
Sessão plenária extraordinária do STF nesta terça-feira (15) | Rosinei Coutinho/STF
Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram nesta terça-feira (15,para juntar os casos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois acompanharam a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes.
Com os votos, o placar ficou em 3 a 1 pela análise conjunta dos processos. Antes disso, o presidente do STF, Edson Fachin, havia votado para manter os casos separados.
Dino defende reunião dos casos
Flávio Dino foi o primeiro ministro a acompanhar a proposta de Gilmar Mendes. Segundo Dino, existem dúvidas sobre o rito adotado nos dois casos.
Por isso, o ministro defendeu que o STF reúna as análises. Além disso, Dino questionou a decisão de analisar primeiro o caso relacionado a Moraes, enquanto a situação de Mendonça ficaria para outra data.
Zanin acompanha Gilmar e Dino
Na sequência, Cristiano Zanin também votou pela reunião dos processos. O ministro afirmou que o STF precisa analisar possíveis questões relacionadas à condução da investigação antes de avançar sobre a situação de Moraes.
Assim, Zanin acompanhou a proposta de Gilmar Mendes e o voto de Dino. Com isso, a maioria provisória passou a defender a análise conjunta dos casos.
Fachin vota pela separação
Edson Fachin apresentou posição diferente. O presidente do STF votou para manter separados os processos envolvendo Moraes e Mendonça.
Dessa forma, Fachin divergiu de Gilmar, Dino e Zanin na questão de ordem. Até o momento, o placar registra três votos pela reunião dos casos e um pela separação.
Análise conjunta fica prevista para dia 23
A proposta de Gilmar Mendes prevê que o STF analise os dois casos conjuntamente na próxima quarta-feira (23). A medida reúne a discussão sobre Moraes e o processo relacionado a Mendonça.
No entanto, o julgamento ainda depende da conclusão da votação da questão de ordem pelos demais ministros. Portanto, o placar pode mudar durante a sessão.