Considerada a pessoa mais velha do mundo, a japonesa Tomiko Itooka morreu aos 116 anos. A notícia foi anunciada neste sábado, 4, pelo prefeito da cidade de Ashiya, na província de Hyogo, onde ela morava, conforme a agência de notícias AFP.
Apesar de sua morte ter sido anunciada agora, Tomiko faleceu no último dia 29, na residência para idosos onde vivia desde 2019. “A senhora Itooka nos deu coragem e esperança através de sua longa vida”, afirmou Ryosuke Takashima, de 27 anos. “Agradecemos por isso”.
Nascida em 23 de maio de 1908 em Osaka, no Japão, ela era a filha do meio e também a filha mulher mais velha de sua família. Depois de se formar no ensino fundamental, foi para uma escola só para garotas, onde integrou um time de vôlei. Casou-se cedo, com 20 anos, e teve quatro filhos, sendo dois meninos e duas meninas. Tomiko também foi avó de 5 netos.
Aos 32 anos, passou a administrar o escritório da fábrica têxtil do marido, pois o Japão entrou na Segunda Guerra Mundial. Em 1979, quando já havia ficado viúva, recuperou a paixão por esporte e usava seu tempo fazendo escaladas e caminhadas. Inclusive, subiu duas vezes ao topo do Monte Ontake, localizado no Japão, que tem 3 mil metros de altura.
Aos 80 anos, ela completou a peregrinação Saigoku Kannon, que passa por 33 templos budistas, religião da qual era devota.
Em setembro, ela foi certificada pelo Guinness World Records (GWR) como pessoa mais velha do mundo. Atualmente, ela era a 23ª da lista. A pessoa com maior tempo de vida já autenticada pelo Guinness foi a francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos e 164 dias.
Um robô foi encontrado no fundo de uma escada, gerando especulações de que ele se atirou deliberadamente. A suspeita de suicídio no local de trabalho levou os especialistas a questionar se a peça de tecnologia poderia sentir emoções. O ciborgue, que parecia uma lixeira branca com uma tela na lateral, foi projetado para entregar documentos aos moradores.
No entanto, ele aparentemente acabou com sua “vida” ao se jogar de uma escada após queimar um fusível enquanto trabalhava duro para o Conselho Municipal de Gumi e sofrer um colapso emocional. Se estiver correto, foi o primeiro caso de suicídio de robô. O caso tem intrigado tecnólogos, filósofos e acadêmicos, pois para um robô se matar deliberadamente, ele deve ser senciente.
Embora robôs emocionalmente sensíveis sejam há muito tempo uma coisa de ficção científica, o conceito de IA “ambiguamente senciente” é uma ideia relativamente nova. O professor Jonathan Birch, professor de filosofia na LSE e autor de The Edge of Sentience: Risk and Precaution in Humans, Other Animals, and AI, acredita que não estamos longe de ver uma IA que pode sentir uma variedade de emoções.
“Por ‘ambiguamente senciente’, quero dizer que algumas pessoas estarão absolutamente convencidas de que seu companheiro de IA é um ser senciente com uma rica vida interior e ficarão irritadas quando outros negarem isso. Enquanto isso, outros estarão igualmente convencidos de que esses companheiros de IA não sentem absolutamente nada. Não será possível dizer quem está certo, porque nossa compreensão científica da senciência ainda não está madura o suficiente para isso. E isso tem o potencial de levar a divisões sociais muito sérias”, disse ao Independent.
O acadêmico pediu que as empresas de tecnologia reconheçam o risco e apoiem mais pesquisas na área. Na Coreia do Sul, onde os robôs representam 10% da força de trabalho — significativamente mais do que em qualquer outro lugar, e apenas uma nação de duas a ultrapassar 5% — muitos trabalhadores já veem seus colegas robóticos como almas sensíveis e um tipo de ser semiconsciente que merece um nível de dignidade, direitos e respeito.
Mais robôs aparentemente tentaram se matar após o incidente sul-coreano, segundo o Independent.
Bashar al-Assad está em Moscou e recebeu asilo do governo de Vladimir Putin, segundo informações da mídia estatal russa Tass. “Assad e sua família chegaram a Moscou. A Rússia, por razões humanitárias, concedeu-lhes asilo”, disse uma fonte do Kremlin à Tass. A notícia veio à tona depois que rebeldes sírios anunciaram, também neste domingo (8), a captura de Damasco, capital da Síria, e a queda do governo do país — comandado por Bashar al-Assad desde 2000.
Segundo o grupo dos rebeldes sírios, a ofensiva que durou menos de duas semanas foi iniciada porque a população do país estava “cheia de 50 anos do regime de Assad”. Os últimos 24 anos foram sob o controle de Bashar al-Assad, tendo como marco em sua história mais recente a repressão violenta a revolta pró-democracia em 2011, no contexto da Primavera Árabe — em que levantes populares ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), órgão de monitoramento da guerra com sede no Reino Unido, apontou, neste domingo, que al-Assad fugiu do país após a entrada dos rebeldes na capital. Sua saída do poder marca também o fim de sua família no comando da Síria. O presidente assumiu o posto em 2000 no sucessão de seu pai, o general Hafez al-Assad, que governava desde 1971.
Bashar al-Assad chegou ao poder na Síria após um acontecimento em sua família que mudou o curso do que seu pai tinha planejado para sua sucessão. Em 1994, um acidente de trânsito em Basileia de seu irmão mais velho, Bassel, que estava destinado ao poder.
À época, al-Assad já era formado em Oftalmologia no Reino Unido, pela Western Eye Hospital, e vivia em Londres, para onde se mudou em 1992 após se formar na Universidade de Damasco. Na cidade inglesa conheceu a esposa, Asma al-Akhras, uma sírio-britânica que trabalhava na cidade para a JP Morgan.
Após a morte do irmão, al-Assad ingressou no exército e concluiu o curso militar, antes de entrar nos assuntos políticos com o pai. Hafez al-Assad estava no comando do Partido Baath, após afastar a liderança em um golpe, em 1966. O partido, criado em 1947 num contexto de pan-arabismo, se fundiu, seis anos depois, com o Partido Socialista Árabe e ganhou popularidade entre intelectuais, camponeses e minorias religiosas. Foi em 1963 que o Baath tomou o poder na Síria por meio de um golpe militar.
O parlamento da Austrália aprovou uma lei inédita no mundo que proíbe o uso de redes sociais por adolescentes menores de 16 anos, notificando as empresas de tecnologia para reforçar a segurança antes de uma data limite que ainda não foi definida.
O Senado aprovou a proibição das mídias sociais na noite desta quinta-feira (28), o último dia de sessão do ano, após meses de intenso debate público e um processo parlamentar apressado que viu o projeto de lei ser apresentado, debatido e aprovado em uma semana.
De acordo com a nova lei, as big techs devem tomar “medidas razoáveis” para impedir que usuários menores de idade acessem serviços de mídia social ou enfrentarão multas de quase 50 milhões de dólares australianos (R$ 193 milhões).
É a resposta mais dura do mundo até agora para um problema que viu outros países imporem restrições, mas não responsabilizarem empresas por violações de uma proibição nacional.
Espera-se que a proibição se aplique ao Snapchat, TikTok, Facebook, Instagram, Reddit e X, mas essa lista pode se expandir.
O primeiro-ministro Anthony Albanese disse aos legisladores que “todo governo sério” estava lidando com o impacto das mídias sociais sobre os jovens, e os líderes com quem ele conversou aplaudiram a iniciativa da Austrália sobre o assunto.
“Sabemos que a rede social pode ser uma arma para bullyers, uma plataforma para pressão dos pares, um impulsionador de ansiedade, um veículo para golpistas. E o pior de tudo, uma ferramenta para predadores online”, ele disse ao Parlamento na segunda-feira.
Defendendo o limite de idade de 16 anos, Albanese disse que as crianças nessa idade são mais capazes de identificar “fakes e o perigo”.
O projeto de lei foi apoiado pela maioria dos membros do principal partido de oposição da Austrália, o Partido Liberal, com a senadora liberal Maria Kovacic que o descreveu como um “momento crucial em nosso país”.
“Traçamos uma linha na areia. O enorme poder das big techs não pode mais permanecer sem controle na Austrália”, ela disse quinta-feira antes da votação.
Mas o projeto encontrou forte oposição de alguns independentes e partidos menores, incluindo a senadora dos Verdes Sarah Hanson-Young, que acusou os principais partidos de tentarem “enganar” os pais australianos.
“Este é um desastre se desenrolando diante dos nossos olhos”, ela disse. “Você não poderia inventar essas coisas. O primeiro-ministro diz que está preocupado com as redes sociais. O líder da oposição diz: “Vamos proibi-las.”
“É uma corrida para o fundo do poço para tentar fingir quem pode ser o mais durão, e tudo o que eles conseguem é empurrar os jovens para um isolamento ainda maior e dar às plataformas a oportunidade de continuar a liberdade para todos, porque agora não há responsabilidade social necessária.
“Precisamos tornar as redes sociais mais seguras para todos.”
Um processo apressado
O governo enfrentou críticas consideráveis pela rapidez da legislação.
Um inquérito do comitê do Senado sobre o projeto de lei permitiu submissões dos congressistas por apenas 24 horas antes de uma audiência de três horas na segunda-feira.
O relatório do inquérito foi divulgado na terça-feira, e o projeto de lei foi aprovado pela Câmara na quarta-feira – 102 votos a 13 – antes de avançar para o Senado.
Mais de 100 submissões foram feitas e “quase todos os proponentes e testemunhas expressaram sérias preocupações de que um projeto de lei dessa importância não teve tempo suficiente para uma investigação e um relatório completos”, disse o comitê em seu relatório.
No entanto, o comitê recomendou que o projeto de lei fosse aprovado com algumas mudanças, incluindo a proibição do uso de documentos governamentais, como passaportes, para verificar a idade dos usuários.
Em suas alegações, as empresas de tecnologia levantaram questões sobre a lei, apontando argumentos dos oponentes sobre riscos à privacidade e os perigos para as crianças que burlam a proibição.
A Snap, cujo aplicativo de mensagens Snapchat é popular entre crianças, disse que a “verificação de idade no nível do dispositivo” era a “melhor opção disponível”.
A X, de propriedade do bilionário Elon Musk, disse que a plataforma “não era amplamente utilizada por menores”, mas expressou preocupação sobre o impacto da lei em sua liberdade de expressão.
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, disse que investiu constantemente em ferramentas para tornar a plataforma mais segura e recomendou “fortemente” que o governo esperasse pelos resultados dos testes de garantia de idade, que são esperados para o ano que vem.
A petição da Meta dizia que excluir o YouTube e os jogos online da proibição era “fatal” para seu propósito, porque eles oferecem “benefícios e riscos semelhantes” aos de outras plataformas sujeitas à proibição.
Apesar dessas objeções, pesquisas sugerem que os australianos apoiam a lei.
Uma pesquisa da YouGov realizada neste mês mostrou que 77% dos australianos apoiam a proibição de menores de 16 anos.
A pesquisa foi realizada na segunda metade deste mês e buscou as opiniões de 1.515 pessoas com uma margem de erro de 3,2%.
Agora que a lei foi aprovada, espera-se que a consulta ocorra antes que o governo estabeleça uma data de desligamento. Depois disso, todas as crianças menores de 16 anos com contas em plataformas de mídia social sujeitas à proibição terão suas contas desativadas.
Pais e filhos não serão penalizados por desrespeitar a proibição, mas as empresas precisarão mostrar que tomaram medidas razoáveis para manter usuários menores de idade afastados.
Foto: EFE/EPA/VYACHESLAV PROKOFYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL
Um eventual pedido do Tribunal Penal Internacional (TPI) ao Brasil para prender o ditador russo Vladimir Putin, pelos sequestros de quase 20 mil crianças em território ocupado na Ucrânia e envio para adoção por famílias russas, poderia passar por dificuldades de execução devido à ausência de uma lei no país para regulamentar o procedimento.
Embora Putin negue, analistas ocidentais e a inteligência ucraniana não descartam a possibilidade de que ele tente vir ao Brasil para participar do encontro do G20 (o grupo das maiores economias do mundo) em novembro, no Rio de Janeiro.
Caso o russo viesse ao país, sua prisão, já determinada pelo TPI, deveria ser autorizada por um juiz federal de primeira instância, conforme definido em 2020 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, como ainda não há lei específica sobre a questão, o magistrado teria de decidir, inclusive sobre eventuais pedidos de soltura, com base em analogias e princípios do direito penal e internacional que considerasse aplicáveis ao caso.
O Brasil aderiu em 2002 ao Estatuto de Roma, que criou o TPI, sediado em Haia, na Holanda, mas até hoje o Congresso não aprovou uma lei para detalhar como essa e outras medidas de cooperação seriam concretizadas. O TPI, também conhecido como Corte de Haia, define crimes de dimensão internacional, como os crimes de guerra e contra a humanidade, genocídio, apartheid, tortura e desaparecimento forçado.
Ele foi criado para punir pessoas – principalmente autoridades – que agridem de forma grave os direitos humanos de populações locais, e ficam impunes em seus países de origem. As nações que aderiram ao Estatuto de Roma, como o Brasil, se comprometeram a colaborar, e daí a obrigação de que executem prisões determinadas pelo TPI.
No ano passado, Putin tornou-se alvo de um mandado de prisão internacional expedido pelo TPI. O presidente da Rússia foi considerado responsável pela deportação de ao menos 19 mil crianças ucranianas que viviam em territórios temporariamente ocupados pela Rússia. Posteriormente, elas foram adotadas à força por famílias russas. A maioria dos pais ucranianos não sabe o paradeiro dos filhos que foram vítimas do crime.
A rigor, se Putin pisar num território de um país signatário do Estatuto de Roma, esse país é obrigado a prendê-lo e entregá-lo ao TPI. Como mostrou a Gazeta do Povo em abril, o Brasil tentou aprovar, junto às Nações Unidas, uma regra de imunidade para chefes de Estado de países não signatários do Estatuto de Roma.
Na prática, o objetivo seria que líderes de países que não aderiram à criação do TPI, como Putin, não corressem risco de serem presos por aqueles que se comprometeram com o tribunal internacional, caso do Brasil. Seria uma brecha para que ele pudesse desembarcar no Rio de Janeiro no mês que vem, no encontro do G20.
O russo, no entanto, disse que não virá ao Brasil para não atrapalhar o evento. “Entendemos perfeitamente que, mesmo que deixássemos de lado o TPI, todos falariam apenas sobre isso. Na verdade, impediríamos o trabalho do G20”, disse.
Antes da declaração, o procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, havia exigido que o Brasil prendesse Putin caso ele comparecesse à cúpula no Rio de Janeiro.
Nunca houve, porém, boa vontade para isso por parte do atual governo brasileiro. Em setembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que Putin não correria risco de ser preso caso viesse ao encontro do G20 no Rio.
“Se eu for presidente do Brasil, e se ele [Putin] vier para o Brasil, não tem como ele ser preso. Não, ele não será preso. Ninguém vai desrespeitar o Brasil”, disse Lula, durante entrevista em Nova Déli, na Índia.
Na semana passada, numa entrevista à CNN Brasil, também antes da declaração de Putin, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que existe uma “tradição” de imunidade para chefes de Estado.
“Todos os chefes de Estado têm internacionalmente proteção e privilégios de imunidades. Inclusive em Nova York, as Nações Unidas estão em território americano, há um acordo de sedes que obriga a conceder tratamento diferenciado e com imunidades aos chefes de Estado que participam das assembleias da ONU. Então, é a mesma coisa”, afirmou o chanceler brasileiro.
Mas o próprio Mauro Vieira ressalvou, em seguida, que um juiz de primeira instância poderia determinar a prisão de Putin, de modo a atender ao TPI. “Eu não sei o que pode acontecer, se algum juiz poderá dar uma medida, um pedido de prisão. Eu não posso atuar dentro da futurologia, o que vai acontecer eu não sei”.
Decisão sobre prisão cabe a juiz de primeira instância A delegação a juiz federal de primeira instância, para determinar a prisão de uma autoridade estrangeira a pedido do TPI, foi definida em 2020 pela ministra do STF Rosa Weber, hoje aposentada. Ela reconheceu que, na ausência de lei específica sobre o assunto, essa tarefa ficaria a cargo de um magistrado de primeira instância.
Ela se baseou em dispositivo da Constituição que define as competências do juízes federais. O artigo 109, inciso III, diz que cabe a eles processar e julgar “as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional”.
Em tese, essa tarefa poderia ficar a cargo do próprio STF, como ocorre nos casos de extradição, quando o criminoso é condenado em um outro país, e não num tribunal internacional, como o TPI. É o que prevê, por exemplo, um projeto de lei em tramitação no Congresso desde 2008 para regular a atuação do Estado brasileiro em relação às ordens do TPI.
Pelo texto da proposta, o pedido de prisão do TPI seria recebido pelo Ministério das Relações Exteriores, que o encaminharia em cinco dias ao Ministério da Justiça. Esse, por sua vez, enviaria o pedido em 30 dias ao presidente do STF, para que julgasse se a solicitação está de acordo com a Constituição e as leis brasileiras.
Esse projeto de lei (PL 4038/2008) foi apresentado à Câmara pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2008, em seu segundo mandato. Mas está parado na Casa desde 2016. Em 2021, a CPI da Pandemia apresentou projeto de lei semelhante no Senado, mas desde então nunca foi votado na Comissão de Relações Exteriores, primeiro passo na tramitação.
Estatuto de Roma prevê que ditador deve ser preso mesmo que não haja leis nacionais para isso De qualquer modo, vários artigos do Estatuto de Roma impõem ao Brasil a obrigação de colaborar, mesmo sem leis aprovadas internamente para regular todos os detalhes.
“Os Estados Partes deverão, em conformidade com o disposto no presente Estatuto, cooperar plenamente com o Tribunal no inquérito e no procedimento contra crimes da competência deste”, diz, por exemplo, o artigo 86 da convenção internacional.
Para Vladimir Aras, procurador regional da República e ex-secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR), a prisão de Putin é improvável, e não só no Brasil. Num artigo publicado no ano passado, após a ordem de prisão do russo, ele lembrou que não houve êxito em 2009 e 2010, quando pela primeira vez um chefe de Estado teve uma ordem de prisão decretada pelo TPI – no caso, Omar Al-Bashir, que era presidente do Sudão, acusado de genocídio. Países africanos não colaboraram e ele só deixou o poder em 2019, quando foi deposto e preso dentro do próprio país.
“Dificilmente veremos uma operação internacional, seja dos Estados Unidos ou da União Europeia, para prender o presidente da Rússia, um país que é uma potência nuclear e que, do mesmo modo que EUA e China, não é parte do Estatuto de Roma. Na prática, porém, Putin e Maria Lvova-Belova [acusada de supervisionar a deportação de crianças ucranianas para a Rússia] ficam desde já com seus movimentos limitados. Teoricamente só poderão sair da Rússia para visitar países satélites”, escreveu Vladimir Aras em artigo publicado, em abril de 2023, na revista Conjur.
lutador Mike Perry, conhecido por sua passagem pelo UFC, foi preso no último sábado, 12 de outubro, em Clermont, Flórida. De acordo com o departamento de polícia do Condado de Lake, Perry, de 33 anos, estava sob a acusação de dirigir alcoolizado. Após a detenção, ele foi liberado cerca de cinco horas depois, mediante pagamento de fiança estipulada em aproximadamente R$ 8,5 mil.
Enfrentamento Legal O caso de Mike Perry está programado para ser ouvido pela justiça norte-americana no dia 30 de outubro. Durante essa audiência, espera-se que ele apresente seu depoimento e possivelmente enfrente mais sanções legais, dependendo das circunstâncias e das provas apresentadas. Esta situação não é inédita para o lutador, que já teve outros encontros com a justiça ao longo de sua carreira.
Autoridades dos Estados Unidos apreenderam o avião presidencial do presidente venezuelano Nicolás Maduro, após decidir que a compra da aeronave violava as sanções impostas ao país. Segundo a CNN, o avião foi levado para a Flórida, nesta segunda-feira (02), após a apreensão.
“Estamos mandando uma mensagem clara de que ninguém está acima da lei, ninguém está acima do alcance das sanções dos EUA”, afirmou um oficial do governo dos EUA que se manteve anônimo, em entrevista à CNN.
O avião é um Dassault Falcon 900 — avaliado em até US$ 40 milhões (R$ 224 milhões, no câmbio atual), de modelo similar ao usado por Neymar, e, anteriormente, por Taylor Swift — e investigações revelaram que pousou em aeroportos da República Dominicana, o que deu uma janela de oportunidade para a apreensão.
O motivo dos voos não foi revelado, mas a imprensa norte-americana divulgou que os EUA “trabalham em estreita colaboração com a República Dominicana”.
Além do avião, investigadores do Departamento de Segurança Interna dos EUA interceptaram diversos carros de luxo e outros bens nos últimos meses, após estabeleceram pesadas sanções à indústria de petróleo venezuelana.
No momento, a Venezuela vive um conturbado momento político. Os venezuelanos foram às urnas em 28 de julho e, mesmo mais de um mês depois do pleito, a nação enfrenta um impasse político entre Maduro e a oposição, representada nas eleições pelo candidato Edmundo González. Parte da comunidade internacional também não reconhece o resultado.
Até o momento, o governo venezuelano não se manifestou sobre a apreensão.
O Oriente Médio enfrenta uma nova onda de tensão após a morte de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas. Na madrugada desta quarta-feira (31), Haniyeh foi assassinado em Teerã durante uma visita ao Irã para a posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O evento aumentou a hostilidade entre Israel e Irã, com declarações inflamadas de ambos os lados.
O assassinato de Haniyeh desencadeou uma série de reações, tanto de aliados do Hamas quanto de países envolvidos no conflito regional. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu uma “punição severa” a Israel, e a Guarda Revolucionária iraniana já está preparando planos de defesa e ataque.
Netanyahu Promete Retaliação a Ataques Contra Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em um pronunciamento na TV nacional israelense que Israel não tolerará agressões. Segundo Netanyahu, o país está determinado a “cobrar um preço alto por qualquer agressão contra Israel.” O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou que, embora Israel não deseje a guerra, está preparado para todas as possibilidades.
Apesar de não assumir a autoria pela morte do líder do Hamas, a postura de Israel é de máxima precaução. O porta-voz do governo israelense disse que não comentará sobre o caso, mas destacou o alerta máximo para possíveis retaliações.
Quem era Ismail Haniyeh?
Ismail Haniyeh era uma figura influente na política palestina e membro do Hamas desde a sua juventude. Conhecido por sua habilidade diplomática, Haniyeh foi nomeado para o cargo mais alto da organização em 2017, assumindo a liderança após a saída de Khaled Meshaal. Ele desempenhou um papel crucial nas negociações de cessar-fogo e foi visto por muitos como um moderado, apesar de sua retórica combativa.
Quais as Reações Internacionais?
A morte de Haniyeh gerou uma série de respostas por parte de diversas nações aliadas ao Irã e ao Hamas. Egito, Turquia e os territórios palestinos manifestaram suas críticas e prometeram vingança contra Israel. O Egito, por exemplo, afirmou que o assassinato complica as negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde tem atuado como mediador.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou veementemente a ação, classificando-a como uma tentativa de interromper a causa palestina. Além disso, o governo do Irã declarou luto nacional de três dias pela morte de Haniyeh.
Quais as Possíveis Consequências?
Os territórios palestinos já anunciaram uma greve geral em resposta à morte do líder do Hamas, e o clima de apreensão cresce. Segundo o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, checkpoints em algumas cidades, como Hebron, estão fechados, e a comunidade brasileira local teme uma escalada no conflito.
Fontes não identificadas informaram ao “New York Times” que Khamenei instruiu a Guarda Revolucionária iraniana e o Exército a se prepararem para uma eventual guerra total contra Israel. A situação, portanto, pode rapidamente se deteriorar, com possíveis impactos em toda a região do Oriente Médio.
Netanyahu promete ações firmes contra agressões a Israel
Irã prepara possíveis respostas defensivas e ofensivas
Ainda não há confirmação da responsabilidade de Israel pelo ataque
Greve geral em territórios palestinos e luto declarado no Irã
A escalada de tensão no Oriente Médio após a morte de Ismail Haniyeh coloca a região em um período de extrema instabilidade. Israel e Irã se encontram em um impasse que pode levar a consequências significativas para ambos os países e seus aliados.
O presidente Joe Biden durante entrevista coletiva após a cúpula da Otan, em Washington — Foto: REUTERS/Yves Herman
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi diagnosticado com Covid-19 nesta quarta-feira (17). Ele cancelou um discurso que estava marcado para um evento em Las Vegas. A Casa Branca afirmou que o democrata ficará em isolamento.
Biden era esperado para discursar para o público latino, mas não compareceu ao evento. Um membro da organização confirmou que ele estava doente.
Em um comunicado, o governo dos Estados Unidos afirmou que o presidente testou positivo para a Covid-19 após apresentar sintomas respiratórios leves, incluindo coriza, tosse e mal-estar.
“Seus sintomas permanecem leves, sua frequência respiratória está normal em 16, sua temperatura está normal em 97,8 [36,5ºC] e sua oximetria de pulso está normal em 97%”, afirmou a Casa Branca.
Os médicos do presidente ainda aguardam o resultado de um exame PCR. Enquanto permanecer isolado, Biden ficará em uma residência no estado de Delaware. A Casa Branca afirmou que o presidente tomou todas as vacinas contra a Covid-19.
Antes de subir no avião presidencial para ir para Delaware, Biden disse a jornalistas que estava se sentindo bem. Ele não estava usando máscara, segundo a imprensa norte-americana.
Mais cedo, em uma entrevista divulgada pelo canal BET News, Biden disse que consideraria abandonar a candidatura à reeleição caso seus médicos apontassem o surgimento de alguma condição de saúde.
“Se eu tivesse alguma condição médica que surgisse, se alguém, se os médicos viessem até mim e dissessem: ‘você tem esse problema e aquele problema’”, disse Biden.
O presidente já havia sofrido com um resfriado forte no fim de junho, quando participou de um debate contra Donald Trump. À época, ele justificou a doença como um fator que contribuiu para o fraco desempenho no encontro.
Adiantamento de nomeação e pressão
Joe Biden faz primeiro discurso de campanha desde o atentado a Trump
Os democratas planejam adiantar a oficialização da candidatura de Biden à Casa Branca por meio de uma votação virtual. O evento deve acontecer na primeira semana de agosto, segundo uma carta obtida pela Associated Press nesta quarta-feira.
Caso isso aconteça, a nomeação de Biden ocorrerá antes do previsto. Normalmente, a formalização é feita somente durante a Convenção Nacional Democrata — marcada para começar no dia 19 de agosto.
Ao mesmo tempo, uma nova pesquisa indica que quase dois terços dos eleitores democratas (65%) querem que Biden desista da candidatura. A consulta foi realizada pelo Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos AP-NORC. A maioria das entrevistas foi realizada antes do atentado contra Trump.
Apesar do aumento da pressão para que Biden desista de concorrer à reeleição, a pesquisa de intenção de voto mais recente realizada pela Ipsos indica que Trump e Biden estão empatados tecnicamente, com 43% e 41%, respectivamente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na terça-feira (9) que crianças que morreram em ataques russos ao seu país o fizeram querer matar Putin.
Falando antes da cúpula da Otan em Washington, Zelensky falou da sua própria dor quando crianças morreram na guerra russa contra a Ucrânia, dizendo que isso o fez “querer matar Putin neste momento”.
Uma missão de direitos humanos da Onu disse na terça-feira que havia uma “alta probabilidade” de que o principal hospital infantil de Kiev tenha sido atingido diretamente por um míssil russo durante uma série de ataques aéreos em cidades ucranianas, matando pelo menos 44 pessoas, enquanto o Kremlin continuava a negar envolvimento.
Na esperança de mudar o curso do conflito opressor que começou em fevereiro de 2022, Zelensky quer que a Otan envie mais armas e dinheiro e ofereça garantias de segurança. Ele se encontrará com o presidente republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, um aliado de Trump, no Capitólio nesta quarta-feira (10).
Zelenskiy participa da cúpula da Otan como convidado, mas a Ucrânia quer juntar-se ao grupo para evitar futuros ataques da Rússia.
Autoridades de Israel afirmaram nesta quarta-feira (3), que duas pessoas ficaram feridas em um ataque a facadas em um shopping em Karmiel, no norte do país.
A polícia classificou o episódio como um suposto atentado terrorista e disse que o agressor foi morto. Médicos israelenses informaram que dois homens na faixa dos 20 anos foram levados ao hospital, um em estado muito grave e o outro totalmente consciente, segundo a agência de notícias Reuters.
Imagens de vídeo da cena que circulam nas redes sociais mostram dois homens caídos imóveis no chão do shopping enquanto pessoas ao redor tentavam prestar socorro e atendimento médico urgente.
Pelo menos um dos homens atendidos usava uniforme verde, mostram os vídeos. Um terceiro homem, sem uniforme, pode ser visto deitado imóvel próximo dos outros dois. Ninguém estava prestando atendimento médico a ele.
Por enquanto, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
Aumento da violência durante a guerra Há quase nove meses, Israel está conduzindo uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, em resposta ao brutal ataque liderado pelo grupo terrorista Hamas contra comunidades israelenses em 7 de outubro do ano passado. Naquele dia, cerca de 1.200 israelenses morreram, e outros 251 foram sequestrados e levados ao enclave como reféns. Desde então, aproximadamente 37 mil palestinos morreram na ofensiva em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas, que não faz distinção entre baixas civis e de combatentes.
A violência na Cisjordânia, outro território palestino parcialmente ocupado por Israel, que já estava em ascensão antes da guerra em Gaza, aumentou ainda mais. Multiplicaram-se os ataques militares israelenses, a violência dos colonos judeus que controlam assentamentos locais e os ataques de rua palestinos.
Além disso, em janeiro, um ataque palestino no centro de Israel matou uma mulher e feriu outras 12.
O Senado americano aprovou uma legislação que pode resultar na proibição do TikTok no país. A plataforma é uma das redes sociais mais populares no mundo. Agora, a proposta, também aprovada na Câmara, segue para análise do presidente Joe Biden. A sanção pode ocorrer nesta quarta-feira (24).
Caso Biden, de fato, assine a favor da proposta, o TikTok terá que ser vendido em até nove meses — com até três meses adicionais se a venda estiver em andamento — pela empresa chinesa ByteDance a uma instituição americana ou sediada de um país “de confiança” dos americanos. Ao contrário, será banido do país, que alega que a China poderia se aproveitar do poder da empresa para obter dados de usuários. A ByteDance nega as acusações.
Outros países já baniram o TikTok. Esse é o caso da Índia, que restringiu a plataforma em 2020. Na época, a rede social, e outras plataformas chineses, foram proibidas por conta de um confronto militar na fronteira indiana com a chinesa. O conflito abalou a relação das duas potências asiáticas.
O empresário Elon Musk questionou neste domingo (21.abr.2024) quanto custaria comprar a Rede Globo. Ele respondeu um usuário no X (ex-Twitter), plataforma da qual é dono. O usuário Joaquin Teixeira, um perfil de sátiras sobre a direita, disse, em inglês, que “o grande problema do Brasil chama-se Rede Globo” e pediu que o empresário sul-africano “gastasse alguns dólares” para “comprar a emissora demoníaca e salvar” o país
Na sequência, Musk publicou um novo comentário, desta vez com um emoji de risada, o que pode indicar que ele fez uma brincadeira. Em 2023, o Grupo Globo teve uma receita de R$ 15,1 bilhões, quantia que se aproxima aos níveis pré-pandemia. Ao todo, o grupo fundado por Roberto Marinho tem 13.000 funcionários e cerca de 170 milhões de espectadores de novelas por ano.
Ao longo deste domingo, Musk também respondeu a publicações sobre o ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ele foi citado por políticos que participaram da manifestação em discursos, inclusive pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também em cartazes. Fez, ainda, novos comentários sobre a tensão com o Judiciário brasileiro que motivou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a incluí-lo no inquérito das milícias digitais.
Projeto já está em andamento. Foto: Blue Star Line.
O australiano Clive Palmer, dono de uma fortuna bilionária, fruto do setor de mineração, lançou a terceira versão de seu projeto Titanic II – uma réplica do famoso navio que afundou em 1912 com mais de 2,2 mil pessoas a bordo, das quais apenas 700 sobreviveram. A apresentação do projeto aconteceu em um evento na Sydney Opera House.
“É muito mais divertido fazer o Titanic do que ficar sentado em casa contando meu dinheiro“, disse Palmer.
O navio terá 269 metros de comprimento e 32,2 metros de largura – um pouco mais largo que o original. A capacidade será de 2.345 passageiros distribuídos em nove decks com 835 cabines. Quase metade delas será reservada para passageiros de primeira classe.
Em 2012, ele apresentou pela primeira vez o sonho de construir uma versão moderna do Titanic, mas a ideia não foi para frente. Depois, lançou novamente em 2018, mas com a pandemia de covid-19, o projeto foi suspenso à medida em que os portos fechavam. Agora, os trabalhos retornaram. A empresa por trás do projeto é a Blue Star Line, da qual Palmer é presidente.
No relançamento, a equipe de Palmer distribuiu um vídeo de oito minutos que já existe há vários anos, mostrando o layout do navio e a aparência de cada sala, completo com atores vestidos com trajes de época. Os passageiros serão incentivados a vestir-se para os anos 1900, mas não é obrigatório, disse um porta-voz.
Centenas de voos na Argentina, incluindo com destinos internacionais ou que chegariam ao país sul-americano, foram cancelados devido a uma greve por negociação salarial marcada para esta quarta-feira (28) por funcionários da empresa estatal Intercargo, que administra serviço de rampa, transferência de passageiros e de bagagens nos aeroportos do país.
A Latam confirmou à CNN que cancelou todas as suas operações de e para a Argentina desta quarta. A companhia ressaltou e que oferece as alternativas de alteração do voo ou reembolso para os passageiros.
A Gol também informou à reportagem que cancelou todos os seus voos de Buenos Aires, Córdoba e Rosário e que os passageiros poderão realizar alterações sem custos. A empresa também afirma que criou operações extras para a próxima quinta-feira (29), para atender os clientes afetados.
Já a companhia Aerolineas Argentina cancelou 331 voos de e para diferentes destinos, devido à medida de força adotada pelas organizações sindicais Associação de Pessoal Aeronáutico (APA), União do Pessoal Superior e Profissional de Empresas Aerocomerciais (UPSA) e Associação de Pilotos de Linhas Aéreas (APLA).
CNN Brasil
Centenas de voos na Argentina, incluindo com destinos internacionais ou que chegariam ao país sul-americano, foram cancelados devido a uma greve por negociação salarial marcada para esta quarta-feira (28) por funcionários da empresa estatal Intercargo, que administra serviço de rampa, transferência de passageiros e de bagagens nos aeroportos do país.
A Latam confirmou à CNN que cancelou todas as suas operações de e para a Argentina desta quarta. A companhia ressaltou e que oferece as alternativas de alteração do voo ou reembolso para os passageiros.
A Gol também informou à reportagem que cancelou todos os seus voos de Buenos Aires, Córdoba e Rosário e que os passageiros poderão realizar alterações sem custos. A empresa também afirma que criou operações extras para a próxima quinta-feira (29), para atender os clientes afetados.
Já a companhia Aerolineas Argentina cancelou 331 voos de e para diferentes destinos, devido à medida de força adotada pelas organizações sindicais Associação de Pessoal Aeronáutico (APA), União do Pessoal Superior e Profissional de Empresas Aerocomerciais (UPSA) e Associação de Pilotos de Linhas Aéreas (APLA).