Diogo Rodrigues toma posse hoje como vereador de Parnamirim

O vereador Diogo Rodrigues toma posse novamente no cargo de vereador de Parnamirim. Diogo foi afastado do mandato em 20/04/2021, por determinação judicial, após a deflagração da Operação “Fura-fila”, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que apura supostas fraudes no Sistema Único de Saúde.

O vereador ganhou liberdade em 13/12/2021 e logo em seguida solicitou o seu retorno ao legislativo municipal. O resultado foi o deferimento do pedido e o Diário Oficial do Município desse dia 15 de dezembro trouxe a convocação do parlamentar.

Diogo Rodrigues irá fortalecer a base governista municipal, como aliado de primeira hora do prefeito Taveira.

Kakay: Deu na GloboNews

Há poucos dias, participei de um debate sobre a Operação Lava Jato , realizado por uma emissora de grande alcance, com um ex-integrante da força-tarefa de Curitiba. Logo no início, afirmei que o ex-juiz Sérgio Moro era o coordenador dos procuradores, o chefe do grupo. Algo imoral, ilegal e que comprova a nossa tese de que ele instrumentalizou o Judiciário e o Ministério Público.

A partir do consentimento, dado o silêncio do meu interlocutor, não mais me preocupei com ele. Fixei-me no chefe dele. Foi espantoso ver o ex-procurador defender que Sérgio Moro foi enganado por Bolsonaro e, por isso, aceitou ser ministro da Justiça do governo fascista.

Será que a ânsia do poder era tanta que o ex-magistrado, com sua badalada e apurada experiência anticorrupção, não viu que apoiava um corrupto? Não levou em consideração o fato, simples e acessível, de que estava apoiando um miliciano declarado? Será que o ex-juiz, com todas as informações privilegiadas que sempre teve, não tinha nenhum dado sobre a família do Presidente da República? Nunca tinha ouvido falar nas conhecidas rachadinhas?

Como imaginar um ex-juiz criminal experiente, que se vendia como um combatente da corrupção – sua única e falsa bandeira –, sujeitando-se a ser o ministro da Justiça de uma administração reconhecidamente corrupta? Não percebeu, o arguto ex-juiz, as inúmeras irregularidades do grupo que apoiava o governo que ele ajudou a eleger? Não achou estranho o enriquecimento inexplicável do seu ex-chefe e família? Logo ele, tão criterioso e rígido com as fantasiosas histórias, hoje desnudadas, do apartamento no Guarujá e do sítio em Atibaia?

Até para ser hipócrita deveria existir limite, sob pena de acabar caindo no ridículo. Esse ex-juiz, ainda com a toga nos ombros, aceitou ser ministro da Justiça do governo que ele ajudou a eleger prendendo o principal adversário. A toga sagrada, que simboliza a independência e a imparcialidade, foi desonrada por ele. Esbofeteou o Judiciário expondo desnecessariamente os milhares de juízes sérios e honrados que existem pelo país afora.

Como pode ainda existir pessoas que acreditam nessa narrativa fajuta de combate à corrupção por parte do ex-juiz? Enquanto juiz, usou a mão de ferro para perseguir políticos por caixa dois. Porém, como ministro da Justiça, declarou ter “confiança pessoal” no seu colega de ministério, Onyx Lorenzoni, que assumiu ter feito caixa dois, mas deveria ser perdoado, “pois ele pediu desculpas e está arrependido””. Inventou uma nova maneira de extinguir a punibilidade: o compadrio.

Um ministro que conviveu mais de um ano com inúmeras irregularidades praticadas pelo seu chefe, o Presidente, sem tomar absolutamente nenhuma providência, cometendo o crime de prevaricação como um serial killer. E só saiu do governo por uma briga de poder após um período de grande fritura e inúmeras humilhações públicas promovidas pelo grupo bolsonarista.

Na realidade, quem conhece o ex-juiz sabe exatamente como ele age e não teve grande surpresa. Tivessem coerência intelectual, ele e o grupo de procuradores que coordenava, quando do episódio da aceitação do cargo público como contrapartida por ter tirado das eleições o principal adversário – que estava em primeiro lugar -, os procuradores teriam pedido a sua prisão e ele teria determinado que ele próprio fosse preso. Afinal, por muito menos, ele prendeu dezenas de pessoas.

A busca desenfreada pelo poder a qualquer custo cegou o ex-juiz e seu bando. O incompreensível é que essa venda também cegue milhares de brasileiros que ainda acreditam nele.

O discurso falso e moralista de combate à corrupção só não os expõe mais ao ridículo porque eles não têm a menor noção do que é ser ridículo. Basta lembrar do episódio do vazamento da conversa da ex-Presidente para atender a interesses pessoais. Quando foi revelado que o ex-juiz teria dado publicidade aos áudios, defendeu-se argumentando que o relevante era o conteúdo das conversas, e não a maneira pela qual elas foram obtidas.

Porém, quando flagrado pela ação de um hacker – santo hacker – em conversas criminosas com os procuradores, negou-se a enfrentar o conteúdo escudando-se na maneira de obtenção das conversas, e não mais defendendo a validade do conteúdo.

É a busca pelo poder a qualquer custo. Agora, resta esperar que os brasileiros tenham olhos para ver que o ídolo tinha pés de barro e que o rei está nu.

Lembro a todos o mágico Mia Couto, no poema Cego:

“Cego é o que fecha os olhos e não vê nada.
Pálpebras fechadas, vejo luz. Como quem olha o céu de frente.
Uns chamam escuro ao crepúsculo de um sol interior.
Cego é quem só abre os olhos quando a si mesmo se contempla.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: último segundo.

Após 5 meses de espera, Mendonça toma posse nesta 5ª feira no STF

Depois de 5 meses de espera desde sua indicação, o ex-advogado-geral da União André Mendonça tomará posse nesta 5ª feira (16.dez.2021) como novo ministro do STF. A cerimônia está prevista para às 16h, terá duração de 15 minutos e será restrita a cerca de 60 convidados.

Após a posse, Mendonça celebrará o novo cargo em culto no Santuário Nacional, em Brasília.

O presidente Jair Bolsonaro será um dos participantes. Segundo o STF, a equipe médica do presidente apresentou à Corte um teste com resultado negativo de covid-19 feito por Bolsonaro na noite de 3ª feira (14.dez). O exame é uma das exigências de acesso ao tribunal desde novembro, e é a segunda opção para quem não tem um comprovante de vacinação.

Mendonça assumirá a cadeira deixada por Marco Aurélio, que se aposentou em 12 de julho ao completar 75 anos. Foi indicado para a vaga pelo presidente Jair Bolsonaro, mas enfrentou um longo caminho até a sabatina. Por resistência do presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, o ex-AGU esperou 141 dias. Foi aprovado pelos senadores por 47 votos a 32.

O ministro é o 2º indicado do presidente à Corte e foi o representante “terrivelmente evangélico” prometido por Bolsonaro desde a campanha presidencial. Os evangélicos são uma importante base eleitoral de Bolsonaro, que vai disputar a reeleição em 2022.

Como mostrou o Poder360, as declarações de Mendonça ao Senado serão testadas nos julgamentos do STF. O ministro herdará o acervo de Marco Aurélio e o principal caso político será o recurso do Patriota contra o acórdão do STF que proibiu a chamada prisão em 2ª instância.

O entendimento já foi discutido 3 vezes no STF e permitiu a prisão do ex-presidente Lula em 2018 e sua soltura, em 2019. Atualmente, o tribunal proíbe a execução de pena antes do esgotamento de todos os recursos da condenação.

A jurisprudência foi firmada em um placar apertado: 6 votos a 5. Um dos votos que garantiu a proibição foi o de Marco Aurélio Mello. O ministro defende desde 1995 que a prisão em 2ª instância é inconstitucional.

Em sabatina, Mendonça afirmou que é a favor da medida, mas que, neste momento, a mudança deveria ser feita pelo Legislativo, e não pelo Supremo. Um voto de Mendonça a favor da prisão em 2ª instância em uma nova análise do tema poderia alterar a jurisprudência.

Mendonça também participará de julgamentos de grande interesse do Planalto, como o Marco Temporal para demarcação de terras indígenas. A discussão deve ser retomada em 2022. O placar atual está empatado com um voto a favor e outro contra a tese.

O novo ministro também discutirá a validade dos decretos de posse de armas de Bolsonaro – a análise foi suspensa por Nunes Marques, indicada pelo presidente.

Bolsonaro já disse que a chegada de Mendonça ao STF representarão “20%” dos interesses do Executivo no tribunal e que o novo ministro “não abrirá mão de defender a Constituição, a democracia e a liberdade”.

“Hoje em dia eu não mando nos 2 votos dentro do Supremo, mas são 2 ministros que representam, em tese, 20% daquilo que nós gostaríamos que fosse decidido e votado dentro do Supremo Tribunal Federal”, disse em evento no Palácio do Planalto no início deste mês.

Fonte: poder 360.