NOTA

Com o número de casos positivos para covid-19 em discreta ascensão, porém já chamando atenção dos órgãos de saúde, a secretaria de saúde do município de Parnamirim, recomenda que toda população elegível para a vacinação contra COVID-19, em especial as pessoas em situação de vulnerabilidade, procurem as unidades de saúde para completar o ciclo vacinal.

Pedimos ainda que, em casos de sintomas gripais, o isolamento seja mantido até ser descartada a contaminação pelo vírus em questão, além do uso da máscara.
A qualquer desconforto respiratório, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente.

Continuem mantendo os hábitos de higiene, como lavagem das mãos e/ou o uso de álcool 70%.

A equipe da secretaria de saúde está à disposição da população para mais esclarecimentos.

*Parnamirim, 15/11/2022*

*Luciana Guimarães da Cunha*
*Secretária Municipal de Saúde de Parnamirim*

Basta de violência e imbecilidade

O comportamento é recorrente, de manada. São palavras de ordem desencontradas, agressivas, vulgares. Não há como identificar uma pauta que não seja a intransigência, a tentativa de pregar a ruptura institucional, mesmo com flagrantes inconsistências.

Pregam a intervenção militar e julgam ter o direito de pedi-la por estarem numa democracia!! Nonsense absoluto. Pedem a interferência das Forças Armadas por não acreditarem nas urnas eletrônicas e, depois que os militares atestaram a normalidade
da votação, brigam pela interferência das Forças Armadas nas Forças Armadas! Pasmem!

São de baixíssimo nível os tais manifestantes. Parecem um bando de desocupados, com déficit cognitivo grave, aproveitando a comida e a bebida de graça, pagas pelos patrocinadores que alimentam a balbúrdia. É urgente desnudar quem são os
empresários que estão financiando todo esse show de horror. E puni-los.

As cenas desses seres estranhos marchando como debiloides, prestando continência a uma entidade imaginária, bradando por violência contra as autoridades constituídas é de fazer corar por vergonha alheia qualquer cidadão com um pingo de descortino. São
toscos. Motivo de dó e escárnio. Importante observar que se comportam como membros de uma seita. Estão espalhados mundo afora e têm no comportamento teratológico uma característica que ressalta um certo orgulho. Parecem ter grande prazer em se sentirem tão banais. A vaidade da banalidade.

Além de tudo, são covardes. Agem em grupo, muitas vezes armados, escondem-se no anonimato e na absoluta impossibilidade de estabelecerem qualquer diálogo. É a agressão pela agressão. A irresistível afirmação dos frustrados, sem nenhum espaço
numa sociedade civilizada. É o retrato desenhado a bico de pena da figura patética do atual Presidente da República. São seguidores de uma seita que destampou um esgoto e jorrou para fora seres escatológicos. A agressividade desses fanáticos, especialmente
contra os ministros do Supremo, tem que ser contida. É necessário que se restabeleça um mínimo de urbanidade.

Assim como tenho proposto que sejam responsabilizados todos os integrantes desse governo fascista, pelos crimes que foram cometidos durante a gestão bolsonarista, urge que também responsabilizemos os financiadores dessa insurreição tupiniquim. Que
sejam enquadrados de maneira exemplar esses fantoches pintados de verde amarelo.

Julgávamos, após as eleições, poder voltar para nossos livros, para a poesia, para a literatura, para o culto às atitudes civilizatórias. Mas, infelizmente, há que se limpar esse entulho autoritário e processar os que ousam se insurgir contra a estabilidade democrática. Imprescindível conter os excessos que nos fazem esquecer que é possível viver com segurança e liberdade, respeitando as diferenças. É hora de sermos intolerantes com os intolerantes. E o limite já está posto: a Constituição da República.
Basta exigir que todos cumpram as leis para fazer valer o Estado democrático de direito.

Como nos brinda Dostoievski: “A tolerância chegará a tal ponto que as pessoas inteligentes serão proibidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.”

Fonte: uol notícias

Aniversário da República

Padre João Medeiros Filho

Hoje, comemora-se o 133º aniversário da Proclamação da República, no Brasil. O conceito do vocábulo tem seus primórdios em Roma, a partir de 509 a.C. O termo provém do latim “res” (coisa) e “publica” (do povo), feminino de “publicus”, uma variante latina de “publius”, usada pelos etruscos. Na língua do Lácio, existem nuances entre “populus” e “publicus”, traduzidos respectivamente para o português por popular e público. De “populus” derivam os étimos popular e populismo. Público, oriundo de “publicus”, diz mais respeito à coletividade. Deste modo, república etimologicamente significa algo próprio dos cidadãos ou da população e não popular ou populista, de conotação por vezes pejorativa.

O estado republicano surgiu para atender aos reclamos de muitos romanos. Escravos, estrangeiros e mulheres não desfrutavam de cidadania. Na Idade Média, as sociedades compunham-se de nobres, clero e povo. “Mutatis mutandis”, talvez se tenha atualmente no Brasil um quadro análogo. Há governos centrados numa classe social semelhante à nobreza (cúpula de partidos políticos, magnatas, dignitários de diversos poderes), de clérigos, (líderes de diferentes denominações religiosas) e o povo. Este é muito procurado e valorizado, quando se trata de legitimar pelo voto a novel aristocracia. Persistem entre nós decisões monocráticas e imperativas, resquício dos sistemas monárquicos e absolutistas, contrárias ao espírito republicano. Importa lembrar o apóstolo Paulo: “Deus não faz distinção de pessoas” (Rm 2, 11).

O período, entre os séculos V e XIV, marcou o nascimento de repúblicas. No final do século XII, alguns centros comerciais passaram a adotar tal forma de administração social. Assim aconteceu em regiões que hoje compõem o norte da França e o sul da Bélgica. A Itália conheceu exemplos clássicos: Veneza, Florença e Siena. Geralmente, eram geridas por patrícios, classe formada pela elite da burguesia ascendente. Entretanto, conceitos de república, hoje vigentes, inspiraram-se nos modelos pós Independência dos Estados Unidos (1776) e Revolução Francesa (1778-1789). A constituição norte-americana, promulgada em 1788, fundamentava-se no iluminismo, que celebrava a razão e aspirava ao conhecimento e à liberdade. Estabeleceu uma governança com independência federativa e separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário, garantindo liberdades individuais. Há de se registrar também a influência do positivismo de Auguste Comte em nossos ideais republicanos. Pergunta-se quando esse ideário estará imbuído plenamente de brasilidade, rejeitando-se esquemas importados e tangidos por ventos radicais de esquerda ou direita.

Atualmente, o nosso sistema constitucional de governo é a república federativa, expressão da democracia representativa, em que o povo elege seus representantes para que possam realizar o bem comum. Detêm a missão de ser guardiães da nação, governando para todos, estabelecendo a garantia dos direitos constitucionais e outros previstos em leis. É digno de aplausos, quando atinge seus objetivos. Infelizmente, isso não sói acontecer plenamente em nosso país. É lamentável que nossos problemas e chagas sociais: corrupção, improbidades arbitrariedade, injustiça, desigualdade, atos ditatoriais sejam notícias diárias. Inúmeros brasileiros ainda não têm acesso aos direitos básicos, principalmente, moradia, saneamento, meios de transporte, alimentação saudável, educação, saúde e segurança. A situação parece se arrastar, há mais de um século. Encerra flagrante contradição com a sua origem semântica e sociopolítica. Torna-se ainda mais incoerente, quando há aqueles que se jactam de governos do povo, mas administram para eles mesmos e um seleto grupo.

Para o tribuno romano Cícero “o amor à pátria é um dever incondicional de reconhecimento à terra da qual se obtém a nacionalidade.” Ao longo de nossa história, são raros os exemplos de governantes que tenham convidado pessoas alheias ao consórcio político-partidário para participar de sua administração. O governo não é para todos? Retornando aos ensinamentos de Cícero, “é fundamental o patriotismo.” O Brasil é o solo que legou a nossa identidade e propicia o nosso sustento. Não se pode pensar verdadeiramente na pátria, querendo importar modelos de sociedade que agridem as nossas tradições e cultura. Para que isso aconteça, todos (e não apenas grupos oligárquicos) devem participar ativamente das decisões. A omissão não é patriótica, tampouco cristã. O país é de todos ou de alguns? Convém citar o profeta Isaías: “Deveis administrar com equidade e governar sob o direito” (Is 32, 1).