Reunião entre Fátima e Paulo Guedes teria sido “desastrosa”, diz Folha

Um encontro entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em 20 de fevereiro deste ano, foi classificada por parlamentares presentes como “desastrosa”.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo publicada na última sexta-feira, 21, Guedes se reuniu com Fátima e outros governadores para discutir auxílio federal aos estados. O ministro de Jair Bolsonaro (PSL) teria criticado na frente da petista, em ao menos três momentos, o ex-presidente Lula.

Enquanto isso, Rodrigo Maia, que teria “tomado” o posto de “pai da Previdência” de Guedes, e o secretário potiguar Rogério Marinho, fizeram esforços para apaziguar relação com governadores da oposição e convencê-los a apoiar a reforma da Previdência, pauta prioritária da pasta comandada por Guedes.

Conforme o texto da Folha, “parlamentares já reclamaram que, durante reuniões, o ministro monopoliza a fala e perde interesse quando a palavra passa para um dos interlocutores”.

Os deputados acusam Guedes, que era visto como um “superministro” no início da administração de Bolsonaro, de arrogância e desaprovam sua inexperiência com política

(Agora rn)

Onyx balança e Fernando Bezerra já se articula para tentar ocupar seu cargo

Com perda de atribuições e relevância no governo, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) pode ser o próximo a cair. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), percebendo a vulnerabilidade do político gaúcho, já se apresentou para substituí-lo, em conversas reservadas com pessoas próximas a Jair Bolsonaro. Mas o presidente acha que Bezerra na Casa Civil levaria a Lava Jato para sua antessala. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Fernando Bezerra Coelho está entre os alvos da Lava Jato que em maio último tiveram bloqueados R$3 bilhões do seu patrimônio.

O líder do governo no Senado é uma dessas figuras cuja proximidade incomoda o presidente. Acha que ainda dará problema, cedo ou tarde.

Bolsonaro gosta da ideia de um político como chefe da Casa Civil, mas a dificuldade é encontrar alguém experiente e com ficha limpa.

Estilão Bolsonaro de demitir quem não gosta foi visto por Joaquim Levy e Juarez Costa, defenestrados do BNDES e Correios publicamente.

(Diário do poder)