Uso de anabolizantes para fins estéticos e esportivos traz riscos à saúde

Foto: Alex Régis

O Conselho Federal de Medicina proibiu os médicos de prescreverem anabolizantes para o propósito esportivo, ganho de massa muscular ou fins estéticos. A nova medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 11 de abril. Por conta dessa decisão, ampliou-se o debate sobre o tema. A nova medida serve para pacientes que são atletas e não atletas. Como forma de repercutir o assunto, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, então, ouviu uma endocrinologista e uma pessoa que usou e sofreu os malefícios do uso indevido de esteróides.

A médica endocrinologista Larissa Pimentel entendeu como positiva a decisão do Conselho porque, cientificamente falando, o método usado por pessoas que não necessitam de uma ajuda hormonal não traz benefícios terapêuticos para o corpo, fisiologicamente falando.

“Não existe nenhuma comprovação na literatura, nem mesmo científica, mostrando que seja seguro, eficácia terapêutica com segurança para esse tipo de paciente que não necessita de uma reposição hormonal”, explica a Doutora.

A reposição hormonal é um tratamento, comum entre homens e mulheres quando chegam em determinadas idades, utilizado quando a pessoa não consegue produzir um número adequado para o funcionamento específico daquele hormônio. “O uso é permitido quando a pessoa tem deficiência dos hormônios comprovados. Então, hoje, é comum, a gente encontrar, inclusive, a prescrição desses hormônios para fins estéticos desses esteróides anabolizantes, mascarados de outros nomes, como implantes hormonais, como passado por via transdérmica, usada através da pele, chip da beleza”, citou.

A nutricionista falou, também, que muitas pessoas acabam sendo enganadas por produtos que são implantes hormonais.  “A questão é que muitas pessoas usam achando que não são anabolizantes”. Por conta do uso “mascarado”, certos produtos hormonais caíram nas graças do público, inclusive com pacotes de benefícios prometendo: boa noite de sono, disposição, aumento da libído, pele firme, além de um corpo sem celulite e com uma porcentagem mínima de gordura.

Diante dos fatos, várias sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), fizeram uma carta solicitando a volta da regulamentação dos esteróides anabolizantes. Depois disso, o Conselho acatou o pedido e proibiu os médicos de repassar a receita.

Nos homens, a terapia de reposição hormonal mais utilizada é voltada para a testosterona, principal substância química masculina. Também é responsável pelo desenvolvimento de tecidos reprodutivos masculinos, como testículos e próstata. Como é o caso também do aumento da massa muscular, maturação dos ossos e do cabelo corporal.     Pela responsabilidade do funcionamento de muitas atividades dentro do organismo, o uso indevido dos compostos anabolizante podem causar problemas que vão do coração ao fígado. Ou seja, causando efeitos danosos que podem levar a doenças problemáticas, como exemplifica a médica Larissa Pimentel.

“Nos deparamos com pacientes com conseqüências, que colocam em risco a saúde do paciente, pelo uso dos anabolizantes. Nós atendemos muitos pacientes com problemas cardiovasculares, como infarto, câncer, secundário ao uso do anabolizante; hepatite, por conta do uso do anabolizante pode ocasionar insuficiência hepática”, listou a médica.

Outro efeito colateral perigoso são impactos que podem causar na saúde mental do indivíduo, isto é, transtornos psiquiátricos como depressão, ansiedade, agressividade, insônia e até suicídio.

Segundo estudos, o composto químico do produto altera os genes dos neurônios que produzem substâncias que trazem relaxamento, bem-estar, alegria e prazer, como o caso da serotonina e dopamina. Por isso não é incomum o usuários ficar mais estressado, frustrado e mais agressivo com as pessoas. Isso leva ao aparecimento da ansiedade e da depressão.

“Pacientes com problemas psiquiátricos se tornaram comuns. Por causa do uso de anabolizantes, as pessoas desenvolvem o quadro da depressão. Quando as pessoas fazem o uso para essa iniciativa estética, elas são reféns de profissionais que só explicam os benefícios e escondem os malefícios para a saúde do paciente”, declarou.

Lembrando que médicos que insistirem na indicação desse tipo de tratamento podem sofrer punições nos conselhos regionais de medicina, que vão desde uma advertência até a perda do registro – dependendo do caso.

Problemas Psicológicos

O publicitário Dácio Lima, de 33 anos, fez o uso do sintético quando tinha 22 anos. Ele tinha uma rotina normal de treinos, o que gerou, naturalmente um aumento de massa muscular. Porém, Dácio queria mais e percebeu que um amigo estava tendo um resultado muito satisfatório. Ao saber qual era o “segredo”, resolveu fazer o mesmo. O publicitário comprou o superdrol, esteróide anabólico, usado em forma de ciclo, quando o usuário precisa utilizar durante um intervalo de tempo.

“Na época, eu treinava sem o uso de anabolizantes. Encontrei com um amigo que já tinha feito o uso e falou qual era. Por ter visto resultado nesse amigo e querer ter um pouco de resultado no meu corpo, querer ficar mais forte, querer chamar mais atenção. Eu fiz o uso desse anabolizante”, relembrou.

O diretor de arte passou a fazer o uso, em forma de cápsula, uma vez por dia. No décimo dia de ciclo, enquanto trabalhava, ele teve uma taquicardia – quando o coração acelera o batimento de maneira irregular – e foi para o hospital encontrar o causador desse problema. “Começou uma longa jornada para descobrir o que tinha. Só fui descobrir um ano e meio depois que era um efeito colateral desse anabolizante, que gerou taquicardia e ansiedade. Por conta desses sintomas fui diagnosticado com a síndrome do pânico e comecei a ter ataques”.

Síndrome do pânico é caracterizada por crises de ansiedade repentinas e intensas geradas pelo contexto em que a pessoa se encontra ou gatilhos emocionais que desencadeiam essa patologia. “Eu sempre dou o conselho para não fazer o uso. Eu sou prova viva que tive uma experiência negativa e não recomendo de fato. Não vale a pena correr o risco de desenvolver uma doença, como aconteceu comigo. É melhor procurar os meios naturais, como a suplementação e alimentação do que tentar acelerar e pagar um preço mais alto hoje ou futuramente”.

Resolução do CFM proíbe prescrição

A prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes (EAA) para fins estéticos está proibida, de acordo com resolução Resolução 2.333/23 do Conselho Federal de Medicina (CFM). O documento aponta que não há comprovação científica suficiente para o uso dessas substâncias para ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo.
Foto: Alex Régis

“Nós estamos observando no Brasil um aumento exponencial da prescrição”, afirmou o presidente do CFM, José Hiran Gallo. “Ouvimos especialistas no assunto, que foram unânimes em afirmar que os benefícios da utilização dessas medicações para esses fins não superam os riscos. Não existe dose mínima segura, como alguns usuários alegam. Por isso, estamos proibindo.”

A relatora da resolução, Annelise Menegusso, foi na mesma linha. “O uso indiscriminado de terapias hormonais com EAA, incluindo a gestrinona, é hoje uma preocupação crescente na Medicina e para a saúde pública, uma vez que, de acordo com as mais recentes evidências científicas, não existem benefícios notórios que justifiquem o aumento exponencial do risco de danos possivelmente permanentes ao corpo humano.”

Dentre os efeitos adversos possíveis do uso sem prescrição estão os cardiovasculares, incluindo hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e enfarte agudo do miocárdio, aterosclerose, estado de hipercoagulabilidade, aumento da trombogênese e vasoespasmo; doenças hepáticas, transtornos mentais e de comportamento, incluindo depressão; além de distúrbios endócrinos como infertilidade, disfunção erétil e redução da libido.

A prescrição médica de terapias hormonais é indicada em casos de deficiência específica comprovada, como no tratamento de doenças como hipogonadismo (deficiência na produção de testosterona), puberdade tardia, micropênis neonatal e caquexia (perda de massa muscular por motivo de doença). Também pode ser indicada na terapia hormonal cruzada em transgêneros e em mulheres com diagnóstico de desejo sexual hipoativo. “Nada muda em relação às indicações que já existem na literatura médica e têm respaldo científico”, afirmou José Hiran Gallo. “Nesses casos, entendemos que os benefícios compensam os riscos do uso.”

Fonte: www.tribunadonorte.com.br

Parnamirim realiza 8ª Conferência Municipal de Saúde

Foto: Ney Douglas

Refletir sobre a execução de políticas econômicas e sociais diante dos desafios de reduzir os riscos de doenças, fornecendo perspectivas de acesso universal e igualitário, é algo fundamental em qualquer gestão. Seguindo esse critério, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) e do Conselho Municipal de Saúde (CMS), promoveu nos dias 19 e 20 de abril, no auditório Vereador Clénio José, a 8ª Conferência Municipal de Saúde com tema baseado na garantia dos direitos e na defesa do SUS, da vida e da democracia.

O evento faz parte de uma das programações da 17ª Conferência Mundial de Saúde promovida em Brasília, pelo Ministério da Saúde, onde cada estado e município desenvolve suas conferências sobre a mesma temática com a presença de autoridades, gestores e usuários que participam de serviços públicos e movimentos sociais.

A abertura deu-se ao som do Hino Nacional Brasileiro e do Hino Oficial de Parnamirim, executados pelo quinteto da Secretaria Municipal de Cultura (Semuc). Os participantes puderam acompanhar várias atividades como palestras, discussão de grupo e escolha de propostas, intervalo cultural e eleição de representantes para a 9ª Conferência Estadual de Saúde.

Foto: Ney Douglas

Compareceram no evento algumas autoridades como a secretária municipal de saúde, Luciana Guimarães; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Matheus Eutrópio; o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Francisco Canindé Santos, o representante da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Michael Borges e o conselheiro nacional de saúde e representante do Movimento Pop na Rua, Vanilson Torres. Também estiveram presentes representantes de conselhos e secretarias.

A secretária de saúde, Luciana Guimarães, fala sobre a importância da conferência. “É preciso aprofundar sempre esse debate em relação às possibilidades sociais objetivando políticas para barrar os retrocessos. O setor saúde necessita, cada vez mais, da democratização do estado”, comentou.

Importância da participação social

A conexão entre o conceito de participação social incorporado ao SUS e o de democracia participativa deve ser sempre mantida e aliada à proposta da comunidade, definindo o serviço público que ela deseja como parte do princípio organizativo do SUS, além do acompanhamento de políticas públicas em defesa do direito à saúde, fiscalizando as ações do Estado.

Eixos temáticos centrais da conferência:

1 – O Brasil que temos. O Brasil que queremos;
2 – O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas;
3 – Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia;
4 – Amanhã será outro dia para todos, todas e todes.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim RN – ASCOM
Escrito por Jean Xavier

Com aumento de casos de viroses, Natal abre duas unidades básicas no feriadão para desafogar UPAs

Foto: Sara Cardoso/Inter TV Cabugi.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal anunciou que vai abrir duas unidades básicas de saúde, desta sexta-feira (21), feriado do Dia de Tiradentes, até o próximo domingo (23), para atender a população que necessitar de atendimento para casos leves de vírus respiratórios. O objetivo, segundo a pasta, é desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), que estão funcionando com alta demanda.

As Unidades de Saúde de Pajuçara e Cidade da Esperança – que normalmente fecham nos feriados e fins de semana – vão funcionar das 7h às 19h, para atendimento de pacientes adultos que apresentarem sintomas gripais leves como febre de até 38 graus, tosse seca não persistente e dor no corpo ou nas articulações.

“Neste período do ano há o aumento na circulação de vírus respiratórios na cidade, também acontece a proliferação de mosquitos que podem causar diversas doenças como dengue, zika e chikungunya. Estamos montando essa estratégia para facilitar o acesso das pessoas que apresentam casos leves e que não precisem de atendimento de urgência e emergência, amenizando assim o tempo de espera desses usuários”, afirma o Secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.

Segundo o secretário, a medida tem a intenção de auxiliar o fluxo das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pajuçara e Cidade da Esperança, facilitando o atendimento para pacientes que apresentem casos não urgentes que são classificados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, nas cores verde e azul no sistema de Acolhimento com Classificação de Risco dos serviços de saúde do município.

O Acolhimento com Classificação de Risco serve para distinguir os graus de riscos ou de sofrimento para os pacientes que procuram os serviços das Unidades Pronto Atendimento (UPAS) de Natal, evitando que casos mais graves não tenham atendimento no tempo adequado. A distribuição é feita por quatro cores que elencam os níveis de classificação, do mais grave aos menos graves.

Os casos de emergência e risco de vida são identificados na cor vermelha e são encaminhados para atendimento em no máximo 15 minutos. A cor amarela representa os casos urgentes, que podem levar no máximo até 30 minutos para receberem atendimento.

Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada.

Fonte: www.g1.globo.com

Prefeitura instituirá campanha Veterinário no Bairro

Foto: ASCOM

A Prefeitura de Parnamirim instituirá a campanha “Veterinário no Bairro”. O projeto, cuja lei já foi encaminhada para votação na Câmara Municipal é voltado para o controle populacional de cães e gatos. Após aprovação na casa legislativa, o documento será sancionado pelo prefeito Rosano Taveira.

A campanha será realizada, através de convênio com associações, ONG’s protetoras de animais e entidades que realizam atendimentos veterinários instaladas no município e credenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesad).

As instituições parceiras serão responsáveis pela castração de caninos e felinos (machos e fêmeas) de animais de rua e também para a população de baixa renda. O serviço, realizado de forma gratuita, percorrerá cada bairro da cidade, de acordo com cronograma a ser definido pelo Poder Executivo.

O cadastramento das instituições parceiras será realizado pelo setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde, assim como da população de baixa renda com animais aptos à castração.

Como forma de conscientizar a população sobre a importância da posse responsável de animais, a Prefeitura de Parnamirim desenvolverá ainda uma campanha educativa com a distribuição de materiais informativos.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim – ASCOM

Comissão aprova projeto de lei de prevenção à saúde ocupacional para servidores

Fotos: Elpídio Júnior

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social aprovou, nesta segunda-feira (17), o projeto de lei 407/2022 de autoria da vereadora Camila Araújo (União Brasil), que dispõe sobre a inclusão de políticas públicas de saúde para a prevenção dos riscos à saúde ocupacional dos servidores da administração pública municipal no Sistema de Saúde de Natal.

O PL prevê a realização de estudo, confecção e fixação de mapas de risco ocupacional dos órgãos da administração pública municipal; bem como disponibilização de práticas integrativas e complementares (PICS), como recurso para melhoria da saúde ocupacional dos servidores.

“Os riscos ocupacionais são os riscos de acidentes aos quais os trabalhadores estão sujeitos em um ambiente de trabalho. Estão associados a ruídos, vibrações, iluminação inadequada, presença de máquinas, calor, dentre várias outras possibilidades. Há também riscos menores, que às vezes passam despercebidos, como os riscos ergonômicos em escritórios e ambientes administrativos. A prevenção, além de beneficiar os próprios servidores, trará benefício à administração, que estará evitando o afastamento por motivo de acidentes de trabalho e consequências”, justificou a propositora do projeto de lei.

No encerramento da reunião, o presidente da comissão, vereador Herberth Sena (PL), convocou os membros para, na próxima segunda-feira (24), visitar a Unidade de Saúde dos Guarapes, na zona Oeste da cidade, para vistoriar a estrutura e os serviços prestados à população.

Também participaram da reunião da Comissão de Saúde, desta segunda (17), o vereador Aroldo Alves (PSDB), que é vice-presidente, e os vereadores Peixoto (PTB) e Preto Aquino (PSD), membros do colegiado, que designaram para relatoria outras oito matérias legislativas.

Fonte: www.cmnat.rn.gov.br – Câmara Municipal de Natal

Câmara de Parnamirim será local de vacinação neste sábado

O Dia D de Multivacinação vai ocorrer, das 8h às 17h, e o atendimento à população vai ser realizado pela equipe de vacinação da UBS Cohabinal, na sede da Câmara de Parnamirim, neste sábado (15).
O presidente da Casa Legislativa, vereador Wolney França, informou que todos os grupos prioritários podem se vacinar. “Temos alegria em ceder o espaço da Casa do Povo para que a população parnamirinense se imunize contra a Covid-19, febre amarela e influenza, estamos de portas abertas”.
Conforme a Prefeitura Municipal, os públicos prioritários são os seguintes:

Febre Amarela
– Toda a população dos 9 meses até os 59 anos, que ainda não tenha tomado nenhuma dose.

Influenza
– Crianças de 6 meses a 6 anos;
– Gestantes de 9 a 59 anos;
– Trabalhadores de saúde de 18 a 59 anos;
– Puérperas de 9 a 59 anos;
– Idosos a partir de 60 anos;
– Indígenas;
– Pessoas com deficiência permanente de 6 a 59 anos;
– População privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas de 9 a 59 anos;
– Funcionários do sistema prisional de 18 a 59 anos;
– Forças de Segurança e Salvamento de 18 a 59 anos;
– Forças Armadas de 18 a 59 anos;
– Professores – Ensino Básico e Superior de 18 a 59 anos;
– Caminhoneiros de 18 a 59 anos;
– Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário Passageiros Urbano e de Longo Curso de 8 a 59 anos;
– Trabalhadores Portuários de 19 a 59 anos;
– Pessoas com comorbidades a partir de 6 anos.

Covid-19 Bivalente
– Pessoas com 60 anos ou mais;
– Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
– Imunossuprimidos (a partir de 12 anos de idade);
– Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);
– Gestantes e puérpera;
– Trabalhadores da saúde;
– Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);
– População privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas;
– Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade.

Câmara Municipal de Parnamirim

Wolney França assina termos para aquisição de equipamentos de Saúde

O presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Wolney França, assinou nesta quinta-feira (13) os termos de homologação e compromisso para a doação de equipamentos de Saúde para o município. A iniciativa faz parte da tradicional doação anual realizada pela Câmara Municipal, e conta com o apoio dos demais vereadores da Casa Legislativa.

Para Wolney França, o objetivo do ato é beneficiar a população que depende do serviço público. “A doação anual de 2023 é de extrema importância e vai contribuir com a Saúde do nosso município, especialmente o setor de cardiologia. Esse gesto da Câmara Municipal representa um avanço na qualidade de vida da população”, declara.

Os equipamentos – eletrocardiógrafo, aparelho de ultrassonografia, teste ergométrico e holter – serão entregues ao setor de Cardiologia do município, em breve. “Esse é mais um compromisso que assumimos com o povo de Parnamirim”, finaliza Wolney.

Câmara Municipal de Parnamirim

Centro de Referência em Saúde do Trabalhador recebe visita da Comissão de Saúde

Fotos: Elpídio Júnior

A Comissão de Saúde, Previdência e de Assistência Social da Câmara Municipal de Natal realizou na tarde desta segunda-feira (10), mais uma visita fiscalizatória aos equipamentos de saúde da capital potiguar. Dessa vez, a atividade aconteceu no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST, localizado no bairro da Cidade Alta. Participaram do encontro os vereadores Herberth Sena (PSDB), Camila Araújo (União Brasil), Preto Aquino (PSD) e Peixoto (PTB).

O Cerest é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além disso, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas.

Na ocasião, os parlamentares não obtiveram as informações que buscavam, haja vista que a diretoria da instituição estava em atividade externa e não pôde se reunir com a comissão. O vereador Herberth Sena falou que diante da impossibilidade de falar com os gestores neste momento, o próximo passo será oficializar as demandas, especialmente denúncias sobre problemas com o funcionamento do órgão. “Precisamos de respostas para os questionamentos enviados ao nosso colegiado pela população. E com certeza faremos uma nova visita, na expectativa de conversarmos com seus diretores”, avisou.

Por sua vez, a vereadora Camila Araújo aproveitou para elencar algumas deficiências encontradas na repartição. “O ar-condicionado está quebrado, o telefone, principal meio de comunicação com os usuários, não funciona e a equipe não conta com psicólogo para prestar assistência aos trabalhadores que precisam se afastar por problemas mentais. Precisa também de ortopedista, reumatologista e fisioterapeuta para os indivíduos que sofrem com fibromialgia”. 

Câmara Municipal de Natal – www.cmnat.rn.gov.br

RN inicia campanha de vacinação contra influenza na segunda-feira (10)

Foto: Secom/SMS

O Rio Grande do Norte inicia na segunda-feira (10) a vacinação contra a Influenza. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a meta é imunizar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.

A população que faz parte dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde deve comparecer à unidade de saúde mais próxima de sua residência para garantir a imunização contra a doença.

A campanha nacional de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde segue até 31 de maio, e é vista como uma das medidas de prevenção mais importantes contra a Influenza, uma infecção respiratória aguda que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade.

Vacina bivalente é liberada para população a partir dos 12 anos com comorbidades

Foto: Assessoria de Comunicação de Parnamirim – ASCOM

A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) disponibilizou a partir desta segunda-feira (3), a vacina bivalente contra a Covid-19 para a população a partir dos 12 anos com comorbidades.

O imunizante está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A vacina é uma versão atualizada dos já existentes contra e oferece uma proteção ainda maior contra as novas variantes da Ômicron.

Para tomar o imunizante, é necessário ter pelo menos 2 doses – ou a dose única – da vacina monovalente, observando um intervalo de pelo menos 4 meses da última dose.

Confira a lista de doenças pré-existentes:

  • Diabetes mellitus;
  • Pneumopatias crônicas graves;
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR);
  • Hipertensão arterial estágio 3;
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
  • Insuficiência cardíaca (IC);
  • Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;
  • Cardiopatia hipertensiva;
  • Síndromes coronarianas;
  • Valvopatias;
  • Miocardiopatias e Pericardiopatias;
  • Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;
  • Arritmias cardíacas;
  • Cardiopatias congênita no adulto;
  • Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;
  • Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;
  • Doença renal crônica;
  • Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;
  • Obesidade mórbida;
  • Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;
  • Doença hepática crônica.
  • há necessidade de comprovação da comorbidade para se vacinar, conforme orientação do ministério.

Fonte: Assessora de Comunicação de Parnamirim – ASCOM (Saulo Tarso)

Tem medicamento chegando em São Gonçalo

Fotos: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante informa que já estão à caminho as primeiras reposições de remédios referentes às perdas ocorridas durante o incêndio na farmácia que acarretou um prejuízo de cerca de 10 milhões de reais.

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), através de uma articulação com a Secretaria de Saúde de São Gonçalo, realizou nesta quinta-feira (23), o envio de 160 mil itens para a o município. São medicamentos e insumos médicos destinados a recompor o estoque que foi reprimido com o ataque criminoso da semana passada.

O carregamento inclui diversos medicamentos como antibióticos, antitérmicos, analgésicos, anestésicos, anti-inflamatórios, xaropes, vitaminas, cremes para tratar queimaduras, antifúngicos, cateteres, seringas, agulhas, sondas, luvas, coletores, entre outros. A Sesap seguirá com todo o apoio necessário e monitoramento da situação.

O prefeito Eraldo Paiva agradece ao governo do Rio Grande do Norte, nas pessoas da governadora Fátima Bezerra e dos secretários Cipriano Maia e Lyane Ramalho, e aos deputados Fernando Mineiro e Divaneide Basílio, pela parceria forte em favor do povo são-gonçalense!

Texto: Jean Xavier

Prefeitura abre Pré-conferências Municipais de Saúde

 

A Prefeitura de Parnamirim deu início nessa segunda-feira (13) às Pré-conferências Municipais de Saúde. Com o tema: “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”, o objetivo é juntar representantes da sociedade civil, poder público e profissionais da saúde para discutir assuntos importantes à mensagem proposta.

A programação faz parte de uma parceria com o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e teve início no auditório do Centro Administrativo, Pólo Cohabinal, com a presença da secretária de Saúde, Luciana Guimarães e a vice-presidente do CMS, Rosires Paiva.

Essas atividades antecedem a 8ª Conferência Municipal de Saúde, que ocorrerá nos dias 30 e 31 deste mês.  Estão abertas à comunidade, usuários, gestores e prestadores de serviço.

Confira as datas e locais das pré-conferências:

  • Polo Cohabinal – 13/03 às 13h no Auditório da Prefeitura de Parnamirim (Compreende os bairros de Vale do Sol, Cohabinal, Santos Reis, Monte Castelo, Vida Nova e Parque de Exposições);
  • Polo Santa Tereza – 14/03 às 8h na UBS de Santa Tereza (Compreende os bairros de Bela Parnamirim, Passagem de Areia, Rosa dos Ventos e Nova Esperança);
  • Polo Emaús – 15/03 às 13h no Conselho Comunitário de Jardim Aeroporto (Compreende os bairros de Parque Industrial, Nova Parnamirim, Emaús e Parque das Orquídeas);
  • Polo Liberdade – 16/03 às 8h no CRAS de Liberdade (Compreende os bairros de Boa Esperança, Liberdade, Coophab, Jardim Planalto, Centro e Cajupiranga);
  • Polo Pirangi – 17/03 às 8h na Escola Erivan França (Compreende os bairros de Pirangi, Cotovelo e Pium);
  • CONFERÊNCIA MAGNA – 30/03 às 13h e 31/03 às 8h, ambas no Auditório do IFRN Campus Parnamirim.

Foto: Ney Douglas

Músicos fazem protesto em frente a prefeitura de Parnamirim

Um protesto silencioso chegou aos ouvidos do prefeito Taveira logo nas primeiras horas da manhã.

Músicos revoltados e que durante a pandemia vêm sofrendo por não ter como trabalhar, se reuniram para pedir socorro ao chefe do executivo. Os profissionais exigem uma alternativa para o enfrentamento desse momento de crise.

A proposta foi entregue a vice prefeita Kátia Pires, que foi abordada ao chegar na sede da Prefeitura aonde encontrava-se o movimento.

O músicos querem a crianção de um auxílio ou maiores condições de trabalhos respeitando os protocolos para combater o coronavírus.

Acompanhe o vídeo.

 

R$ 80 bi de verba da Covid em 2020 ficam parados, e parte segue represada

Para conter o avanço da Covid-19 e os efeitos do vírus na economia, o governo liberou R$ 604,7 bilhões no Orçamento em 2020, segundo o Tesouro Nacional. Parte do dinheiro, porém, ficou parada –ou seja, não foi usada. No ano passado, o montante represado chegou a R$ 80 bilhões.

Os gastos de algumas medidas lançadas em 2020 puderam ser estendidos para este ano, mas em valor mais baixo. Cerca de R$ 37,5 bilhões dessa sobra ainda podem ser desembolsados em 2021. Mas, até agora, passados os primeiros dois meses do ano, mais de 90% desses recursos permanecem estacionados.

As áreas com maior empoçamento de recursos, no ano passado e no início de 2021, foram o pagamento de auxílio emergencial, a verba para a saúde (inclusive para aquisição de imunizantes) e o programa de corte de jornada e de salários dos trabalhadores da iniciativa privada.

Drama em Manaus
Drama em Manaus

Do total programado para 2021 (R$37,5 bilhões), quase R$ 25,5 bilhões são para ações do Ministério da Saúde, mas apenas R$ 1,3 bilhão foi usado até fevereiro. Portanto, a área de saúde ainda tem mais de R$ 24 bilhões, especialmente para a compra das vacinas contra a Covid-19.​

A pandemia atinge novos recordes em fevereiro —um ano após o primeiro caso de coronavírus confirmado no país. O Ministério da Economia tenta conter a pressão para que mais dinheiro extraordinário seja liberado em 2021, mas com a lentidão do setor público, nem mesmo a verba disponível desde 2020 está sendo totalmente aproveitada.

No auxílio emergencial, por exemplo, sobraram quase R$ 29 bilhões no ano passado. Há autorização somente para R$ 2 bilhões no começo deste ano. O restante expirou com o término do período de calamidade.

O montante atual —R$ 2 bilhões— é destinado ao pagamento de parcelas a quem conseguiu direito ao benefício no fim de 2020 (e pode receber cotas residuais no início de 2021). Também está reservado à espera de checagens, por exemplo, recursos de pedidos de auxílio que foram negados no ano passado.

Segundo o Ministério da Cidadania, o valor é destinado a contestações e reavaliações que podem incluir mais pessoas no programa. “As liberações estão sendo efetivadas de acordo com a conclusão desses processos”, afirma a pasta.

Sobre a verba do auxílio não usada no ano passado, a pasta diz que houve cruzamentos de dados e medidas antifraude reduziram os custos do programa. Isso fez o dinheiro ser direcionado a quem mais precisava.

“Dessa forma, a previsão orçamentária inicial sofreu uma variação que está se refletindo na execução”, afirmou a pasta.

O governo promete uma nova rodada do auxílio emergencial, diante do repique da pandemia em 2021, mas essa medida, em formato reformulado, depende de nova autorização do Congresso.

Houve represamento também de recursos destinados a cobrir o Benefício Emergencial do Emprego e da Renda (o BEm), pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato.

Para o pagamento desse benefício foram reservados R$ 51,5 bilhões em 2020. Ao final do ano, porém, R$ 18 bilhões (32% do total) não tinham sido executados. Com o fim do decreto de calamidade, o programa não pode ser estendido a 2021, mesmo contando com sobra de recursos

Apenas uma parte, R$ 8 bilhões, tem autorização para ser gasta nos primeiros meses de 2021. O objetivo é cobrir o corte na renda de trabalhadores que tiveram a jornada reduzida no fim do ano passado.

Desses R$ 8 bilhões, menos de R$ 400 milhões foram usados até o fim de fevereiro. O motivo é a demora para analisar os pedidos de trabalhadores pelo pagamento do governo -inclusive na Justiça.

Houve também descompassos nas projeções sobre o alcance do programa. O Ministério da Economia desenhou a medida considerando uma adesão de 73% de todos os trabalhadores formais do país, baseado na tese de que os outros 27% eram de segmentos considerados essenciais e não seriam afetados pela crise.

De acordo com a pasta, foi projetado esse quantitativo para seguir o mote de que ninguém seria deixado para trás. Depois disso, na visão do ministério, a retomada das atividades e a reação da economia fizeram a demanda ser menor do que a imaginada.

“O total de acordos realizados foi, portanto, abaixo do necessário, o que ocasionou a não utilização total do orçamento inicialmente previsto. E isso é algo extremamente positivo, pois mostra a rápida recuperação e evita um maior endividamento do país”, afirmou o Ministério da Economia, em nota.

Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e um dos principais articuladores do programa de empregos em 2020, houve um declínio natural da medida conforme ela foi sendo usada pelas empresas.

Auxílio emergencial
Auxílio emergencial

No entanto, ele contestou a tese de declínio da demanda. Para Solmucci, uma nova medida do tipo é urgente. “O BEm não só foi importante como continua sendo vital para salvar as empresas que sobreviveram até agora.”

Especialistas dizem que o superdimensionamento de programas na área econômica em 2020 garantiu, por um lado, recursos mais que suficientes para atender os beneficiários segundo as regras adotadas. Isso ocorreu, lembram, em um cenário em que havia pouca clareza sobre a correta demanda por medidas.

Por outro lado, há críticas sobre os recursos terem chegado a 2021 sem poderem ser usados, travados principalmente por diferentes regras orçamentárias.

Bráulio Borges, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que isso poderia ter sido resolvido com um diálogo técnico ao longo do ano passado com órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União).

Para ele, uma resolução dos impasses burocráticos poderia ter dado fôlego ao pagamento do auxílio emergencial no início de 2021.

“Certamente tinha espaço para prorrogá-las neste ano, mesmo sem o decreto de calamidade. Acho que teve um erro de cálculo enorme, ou um wishful thinking [pensamento positivo, nesse caso sobre a melhora da pandemia]”, afirmou.

Na avaliação de Borges, declarações da equipe econômica sobre a baixa probabilidade de uma nova onda da Covid indicam que o governo, na verdade, chegou ao fim do ano apostando no arrefecimento da pandemia.

Para 2021, os analistas afirmam que, neste segundo ano de pandemia, há menor margem de tolerância para medidas incorretamente desenhadas ou dimensionadas e erros de procedimento, principalmente considerando o cenário do endividamento público.

De acordo com Borges, houve grande desperdício principalmente no auxílio emergencial, com estimativas indicando que R$ 50 bilhões foram pagos a quem não tinha direito.

Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas), disse que a tolerância para erros em 2021 é menor pois a crise não é mais algo imprevisível e as necessidades da sociedade já são em grande parte conhecidas.

“No ano passado, ok, teve o problema do superdimensionamento porque os programas tiveram de ser desenhados com rapidez. Mas neste ano não pode se repetir o erro”, afirmou.

Outra crítica feita por Salto é a necessidade de elevar o rigor no controle e no monitoramento sobre as medidas para que elas sejam aprimoradas.

“Faltou um maior acompanhamento do governo para verificar onde teve uma superestimativa e onde precisava mexer, para avaliar e adaptar as necessidades”, disse. Ele dá como exemplo o repasse a estados e municípios, visto por parte dos economistas como exagerado.

“Agora, o governo já tem o aprendizado do ano passado. Ou espera-se que tenha”, disse Salto.

Folhapress