A expansão e o desenvolvimento da infraestrutura de transportes e logística no Brasil ganha uma aliada estratégica, após a concretização do leilão do 5G: a partir de agora, mais rodovias brasileiras terão conectividade. O sinal de internet chegará a 35,7 mil quilômetros de estradas, cobrindo trechos de rodovias importantes como a BR-116 (a maior do país), a BR-101 (que acompanha o litoral), a BR-163 (fundamental para o escoamento de grãos) e a BR-230 (Transamazônica). Todos os estados brasileiros serão beneficiados com a chegada da conexão, que irá otimizar custos do setor e aumentar a produtividade econômica do país.
A região que mais terá malha rodoviária conectada será o Nordeste (11,2 mil km), seguida do Centro-Oeste (7,5 mil km), Norte (7,2 mil km), Sudeste (5,2 mil km) e Sul (4,4 mil km). O Rio Grande do Norte vai receber 574,7 km de estradas conectadas. Isso significa que, com os investimentos, todas as rodovias federais pavimentadas do Estado, passarão a ter internet disponível.
“Já temos mais de R$ 40 bilhões para investimentos nas estradas, vamos ampliar a conectividade em todas as BRs, em escolas, postos de saúde e em outros espaços públicos”, destacou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.
A conectividade contribui para otimizar o setor de transportes, permitindo melhor monitoramento de cargas e uso de tecnologias que reduzam o desperdício nos trajetos.
A investigação sobre o desaparecimento de três crianças em Belford Roxo levou a polícia a interceptar ligações telefônicas e áudios de traficantes da comunidade local conhecida como Castelar. A Polícia Civil do Rio de janeiro também obteve relatos que indicam como os meninos foram assassinados pelos criminosos.
Uma testemunha contou que ouviu o gerente do tráfico do Castelar, identificado como Wille de Castro, assumir que matou as crianças porque elas roubaram passarinhos de um parente do criminoso.
“Nós pegamos as crianças, matamos elas, elas estavam roubando no morro, pegaram o passarinho do meu tio para vender na feira”, teria dito o traficante, segundo o relato dessa testemunha, revelado por reportagem do jornal O Dia.
De acordo com a publicação, a polícia descobriu que os meninos sofreram uma sequência de espancamentos como castigo. Uma delas teria morrido durante essa sessão de tortura. Os outros dois foram mortos na sequência.
Os primos Alexandre da Silva, 10, Lucas Matheus da Silva, 8, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 11 anos, estavam desaparecidos desde dezembro de 2020.
Nesta quinta-feira (9/12), uma operação para cumprir 56 mandados de prisão expedidos pela Justiça foi deflagrada para prender envolvidos no caso. Até as 10h30, 31 pessoas estavam presas – 15 delas já no sistema penitenciário. Dois dos presos foram detidos em flagrante.
O deputado Francisco do PT, relator da CPi da Covid na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, apresentou aos demais deputados o seu relatório sobre a investigação. Segundo o deputado, com depoimentos de 78 pessoas, somados a 192 ofícios expedidos e centenas de arquivos analisados, ele chegou à conclusão de que “as contratações realizadas pelo Governo do Estado do RN foram movidas pelo intuito de salvar vidas e que o trabalho dos servidores públicos do RN foi pautado pela mais profunda lisura e profissionalismo”. Na sessão desta quinta-feira (9), o deputado fez a leitura de um resumo e sugeriu o indiciamento de quatro pessoas no contrato de compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. A CPI começa a analisar o relatório na quarta-feira (15).
Com acordo firmado anteriormente entre os membros da CPI, ficou definido que não haveria debate sobre o relatório durante a leitura de Francisco do PT. “Seria uma leviandade por parte dos deputados, já que ainda não tivemos como nos debruçar sobre o relatório”, explicou o presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidariedade).
Na leitura, Francisco do PT tratou sobre todos os contratos em investigação e, de acordo com ele, em nenhum deles foi possível observar crime ou intenção de cometer crime por parte de servidores públicos do Rio Grande do Norte. Porém, com relação ao Consórcio Nordeste, o relator apontou que há elementos suficientes para o indiciamento de quatro pessoas que participaram da negociação da venda de respiradores aos nove estados que compõem o consórcio.
No entendimento de Francisco do PT, com base nos dados levantados pela CPI, ficou claro que os dirigentes da empresa Hempcare firmaram contrato com o Consórcio Nordeste afirmando a existência de contrato com a The 8TH Mettalurgical Construction Group Company Limited para o fornecimento de respiradores pulmonares. Contudo, a representação oficial da China informou que o contrato não existia e que a empresa mencionada não fabricava respiradores pulmonares. “A apresentação do contrato, pois, é comprovação suficiente de dolo dos dirigentes da Hempcare. Esses elementos, pois, são suficientes a reconhecer materialidade do crime de estelionato e autoria de Cristiana Prestes Taddeo e Luiz Henrique Ramos Jovino”, disse Francisco do PT.
Ainda sobre o contrato, o deputado relator disse que a execução do crime de estelionato teve a participação essencial de Cleber Isaac Ferraz Soares e de Paulo de Tarso Carlos, proprietário da Biogeoenergy. Para o relator, as transações financeiras entre a Hampcare e os referidos agentes, em razão de negociação com a Biogeoenergy Fabricação e Locação de Equipamentos Ltda, demonstra que ambos foram beneficiados financeiramente.
“Todos esses elementos denotam a associação desses agentes para obter vantagem ilícita, induzindo o Consórcio Nordeste em erro ao apresentar contrato inexistente com empresa chinesa, quando, na verdade, pretendiam entregar respiradores nacionais que sequer tinham sido submetidos à aprovação da ANVISA”, explicou. “Os fatos analisados por esta Comissão Parlamentar autorizam o conhecimento de materialidade do crime de estelionato no caso do contrato de aquisição de respiradores pelo Consórcio Nordeste, o que redundou em efetivo prejuízo ao Consórcio e, consequentemente, aos Entes federados que o compõe, no montante total de R$ 48.748.575,82”, disse o deputado Francisco do PT, sugerindo ainda que a CPI encaminhe o conteúdo das investigações aos demais órgãos de controle e para o próprio Consórcio Nordeste, que devem, no entendimento do relator, prosseguir com as investigações.
Sobre os demais contratos, o deputado entendeu que em alguns deles ocorreram erros procedimentais e formais, que estão apontados no relatório completo. Por outro lado, não foram encontrados pela relator elementos consistentes de que os erros tenham sido propositais ou tenham sido cometidos com dolo ou má-fé. “Na verdade, todas as informações que chegaram a esta CPI reforçam o quanto os servidores do SUS trabalharam para salvar vidas”, ressaltou o relator.
Encaminhamentos
Mesmo não observando crimes em boa parte dos contratos, o deputado Francisco do PT fez encaminhamentos no sentido de melhorar o serviço e o andamento de contratos no Rio Grande do Norte. Para o relator, é evidente que existe um déficit significativo de servidores na administração direta, “contribuindo sobremaneira para o estado atual de maturidade organizacional”. O deputado ressaltou que a fase de planejamento de uma contratação é responsável pelo sucesso de sua execução, permitindo a correta mensuração da prestação do serviço, ou entrega de bens, e sua justa remuneração. Por isso, disse que é necessário que sejam incluídos nos Termos de Referência, Contratos e Estudos Técnicos as formas que os contratados serão remunerados e os meios para se aferir as possíveis glosas da prestação do serviço.
Entre as recomendações, a primeira recomendação se refere as contratações que culminaram na Operação Lectus, deflagrada pela Polícia Federal. Os objetos contratuais eram a implementação de Leitos de UTI nos Hospitais Pedro Germano e Hospital João Machado. “É fundamental que a Polícia Federal, Ministério Público, continuem as investigações existentes, recebendo, inclusive, os depoimentos produzidos no âmbito dessa comissão. O fato de existir apuração sobre tais contratações exige responsabilidade e comprometimento dessa comissão, sendo portanto fundamental a continuidade das investigações pelos órgãos competentes para verificar se, efetivamente, houve má-fé para induzir o Estado a erro”, disse o deputado.
A segunda foi sobre o Consórcio Nordeste. Afirmando que tinha conhecimento sobre sindicâncias em desfavor de servidores do Consórcio, bem como o Ministério Público Federal era o responsável por investigar a temática. o relator disse que é preciso uma medida efetiva tanto do Consórcio Nordeste como dos órgãos de controle para desvendar os envolvidos. “É fundamental que haja um olhar cuidadoso sobre toda a contratação, passando pela análise prévia da empresa pelo Estado Líder (Bahia), a instrumentalização do processo de contratação pelo Consórcio, ou qualquer outro aspecto que possa sugerir desvio de conduta. Recomenda-se, portanto, que o Consórcio Nordeste determine abertura de investigação interna de todos os agentes amplamente envolvidos na contratação, inclusive adotando as medidas cautelares necessárias para garantir a lisura da apuração, isso porquanto não restou elucidadas todos os fatos que envolvem a relação entre a Hampcare e a Biogeoenergy, tampouco quanto a atuação do Senhor Carlos Gabas em relação às alegações de doação dos respiradores ao Município de Araraquara”, disse o relator, sugerindo ainda o compartilhamento das informações colhidas.
“Outrossim, considerando os relevantes depoimentos e documentos colhidos nessa CPI, recomenda-se que sejam compartilhados com o Ministério Público Federal, contribuindo com a rápida elucidação do tema, independente dos envolvidos, já que o mais importante é permitir que a população do estado possa reaver o valor dispendido na contratação frustrada”, disse o relator.
Natal inicia a aplicação da dose de reforço (D3) para a população com 18 anos e mais, nesta sexta-feira (10), com quatro meses de intervalo a partir da D2 de Coronavac, Oxford ou Pfizer. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS/Natal) vai disponibilizar o imunobiológico em todos os pontos vacinais, desde que haja comprovação do intervalo adotado e apresentação de documento com foto mais comprovante de residência. O principal objetivo da SMS/Natal, com essa redução do prazo, é ampliar as estratégias para concluir o esquema de imunização da população vacinável na cidade.
Em Natal, qualquer pessoa a partir dos 12 anos pode se vacinar com a primeira dose. Os prazos de segunda dose variam conforme o imunizante recebido, estando apto para a segunda dose da Oxford qualquer munícipe que tenha tomado a D1 até 20 de setembro (ou 60 dias de intervalo); e a D2 de Pfizer disponibilizada para qualquer indivíduo que tenha recebido a primeira dose há 21 dias de intervalo. A dose de reforço da Janssen pode ser aplicada com 02 meses de intervalo da dose única utilizando o imunizante Pfizer.
A terceira dose será aplicada para população em geral com 18 anos e mais, para quem completou quatro meses da conclusão do esquema vacinal; e imunossuprimidos dentro da classificação do Ministério da Saúde ou fazendo uso de drogas imunossupressoras, que tenham completado o esquema de vacinação há pelo menos 28 dias. Para mais informações basta verificar a plataforma vacina.natal.rn.gov.br .
O ex-juiz Sergio Moro (foto) acaba de pedir ao ministro Alexandre de Moraes que analise declarações de Jair Bolsonaro em entrevista publicada nesta quinta-feira (9). O pedido consta no inquérito que apura interferência do presidente na Polícia Federal.
Segundo Moro, a entrevista tratou de “pontos que são de relevância para as investigações levadas a efeito neste apuratório”.
“Com o intuito de contribuir para a instrução do presente inquérito policial, vem requerer a juntada dos links indicados nas notas de rodapé deste petitório e – no momento oportuno – a respectiva análise das declarações prestadas pelo Sr. Presidente da República em entrevista concedida ao Jornal Gazeta do Povo em data de hoje e também repercutidas pelo Portal O Antagonista, sobre pontos que são de relevância para as investigações levadas a efeito neste apuratório”, diz Moro em trecho do documento.
Jair Bolsonaro, em entrevista à Gazeta do Povo, escancarou o motivo da demissão de Sergio Moro, acusando-o de não ter interferido no Coaf e na Receita Federal a fim impedir a investigação sobre a rachadinha de seu filho Flávio e de sua mulher, Michelle.
Ele confessou também que, por essa razão, planejava demiti-lo desde o comecinho do governo, e só não o fez porque temia perder votos.
Novos lotes da vacina contra a covid-19 da farmacêutica Janssen chegaram nesta quinta-feira (9) ao Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, são 2,2 milhões de doses do imunizante, que utiliza o vírus modificado para estimular o organismo humano a produzir anticorpos contra a doença.
A partir do desembarque, os insumos passam por um rigoroso processo de análise de qualidade e, em seguida, são distribuídos aos estados e municípios “de maneira igualitária e proporcional”, informou o ministério. Das 380 milhões de doses distribuídas em todo o país, cerca de 6 milhões são da Janssen.
Internações e óbitos
Dados do Ministério da Saúde indicam queda na taxa de internações e de mortes por covid-19 em meio ao aumento da vacinação no país. Hoje, segundo a pasta, o Brasil registrou redução de quase 15% na média móvel de óbitos em relação há 14 dias.
Na manhã desta quinta-feira (9), a Casa Legislativa realizou uma Audiência Pública sobre a implantação de ciclovias no município. O evento ocorreu no Plenário Dr. Mario Medeiros, com o intuito de auxiliar os ciclistas no tocante à segurança e a realização de exercícios esportivos. A realização da audiência foi proposta pelo vereador Michael Borges.
Durante a ocasião, o parlamentar propositor ressaltou o objetivo de fomentar o desenvolvimento das ciclofaixas e ciclovias no município, e de fortalecer a busca pela mobilidade urbana.
O evento foi prestigiado pela presença do secretário de Segurança, Defesa Social e Mobilidade Urbana, Marcondes Rodrigues Pinheiro, e do secretário adjunto de Esporte e Lazer, Vinícius Barros. Também compareceram à audiência os vereadores Irani Guedes e Thiago Fernandes.
O Secretário da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, coronel Araújo Silva, defende a aplicação da dose de reforço contra o coronavírus para os agentes que atuam na segurança pública potiguar.
No RN, mais de 12 mil homens e mulheres da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, servidores do Instituto Técnico-Científico de Perícia, agentes de trânsito e guardas municipais já foram imunizados com duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca.
No Brasil, o Ministério da Saúde aprovou a aplicação da dose de reforço da vacina Oxford/AstraZeneca em todos os adultos a partir dos 18 anos, em um intervalo de pelo menos 5 meses. No RN, os integrantes das forças de segurança pública tomaram a segunda dose do imunizante em setembro. Portanto, a aplicação da terceira dose da vacina deverá ser feita em fevereiro de 2022.
A aplicação da dose de reforço para as forças de segurança é um dos temas que será discutido nesta quinta-feira (9) em Brasília-DF, onde acontece a
79ª Reunião Ordinária do Colégio Nacional de Segurança Pública (CONSESP). O evento reúne, além da alta cúpula do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), secretários de segurança pública de todo o país.
O evento ainda debate a aplicação de recursos na aquisição de tecnologia, infraestrutura, equipamentos de segurança, armamentos, munições e veículos, empregados no combate à criminalidade.
Além de representar o Rio Grande do Norte na condição de titular da SESED, o coronel Araújo também participa do encontro como presidente do CONSESP Regional Nordeste.
“Estamos unidos e integrados. Nosso trabalho é defender a sociedade diuturnamente, e também combater essa terrível doença. Para isso, também precisamos estar protegidos”, destacou o coronel Araújo.
Participam do CONSESP secretários de Segurança Pública de todos os estados do país, os Diretores Gerais da Polícia Federal e Rodoviária Federal, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, o secretário Executivo do MJSP, e mais representantes da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento/MJ, Departamento Penitenciário Federal, Secretaria de Operações Integradas, Secretaria de Gestão e Ensino em Segurança
Pública e Secretaria Nacional de Segurança Pública.
A Advocacia do Senado e o ex-presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, apresentaram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes (foto), do STF, para que ele reconsidere a suspensão da quebra de sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro.
Em 22 de novembro, de Moraes suspendeu requerimento feito pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que determinou a quebra de sigilo telemático do presidente.
A CPI aprovou requerimento após Bolsonaro divulgar a informação falsa de que a vacina contra a Covid aumenta o risco de infecção pelo vírus da Aids. Segundo o ministro, finalizada a CPI com aprovação do relatório final, não há que se cogitar em aproveitamento das medidas.
No pedido, o Senado afirmou que as alegações do Palácio do Planalto de que os dados seriam obtidos após o encerramento da investigação parlamentar eram defasadas.
“As mesmas medidas foram aproveitadas e corroboradas no relatório final. Assim, o requerimento e as constrições que substancia estão devida e adequadamente motivados”, disse o Senado em trecho do pedido.
Segundo o Senado, quebra dos sigilos de Bolsonaro “é medida de natureza estritamente investigativa.
“Existe uma ‘extrema gravidade’ da conduta de Bolsonaro, e a CPI não poderia quedar inerte diante da declaração do presidente que associou as vacinas contra a covid-19 à infecção pelo vírus que provoca a Aids”, afirmou o Senado.
Na semana passada, Moraes determinou a abertura de inquérito sobre a conduta do presidente Jair Bolsonaro, que divulgou fake news que associavam a vacinação contra Covid ao risco de contrair HIV e desenvolver Aids.
O deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) voltou a criticar o decreto governamental que obriga a vacinação de servidores. Em pronunciamento na manhã desta quinta-feira (9), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o parlamentar também comentou o início do Carnatal na cidade.
“A governadora Fátima Bezerra autoriza o Carnatal, mas ameaça os servidores públicos de demissão por um decreto, de forma arbitrária, ao invés de trazer o debate para esta Casa Legislativa”, disse.
Antes de encerrar sua fala, o deputado Coronel Azevedo comentou possíveis riscos das vacinas. “Nós sabemos que, como todas as vacinas, a da Covid também representa riscos”, disse.
Na próxima quinta-feira (16), às 17h, a Câmara Municipal de Parnamirim vai realizar sessão solene em homenagem aos profissionais de saúde, em especial os que atuaram na linha de frente contra a Covid-19. O presidente da Casa, vereador Wolney França, e o parlamentar César Maia idealizaram a sessão.
Motoristas que forem multados poderão acessar as infrações de modo eletrônico e ter um desconto de até 40% no valor da multa. A medida é fruto da atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), uma vez que são direitos dos consumidores que os órgãos de trânsito municipais e Estadual são obrigados a cumprir.
Em termos práticos, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Secretaria Municipal Mobilidade Urbana (STTU) de Natal, após a intermediação da 49ª Promotoria de Justiça de Natal, aderiram ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE).
A unidade ministerial havia instaurado procedimentos administrativos para acompanhar e fiscalizar as medidas adotadas pelos órgãos de trânsito estadual e municipal a respeito da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que trata do SNE. A matéria também é tratada no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Ao longo dos últimos dois anos, o MPRN, por meio da 49ª Promotoria de Justiça de Natal, realizou audiências ministeriais e expediu recomendações visando a implementação do SNE por parte do Detran e da STTU.
Eficiência e economia para os órgãos públicos e para o consumidor
Com a adesão ao SNE, o condutor tem a possibilidade de desconto de 40% no valor da infração praticada, se previamente cadastrado na plataforma. A ação, por sua vez, facilita o serviço do órgão de trânsito que não enviará mais as notificações via correio.
Logo, o SNE torna menos burocrática a expedição de notificação pelo Detran ou pela STTU, reduzindo os custos e beneficiando os usuários pelo abatimento fornecido. Ou seja, gera mais eficiência na cobrança de multas, reduz os custos e, ainda, garante aos condutores de veículos o exercício do direito subjetivo de pagamento da multa com redução do valor em até 40%.
O condutor que se cadastrar no SNE deixa de receber a multa via correio, o que, por si só, já gera uma grande economia financeira ao órgão administrativo. Para efetuar o pagamento da multa com valor reduzido o usuário tem que optar por não apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da infração.
No final das contas, todo esse processo administrativo de julgamento da contestação da infração e eventual interposição de recurso também sobrecarrega o órgão de trânsito, que poderia ter sua função otimizada pela adesão ao SNE.
O Brasil é um país desesperadamente complexo. Aquela piada antiga e preconceituosa, sobre Deus ter feito um país sem terremotos, maremotos e tufões, mas, em compensação, ter colocado um povo que iria dar o que falar, parece ser, em parte, tristemente verdadeira. Esse povo é a elite brasileira. Em alguns momentos, a gente até anseia por uma catástrofe natural para ocupar o espaço do fracasso de certa parte dessa aristocracia.
Em um período de profunda crise, com o país mergulhado num desastre causado pela administração caótica do Presidente da República, esse grupo, que optou pelo tsunami eleitoral ao eleger um fascista, está agora apoiando o criador de quem nos levou ao caos. Um ex-juiz que instrumentalizou o Judiciário, que foi “julgado” pelo Supremo Tribunal Federal como alguém que corrompeu o sistema de justiça e que mercadejou a toga ao aceitar ser ministro do governo eleito por suas peripécias apresenta-se agora como salvador da pátria e recebe o apoio de boa parte da elite, principalmente da mídia.
E é preocupante ver que o vazio de ideias tem uma enorme aceitação popular. O Moro e seus asseclas, por ele comandados na triste Operação Lava Jato, não tiveram nenhum pejo em subverter todo o sistema de justiça para atingir seus objetivos políticos.
Descaradamente, usaram o Poder Judiciário e parte do Ministério Público com o objetivo de assumir o poder. E, num primeiro momento, conseguiram, pois foram os grandes vencedores nas últimas eleições, sendo que o juiz ativista virou Ministro da Justiça do Bolsonaro. E ele usou a estrutura do ministério para fustigar os seus adversários políticos. Os dele e os do seu chefe de então. Só romperam na divisão do poder, briga de quadrilha.
Talvez, a única frase lúcida da “conge” do Moro foi quando ela disse que ele e o Bolsonaro eram a mesma pessoa. Rasos e inescrupulosos. Penso que, muito dificilmente, um Presidente da República, com todo o poder que tem em um sistema presidencialista, deixe de ir para o segundo turno. Mas temo que essa elite brasileira seja capaz de se unir em torno desse usurpador barato, um ex juiz que desonrou o Judiciário, caso considere que ele é a única chance de ganhar do Lula.
Por isso mesmo é necessário debater em público quem é e o que representa o bando liderado por Moro. E mostrar que o discurso falso e puritano nada mais é do que a continuação do plano que ele executou em busca do poder a qualquer custo, enquanto juiz. No Judiciário, como juiz-político, ele corrompeu o sistema de justiça, liquidou deliberadamente setores da economia nacional, apoiou o atraso na legislação penal, estuprou a Constituição e se vendeu como um Deus salvador. No Executivo, como líder desse poder, ele pretende aprimorar a barbárie implementada pelo seu ex- chefe e ex-sócio do poder.
O Brasil foi jogado num abismo pelas ações e omissões criminosas do governo Bolsonaro. Um muro intransponível foi levantado e dividiu o país pela ignorância, crueldade e intransigência do fascismo implementado. A ideia do bando do Moro é aumentar o fosso, fortalecer a muralha da discórdia e dar um verniz para a barbárie.
Anuncia-se uma longa noite para o país, com uma nuvem de densa fumaça que poderá nos tirar a visão e o ar. O que estamos vivendo com a obviedade do obscurantismo – que choca o mundo – poderá ser agravado com a falsa impressão de um moralismo hipócrita e um pretenso saber intelectual.
Esse grupo é a cara dos tempos de fake news e de mentiras. Resta-nos fazer o enfrentamento em defesa da civilização. Com coragem e determinação, em nosso nome e em homenagem a um Brasil que foi saqueado pela dupla Bolsonaro e Moro. Realmente eles são um só.
Sempre com a poesia do grande Miguel Torga, em Penas do Purgatório:
“Continua a lembrança dolorosa nas cicatrizes. Troncos cortados que não brotam mais. E permanecem verdes, vegetais. No silêncio profundo das raízes.”
Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay
Fonte: último segundo.
É falso que o Carnaval de 2022 do Rio de Janeiro foi cancelado, conforme diz uma publicação que circulava em um grupo bolsonarista no Facebook.
O conteúdo, apagado posteriormente, exibia uma montagem com a foto da Sapucaí em plano de fundo, e com os dizeres em destaque: “Carnaval de 2022 está cancelado”. Até dezembro de 2021, quando esta verificação foi publicada, o evento estava mantido.
Na legenda, o autor agradeceu a Deus pela medida, que não foi determinada pelas gestões estadual ou municipal, tratando-se de um boato de internet.
Falso, para o Comprova, é todo conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma mentira.
Como verificamos?
Inicialmente, o Comprova enviou e-mail Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro), responsável por aplicar as políticas de turismo feitas pela prefeitura do Rio de Janeiro, entre elas o carnaval.
Em seguida, a equipe entrou em contato com o autor da publicação por meio do Facebook, que também havia compartilhado a imagem em seu perfil pessoal, mas não obteve resposta.
O post original, no grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, foi apagado da plataforma. Segundo um aviso do Facebook que surge ao clicarmos no que seria o link da postagem, o conteúdo pode ter sido removido pelo autor ou ter sido direcionado a apenas um grupo específico.
Antes de se tornar inacessível – quer seja por exclusão ou mudança de quem poderia acessar a postagem -, havia um anúncio de conteúdo que violava as diretrizes da rede junto à publicação, adicionada automaticamente pelo Facebook, uma vez que a plataforma o considerou como conteúdo falso.
O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 7 de dezembro de 2021.
Verificação
Carnaval está mantido no Rio
Em entrevista à revista Veja no dia 25 de novembro deste ano, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou que se houver condições epidemiológicas favoráveis, o Carnaval estará mantido na cidade.
A entrevista foi dada depois da Europa anunciar a 4ª onda da covid-19 e, apesar das incertezas em relação ao quadro pandêmico, o prefeito se manifestou favorável à realização. “Se não tiver condições, não vai ter. Torço para que tenha”.
Já o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou em entrevista à rádio Jovem Pan no mesmo dia que, na altura, não existiam motivos para que o Carnaval fosse adiado.
Conforme a assessoria de imprensa da empresa Riotur, a organização para o evento de fevereiro de 2022 se mantém sem nenhuma alteração.
“A Riotur informa que a organização para o Carnaval no Rio de Janeiro em 2022 ocorre normalmente, estamos trabalhando para a realização de um evento organizado e seguro, enfatizamos que até o presente momento a programação do evento não sofreu nenhuma alteração, desta forma, o post anunciando o cancelamento da festa não é real. No entanto, caso órgãos competentes ligados à saúde entendam que a realização do evento é um risco para a população em relação à covid-19, o mesmo poderá ser cancelado”, disse.
A publicação viralizou depois de Bolsonaro conceder entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, também no dia 25 de novembro, afirmando que por ele “não haveria Carnaval em 2022”. Na ocasião, disse que é uma decisão que cabe aos governadores e prefeitos, a quem responsabilizou pela realização do evento em 2020. Na época, ainda não haviam casos do novo coronavírus confirmados no Brasil. Posteriormente, uma pesquisa liderada pela Fiocruz constatou que o coronavírus já circulava sem ser detectado na Europa e nas Américas.
A reportagem procurou o autor da publicação e o questionou sobre a origem da imagem. Contudo, não obteve resposta até a publicação.
Réveillon cancelado no Rio
A tradicional festa de Réveillon na capital fluminense foi cancelada no dia 4 de dezembro pelo prefeito Eduardo Paes. O anúncio considerou as orientações do comitê científico do Estado, em função da variante ômicron, da covid-19.
No Twitter, Paes escreveu que a decisão mais restritiva foi adotada diante de divergências entre os comitês científicos estadual e municipal. “Vamos sempre ficar com a mais restritiva”. O prefeito também afirmou que o município respeita a ciência.
“O Comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do Réveillon do Rio”, escreveu.
Paes disse ainda que toma a decisão “com tristeza”, mas que não há possibilidade de organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias.
“Se é esse o comando do estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas”, afirmou o prefeito do Rio.
Paes recebeu com surpresa a decisão do Estado
Em entrevista concedida depois de reunião com os secretários no mesmo dia 4 de dezembro de 2021, Eduardo Paes repetiu que o cancelamento do Réveillon foi decidido por recomendações do Estado, afirmando ter sido surpreendido com a decisão.
Segundo o prefeito, nos próximos dias uma conversa com o governador do estado, Cláudio Castro (PL), seria estabelecida para avaliar a evolução do cenário epidemiológico no Rio de Janeiro.
“Fui surpreendido pela decisão do comitê científico do estado dizendo que representava risco. Se eu tenho um comitê científico me dando embasamento, não tenho problema nenhum [em fazer a celebração]. Mas se esse comitê entende como risco, vou ficar com a opinião técnica que gere mais restrições”.
Ao mesmo tempo, ele disse que apesar do cancelamento, a cidade continua preparada para receber turistas. “Com a baixa taxa de transmissão, acho difícil que tenhamos outras medidas restritivas. Os turistas vacinados serão muito bem-vindos ao Rio de Janeiro”.
Por que investigamos?
Em sua 4ª fase, o Comprova verifica conteúdos suspeitos que tenham viralizado sobre pandemia, políticas públicas do governo federal e eleições.
A publicação em questão teve 98 mil curtidas, 27 mil comentários e 63 mil compartilhamentos até o dia 29 de novembro. Neste caso, disseminar informações falsas sobre o cancelamento do carnaval poderia prejudicar planos pessoais de quem depende da renda advinda do evento, ou ainda quem já programou uma viagem para a cidade.
Além disso, mesmo que o conteúdo falso não explique o motivo do cancelamento, dá a entender que ele teria ocorrido por causa da pandemia. Anunciar um falso quadro epidemiológico pode causar alarde à população e descredibilizar posteriores notícias oficiais sobre a saúde.
Falso, para o Comprova, é todo conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma mentira.
O QUE É O COMPROVA?
O Projeto Comprova reúne jornalistas de 33 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre políticas públicas compartilhadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagens. O Comprova é uma iniciativa sem fins lucrativos.
Para conseguir emitir os US$ 800 milhões em novas ações, a Latam negociou em paralelo com um grupo de credores, um cashback (devolução de dinheiro) de US$ 80 milhões. O valor é referente a 20% dos US$ 400 milhões que será aportado por esses credores. Esses credores, chamados de ad hoc, são responsáveis por cerca de 71% das dívidas sem garantia da companhia.
Convertidas as moedas, Latam vai bancar cerca de R$ 445 milhões a esse grupo de credores que aceitou, até o momento, os termos gerais propostos pela companhia aérea. O Poder360 procurou a assessoria de comunicação da Latam e questionou sobre o acordo, os valores e a forma e data que aconteceria esse pagamento de cashback. A companhia respondeu que “não irá se manifestar pontualmente sobre estas questões”.
A companhia sustenta que a manobra é uma taxa cobrada pelos credores pela garantia firme de disponibilizar o dinheiro novo e que está protocolada nos documentos do Chapter 11 (nome dado a recuperação judicial nos Estados Unidos).
Esse valor devolvido pela Latam, significa, na prática, que nem todo dinheiro que a companhia captará pelo plano de recuperação judicial, será injetado na empresa aérea para recuperá-la.
A Latam está em recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio de 2020 e apresentou no dia 26 de novembro seu plano de reestruturação no tribunal de falências de Nova York.
No plano apresentado, a companhia informou que prevê a injeção de US$ 8,19 bilhões através de capital novo, títulos conversíveis e dívida. A dívida da empresa é de US$ 7,2 bilhões, sem contar a dívida conversível. No total, a dívida da empresa é de cerca de US$ 18 bilhões.
O plano de reestruturação da Latam foi apresentado na 6ª feira (26.nov.2021) e, em seguida, as ações da companhia despencaram na Bolsa de Santiago. Em 4 dias, os papeis da companhia chegaram a desvalorizar mais de 70%.
O próximo passo da recuperação judicial é a audiência no tribunal de falências de Nova York que acontecerá em janeiro de 2022. Nessa data, o juiz irá avaliar os materiais enviados pela companhia e determinará se eles são suficientes para prosseguir no Chapter 11 ou não.