Fisioterapeuta recebe doses diferentes de vacina contra Covid-19 em Natal

A fisioterapeuta e professora universitária Solimar Palagar, 47, que trabalha numa maternidade pública de Natal, descobriu que foi vacinada contra a Covid-19 com dois imunizantes diferentes.

Em janeiro, recebeu a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca. Nesta terça-feira (16), tomou a segunda dose da Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou em nota oficial que pode ter havido falha no processo porque ela não teria feito o autocadastro e o nome estava ilegível no documento. Afirmou também que se trata de um caso isolado.

As pessoas que recebem a primeira dose de uma vacina devem tomar a segunda do mesmo imunizante. Não há comprovação científica de eficácia em casos em que a pessoa toma duas doses de fabricantes diferentes.

“A profissional está em monitoramento remoto e notificada para acompanhamento de possível evento adverso”, diz a nota da Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

O poder público comunicou que sempre informa aos usuários o tipo de vacina aplicada com a estimativa de esquema vacinal para a segunda dose.

Solimar tomou a primeira dose da Coronavac no dia 27 de janeiro. O nome da vacina não foi registrado no cartão. Nesta terça, após receber a segunda dose, a profissional responsável pela aplicação do imunizante verificou o lote que constava no cartão e disse que havia errado.

“Cheguei ao local e a moça aplicou a vacina em mim, mas quando ela pegou meu cartão de vacinação para registrar e viu o lote da dose que eu tinha tomado primeiro disse: ‘meu Deus, apliquei a vacina errada. Ela ficou muito assustada e eu fiquei muito nervosa'”, contou em entrevista ao portal de notícias G1.

A Prefeitura de Natal informou que ainda será definido se Solimar vai tomar a segunda dose da vacina da AstraZeneca/Oxford no tempo correto conforme bula do produto.

Folhapress

Governo tem condições de cumprir plano de vacinação, diz ex-secretário da Saúde

Sérgio Lima/Poder360 16.04.2020

O coordenador do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, afirmou nessa 4ª feira (17.fev.2021) que o Ministério da Saúde tem condições para cumprir o cronograma de vacinação anunciado pelo ministro Eduardo Pazuello.

Gabbardo atuou como secretário executivo do Ministério da Saúde durante a passagem de Luiz Henrique Mandetta pela pasta. Deixou o cargo no fim de abril de 2020 e assumiu a posição de coordenador do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo em maio do mesmo ano.

Pazuello se reuniu com governadores nessa 4ª feira (17.fev) para apresentar o cronograma de vacinação. Segundo o ministro, o governo espera receber 230,7 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus até julho. Dessas, 11,3 milhões chegam ainda em fevereiro e 46 milhões em março.

Pelo plano apresentado pela Saúde, o governo federal receberia em fevereiro pouco mais de 9 milhões de doses da CoronaVac, vacina da farmacêutica Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. Dimas Covas, diretor do instituto, garantiu a entrega de apenas 3,4 milhões.

Eu imagino que o ministério tenha colocado [no cronograma] as doses que vai passar a receber no início de março”, falou Gabbardo em entrevista à CNN Brasil.

Mas também não ficou muito claro para mim porque a planilha do Ministério da Saúde apresenta esse número superior ao que está previsto pelo Butantan”, declarou. “De março em diante está ok.

O coordenador afirmou que, apesar disso, a previsão de todo o grupo prioritário seja vacinado até junho pode ser cumprida. Isso porque o Butantan não vai interromper a entrega das doses da CoronaVac.

A partir do dia 23, o Butantan começa a entregar em torno de 400, 500 mil doses diariamente”, afirmou Gabbardo.

As doses distribuídas até agora estão no fim e diversas cidades interromperam a vacinação. Segundo Gabbardo, a situação deve se regularizar já a partir da próxima semana com nova remessa da CoronaVac. “Espero que se confirme as entregas da AstraZeneca”, falou.

O Brasil deve 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford importadas da Índia ainda em fevereiro. Está prevista a chegada de outras 8 milhões de doses até junho pelo Covax Facility.

Além disso, a Fiocruz, que produz a vacina no Brasil, recebeu insumos para fabricar o imunizante e prevê que as primeiras doses fiquem prontas entre o final de fevereiro e o começo de março.

É perfeitamente viável que até junho ou julho tenhamos vacinado a população prioritária”, afirmou.

O coordenador disse que, caso as doses sejam entregues conforme o previsto, a vacinação de profissionais da saúde e pessoas com mais de 60 anos deve estar concluída até o fim de março.

Isso seria excepcional para a mudança nos indicadores, tanto no de internação até no de atendimento de UTI e óbitos.

Integram o grupo prioritário definido pelo governo federal:

  • Todos os trabalhadores da área de saúde;
  • Pessoas com 60 anos ou mais em instituições (como asilos);
  • Indígenas que vivem em aldeias;
  • Pessoas com deficiência que tenham 18 anos ou mais em instituições;
  • População idosa (60 anos ou mais);
  • Comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas;
  • População em situação de rua;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Trabalhadores da educação;
  • Pessoas com deficiências permanentes e severas;
  • Trabalhadores da segurança e de salvamento;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • População privada de liberdade;
  • Trabalhadores do transporte coletivo;
  • Transportadores portuários e rodoviários de carga.

Poder 360.

Butantan vai entregar mais 3,4 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal a partir da próxima terça

O governador de São PauloJoão Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (17) que o Instituto Butantan, vinculado ao governo estadual, deve entregar um lote com 3,4 milhões de doses da vacina CoronaVac para o governo federal na próxima terça-feira (23).

O anúncio foi feito em entrevista a jornalistas um dia depois da assinatura de um novo contrato entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde para o fornecimento de 54 milhões de doses da Coronavac para todo o país.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que no dia 23 serão liberadas 426 mil doses e, em oito dias, chegam às 3,4 milhões de doses.

“Mas não paramos, isso é só a primeira entrega que é parte do contrato. Continuamos e espero não parar mais porque não temos mais problema de matéria-prima. Nós devemos escalar essa produção e a partir de abril possivelmente vamos dobrar essa produção”, disse.

As 54 milhões de doses se somam às 46 milhões já adquiridas pela pasta junto ao instituto, totalizando 100 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal, que, segundo o contrato, devem ser entregues até setembro.

Segundo o Ministério da Saúde, o Butantan deve entregar 52 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal até o final de abril. Antes, a previsão do governo federal era receber 46 milhões de doses até esta data.

Nesta terça-feira, o diretor do Butantan também afirmou que pretende aumentar a capacidade de envase para antecipar a entrega de todas as 100 milhões de doses até agosto.

“Com relação ao contrato adicional de 54 milhões de doses assinado com o Ministério da Saúde, no programa contratado a última entrega seria em setembro. Nós vamos fazer todo o esforço para adiantar a produção e essa entrega e esperamos que, no máximo em agosto, tenhamos a entrega total de 100 milhões de doses”, disse Dimas Covas.

Segundo o governador, o Butantan dobrou o número de funcionários que trabalham diariamente no envase da vacina de 150 para 300. Dimas Covas também prevê que a capacidade possa dobrar a partir de abril, quando uma fábrica que atualmente está sendo usada para a produção da vacina contra a gripe será destinada para o envase da CoronaVac.

Globo.com

Avião parte hoje para buscar 2 milhões de doses de vacina da Oxford

Um avião da companhia aérea Azul vai decolar hoje (14) para a Índia, de onde retornará ao Brasil com dois milhões de doses da vacina contra a covid-19, informou o Ministério da Saúde. 

A aeronave sairá do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 13h, com destino a Recife. Após a escala, partirá direto para a cidade indiana de Mumbai. As vacinas estão previstas para chegar ao Brasil no próximo sábado (16). O avião pousará no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Ao chegar, as vacinas aguardarão o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se reunirá no domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina será distribuída aos estados em até cinco dias após o sinal verde da Anvisa, para, assim, dar início à imunização em todo o país, de forma simultânea e gratuita.

O ministério disse ainda que, além do apoio da Azul, contará com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Gol, Latam e Voepass para a logística de transporte gratuito da vacina para covid-19.

A segurança no transporte das doses pelo Brasil será feita pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa.

“O sucesso da operação de importação demonstra o excelente momento das relações Brasil-Índia e a solidez da Parceria Estratégica bilateral. Os dois países têm mantido, recentemente, frequentes contatos em alto nível, pautados por espírito de solidariedade e cooperação no enfrentamento da pandemia de covid-19”, diz nota conjunta assinada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Aeronave

O avião que partirá hoje para a Índia é um Airbus A330neo, maior aeronave da frota da companhia e estará equipado com contêineres específicos para garantir o controle de temperatura das doses de acordo com as recomendações do fabricante.

Ontem (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo.

A medida alterou outra resolução da Anac, de dezembro do ano passado, que aprovou diretrizes para permitir, em caráter excepcional, o transporte de carga nos compartimentos de passageiros devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Agência Brasil

Empresas avaliam compra de vacinas, reforçam testagens e postergam home office no repique da Covid

Com repique nos casos de Covid-19 e indefinições no calendário de vacinação no Brasil, as empresas começam o ano reforçando medidas de segurança para os funcionários. Além de postergarem a volta aos escritórios, companhias intensificam testagens nas equipes e monitoram as discussões sobre a vacinação para entender se —e, eventualmente, como— poderão adotar um programa de imunização para seus trabalhadores.

Nesta quarta-feira (13), grandes empresários que querem comprar vacinas para a Covid-19 afirmaram ao governo que, para isso, estão dispostos a doar uma parte para o governo.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu em live realizada com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a possibilidade de compra de vacina pela iniciativa privada depois que o SUS estiver abastecido.

“No momento em que a gente cumprir todas as demandas para suprir o SUS e atender a população brasileira, a gente necessita também que a iniciativa privada adquira as vacinas diretamente de laboratórios internacionais ou o excedente do produzido no Brasil e disponibilize na rede privada também”, afirmou. ​

A possibilidade de vacinação na rede privada já entrou no radar das companhias. Na primeira semana de janeiro, a clínica de imunização Vacinar, que atua há mais de 20 anos com o atendimento corporativo em São Paulo, foi procurada por 50 empresas interessadas em informações sobre vacinação de funcionários.

De acordo com o médico e responsável técnico da Vacinar, Roberto Florim, as conversas são preliminares e feitas ao mesmo tempo em que as empresas fecham contratos para a aquisição das vacinas de prevenção contra a gripe.

“O certo é que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a imunização dos funcionários de maneira geral”, afirma Florim.

A clínica não divulga os nomes das interessadas, mas diz que são dos mais diversos setores. A estimativa da Vacinar é que a procura por informação cresça nas próximas semanas, pois o início do ano costuma ser de retomada gradual nas consultas dos clientes após os recessos de final de ano.

Mão enluvada segura seringa. Ao fundo, a palavra vacinas está escrita em uma placa
Laboratório do grupo Hermes Pardini, no bairro Itaim Bibi (SP). Na pandemia, grupo teve aumento de mais de 100% na carteira de clientes corporativos – Eduardo Anizelli – 11.jan.2021/Folhapress

A tendência também é percebida pelo grupo Hermes Pardini. A carteira de clientes corporativos em dezembro de 2020 mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2019. O vice-presidente do grupo, Alessandro Ferreira, afirma que, além do maior interesse por testes de Covid-19, cresce também a demanda por teleconsulta e a busca por acompanhamento mais regular de outras doenças.

Tem mais demanda para monitoramento dos casos de diabetes e hipertensão, por exemplo, que predispõem ao contágio da Covid-19, mas também mais pedidos de monitoramento de saúde mental pesquisas têm apontado aumento de quadro de ansiedade e estresses em home office.

“A procura não é apenas para cumprir obrigações previstas em lei, como acompanhar quem trabalha com produtos químicos, mas uma preocupação generalizada, indicando que há uma mudança de perfil nas prioridades com a saúde”, diz Ferreira.

O grupo tem sido procurado para dar informações sobre vacinação de Covid-19.

“Já estamos pleiteando, junto a algumas fornecedoras, para obter vacinas, porque temos interesse em vacinar nossos colaboradores e disponibilizar aos nossos clientes, que se mostram interessados. Mas ainda não há nada concreto”, afirma.

A multinacional P&G (Procter & Gamble), que tem quatro mil funcionários no Brasil (800 deles em escritório), não descarta a possibilidade de importar vacinas.

“Se houver a disponibilidade de vacinas para empresas privadas e a possibilidade de importação, teríamos interesse na aquisição para a segurança e o bem-estar de nossos trabalhadores”, afirma Fernando Akio Mariya, gerente médico da empresa.

A P&G havia programado o retorno presencial aos escritórios para a primeira quinzena de janeiro. Diante da alta de casos de coronavírus e a identificação de uma mutação mais contagiosa do vírus, a volta foi postergada para fevereiro e poderá ser alterada de acordo com a evolução da doença.

Em dezembro, a P&G estabeleceu uma espécie de quarentena para seus funcionários que retornavam gradativamente ao escritório como prevenção a um possível aumento de contaminação no Natal e no Ano Novo. Agora, analisa se a estratégia foi efetiva.

Homem branco de óculos veste camisa branca, calça jeans e posa ao lado de uma mochila amarela
Danilo Mansano, diretor-executivo da 99Food, afirma que a empresa avalia a possibilidade de vacinar funcionários – Divulgação 99Food

“Iremos usar o mês de janeiro para capturar informações mais precisas e atualizadas sobre os impactos das festas de final de ano no aumento de número de casos e de ocupação de UTI, que sempre foram vetores importantes na tomada de decisão de estarmos ou não no escritório”, afirma Raíssa Fonseca, gerente de RH. ​

A 99 Food, que tem 120 funcionários na área administrativa —todos em home office e sem previsão de retorno aos escritórios—, também tem interesse na aquisição de vacinas. Segundo o diretor-executivo, Danilo Mansano, a empresa tem acompanhado a compra de vacinas na China e estuda como poderia replicar o processo no Brasil.

Mansano afirma que segue protocolos definidos em parceria com o Hospital Sírio Libanês. Quando precisam ir ao escritório, os funcionários são submetidos a controle de acesso, triagem por meio de aplicativo interno e testagens.

Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais
Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais

No início da semana passada, o presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, embarcou para a Índia para conhecer a fábrica da Bharat Biotech, que está desenvolvendo a Covaxin. A entidade tem 200 clínicas de vacina associadas (70% do setor privado naciona) e afirmou que todas são favoráveis às negociações de compra do imunizante.

Nesta semana, ao retornar da viagem, Barbosa afirmou que há uma resposta positiva do mercado corporativo, que tem procurado a associação para subsidiar a imunização de funcionários.

“Se essas vacinas não vierem para o mercado privado brasileiro, não virão nem para o Brasil”, afirma. “A aquisição depende do fim dos trâmites legais junto aos órgãos reguladores brasileiros, fabricante e distribuidora/importadora”.

A Covaxin ainda não obteve autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na Índia, autoridades de saúde recomendam seu uso emergencial.

O hospital Sírio-Libanês afirma que esta acompanhando o processo de liberação e avalia que a prioridade é o setor público em um primeiro momento.

“A instituição entende que há hoje um número limitado de unidades produzidas e, portanto, é fundamental centralizar essa compra no setor público”, afirma, em comunicado.

A discussão sobre vacinas também está sendo acompanhada por indústrias. CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Sesi (Serviço Social da Indústria) avaliam a possibilidade de obter os imunizantes contra a Covid-19, mas afirmam que irão aguardar as devidas orientações do Ministério da Saúde.

Enquanto isso, cresce também a procura por empresas por testagens. Segundo Lídia Abdalla, presidente-executiva do grupo Sabin, a busca deste serviço por empresas teve aumento de 28% em dezembro. O grupo atende indústrias de mineração, telefonia, farmacêutica, energia, construção civil e serviços.

A Dasa Empresas, que reúne laboratórios de diagnóstico, hospitais e uma integradora de saúde, teve aumento de 9,8% em pedidos de testagens de 1º de dezembro a 6 de janeiro. No mesmo período, a carteira de clientes corporativos do grupo cresceu 12,3%.​​

A Volkswagen faz, neste mês, testagem em massa entre seus funcionários. O procedimento começou na semana passada para cerca de 10,5 mil funcionários que atuam nas fábricas em São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté (SP) e em São José dos Pinhais (PR).

Na segunda-feira (11), a testagem foi estendida a funcionários de áreas operacionais da montadora que precisam ir esporadicamente às fábricas. Além de manter 80 medidas de proteção ao coronavírus, que incluem uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, a empresa afirma que segue acompanhando o andamento dos casos de Covid-19 no país e permanece sem data de retorno presencial aos escritórios.

Empresas podem exigir que seus funcionários que tomem a vacina da Covid-19? Advogados trabalhistas ouvidos pela Folha têm posições divergentes sobre essa obrigatoriedade, bem como sobre eventuais sanções aos que se recusarem.

Para a advogada trabalhista do Lopes & Castelo Sociedade de Advogados, Elizabeth Greco, deverá haver diálogo entre empresas, funcionários e sindicatos, e os empregadores deverão investir em medidas de conscientização.

Greco afirma que diante da recusa, dificilmente o trabalhador poderá ser demitido por justa causa, porque este processo tem muitas gradações, como advertências prévias.

Já o advogado Jorge Matsumoto, sócio trabalhista do Bichara Advogados, avalia que, salvo exceções, o funcionário tem a obrigação de se vacinar e poderá sofrer demissão por justa causa.

“Entendo que sim, porque se ele colocar em risco os funcionários, quem vai ser responsabilizada é a empresa”, afirma. “Há para a empresa a obrigação constitucional de proteger seus funcionários.”

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória, desde que exista uma lei nesse sentido. No entendimento da corte, a imunização forçada é proibida, mas o poder público poderá adotar medidas restritivas para evitar a circulação de quem não se imunizar.

A sócia e líder da área trabalhista do Trench Rossi Watanabe, Letícia Ribeiro, pondera que a vacinação de funcionários ainda é um tema em construção.

“O posicionamento do Supremo é um norte importante a ser seguido por todos, inclusive pelas empresas e pelo que a jurisprudência trabalhista deve se firmar”, diz.

A especialista lembra que vacinação compulsória não significa vacinação forçada. Segundo Ribeiro, caso um funcionário que trabalhe presencialmente se recuse a se vacinar e não apresente respaldo científico, o empregador poderá implementar restrições para manter a segurança dos demais funcionários.

“O empregador deverá avaliar medidas de distanciamento social desse funcionário”, afirma.

Apesar das divergências, há um consenso. Todos pontuam que, caso tenha respaldo médico para não se vacinar, como gravidez, alergia a algum componente da vacina ou outro comprometimento, o trabalhador poderá ser dispensado da vacinação.

Deisy Ventura, advogada e coordenadora do doutorado em saúde global da USP, é contrária à comercialização de vacinas contra a Covid-19, mas é favorável que as companhias tenham estratégias para incentivar seus trabalhadores a se vacinarem na rede pública.

“As empresas podem, sim, dizer que querem que seus trabalhadores se vacinem, fazer pressão sobre o governo para que o programa nacional de imunização seja rápido, eficiente, e elas podem instituir penalidades para quem não for se vacinar, com exceções para quando existir uma justificativa do funcionário”, afirma.

A especialista defende que o engajamento do setor privado pode ser decisivo neste momento de pandemia.

“Se o setor privado deixar claro que quer um programa de imunização público, eficiente e rápido, o governo é extremamente reativo ao interesse do empresariado. O engajamento das empresas pode ser decisivo neste momento”.

Questionado pela Folha, o Ministério Público do Trabalho disse que segue analisando o tema e em breve deverá firmar um posicionamento a respeito.

FolhaPress

“Oxigênio acabou e hospitais de Manaus viraram câmara de asfixia”, diz pesquisador da Fiocruz

A situação em Manaus voltou a se agravar nas últimas horas, segundo relato de profissionais que atuam em hospitais da cidade atendendo pacientes de Covid-19.

O pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, afirma que tem recebido vídeos, áudios e relatos telefônicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas.

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, afirma ele.

“Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, diz ainda o pesquisador. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, deve ficar com sequelas cerebrais permanentes.”

A coluna procurou o Hospital Getúlio Vargas. Profissionais da UTI não quiseram comentar a informação, desviando a chamada para o ramal da direção da instituição, que não atendeu.

Na recepção, a atendente disse que ninguém no hospital poderia conversar com a reportagem pois a situação era “de emergência”.

A coluna conversou também com profissionais da área de saúde que afirmam que a situação é dramática e muitas pessoas ainda vão morrer já nas próximas horas por falta de assistência.

Uma das profissionais disse, chorando, que os pacientes estão sendo “ambuzados”, ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, já que os respiradores estão sem oxigênio.

De acordo com ela, cada profissional consegue ambuzar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

Mônica Bergamo – FolhaPress

Ministério da Saúde sabota vacinação e troca vacina por cloroquina

Parece claro que o Ministério da Saúde está deliberadamente sabotando a vacinação contra Covid-19 no Brasil.

A pasta divulgou em seu perfil nas redes sociais uma campanha promovendo o tratamento precoce com a hashtag #naoespere.

Paralelamente, como O Antagonista mostrou, ativistas bolsonaristas fizeram um vídeo defendendo a mesma pauta, usando a mesma tag #naoespere, e sugerindo que as pessoas parem de usar máscaras.

A despeito do gosto duvidoso, o vídeo mostra uma produção técnica profissional, levantando a suspeita de que possa ter recebido apoio financeiro ou técnico do Palácio do Planalto.

Como se não bastasse, o ministério da Saúde abriu mão de receber ainda em dezembro (via aérea) 20 milhões de seringas para imunização. E agora se depara com a escassez do material.

O Antagonista

Vereador Eder Queiroz busca melhorias para Saúde do Povo do Litoral

Tão logo tomou posse como vereador de Parnamirim, o parlamentar Eder Queiroz (PSC), também conhecido como o “Liso do Litoral “, visitou o hospital Regional Dr. Márcio Marinho e as Unidades Básicas de Saúde do litoral (UBS), nos quais buscou informações a respeito da falta de médicos, materiais hospitalares, dentre outros insumos, junto as gestões administrativas do hospital e das UBS.

Depois do Raio X das unidades de saúde, Queiroz marcou uma audiência com a secretária de saúde,  Dra. Terezinha Rêgo para falar das suas reivindicações que vão trazer melhorias para a vida da população que reside no litoral de Parnamirim.

As visitas “In loco” também servem para o vereador preparar um diagnóstico da real situação das unidades de saúde Pública do Litoral, e através de requerimentos e proposições parlamentares, vai buscar junto ao Poder Executivo soluções para sanar e aprimorar um atendimento digno à População do Litoral.

Coronavac tem eficácia geral de 50,4% no estudo feito pelo Butantan

Após uma controvérsia acerca dos números divulgados na semana passada, o Instituto Butantan detalha neste momento que a vacina Coronavac tem eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19.

O dado foi informado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no pedido de registro emergencial da vacina, e está acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável.

Observado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, Doria segura caixa da Coronavac
Observado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, Doria segura caixa da Coronavac – Amanda Perobelli – 19.nov.2020/Reuters

À primeira vista, parece um dado muito inferior aos 78% de prevenção de casos leves e 100% de pacientes moderados, graves ou mortos evitados pela Coronavac revelados pela Folha na semana passada.

Mas ele inclui aquelas pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e não tiveram sintomas que necessitaram de atenção no estudo de fase 3 comandado pelo Butantan no Brasil, no qual a vacina de origem chinesa foi testada num grupo de 13.060 voluntários.

​Foram infectadas ao longo do ensaio, iniciado em julho, 218 pessoas. Dessas, cerca de 160 tinham recebido placebo e 60, a Coronavac.

Vacina Coronavac começa a ser produzida no Instituto Butantã
Vacina Coronavac começa a ser produzida no Instituto Butantã

Todos os voluntários, profissionais de saúde no ensaio brasileiro, foram testados para o novo coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde define uma escala de 0 a 10 de sintomas, zero sendo o assintomáticos, 1 a 3 leves, 4 e 5 moderados, 6 a 9, graves e 10, fatalidades. O Butantan enfatizou, na divulgação da semana passada, a eficácia da Coronavac para todos os grupos acima de 1.

Os 50,38% do resultado geral são abaixo dos dados acima de 90% de eficácia divulgados pelas badaladas vacinas que utilizam a nova tecnologia de RNA mensageiro, na qual material genético é usado para levar proteína estimulante do sistema imune ao paciente.

Só que isso também embute alguma confusão. No caso da vacina da Pfizer-BioNTech, por exemplo, há 95% de eficácia geral apontada.

Nesse grupo, houve 162 infectados entre quem tomou placebo e apenas 8 entre vacinados, entre 44 mil voluntários. Só que o relatório da FDA (a Anvisa anabolizada dos EUA) aponta a exclusão de 3.410 pessoas que sofreram sintomas de Covid-19, mas não foram testados.

Desses casos suspeitos, 1.594 faziam parte do grupo vacinado e 1.816, do que recebeu placebo. Isso foi ressaltado em postagem de Peter Doshi, editor associado do prestigioso British Medical Journal.

Se todos fossem casos de Covid-19, o que é improvável, isso derrubaria a eficácia geral para 19% (com todos os suspeitos) ou 29% (excluindo os casos que ocorreram nos primeiros sete dias da vacinação, que podem incluir reações ao imunizante), nas contas de Doshi.

A diferença aqui é que a Pfizer fez uma publicação detalhada de seus dados, enquanto não há ainda uma do Butantan.

Isso mostra uma faceta complexa da discussão acerca das vacinas. A despeito da tragédia da pandemia, que já matou mais de 200 mil brasileiros, elas são produtos e sua fabricantes, empresas listadas em Bolsa que querem lucrar com eles.

Isso explica a queda de braço entre o Butantan e a criadora da Coronavac, a Sinovac, que proibiu a divulgação de dados só do estudo brasileiro no fim do ano passado. O instituto paulista já formula e irá fabricar o fármaco no país.

O laboratório viu discrepâncias entre dados do estudo indonésio (65% de eficácia geral), turco (91%) e o brasileiro, algo natural dado que eles não foram aplicados à mesma população.

Comercialmente, contudo, o interesse chinês é ter um número unificado. Isso levou a duras negociações com o Butantan e, então, a divulgação parcial de dados na quinta passada (8).

Mas os dados incompletos levaram a críticas, por parte de cientistas, acerca da transparência do processo. O Butantan alegou que só poderia falar após fazer o pedido de uso emergencial à Anvisa.

Internamente, houve divergências. A área política do governo de João Doria (PSDB-SP) pressionou o Butantan a aclarar a situação. A Coronavac está no centro da disputa política entre o tucano e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que começou com a oposição entre o negacionismo federal e o ativismo estadual no manejo da pandemia.

Agora, a disputa gira em torno da vacinação, ainda que Bolsonaro sempre tenha colocado imunizantes em dúvida. O governo federal incluiu a Coronavac, todas as 46 milhões de doses já encomendadas da China prontas ou em insumos, no Programa Nacional de Imunização.

Ao mesmo tempo, há dúvidas no governo paulista sobre os empecilhos da Anvisa ao uso emergencial da Coronavac.

O imunizante que havia sido a aposta inicial do governo federal, da britânica AstraZeneca/Universidade de Oxford, teve seu pedido de uso feito horas depois do da Coronavac e agora ambos apostam uma espécie de corrida na agência.

Na atualização das 8h18 de hoje, o Butantan tinha 40,7% de seu pedido considerado concluído, ante 27,35% da Fiocruz, que fabricará o produto europeu.

Só que a entidade federal tem 67,18% de sua documentação em análise, enquanto a estadual tem 37,64% dela considerada pendente de complementação. A agência tem dez dias para completar sua avaliação.

Doria suspeita de ação política. No domingo (10), pediu urgência à Anvisa. Ao mesmo tempo, a animosidade gera preocupação na área técnica, que teme mais entraves da agência.

Enquanto isso, o tucano mantém seu plano de começar a vacinação assim que sair a autorização de uso emergencial, a partir de um cronograma estipulado em dezembro. A questão é que o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) já disse que considera as vacinas sujeita a seu planejamento.

FolhaPress

Prefeitura regulamenta lockdown em BH a partir de segunda-feira

Belo Horizonte

A prefeitura de Belo Horizonte (MG) publicou, hoje (8), no Diário Oficial do município, um decreto desautorizando o funcionamento, por tempo indeterminado, de atividades consideradas não-essenciais, como lojas de roupas, salões de beleza, centros automotivos, entre outras.

Assinado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), o Decreto nº 17.523 também estabelece os horários de funcionamento dos estabelecimentos autorizados. Entre as atividades liberadas estão padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, entre outros (veja quadro com a lista completa e os respectivos horários de funcionamento).

Tabela de horário de funcionamento de atividades essenciais em Belo Horizonte
Tabela de horário de funcionamento de atividades essenciais em Belo Horizonte – Reprodução/Diário Oficial de Belo Horizonte

As novas medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (11). No decreto, a prefeitura afirma que as restrições foram decididas após a análise dos indicadores epidemiológicos que apontam para o recrudescimento do número de casos na cidade, levando em conta a capacidade da rede de assistência local.

Kalil já tinha antecipado a decretação de um novo lockdown (bloqueio) para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da covid-19 na última quarta-feira (6). Na ocasião, o prefeito informou, pelas redes sociais, que a capital mineira chegou “ao limite da covid-19” e que, após uma reunião de governo, foi orientado a tomar a decisão de editar um decreto fechando todos os serviços não essenciais da cidade.

“Chegamos no vermelho. O comerciante tem que se preparar, porque sexta-feira soltaremos um decreto voltando a cidade à estaca zero. São números impressionantes, houve uma importação de doença surpreendente. Temos casos de famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, infectados e internados”, acrescentou.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria municipal de Saúde, até esta quinta-feira (7), Belo Horizonte contabilizava 66.916 casos confirmados da doença – dos quais 3.890 permaneciam em acompanhamento – e 1.923 mortes. A ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a doença chegou a 85%, enquanto a ocupação de leitos de enfermaria estava na casa dos 62%.

Agência Brasil

Estudo aponta que vacina da Pfizer é eficaz contra mutações do coronavírus

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a alemã BioNTech parece funcionar contra mutações do novo coronavírus. Esse é o resultado de um estudo clínico realizado pela farmacêutica norte-americana e pela University of Texas Medical Branch.

Os resultados do estudo ainda não foram revisados por pares da farmacêutica e cientistas da universidade. As informações são da Reuters.

Novas variantes do Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela covid-19, foram descobertas no Reino Unido e na África do Sul. Diversos países já registraram casos de infecção pelas mutações.

No Brasil, o laboratório Dasa informou em dezembro que identificou 2 casos em São Paulo. Segundo a empresa, é a mesma cepa encontrada no Reino Unido. Rio de Janeiro e Bahia registraram um caso cada da mutação E484K, descoberta na África do Sul.

O cientista da Pfizer Phil Dormitzer disse que o imunizante da farmacêutica se mostrou eficaz contra a mutação N501Y, considerada uma das mais transmissíveis, e outras 15 variantes testadas anteriormente.

Testamos 16 mutações diferentes, e nenhuma delas teve um impacto significativo [na eficácia da vacina]. É uma boa notícia“, declarou. “Isso não significa que a 17ª [mutação] não terá”.

Ele informou que os pesquisadores planejam realizar novos testes para ter conclusões mais detalhadas da eficácia da vacina nas mutações encontradas no Reino Unido e na África do Sul. Segundo ele, a variante E484K, encontrada no país africano, preocupa pela sua alta taxa de transmissão.

Resultados da fase 3 de testes da vacina da Pfizer/BioNTech, feita com 44.000 participantes, mostraram que o imunizante tem 95% de eficácia na proteção da covid-19. São necessárias duas doses, com intervalo de 3 semanas entre elas.

 

A vacina foi aprovada para uso definitivo em Canadá, Arábia Saudita e Bahrein. Estados Unidos, União Europeia e mais 13 países aprovaram o uso emergencial do imunizante.

Cada dose custa de US$ 14,76 a US$ 19,50 –um dos valores mais elevados entre os imunizantes desenvolvidos no mundo contra a covid-19. Além do preço, o imunizante da Pfizer tem outra desvantagem com relação às vacinas de outras farmacêuticas: a temperatura de armazenamento.

A vacina precisa ser armazenada de -80°C a -60°C. Pode permanecer por 5 dias em temperaturas de 2°C a 8°C.

O Brasil chegou a negociar a compra de 70 milhões de doses, mas o acordo ainda não foi finalizado. Em entrevista concedida nessa 5ª feira (7.jan.2021), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou as exigências da farmacêutica. Afirmou que as negociações continuam.

Amanhã tem novas reuniões. O que nós queremos é que ela nos dê o tratamento correspondente com nosso país, que ela amenize essas cláusulas. Nós não podemos assinar desta forma”, declarou.

O ministro afirmou que a empresa exige ser isenta de qualquer responsabilidade, caso a vacina produzida por ela apresente alguma falha ou reação adversa grave em um ou mais pacientes.

Poder 360.

Lewandowski dá 5 dias para o governo informar estoque de agulhas e seringas

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski concedeu, nesta 5ª feira (7.jan.2021), prazo de 5 dias para que o Ministério da Saúde informe o estoque de seringas e agulhas da União e Estados. A medida visa assegurar insumos necessários para imunização contra o coronavírus para os 4 grupos prioritários descritos no plano de vacinação anunciado em 16 de dezembro.

A decisão atende a pedido em ação apresentada em outubro pela Rede Sustentabilidade.

O partido apresentou petição suplementar ao ministro nesta 4ª feira (6.jan.2021), solicitando esclarecimentos à pasta. Eis a íntegra (161 KB).

A Rede Sustentabilidade alega haver atraso na vacinação e questiona o imposto para importação e exportação do material necessário para imunizar a população.

“O fato é que o governo federal, além de não ter iniciado a vacinação, está lançando obstáculos ao adequado emprego das vacinas que devem ser adquiridas. Esses obstáculos se materializam na possível ausência de insumos como seringas e agulhas. Chega a ser contraditório que o governo federal tenha zerado o imposto de importação de seringas e agulhas e proíba a exportação de seringas e agulhas, mas deixe de adquirir a tempo e a contento os citados insumos para iniciar a vacinação da população brasileira.”

Além de cobrar a comprovação de estoque, Lewandowski ordena que, caso não haja quantidade suficiente, o ministério apresente em 48 horas o planejamento para aquisição do material.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o governo federal assinou contrato para aquisição de 100 milhões de doses da CoronaVac com o Instituto Butantan nesta 5ª (7.jan.2021). A informação foi corrigida pelo secretário da pasta, Élcio Franco, para 46 milhões de doses num 1º momento, chegando a 100 milhões até o fim de 2021.

A Anvisa confirmou ao Poder360 que todos os imunizantes aprovados para o sistema público também podem ser vendidos a hospitais e clínicas privadas. A permissão, segundo o presidente da ABCvac (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, será simultânea.

Poder 360.

Indústria começa a entregar seringas na sexta e não teme calote

O primeiro lote com três milhões de seringas e agulhas destinadas à vacinação contra Covid-19 será entregue na sexta-feira pela empresa SR, após encontro entre as três fabricantes e o Ministério da Saúde, realizado ontem. Na reunião, o governo solicitou a entrega emergencial de 30 milhões de seringas e agulhas até final de janeiro, mas não definiu o valor do pagamento. E isto não aflinge as companhias, afirma o diretor da SR, Luiz Antonio Saldanha Rodrigues.

“O que menos preocupa é o valor que o ministério vai pagar. O importante é a seringa chegar antes da vacina. Trabalho há mais de 30 anos com o Ministério da Saúde e sei que eles não vão fazer nada antiético nem vão aproveitar uma situação dessa para dar balão na indústria nacional. Agora é o momento de se trabalhar juntos”, afirma Rodrigues.

No primeiro leilão realizado no dia 28, o governo conseguiu comprar apenas 2,4% exatamente porque o valor proposto estava abaixo do que as empresas pediam. De acordo com Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Ministério da Saúde ofereceu um valor completamente defasado de 13 centavos por seringa, e as companhias pediam entre 22 e 48 centavos dependendo do item.

O edital para a compra das 300 milhões de seringas e agulhas deve sair na próxima semana. A nota do Ministério da Saúde sobre este lote emergencial, em que informa que fará a requisição dos produtos “na forma da lei”, não criou temor no setor, afirma Rodrigues.

“Como órgão público, o governo não pode firmar compromissos nem fazer acordos, há órgãos fiscalizadores. Foi proposto isto para as empresas como medida cautelar e de forma pacífica. O governo está imbuído em dar valor às industrias nacionais”.

Miriam Leitão – O Globo

Brasil volta a registrar mais de 1.000 mortes por coronavírus em 1 dia

Paciente na sala de espera do Hospital Regional da Asa Norte usando máscara. Sérgio Lima/Poder360 14.03.2020

O Brasil registrava 197.732 mortes por covid-19 até as 17h30 desta 3ª feira (5.jan.2021), de acordo com o Ministério da Saúde. São 1.171 vítimas a mais que o registrado no dia anterior.

É a 4ª vez que o país ultrapassa as 1.000 mortes diárias desde 29 de dezembro. Também foram contabilizados mais 56.648 casos em 24 horas, totalizando 7.810.400 infectados.

Reprodução/Ministério da Saúde – 5.jan.2021

Os dados indicam que 6.963.407 pessoas estão recuperadas da doença, e 649.261 permanecem em acompanhamento.

Só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. Eram 364.577 mortos até 18h20 desta 3ª feira (5.jan), segundo o Worldometers.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 934 mortes por milhão de habitantes segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 21º posição do ranking mundial. Em 31 de outubro, ocupava o 4º lugar. A Bélgica é o país no qual a covid-19 mais mata em relação ao tamanho da população. São 1.700 mortes por milhão de habitantes. Entenda aqui os motivos dos números belgas.

MÉDIA MÓVEL DA MORTES E CASOS

Os 2 gráficos a seguir mostram o número de mortes e de novos casos diários, mas também a média móvel dos últimos 7 dias. A curva matiza eventuais variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados.

A média de mortes diárias está acima de 600 desde 8 de dezembro de 2020.

Já a média móvel de novos casos está acima de 35.000 desde 25 de novembro de 2020.

Médico e pastor defensores da cloroquina morrem de Covid

Morreram de Covid-19, no último fim de semana, o médico Lécio Patrocínio, 68 anos, e o pastor Thiago Andrade de Souza, 36.

Bolsonaristas, eram defensores do tratamento da doença com hidroxicloroquina.

“Se você tomou ivermectina, azitromicina ou hidroxicloroquina, poste no Facebook. Poste que é a favor. Vamos forçar as prefeituras a começarem a prevenção urgente. E fazer a distribuição gratuita”, postou Thiago no Facebook em novembro.

O Antagonista