
Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão oficial do governo dos Estados Unidos que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).
A medida, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, acende um alerta vermelho no mercado financeiro brasileiro por prever punições severas a empresas e bancos que movimentem recursos ligados aos criminosos.
Na prática, a nova lei torna crime federal o fornecimento de qualquer “apoio material” às facções e obriga as instituições financeiras a congelar ativos e reportar fundos suspeitos imediatamente ao Tesouro Norte-Americano.
O cerco atinge em cheio o compliance de bancos nacionais com exposição internacional.
Especialistas alertam que transações em dólar podem sofrer travas e que bancos estrangeiros correm o risco de cortar linhas de crédito do Brasil por medo de sanções de Washington.
A ofensiva cumpre a promessa do governo Donald Trump de “eliminar” as duas facções, cuja atuação já foi identificada pelas autoridades em pelo menos 12 estados americanos.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Lula (PT) admitem que a medida não tem recuo, mas expressam forte preocupação de que a classificação abra brecha para intervenções unilaterais ou pressões dos EUA em solo brasileiro sob o pretexto de combate ao terrorismo.