Começam as inscrições para o ProUni

Candidatos chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os portões foram fechados às 13h, horário de Brasília.

Começam hoje (11) as inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ao todo, serão ofertadas, para o segundo semestre deste ano, 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais e 101.139 parciais. O prazo para participar da seleção vai até 14 de junho. A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni.

Os participantes podem escolher até duas opções de curso. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

As bolsas de estudo ofertadas pelo ProUni são parciais, de 50% do valor da mensalidade, e integrais, de 100%. As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais contemplaram os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda uma nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem. O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas do exame e, depois, dividindo por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Nota de corte

Diariamente o sistema do Prouni calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente pré-selecionados de cada curso, com base no número de bolsas disponíveis e no total de candidatos inscritos no curso, por modalidade de concorrência.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento da inscrição. Ela não é garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada. O sistema do Prouni não faz o cálculo em tempo real. A nota de corte é modificada de acordo com a nota dos inscritos.

Calendário

A divulgação do resultado da primeira chamada está prevista para 18 de junho. Já a segunda chamada será no dia 2 de julho.

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de ensino superior para comprovação das informações no período de 18 a 25 de junho, caso tenha sido selecionado na primeira chamada, e de 2 a 8 de julho na segunda.

(Ebc)

Venda direta do etanol é pauta em comissão na Câmara dos Deputados

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados debate nesta terça (11) os efeitos da venda direta nos postos de combustível em audiência pública requerida pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

O parlamentar argumenta que o projeto que susta o artido da Agência Nacional do Petróleo (ANP), sobre a venda direta de etanol, pode causar um grande impacto financeiro no setor sucroenergético e representa uma mudança abrupta na forma de comercialização do etanol.

“O setor precisa de tempo para conseguir fazer os ajustes necessários e cumprir o que está sendo proposto, sem que se causem impactos maiores aos consumidores, afirmou o deputado. “O efeito de atividade pode até ser contrário ao esperado, uma vez que grande parte das usinas terão de arcar com os custos da distribuição, que vão desde a compra e a manutenção de frotas até a tributação – isso pode, por sua vez, aumentar o preço do etanol para o consumido final.”

Participam da audiência o representante da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência Plural Leonardo Gadotti Filho; o vice-presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Mário Luiz Pinheiro Melo; e o representante da Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) Abel Leitão.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) chegou a discutir a possibilidade da venda direta. No entanto, ficou decidido após o fim da reunião apenas a aprovação de uma resolução para “fomentar a livre concorrência” no setor de abastecimento de combustível.

A venda direta de combustível pelos produtores aos postos de combustível já foi defendido anteriormente pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. (Com informações da Agência Câmara)

Comissão da Câmara ouve presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco

O economista Roberto Castello Branco, indicado para presidente da Petrobras, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete do governo de transição.

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados recebe o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, durante audiência pública marcada para esta terça (11).

Objetivo dos parlamentares é debater as diversas áreas de atuação da estatal e outros temas relacionados à empresa.

A audiência pública foi um requerimento dos deputados Padre João (PT-MG); José Nelto (Pode-GO); Altineu Côrtes (PL-RJ); Arnaldo Jardim (Cidadania-SP); Christino Aureo (PP-RJ); e Léo Moraes (Pode-RO).

Padre João afirmou querer maiores esclarecimentos da Petrobras sobre a elevação dos preços dos combustíveis no país. “Medida que pode trazer graves prejuízos para a economia nacional”, justificou.

Já o deputado José Nelto disse que há falta de transparência na fixação dos preços dos combustíveis. “A fixação dos preços do petróleo apresenta relevância ainda maior, haja vista que o transporte de cargas em motores a diesel por vias rodoviárias caracteriza o atual modelo energético brasileiro”, declarou.

A audiência começa às 10h, desta terça, e pode ser acompanhada ao vivo pela TV Câmara.

(Com informações da Agência Câmara)

(Diário do poder)

A cordialidade brasileira

 

Padre João Medeiros Filho

Por onde anda a cordialidade brasileira? Indaga-se quem a retirou do cenário de nossa pátria. O país está dividido, predominando os diálogos ríspidos e a falta de bom senso. A intuição de muitos permanece em constante estado de alerta. A maioria das pessoas não ouve mais o outro até o final de uma frase. Tampouco se lê com atenção livros, artigos ou mensagens nas redes sociais, até o fim. De imediato, já se começa a brigar. Se houvesse uma análise de interpretação de textos, vários demonstrariam o quanto são superficiais e equivocados em suas observações e comentários. Aquela expressão popular “andar com quatro pedras na mão” está cada vez mais presente. Parece que muita gente carrega os bolsos cheios delas para jogar em Maria, João, José ou você. A população vive pronta para atacar, ao menos verbalmente, marcada por intransigência, radicalismo e ódio. Há um constante mote de uns contra os outros, por motivos, não raro, fúteis, com demonstrações cabais de ignorância e intolerância. Isto vem transformando rapidamente nosso “país abençoado por Deus”, rico e exuberante em sua natureza, em território minado, fértil de contradições e relativismos. A discórdia está se tornando regra, a harmonia esparsa. O equilíbrio e o assentimento foram retirados de seu “habitat” para se instalar a provocação e a desavença.

Percebe-se, de plano, que muitas pessoas estão com a sensibilidade à flor da pele, mesmo que se esforcem para manter a calma. E isto tem motivações diversas: sociais, econômicas, religiosas, especialmente, políticas e ideológicas. Há quem se irrite com o vendedor ambulante (outrora folclórico), anunciando o seu produto pelo megafone. Ouve-se uma música e isso já é motivo de polêmica, pois o autor é de direita ou de esquerda. O telefone toca e o som incomoda. Ultimamente ninguém liga mais, apenas “whatsappa” (que os mestres da língua pátria nos perdoem o barbarismo).

Há forte sensação de que o inconsciente coletivo está perturbado e perturbador. Muitos estão doentes, atingidos por um bombardeio psicológico. Reina a dialética do bem e do mal, sem mais opções. Ou alguém está comigo ou contra mim, sem variações, e assim ninguém poderá entrar em acordo. Não se pode mais brincar, afirmando-se que a causa desse mal-estar deve ser a água que se bebe. Assemelha-se ao ataque de um vírus, contaminando amigos, familiares, crianças, jovens, autoridades e até religiosos. Vem se perdendo a noção do convívio, da temperança e sobretudo do respeito. Há quem diga que hoje a paz reside apenas em claustros, onde não se cultiva o hábito de ver televisão e as redes sociais.

É impossível ficar indiferente e silente diante da agonia do valor da vida. Onde está o país cordial, que vem sendo soterrado progressivamente? Não há como negar que nos últimos anos, a política nacional, os transtornos, a corrupção, os embates entre os poderes, o menosprezo dos valores e a inversão ética seguiram criando um novo estilo de grupos, rede de amigos que nunca se conheceram. Antes anônimos, tornam-se celebridades influentes na mídia.  O inimigo ficou invisível e se disseminou por todos os lados. Os levianos unem-se e constituem uma ameaça, carregando a hipocrisia, a ignorância, em nome de fatos irrelevantes. Estes alimentam a razão de ser de muitos cidadãos irrefletidos e acovardados diante da vida medíocre, anárquica e antiética que se pretende instalar.

O Brasil de hoje está muito pouco razoável. Encontra-se indefinido, inseguro e travado. O que vai acontecer com ondas sucessivas de desrespeito e afronta?  Caminha-se, sem se aperceber, em meio aos tropeços e irreflexões, para o caos, caso não apareçam líderes. Onde estão os homens de boa vontade de que fala o Evangelho de Jesus Cristo? E as igrejas, os pastores e os dirigentes espirituais? Pairam no ar o desejo, a verdadeira nostalgia e um grito de socorro: os brasileiros cordiais necessitam urgentemente retomar seus postos! Assim ensinou o apóstolo Pedro: “Sede todos cordiais e humildes” (1Pd 3, 8). E enfatizou Paulo: “Antes sede uns para com os outros benignos, cordiais e compassivos” (Ef 4, 32).