeu exatamente esse movimento. Então, quando ando, sobretudo no interior, e começo a conversar com as pessoas, tenho feito aí muita conversa com muita gente, ninguém compreende exatamente a razão pela qual ele fez essa derivação e mostra certa incoerência.”

BOLSONARO

O ministro afirmou que um dos legados de Bolsonaro é mostrar a importância  de investir em “quadros técnicos” ao se montar um governo. “Eu fui escolhido ministro e não teria sido se fosse qualquer outro vencedor em 2018, certamente o ministério estaria com algum partido”, afirmou.

Eu tenho técnicos em todas as áreas, eu consegui trazer dirigentes de mercado.

Tarcísio disse que Bolsonaro “já sinalizou” que substituirá os ministros que deixarem o governo para disputar as eleições por nomes técnicos.

Eu acho que outra coisa que a sociedade já percebe é que nós não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo federal”, falou.

CAMINHONEIROS

Um dos principais interlocutores do governo junto aos caminhoneiros, Tarcísio disse que visa “uma estratégia de abertura de portas”. Ele participa de grupos da categoria em aplicativos de mensagens, algo que afirma ser importante para mostrar “o que vai ser feito em termos de política pública” e também “relatar as dificuldades” do governo.

Acho que, pela 1ª vez, nós tivemos uma reunião com lideranças de caminhoneiros e agentes de mercado. Nós colocamos o caminhoneiro para conversar com o economista-chefe de banco”, afirmou o ministro.

Tarcísio negou que tenha apoiado greves. Disse ter mostrado aos caminhoneiros que paralisações têm consequências que prejudicam a própria categoria.

DIESEL

Questionado se apoia um programa de subsídio para o diesel, Tarcísio respondeu que os ministérios da Economia e de Minas e Energia estão estudando a questão.

O que a gente tem visto nos últimos dias é um fluxo muito grande de moedas estrangeiras para o Brasil”, declarou. “O mundo enxerga as empresas brasileiras muito aptas a trabalhar nesse cenário de inflação”, continuou.

É importante que a gente mantenha a rigidez fiscal e não faça um movimento brusco do ponto de vista fiscal. Se não, a gente afeta o câmbio e um subsídio que pode ajudar de um lado é perdido do outro.”

Fonte: Poder 360