5G: empresas de telecomunicações começam implantação no Brasil

O Presidente Jair Bolsonaro, ministro Fábio Faria (Comunicações), Min. Ciro Nogueira (Casa Civil), Min. Braga Neto (Defesa)entre outros participa do evento para a assinatura dos contratos com as empresas vencedoras do leilão do 5G. Foram assinados os termos de autorização que permitem a exploração do serviço de internet nas frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.Sérgio Lima/Poder360 07.12.2021

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, falou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na 3ª feira (14.dez.2021), sobre o cronograma de implantação da 5ª geração de conectividade móvel, o 5G. Segundo Faria, as cidades de Natal, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte devem receber a infraestrutura necessária para a tecnologia em breve.

A operadora de telecomunicações TIM, que foi uma das arrematantes do leilão do 5G, informou que já está em processo de execução do chamado 5G Full, que usa bandas específicas dedicadas ao funcionamento pleno da tecnologia nas cidades que receberão a infraestrutura.

Os termos de implantação da tecnologia autorizam as operadoras a iniciar o uso das frequências de imediato, contanto que respeitem o prazo de cobertura para todas as capitais até julho de 2022.

O ministro citou Franca (AM), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG) como exemplos de outras localidades que já iniciaram os protocolos necessários para o 5G. “Ao invés de um número limitado de antenas, eles vão antecipar totalmente o número de antenas do leilão. Teremos isso em vários locais”, informou.

O 4G foi um avanço muito grande. Nós tivemos várias aplicações, como FaceTime, WhatsApp, Uber. Depois do 5G, outras novas virão. Vamos ter, por exemplo, todo o agronegócio conectado. Teremos cirurgias à distância; na educação, as crianças terão 5G —poderão estudar usando realidade aumentada e terão um conhecimento muito avançado”, explicou Faria.

O ministro destacou também a liderança brasileira na implementação do padrão 5G na América Latina. Afirmou que espera que o país se torne um hub (centro) de inovação, criando assim uma presença privilegiada entre os continentes europeu e africano.

Fábio Faria explicou que uma das principais características do leilão é a inclusão de pessoas que, até então, não tinham acesso à internet. “Temos hoje, no Brasil, 39 milhões de pessoas sem internet. Sem celular. Elas não sabem o que é um sinal de internet, o que é trabalhar em home office, o que é estudar à distância ou visitar um parente via FaceTime. Temos hoje um desafio que é 1º conectar essas pessoas.

Sobre o acesso à internet em estradas e rodovias federais, o ministro das Comunicações citou que a cobertura integral do 4G no modal rodoviário é uma das exigências do leilão do 5G.

Vamos levar internet para todas as rodovias federais. A gente pensou em tudo, em todo o ecossistema que estará interligado. As estradas precisam da internet para o escoamento da produção, para que o caminhoneiro ou motorista possa estudar, baixar conteúdos, receber informações sobre assaltos, sequestros, enfim. Vamos ter um Brasil totalmente conectado”, complementou.

Fonte: poder 360.

Ao vivo: TCU discute privatização da Eletrobras

O TCU (Tribunal de Contas da União) discute nesta 4ª feira (15.dez.2021) o processo de desestatização da Eletrobras.

A privatização da empresa foi aprovada pelo Congresso em junho, mas depende de aval do tribunal.

A proposta vai viabilizar a desestatização da Eletrobras por meio do aumento no capital social da empresa. O governo, atualmente acionista majoritário, fica autorizado a fazer uma oferta pública de ações.

A expectativa do governo atualmente é arrecadar R$ 60 bilhões na operação.

Assista:

Fonte: poder 360.

Será difícil para o governo se livrar da marca do Bolsa Família

O Auxílio Brasil pagará em 2022 às famílias dos mais pobres os maiores valores de um programa permanente de transferência de renda no país.

Cada família receberá pelo menos R$ 400. Até agora o valor médio mensal mais alto do Bolsa Família foi pago no governo de Dilma Rousseff (PT) em 2014, o ano em que ela foi reeleita: R$ 245 atualizado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Não há simulação sobre o valor médio do novo benefício para 2022. Mas ficará muito acima disso, a considerar o valor mínimo.

O quanto esse pagamento recorde em 2022 beneficiará a popularidade e as chances eleitorais do presidente Jair Bolsonaro (PL) é algo que só poderá ser respondido com o tempo. Não há dúvida de que haverá ganho para ele. A questão é se será proporcional ao aumento do desembolso. Obviamente nunca se argumentou no governo que a intenção seja essa.

O fato é que a preferência as intenções de voto por Bolsonaro cresceram no Nordeste em novembro com o início do pagamento do Auxílio Brasil, ainda que ele siga atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma das dificuldades para o proveito político está no fato de que a nova marca do benefício ainda precisa emplacar. Os cartões de pagamento inicialmente são os do Bolsa Família. Claro que se fará tudo para acelerar a troca, mas a operação não será trivial.

Mesmo que a substituição seja feita rapidamente, o 1º pagamento de R$ 400 terá sido feito com o cartão do Bolsa Família para muitas pessoas. Os petistas terão nisso uma oportunidade –se saberão explorar é outra história.

Poderão dizer que também são responsáveis pelo aumento do benefício. Até porque tanto os deputados quanto os senadores do partido votaram a favor da medida provisória que o instituiu, assim como todos os outros congressistas.

Demorou muito para o governo mudar o nome do Bolsa Família. Isso dificultará a absorção da nova marca. Há também algo indesejável com o nome escolhido. Elimina-se “família”, o que é, de certa forma, uma contradição dada a ênfase que essa palavra tem no discurso conservador do governo. De novo há uma oportunidade para os adversários políticos, que poderão explorá-la ou não.

A escolha do novo nome tem a vantagem de remeter ao auxílio emergencial pago durante a pandemia. É fortemente associado ao governo de Jair Bolsonaro. Mas aí vem outro problema: os pagamentos mensais desse benefício excepcional chegaram a R$ 1.200 em alguns casos. Comparado a isso, até os R$ 400 parecem pouco.
Fonte: Poder 360