Eudiane Macedo já arrumou a mala do republicano mas ainda não encontrou um partido


Eudiane Macedo, deputada estadual (Republicanos), vai novamente mudar de partido. Dessa vez, a história da parlamentar que se elegeu em 2018 nos braços do deputado federal Benes Leocádio, será outra.

O Deputado Benes que hoje é presidente do Republicanos é um dos mais fortes opositores da Governadora Fátima Bezerra (PT)
e ficará sem a deputada no seu partido.

Um detalhe nessa história de Eudiane Macedo é que na Assembleia Legislativa, ela compõe a base aliada da governadora, ao mesmo tempo é correligionária de Benes que faz oposição ao Partido dos Trabalhadores, criando desconforto dentro do grupo partidário.

Uma fonte garante que a deputada não se filiará ao PSB de Rafael Mota, e também não irá para o partido dos Trabalhadores, conforme vinha sendo cogitado. Ela anda conversando com um grande partido, e o marido Tárcio Macedo, anda com uma calculadora
fazendo contas, para não errar no resultado final de 2022.

É hora das mulheres!

 

Em 2022, 50 anos após a morte da mossoroense Celina Guimarães – a primeira mulher a ter direito a voto no Brasil -, ou 45 anos da Lei que estabeleceu o Direito ao Divórcio no Brasil – em plena ditadura militar -, não deveríamos ainda estar falando de violências e feminicídios como os ocorridos a Manuela Josina, na Zona Norte de Natal, ou a Ingrid Caroline Soares dos Santos, no distrito rural de Campo Grande.

 

Este texto não era para isso. Mas é difícil escrever sobre a importância da mulher na sociedade sem desviar o assunto para o contexto tenebroso de que ainda lutamos pela vida e pela liberdade de existir como bem somos. A violência que sofremos resulta justamente na nossa invisibilidade.

 

Ainda somos o país em que 72% das denúncias de mulheres vítimas de agressão são referentes à esfera doméstica e/ou provenientes de membros da própria família. É uma questão que precisa urgentemente ganhar contornos de sublevação.

 

A matéria “Vidas femininas importam: a luta das mulheres na pandemia”, publicada no Nexo Jornal, mostra mais um dado absurdo. A violência doméstica e o estupro são a sexta causa de morte entre mulheres de 15 a 44 anos. São nossas mães e filhas que são violentadas dentro de nossas próprias casas!

 

Outro ponto importante a ser refletido é o que a socióloga potiguar e líder feminista Analba Texeira constatou ao analisar o Atlas da Violência de 2021. De 2009 a 2019 foram mais de 50 mil mulheres brasileiras assassinadas, sendo que 67% das vítimas eram negras. O que evidencia que aquele verso imortalizado por Elza Soares persiste estapeando a cara da sociedade: “A carne mais barata do mercado é (ainda) a carne negra”.

 

Mas muito temos também a reconhecer. Em pleno 2022, o Rio Grande do Norte – sempre pioneiro nas lutas e conquistas femininas -, é o único estado governado por uma mulher, a professora Fátima Bezerra. Porém, dentre as oito vagas a que o estado tem direito na Câmara Federal, temos apenas uma única Deputada, a advogada Natália Bonavides, que tem dignificado a representação feminina para as mulheres no parlamento federal.

 

O protagonismo de mulheres potiguares como Nísia Floresta, Celina Guimarães, Alzira Soriano, Vilma de Farias e Fátima Bezerra precisa ser celebrado e reconhecido. Principalmente a história desta última, lapidada na luta de professoras e professores, trabalhadoras e trabalhadores, de origem popular. Ela é agredida diariamente por preconceitos a sua origem, a sua classe, a sua raça e a questões pessoais que não deveriam ser motivo de ataques.

 

É hora das mulheres ocuparem os espaços, a liderança, o protagonismo, direcionarem os valores e reconfigurarem os termos da ação na esfera pública. É um conhecimento que só nós temos, e só nós mulheres podemos ofertar. Este texto é sobre isso, sobre a importância do que as mulheres trazem de história e ancestralidade, de representação e de valores.

 

Na política tradicional brasileira, as mulheres sempre foram alijadas e desmotivadas a participar da esfera pública. Na esquerda não foi muito diferente. O discurso da esquerda tradicional sempre colocou que as questões de representatividade, identidade, seriam “perfumarias”. E assim se firmou as questões do espaço público como sendo da esfera masculina, sobre o que representa o homem, fálico, viril, agressivo, dos conflitos. A história da luta dos homens forneceu, a eles, esta identidade. Mas agora precisamos desfazer essa concepção.

 

O tempo da selvageria, da truculência, do uso da força, da guerra, é coisa do passado. O que vem por aí é o tempo da política, a política como diálogo, como construção na diversidade de visões, na soma, na disposição e operacionalização das demandas sociais legítimas. E isso é uma cosmovisão da mulher. E nós, mulheres, reivindicaremos esta capacidade que tem faltado aos homens na História.

 

O tempo nos impôs o duro papel do silenciamento no espaço público, mas também nos forjou com os melhores valores para ocupar e direcionar o novo momento da sociedade. Onde o diálogo, o acolhimento, o gerenciamento das múltiplas demandas e atividades, somente com a paciência revolucionária daquelas talhadas na história, conseguirá a partir de agora trazer luz à esfera pública.

 

Nós, mulheres, somos o agente das mudanças que o mundo necessita. Nossa capacidade de escuta, nossa capacidade de empatia, nossa capacidade de ação é o que nos distingue para o novo tempo. Nossa devoção às causas mais sublimes nos credencia. É ato de fé no propósito de construir um mundo melhor para todas as mulheres e homens justos. É a convicção que isso só se fará próxima e entrelaçada aos valores das mulheres.

 

A democracia é um valor e instrumento que tem servido aos historicamente alijados do processo. Devemos defendê-la. A representatividade tem sido importante ferramenta para levar uma história que veio antes de nós e ainda violenta no espaço público, mas também na esfera privada.

 

A esquerda rejuvenescida e a democracia como valor universal é feminina.

 

Repito, mais do que nunca, a hora é das mulheres!

 

Meu nome é Samanda, mulher, amiga, interiorana, estradeira, e, desde sempre, disposta a ir à luta por mais mulheres na política. Construo o sonho e já vejo o arco-íris que virá. Contem comigo.

Haroldo Azevedo presta homenagem ao amigo Geraldo Melo

O empresário Haroldo Azevedo prestou uma homenagem ao amigo Geraldo Melo e postou em suas redes sociais a música símbolo das campanhas do então governador, além de 40 fotos retratando diversos momentos da amizade dos dois.

Veja a mensagem.

“O Rio Grande do Norte amanheceu triste, com a perda do meu amigo irmão Geraldo Melo, uma das nossas maiores inteligências do nosso Estado. Governador exemplar, homem de mãos limpas, sério, probo, honesto, correto, afável, competente e de uma memória privilegiada! O maior orador da história política do nosso RN e dos melhores que passaram pelo Senado Federal. Tenho muito orgulho de ter sido seu amigo e um dos seus suplentes no Senado Federal. Que Deus o tenha na Casa do Pai Divino para o descanso eterno”.

 

IMG_5707

Agora é oficial. Morre o ex-governador Geraldo Melo aos 86 anos

O ex-governador Geraldo Melo morreu hoje às 3 horas da manhã, vítima de um câncer. Ele encontrava-se em cuidados paliativos, junto aos seus familiares, em sua residência, na capital do Rio Grande do Norte. Em 2020, Melo foi diagnosticado com câncer na cabeça, doença que se transformou em metástase, atingindo inclusive o pulmão. Na época em que a enfermidade foi diagnosticada, o ex-governador e ex-senador do RN passou por uma bateria de exames no Hospital Sírio-Libanês. Ao retornar para Natal, ele chegou ainda a se internar no Hospital São Lucas.

Geraldo Melo logrou grande êxito em sua caminhada terrena, sendo reconhecido por sua excelente atuação na carreira pública. Ele era considerado um dos mais notáveis oradores do estado. No início de novembro de 2021, foi eleito novo imortal da Academia Norte Riograndenses de Letras (ANL), para a cadeira número 32. O político deixa uma das mais garbosas histórias na política do estado.