Gestores participam de 1º Encontro Formativo dos Diretores Escolares

Aproximadamente 100 gestores participaram nesta terça-feira (7) do 1º Encontro Formativo dos Diretores Escolares, que iniciou com a animação do forró pé-de-serra apresentado pela Orquestra Sanfônica da Secretaria de Educação e Cultura (SEMEC).

O evento, promovido pela Prefeitura de Parnamirim através da SEMEC, ocorreu no Auditório do Centro Administrativo, e tem o objetivo de discutir a saúde mental neste período de retorno às aulas, a fim de desenvolver uma gestão humanizada e competências sócio emocionais nos relacionamentos entre os gestores e a comunidade escolar.

Na ocasião, o secretário de Educação, Gildásio Figueiredo, parabenizou a todos que organizaram o Encontro, e lembrou que além de ser uma formação, o momento é uma oportunidade de integração entre os gestores.

“O equilíbrio emocional e bom relacionamento interpessoal, são fundamentais para um trabalho bem sucedido. Temos que aprender a elogiar, ter pensamentos positivos e confiar na nossa capacidade de realizar”, declarou o secretário.

Durante a programação ocorreu a dinâmica “A construção do muro” e em seguida iniciou a roda de diálogos entre a psicóloga Paola Juliasse; a coordenadora de Gestão, Eliza Cristina; e o professor Neemias Araújo.

Fonte: Prefeitura de Parnamirim/RN

Câmara aprova desconto em conta de luz em razão de imposto que governo cobrou indevidamente

O relator da proposta no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), avaliou que a cobrança indevida do ICMS gerou R$ 50 bilhões em créditos tributários.

O texto que prevê a restituição do tributo aos consumidores foi aprovado pela Câmara nesta terça (7) e pelo Senado na semana passada. Como não houve alterações no texto aprovado pelos deputados, o projeto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Projeto

Segundo a proposta, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá promover a devolução dos valores cobrados de forma equivocada a partir do início da vigência da lei. A restituição será feita a todos os consumidores por meio de descontos na conta de energia.

Se a concessionária de energia já tiver uma nova tarifa aprovada para este ano, uma revisão tarifária deverá ser feita pela Aneel para abater o saldo de tributos cobrados indevidamente.

A proposta garante ainda que a Aneel poderá determinar a restituição de tributos, sem a iniciativa de terceiros, em qualquer redução, por alterações normativas e decisões administrativas ou judiciais.

O relatório aprovado pelos deputados determina que, para a devolução, a Aneel deve estabelecer “critérios equitativos e considerar procedimentos tarifários e disposições contratuais aplicáveis”.

Fonte: Portal G1

2ª Turma no STF derruba decisão de Nunes Marques e restaura cassação de deputado bolsonarista

O deputado Fernando Francischini — Foto: Sandro Nascimento/Alep
O deputado Fernando Francischini — Foto: Sandro Nascimento/Alep

Fernando Francischini teve o mandato cassado pelo TSE por divulgar fake news sobre eleições. Na semana passada, Nunes Marques havia ‘devolvido’ o cargo ao parlamentar.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (7) por, por três votos a dois, derrubar a decisão do ministro Nunes Marques que tinha devolvido o mandato ao deputado bolsonarista Fernando Francischini (União-PR).

Francischini teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado por divulgação de informações falsas sobre as eleições.

Na semana passada, em decisão individual, Nunes Marques, do STF, derrubou a decisão e devolveu o mandato ao deputado.

Agora, com a nova decisão da Segunda Turma, fica restabelecida a decisão original do TSE e a cassação de Francischini.

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça votaram para manter a decisão de Nunes Marques, ou seja, confirmar o mandato de Francischini.

Já os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes discordaram do relator – e, com isso, formaram maioria para restaurar a cassação de Francischini.

 

Os votos na Segunda Turma

Relator, o ministro Nunes Marques reafirmou nesta terça os argumentos por ele apresentados na decisão individual. Para o ministro, o TSE equiparou equivocadamente, em julgamento ocorrido em 2021, a internet a meios de comunicação tradicionais para condenar o deputado nas eleições 2018.

“Ninguém poderia prever, naquela eleição, quais seriam as condutas que seriam vedadas na internet, porque não havia qualquer norma ou julgado a respeito”, disse.

“Não cabe, sob o pretexto de proteger o Estado Democrático de Direito, violar as regras do processo eleitoral, ferindo de morte princípios constitucionais como a segurança jurídica e a anualidade”, declarou Marques. “É de todo inconstitucional que nova baliza venha a ser aplicada retroativamente, mais de três anos depois de concluídas as eleições, em prejuízo de candidatos, legendas e terceiros.”

Em seguida, o ministro André Mendonça acompanhou o relator, afirmando que a live não teve o “condão” de alterar a vontade do eleitor.

“Entendo como também foi bastante consignado no voto [do relator] que um ato praticado a 22 minutos do encerramento do pleito eleitoral não teve o condão de alterar a lisura do pleito ou de influenciar de modo, não apenas não significativo, mas de modo também a não impactar aspectos circunstanciais do processo eleitoral. Não teve o condão de alterar a vontade do eleitor”, afirmou. “É adequado preservar a vontade desses eleitores e não aplicar uma pena tão forte que foi a perda de um mandato.”

Mendonça também defendeu que a Segunda Turma é o tribunal apropriado para julgar esse tema, e não o mandado de segurança que foi apresentado por um suplente e chegou a ser pautado no plenário virtual do STF. Ele pediu vista e adiou o julgamento pelo plenário (veja mais abaixo).

O ministro Edson Fachin, terceiro a votar, divergiu do relator. Fachin, atual presidente do TSE, disse considerar que o tema deveria ter sido julgado pelo plenário do STF e discordou dos argumentos de Nunes Marques.

“A decisão proferida restabelece o mandato parlamentar com todas suas implicações para fins internos da Assembleia Legislativa. Peço toda vênia [licença] para entender que a decisão proferida pelo TSE está correta e adequada à ordem jurídica”, afirmou.

Fachin disse ainda que a decisão de Nunes tem como pressuposto que o “candidato estaria promovendo mais um discurso e não um ataque ao sistema eletrônico de votação, enfim, à própria democracia”. “Tal prática, viola o pressuposto básico da democracia”, argumentou.

“Não pode o candidato agir contra a democracia. Não há direito fundamental para propagação de discurso contrário à democracia. O silêncio desse STF diante de tal prática configuraria em grave omissão constitucional e em descumprimento de suas nobres atribuições.”

“Às vezes, é necessário repetir o óbvio: não existe direito fundamental em atacar a democracia a pretexto de se exercer qualquer liberdade, especialmente a liberdade de expressão. A lealdade à Constituição e ao regime democrático é devida a todos, sobretudo aos agentes politicos, que só podem agir respeitando-a. Não se deve confundir o livre debate público de ideias e a livre disputa eleitoral com a autorização pra disseminar desinformação, preconceitos e ataques à democracia”, declarou Fachin.

O ministro Ricardo Lewandowski também divergiu do relator. O ministro citou uma questão processual.

Segundo Lewandowski, a medida concedida por Nunes Marques deve ocorrer apenas em casos excepcionais, já que o Supremo tem negado conceder decisões de urgência após recursos terem sido negados pelo tribunal originário, no caso, o TSE. Portanto, para Lewandowski, Marques não poderia ter decidido.

 

Entenda o caso

O caso começou a ser analisado pela Segunda Turma depois que o ministro André Mendonça pediu vista (mais tempo para análise) de outro julgamento referente o caso, que já havia começado no plenário virtual do STF e envolveria todos os 11 ministros da Corte.

No plenário virtual, o pedido era de relatoria da ministra Cármen Lúcia. Ela chegou a votar no sentido de reverter a decisão de Nunes Marques e foi acompanhada por Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

O pedido de vista, segundo Mendonça, foi necessário para “evitar eventuais decisões conflitantes no âmbito desta Suprema Corte, em benefício da ordem processual e do rigor procedimental”.

Nunes Marques também decidiu pautar a questão na Segunda Turma. Com o pedido de vista de Mendonça, restou à Segunda Turma analisar o caso.

 

Condenação do deputado

Francischini foi alvo de investigações após afirmar em redes sociais durante o primeiro turno das eleições de 2018 que as urnas eletrônicas tinham sido adulteradas para impedir a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Ele não apresentou provas da acusação.

O caso chegou à Justiça Eleitoral após o Ministério Público Eleitoral acusar o deputado de ter disseminado desinformação. A defesa de Francischini alegou que o parlamentar estava protegido pela “imunidade material”, que impede a responsabilização de deputados e senadores por suas opiniões, palavras e votos.

O deputado foi absolvido pelo TRE do Paraná que entendeu que não ficou provado que a declaração chegou a influenciar no resultado da votação. O MP recorreu da decisão e o caso foi para o TSE.

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu cassar o mandato do parlamentar. Francischini, então, recorreu ao Supremo.

O recurso foi analisado por Nunes Marques que, ao justificar a decisão favorável ao deputado bolsonarista, apontou que a norma do TSE que prevê a punição de candidato que usa informações falsas em redes sociais para influenciar no resultado das eleições, foi definida após a eleição de 2018 e, por isso, não poderia retroagir para servir como base para a punição de Francischini.

Fonte: Portal G1

Semur realiza fiscalização em falésias de Pirangi

Com objetivo de garantir a segurança da população e turistas que frequentam o litoral do nosso município, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semur) realizou na manhã desta segunda-feira (6), uma fiscalização nas falésias de Pirangi do Norte, localizadas na Avenida Deputado Márcio Marinho.

Com as fortes chuvas dos últimos dias, parte da área acabou desabando, e conforme a fiscalização da Semur, a área é considerada uma zona de risco. Visto o grande fluxo de pessoas na localidade, as quais procuram abrigo do sol e descanso embaixo das falésias e na vegetação da área ou até mesmo param no próprio local para realizar registros fotográficos, a Secretaria de Meio Ambiente alerta que a zona está sob grande risco de desmoronamento e recomenda que turistas e população mantenham-se distantes da área, em especial, das áreas de falésias neste período chuvoso.

A partir da fiscalização com a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e a equipe da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Segurança, Mobilidade Urbana e Defesa Social (Sesdem), as áreas de risco verificadas, como a referida área em Pirangi do Norte, serão isoladas.

Fonte: Prefeitura de Parnamirim

‘Pelo que tudo indica, não teremos reajuste este ano’, diz Bolsonaro sobre servidores

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes  — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro será possível nesta terça-feira que “não conceder reajuste salarial para os funcionários públicos neste ano”. Bolsonaro prometeu um salário para todos os servidores, mas vinha tendo dificuldades em encontrar espaço no orçamento para a medida.

— Lamento, pelo que tudo indica, não será possível dar nenhum reajuste para o servidor no corrente ano. Mas já está na nossa legislação, mandado para Parlamento, LOA etc, que para ano que vem teremos reajustes e reestruturações — disse o presidente, em entrevista ao SBT News.

O governo federal havia reservado R$ 1,737 bilhão no Orçamento de 2022 para o planejamento das carreiras do serviço público. Entretanto, na segunda-feira esse valor foi utilizado para abater do montante total que precisa ser contingenciado dos ministérios.

O governo vive um impasse em relação ao reajuste dos servidores. O governo ainda em 20221, que concederia apenas o presidente deste projeto, 2021 aumentou, e não havia orçamento apenas para o presidente deste, 2021 aumentado, e não havia orçamento apenas para o futuro, para o reforço, para o aumento do orçamento e não havia orçamento para o ano para. Isso acabou desagradando como demais categorias, e há movimentos grevistas em algumas delas, como é o caso dos servidores do Banco Central.

Desde então, o governo estuda opções para conceder a todos os servidores. Como alternativas que foram mais debatidas foram um reajuste linear de 5% ou um aumento superior a R$ 600 sem vale-alimentação. A decisão precisa ser tomada até o final deste mês, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Fonte: O Globo

Bolsonaro fura teto

Bolsonaro fura teto
Foto: José Dias/PR

Em entrevista ao SBT News, presidente da República voltou a defender a revisão da PEC aprovada ainda durante a gestão de Michel Temer.

Jair Bolsonaro voltou a defender hoje, em entrevista ao SBT News, a revisão da PEC do teto de gastos, instrumento instituído ainda na gestão Michel Temer (MDB) para tentar conter o endividamento público.

O presidente da República voltou a defender a medida após o ex-presidente Lula ter incluído em seu plano de governo uma proposta semelhante. Apesar disso, o titular do Palácio do Planalto declarou que vai discutir o assunto apenas após as eleições.

“Algumas coisas você pode mexer no teto de gastos, como já [houve] propostas da própria equipe do Paulo Guedes. Mas a gente vai deixar para discutir isso para depois das eleições. Você poderia tirar alguma coisa do gasto obrigatório. Você pode ver, nós tivemos excesso de arrecadação no ano passado em 300 bilhões de reais. Não fizemos nada com esse recurso, foi para abater dívida interna. Então uma coisa ou outra você poderia mexer”, declarou Bolsonaro.

 

Fonte: O Antagonista

Após participar de evento eleitoral, Kakay dispara: “Deltan pode ser considerado inelegível”

Um dos maiores críticos confessos da operação Lava Jato, o advogado Antônio Carlos de Almeida, conhecido como Kakay, voltou a criticar a operação após o Jornal de Brasília divulgar uma entrevista com Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, e disse, em conversa com o JBr que o ex-procurador e pré-candidato a deputado federal pode ser considerado “inelegível”.

“Eu participei de um congresso de direito eleitoral em Curitiba há poucos dias e a impressão geral entre os eleitoralistas era de que ele é inelegível por ele tentar buscar na Câmara dos Deputados ou no Senado uma espécie de abrigo para sair da quantidade de processos que ele será investigado.

Confira a entrevista completa:

O senhor foi um dos primeiro críticos à operação Lava Jato, mas hoje (ontem) o ex-procurador Deltan Dallagnol, que também é ex-coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba, afirmou ao JBr que o Supremo não só tem deixado de punir corruptos, como tem impedido que outros combatem a corrupção. Como o senhor analisa essa declaração?

Eu atuei na Lava Jato desde o primeiro dia. Eu fui o advogado de Alberto Yusseff no início da operação, mas depois deixei por ele ter sido forçado a uma série de atitudes dentro da delação dele, que eu sou contrário.

Desde o início eu entendi que a Lava Jato significava um projeto de poder. (Sérgio) Moro é um indigente intelectual, extremamente despreparado, mas que tinha uma estrutura muito grande e com um projeto de poder. Hoje eu posso falar isso com tranquilidade, já que o STF considerou, não só que ele é incompetente em diversos casos, mas que Moro foi um juiz parcial. Ou seja, julgou colocando os interesses pessoais dele acima da Constituição.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Deltan (foto) era um dos coordenados do Moro. Existia uma estrutura de poder, tanto que ele foi condenado a devolver um dinheiro por malversação dos recursos públicos (processo do TCU sobre compras de passagens e diárias suspenso pela Justiça em 1ª instância); existem inquéritos investigando a atuação dos procuradores e do ex-juiz Moro. Então isso que Deltan está falando sobre o Supremo já é uma tentativa de defesa.

Segundo o STF, eles corromperam o sistema de Justiça. Então tem de ter uma investigação séria sobre isso. Mas ele está fazendo uma defesa, já que já há investigações e condenações contra ele (Deltan).

Então o senhor acredita que Moro e os procuradores que atuaram na Lava Jato podem ser responsabilizados e até presos pela atuação à frente da operação?

Eu não tenho nenhuma dúvida de que eles precisam ser responsabilizados. Já existem ações, inclusive para que eles possam devolver os bilhões de prejuízos que eles deram ao país.

Eles tem um raciocínio simplista, político, mas que não é jurídico, de que a Lava Jato conseguiu reaver por meio de acordos de leniência, entre outros acordos, alguns bilhões. Agora, eles quebraram setores importantes do empresariado brasileiro. Eles deram prejuízos com milhões de empregos. Tudo isso precisa ser investigado.O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, no plenário do STF durante julgamento do mensalão. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Eu não quero falar em prisão, já que acredito que a prisão é a última alternativa, mas eles têm de ser responsabilizados pelo que eles fizeram no Poder Judiciário e no Ministério Público.

O senhor tem criticado também o governo Jair Bolsonaro. O senhor enxerga alguma ligação entre o presidente e a Lava Jato.

Eles são responsáveis, talvez, por uma instabilidade que se criou no Brasil. O principal eleitor desse governo fascista que está aí, de Jair Bolsonaro, chama-se Sérgio Moro e o seu grupo de predileção.

Sérgio Moro aceitou ser ministro do governo que ele ajudou a eleger, ainda com a toga nos ombros. Ou seja, mercadejando a toga.

Naquele momento, eles ganharam. No entanto, como o castelo de fantasias caiu e demonstrou que eles tinham interesse político, terão de responder por isso. Eles instrumentalizaram o Poder Judiciário e o MP, além de corromper o sistema de Justiça. […] O que as pessoas precisam saber, e é bom que se diga, Deltan não fala em nome do MP, nem Moro em nome do Judiciário. Ele (Deltan) é um ex-procurador que tem um projeto de poder, o que é um direito dele ser candidato, salvo se ele se tornar inelegível, já que há discussões sérias sobre a inegibilidade dele.

Então o senhor acredita que Deltan deveria se tornar inelegível?

Eu não sou advogado eleitoral, mas eu participei de um congresso de direito eleitoral em Curitiba há poucos dias e a impressão geral entre os eleitoralistas era de que ele é inelegível por tentar buscar na Câmara dos Deputados ou no Senado uma espécie de abrigo para sair da quantidade de processos que ele será investigado.[…] Eles (Deltan e Moro) estão desmoralizados no meio jurídico e até digo, com a experiencia que tenho advogando por 40 anos em tribunais superiores, que se buscam a Câmara ou Senado porque querem trabalhar lá dentro, é um direito deles. Se forem eleitos, terão de ser evidentemente empossados.

Agora, se eles buscam para se esconder pelo tal foro privilegiado, eles estão fazendo um caminho errado. Eles que procurem um advogado para os orientar, pois eles não têm prestígio no STF e no STJ.

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Sobre o presidente Jair Bolsonaro, como o senhor observa essa crise entre o Executivo e o Judiciário, que parece não terminar?

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Essas crises têm data para terminar, eu espero. Eu digo que essas eleições serão as mais importantes do Brasil, pois podem ser as últimas. Nós vivemos um momento gravíssimo. O presidente da República que, no meu ponto de vista, sabendo o que uma eventual derrota significará para ele e para a família, com a hipótese de seríssimos comprometimentos, inclusive criminais, passou a instigar a possibilidade de quebrar a institucionalidade vigente.

Agora, felizmente o Supremo assumiu um papel de extrema relevância. De serenidade e de cumprimento da Constituição.

Fonte: política e poder

A cegueira do ódio

Padre João Medeiros Filho
Segundo a teologia cristã, o ódio (ou suas nuances: cólera, ira, raiva etc.) é um dos sete pilares – pecados capitais – de desajuste dos seres humanos, que os leva à cegueira espiritual. Segundo o relato dos evangelistas, Cristo curou vários cegos (com deficiência visual congênita ou adquirida). Tal situação é verificada na sociedade brasileira da atualidade. Há uma multidão de míopes e “não videntes” ao redor de nós. Faz-nos lembrar o romance de José Saramago “Ensaio sobre a cegueira”, no qual descreve a “epidemia de ablepsia” numa cidade, que chega posteriormente à destruição. Pode ser lembrada também a obra do pintor holandês Pieter Bruegel, o Velho: “De parabel der blinden” (A parábola dos cegos), guardada no Museu de Capodimonte, em Nápoles (Itália). O autor retrata a
alegoria referida por Cristo: “Se um cego guia outro, ambos cairão no abismo” (Mt 15, 14). Nessa passagem de Mateus, Jesus analisa a postura de seus opositores.
Fala-se que o amor é cego. Todavia, pesquisadores afirmam que ele provoca cegueira, quando utópico ou irreal. Por outro lado, o ódio em todas as suas manifestações acarreta ausência de visão interior. Curar-se da ira é deixar que as traves caiam de nossos olhos, recobrando a luz. Tempos de trevas densas envolvem nosso país, levando muitos à barbárie e à desumanização. Atravessam-se dias obnubilados com brumas intensas, provocando desencontros e colisões. Faz-se abertamente a apologia de narrativas falaciosas, parciais e de sofismas, agressões, intransigência, arrogância, polarização etc. Urge conclamar à lucidez aqueles que mergulham profundamente no lamaçal da cólera.
Jesus estimulou os discípulos a respeitar o seu semelhante, apesar de tal atitude não pressupor obrigatoriamente afeto. No entanto, essa é a origem do amor cristão, embora não inclua ternura. Do ponto de vista científico, a raiva é uma doença perigosa em animais e no homem. A ira é uma patologia mental ou espiritual grave, tendendo a tornar-se endêmica no Brasil hodierno. Pode ser mais ofensiva e devastadora que muitos vírus disseminados. Os coléricos não se dão conta do dever de reconhecer no próximo sua individualidade e seus direitos como cidadão. Concebem um mundo unilateral, no qual o “eu” se torna medida
absoluta do valor e desvalor. Isto desumaniza ou inferioriza. Retira-se a dignidade da pessoa e legitima-se ilícita e iniquamente um poder arbitrário de praticar injustiça e opressão. Aqueles que destroem física ou psiquicamente alguém, perderam o sentido de Deus, da vida digna e dimensão social. A ira irracionaliza e apequena as criaturas. Não será este o clima que paira atualmente no Brasil?
Quem curará a nossa amada pátria de tal morbidade? No aludido romance do escritor português uma mulher (esposa de um médico) não foi atingida pela doença e orientava os deficientes visuais. Estamos diante de uma metáfora. Segundo os quatro evangelhos, Cristo libertou da escuridão muitos que não enxergavam biológica ou espiritualmente. O Filho de Deus não está mais fisicamente entre nós. No entanto, a sua doutrina permanece, podendo sarar e transformar. O Brasil contemporâneo carece de conhecimento e vivência da Palavra divina. Infelizmente, ela é instrumentalizada e usada de forma distorcida, até ideologizada, numa afronta tanto à semântica bíblica, quanto à hermenêutica sagrada. “Tende confiança, eu venci
o mundo” (Jo 16, 33). Acreditamos que a cegueira generalizada passe. Um dia, avistar-se-ão os escombros da destruição dos valores éticos da sociedade. Será necessário, como recorda o poema “O fim e o início”, da polonesa Wislawa Szymborska, que alguém faça a faxina, tire os entulhos das ruas e abra os caminhos para que as caçambas passem com o lixo moral. É preciso se imunizar do ódio. Os que têm alguma lucidez devem lutar para que no final dessa triste guerra ideológica, política e social haja quem se dê ao trabalho de um recomeço. Eduquem-se
os brasileiros para o amor, que “é magnânimo, benfazejo, não é invejoso, presunçoso e colérico, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade… e jamais acabará”, como declara o Apóstolo Paulo (1Cor 13, 4-8). E assim proclama o evangelista João: “Deus é amor” (1Jo 4, 8)!

 

Gilson Moura de volta a TV Ponta Negra

Afastado da telinha há mais de 12 anos, o repórter Gilson Moura volta ao vídeo para contar mais uma história em sua carreira profissional.

Gilson Moura, hoje aos 54 anos, irá voltar no tempo dos 35 anos da televisão e contará as histórias, muitas delas como testemunha ocular dos fatos, no quadro de volta ao caso, na TV Ponta Negra.

Esse retorno se deu depois que a família do saudoso Carlos Alberto retomou o controle da emissora, Gilson Moura tido como se fosse da família, pois sempre acompanhou de perto todos os momentos da família Sousa, mais precisamente desde 1987, quando participou do programa Carlos Alberto, no quadro sua excelência o candidato, apresentado pelo pai de Micarla de Sousa.

Voltando a TV Ponta Negra, Gilson Moura vai recontar a história das grandes matéria, a primeira que vai ao ar nessa terça-feira, será de Genildo Ferreira de França, o homem que ficou conhecido como o autor de uma das maiores chacinas do país, fato ocorrido em maio de 1997, em São Gonçalo do Amarante. Gratidão a Deus, a Micarla, Rose, Priscila, aos colegas da emissora e em especial a dona Mirian, mulher à frente do seu tempo quando se trata de amor ao próximo.

 

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