Maia diz que Câmara deve seguir Senado e derrubar decreto de armas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Câmara deverá votar nesta semana o projeto de decreto legislativo que derruba os decretos de posse e porte de armas editados pelo presidente Jair Bolsonaro. De acordo com Maia, os deputados devem seguir a mesma decisão do Senado e aprovar a derrubada.

O presidente da Câmara afirma que, com a derrubada de todo o decreto, os pontos que são constitucionais do texto de Bolsonaro precisarão ser definidos por meio de lei. “E o Senado deve ter essa iniciativa ainda nesta semana”, afirmou Maia, que disse também que a discussão sobre o tema está sendo feita em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Os pontos que devem ser tratados pelo Congresso são: o dos colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, e o da posse rural. Este segundo quesito, de acordo com Maia, deve manter a posse de arma para toda a propriedade rural, não apenas a sede.

“Acho que esses dois temas têm consenso para votar. Assim a gente atende o que é constitucional e que fique claro que o que não for constitucional não é nem correto que o Congresso aceite. Então devemos caminhar com isso, sob a liderança do presidente do Senado, para aprovar por lei o que é constitucional e derrubar o que estava ferindo as normas legais brasileiras”, disse.

(Agora RN)

Policiais civis fazem nova paralisação contra reforma nesta terça

Em protesto contra a reforma da Previdência, policiais civis do Rio Grande do Norte vão paralisar suas atividades nesta terça-feira, 25. A concentração ocorre a partir das 8h na sede do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública (Sinpol), na Cidade Alta.

Esta é a segunda paralisação da categoria em junho. No último dia 14, os policiais civis já haviam cruzado os braços, tendo decidido por um novo protesto em assembleia realizada na última terça-feira, 18.

Nesta mesma assembleia, os policiais deliberaram por participação da categoria em ato que deve ocorrer no próximo dia 2 de julho, em Brasília. Policiais civis, federais, rodoviários e guardas municipais de todo o país viajarão à capital federal. Pelo Rio Grande do Norte, uma comitiva de dez representates está programada para comparecer ao encontro.

(Agora rn)

 

Pedido de liberdade de Lula deve ser julgado pelo STF nesta terça

Deve ser julgado nesta terça (25), na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), um habeas corpus em que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede que seja declarada a suspeição do então juiz Sergio Moro no julgamento do caso do tríplex no Guarujá (SP).

O argumento central da defesa é o fato de Moro ter aceitado, em novembro, o convite para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.

O processo começou a ser julgado na Segunda Turma em dezembro de 2018, quando o relator ministro Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia votaram contra o pedido de suspeição. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que agora devolveu o HC para ser pautado. Compõem o colegiado ainda os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

O pedido de suspeição de Sergio Moro no HC foi reforçado em novembro após o então juiz ter aceitado o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, a convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

No HC, a defesa de Lula retoma diversos argumentos que já havia utilizado para alegar a suspeição de Moro, todos reforçados após o ex-magistrado ter aceitado o cargo de ministro da Justiça.

Os advogados de Lula querem que seja reconhecida a suspeição de Moro para julgar processos contra o ex-presidente e que sejam considerados nulos todos os atos processuais que resultaram na condenação no caso do triplex do Guarujá (SP).

O pedido ainda requer que sejam suspensas outras ações penais contra Lula que estavam sob a responsabilidade de Moro, como as que tratam de suposto favorecimento por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP) e de supostas propinas da empresa Odebrecht. (Com informações da Agência Brasil)