Com Covid-19, senador José Maranhão vai para UTI

Diagnosticado com Covid-19, o senador José Maranhão (MDB-PB) teve de ser transferido hoje para a UTI, “em consequência do agravamento do quadro clínico”.

Segundo o boletim médico, ele apresentou quadro de febre e dificuldade para respirar. Os médicos estudam a transferência de João Pessoa para um hospital em São Paulo.

“O paciente segue consciente, em uso de oxigênio sob máscara. Novos exames estão sendo realizados.” Com 87 anos, ele foi internado no domingo com tosse persistente.

O Antagonista

Lei que determina vacina contra covid-19 gratuita e para todos é aprovada

O Senado aprovou nesta 5ª feira (3.dez.2020) projeto de lei que determina que a vacina contra covid-19 seja direito de todos e gratuita priorizando os grupos de risco. A matéria diz ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) terá prioridade na compra das vacinas até que as metas de imunização sejam cumpridas. A proposta vai à Câmara dos Deputados.

Os critérios de distribuições e os parâmetros para definir quem será do grupo de risco ou não virá em uma regulamentação depois da aprovação da lei. O relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que será preciso dar publicidade e transparência para todas as compras e repasses relacionados à vacinação. Eis a íntegra (575 KB).

Na 1ª versão do projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a medida estabelecia critérios mais objetivos para a vacinação. Entre eles estão o tamanho da população, percentual de grupos de risco na região, e número de casos e mortes.

“A vacina é nossa esperança. O projeto não obriga ninguém a se vacinar, mas garante a distribuição para todos os estados e o acesso gratuito a todos que quiserem a vacina. Salvar vidas e acelerar a recuperação econômica são os objetivos do PL”, afirmou.

Os senadores também aprovaram nesta 5ª feira (3.dez) a liberação de cerca de R$ 2 bilhões para a vacina da Universidade de Oxford. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não liberou nenhuma vacina para o uso no Brasil.

Apenas as vacinas na 3ª fase clínica (aplicação em massa) e que estejam sendo testadas no Brasil poderão solicitar o uso emergencial. Até o momento, 4 candidatas cumprem essas condições: a desenvolvida por Oxford e AstraZeneca, a da Pfizer e BioNTech, a CoronaVac (desenvolvida pela Sinovac e pelo Instituo Butantan) e a do grupo Janssen.

O Ministério da Saúde divulgou na 3ª feira (1º.dez) um documento em que apresenta, sem informar datas, o plano preliminar de vacinação contra a covid-19 no Brasil. Há 4 fases previstas pela equipe técnica da pasta. A prioridade será para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e indígenas.

Leia a íntegra do comunicado do Ministério da Saúde (557 KB).

Pesquisa PoderData indica que 67% da população brasileira “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19 assim que estivesse disponível. A taxa se manteve estável ante o levantamento realizado cerca de um mês antes, mas caiu em relação ao estudo feito de 6 a 8 de julho –quando 85% queriam o imunizante.

A proporção dos que disseram rejeitar a fórmula é agora de 19%, ante 22% na consulta realizada de 26 a 28 de outubro.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Covid-19: volume de vacinas ainda é insuficiente para atender o Brasil

Foto: Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje (2) que, apesar de haver competição para a produção e venda de vacinas contra a covid-19 e uma campanha publicitária muito forte por parte das empresas que estão desenvolvendo o imunizante, na prática, a capacidade de atender o Brasil não é suficiente na maioria dos casos.

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega ao final das negociações e vai para o cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios. Números de grande quantidade, realmente, se reduzem a uma, duas ou três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, disse o ministro, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso que acompanha as ações do governo contra a Covid-19.

“Uma produtora lança uma campanha publicitária de que já fez, de que está pronto, está maravilhoso. Quando você vai apertar, a história é bem diferente, como tudo na vida. Na hora que você vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que você quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é bem aquela”, acrescentou.

Quantidade

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é que Brasil receba 15 milhões de doses de vacina contra covid-19 em janeiro e fevereiro – número que deve chegar a 100 milhões de doses no primeiro semestre e a 160 milhões a mais no segundo semestre do próximo ano.

Técnicos da pasta lembraram um acordo bilateral de transferência de tecnologia com a AstraZeneca/Oxford, por intermédio da Fiocruz, de R$ 1,9 bilhão, e um acordo multilateral com a Covax Facility, no valor de R$ 2,5 bilhões, cujos recursos estão encaminhados por meio de medida provisória. Segundo Pazuello, isso possibilitará a produção de vacinas de maneira autônoma no país a partir do segundo semestre de 2021.

Testagem

Sobre a testagem da população, também durante a audiência pública, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explicou que inicialmente havia uma testagem no Brasil que era basicamente relacionada aos pacientes internados em hospitais e em situação mais grave.

Hoje a orientação da pasta é que pacientes sintam quaisquer sintomas de síndrome gripal não fiquem em casa, procurem uma unidade básica de saúde, onde o profissional, o médico, ou prescritor – que é quem prescreve e solicita o exame – fará o diagnóstico e, em cima deste, fará os encaminhamentos necessários de solicitação de exames e prescrição medicamentosa, se julgar necessário.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o teste do nariz, como é conhecido o RT-qPCR, deve ser feito até o oitavo dia do início do sintoma.

Agência Brasil

Reino Unido pede que agência avalie segurança da vacina da AstraZeneca

Foto: Felix Dlangamandla/Getty Images

O governo do Reino Unido solicitou formalmente que a agência reguladora de medicamentos e de saúde (da sigla em inglês MHRA) do país avalie a vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford para um fornecimento temporário, assim que a farmacêutica enviar os dados de segurança, qualidade e eficácia necessários.

De acordo com o governo, a movimentação significa “um primeiro passo significativo” para a aprovação da vacina, caso ela atenda os pré-requisitos necessários. A avaliação contínua já esta em curso.

Em nota, o secretário de Saúde e Assistência Social Matt Hanckock afirmou que o governo trabalha para implantar a vacina tão logo ela seja aprovada. “Solicitamos formalmente ao regulador que avalie a vacina Oxford e da AstraZeneca, para entender os dados e determinar se ela atende a padrões de segurança rigorosos. Esta carta é um passo importante para implantar uma vacina o mais rápido possível com segurança”, disse.

A previsão do governo é que o medicamento esteja aprovado até o final de dezembro. O imunizante da Pfizer BioNTech é outra vacina que recebeu o pedido de avaliação por parte do governo.

Dados sobre eficácia

Nesta semana a AstraZeneca divulgou que seu imunizante apresentou eficácia de até 90% quando administrado em meia dose seguida por uma dose completa. Quando administradas duas doses, a eficácia apresentada foi de 62%. Desta forma, no agregado, a eficiência média foi de 70%. A descoberta da potência da administração fracionada, no entanto, se deu por um erro de dosagem, que levantou dúvidas sobre os protocolos de testes. Ontem, o CEO da AstraZeneca admitiu que pode iniciar uma nova rodada de testes internacionais para ratificar a descoberta.

Veja

Governo não gasta verba da pandemia para profissionais de saúde, hospitais e alimentos

Foto: Reprodução Folhapress

Em pouco mais de oito meses de pandemia do novo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) deixou de gastar dinheiro reservado para contratar médicos, reestruturar hospitais, comprar testes de Covid-19 para presídios e fomentar agricultura familiar para doação de alimentos. As informações constam de relatórios da Câmara.

A consultoria de Orçamento da casa lista pelo menos dez ações da gestão Bolsonaro que não avançaram, apesar da abertura imediata de créditos extraordinários. A verba foi liberada por meio de MPs (medidas provisórias).

Os relatórios com a execução orçamentária dos gastos previstos para o combate à Covid-19 trataram, além das ações nas regiões fortemente afetadas pela pandemia, de infraestrutura de hospitais universitários, com finalidade de criação de novos leitos, e hospitais de campanha em presídios.

Os créditos foram gerados dentro do chamado orçamento de guerra. Com ele, há flexibilização das regras fiscais até 31 de dezembro, prazo do estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia do novo coronavírus.

No orçamento de guerra, a pandemia conta com gastos específicos, sem as amarras habituais para a criação de uma despesa. Assim, MPs foram editadas para garantir créditos a diferentes ministérios e órgãos do governo.

O gasto mais expressivo e conhecido do período é o auxílio emergencial, que já soma R$ 275,4 bilhões. Porém, em outras frentes, o governo não conseguiu gastar o dinheiro destinado para mitigar os efeitos da crise de saúde.

Uma MP em maio destinou dinheiro para o Ministério da Saúde contratar 5.000 profissionais por tempo determinado. Eles deveriam atuar em áreas mais impactadas pela pandemia.

O relatório mais recente da Câmara dos Deputados, com dados até o dia 20 de novembro, mostra que apenas 4,6% do dinheiro foi efetivamente gasto.

A pasta ficou autorizada a gastar R$ 338,2 milhões com a medida. Os pagamentos feitos não chegaram a R$ 16 milhões.

Na justificativa da MP, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que os gastos se restringiriam ao período de calamidade pública. O texto deixou de ser apreciado pelo Congresso e perdeu a eficácia em setembro.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que as contratações de profissionais foram feitas a partir de demandas de estados e municípios, sem especificar quantas e o valor gasto.

Esses pedidos devem atender a critérios como a existência de novos leitos para Covid-19 e uma ocupação de UTIs superior a 70%. “É necessário que a localidade justifique não ter a possibilidade de contratação por meios próprios”, afirma.

Já a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) tem garantidos, desde abril, R$ 70 milhões. O dinheiro foi destinado para reestruturar os prédios dos hospitais universitários para a abertura de novos leitos na pandemia.

A verba também deveria ser usada para a compra de equipamentos médicos. Até agora, foram gastos R$ 17,1 milhões.

Segundo a estatal, a execução orçamentária ocorre de acordo com a demanda dos hospitais. “Para a liberação e o empenho dos recursos, é avaliado previamente se a destinação dos itens a serem adquiridos será efetivamente para o combate à pandemia. Processos de compras tramitam na EBSERH”, afirmou a empresa, em nota.

Para os presídios brasileiros, onde a Covid-19 já matou 121 detentos e 89 agentes penitenciários, segundos dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), foram autorizados R$ 17,2 milhões para a compra de testes rápidos, a estruturação de hospitais de campanha, a aquisição de aparelhos de saúde e os serviços de telemedicina.

Os relatórios da Câmara mostram que o dinheiro é oriundo de uma MP de maio. No entanto, apenas R$ 2.400 foram efetivamente pagos, via Funpen (Fundo Penitenciário Nacional).

O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) disse, em nota, que uma primeira MP, no valor de R$ 49 milhões, permitiu a compra de EPIs (equipamentos de proteção individual) e testes para os presídios.

Folhapress

Plano de vacinação contra Covid-19 deve ficar pronto na semana que vem; veja os principais pontos

 Foto: ROBYN BECK/AFP

A primeira versão do plano de imunização contra a Covid-19 do Ministério da Saúde deverá ficar pronta na próxima segunda-feira (30), após uma reunião do grupo técnico encarregado de elaborar a estratégia. A estimativa é fazer a distribuição das vacinas de forma simultânea em todo o país, mas há possibilidade de que áreas que estejam sofrendo um surto da doença possam ser priorizadas.

A versão consolidada do plano deverá ser concluída antes do fim da fase de testes clínicos das principais vacinas contra a doença em desenvolvimento no Brasil e no mundo. Por isso mesmo, poderá passar por ajustes depois.

Em princípio, a ideia é seguir o plano logístico já utilizado no Plano Nacional de Imunizações (PNI) referente a todas as campanhas de vacinação promovidas pelo governo federal. Em tese, as vacinas deverão ser distribuídas preferencialmente por via terrestre, mas locais isolados serão atendidos por barcos ou aviões.

Municípios pressionam para que o encontro do grupo na semana que vem seja o prazo limite para a consolidação do maior número possível de pontos da estratégia de imunização. A expectativa é elaborar um plano que leve em consideração diferentes cenários, de acordo com as principais vacinas candidatas, já que o principal entrave é definir uma estratégia sem saber qual será o imunizante utilizado e se este será aplicado em uma ou mais doses.

Além disso, o plano do governo prevê, como já havia sido divulgado, que a distribuição da vacina priorize pessoas dos grupos de risco e profissionais de saúde. O plano de vacinação está sendo confeccionado por dez grupos técnicos, que incluem tanto funcionários do Ministério da Saúde quanto técnicos ligados ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

— Não sabemos qual será a primeira vacina aprovada, temos que trabalhar com diversos cenários. Não é que o plano atrasou, ele está no tempo de construção e vem sendo feito há alguns meses. Trabalhamos com o cenário de que cada ente vai ter o seu papel fundamental, mas a gente defende que a coordenação desse processo tem que ser no nível central — afirma Willames Freire, presidente do Conasems.

As principais vacinas em estágio de desenvolvimento avançado no Brasil são a da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca em parceria com a Fiocruz, e a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac. Ambas são armazenadas a uma temperatura entre 2° e 8°C, também indicada para a Sputinik V, da Rússia. Já a vacina do laboratório Moderna precisa ser guardada a -20°C, e a da Pfizer, a -70°C, o que encarece o armazenamento e a distribuição.

Fontes ouvidas pelo GLOBO confirmaram que o plano elaborado pelo governo trabalha com diversos cenários. Isso ocorre porque a estratégia logística dependerá de características como a necessidade de refrigeração e a quantidade de doses necessárias para a imunização.

Em agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Casa Civil apresentasse um plano em 60 dias. Em setembro, porém, o governo recorreu da decisão do TCU argumentando que a estratégia caberia ao Ministério da Saúde. O recurso está sendo avaliado pelo ministro Bruno Dantas.

Julgamento no Supremo

Ontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 4 de dezembro o julgamento de duas ações que questionam as medidas do governo em relação à aquisição de vacinas desenvolvidas contra a Covid-19. O pano de fundo são as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra a vacina CoronaVac. Lewandowski já divulgou o seu voto, no qual não chega a determinar que essa vacina seja adquirida, mas estabelece critérios que não permitem excluí-la dos planos do governo caso tenha aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre os detalhes e os prazos para a publicação do plano de vacinação. A pasta respondeu que definiu dez eixos prioritários que vão guiar a campanha, mas não disse quais. O órgão disse ainda que o PNI possui expertise na área e que o ministério “enviará as doses aos estados que farão a logística de distribuição em seus municípios”. (Colaborou André de Souza)

O Globo

A corrida das vacinas: compare eficácia, preços e previsão de aplicação das principais candidatas

A Rússia informou nesta terça-feira (24) que a vacina Sputnik V, desenvolvida no país pelo instituto Gamaleya, tem eficácia entre 94% e 95% contra a Covid-19. Na segunda-feira a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, ambas do Reino Unido, anunciaram que sua vacina candidata contra o coronavírus tem eficácia de 90%.

Outras três candidatas de destaque na “corrida das vacinas” são a Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceira com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo; o imunizante pesquisadao pela americana Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech; e a da empresa de biotecnologia americana Moderna.

Abaixo, uma comparação da eficácia, custo, logística de distribuição, acordo com o Brasil (quando existente) e data prevista para vacinação se tudo correr conforme o planejado.

Eficácia

Oxford/Atrazeneca: 90%

Sputnik V: 94%-95%

CoronaVac: ainda não divulgado

Pfizer/BioNTech: 90%

Moderna: 94,5%

Custo por dose

Oxford/Atrazeneca: entre R$ 16 e R$ 22

Sputnik V: R$ 54

CoronaVac: R$ 56

Pfizer/BioNTech: R$ 106

Moderna: entre R$ 136 e R$ 201

Temperatura para transporte

Oxford/Atrazeneca: entre 2°C e 8°C

Sputnik V: entre 2ºC e 8°C

CoronaVac: entre 2°C e 8°C

Pfizer/BioNTech: -70°C ou inferior

Moderna: entre 2°C e 8°C

Acordo no Brasil

Oxford/Atrazeneca: acordo fechado com o governo federal para compra e distribuição no país; Fiocruz deve produzir 130 milhões de doses

Sputnik V: laboratório União Química vai produzir a vacina russa no Brasil; o governo da Bahia também assinou um acordo para conduzir testes clínicos de Fase III

Coronavac: governo de São Paulo tem o compromisso de adquirir 46 milhões de doses

Pfizer/BioNTech: ainda sem acordo

Moderna: ainda sem acordo

Provável início da aplicação:

Oxford/Atrazeneca: janeiro de 2021

Sputnik V: primeiro semestre de 2021

Coronavac: janeiro de 2021

Pfizer/BioNTech: segunda quinzena de dezembro de 2020, nos EUA, papa população de alto risco

Moderna: primeiro trimestre de 2021

O Globo

Hong Kong fechará bares e clubes noturnos pela terceira vez

Pela terceira vez neste ano, Hong Kong fechará bares, clubes noturnos e outros locais de entretenimento, informou hoje (24) a secretária da Saúde, Sophia Chan, enquanto as autoridades correm para lidar com um novo aumento de casos do novo coronavírus.

As autoridades também estão reabrindo um saguão de tratamento de covid-19 temporário perto do aeroporto da cidade.

Nesta terça-feira Hong Kong relatou 80 casos novos da doença, o que eleva o total acumulado desde o fim de janeiro a 5.782 infecções e 108 mortes.

Até o momento, o polo financeiro controlado pela China conseguiu evitar um surto generalizado da covid-19, como os vistos em muitas cidades grandes do mundo – na média diária, os números foram de 1 dígito ou 2 dígitos baixos nas semanas anteriores ao pico.

Mais de 180 dos casos mais recentes estão ligados a danceterias. “Há diversas cadeias de transmissão na comunidade”, disse Sophia Chan, em entrevista coletiva. “Precisamos endurecer todas as medidas de distanciamento social, porque a pandemia é grave.”

Bares e clubes noturnos, além de locais como casas de karaokê e danceterias, serão fechados inicialmente por sete dias, ao menos até 3 de dezembro.

Tais estabelecimentos foram fechados por várias semanas em abril e novamente entre meados de julho e meados de setembro. Em seguida, as restrições voltaram a ser afrouxadas gradualmente.

Agência Brasil

Covid-19: Pfizer deve iniciar hoje pedido de aprovação para vacina nos EUA

Foto: Images/VEJA

Um pedido de aprovação de emergência da vacina para Covid-19 desenvolvida pela parceria Pfizer e BioNTech deve ser apresentado nos Estados Unidos nesta sexta-feira, 20, anunciou o governo americano.

“A BioNTech, parceira da Pfizer, anunciou que pretende enviar um pedido de aprovação emergencial” de sua vacina amanhã (sexta-feira) para a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos”, revelou o secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, em entrevista coletiva na Casa Branca.

Mais cedo, o co-fundador da BioNTech, Ugur Sahin, disse em uma entrevista concedida pelo Zoom: “Os documentos serão finalizados hoje (quinta-feira) e amanhã e submetidos ao FDA.” As informações são da AFP.

A gigante farmacêutica norte-americana Pfizer e a BioNTech, uma pequena empresa alemã de biotecnologia, anunciaram na quarta-feira que sua vacina comprovou-se 95% eficaz na prevenção da covid-19, de acordo com os resultados completos de seu ensaio clínico em larga escala.

O secretário Azar acrescentou que o governo dos Estados Unidos “espera” que a Moderna, empresa americana que também compete para desenvolver e distribuir uma vacina contra a covid-19, “em breve” envie seu pedido para aprovação.

Uma autorização de emergência é uma permissão temporária ou condicional concedida para responder a uma situação de urgência, como uma pandemia. Pode ser revogada ou modificada se surgirem novos dados sobre a eficácia ou segurança da substância.

Por sua vez, o FDA ainda não informou quanto tempo levaria para revisar os dados de eficácia e segurança da vacina, os dois principais critérios.

Moncef Slaoui, o cientista-chefe nomeado pelo presidente Donald Trump para liderar a operação de vacinação da população americana, disse na segunda-feira que o sinal verde provavelmente será dado em dezembro.

Com AFP.

Secretaria de Saúde de Parnamirim retoma cirurgias eletivas

A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim(SESAD) já retomou a realização das cirurgias eletivas, suspensas desde o início da pandemia por determinação do Ministério da Saúde. De acordo com a diretora de regulação, avaliação e controle da SESAD, Ângela Braz, o número de cirurgias realizadas vão aumentar gradativamente, de acordo com o índice viral do Covid-19 no município.

Para realizar os procedimentos cirúrgicos, os pacientes devem se dirigir à Central de Regulação com RG, CPF, solicitação médica, comprovante de residência e cartão SUS, ambos de Parnamirim, além do RG e CPF.

Entre as cirurgias eletivas disponíveis estão mioma, hérnia, vesícula, varizes, histerectomia, vasectomia e hemorroidectomia, todas realizadas no Hospital Maternidade Divino Amor. Já as cirurgias de próstata e as gerais masculinas ocorrerem no Hospital Deoclécio Marques de Lucena.

Até hoje, já foram realizadas 40 cirurgias. A meta atual é atender 75 procedimentos por mês, até zerar o a fila de espera gerada devido à pandemia.

Secom Parnamirim

França diz que vacinação será gratuita e poderá começar em janeiro

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse hoje (17) que se a vacina da Pfizer contra o novo coronavírus for eficaz e segura, a vacinação no país será gratuita e deverá começar no início do próximo ano.

“Se forem validadas, teremos as primeiras vacinas no início do ano”, explicou Véran, em entrevista ao canal BFMTV, acrescentando estar confiante de que a Pfizer e sua parceira BioNtech transmitirão às agências de saúde todos os dados experimentais “até daqui a três semanas”, para serem examinados.

O ministro também lembrou que a Comissão Europeia já fez uma pré-encomenda, que implica o equivalente a cerca de 30 milhões de doses para a França, e que a administração das vacinas será gratuita, assim como os testes de detecção de covid-19.

Olivier Véran recusou-se a avançar com datas para a reabertura do comércio e a comentar informações divulgadas por alguns meios de comunicação, que indicam que o governo analisa a hipótese de manter os bares e restaurantes fechados até meados de janeiro.

“Queremos reabrir as lojas em boas condições para não termos de as fechar novamente”, disse, recusando repetidamente apontar datas concretas.

O ministro da Agricultura, Julien Denormandie, avançou, entretanto, em entrevista à Rádio RMC, que vai ser autorizada, a partir da próxima sexta-feira (20), a venda de árvores de Natal, mas apenas em espaços abertos.

A França está em regime de confinamento domiciliar desde 30 de outubro, devendo a condição durar até, pelo menos, 1º de dezembro, mas o governo já avisou que algumas restrições serão mantidas além dessa data, continuando a ser obrigatório utilizar documentos de autorização para fazer viagens e mantendo-se o fechamento de bares e restaurantes.

A França contabiliza cerca de 45 mil mortos devido à covid-19 desde o início da pandemia e, apesar de os indicadores de disseminação do vírus estarem melhorando no país, o primeiro-ministro sinalizou, na segunda-feira, a vários líderes religiosos que as celebrações só devem voltar a ser autorizadas a partir de 1º de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos, resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no fim de dezembro de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Agência Brasil

Vacina da Moderna tem 94,5% de proteção contra Covid-19, diz estudo

Estudos preliminares divulgados na manhã desta segunda-feira (16) mostram que a potencial vacina da Moderna contra a Covid-19 tem cerca de 94,5% de eficácia na prevenção do novo coronavírus.

O imunizante está na terceira fase dos testes clínicos, a última antes do aval das agências reguladoras para ser aplicada na população. A Moderna é a segunda empresa norte-americana a mostrar resultados que vão além das expectativas nos últimos dias.

A análise preliminar foi feita com base em 95 infecções por Covid-19 entre os voluntários que receberam o imunizante ou placebo. Desse número, apenas cinco tinham tomado a vacina — que foi administrada em duas doses no intervalo de 28 dias.

Os dados do ensaio, feito com 30 mil pessoas, também mostrou que ela previne de casos graves. Desses 95 infectados, 11 tiveram a Covid-19 na forma mais agressiva — e todos receberam placebo.

Joven Pan

INSS inicia teste de teleperícia a partir de hoje

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia hoje (16) experiência piloto de realização de perícias médicas com uso da telemedicina. A fase de testes vai até o dia 31 de janeiro de 2021.

Para o trabalhador ter acesso à perícia por telemedicina, a empresa em que trabalha precisa aderir ao projeto. O INSS disponibilizou às empresas, por meio eletrônico, o Termo de Adesão de Participação da Experiência Piloto de Realização de Perícias Médicas com Uso da Telemedicina (Pmut).

Um médico contratado pela empresa terá a responsabilidade de acompanhar o segurado. Com os documentos e informações encaminhadas, o perito do INSS decidirá se concede o auxílio-doença.

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, o protocolo da experiência piloto foi aperfeiçoado para dar segurança ao ato pericial dos peritos médicos federais, que ficam autorizados a realizar perícias médicas por telemedicina, durante o período de enfrentamento da pandemia da covid-19. A medida foi tomada em cumprimento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) se posicionou contra a perícia por telemedicina. “Não existe calamidade no âmbito da perícia médica federal e a prova disso é que as agendas de atendimento dos peritos médicos federais de todo o país estão frequentemente vazias ou incompletas”, diz a nota.

A ANMP argumenta ainda que o Conselho Federal de Medicina (CFM) “possui inúmeros atos que proíbem peremptoriamente a utilização de recursos tecnológicos na perícia médica”.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho disse, em nota, que “está preparada para dar início às Perícias Médicas com Uso da Telemedicina (PMUT)”, nesta segunda-feira. A secretaria não informou quantas empresas já aderiram ao projeto piloto.

Agência Brasil

Vacina da Pfizer deve ser vendida com preço reduzido ao Brasil

A farmacêutica norte-americana Pfizer pretende disponibilizar sua futura vacina contra a Covid-19 por valores menores para países com menor capacidade econômica, o que pode ter impacto sobre os preços para o governo brasileiro.

A diferença de precificação “ajuda a garantir a equidade de modo que todo os países possam ter acesso à nossa vacina”, de acordo com nota da empresa.

Segundo noticiou a Reuters, haverá três preços diferentes para a vacina: um para países desenvolvidos, outro para os países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) e um terceiro para países mais pobres.

A vacina BNT162, que está em desenvolvimento pela Pfizer e a empresa alemã BioNTech, se baseia em trechos de RNA (molécula “prima” do DNA) que compõem o material genético do vírus.

O RNA viral da vacina contém a receita para a produção da chamada proteína S (de “spike” ou espícula, o gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se conectar às céculas humanas). Espera-se que, uma vez dentro das células, esse pedaço de RNA seja usado para iniciar a produção da proteína S, a qual, por sua vez, desencadeará uma reação de defesa do organismo. Quando o organismo entrar em contato com o vírus real, a esperança é que ele já esteja com anticorpos prontos para combatê-lo.

Tudo indica que a técnica é relativamente segura, mas resta demonstrar sua eficiência é até hoje, nenhuma vacina de RNA foi liberada para uso comercial.

No Brasil, as vacinas que estão na última fase de testes, com diferentes técnicas e abordagens, são as de Pfizer/BioNTech, Sinovac, Universidade de Oxford/AstraZeneca e Janssen (Johnson & Johnson).

No caso da Coronavac, da chinesa Sinovac, e da vacina de Oxford/AstraZeneca, já há contrato de transferência de tecnologia para a produção no Brasil pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, respectivamente.

Em nota, a Pfizer afirma que já está em contato com o governo brasileiro para tratar de uma possível aquisição da imunização, caso se confirmem os resultados positivos da pesquisa em andamento.

A vacina da farmacêutica apresentou mais de 90% de eficiência na análise preliminar dos testes de fase 3 (última antes da aprovação), conforme divulgou a própria empresa na segunda-feira (9). Os resultados ainda são parciais e não correspondem à conclusão do ensaio clínico.

Em fases anteriores de estudo, a vacina, administrada em duas doses, estimulou a produção elevada de anticorpos após 28 dias de aplicação.

Um dos aspectos que podem dificultar a distribuição da vacina no Brasil é a temperatura na qual ela deve ser mantida. Segundo a empresa, a imunização deve ser armazenada a -75°C. Para contornar essa particularidade, a empresa diz ter desenvolvido um container com temperatura controlada que usará gelo seco para a vacina se mantenha a -75°C por até 15 dias.

Notícias UOL

Vacina dos ricos e vacina dos pobres: diferença enorme de preço

Foto: Getty Images

A euforia provocada pelo anúncio dos bons resultados da vacina da parceria entre a Pfizer, multinacional americana, e a BioNTech, alemã, ainda não passou.

Mas os problemas já estão sendo anotados.

A vacina da Pfizer é cara, do tipo que parece destinado a países ricos: 39 dólares por duas doses, preço baseado na compra antecipada feita pelo governo americano.

A logística é de “enorme complexidade”, na avaliação realista de Matt Hancock, o sempre ansioso ministro da Saúde.

A BNT162b2 usa uma tecnologia nova e precisa ser mantida a 78 graus abaixo de zero, o que complica enormemente a imunização em massa exigida pelo novo vírus.

Também não pode ser tirada mais de quatro vezes da temperatura baixíssima, “na viagem desde a linha de produção até o braço dos pacientes”.

A Pfizer disse que já desenvolveu uma logística especial, com a distribuição de tambores nos quais a vacina chega diretamente nos pontos onde será aplicada, sem necessidade de grandes espaços intermediários.

Sem dizer isso claramente, pois seria um risco altíssimo, o governo britânico parece estar apostando na prata da casa, a vacina desenvolvida em conjunto por Oxford e a AstraZeneca.

A vantagem da ChAdOx1 é o preço – 2,60 dólares a dose – e a maior facilidade de armazenagem. A temperatura demandada é de 2 a 8 graus.

O preço é compatível como previsto para países médios ou pobres.

O resultados dos testes serão anunciados na próxima semana, mas já foi antecipado que a vacina de Oxford provoca uma resposta imune em pessoas acima dos 55 anos. Ainda não há dados sobre o efeito da vacina da Pfizer entre pessoas mais idosas, justamente as mais afetadas pela Covid-19.

Também é possível as duas vacinas, ou até mais, coexistam.

A maioria dos países mais ricos já reservou a vacina da Pfizer antes dos resultados dos testes e, obviamente, não vai desperdiçar o imunizante mesmo que haja concorrentes mais baratos.

A União Europeia encomendou 200 milhões de doses, com opção de mais 100 milhões; Japão, 120 milhões; Estados Unidos, 100 milhões, com opção de mais 500 milhões; Reino Unido, 40 milhões.

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A BioNTech também está trabalhando com uma farmacêutica chinesa, o grupo Shangai Fosun.

Ao todo, a capacidade prevista da Pfizer é de 1,3 bilhões de doses no próximo ano.

O Reino Unido já está convocando médicos aposentados, estudantes de medicina, veterinários e fisioterapeutas para a tarefa hercúlea de vacinar o país inteiro, começando já em dezembro com os idosos residentes em clínicas de repouso e os funcionários dessas instituições (1,1 milhão de pessoas).

Em seguida na lista estão os cinco milhões de idosos acima dos 80 anos e trabalhadores do sistema de saúde e de assistência social.

Todos os grupos dessa fase A deverão estar vacinados até o fim do ano.

Nos cinco primeiros meses de 2021, está prevista a vacinação dos grupos de risco, entre alto e moderado, e das pessoas nas faixas etárias dos 75 aos 55 anos.

Para garantir que os países pobres não fiquem escanteados na corrida da vacinação, a Unicef criou o programa Covax e o Banco Mundial tem um orçamento de 12 bilhões em empréstimos para bancar a compra e a distribuição de imunizantes em escala global.

“A cooperação é essencial nesse desfaio global. Nunca sequer se falou que a vacina deveria ser acessível somente para a China, a Alemanha ou os Estados Unidos”, disse o dono da BioNTech, Ugur Sahin, oncologista alemão de origem turca.

Todos os custos empalidecem diante do estrago causado pela epidemia até agora, um massacre calculado em 11 trilhões de dólares, só em gastos diretos para segurar a devastação em termos econômicos e sanitários.

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