Assalto com reféns é frustrado na Zona Norte de Natal

Foto: PMRN

Um assalto com reféns foi frustrado pela Polícia Militar na noite desse sábado (18), na zona Norte de Natal. A ação ocorreu em uma loja de eletrodomésticos localizada na Avenida Bacharel Tomaz Landim. Equipes da Força Tática do 4º Batalhão, com apoio de viaturas de radiopatrulha, atuaram rapidamente após acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM).

Segundo informações da corporação, os policiais identificaram inicialmente um suspeito em um veículo, que dava suporte à ação criminosa. Essa prática, conhecida como “cavalo”, é comum em roubos organizados. Em seguida, as equipes realizaram uma entrada tática no estabelecimento para conter a situação.

No entanto, durante a intervenção, dois suspeitos que estavam dentro da loja reagiram e efetuaram disparos contra os policiais. Diante da agressão, houve revide imediato. Como resultado, os dois indivíduos foram atingidos e socorridos ao Hospital Santa Catarina.

Assalto com reféns termina com vítimas libertadas

Durante o assalto, cinco pessoas foram mantidas sob ameaça dentro do estabelecimento. Entretanto, após a ação policial, todas as vítimas foram libertadas sem ferimentos. Além disso, os agentes apreenderam duas armas de fogo utilizadas pelos criminosos.

De acordo com a PM, o crime começou no momento do fechamento da loja. Na ocasião, os suspeitos invadiram o local, renderam os funcionários e os obrigaram a deitar no chão enquanto recolhiam diversos produtos. O prejuízo estimado, no entanto, chega a aproximadamente R$ 500 mil.

Por outro lado, a polícia conseguiu recuperar grande parte do material subtraído. Assim, a rápida resposta das equipes evitou maiores danos e garantiu a segurança das vítimas.

Ainda conforme apuração, um dos suspeitos possuía mandado de prisão em aberto por roubo e estava foragido da Justiça. O outro utilizava tornozeleira eletrônica, pois cumpria pena. Já o terceiro envolvido, responsável pelo apoio externo, também tinha antecedentes criminais.

Eleições 2026 e agentes públicos: AGU orienta condutas proibidas

Crédito: © Antonio Augusto/Ascom/TSE

As Eleições 2026 já mobilizam órgãos públicos em todo o país. Neste cenário, a Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou uma cartilha com orientações sobre condutas permitidas e proibidas para agentes públicos durante o período eleitoral. O objetivo, segundo o órgão, é garantir a lisura do processo democrático e evitar irregularidades.

O documento reforça que servidores e gestores devem respeitar os princípios da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Além disso, a cartilha destaca que o uso da máquina pública para favorecer candidaturas é proibido em qualquer circunstância.

Outro ponto importante trata do uso das redes sociais. Conforme a AGU, agentes públicos não podem divulgar, compartilhar ou incentivar a disseminação de informações falsas. Dessa forma, o combate às chamadas fake news se torna prioridade, especialmente devido ao impacto dessas informações no debate público.

Eleições 2026 e regras para agentes públicos

Durante as Eleições 2026, a cartilha também alerta sobre o risco de abuso de poder político e econômico. Por exemplo, autoridades não podem utilizar eventos oficiais como forma de promoção pessoal ou campanha eleitoral. No entanto, a participação em atos políticos só é permitida fora do horário de trabalho.

Além disso, o documento ressalta que mesmo condutas que não configurem crime eleitoral podem ser consideradas infrações éticas. Isso ocorre quando há conflito entre o exercício do cargo público e interesses político-partidários. Assim, a AGU reforça que agentes devem evitar qualquer ação que possa confundir realizações institucionais com promoção pessoal.

A cartilha apresenta orientações práticas para o dia a dia da gestão pública. O material inclui, por exemplo, um calendário com datas importantes do período eleitoral. Também aborda temas como propaganda na internet, que só é permitida a partir de 16 de agosto, e o uso adequado de recursos públicos.

Segundo a AGU, a publicação chega à 11ª edição e busca prevenir irregularidades antes mesmo que elas ocorram. Como resultado, o documento funciona como um guia para decisões mais seguras por parte de gestores e servidores.

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Mossoró segue com limpeza de galerias e canais, mostrando bons resultados

A Prefeitura de Mossoró está dando continuidade aos serviços de manutenção no sistema de drenagem, e os bons resultados já começam a surgir. Um exemplo disso é a avenida Leste-Oeste, na região da Cobal, que mesmo com a chuva forte nas últimas horas não sofreu com alagamentos.

Essas informações mostram que o serviço realizado pela gestão resolveu o problema na região. Segundo a EMPARN e a SEADRU, choveu mais de 60 mm na cidade. O pluviômetro automático no bairro Costa e Silva registrou 60,2 mm, e o manual no Alto da Conceição marcou 48 mm.

Mesmo com muita chuva, a água escoou normalmente. A Prefeitura segue limpando canais e galerias em vários pontos para evitar problemas. A Defesa Civil está de plantão 24 horas. Em caso de necessidade, é só ligar 199.

Confira o vídeo abaixo!

Dos porcos à moderação

Dr. Marcelo Alves Dias

Parte em resposta à fracassada “invasão da Baía dos Porcos” de 1961, parte em contrapartida à presença de mísseis balísticos norte-americanos na Europa (Itália e Turquia em especial), a “crise dos mísseis cubanos” foi um confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética, entre os dias 16 e 28 de outubro de 1962, relacionado à implantação de mísseis balísticos soviéticos em Cuba. Mais do que em qualquer outro momento, chegamos ali muito próximo de um confronto nuclear entre as superpotências da Guerra Fria. Resultado de tensas negociações, um acordo foi alcançado entre os líderes de então, John Kennedy e Nikita Kruschev, dando assim mais um prazo de validade à nossa civilização. Ufa!

Sobre a “crise dos mísseis”, o economista e diplomata (entre muitíssimas outras coisas) John Kenneth Galbraith, em “The Age of Uncertainty” (“A era da incerteza”, Pioneira, 1980), nos conta uma interessante história, que há de nos servir de lição (tenho ainda essa esperança).

Por essa época, “generais [e outros afoitos de ocasião] faziam discursos ameaçando os comunistas com o extermínio atômico”, lembra Galbraith. Conclamavam os americanos a embarcar na empreitada. E mostravam – pelo menos eles pensavam que sim – uma suposta coragem pessoal. Durante alguns dias angustiantes, a perspectiva de uma guerra nuclear – reciprocamente suicida, para dizer o mínimo – tornou-se clara e iminente.

Entretanto, como especialmente ressalta John Kenneth Galbraith, “algo mais evidenciou-se nessa crise, pelo menos para o Presidente dos Estados Unidos. Foi a de que homens de pouca coragem moral, quando se veem forçados a uma decisão, ficam com medo de resistir ao ponto de vista consagrado, não importando quão catastrófico ele possa ser. Assim, paradoxalmente, por covardia, com receio de divergir ou parecer fracos, eles concitam a tomar-se o curso mais perigoso. Durante a crise dos mísseis, foram esses homens que advogaram um ataque às bases de lançamento dos mesmos, no que chamaram de golpe cirúrgico. Ninguém poderia dizer que a eles faltasse coragem ou determinação, acusação essa que mais eles temiam. Os homens de coragem não comprometida – Adlai Stevenson, George Ball, Robert Kennedy – recomendaram comedimento, prudência. Ao voltar da Índia, alguns dias após o fim da crise, fui uma noite ao teatro com o Presidente e a Srª Kennedy. Durante o intervalo (…). Ele contou-me, com emoção, dos conselhos imprudentes que havia recebido no transcorrer da crise cubana. Os piores, asseverou, vieram daqueles que tinham medo de ser sensatos”.

Foi Karl Marx quem disse, desenvolvendo uma ideia de Hegel, que a “história se repete como farsa”. Para quem não sabe, Marx analisava como Luís Bonaparte, o Napoleão III ou Napoléon le Petit, assumiu o poder na França emulando o seu tio, Napoleão Bonaparte, dito le Grand, resultando assim em uma versão “farsesca” do original.

Por estes dias, em que se fecham caminhos já deveras estreitos e se ameaça exterminar civilizações, muito se tem de farsa – e de tragédia também, infelizmente. Eu só espero que, nesse novo teatro, em que não podemos mais contar com um poder civil de coragem não comprometida (os Kennedy, Stevenson e Ball da história), tenhamos generais prudentes que não se deixem lambuzar com os porcos.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL