Rentabilidade da Poupança muda com alta dos juros nesta 4ª feira; entenda

A regra para a rentabilidade da Caderneta de Poupança vai mudar com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta 4ª feira (8.dez.2021).

O colegiado vai aumentar a taxa básica, a Selic, para 9,25%, segundo as projeções do mercado financeiro, divulgadas no Boletim Focus do BC (Banco Central).

Atualmente, a correção dos valores da Poupança equivale a 70% dos juros Selic mais a taxa referencial (TR), que é um indicador do mercado financeiro. A TR está zerada atualmente.

Na prática, com a juro base em 9,25% ao ano, a rentabilidade da Caderneta é de 6,475% ao ano. Mas o rendimento passará a ser de 0,5% ao mês mais essa taxa referencial, o que equivale a 6,17% ao ano. Ou seja, o percentual de correção será menor.

Também fica abaixo da inflação, que está em 10,67% no acumulado de 12 meses até outubro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A mudança na regra foi feita em 2012 no governo Dilma Rousseff. A Poupança mudaria rendimento menor todas as vezes que a Selic ultrapassasse 8,5% ao ano. Foi tomada para reduzir a atratividade do investimento em relação a outros de renda fixa, como o Tesouro Direto –usado para financiar as contas do governo.

Os juros estão em 7,75% ao ano. A Caderneta rende 5,425% ao ano nesse patamar.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já disse que a autoridade monetária estuda mudanças para a Poupança. Não deu detalhes.

A alta dos juros serve para controlar a inflação, que segundo projeções, ficará acima das metas de 2021 e 2022. Eis as apostas dos analistas e os respectivos objetivos inflacionários:

  • 2021: 10,18% (meta de 3,75%);
  • 2022: 5,02% (meta de 3,5%).

HISTÓRICO DE RENTABILIDADE

Segundo o Minhas Economias, a rentabilidade da Poupança em 2021 foi de 2,94% ao ano. O percentual voltou a subir no ano depois de 4 anos de quedas anuais. Em 2020, a taxa foi de 2,11%. Na época, a Selic chegou a mínima histórica de 2% ao ano.

Como já estamos em dezembro, a rentabilidade da Poupança para 2021 já está calculada por completo. O rendimento foi de 0,44% em novembro e dezembro.

ESTOQUE DA POUPANÇA

A Caderneta de Poupança tem R$ 1,02 trilhão de recursos em estoque, segundo dados do BC de novembro. Já teve mais: o recorde foi em julho, quando somou R$ 1,035 trilhão.

No mês passado, houve a saída líquida de R$ 12,38 bilhões.

Fonte: poder 360.

Eleição de 2022 antecipa disputa entre deputados por vaga no TCU

Ao menos 7 deputados têm os nomes citados como possíveis substitutos da ministra Ana Arraes no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ela faz 75 anos, e se aposenta, só em julho. Mas a Câmara deverá antecipar a escolha de quem a substituirá em fevereiro, preferencialmente antes do Carnaval.

O motivo são as eleições de 2022. Com a escolha mais cedo, quem for derrotado terá tempo para organizar sua campanha à reeleição como deputado –essa votação é em outubro.

Se a definição ficar para os meses seguintes, os concorrentes correm o risco de precisar fazer campanha dupla: eleitoral e pelo TCU.

Os deputados Jhonatan de Jesus(Republicanos-RR) e Soraya Santos (PL-RJ) são os atuais favoritos. Ambos têm o apoio de seus respectivos partidos. Soraya conseguiu votos na bancada feminina, que tem 78 integrantes.

Aliados de Jhonatan afirmam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu apoiá-lo no páreo. Os de Soraya dizem que o compromisso foi com ela.

Também é apontado como provável candidato o deputado Fábio Ramalho(MDB-MG). Ele, porém, correria por fora.

O deputado Hugo Leal (PSD-RJ) também tem o nome citado. Ele, porém, teria sinalizado que topa apoiar outro candidato.

O Poder360 apurou que Luis Tibé (Avante-MG) e Hélio Lopes (PSL-RJ), mais conhecido como Hélio Negão, também querem a vaga.

Por fim, circula o nome de Elmar Nacimento (DEM-BA). Ele, porém, nega que esteja interessado na cadeira de Ana Arraes.

Há uma disputa semelhante, mas paralela, no Senado. Kátia Abreu (PP-TO), Antonio Anastasia (PSD-MG) e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) querem a vaga de Raimundo Carreiro no TCU.

Ele será embaixador em Portugal. A favorita para ocupar sua vaga na Corte é Kátia Abreu.

A corrida não é a mesma porque cada Casa tem uma cadeira no Tribunal. Nos 2 casos, a votação é secreta.

fonte: Poder 369

Rede Globo teme dor de cabeça com processos judiciais de 17 mil ex-funcionários

 


Por causa da criação do “Uma Só Globo”, que reuniu todas as empresas do grupo, a emissora viu o número de disputas judiciais trabalhistas explodirem. São 17.201 processos, somando os da Justiça do Trabalho com os da esfera cível. Desde 2017, quando o projeto de unificação começou, foram mais de 4 mil novas ações protocoladas por ex-funcionários.

O volume de petições no período é acima do normal. A Globo pode ter um grande problema para resolver nos próximos dois anos, quando a maioria destes casos devem ser julgados. A emissora informa que monitora de perto o que poderá acontecer.

O levantamento foi feito pelo Notícias da TV nos últimos 45 dias. A grande maioria dos processos foi movida por ex-profissionais de diversas áreas que foram demitidos. O pedido mais frequente nas ações é para comprovação de vínculo empregatício por quem era contratado como PJ (pessoa jurídica).

Neste modelo, o acordo de prestação de serviços estabelecido é entre uma empresa e uma pessoa que tem um CNPJ, ou seja, que também é uma empresa. Isso quer dizer que, na prática, a relação comercial está sendo realizada entre dois negócios, ainda que o prestador de serviço seja uma única pessoa, como acontece nestes casos. O contratado costuma ganhar mais dinheiro e pagar menos impostos, mas não tem benefícios trabalhistas.

Muitos processos também alegam acúmulo de funções, principalmente no Jornalismo. Um PJ contratado para ser repórter e editor, por exemplo, alegava trabalhar ainda como produtor sem ganhar a mais pela nova função.

O valor dos pedidos e de condenações que a Globo já sofreu variam bastante, de R$ 30 mil a R$ 2,9 milhões. A sentença depende de cada situação. Muitos processos ainda serão avaliados, o que pode criar um problema bilionário para a emissora resolver no médio prazo.

O advogado trabalhista Juliano Santana confirma à reportagem que a Globo pode ter problemas: “A quantidade de processos impressiona até mesmo para uma empresa do tamanho da Globo. A depender do número de condenações, a empresa precisa se preparar e equalizar gastos para cumprir os seus compromissos”.

Procurada pela coluna para se posicionar sobre seus problemas na Justiça do Trabalho, a emissora enviou a seguinte nota após a publicação: “A matéria embaralha ações trabalhistas e cíveis de várias naturezas e chega a um número que nem de longe corresponde à realidade – o número real é muito inferior. Assim como qualquer grande empresa, a Globo tem ações judiciais em curso. Não comentamos detalhes sobre processos judiciais, mas podemos garantir que nosso o volume de ações é compatível com o tamanho da empresa e que o acompanhamento das contingências é feito seguindo as melhores práticas do mercado”.

Por Notícias da TV

Fonte: seridó 360