O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (18) para invalidar a revista íntima vexatória em visitantes de presos. Ou seja: não será permitido o procedimento de exposição e inspeção das partes íntimas de quem vai visitar os detentos nas unidades. Além disso, a prova obtida a partir desta prática não será aceita em processos penais.
Os ministros também votaram no sentido de conceder um prazo de 24 meses para que os governos comprem e instalem equipamentos que serão usados nas revistas pessoais – scanners corporais, esteiras de raio X e portais detectores de metais.
O processo voltou à pauta no plenário virtual do tribunal nesta sexta-feira (18). A análise tinha sido interrompida em maio deste ano, após um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin.
Prevalece o voto do relator, ministro Edson Fachin, com contribuições do decano Gilmar Mendes. Formam a maioria ainda as ministras Cármen Lúcia, Rosa Weber (aposentada), o ministro Cristiano Zanin e o presidente Luís Roberto Barroso.
Com isso, há:
6 votos para proibir a revista íntima vexatória e dar prazo para o governo comprar equipamentos;
4 votos para admitir a busca pessoal como algo excepcional, desde que não vexatória, justificada e com o aval do visitante, e com a possibilidade de responsabilizar autoridades por irregularidades.
Na reabertura do julgamento, Zanin votou com o relator, mas sugeriu um aperfeiçoamento no texto da tese para garantir segurança jurídica. A ideia é permitir buscas pessoais (desde que não vexatórias) nos visitantes de presos, até que o Poder Público instale os equipamentos eletrônicos para o procedimento.
Chegando agora à terceira patente na área de combustível, Robson mantém intensa produção acadêmica – Foto: Cícero Oliveira – UFRN
Gasolina, querosene de avião e propelente são três espécies de um mesmo “assunto”. Pela afirmação, e tomando o conhecimento do senso comum a respeito da primeira palavra, a injunção de que são tipos de combustível é facilitada. No segundo nome, já há a indicação de para qual transporte é o uso. Mas, e o propelente, o que é? E por que vamos falar dele?
Bom, propelentes são materiais energéticos que apresentam a característica específica de liberar alta quantidade de energia durante o seu uso. Eles são responsáveis pela propulsão de um determinado material. No caso, são combustíveis usados em mísseis e foguetes que, quanto mais energia liberam, melhor será. E, para aumentar essa quantidade de “força”, uma alternativa é o investimento em pesquisas. É aqui que o assunto fica mais interessante.
Do tema, uma novidade surgiu neste mês de outubro em uma pesquisa na UFRN: a criação de uma nova formulação propelente para foguetes e mísseis, envolvendo o emprego de uma liga metálica, em forma de pó. Com a alteração da composição do combustível e diferentes proporções entre as substâncias, constatou-se que todas as formulações combustionam com facilidade, de forma contínua, deixando, em todos os casos, um resíduo sólido com menos de um por cento da massa de propelente empregada.
“Os resultados encontrados atestam a viabilidade do emprego das ligas metálicas alumínio-magnésio-lítio, ou Al-Mg-Li, combinadas com azida de sódio, como combustíveis na produção/preparação de propelentes sólidos para foguetes ou mísseis”, afirma Robson Fernandes de Farias. Cientista responsável pela pesquisa, ele circunstancia que é comum a utilização de ligas de alumínio na indústria aeroespacial como material estrutural, tendo sido constantemente melhoradas ao longo do século passado e constituindo, presentemente, cerca de 80% do peso das aeronaves modernas.
O combustível é usado na forma sólida – Foto: Cícero Oliveira – UFRN
Antes de entrarmos nos pormenores da pesquisa, é pertinente falarmos de algumas minúcias dos propelentes. Usados no formato sólido — ao contrário da gasolina —, o propelente é resultante da mistura de um combustível, de um oxidante e de um aglutinante. Num foguete ou míssil, a proporção é variável entre os três ‘pilares’ e obedece às funções de cada um para se chegar à ‘explosão’. O aglutinante, por exemplo, deve, preferencialmente, facilitar a processabilidade do propelente, sendo, no mundo ideal, também uma substância combustionável.
Voltando aos pormenores, Robson Farias salienta que o propósito da pesquisa é obter novas formulações propelentes, explorando-se a capacidade da azida de sódio de atuar como composto gerador de gases, bem como a subsequente combustão do sódio metálico formado. Esse gás ‘residual’ é o N₂, um gás inerte, que não toma parte no efeito estufa, o que acaba se traduzindo também é um valor para o propelente criado. Isso tudo em um contexto no qual o emprego de ligas metálicas combinadas com compostos inorgânicos geradores de gás é uma via promissora a ser explorada.
Durante o tempo de estudo, o professor do Instituto de Química ‘criou’ duas formulações, ambas preparadas mediante acréscimo do aglutinante à mistura oxidante-liga metálica, até a obtenção de uma pasta uniforme e viscosa, considerando-se as faixas de percentuais escolhidas. Os testes de queima (combustão) foram efetuados empregando-se massas menores do que um quilo do propelente, acondicionadas em minifoguete cilíndrico, de aço inox. “O propelente em si já está finalizado. Nesse caso, não há que falar-se exatamente em protótipo, mas em uma formulação já acabada. Prosseguimos em nossas pesquisas na área de propelentes químicos, e novos pedidos de patente estão previstos para um futuro próximo”, frisa Robson Farias.
Assim como outros existem em um passado próximo. Com expertise ampla na área, este não é o primeiro pedido de patenteamento capitaneado pelo pesquisador. São exemplos o desenvolvimento anterior de um novo combustível espacial, a partir da utilização de um aglutinante “diferenciado” na formulação do propelente (Novo combustível aeroespacial), bem como o depósito que trazia a solução para uma desvantajosa relação entre combustível e oxidante nos propelentes sólidos (Novas “gasolinas” para foguetes e mísseis).
“Todas têm aplicação no setor de defesa, empregados na indústria aeroespacial, o que envolve veículos lançadores de satélite, e que se traduzem em tecnologia nacional capaz de diminuir a dependência tecnológica do exterior”, coloca o docente. Dessa última, depositada no último mês de outubro e denominada “Ligas metálicas alumínio-magnésio-lítio combinadas com azida de sódio como combustíveis na preparação de propelentes sólidos para foguetes e mísseis”, há a expectativa de ser mais um caminho científico para o aproveitamento de recursos energéticos. Robson pontua também que a temática geral na qual se insere a patente foi abordada por ele no livro Chemistry of Modified Oxide and Phosphate Surfaces: Fundamentals and Applications, especificamente no capítulo Oxides and phosphates in the formulation of new solid propellants for rockets and missiles.
Propulsão, propelente, propagar
Os hominídeos se tornaram humanos quando aprenderam a usar a combustão a seu favor. Embora a afirmação tenha contornos de inabitualidade, é defendida por cientistas como o antropólogo britânico Richard Wrangham, o qual remete a um momento bem mais rudimentar do que o vivenciado na contemporaneidade, quando o calor do fogo produzido pela queima da madeira era direcionado para obtenção de conforto térmico, cozimento de alimentos e fabricação de utensílios de cerâmica, ferramentas e armas.
A informação abre um paper cuja autoria Robson divide com o também professor da UFRN, George Santos Marinho. Nele, sabemos que o uso de combustíveis sólidos para propulsão se incorporou à história da ciência e tecnologia dos foguetes por volta do século XIII, quando os chineses desenvolveram artefatos (recreativos e bélicos) movidos à reação devido à queima da pólvora. Igualmente, conhecemos que, dentro das limitações técnicas existentes no início da década de 1930, entusiastas do voo espacial deduziram que levar artefatos do solo à órbita terrestre requeria energia disponível mediante a combustão líquida. Desse entusiasmo, a pesquisa sobre propulsão líquida passa a ser conduzida sob sigilo militar, resultando nas famosas bombas V2, utilizadas durante a II Guerra Mundial.
Além disso, ainda que tentativas existam, a propulsão química mantém-se onipresente, sendo a única disponível para lançamento de artefatos aeroespaciais, como foguetes e mísseis, a partir do solo. Por fim, embora não contemple todo o conteúdo da publicação, distingue-se que, embora cada tipo de combustível (sólido ou líquido) apresente vantagens e desvantagens no tocante à propulsão química, os sólidos levam vantagem e, portanto, predominam, notadamente na área militar. Daí a relevância de acréscimos de formulações aos propelentes.
O mural “Etnias” no RJ, do brasileiro Eduardo Kobra, é reconhecido como o maior grafite do mundo pelo “Guiness world records.
O Brasil agora reconhece oficialmente quatro expressões artísticas fundamentais para a sua cultura: a charge, a caricatura, o cartum e o grafite. A Lei 14.996, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 15 de outubro de 2024, estabelece a promoção e preservação dessas manifestações pelo poder público, garantindo a liberdade de expressão para artistas e cidadãos.
O projeto de lei, iniciado na Câmara dos Deputados e aprovado na Comissão de Educação, é uma forma de reconhecer essas manifestações como parte essencial da identidade cultural brasileira. A senadora Teresa Leitão (PT-PE), ao apresentar o relatório, ressaltou que, em um mundo cada vez mais globalizado, o Brasil precisa valorizar suas expressões artísticas, que não apenas ilustram a diversidade do país, mas também incentivam uma sociedade mais crítica e criativa.
Com a sanção da Lei 14.996, essas formas de arte ganham um novo status, não só como instrumentos de crítica e reflexão, mas também como elementos essenciais da cultura nacional, que merecem proteção e apoio para florescer em um cenário onde a liberdade criativa é cada vez mais vital.
Articulista afirma que vê com esperança expectativa da PF em concluir investigações sobre o 8 de Janeiro ainda neste ano; na imagem, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-coach Pablo Marçal e o ministro Alexandre de Moraes.
Por Kakay.
“Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.”
–Carlos Drummond de Andrade, poema “Os Ombros Suportam o Mundo”
É como se o ano tivesse chegado ao final antes da hora: de repente, já se avizinham as festas. Tem sido um período duro, embora com bons enfrentamentos. Cresce no Congresso uma ideia que ouvi pela primeira vez, há mais de ano, e que julguei ser um disparate total. A oposição se organiza para fazer uma ampla maioria no Senado com a finalidade específica de promover o impeachment de ministros do Supremo, especialmente o do ministro Alexandre de Moraes.
Não é uma agenda pensada com tanta antecedência para melhorar a vida do cidadão brasileiro, ou as relações entre os Poderes, ou para regular setores que precisam ser discutidos em um ambiente democrático e saudável. O interesse dos partidos de extrema-direita é buscar garantir força no Senado para ter o Supremo Tribunal como refém. Ao que parece, a agenda golpista bolsonarista segue sedenta por mais violências e absurdos, como se o impeachment de quem quer que seja fosse mera opção política. E não é! Ao longo dos últimos tempos, a política tem sido alvo de frequentes testes e ataques. O próximo alvo parece já escolhido e é preciso reagir imediatamente.
Com a meta de desorganizar a sociedade –priorizando mentiras e propostas teratológicas como maneira de fazer política–, o país não conseguiu ainda superar o caos de 4 anos de bolsonarismo. A estratégia de desarrumar as conquistas sociais cravou na alma do Brasil as garras que fizeram a democracia sangrar. Depois de um desastre social e humanitário no enfrentamento da pandemia, com mais de 700 mil mortos pela irresponsabilidade criminosa e estupidez do governo, o país assistiu, perplexo, à completa incapacidade do Estado de responsabilizar os que estavam à frente da condução da crise.
Praticamente não houve uma responsabilização dos que, dolosamente, agiram para levar o país para o abismo. Existem milhares de corpos insepultos e almas penadas à espera da condenação dos agentes públicos criminosos. Rondam sem rumo, impulsionados na dor dos familiares e amigos.
E a sanha da extrema-direita, vendo que a impunidade é a regra, não se conformou em perder as eleições no voto. Fizeram o diabo. Infernizaram a vida do cidadão brasileiro com inverdades e total desprezo pelos princípios democráticos. Atacaram as instituições, tentaram desmoralizar o Supremo e cooptaram o Congresso. Não satisfeitos, culminaram com a tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro. O Brasil passou a viver de uma aventura a outra. A certeza da inação do Estado faz com que as ações golpistas e de terror aconteçam à luz do dia.
Na disputa pelo cargo de prefeito da maior cidade do país, um candidato que logrou 28,14% dos votos teve o descaramento de apresentar um laudo falso, sabendo ser falso, tentando mudar o jogo na última hora, quando não daria mais tempo para resposta. A imoralidade e os métodos assumidamente criminosos viraram a regra dos grupos de direita radical. Percebo, com um olhar de esperança, uma declaração do diretor-geral da Polícia Federal no sentido de concluir as apurações sobre os descalabros bolsonaristas até o final do ano. Ele tem toda razão em afirmar que o tempo da investigação não é o tempo da política e da imprensa. Tem que haver rigor técnico e cuidado com a prova.
Mantendo a presunção de inocência. O que nos permite ser angustiados são os exemplos que vêm da omissão na pandemia e de tantos outros prejuízos. Por isso, hoje, todos entendem por que Bolsonaro aparelhou órgãos do Estado. Mas devemos ter a certeza de que o Estado deve chamar à responsabilidade os Pablos e Bolsonaros. Já passou da hora de o país voltar à normalidade democrática. Quero começar o dia novamente lendo o caderno de cultura e os programas ligados à arte e à literatura. Ninguém pode viver, permanentemente, sob a insegurança e sob o medo.
Repetindo Torquato Neto:
“É preciso que haja algum respeito, ao menos um esboço ou a dignidade humana se afirmará a machadadas”.
A maior superlua do ano pode ser vista nesta quinta-feira (17). O astro parecerá maior e mais brilhante, pois estará no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. O momento exato da lua cheia vai variar conforme o fuso horário. Nesses dias de céu claro, já é possível verificar o astro parecendo bem maior, chamando a atenção de todos que o observam.
O satélite estará a cerca de 357.364 quilômetros da Terra. Em média, a Lua se encontra a aproximadamente 384.400 quilômetros de distância do planeta
A Lua Cheia ocorre quando o Sol e a Lua estão alinhados em lados opostos da Terra, iluminando 100% da face visível da Lua.
Superlua De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento, o termo “superlua” não tem uma base científica. Ele foi criado pelo astrólogo Richard Nolle, em 1979, na revista Dell Horoscope, que já não existe mais. Nolle determinou que o termo “super” se aplicaria a uma lua cheia que ocorresse quando a Lua estivesse no perigeu ou até 90% próxima dele, embora o motivo para escolha não seja claro.
A 1ª Mostra de Cinema da Diversidade chegou ao Teatro Poti Cavalcanti, trazendo uma programação imperdível. De 15 a 19 de outubro, São Gonçalo do Amarante será palco de filmes que celebram a diversidade e a inclusão, além de debates emocionantes!
A Prefeitura de São Gonçalo tem investido forte na valorização da cultura em nosso município, e esse evento é uma grande oportunidade para fortalecer ainda mais esse compromisso. Marque na agenda, convide os amigos e venha se inspirar com essa mostra que promete emocionar.
Local
Teatro Poti Cavalcanti (Rua Alexandre Cavalcanti, S/N, Centro, São Gonçalo do Amarante – RN)
Ingressos gratuitos, distribuídos no local a partir das 17h
A maioria dos brasileiros a partir dos 16 anos é favorável à proibição do uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas, tanto em sala de aula quanto nos intervalos. De acordo com uma nova pesquisa Datafolha, 62% da população apoia o banimento.
Na parcela da população que tem filhos de até 12 ou de até 18 anos o apoio à proibição é um pouco maior: 65%. Ao mesmo tempo, 43% dos pais de crianças de até 12 anos dizem que seus filhos já têm aparelho celular próprio, e até 18 anos, 50%.
É ainda maior o número dos que consideram que o celular traz mais prejuízos do que benefícios ao aprendizado de crianças e adolescentes: 76% da população e 78% entre os que são pais de crianças.
Uma investigação da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) apontou que a infecção bacteriana que atingiu 15 pacientes em um mutirão de cirurgias de catarata na cidade de Parelhas, distante mais de 240 quilômetros de Natal, tem indícios de ter sido causada por contaminação em procedimentos como higienização e esterilização.
A avaliação foi divulgada pela coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, nesta quarta-feira (16), após uma inspeção realizada pela equipe na cidade. Pelo menos oito pacientes precisaram remover o globo ocular por conta da infecção.
“Percebemos que, pelas características clínicas de infecção dos pacientes, uma vez que nesses pacientes que tiveram adoecimento os primeiros sintomas aconteceram 48 horas após o procedimento, isso é muito sugestivo de contaminação de procedimento, relacionado às boas práticas”, disse.
“Então fica, assim, relacionado à forma de procedimento dos profissionais que executaram as cirurgias”.
O mutirão aconteceu nos dias 27 e 28 de setembro na Maternidade Dr. Graciliano Lordão com, ao todo, 48 pacientes de Parelhas. No entanto, das 20 pessoas operadas no primeiro dia, 15 apresentaram endoftalmite, uma infecção ocular causada pela bactéria Enterobacter cloacae.
Os problemas de procedimento, segundo Diana Rêgo, apontados na investigação são relacionados à esterilização de equipamentos e higienização dos profissionais e do ambiente, por exemplo.
ARTE KIKO – Este é um momento bom de reflexão, entre o primeiro e o segundo turno das eleições
Em uma sociedade que se pretenda civilizada, é necessário cumprir certas leis de convivência. O cidadão não pode viver seguindo regras próprias que atentam contra o que regem as normas civilizatórias. Durante a campanha eleitoral, presenciamos certos abusos teratológicos. Candidatos que se portavam como se as pessoas fossem obrigadas a acompanhar as mais deslavadas mentiras e promessas sem nenhum fundamento com a realidade. Mesmo com todo o risco que corremos com figuras escatológicas, como o Pablo Marçal, as eleições servem como um termômetro para acompanhar o
As eleições municipais refletem, de alguma maneira, o que as pessoas pensam e querem para o dia a dia nas suas cidades. E tem um perfil diferente da eleição para Presidente da República. É uma espécie de eleição caseira. Os indivíduos se comportam, em muitos casos, como se fossem vizinhos. Aparecem pedindo votos o “Zé da Mercearia”, a “Maria Costureira”, o “Alemão do Gás” e o “100 Miséria”. São eleições importantes e fundamentais para o cotidiano do eleitor.
É claro que, em uma cidade como São Paulo, com 9,3 milhões de eleitores e o terceiro maior orçamento do país, a pegada é um pouco diferente e os interesses nacionais estão postos no tabuleiro. A cidade teve 1.016 candidatos a vereador e 10 ao cargo de prefeito. A capital é o quinto maior eleitorado do país e o estado o maior, com 34,6 milhões de eleitores. Por isso, os candidatos com projeção nacional se empenham para mostrar força e poder. Muitas vezes, com medo de perder, optam por não se exporem tanto, mas tudo faz parte de uma estratégia.
Nas eleições de 6 de outubro, a grande mídia parecia tratar quase só da eleição de São Paulo. Com isso, mesmo quem mora em Brasília – onde não existe eleição para prefeito ou vereador –acompanhou, meticulosamente, o que acontecia na capital paulista. E o fenômeno Pablo Marçal ultrapassou muito as barreiras do município. Virou uma questão nacional. Até onde o “pode tudo” deve imperar para se chegar ao poder? Existe algum limite que possa, de certa forma, preservar o Estado democrático de direito, ou o vale-tudo é a regra? A mentira, a agressividade, o baixo nível e o engodo estão liberados e nada pode conter a manipulação escancarada?
Este é um momento bom de reflexão, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. De certa maneira, foi muito bom que a Justiça Eleitoral, agindo aqui e ali, não tenha cassado o direito de candidatura do Pablo Marçal. Tivesse sido impugnado, seria um mártir e teria um discurso de que tiraram dele a prefeitura. Disputou e perdeu. Mas isso não significa que devemos passar uma borracha em tudo o que ele fez durante a campanha. Com seus 1.719.274 milhões de votos, 28.14% do eleitorado, o candidato se habilitou para outros voos em eleições futuras. Parece evidente que a Justiça Eleitoral, e mesmo a criminal, precisam prestar contas à sociedade. Não é uma questão de perseguir quem quer que seja. Trata-se de uma questão civilizatória e de justiça.
A investigação sobre os métodos de se fazer campanha deve ser levada a efeito de maneira técnica e isenta. Senão, terá valido a pena abusar e cometer inúmeros atos ilegais, e até criminosos, para se habilitar em eleições futuras. Com a monetização que ocorre hoje, nas redes sociais, os abusos podem servir para ganhar dinheiro e popularidade.
Daqui a 2 anos, teremos eleições nacionais para Senado, Câmara Federal, legislativos e governos estaduais e Presidência da República. Quem usou e abusou de uma campanha criminosa, mesmo perdendo, deve ser responsabilizado. Não é possível, em um Estado democrático de direito, que o acúmulo de erros propositais possa, ao final, significar uma vantagem para as próximas eleições.
Por isso, talvez nessa campanha municipal, a maioria dos candidatos não apresentaram nenhuma proposta para governar a cidade. Proposta séria, ao que parece, não dá votos. A aposta é nas mentiras, nos laudos falsos e na agressividade vulgar. Para os que ganham com o caos, faz-se necessário o olhar atento do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.
O eleitor civilizado agradece, lembrando Churchill: “Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.”
Programa analisa dados complexos, como medições de tensão, energia ativa e demanda, ajudando a definir a melhor estratégia de consumo| Foto: Divulgação
Com as cobranças complementares na conta de energia e a bandeira tarifária vermelha no patamar 2, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), essa despesa vem gerando uma forte preocupação nas contas de consumidores em residências e empresas. Foi por isso que o aluno Paulo Ramon Oliveira, sob orientação do professor Max Chianca, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), se reuniram para desenvolver um software capaz de auxiliar profissionais a identificar caminhos para uma melhor gestão do consumo de energia. O programa já recebeu registro de proteção industrial, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
O projeto “Banco de dados relacional para a modelagem computacional do setor elétrico brasileiro em sistemas de gestão de ativos energéticos” surgiu a partir da experiência de Paulo Ramon no mercado, trazendo os conhecimentos para o Mestrado Profissional do curso de Engenharia Elétrica. A ideia foi criar uma solução automatizada para cálculos complexos envolvendo consumo de energia, a partir da orientação do professor Max Chianca.
“O software foi pensado para automatizar decisões que podem reduzir custos no consumo de energia. A ideia é oferecer uma ferramenta que analise dados complexos, como medições de tensão, energia ativa e demanda, ajudando a definir a melhor estratégia de consumo”, explica o docente e orientador do projeto, ressaltando a importância diante das mudanças de consumo e de cobrança existentes no Brasil.
No acréscimo gerado pela bandeira vermelha 2 neste mês de outubro, estão sendo cobrados R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A justificativa apresentada pela ANEEL foi norteada pelo GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), influenciados pelas expectativas de baixa afluência nos reservatórios das hidrelétricas e pela elevação do preço do mercado de energia elétrica.
Na composição do valor a ser pago no fim do mês por uma indústria ou um estabelecimento comercial, está a tarifa de demanda. Segundo Max, essa cobrança é feita pela potência máxima consumida durante um período, o que pode variar conforme o perfil de consumo, e o software ajuda a definir as melhores estratégias de uso. “Se o valor da demanda contratada for muito baixo, a empresa paga multas e, se for muito alto, o custo será maior que o necessário. O software ajuda a calcular o valor ideal, evitando gastos desnecessários ou multas por excedente”, afirma.
Outra tarifa contemplada na elaboração da plataforma foi a excedente de reativos, voltada para grandes consumidores quando o fator de potência está fora da faixa aceitável, necessitando da implementação de bancos capacitores. No entanto, essa ação não pode ser realizada sem o devido estudo. Essa é a hora que o software entra em ação para determinar o valor e o tipo correto de potência reativa que deve ser instalado.
“É uma inovação que pode acelerar e otimizar o trabalho dessas empresas, facilitando a análise e a negociação com as concessionárias de energia”, explica Max Chianca, professor e orientador do software. Para que tudo isso tenha funcionalidade em longo prazo, a plataforma precisa continuamente ser atualizada com dados do consumo do cliente.
Apesar de a UFRN ter recebido o registro de proteção industrial concedido pelo INPI no dia 8 de outubro, o engenheiro Paulo Ramon ainda avalia quais são as melhores estratégias para lançar o produto ao mercado por meio de parcerias ou diretamente com empresas interessadas.
Esta quarta-feira (16), se tornou um dia histórico para a saúde de São Gonçalo do Amarante. O prefeito Eraldo Paiva participou da inauguração do Hospital do Lions, no Bairro do Amarante, uma referência em tratamentos de saúde ocular e no combate à cegueira.
A Prefeitura de São Gonçalo é uma grande parceira dessa iniciativa, que vai transformar a vida de nossa população com serviços especializados e de alta qualidade. Além disso, foi firmado um convênio com o Banco de Olhos dos Lions do RN, ampliando o acesso aos serviços oferecidos pela unidade.
“Nosso compromisso é com a saúde e o bem-estar do povo de São Gonçalo”, destacou o prefeito Eraldo Paiva.
O Google Brasil introduziu uma ferramenta que facilita o acesso das vítimas de violência doméstica a canais de apoio. Ao pesquisar termos relacionados, como “violência doméstica” ou “agressão”, o usuário verá, no topo dos resultados, informações rápidas sobre a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), o Ministério das Mulheres e o CVV.
A funcionalidade, já disponível em países como Estados Unidos, Índia e México, foi criada em parceria com o Ministério das Mulheres e o CVV. Para usar, basta realizar uma pesquisa no Google e clicar na caixa de informações para ser direcionado aos canais de suporte. A iniciativa também inclui informações sobre prevenção ao suicídio e denúncias de abuso sexual infantil.
Exemplo de uso da ferramenta:
Se uma vítima de violência doméstica no Brasil fizer uma pesquisa no Google por “violência doméstica” ou “meu parceiro me agrediu”, aparecerá no topo da página uma caixa com informações rápidas sobre a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), além de links diretos para serviços de apoio como o CVV. Ao clicar na caixa, a pessoa poderá acessar rapidamente os canais de ajuda, sem precisar navegar por outros sites, garantindo suporte imediato em momentos críticos.
A prefeita eleita Nilda Cruz encaminhou na tarde de hoje, a lista com 23 nomes que integrarão a lista de transição do futuro governo, aonde constam técnicos e políticos. O objetivo é ter uma radiografia de como a nova gestão irá receber o governo municipal em janeiro de 2025. Para comandar a transição ficou o tabelião Airene Paiva, além de Airene, a lista também consta os nomes do ex-deputado Kelps Lima e do ex-prefeito Maurício Marques, que buscarão informações mais detalhada da situação financeira e administrativa do poder executivo.
Mas a prefeita eleita Nilda Cruz, já deixou claro que será uma transição de paz e harmonia, visando estabelecer uma relação cordial com a atual gestão.
Veja abaixo, a lista na íntegra!
Lista dos nomes da Equipe de Transição e suas respectivas áreas de atuação:
Airene José Amaral de Paiva Direito Imobiliário – Coordenador
Kelps de Oliveira Lima Mestre em Gestão Pública
Thiago Cortez Meira de Medeiros Direito Público
Fativan Alves Moura de Paiva Gestão Pública
Gilney Michell Delmiro de Góis Administração
Eliza Christina Toscano de Mendonça Brito Educação pública
Caio César Varela da Silva Gestão pública
Raquel Andrade Lopes Padilha Administração
Anderson Quirino Oliveira de Lima Mestre em Gestão Pública
Tania Mara da Silva Gouveia Gestão e Saúde
Felipe Medeiros de Queiroz Contabilidade
Mácia Regina Vieira de Morais Educação pública
Fábio Falcão de Miranda Arquitetura e Urbanismo
Charleane Vaneska Estevam Falcão Souza Comunicação e Gestão Pública
Tarcísio José Ribeiro de Lara Andrade Júnior Gestão Pública
lutador Mike Perry, conhecido por sua passagem pelo UFC, foi preso no último sábado, 12 de outubro, em Clermont, Flórida. De acordo com o departamento de polícia do Condado de Lake, Perry, de 33 anos, estava sob a acusação de dirigir alcoolizado. Após a detenção, ele foi liberado cerca de cinco horas depois, mediante pagamento de fiança estipulada em aproximadamente R$ 8,5 mil.
Enfrentamento Legal O caso de Mike Perry está programado para ser ouvido pela justiça norte-americana no dia 30 de outubro. Durante essa audiência, espera-se que ele apresente seu depoimento e possivelmente enfrente mais sanções legais, dependendo das circunstâncias e das provas apresentadas. Esta situação não é inédita para o lutador, que já teve outros encontros com a justiça ao longo de sua carreira.
Prêmio Trampolim da Vitória é Comandado pelo jornalista Rannier Lira há 25 anos.
A tão aguardada noite do empresariado local de Parnamirim ocorrerá em novembro. Comandada pelo jornalista Rannier Lira há 25 anos, essa festa se consolidou como uma tradição no calendário da cidade.
O Prêmio Trampolim da Vitória é o evento de premiação mais longevo do estado, reconhecido e respeitado no meio empresarial.
Mais de 80 empresas e empresários serão homenageadas na cerimônia, e a votação para a escolha dos vencedores desta edição se encerrarou nesta segunda-feira, com mais de 200 mil votos.