A Prefeitura de Extremoz realiza nesta quarta-feira, 8 de outubro, uma grande ação em alusão ao Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao combate ao câncer de mama e do colo do útero. A programação terá início às 14h, na Praça da Estrela do Mar, e reunirá diversos serviços gratuitos voltados à saúde da mulher, lazer e qualidade de vida.
A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Assistência Social, com o objetivo de integrar as políticas públicas do município em torno do cuidado com a mulher extremozense.
Durante o evento, o público feminino terá acesso ao Caminhão da Saúde com consultas ginecológicas, mamografias, exames preventivos, entre outros.
A Secretaria de Esportes, sob coordenação do secretário Pablo Sales, terá participação ativa na ação, mobilizando mais de 30 polos esportivos do município. As equipes estarão reunidas para promover atividades físicas, apresentações e momentos de integração.
“Entre as ações programadas estão aulas de dança, ginástica e Fit Combate, modalidades que, além de estimular o exercício, atuam no combate à depressão, à ansiedade e ao sedentarismo, contribuindo para a socialização e prevenção de doenças como diabetes e hipertensão. Entendemos que o esporte é um instrumento de transformação e saúde e por isso estamos reforçando a importância do movimento e do autocuidado para as mulheres”, destacou o secretário Pablo Sales.
A ação contará ainda com palestras educativas, orientações preventivas e atividades recreativas, num espaço de acolhimento, informação e autocuidado para mulheres de todas as idades.
Em alusão ao Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama, o presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Dr. César Maia e a presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres e vice-presidente da Casa Legislativa, vereadora Rárika Bastos, receberam, nesta quinta-feira (02), o secretário de Saúde do município, Lealdo Pezzi, para uma reunião de alinhamento sobre o funcionamento de um mamógrafo nas unidades de saúde de Parnamirim.
Segundo a presidente da Frente Parlamentar, o equipamento já foi adquirido e agora, no mês de outubro, serão realizadas visitas institucionais para acompanhar o baritamento (blindagem de ambientes onde é utilizado equipamentos emissores de radiação) da sala. “Esta reunião dá início ao esforço coletivo da Câmara Municipal de Parnamirim para a implantação do equipamento e alcance do serviço para a população”, afirma Rárika Bastos.
Na manhã desta terça-feira (30/09), o Secretário Municipal de Saúde, Lealdo Pezzi de Araújo (nomeado em 25/07/2025), participou da 100ª sessão ordinária desta Casa Legislativa, para prestar esclarecimentos acerca de assuntos de interesse público relacionados à saúde municipal.
A presença do secretário ocorreu por meio do Requerimento Legislativo nº. 315/2025, da Comissão Permanente de Saúde. Ao longo de mais de duas horas, ele falou sobre situação e disponibilidade dos insumos médicos, organização e funcionamento dos transportes sanitários, condição de frota de ambulâncias e operação.
Durante sua fala, Lealdo Pezzi destacou os desafios no funcionamento do sistema de saúde, como a necessidade de contratos emergenciais e os processos de licitação. Ainda assim, em suas palavras, alegou que a equipe continua empenhada em garantir o melhor atendimento à população de Parnamirim.
Setembro é dedicado ao tema da prevenção ao suicídio, que é uma data debatida mundialmente desde 2003. Pensando em juntar forças para somar nessa luta, a Câmara Municipal de Parnamirim realizou nesta quinta-feira (25), uma programação voltada para o público interno da Casa, com o tema Conscientização e Autoconhecimento.
As atividades tiveram início com um momento de ginástica laboral, contando com a presença de um educador físico. O evento também contou com a oficina “Alimentação e Humor”, ministrada pela nutricionista Tatiana Gaeta, buscando debater os impactos que sua dieta pode ter na sua saúde mental.
Após a oficina, houve um momento de meditação guiada por Karine Alves, seguido por uma palestra sobre o Setembro Amarelo, ministrada pelo psiquiatra Marco Túlio.
“Todas as atividades foram voltadas para o público interno e buscam promover um momento de conscientização e autocuidado, um compromisso firmado pela Câmara de Parnamirim com seus servidores”, informou a coordenadora do evento Kelly Alves.
Órgão era incompatível com tipo sanguíneo do receptor. Hospital abriu investigação interna e diz acompanhar estado de saúde do paciente.
Um paciente recebeu por engano um rim destinado a outra pessoa durante um transplante no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal.
Segundo o hospital, a troca ocorreu porque os dois pacientes tinham nomes parecidos. O homem operado equivocadamente recebeu um rim incompatível com o seu tipo sanguíneo, apresentou reação adversa, foi levado para a UTI e precisou ter o órgão retirado.
O paciente que era o receptor correto perdeu a oportunidade de receber o rim e continua na fila de espera do SUS. Não há previsão de quando ele será chamado para um novo transplante.
Em nota, o HUOL informou que abriu um procedimento interno para apurar responsabilidades, com prazo de até 60 dias para conclusão.
A instituição afirmou também que está acompanhando o estado de saúde do paciente que recebeu o rim errado e oferecendo apoio psicológico à família.
Segundo o hospital, os órgãos competentes foram notificados imediatamente após o ocorrido.
O Hospital Universitário Onofre Lopes pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e é referência em transplantes de rim e córnea desde 1998. Ao todo, mais de 850 procedimentos desse tipo já foram realizados no hospital.
Apesar de existirem protocolos para conferência de compatibilidade entre órgão e receptor, o transplante seguiu adiante com um rim incompatível. O erro só foi identificado após a reação do paciente operado.
Nota do HUOL
O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL-UFRN/Ebserh) informa que está apurando com rigor a ocorrência ocorrida em um procedimento de transplante renal. Todas as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, incluindo a notificação junto aos órgãos competentes, o acompanhamento clínico integral do paciente, suporte psicológico a familiares e a abertura de processo interno para apurar responsavelmente toda a cadeia de eventos relacionados a este transplante, com previsão de conclusão em 60 dias.
O paciente encontra-se estável, internado no hospital, em ambiente de enfermaria.
Desde 1998, o HUOL é referência no Rio Grande do Norte e no Brasil em transplantes de rim e de córnea, tendo realizado 854 procedimentos ao longo de sua trajetória, com uma equipe qualificada em tratamentos de alta complexidade.
Produtos não podem ser fabricados nem comercializados – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os lotes do café torrado e moído extraforte e do café tradicional da marca Câmara, de empresa desconhecida, além de proibir a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso do produto.
Em nota, a Anvisa informou que a medida foi tomada depois que uma portaria da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do estado do Rio de Janeiro confirmou a origem desconhecida do produto. As empresas indicadas como fabricantes na embalagem, segundo a agência, não estão regulares.
De acordo com o comunicado, laudo de análise emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, do Rio de Janeiro, encontrou fragmentos de corpo estranho, semelhantes a vidro, no lote de número 160229 do café. “Todas as unidades e lotes do café estão proibidos”, reforçou a Anvisa.
Suplemento
A Anvisa determinou ainda o recolhimento de todos os alimentos, incluindo suplementos alimentares, fabricados pela empresa Axis Nutrition Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. A comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso também foram suspensos.
Segundo a agência, a medida foi tomada após inspeção sanitária realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, que verificou “falhas graves nas boas práticas de fabricação de alimentos pela empresa”.
Dentre as irregularidades listadas pela Anvisa estão:
– ausência de responsável técnico legalmente habilitado;
– falhas no controle de qualidade e segurança de água potável;
– ausência de registros das operações e fluxo de produção cruzado para as operações realizadas;
– falta de precisão no Programa de Controle de Alergênicos;
– ausência de rastreabilidade dos produtos e das matérias-primas usadas;
– falhas nos critérios de seleção das matérias-primas;
– ausência de controle de qualidade e de estudos de estabilidade dos produtos acabados.
Por fim, a agência determinou a apreensão de todos os lotes do produto Whey Isomix Definition da marca Proteus, da fabricante Nutrimix A. Suplementos SLU. Com isso, o produto está proibido de ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e usado.
Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada depois que a empresa Unlimited Alimentos e Suplementos SLU Ltda., verdadeira responsável pelo Whey Isomix Definition da marca Proteus, comunicou que a fabricação do suplemento foi interrompida desde o início de 2024.
“A empresa informou também que não possui nenhuma relação com a Nutrimix A. Suplementos SLU, empresa descrita em algumas embalagens do produto disponível no mercado”, destacou o comunicado.
Denúncias
A agência alertou que produtos irregulares não oferecem garantia de qualidade, segurança e eficácia, representando sérios riscos à saúde. “Por isso, a Anvisa não recomenda a sua utilização. Tais produtos podem ser denunciados à Agência, através da Ouvidoria ou da Central de Atendimento (0800 642 9782)”.
A Prefeitura de Parnamirim realizou nesta quarta-feira (24), no auditório da Escola Municipal Augusto Severo, o 1º Fórum Municipal sobre Saúde Mental Infantojuvenil. O evento teve como objetivo promover um espaço de diálogo e reflexão entre o poder público e a sociedade civil para fortalecer a rede de proteção e o atendimento psicossocial no município.
O Fórum foi organizado pelas Secretarias de Educação (SME) e de Assistência Social (SEMAS). As discussões realizadas vão contribuir para a construção coletiva de estratégias em políticas públicas que resultarão em um Plano de Saúde Mental voltado à promoção, prevenção e cuidado de crianças e adolescentes em Parnamirim.
Na abertura, a prefeita Nilda Cruz parabenizou os envolvidos na organização e destacou os avanços já conquistados na área. “Estamos cientes dos desafios, mas trabalhando para mudar a realidade e garantir os direitos das crianças e adolescentes. Na educação, já realizamos em apenas oito meses mais de 20 encontros de formação continuada. Na saúde, encontramos sérias dificuldades na saúde mental: o CER estava prestes a ser desabilitado, mas conseguimos reverter, estamos com cerca de 95% da equipe completa, a piscina terapêutica em funcionamento, criando a ala auditiva e garantimos transporte adequado para os pacientes. No CAPS, que estava há mais de um ano sem psiquiatra, hoje já são realizados mais de 120 consultas”, ressaltou.
Também participaram do evento as secretárias de Educação, Eliza Toscano, e de Assistência Social, Fativan Alves; a vereadora Rafaela de Nilda, representando a Câmara; além de representantes da Promotoria da Infância e Juventude, do Conselho Tutelar e do CONDICA.
A programação contou ainda com apresentação musical do Coral da SEMAS e uma homenagem do aluno Lucas Gabriel, da Escola Municipal Ivanira Paizinho, que emocionou o público ao declamar um cordel de sua autoria em homenagem à prefeita, ressaltando seu trabalho na área de saúde mental.
Confira os cinco eixos temáticos de discussão do Fórum:
Eixo 1: Transtornos emocionais na infância. Eixo 2: Papel da escola na saúde mental. Eixo 3: Família e vínculo afetivo. Eixo 4: Prevenção da violência psicológica. Eixo 5: Políticas públicas e funcionamento da rede de apoio.
Buscando ampliar a rede de proteção contra a raiva e outras doenças em animais domésticos do município, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da SESAD, aplicou no último sábado (20), um total de 2.352 vacinas na pré-campanha de vacinação antirrábica, que iniciou ainda no mês de agosto.
Vacinar os cães e gatos contra a raiva não é apenas uma forma de proteger a saúde dos animais, mas também de garantir a segurança de toda a família, já que a raiva é uma doença grave que pode ser transmitida aos seres humanos. Manter a caderneta em dia assegura mais qualidade de vida aos pets e contribui para que a cidade fique livre dessa ameaça.
No próximo sábado (27) acontece o “Dia D” da vacinação, com equipes em todos os bairros. Em breve, serão divulgados os pontos de atendimento.
A população também pode levar seu pet para ser vacinado na sede da UVZ, que fica localizada na Rua Parque da Tijuca, no bairro de Cajupiranga. Para mais informações, a população pode entrar em contato através do telefone: (84) 3644-8185.
Uma ação da gestão que reforça o compromisso em promover maior qualidade de vida e saúde pública para todas as famílias parnamirinenses e seus bichinhos de estimação.
A insônia é a dificuldadepara iniciar ou manter o sono, independente de gênero ou idade. Ela tem sido mais comum em crianças e adolescentes| Foto: Alex Régis
Durante a madrugada, milhares de crianças que deveriam estar dormindo rolam na cama. Irritadas, desafiam a paciência dos pais exaustos, que tentam embalar um sono que teima em não chegar. A insônia infantil, distúrbio ainda pouco discutido fora dos consultórios, preocupa especialistas e representa um obstáculo ao desenvolvimento saudável agravado pela falta de rotina nas famílias e uso de eletrônicos.
Conforme o médico do sono e psiquiatra Bruno Lacerda, a insônia é a dificuldade para iniciar, manter ou despertar precocemente do sono, independente de gênero ou idade. “A diferença clínica que a gente observa entre as faixas etárias é porque na criança, em geral, ela fica mais irritadiça. No adulto, no idoso, a gente observa mais sonolência, mais fadiga. Para a criança, o mais comum é observar a criança mais irritada a princípio”, explica.
A insônia comportamental da infância (ICI) é o distúrbio do sono mais comum em crianças. “Isso ocorre tanto pela falta de limites, que os pais não impõem, como principalmente pela presença dos dispositivos eletrônicos”, diz Bruno Lacerda. Na insônia há um componente genético: “Geralmente os pais ou familiares possuem uma tendência genética à insônia. Mas o que contribui para a cronificação são, principalmente, os maus comportamentos e o ambiente”, afirma.
Segundo o especialista, o número de casos de insônia infantil tem aumentado devido à ausência de limites. “Depois da revolução tecnológica, com a presença do celular, que trouxe várias ferramentas num único aparelho, os pais passaram a deixar as crianças mais tempo nesses dispositivos, pois viram uma forma de acalmá-las”, alerta.
A quantidade de sono necessária varia ao longo da vida: recém-nascidos precisam de muitas horas para o desenvolvimento adequado do corpo e do cérebro. O sono dos recém-nascidos é naturalmente polifásico, ou seja, distribuído em vários períodos ao longo do dia e da noite.
Um bebê pode dormir até 16 horas por dia. “Com o passar do tempo, isso vai diminuindo. Até os 6 anos, mais ou menos, a criança começa a ter um sono semelhante ao do adulto, com maior número de horas concentradas à noite”, explica o médico especialista em sono.
Na adolescência, a demanda por sono aumenta devido a mudanças hormonais. Em geral, os adolescentes precisam de cerca de 9 horas de sono por noite, um fator que se reflete diretamente no rendimento escolar e no desempenho cognitivo. Conforme o médico, fatores comportamentais dessa fase agravam a qualidade do sono: “O adolescente ele já quer ter a sua independência, aí é que ele se coloca mesmo à frente dos dispositivos eletrônicos. Muitas vezes dorme tarde, o que faz com que atrase a fase do sono dele”.
Os aparelhos eletrônicos atrapalham o sono por emitirem luz que engana o cérebro, indicando que ainda é dia e inibindo a produção de melatonina, hormônio que induz o sono. “A gente consegue ritmar o corpo com o claro e o escuro. Se você se expõe logo cedo ao sol, suprime a produção de melatonina e começa a despertar mais cedo”, explica.
Bruno Lacerda: insônia infantil tem aspectos genéticos| Foto: Alex Régis
A exposição à luz artificial durante a noite pode atrasar a fase do sono e alterar o ritmo biológico. Para evitar esses efeitos negativos, Bruno Lacerda recomenda que aparelhos eletrônicos sejam evitados pelo menos uma hora antes de dormir. Além disso, ele sugere criar uma rotina relaxante para dormir, válida para todas as idades: “O ideal é o banho morno e a leitura. A leitura é uma ‘trapaça mental’ para não pensar em problemas e evitar a ansiedade para dormir”.
Para crianças, a recomendação é que os pais leiam livros de histórias. Criar um ambiente com luz quente, música calma e atividades tranquilas são estratégias simples e eficazes para melhorar a qualidade do sono.
Impactos na vida da família
Katie Almondes, psicóloga do Hospital Universitário Onófre Lopes (HUOL/UFRN), especialista em sono, chama atenção para sinais que indicam dificuldades mais profundas no sono infantil. “Quando os pais percebem que a criança resiste a ir para a cama, tem dificuldade para iniciar o sono sem a presença do cuidador, já ficamos atentos a possíveis alterações do sono”, destaca.
Além disso, a psicóloga ressalta que as alterações no sono infantil podem se manifestar durante o dia, por meio de mudanças comportamentais e no nível de energia. Crianças normalmente têm muita disposição, mas a sonolência fora dos horários habituais, especialmente recorrente pela manhã ou no meio da tarde, pode indicar sono insuficiente ou de má qualidade. Alterações como irritabilidade, cansaço, choro fácil, dificuldade de atenção e concentração são sinais importantes para os pais perceberem que o sono da criança está prejudicado.
Hábitos parentais, como permitir que a criança durma no quarto dos pais, influenciam negativamente. “A criança se acostuma com esse ambiente e depois tem dificuldade para dormir no próprio quarto, sozinha ou sem a presença dos pais”, explica a psicóloga. Ela também destaca a ansiedade relacionada à resistência em ir para a cama sozinha, gerada por hábitos dos pais que reforçam a insegurança da criança. Além disso, ansiedade, estresse e depressão podem estar relacionados a alterações no sono, pois geralmente cursam com algum distúrbio do sono.
O tratamento da insônia infantil envolve uma abordagem não farmacológica que inclui a criança e os pais, pois muitas vezes comportamentos disfuncionais são reforçados pela família. “A insônia é chamada de insônia comportamental porque envolve comportamentos disfuncionais das crianças, reforçados pelos pais. A intervenção é feita por terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a reorganizar o padrão de sono e vigília, tornando os comportamentos mais eficientes e trabalhando crenças dos pais na hora da intervenção para colocar a criança para dormir”, esclarece sobre o papel da psicologia.
Problemas respiratórios e a insônia infantil
O otorrinolaringologista Pedro Cavalcanti destaca que a insônia deve ser avaliada a partir de três pilares: saúde mental, qualidade do sono e o relógio biológico. “Quando chega a determinada hora do dia, dá aquele sono. Tudo isso é marcado no relógio biológico”, explica. Doenças respiratórias são um dos principais fatores que comprometem a qualidade do sono das crianças. “A parte respiratória é um dos principais focos para avaliação, geralmente relacionada à respiração e pressão do ronco”, revela.
Problemas como rinite, sinusite, adenoides aumentados e amígdalas hipertrofiadas podem obstruir as vias aéreas, dificultando a respiração noturna e causando despertares frequentes. “A partir dos dois anos de idade, a criança começa a crescer adenoides e amígdalas, e os roncos podem surgir. Quando a criança entra na escola, esse momento é essencial para observar o que está acontecendo”, explica.
Pais devem observar sinais como roncos, respiração ruidosa e chiados, indicativos de dificuldades respiratórias que interferem na qualidade do sono. Condições como apneia do sono, caracterizadas por pausas respiratórias durante o sono, podem agravar o quadro, causando sono fragmentado e não reparador.
Sintomas como respiração barulhenta, inquietação excessiva à noite, sonambulismo ou terrores noturnos podem estar relacionados a essas dificuldades respiratórias. “Se está começando a roncar, tem que ver o que está acontecendo. Se é um adenoide aumentado ou alergia. Geralmente a partir dos dois anos de idade é o principal fator de alerta”, explicou Cavalcanti.
Outros distúrbios do sono também são comuns em crianças: “É muito comum a criança, por exemplo, entre quatro a seis anos, começar a ter às vezes, ou um terror noturno, ou um sonambulismo — nesses casos, é até natural que ocorra. Normalmente, um terço das crianças, em algum momento, vai apresentar um caso de sonambulismo”, disse.
A avaliação médica é fundamental para identificar problemas físicos que prejudicam o sono e, em alguns casos, pode ser necessário tratamento clínico para restaurar a qualidade do sono. “A gente tem que ter um cuidado de ver se a rotina da casa está ok, se os pais estão tendo os cuidados que são para ter. E muitas vezes, não é nem a criança que é o problema, mas a casa mesmo”, defendeu.
A pressão arterial considerada de risco no Brasil mudou de patamar. Uma nova diretriz endossada por três sociedades médicas passa a enquadrar como pré-hipertensão valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica).
O documento foi divulgado nesta quinta-feira (18) no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia. Ele foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).
Antes vistos como “normais limítrofes”, esses números agora exigem atenção médica. O objetivo da reclassificação é reforçar a prevenção: nessa fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, os médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, dependendo do risco do paciente, podem até receitar o uso de medicamentos.
A mudança vai ao encontro de novas diretrizes internacionais divulgadas no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2024. À época, a pressão 12 por 8 passou a ser classificada como “pressão arterial elevada” nos padrões europeus.
Meta de tratamento
Aqui no Brasil, outra mudança importante é a meta de tratamento. Até agora, aceitava-se que manter a pressão a partir de 14 por 9 (140/90 mmHg) era suficiente. A nova diretriz endurece a recomendação: o alvo passa a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg) para todos os hipertensos, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.
Segundo os autores da nova diretriz, o limite mais baixo é fundamental para reduzir riscos de complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Nos casos em que o paciente não tolera reduções tão intensas, a orientação é buscar o nível mais baixo possível dentro da segurança clínica.
Risco cardiovascular global
Pela primeira vez, o relatório estabelece que não basta controlar apenas os números da pressão. O foco agora é reduzir também o risco cardiovascular global.
Foi incorporado o escore PREVENT, que calcula a chance de um paciente sofrer um evento cardiovascular em dez anos. O cálculo leva em conta variáveis como obesidade, diabetes, colesterol alto e lesões já instaladas em órgãos-alvo, como rins e coração.
A partir desse resultado, médicos devem adotar condutas mais intensas para quem está em alto ou muito alto risco, aproximando o cuidado da chamada medicina de precisão.
SUS em pauta
Pela primeira vez, a diretriz dedica um capítulo exclusivo ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão reflete a realidade brasileira: cerca de 75% dos pacientes hipertensos são acompanhados na rede pública.
O texto adapta recomendações às condições do SUS, com foco na atenção primária. Entre as orientações, estão: priorizar medicamentos já disponíveis na rede, garantir protocolos de acompanhamento multiprofissional e estimular monitoramento com MAPA (monitorização ambulatorial) e MRPA (monitorização residencial), quando possível.
A ideia é oferecer um guia prático e aplicável para médicos e enfermeiros da rede básica, ajudando a reduzir desigualdades regionais e a melhorar o controle da pressão em todo o país.
Outro capítulo inédito do documento traz orientações voltadas à saúde feminina, reconhecendo que há fases de maior vulnerabilidade para a hipertensão.
Anticoncepcionais: a diretriz recomenda medir a pressão antes da prescrição e monitorar regularmente durante o uso.
Gestação: medicamentos considerados seguros, como a metildopa e alguns bloqueadores de canais de cálcio (nifedipina de longa duração, amlodipina), devem ser priorizados em gestantes hipertensas.
Peri e pós-menopausa: fases em que a pressão tende a subir, exigindo acompanhamento mais próximo.
Histórico gestacional: mulheres que tiveram hipertensão na gravidez precisam de acompanhamento de longo prazo, já que esse histórico aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro.
Outras recomendações práticas
O documento reforça, ainda, medidas já conhecidas, mas fundamentais:
Mudanças no estilo de vida: perda de peso, redução do sal, aumento de potássio na dieta, padrão alimentar DASH e prática regular de atividade física.
Tratamento medicamentoso: para a maioria dos pacientes, a recomendação é começar com associação de dois medicamentos em baixa dose, preferencialmente em um único comprimido. As classes mais indicadas incluem diuréticos tiazídicos, inibidores da ECA, bloqueadores de receptores de angiotensina e bloqueadores de canais de cálcio.
Populações específicas: a meta de 13×8 (<130/80 mmHg) também vale para pacientes com diabetes, obesidade, insuficiência renal, doença arterial coronariana e após AVC.
Hipertensão atinge ⅓ dos brasileiros
A hipertensão é silenciosa, mas responde pela maioria dos infartos e AVC no Brasil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, 27,9% dos adultos brasileiros convivem com a doença — e apenas um terço tem a pressão realmente controlada.
Com a reclassificação, as metas mais rígidas e a inclusão de protocolos específicos para o SUS e para as mulheres, milhões de brasileiros podem passar a ser considerados em risco. O desafio, agora, é transformar as recomendações em prática diária, tanto nos consultórios privados quanto nas unidades de saúde pública.
A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza neste sábado (20) o Dia “D” de vacinação antirrábica. Ao todo, serão disponibilizados 24 pontos para ação, que ocorrerá das 8h às 17h, em todas as regiões da cidade.
Coordenadora de saúde e bem-estar animal, Ana Liza convoca os tutores de cães e gatos que ainda não imunizaram seus animais contra a raiva para procurarem um dos postos de vacinação e garantir a proteção.
“Quero convidar todos os que têm cães e gatos em casa a partir de três meses para participar do Dia ‘D’ de vacinação contra a raiva. A vacinação vai acontecer em 24 pontos espalhados pela cidade das 8h às 17h. Aguardo todos vocês e vamos exercer a nossa guarda responsável”, convocou a coordenadora.
Ana Liza explica que a raiva é uma doença quase 100% letal e a única forma de prevenção é através da vacina. “Vacinando os nossos pets de forma indireta estamos cuidando também da população. Isso é saúde pública. Aguardo todos vocês neste sábado”, concluiu.
Até o momento, Mossoró vacinou aproximadamente 25 mil animais durante a campanha, que iniciou em julho e se estende até este mês de setembro.
Buscando descentralizar a aplicação e ampliar a proteção dos jovens de 15 a 19 anos contra a HPV e Influenza, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), esteve nesta quarta-feira (17) no IFRN Polo Parnamirim para realizar a vacinação dos alunos e toda a comunidade escolar.
Iniciada no dia 8 de setembro, a campanha de vacinação já alcançou 8 escolas e o IFRN de Parnamirim, com foco para o turno da noite nas escolas e o objetivo de garantir que os alunos possam atualizar a caderneta vacinal, além de descentralizar as aplicações das Unidades de Saúde Básica (UBSs), expandindo também os horários.
Já foram mais de 1.400 doses aplicadas em menos de dez dias de campanha, entre HPV e Influenza, e a estimativa é que até o fim do ano, seja vacinado o maior público de jovens possível, reforçando a importância da proteção contra infecções sexualmente transmissíveis e gripe.
Um novo cronograma, com novos locais, será divulgado em breve pela gestão municipal, buscando promover acesso à saúde pública de qualidade e melhorando a qualidade de vida da população parnamirinense.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim – ASCOM
A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, anunciou a chegada de novos investimentos que irão reforçar áreas estratégicas do município, fruto de articulações realizadas em Brasília.
Ao lado de parlamentares potiguares, a gestora assegurou conquistas que somam milhões de reais e representam avanços significativos para a cidade. Entre os anúncios, está a destinação de R$ 3 milhões obtidos com apoio do deputado federal Robinson Faria, voltados integralmente para o fortalecimento da saúde pública.
Outro importante aporte veio por meio do deputado federal Sargento Gonçalves, que destinou R$ 2 milhões para Extremoz, sendo R$ 500 mil aplicados na saúde e R$ 1,5 milhão em obras de infraestrutura.
Além disso, a prefeita confirmou a parceria com o senador Styvenson Valentim, que garantiu a instalação de uma usina de asfalto e de uma fábrica de blocos intertravados para o município. Essas iniciativas irão ampliar a capacidade de pavimentação urbana, gerar empregos e estimular a economia local.
Segundo Jussara Sales, os resultados são fruto de um trabalho contínuo de articulação e diálogo: “Foram dias intensos de reuniões e luta em Brasília, mas cada conquista reforça nossa missão de cuidar da população de Extremoz. Seguimos firmes, com coragem e esperança, buscando sempre parcerias que transformam a vida da nossa gente.”
Com os novos investimentos, a Prefeitura de Extremoz garante não apenas melhorias imediatas nos serviços de saúde e infraestrutura, mas também abre caminho para um ciclo de desenvolvimento que impactará diretamente a qualidade de vida da população.
A Câmara Municipal de Parnamirim se une a essa campanha para reforçar a importância de falar sobre saúde mental e valorizar cada vida. Falar é um gesto de coragem e ouvir, um ato de cuidado. Não hesite em procurar ajuda ou oferecer apoio a quem está passando por momentos difíceis. Juntos, podemos fazer a diferença.
O CVV – Centro de Valorização da Vida está disponível 24h, oferecendo escuta acolhedora e gratuita pelo número 188.
A prefeita Nilda, em poucos meses de gestão, já vem colhendo frutos quando o assunto é saúde.
Na famosa UPA, que virou o calcanhar de Aquiles de todas as administrações, um ponto de vulnerabilidade já identificado no dia a dia da unidade de pronto atendimento, precisou ser enfrentado com firmeza para ter solução.
Nilda deixou claro para sua equipe: ‘Eu quero solução, pois o problema já existe há anos. Precisamos agir rápido e de forma eficaz para melhorar o atendimento à população’. Para resolver, o caminho foi fortalecer as UBS, capacitando todo o pessoal e criando um fluxo de rápido atendimento, desafogando a UPA de Nova Esperança.
‘Estamos vendo resultados positivos com essas mudanças’, afirmou a prefeita Nilda. ‘A população está sendo atendida de forma mais ágil e eficiente, e isso é o que importa. Queremos continuar melhorando a saúde em Parnamirim.’
A prefeita Nilda está no caminho certo, pois com a gestão eficiente mostra ao cidadão de Parnamirim que é possível fazer o melhor na área de Saúde.