Juristas renascentistas

Dr. Marcelo Alves Dias

Já faz um bocado de anos, quando das minhas idas ao Recife, que costumo ler/reler no carro (informo que não sou o piloto da ocasião) o livro “Noções de história da filosofia” do padre Leonel Franca (1893-1948). Uma edição de 1944 da Companhia Editora Nacional, mais que surrada, já atacada pelas traças, mas que guardo e degusto com carinho. Um clássico que educou a geração do meu pai. É souvenir de um tempo que ainda luto para não deixar passar.

Numa dessas releituras, uma coisita me chamou a atenção: o preconceito do padre Leonel para com aquilo que chamamos de Renascimento. Segundo ele, “o movimento de ideias, conhecido pelo nome de Renascimento e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antiguidade pagã, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta”. Mais crítico impossível.

Dividindo os renascentistas em grupos (humanistas, helenizantes, naturalistas, céticos), o padre curiosamente aponta a categoria à parte dos “juristas”. Aqui ele até tenta esboçar alguns elogios sobre os doutos de então, mas, ao final, acaba, senão crítico, apresentando pouquíssimo entusiasmo.  

Sobre o italiano Maquiavel (1469-1527) e seu “Il Principe” (1513), o padre afirma ser “a entronização do deus-estado e a proclamação impudente de que o fim justo legitima o emprego de todos os meios”. Tem certa razão, é vero. Acerca do inglês Thomas Morus (1480-1535), aduz ter ele bosquejado um “plano de um estado ideal no gênero da República de Platão”, mas apenas “morreu mártir da fé, sacrificado ao despotismo cismático de Henrique VIII”. Quanto aos alemães, se sobre Althusius (1557-1638) é até elogioso, sobre Melanchton (1497-1560) é crítico, lembrando haver este “ensinado a teoria do direito divino dos reis, pressurosamente acolhida pelos príncipes e soberanos protestantes e vitoriosamente impugnada pelos publicistas católicos, nomeadamente por Suarez e Belarmino”.

Para o padre Leonel, dos “juristas renascentistas”, o que “mais se distinguiu nesta ordem de estudos foi Hugo Grócio, holandês, que além de poesias sagradas e vários trabalhos de teologia e exegese religiosa, escreveu o célebre tratado De jure belli et pacis (1625)”. Para o nosso padre, “Grócio, ao que parece, foi um protestante bem intencionado que trabalhou em reconduzir os seus correligionários ao seio da Igreja católica, na qual veio a falecer”. De toda sorte, ao final, vem o padre com a sua pitadinha ácida: Grócio “por muitos é tido como o fundador do direito internacional moderno. O título é exagerado. Porque, como bem observou Gonzalez, não se encontra em Grócio questão importante que já não houvesse sido amplamente tratada por S. Tomaz, Vitória, Molina, Soto e Suarez. O seu merecimento foi reunir estas questões esparsas num corpo de doutrina, codificando em sistema completo as principais teorias da filosofia social”.

É preciso dar um bom desconto nas opiniões do jesuíta Leonel Franca, por óbvio. De sólida formação intelectual, tanto filosófica como teológica, tomista/neoescolástico, ele era também um polemista, sobretudo em contradita aos chamados cristãos protestantes. Foi também integralista. Mas… “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” (João, 8:7).

De minha parte, com todo respeito ao culto padre, ficaria muito feliz em ser chamado de “jurista renascentista”.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Mulher cria perfil fake, descobre traição do marido e grava ele indo ao encontro da amante que nunca existiu; veja vídeo

Uma mulher decidiu criar um perfil falso nas redes sociais para testar a fidelidade do marido. O que começou como uma tentativa de descobrir se ele manteria contato com outra mulher acabou revelando que o companheiro estava disposto a marcar um encontro com a suposta amante.

Após algumas conversas pelo perfil fake, o homem teria combinado de encontrar a mulher que acreditava estar por trás da conta. A esposa, então, acompanhou a situação e gravou o momento em que ele saiu de casa para ir ao encontro.

O detalhe que tornou o caso ainda mais surpreendente é que a suposta amante nunca existiu: o perfil havia sido criado pela própria esposa. O episódio viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões sobre a estratégia usada para descobrir uma possível traição.

[VÍDEO] Acidente na Via Costeira na última sexta (31), deixou idoso que fazia caminhada gravemente ferido; motorista apresentava sinais de embriaguez

Na última sexta-feira (31), um motorista derrubou um poste e interditou uma das vias na Via Costeira. Na ocasião o veículo envolvido também pegou fogo.  O acidente também atingiu idoso que caminhava, deixando o mesmo ferido gravemente

O poste derrubado pelo condutor do veículo atingiu o senhor Raimundo Dias de Souza que fazia sua caminhada matinal. Segundo informações de uma neta do idoso, ele encontra-se lutando pela vida, internado no Hospital Walfredo Gurgel, em estado grave.

Motorista apresentava sinais de embriaguez

O condutor do veículo que provocou o acidente apresentava sinais de embriaguez. Não há ainda confirmação se ele realizou teste de alcoolemia. As imagens mostram um homem de camisa e bermuda preta sendo contido por funcionários de um hotel e outras pessoas que passavam pelo local no momento do acidente. Segundo relatos, ele estaria tentando se evadir do local.

Família de vítima faz apelo

A família do Sr. Raimundo, vítima do acidente fez um apelo: “Mais do que registrar o ocorrido, nossa família faz um apelo público para que o caso seja usado como um alerta urgente e necessário sobre o perigo devastador de beber e dirigir, uma irresponsabilidade que destrói vidas inocentes na nossa cidade.”

Veja o vídeo abaixo!

A força de Nilda tem um nome

Ex-candidata a prefeita, professora Nilda defende CPI da Saúde em Parnamirim
Foto: Reprodução

Que força é essa que faz uma mulher permanecer de pé, mesmo diante de tantas injustiças, ataques e dores pessoais e familiares? Que força é essa que a faz seguir trabalhando quando muitos esperavam vê-la desistir?

Essa mulher é a professora Nilda Cruz, prefeita de Parnamirim.

Infelizmente, ainda há quem insista em julgar pessoas pela cor da pele, pela origem humilde ou pela condição social. Mas a história já mostrou inúmeras vezes que o preconceito revela muito mais sobre quem discrimina do que sobre quem é discriminado.

Nilda não chegou ao cargo de prefeita por acaso. Sua trajetória foi construída com muito trabalho, renúncia e perseverança. Antes de ocupar o mais alto cargo do Poder Executivo municipal, foi empregada doméstica, servindo nas casas das famílias mais ricas da cidade. Conheceu de perto as diferenças sociais, enfrentou dificuldades que muitos jamais experimentarão e fez da educação o instrumento capaz de transformar sua realidade e abrir novos caminhos.

Sua ascensão não foi fruto de privilégios, mas de esforço, disciplina e da convicção de que o conhecimento é capaz de mudar destinos.

Ao assumir a Prefeitura de Parnamirim, encontrou uma administração marcada por problemas estruturais, dificuldades financeiras e desafios que colocariam à prova qualquer gestor. Em vez de procurar culpados ou esconder a realidade, decidiu enfrentar os problemas com transparência.

Prestou contas à população, registrou as dificuldades encontradas e buscou apoio onde fosse necessário. Viajou a Brasília, reuniu-se com parlamentares e ministros e defendeu com firmeza os interesses de Parnamirim, especialmente nas áreas mais sensíveis, como a saúde pública, que há anos necessitava de atenção e investimentos.

Governar nunca foi uma tarefa simples. Governar sendo mulher, negra e de origem humilde torna o desafio ainda maior em uma sociedade onde o preconceito, muitas vezes, insiste em caminhar ao lado da política.

Não é aceitável que críticas políticas sejam substituídas por ataques pessoais, preconceituosos ou discriminatórios. O debate público deve ser feito com argumentos, ideias e resultados, jamais com ofensas relacionadas à cor da pele ou à origem de alguém.

Nilda tem demonstrado que sua resposta não está nas palavras agressivas, mas no trabalho. Com serenidade, firmeza e disposição para corrigir rumos quando necessário, segue administrando a cidade sem perder a humildade que sempre marcou sua história.

Sua caminhada inspira porque prova que ninguém deve ser limitado pelo lugar de onde veio, mas reconhecido pelo que constrói ao longo da vida.

A história de Nilda Cruz é a história de milhares de brasileiras que venceram barreiras sociais, enfrentaram o preconceito e conquistaram seu espaço com dignidade.

E, para quem pergunta de onde vem tanta força, a resposta talvez seja a mais simples de todas.

Essa força tem um nome, Jesus de Nazaré.

É na fé que ela encontra coragem para continuar. É na esperança que renova suas forças. E é no compromisso com o povo de Parnamirim que encontra motivos para seguir em frente, acreditando que nenhuma injustiça será maior do que a verdade, o trabalho e a dignidade.

Cadu de Lula reúne apoio de prefeitos de três das quatro maiores cidades do Seridó

O projeto político liderado por Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, está cada vez mais forte, e a região Seridó é prova disso. Prefeitos de três das quatro maiores cidades da região apoiam a candidatura de Cadu para governador.

Em Currais Novos, o prefeito Lucas Galvão lidera o segundo maior município seridoense e é um dos gestores da região que compartilham da ideia de que Cadu é o melhor para o RN. O apoio é refletido nas ruas curraisnovenses sempre que o candidato visita a cidade.

Em seguida, liderando Parelhas, o terceiro maior município do Seridó, o prefeito Dr. Tiago Almeida também escolheu Cadu para governar o Rio Grande do Norte. A cada reunião esse apoio se mostra mais forte, com o grupo político de Tiago caminhando junto e fortalecendo o projeto na cidade.

Em Jucurutu, o quarto maior município da região, o prefeito Iogo Queiroz compartilha do mesmo pensamento dos colegas seridoenses, e acredita que Cadu é o melhor nome para liderar o estado, substituindo a governadora Fátima Bezerra e fazendo o RN seguir avançando ainda mais.

A força de Cadu no Seridó não se limita aos três municípios. O candidato de Lula e Fátima reúne apoio em todos os municípios, seja com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores ou outras lideranças políticas que compartilham o desejo de fazer o melhor por suas cidades, pelo Seridó, e pelo Rio Grande do Norte.