Falso médico que atendia pacientes do SUS em três cidades potiguares é preso

 

Um homem de 33 anos foi preso nesta quarta-feira 4, em Parnamirim, suspeito de se passar por médico e atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Poço Branco, Taipu e Monte Alegre, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava a identidade, o carimbo e o número de registro profissional de um médico inscrito no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para realizar atendimentos de urgência e prescrever medicamentos controlados e injetáveis.

O verdadeiro médico, cujas credenciais teriam sido utilizadas, nunca teria atuado no Rio Grande do Norte.

A prisão preventiva ocorreu durante a Operação Alter Ego, que também cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.

As investigações identificaram a suposta atuação irregular em hospitais públicos e unidades de pronto atendimento dos três municípios. A polícia não informou quantos pacientes foram atendidos nem por quanto tempo o homem teria exercido a atividade.

O investigado também se apresentava como médico nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. Segundo a corporação, ele teria utilizado e-mails fraudulentos para tentar enganar órgãos de fiscalização.

Após ser interrogado, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil continua investigando a possível participação de terceiros na facilitação de contratos e cadastros que permitiram sua atuação nas unidades de saúde.

Informações sobre o caso podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.

Veja o vídeo:

URGENTE: MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA MANTÉM CASSAÇÃO DA PREFEITA DE MAXARANGUAPE E DETERMINA NOVAS ELEIÇÕES

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento aos recursos apresentados pela prefeita de Maxaranguape, Maria Erenir Freitas de Lima, e pelo vice-prefeito Evânio Pedro do Nascimento, mantendo a decisão que cassou os mandatos dos dois por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.

A decisão foi assinada nesta terça-feira (3) e mantém também a cassação do diploma do primeiro suplente de vereador Ronialdo Câmara da Silva, além da inelegibilidade de Maria Erenir, Ronialdo e Edmilson de Oliveira Lima, marido da prefeita.

O processo envolve a distribuição de materiais de construção a famílias em situação de vulnerabilidade social em troca de apoio político e votos durante a campanha eleitoral de 2024.

Segundo a Justiça Eleitoral, a investigação identificou 21 orçamentos que somam R$ 31.368,45. A Polícia Federal também encontrou mensagens e documentos que comprovaram a prática irregular.

Ao analisar os recursos, André Mendonça considerou que as provas são consistentes e que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) está de acordo com a jurisprudência do TSE.

Com a decisão, permanece a determinação de realização de novas eleições em Maxaranguape. Ainda cabe recurso ao plenário.