
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte executou, nesta quinta-feira (2), a operação “Cavalo de Tróia” para cumprir um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos de idade. Ela é investigada por estelionato eletrônico na modalidade conhecida como “golpe do falso CEO”.
A ação aconteceu em Currais Novos, município que fica no interior do RN. Segundo a investigação, a suspeita teria participado de um esquema de fraude eletrônica internacional conhecido como Business E-mail Compromise (BEC), ou CEO Fraud, em que criminosos se passam por executivos de empresas para induzir funcionários a realizar transferências bancárias.
Criminoso se passou pelo presidente da empresa
De acordo com informações da Polícia Civil, o golpe foi aplicado por meio da plataforma Microsoft Teams. Utilizando um perfil externo com o nome do presidente de uma empresa, o criminoso entrou em contato com uma funcionária e conseguiu convencê-la a realizar quatro transferências via Pix.
As movimentações financeiras somaram aproximadamente R$ 1 milhão, valor que, segundo as investigações, foi depositado em uma conta bancária de titularidade da suspeita presa nesta quinta-feira.
A fraude só foi descoberta no dia 8 de maio deste ano, quando o suposto executivo solicitou novos pagamentos. Ao confirmar a solicitação pelos canais internos da empresa, a vítima constatou que o perfil utilizado pertencia a uma pessoa externa à organização e não ao verdadeiro presidente.
Investigações continuam
Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, bem como ordens judiciais para quebra de sigilos e outras medidas cautelares.
O objetivo foi recolher aparelhos eletrônicos, registros digitais e demais elementos que possam fortalecer as provas e auxiliar na identificação de outros integrantes do grupo criminoso.
A mulher foi presa e encaminhada à delegacia para os procedimentos legais. Em seguida, foi conduzida ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para localizar e responsabilizar os demais envolvidos na aplicação do golpe do “falso CEO”.
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