
Faleceu na manhã de hoje, em Parnamirim, Tânia Negócio de Freitas, ex-primeira-dama do município e uma mulher cuja trajetória se confunde com parte importante da história social e política da cidade.
Filha do renomado advogado e ex-deputado estadual Mário Negócio, com raízes familiares em Mossoró, Tânia construiu ao longo da vida uma história marcada pela dedicação à família, à educação e, sobretudo, às causas sociais.
Profissionalmente, atuou como bibliotecária na Escola Santos Dumont, em Parnamirim, contribuindo para a formação de gerações de estudantes. Sua atuação na vida pública ganhou maior destaque durante os dois mandatos do marido, o ex-prefeito Raimundo Marciano de Freitas, que administrou Parnamirim nos períodos de 1989 a 1992 e de 1997 a 2000.
Durante as gestões do marido, Tânia exerceu a função de secretária de Assistência Social, aproximando-se ainda mais das famílias e das comunidades mais carentes do município. O trabalho desenvolvido na área social fez com que conquistasse o carinho e o reconhecimento de muitos parnamirinenses, que passaram a chamá-la de “mãe dos pobres”.
Mais do que um título, a expressão passou a representar a imagem de uma mulher conhecida pela sensibilidade e pela disposição em ajudar aqueles que mais precisavam. Seu nome ficou associado a histórias de solidariedade e acolhimento que permanecem na memória de muitas famílias de Parnamirim.
Tânia também deixa uma importante história familiar. Ao lado de Raimundo Marciano, construiu uma família que também teve participação na vida pública e empresarial do Rio Grande do Norte. Entre seus filhos estão Marciano Júnior, Gustavo Negócio de Freitas, Mário Negócio Neto, George Freitas e Paulo Negócio.
Em dezembro de 2024, Tânia e Raimundo Marciano celebraram 60 anos de casamento, marcando seis décadas de uma história construída lado a lado, entre a família, a vida pública e a dedicação à cidade que escolheram para viver.
A morte de Tânia Negócio de Freitas representa a despedida de uma mulher que deixou sua marca na história de Parnamirim. Seu legado permanece na memória daqueles que conviveram com ela e, especialmente, das famílias que encontraram em sua atuação social uma palavra de acolhimento, solidariedade e esperança.