
Trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Norte realizam, na manhã desta segunda-feira (14), um protesto para pressionar pelas negociações de reajuste salarial. A categoria alega que a proposta apresentada pela empresa contempla reajuste de 0,60% de Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e retirada do plano de saúde dos profissionais, os quais pedem, aumento de salário de 100% de INPC e manutenção do plano.
Na semana passada, os Correios pediram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que a greve seja considerada abusiva. A empresa informou, por meio de nota, que “a medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028”.

A greve teve início às 22h da quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo. A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias. A Findect informou que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.
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