Deltan Dallagnol recebe R$ 130 mil de apoiadores para pagar Lula

Ex-procurador da Lava Jato afirmou que, caso derrube decisão do STJ, vai doar dinheiro recebido

O ex-procurador da Lava Jato e pré-candidato à Câmara dos Deputados Deltan Dallagnol afirmou ter recebido, até o momento, R$ 130 mil de apoiadores para pagar indenização imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta terça-feira (22), Dallagnol foi condenado a pagar R$ 75 mil – com correções e juros – ao ex-presidente Lula no caso que ficou conhecido como “powerPoint.

Lula pediu indenização por uma entrevista, concedida em setembro de 2016, na qual Deltan apresentou um PowerPoint que apontava Lula como líder de uma organização criminosa e disse que o petista era o “comandante máximo do esquema de corrupção” e “maestro da organização criminosa”.

“Em menos de 24h, brasileiros depositaram espontaneamente na minha conta mais de R$ 130 MIL porque estão indignados com a injustiça da condenação que sofri no STJ para indenizar Lula. Não tenho palavras para o carinho, a solidariedade e o senso de justiça desse gesto”, disse em trecho da publicação.

Com correção, o valor a ser pago para Lula se aproxima de R$ 200 mil. Dallagnol afirmou que as ajudas que chegam são doações que variam de R$ 1 a R$ 1 mil.

A decisão ainda cabe recurso e Dallagnol afirmou que as doações feitas servem de inspiração para que ele tente derrubar a decisão do STJ.

“Meu compromisso com os brasileiros é este: vou lutar com todas as minhas forças pra derrubar essa decisão injusta e, se conseguir, todo o dinheiro depositado será doado para hospitais filantrópicos para o tratamento de crianças com câncer e portadoras de autismo”, disse o ex-procurador da Lava Jato.

Fonte: Terra Brasil notícias.

Prefeito se reúne com superintendentes da Caixa para tratar sobre empreendimentos habitacionais

O Prefeito Rosano Taveira se reuniu nesta quarta-feira (23) no seu Gabinete com os superintendentes da Caixa Econômica para tratar sobre empreendimentos habitacionais e sobre o contrato das Obras de Saneamento.

Na ocasião, foi tratado sobre a entrega das unidades habitacionais do Irmã Dulce I para 256 famílias, que vai ocorrer neste sábado (26), e sobre a retomada das obras dos Empreendimento Ilhas do Caribe prevista para iniciar nos próximos meses.

Participaram da reunião os superintendentes da Caixa Econômica, Cleiton Beje e Lamark Mangueira; os secretários municipais de Obras Públicas, Albérico Júnior, de Habitação e Regularização Fundiária, Rogério Santiago, de Planejamento e Finanças, Giovani Júnior e adjunto Josuá Neto; o presidente da Construtora Gaspar, Arnaldo Gaspar; e técnicos da Prefeitura e Caixa Econômica.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim.

Alckmin disputar vice-presidência é ‘quase vingança política’ contra PSDB e Doria, diz analista político

A possível aliança entre Alckmin e Lula nas eleições presidenciais tem sido digerida com desconfiança por aliados do petista e pelas alas conservadoras. A guinada política do ex-tucano foi marcada pelo anúncio de sua filiação ao PSB na última sexta (18). Para o jornalista Fabio Zambeli, que acumula três décadas de cobertura política, os últimos anos de desgaste com o PSDB – especialmente após a aliança Bolsodoria – dão sentido às movimentações de Alckmin.

“Essa aliança é claramente uma resposta do Alckmin ao João Doria, ao grupo que assumiu o PSDB e o colocou para escanteio”, avalia o analista-chefe do Jota em São Paulo em entrevista à Renata Lo Prete, retomando o episódio em que Doria ofereceu ao padrinho político uma candidatura ao senado como “prêmio de consolação”.

Lula e Alckmin se encontram em jantar em SP — Foto: Ricardo Stuckert

“Ficou claro para o Alckmin que ele tinha que sair do PSDB”, diz Zambeli. Para o analista, o caso Doria é emblemático porque a ruptura com o ex-governador teria sido muito dura. Depois das eleições presidenciais de 2018, a relação azedou de vez.

“Nesse aspecto, é quase uma vingança política para o Alckmin mostrara para quem o descartou para planos maiores ser vice-presidente em um projeto nacional e retomar o protagonismo que faz todo sentido nesse contexto de resposta política que Alckmin quer dar para seus desafetos. “

 

As motivações de Alckmin, segundo Zambeli, não se encerram na ruptura com Doria.

“Ele [Alckmin] sempre foi visto como um personagem menor diante dos grão-tucanos. O episódio da morte do Tomás, o filho caçula, foi uma tragédia pessoal muito marcante. Esse ressentimento que ele carregava com o PSDB por nunca ter sido um tucano de alta plumagem fica mais aflorado de lá pra cá.”

Ouça a entrevista completa no episódio #670 do podcast O Assunto.

Fonte: G1

Preço do potássio triplicou depois do início da guerra

O preço da tonelada de potássio, insumo usado na produção agrícola, triplicou em um ano, impulsionado pelo conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Passou de US$ 300 no começo de 2021 para US$ 1.100 nesta semana.

O maior pico havia sido na virada de 2008 para 2009, quando a tonelada era comercializada a US$ 700 –na época, US$ 1 custava em torno de R$ 2,20. A cotação atual é de R$ 4,91 por cada dólar.

Com o nitrogênio e o fósforo, o potássio compõe o NPK, composto muito utilizado em culturas como soja, milho, café, trigo, arroz e cana-de-açúcar.

Marcelo Mello, especialista em fertilizantes da StoneX, disse no fim de fevereiro ao Poder360 que a Rússia foi responsável de 22% das importações de fertilizantes feitas pelo Brasil no último ano. É do país que vem a maior fatia do NPK que chega em solo brasileiro. Ainda há importações de Belarus, outro país envolvido no conflito e, assim como a Rússia, alvo de sanções do Ocidente. Hoje, o país importa 85% do composto.

Segundo Mello, o Brasil já estava em uma situação complicada quanto à importação do potássio mesmo antes da guerra começar.

Havia uma chance muito grande de desabastecimento de potássio. Mas não era certeza. Agora, se tirar a Rússia, é certeza que vai faltar e não só para o Brasil. Porque Belarus e Rússia, juntas, somam 40% da produção mundial”, falou.

Para diminuir a dependência de outros países, o governo federal publicou em 11 de março decreto que institui o Plano Nacional de Fertilizantes, com metas e diretrizes.

O plano todo tem prazo até 2050, mas a expectativa do Planalto é conseguir diminuir essa dependência do mercado exterior em 10% ainda nos primeiros 5 anos. A princípio, a estratégia nacional para os fertilizantes era para ter sido publicada em dezembro do ano passado, mas foi adiada para março deste ano.

Fonte: Poder 360.

28º dia de guerra tem Biden na Europa e expectativa de sanções

 

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia chega ao 28º dia nesta 4ª feira (23.mar.2022). O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viaja para Bruxelas em visita que, além de simbólica, demonstra a unidade do Ocidente, servirá para a realização de reuniões da cúpula da Otan(Organização do Tratado do Atlântico Norte), do Conselho Europeu e do G7. Espera-se que sejam anunciadas novas sanções contra a Rússia.

O líder norte-americano chegará à capital da Bélgica e sede da UE (União Europeia) na noite desta 4ª feira. Na 5ª (24.mar), quando a guerra na Ucrânia completa 1 mês, Biden participará da reunião da Otan.

No momento, o grupo enfrenta divergências. Enquanto alguns querem fornecer armas para a defesa da Ucrânia, atendendo aos apelos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, outros temem a escalada do conflito.

Além da reunião da Otan, Biden participará de um encontro do G7 e outro com os chefes de Estado da UE. Na sequência, viajará para a Polônia, onde se reunirá com o presidente Andrzej Duda, no sábado (26.mar).

A Polônia faz fronteira com a Ucrânia e é o país que mais recebeu refugiados da guerra. Segundo a agência de refugiados da ONU (Organização das Nações Unidas), até 15 de março, cerca de 1,8 milhão de fugitivos do conflito estavam na Polônia. Espera-se que Biden ofereça ajuda ao país.

NOVAS SANÇÕES

O conselheiro de segurança da Casa Branca, Jake Sullivan, disse em entrevista a jornalistas que novas sanções econômicas serão impostas para fragilizar ainda mais a economia da Rússia.

Sullivan não especificou quais medidas serão adotadas. Ele falou que os EUA “se concentrarão não apenas em adicionar novas sanções, mas em garantir que haja um esforço conjunto para agir contra a evasão de sanções”.

Os países da Otan querem que a China não ajude a Rússia, seja na economia ou com o envio de armas.

Pequim não condenou a invasão da Rússia à Ucrânia, o que tem sido criticado por muito países. Diante de pressões internacionais, autoridades chinesas têm defendido publicamente que as nações tenham o direito de decidir sobre as suas políticas externas de forma independente, sem precisarem “escolher um lado”. Em contrapartida, o país asiático enviou ¥15 milhões (cerca de R$ 11,5 milhões) à Ucrânia para ajuda humanitária.

INVENCÍVEL

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em entrevista a jornalistas na 4ª feira (22.mar) que a guerra na Ucrânia não pode ser vencida. Para ele, a única solução possível será na diplomacia. “Esta guerra é invencível. Cedo ou mais tarde, terá que passar do campo de batalha para a mesa de negociação da paz. Isso é inevitável”, falou.

As perguntas são: quantas vidas mais devem ser perdidas? Quantas bombas mais devem cair? Quantos Mariupols devem ser destruídas? Quantos ucranianos e russos serão mortos antes que todos percebam que essa guerra não tem vencedores –apenas perdedores? Quantas pessoas mais terão que morrer na Ucrânia, e quantas pessoas ao redor do mundo terão que enfrentar a fome para que isso pare?”, acrescentou Guterres.

PAPA NA UCRÂNIA

Em um vídeo publicado na madrugada (horário local) desta 4ª feira (23.mar), Zelensky disse que falou com o Papa Francisco, a quem convidou para uma visita à Ucrânia. “Convidei-o a visitar nosso país neste momento crucial. Acredito que seremos capazes de organizar essa importante visita, que apoiará inequivocamente cada um de nós, cada um dos ucranianos.

O presidente da Ucrânia também falou sobre a situação em Mariupol e as tentativas fracassadas de criar corredores humanitários. Segundo Zelensky, há “centenas de milhares de pessoas em condição desumana” em Mariupol. Elas estão “sem comida, sem água, sem remédios. E sob bombardeio constante”.

De acordo com a autoridade ucraniana, apesar das dificuldades, 7.026 residentes do município foram resgatados na 3ª feira (22.mar). Mariupol, no sudeste da Ucrânia, é uma cidade portuária que está sitiada há semanas. É considerada um ponto estratégico do país, pois tem saída para o mar.

O presidente da Ucrânia anunciou a criação de um site para envio de ajuda humanitária ao seu país. Por fim, disse que as delegações ucraniana e russa estão trabalhando virtualmente para um acordo de paz: “É muito difícil. Às vezes escandaloso. Mas passo a passo estamos avançando”.

Fonte: Poder 360.