Homem acusado de atropelar e arrastar mulher por 1 km vai a júri popular por feminicídio

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O crime, motivado pelo término do relacionamento, foi classificado como uma tentativa de feminicídio com extrema crueldade | BNews RN – Divulgação Reprodução.

Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular o homem acusado de atropelar e arrastar a jovem Tainara Souza Santos, de 31 anos, por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo. O caso aconteceu em novembro do ano passado e ganhou repercussão nacional pela brutalidade do crime.

O acusado, Douglas Alves da Silva, responde por feminicídio. Segundo as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento com a vítima. Douglas foi preso um dia após o crime.

Durante a audiência de instrução, realizada pela Justiça paulista, foram ouvidas 12 testemunhas, além do interrogatório do réu. Ao final da sessão, a Justiça determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Vítima teve pernas amputadas após atropelamento

De acordo com a investigação da Polícia Civil, Tainara ficou presa embaixo do veículo após o atropelamento e foi arrastada por aproximadamente um quilômetro. A vítima chegou a ser socorrida com vida, mas sofreu ferimentos gravíssimos.

Ela teve as pernas amputadas devido às lesões causadas pelo impacto e não resistiu às complicações. Tainara morreu no dia 24 de dezembro, deixando dois filhos.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Barbosa Bossa, classificou o crime como uma tentativa de feminicídio praticada com extrema crueldade e sem possibilidade de defesa da vítima.

Segundo a investigação, partes das pernas da mulher ficaram espalhadas ao longo do trajeto em que ela foi arrastada pelo veículo.

Crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento

Ainda conforme a Polícia Civil, Douglas Alves da Silva e Tainara tiveram um relacionamento breve. A principal linha investigativa aponta que o acusado não aceitava o término da relação.

O caso foi enquadrado como feminicídio, crime previsto no Código Penal Brasileiro para assassinatos cometidos contra mulheres em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição feminina.

A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi divulgada pela Justiça paulista.