Filho de Renato Russo notifica Novo após evento de Zema usar música da Legião Urbana

Giuliano Manfredini e Romeu Zema
Fotos: reprodução / YouTube

Giuliano Manfredini criticou utilização indevida da canção e disse que não a liberaria mesmo com solicitação prévia dos envolvidos.

O partido Novo foi notificado por Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, pelo uso indevido da música “Que País É Este”, da Legião Urbana, em um evento político do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Zema lançou no último sábado, 16, sua pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a Folha de S. Paulo, o empresário e político entrou no auditório que recebeu a solenidade ao som da música em questão.

Manfredini detém, por meio da empresa Legião Urbana Produções, o domínio sobre as músicas e a obra da banda. Segundo ele, a utilização da canção não foi autorizada ou sequer solicitada e, portanto, configura violação de direitos autorais.

À Folha, o herdeiro de Renato Russo afirmou:

“Mais uma vez a extrema direita insulta a obra do meu pai, a memória dele, e faz uma afronta aos direitos autorais.”

E acrescentou:

“É cansativo que candidatos da extrema direita se achem no direito de fazer isso, passar por cima do Estado de Direito, dos direitos autorais, não respeitar as leis. Há muitos anos isso. Está cansativo.”

Música não seria liberada nem após pedido

Segundo Giuliano Manfredini, mesmo que Romeu Zema ou o partido Novo tivessem pedido liberação formal para usar a música, ele não autorizaria:

“Nós temos o mesmo posicionamento que o meu pai tinha, principalmente com relação ao uso político por parte da extrema direita, porque é uma música contra a extrema direita, contra a ditadura. Não faz sentido aprovar o uso por parte dessa extrema direita, especificamente, que não condiz com os valores da obra dele.”

Legião Urbana e “Que País É Este”

“Que País É Este”, lançada em 1987, é uma das principais músicas da Legião Urbana. Assim como outras do repertório da banda de Brasília, a canção critica a corrupção e diversas mazelas vividas pelo Brasil nos anos de ditadura militar.

Notificação anterior

Em 2024, Giuliano Manfredini já havia recriminado o uso da música por políticos da extrema direita. Na ocasião, o filho de Renato Russo notificou a ByteDance, empresa chinesa que é dona do TikTok, por conta de postagens bolsonaristas que utilizavam a canção. Na época, Giuliano, que é produtor cultural, alegou (via O Globo), que as publicações “violam a essência” da obra do artista, já que possuem “caráter político e ideológico alheios” às ideias que ele sempre defendeu e “ativamente combatidos” por seu pai.

Rolling Stone Brasil

Após encontro com Zelensky e líderes europeus, Trump liga para Putin e confirma articular reunião trilateral

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa nesta segunda-feira, 18, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump
Foto: Reprodução/YouTube/The White House

Zelensky e Trump participaram de reunião em Washington D.C. nesta segunda-feira, 18, com outros líderes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira, 18, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, para discutir um possível acordo de paz que possa encerrar a guerra com a Rússia.

Inicialmente, em rápida coletiva de imprensa ao lado de Zelensky, Trump demonstrou confiança em uma possível reunião trilateral com o presidente ucraniano e com o russo Vladimir Putin, afirmando estar preparado para mediar o fim do conflito entre os dois países.

“Eu não tenho dúvidas que chegaremos a um acordo de paz. Temos sete líderes de grandes países e falaremos sobre isso”, disse o republicano.

O momento diplomático ocorreu no meio de uma onda de ataques russos contra cidades ucranianas, coincidindo com a chegada de Zelensky a Washington para as negociações.

Trump admitiu que, apesar da confiança, um acordo de cessar-fogo pode não ser alcançado, mas afirmou acreditar que Putin também deseja o fim da guerra. Questionado se um eventual fracasso nas negociações significaria o fim das tratativas, o presidente americano rejeitou essa possibilidade.

Zelensky, por sua vez, declarou-se disposto a “encerrar a guerra” e participar de “diálogos trilaterais”. No entanto, o líder ucraniano tem insistido repetidamente em mecanismos que impeçam a Rússia de assinar um acordo apenas para invadir novamente após se reorganizar. Quando questionado sobre o tipo de garantias de segurança desejava, Zelensky foi categórico: “Tudo.”

A coletiva de imprensa foi marcada por informações vagas, especialmente sobre as condições de segurança a serem propostas. Trump afirmou que os EUA participarão na assistência de segurança à Ucrânia como parte de um acordo para encerrar a guerra, mas evitou detalhar como seria essa ajuda.

“Daremos a eles proteção e segurança muito boas”, disse quando questionado sobre garantias de segurança, em mais uma declaração imprecisa. A maioria das perguntas sobre o tema foi respondida com generalidades, como: “Teremos uma paz duradoura”.

Reunião com Zelensky e líderes europeus
Após a coletiva de imprensa, Trump reuniu-se a portas fechadas com o presidente ucraniano, seguindo depois para encontros com líderes europeus e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

No início da reunião com os líderes, Trump declarou que “o dia estava sendo muito exitoso” e que estava “otimista” que conseguirá o acordo. O presidente americano admitiu preferir um cessar-fogo imediato, como havia defendido antes do encontro com Vladimir Putin na semana anterior, a um acordo de paz definitivo.

“Todos nós preferimos um cessar-fogo imediato enquanto trabalhamos em uma paz duradoura. Mas neste momento isso não acontecerá”, afirmou.

Trump expressou confiança de que haveria “uma resolução ainda hoje”. Por sua vez, Volodymyr Zelensky, também se dirigindo aos líderes europeus, classificou sua reunião prévia com Trump como bastante “construtiva”. O presidente ucraniano revelou que os dois discutiram a questão territorial, mas não confirmou se houve acordo sobre regiões ocupadas pelas tropas russas.

Durante os debates iniciais, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen enfatizaram a necessidade de qualquer acordo de paz incluir garantias de segurança tanto para a Ucrânia quanto para a Europa.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni defendeu uma abordagem unificada, argumentando que “a paz deve ser alcançada de forma unida” e sugerindo maior participação europeia nas negociações. O chanceler alemão Friedrich Merz insistiu na importância de um cessar-fogo. 

Ligação para Putin
Ainda durante o encontro, o presidente Trump interrompeu as discussões para telefonar a Vladimir Putin, fato posteriormente confirmado pelo Kremlin. Segundo a imprensa norte-americana, o republicano já iniciou os arranjos para uma reunião entre Putin e Zelensky.

O encontro de Trump com os líderes europeus foi encerrado por volta das 18h30, conforme confirmou um funcionário da Casa Branca à Reuters. Segundo informações obtidas pela Axios junto a fontes próximas às negociações, há expectativa de que a reunião entre os presidentes russo e ucraniano possa ocorrer ainda no final de agosto.

Terra

Nelson Piquet comemora aniversário com camisa de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O tricampeão mundial de Fórmula 1 usou camiseta com o rosto do ex-presidente durante celebração dos seus 73 anos.

O tricampeão mundial de fórmula 1 Nelson Piquet usou uma camisa estampada com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo (17.ago.2025), durante celebração do seu aniversário de 73 anos. As imagens foram publicadas no perfil de Marcelo Piquet, sobrinho do ex-piloto.

A foto teve grande repercussão, com comentários de fãs e apoiadores de Bolsonaro. Piquet costuma apoiar o ex-presidente e já foi protagonista de episódios de destaque, como dirigir o carro presidencial no feriado de 7 de Setembro de 2021.

Piquet não se pronunciou sobre a escolha da camiseta.

Poder 360

Magnitsky: Dino decide que leis estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil

Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) 04/09/2024
REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em decisão judicial tomada nesta segunda-feira (18) que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras tomadas por atos que tenham sido realizados no Brasil.

A decisão de Dino atende a um pedido do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para que municípios brasileiros não possam propor ações na Justiça de outros países. Alguns municípios moveram ações no exterior por causa de desastres de mineração, como o de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019.

O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky, aprovada pelo Congresso norte-americano. No entanto, a decisão indica que Moraes não pode sofrer no Brasil as consequências da penalidade imposta por Washington.

“Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro; relações jurídicas aqui celebradas; bens aqui situados, depositados, guardados, e empresas que aqui atuem”, escreveu Dino em sua decisão.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros.”

Mesmo que sem citar as sanções a Moraes, Dino afirmou em sua decisão que passou a enxergar urgência no caso movido pelo Ibram após o Brasil ter sido alvo de “diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

“Quando da propositura desta ADPF, considerei que não havia urgência de provimento judicial mais exauriente acerca dos temas trazidos à apreciação do STF”, reconheceu Dino em sua decisão.

“Contudo, nesse período de pouco mais de um ano, o suporte empírico dessa controvérsia se alterou significativamente, sobretudo com o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas nações sobre outras. Com isso, na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional.”

No final de julho, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, impôs sanções a Moraes acusando-o de autorizar prisões arbitrárias antes do julgamento e de suprimir a liberdade de expressão. O ministro é relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moraes foi sancionado de acordo com a Lei Magnitsky, que permite que os EUA imponham penalidades econômicas contra estrangeiros que considerem ter um histórico de corrupção ou abusos de direitos humanos. As sanções determinam o congelamento de todos os ativos de Moraes nos Estados Unidos e proíbem que cidadãos norte-americanos façam negócios com ele.

Infomoney