A Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), realizou neste sábado (31) mais uma ação exitosa no combate à criminalidade na capital potiguar. Durante patrulhamento no bairro de Cidade Alta, zona Leste de Natal, equipes do Tático Operacional Rodoviário (TOR/BPRv) capturaram um homem de 26 anos com mandado de prisão em aberto.
A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Regional de Execução Penal e refere-se ao crime de tráfico de drogas. A captura ocorreu durante intensificação do policiamento ostensivo na região.
Após a abordagem e confirmação do mandado, o indivíduo foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil para os procedimentos legais e posterior recambiamento ao sistema prisional.
A Prefeitura de Parnamirim, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), realizou na tarde desta sexta-feira (30) a reinauguração do Centro Municipal de Educação Infantil Eugênia Palhares, que passou por grande revitalização em sua estrutura. Na solenidade, esteve a prefeita Nilda Cruz, as secretárias da Educação Eliza Toscano, Macia Regina e Heloísa Chagas, além do corpo gestor da escola, pais e os alunos.
O Cmei há anos enfrentava problemas em sua estrutura, e hoje, foi entregue totalmente revitalizado, para que seja um ambiente acolhedor e seguro para nossas crianças e toda a equipe que compõe o corpo gestor da escola. “É com muita felicidade que estamos recebendo a nossa instituição de ensino restaurada, não são apenas melhorias estruturais e reparos, nossa escola se transformou num ambiente que irá contribuir para uma educação pública de qualidade”, relatou Anne Morais, Coordenadora Pedagógica do CMEI.
Essa é mais uma conquista para a atual gestão da professora Nilda, que em 5 meses de prefeitura reinaugura o segundo CMEI e, tem trabalhado cada vez mais para entregar uma cidade estruturada permitindo uma vida digna para o povo parnamirinense.
“Gostaria de parabenizar a equipe do CMEI, que com todos os problemas estruturais, não permitiram a interrupção do processo de ensino-aprendizagem. Eu me sinto honrada de estar aqui hoje, pois eu também sou mãe, eu sou fruto da escola pública e conhecedora do chão da escola pública da nossa Parnamirim, então eu sei o quanto este CMEI reformado é importante para quem trabalha aqui hoje”, disse Nilda.
Registro do sanfoneiro Jean Xavier, Quinho Oliveira (zabumba) e Emanoel (triângulo), no Arraiá dos Amigos em Parnamirim.
O mês mais esperado e animado do ano para os nordestinos, finalmente começou. Este é o principal momento da maratona de forró nas festas juninas no Nordeste. Com o início das comemorações, é quase impossível ouvir algum tipo de música diferente nesta época nas cidades que se transformam em principais focos da festa. Junho é o mês do forró, período de reencontro, de fogueiras, época muito aguardada por boa parte dos brasileiros, pois trata-se da maior tradição do sertão nordestino.
Mas, junto com as tradicionais festas juninas há também muitas dúvidas sobre como esses eventos se difundiram no Brasil e como os elementos que os formam surgiram, a exemplo do forró, estilo musical e de dança muito utilizados nesta época. O forró como elemento tradicional na cultura brasileira, revela as suas origens e a relação que o ritmo possui com as festas que embalam milhões de brasileiros no sexto mês do ano.
Origem das festas juninas
Resume-se a festas juninas todas as homenagens feitas aos três santos católicos no mês de junho, são eles Santo Antônio, São João e São Pedro. Como o Brasil foi colonizado pelos portugueses e esses eram, majoritariamente, católicos, as crenças e tradições deste povo foram implantadas na colônia. A história dessas festas remonta uma passagem bíblica que retrata a relação de Maria e sua prima Isabel.
As parentes e amigas costumavam se visitar e em uma destas ocasiões, Isabel informou a Maria que estaria esperando um bebê, o qual posteriormente viria a se chamar João Batista. Como na época não havia telefone e nem meios para se comunicar de forma imediata, elas combinaram de que quando a criança nascesse, Isabel iria fazer uma fogueira grande para ser vista de longe. E assim aconteceu, quando Maria encontrou Isabel no dia 24 de junho a recém mãe estava com seu filho no braço.
A partir disso, o dia 24 de junho ficou marcado como o dia de João Batista, mais conhecido como dia de São João. Um fato curioso é que a igreja católica possui muitos santos e por isso foi criado um dia em homenagem a todos eles, o dia 1º de novembro. Porém, alguns deles recebem mais destaque, como o caso de São João que divide o sexto mês do ano com mais outras duas entidades importantes para os católicos, Santo Antônio e São Pedro.
Desta forma, quando os jesuítas vieram ao Brasil nos navios portugueses, passaram a ensinar aos povos, que já habitavam a colônia, as tradições católicas, incluindo as festividades em homenagem aos santos. O interessante é que os indígenas também cultuavam elementos da religião deles nesta mesma época do ano, assim como os africanos que viram nessas festas católicas uma forma de cultuar os seus orixás repreendidos pelos portugueses. A mistura desses três povos deu origem as tradições brasileiras.
Como o forró surgiu no Brasil?
Enquanto o surgimento do São João tem um marco definido, o do forró são fundamentados por várias suposições de como esse elemento cultural se instalou no Brasil. De acordo com uma publicação do Portal EBC/Agência Brasil, este ritmo tem origens africanas. Para o historiador e folclorista potiguar Luis da Câmara Cascudo, a palavra deriva do termo forrobodó que é de origem africana e significa: arrasta-pé, farra.
Contudo, outros estudiosos acreditam que forró é oriundo da língua inglesa, pela expressão “for all”, “para todos” em português. Isto porque, no século XX os ingleses estavam empenhados na construção da ferrovia em Pernambuco e para distrair os trabalhadores, promoviam festas com esse mesmo nome em inglês. O que na versão nordestina e “aportuguesada” ficou como forró.
Em 1937 surge a primeira evidência concreta do estilo musical, com a canção “Forró na Roça”, de Manoel Queiróz e Xerém. Porém, é com Luiz Gonzaga, no início da década de 1950, que o forró se tornou um ritmo conhecido em todo o Brasil. Mestre Luis Gonzaga, Sivuca, Genival Lacerda, Marinês e Dominguinhos são ícones desse gênero musical.
Relação entre forró e festa junina
Com toda mistura de povos e tradições no Brasil colonial, as expressões culturais que os portugueses tentavam impor sofriam com a miscigenação. Desta forma, as festas juninas tradicionais foram sendo adaptadas.
A culinária, por exemplo, passou a ter elementos indígenas, contando com milho em muitos dos pratos servidos na festa. Outro elemento que integrou essas festividades foi o forró, ritmo introduzido principalmente pela região Nordeste e que teria sido influenciado pelas culturas afro e indígena.
Após a 43ª Sessão Ordinária no plenário Mário Medeiros, a Câmara Municipal de Parnamirim homenageou, por proposição do vereador Irani Guedes, a equipe de enfermagem da Maternidade Divino Amor, pela atuação e dedicação exemplar na prestação de serviços ao município. Os enfermeiros e técnicos de enfermagem foram congratulados com moções de aplausos.
Representando os homenageados, a técnica de enfermagem Maricélia Soares subiu à tribuna para realizar seu discurso: “Eu me sinto muito honrada em fazer parte da Maternidade Divino Amor, que é minha segunda casa e é lá onde eu me encontro”. Ela aproveitou também a sua fala para pedir a atenção dos vereadores para a questão da insalubridade e da falta de gratificação.
Texto: Luiz Thé, sob a supervisão de Kassandra Lopes Foto: José Neto
Falece Cipriano Correia, ex-deputado federal e uma das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte nas décadas de 1980 e 1990. Médico de formação, ele morreu neste sábado (31), após enfrentar complicações de saúde. O velório acontece no centro de velórios Morada da Paz, em Emaús, com sepultamento previsto para as 19h.
Natural de Currais Novos, Cipriano Correia construiu uma carreira sólida na política potiguar. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com o interior do estado, sobretudo com o Seridó. Desde o início da vida pública, ele defendeu pautas ligadas à saúde, ao homem do campo e ao desenvolvimento regional.
Além da atuação no Congresso Nacional, Cipriano também deixou um legado na medicina potiguar. Ele foi um dos fundadores do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do RN (ITORN), referência em atendimento ortopédico em Natal.
Durante sua atuação parlamentar, Cipriano Correia destacou-se por propostas voltadas ao fortalecimento da saúde pública e ao incentivo à agricultura familiar. Como resultado de seu empenho, conquistou o respeito de lideranças políticas e da população rural.
Neste mês uma Audiência Pública foi realizada em alusão ao Dia Municipal da Adoção, celebrado em 20 de maio. Proposta pela vereadora Rafaela de Nilda e subscrita pelo vereador Thiago Fernandes, a audiência teve como objetivo sensibilizar a sociedade para oferecer lares a crianças e adolescentes que aguardam por uma família.
Durante a sessão, a mãe adotiva Lidiane da Silva usou a tribuna para compartilhar sua experiência ao adotar três filhas. Ela relatou os questionamentos enfrentados na época, especialmente em relação à adoção tardia, e destacou sua determinação ao longo de todo o processo. “Não é um processo fácil, mas é muito gratificante”, afirmou, ao lembrar do momento em que foi chamada de “mãe” pela primeira vez.
A vereadora Rafaela de Nilda fez questão de reconhecer o trabalho do Grupo de Apoio à Adoção de Parnamirim – Abrace, referência não apenas no município, mas em todo o estado. O grupo oferece acolhimento, escuta ativa, orientação e suporte a muitas famílias que vivem ou desejam viver a experiência da adoção.
A importância de garantir os direitos da criança e do adolescente foi reforçada pela Promotora de Justiça Gerliana Maria. Ela chamou atenção para a escassez de profissionais da área de psicologia, fundamentais no acompanhamento dos processos de adoção, e destacou que Parnamirim é pioneira na criação de leis voltadas para o acolhimento e adoção.
“Não é apenas alusivo, é muito mais para conscientizar e informar acerca da adoção”, afirmou o vereador Thiago Fernandes, sublinhando o compromisso do município em avançar continuamente nas políticas públicas relacionadas ao tema.
Composição do dispositivo de honra
Além dos vereadores propositores da audiência pública, compuseram a mesa a Promotora de Justiça Gerliana Maria; a representante da Defensoria Pública, Gabrielle Carvalho; o vice-presidente da Abrace Parnamirim, Francimar Fonseca e Antônia Kaliana representando da juíza da Vara da Infância e da Juventude de Parnamirim, Dra. Suiane de Castro.
Um enorme buraco subterrâneo no centro de Mato Grosso do Sul, mais especificamente no município de Jardim, é o lar de 120 araras-vermelhas e mais de 150 espécies de animais silvestres. O Buraco das Araras é uma dolina, uma cavidade formada pela decomposição de rochas ao longo do tempo.
Por causa da rica biodiversidade que habita as paredes e o fundo da cratera de 100 metros de profundidade, onde também há um lago, o local foi reconhecido como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em 2007 pelo governo federal.
O que é uma RPPN?
É uma área de proteção ambiental criada em uma propriedade privada por iniciativa do dono da terra, que pode ser uma pessoa ou uma empresa, conforme determina o decreto federal 5.746/2006, que regulamenta essas áreas.
Veja outros animais e plantas encontrados na enorme cavidade:
🐊Jacarés
🐍Cobras
🐭Pequenos roedores
🐒Macacos
🦇 Morcegos
🐦Dezenas de espécies de pássaros, como pica-paus, periquitos, joãos de barro e andorinhas
🌳Capins, flores, árvores que dão sementes e frutos
O pequeno lago no fundo do buraco é alimentado pela água da chuva e nascentes subterrâneas. O local é a casa de um jacaré do papo amarelo, algumas serpentes, em especial uma sucuri, de quase 7 metros.
Cratera tem cerca de 300 mil anos
De acordo com pesquisadores, a formação geológica teve início há mais de 10 milhões de anos. Porém, o grande buraco que abriga inúmeras espécies só foi formado há cerca de 300 mil anos.
O “mundo perdido” começou a ser desvendado em 1912, quando trabalhadores rurais se depararam com o imenso buraco, que já abrigava dezenas de araras. Josenildo Vasquez, turismólogo da propriedade, é quem resgata a história do local.
Segundo a bióloga Salete Cinti, os paredões da cratera são essenciais para a rotina e reprodução das araras-vermelhas, daí vem o nome dado à área de preservação ambiental.
Durante a época de formação de casais, as aves usam as cavidades nas rochas para construir os ninhos como um local mais seguro para o nascimento dos filhotes.
“Além disso, os paredões ajudam no controle do crescimento dos bicos, que se desgastam naturalmente enquanto bicam as pedras e exploram o ambiente”, completa a bióloga.
Turismo sustentável, pesquisa e educação
Dentro e ao redor das RPPNs, como na Buraco das Araras, apenas três atividades são permitidas:
A pesquisa – pesquisadores e biólogos frequentam o local para estudar as aves, o solo e as plantas;
O ecoturismo – trilhas, observação de aves, visitas guiadas. Tudo bem controlado para não impactar o ambiente;
Educação ambiental – atividades que educam os visitantes sobre a importância da conservação.
Quem visita o local pode fazer dois tipos de passeios ao redor da dolina. O turismo foi liberado a partir de uma licença de operação emitida pela secretaria de meio ambiente de Mato Grosso do Sul e pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) emitida em 2007, no mesmo ano em que a propriedade se tornou uma RPPN. Veja as opções:
Trilha e contemplação: esse passeio dura aproximadamente 1h20. Os turistas fazem uma caminhada suave por uma trilha de 970 metros. O trajeto tem dois mirantes de parada para observação das aves e da dolina;
Observação das aves: a observação e fotografia das aves tem duração de 4 horas. Nesse período, o visitante escolhe o ritmo em que quer fazer a trilha de 970 metros. O foco é a captura de imagens.
Toda a atividade é acompanhada por guias de turismo ou monitores ambientais credenciados, que recebem treinamento para conduzir grupos de turistas no local. A interação com qualquer tipo de animal que vive na dolina é proibida.
Os passeios possuem valores que variam de R$ 117,00 a R$ 385,00. Pela legislação que rege sobre uma RPPN, todo o valor é destinado para a manutenção, conservação e preservação da área. O excedente dos lucros vai para o proprietário do Buraco das Araras, Modesto Sampaio (entenda mais abaixo).
Desde que foi reconhecido como uma RPPN, a entrada de pessoas dentro do buraco das araras é estritamente proibida, sendo liberada em casos de pesquisa científica e com o acompanhamento de órgãos fiscalizadores estaduais e federais.
Reconhecimento como área de preservação
Modesto Sampaio é dono do Buraco das Araras desde a década de 1980. A decisão de destinar a terra à conservação ambiental partiu do próprio “Seu Modesto”. Antes, as terras eram dedicadas à pecuária.
No ano de 2000, ele iniciou o processo para transformar o local em uma RPPN, e em 2007 a área de 29 hectares foi reconhecida pelo governo federal.
Assim, o proprietário compartilha com o governo a responsabilidade de conservar a natureza, ajudando a proteger a fauna e a flora do local. Por parte do governo é dado o incentivo que isenta o proprietário da RPPN do Imposto Territorial Rural (ITR) referente à área.
Quanto à fiscalização no local, acontece anualmente através de órgãos competentes a preservação, como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou secretaria de meio ambiente.
Para que uma RPPN seja reconhecida No Sistema Nacional de Unidades de Conservação(SNUC), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, são necessárias algumas etapas. Veja quais:
Escolher a área da propriedade com atributos ambientais (características naturais únicas daquele determinado local. Por exemplo, uma área de pasto não pode se tornar uma RPPN
Ter em dia todas as documentações da propriedade
Encaminhar o pedido ao órgão responsável, pode ser para uma secretaria estadual de Meio Ambiente ou ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Aguardar a vistoria dos órgãos competentes, para a liberação da licença e documentos
Na última sexta-feira (30), a Câmara de Parnamirim realizarou uma Sessão Solene em homenagem aos assistentes sociais do município. Na ocasião, houve a entrega da Comenda Gelza Frassinetti Bezerra Guedes, por proposição do vereador Thiago Fernandes.
Dia 15 de maio é celebrado o dia nacional do/a assistente social. Através da entrega da Comenda Gelza Frassinetti, cada vereador reconhece a importância desses profissionais.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte divulgou, na última sexta-feira (30), que recebeu oficialmente a decisão do Tribunal de Justiça do Estado que declarou inconstitucional a concessão de promoções a militares estaduais sem a existência de vagas previstas em lei. A corporação informou que já iniciou diálogo com associações representativas e agendou reunião para discutir os desdobramentos da medida, reforçando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a valorização dos profissionais da segurança pública.
CONFIRA A NOTA:
A Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte informa que recebeu, de forma oficial, a decisão de mérito proferida pelo Tribunal de Justiça do RN, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que declarou, com trânsito em julgado, a inconstitucionalidade dos dispositivos legais estaduais que autorizavam a promoção de militares estaduais sem a observância da existência de vagas previstas.
O Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior, já manteve diálogo com as associações representativas da corporação e agendou reunião para a próxima segunda-feira, reforçando o compromisso com a transparência, o respeito à legislação vigente e a preservação dos direitos da tropa, dentro dos limites estabelecidos pela ordem jurídica.
Ressalta-se que tratativas estão em curso junto às instituições competentes, visando a construção de soluções que atendam aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa e da valorização dos profissionais da segurança pública.
Os parlamentares da Câmara Municipal de Parnamirim se reuniram na última semana, no Plenário Dr. Mário Medeiros, para a 49ª sessão ordinária. Na ocasião, foi aprovado, por unanimidade e em regime de urgência, o ajuste salarial de 32,61%, aos servidores efetivos da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), que será implementado de forma parcelada entre os meses de maio e agosto deste ano.
O Projeto de Lei nº 112/2025, de autoria do Poder Executivo, representa um importante reconhecimento e valorização do trabalho desempenhado pelos profissionais da assistência social municipal. A primeira parcela do reajuste, correspondente a 10,18%, será aplicada já neste mês.
Durante a discussão da proposta, a líder do governo na Casa, vereadora Rhalessa de Clênio, parabenizou a atual gestão pela iniciativa e destacou a relevância da categoria. A parlamentar também reafirmou o compromisso da Câmara Municipal com a valorização dos servidores públicos.
Texto: Lívia Mel, sob a supervisão de Kassandra Lopes
O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, realizou, na madrugada desta sexta-feira (30), a apreensão de um adolescente de 16 anos após fuga de abordagem policial.
Durante patrulhamento na estrada de Japecanga, Parnamirim, os agentes se depararam com o jovem a bordo de motocicleta em alta velocidade, ocasião que desobedeceu a ordem de parada. Após intenso acompanhamento tático, já no bairro de Santos Reis, ele foi interceptado.
O menor, que já tem passagem policial por roubo, foi encaminhado à Central de Flagrantes, juntamente com o responsável legal, e autuado por ato infracional análogo ao crime de direção perigosa. Já o veículo, cujo licenciamento se encontra a em atraso, foi removido ao depósito.
A Câmara de Parnamirim junto com a APAFIS/RN (Associação dos Pais e Amigos dos Fissurados do RN) promove neste ano de 2025 uma semana de conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, que é uma malformação do lábio e/ou céu da boca.
A fissura labiopalatina pode causar dificuldades de fala, audição e autoestima. Para debater e conscientizar sobre o tema, o poder Executivo e a gestão do vereador Thiago Fernandes promoveu a visita a quatro colégios municipais que possuem alunos fissurados. O intuito desse encontro foi escutar esses alunos e combater a prática de bullying nesses espaços, propiciando para que o colégio venha a ser um ambiente acolhedor.
Desde 2022, através da Lei Ordinária nº 2.271, Parnamirim tem em seu calendário oficial de eventos a “Semana Municipal de Educação, Conscientização e Orientação sobre a Fissura Labiopalatina”, que, neste ano, iniciou sua programação no dia 25 de maio e vai até o dia 31 de maio.
A Câmara de Parnamirim, em uma parceria com a Prefeitura de Parnamirim, vai transmitir neste sábado (31), a 26º edição do evento Marcha Para Jesus. A transmissão acontecerá no Youtube da Casa Legislativa e no canal 29.2 da TV Aberta. A 26º edição da Marcha Para Jesus tem apoio de emenda parlamentar do mandato do vereador Gabriel Cesar.
Reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural e Imaterial de Parnamirim pela Lei nº 2.223/2022, o evento terá concentração a partir das 16h, na Av. Dr. Átila Paiva, nas proximidades da Rainha do Pastel. Na programação, estão as atrações Alice Maciel, Maria Marçal, Banda Via Sete, Banda Casa do Amor e Banda Igreja Verbo da Vida.
A Marcha para Jesus chegou ao Brasil em 1993, mas faz parte do calendário oficial desde setembro de 2009 através de Lei Federal 12.025. Desde então, o evento já foi realizado em países como Argentina, Canadá, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Japão, Moçambique, Rússia e Israel.
Nesta quinta-feira (29), durante a 50º Sessão Ordinária, a Câmara Municipal de Parnamirim promoveu uma Tribuna Livre, para debater o tema “Mulheridades livres de violência no contexto da Lei Maria da Penha”, que teve como representante Valéria Felizardo, mãe da jovem Analia. O momento foi uma solicitação da DIVERSOMOS (Associação Norte Riograndense LGBTQIA+).
No plenário da Dr. Mário Medeiros estavam reunidos além dos vereadores, a secretária municipal das Mulheres e dos Direitos Humanos Khatia Palhano e a secretária da Mulher do município de Extremoz Sheila Freitas, para escutar o discurso da convidada.
“Venho à Casa do Povo com o coração dilacerado, em nome da memória da minha filha Márcia Anália e em nome de todas as mulheres que têm sido silenciadas e violentadas, muitas vezes sob o teto que deveria abrigá-las com amor”, discursou Valéria.
A representante usou sua fala na tribuna para pedir também aos vereadores presentes comprometimento, humanidade e ação efetiva, para que casos como o de sua filha não voltem a se repetir. “Cada um dos senhores aqui presentes têm o poder e o dever de legislar por quem não pode mais gritar por socorro. Peço que a história de Márcia (Anália) não se perca em ofícios”, disse a convidada em sua fala na tribuna.
A vereadora Rárika Bastos prestou solidariedade à convidada e afirmou o compromisso da Câmara no combate dessas violências. “É nesse momento que tanto esta casa legislativa, quanto o Executivo se levanta colocando em evidência essa mulheres que tem conhecimento de causa, para que a gente consiga atender, acolher, compreender e dar resolutividade”
Caso Anália Márcia Anália Felizardo da Silva, de 23 anos de idade, foi encontrada morta em sua casa no dia 24 de abril de 2024. O seu ex-companheiro, Josué Viana, confessou o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Anália foi morta de forma brutal e o crime comoveu toda a sociedade.
“Dizei- me vós, Senhor Deus! Se é mentira… se é verdade, tanto horror perante os céus?”
Castro Alves, Tragédia no Mar
A realidade cruel, brutal e covarde do massacre genocida que ocorre na Faixa de Gaza, cada vez mais, teima em inquietar o mundo. A grande esmagadora maioria faz ouvidos moucos e parece que as mortes, desumanas e em massa, são, na verdade, uma ficção. Uma ilusão, pois não pode ser verdade tanta barbárie à luz do dia. Sem nem mais fingir. Sem esconder. Sem querer parecer falso. São os donos da vida e da morte. Escolhem quem querem matar, ou torturar.
O que ocorreu com a médica pediatra Alaa al-Najjar, que estava trabalhando no hospital quando os corpos de 7 dos seus 10 filhos chegaram mortos por um ataque criminoso de Israel, não pode ser simplesmente banalizado. Esquecido. De tão queimados, ela, em princípio, não os reconheceu. Dois deles, uma bebê de 6 meses e um de 12 anos, desapareceram. Apenas um sobreviveu, e está gravemente ferido.
É bom citar os nomes, são crianças, são pessoas: Yahya, Rakan, Raslan, Jibran, Eve, Rivan, Luqman, Sadeen e Sidra. Todas crianças que poderiam ser nossos filhos. Viraram números no genocídio bárbaro que Israel faz em Gaza. Sob o silêncio cúmplice e covarde de todos. Do mundo. Nosso.
É importante ouvir o que têm a dizer os médicos que, heroicamente, trabalham na região. Em seguida ao ataque, uma médica pediatra, colega da mãe das crianças assassinadas, deu uma entrevista muito emocionante.
Ela relatou que mais de 1400 médicos e agentes de saúde já foram mortos, bem como seus familiares. Ela acusa o Estado de Israel de fazer uma ação criminosa e deliberada para atingir os agentes de saúde. Um crime que deveria chocar a todos. É importante frisar que 35 dos 36 hospitais de Gaza foram alvos de ataques criminosos do Estado de Israel.
O ataque covarde, criminoso e bárbaro do Hamas, em 7 de outubro de 2023, em que o sul do território israelense foi brutalmente atingido com 1.200 pessoas mortas – crianças, mulheres e idosos – e com a barbaridade de fazerem reféns, obviamente não pode ser usado como motivo e justificativa para o genocídio. O mundo livre e humanitário tem que se posicionar contra as duas barbáries. Só que o genocídio israelense impera desde então. E o que se vê é a omissão covarde do mundo dito civilizado.
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No início dessa selvageria, perdi um amigo que respeitava. Ao entrar em um restaurante em SP, fui surpreendido com um banqueiro, jovem e brilhante, que me abordou falando alto e de maneira arrogante e prepotente: “Diga ao seu amigo Lula que ele vai ficar isolado no mundo se ficar contra Israel. Vamos isolá-lo”. Perplexo, respondi que não era menino de recado e que o presidente estava do lado certo da história e ele quem ficaria isolado. Hoje, os genocidas sentem a força e o peso do isolamento e do desprezo. Não sei o que esse meu amigo pensa agora do genocídio, nunca mais falei com ele.
Outro sinal da doença da covardia é o comportamento dos grupos ditos progressistas. Faço parte de vários, embora pouco participe, apenas acompanho. Em um deles, unido e com história de compromisso com as causas democráticas, o assunto genocídio quase rompeu o grupo. Parei de acompanhar. O véu que cobre as consciências nesse assunto é muito denso. Todos parecem estar tratando de assuntos diversos. No meio, como em todo grupo grande, surgem mensagens sobre rivalidades de futebol. Um ataque a um hospital é meio que esquecido por um ataque do Flamengo que resultou em gol. E sempre alguém lembra que o Palmeiras não tem mundial.
Enquanto isso, a nota contra o genocídio bárbaro pelo Estado de Israel parece não passar pelo exame do VAR. Alegam um impedimento. E a falta de coragem de denunciar a barbárie acaba ganhando de goleada. Nem a solidariedade às crianças que estão morrendo de fome pelo bloqueio assassino que se opera em Gaza parece vencer a barreira do preconceito. Os que não morrem de fome, morrerão pelas bombas. O nosso silêncio será o túmulo de toda a omissão e covardia.
Lembrando-nos da frase atribuída a Mário Quintana, mas que é de autoria incerta: “O que muda a gente não é o que a gente fala, é o que a gente cala”.