Entenda o papel do TCU no governo de transição


O TCU (Tribunal de Contas da União) criou um comitê para acompanhar o processo de transição de governo, que teve início oficialmente na 5ª feira (3.nov.2022).

O grupo terá como objetivo avaliar a transição governamental sob os aspectos administrativos, operacionais, orçamentários e financeiros. Eis a ordem de serviço (97 KB) que estabeleceu o acompanhamento do TCU.

O comitê será coordenado pelo presidente em exercício do TCU, Bruno Dantas, e também terá a participação dos ministros:

  • Vital do Rego, relator das contas do 1º ano do 3º mandato do presidente eleito de Luiz Inácio Lula da Silva;
  • Jorge Oliveira, relator das contas de Jair Bolsonaro em 2022; e
  • Antônio Anastasia, relator do processo de acompanhamento.

Por lei, o responsável do atual governo que ficará escalado para dar acesso às informações solicitadas pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva será o secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Assunção.

A transição se baseia na troca de informações. O objetivo é seguir, velar para que as informações fluam de maneira oportuna e no tempo adequado”, disse Anastasia na 1ª reunião entre o atual governo e os ministros do TCU, realizada na 5ª feira (3.nov).

Essa é a 1ª vez que o Tribunal de Contas fiscaliza uma transição de governo. Não há uma lei que determine que o TCU acompanhe esse processo. Eis as funções determinadas pela Constituição (22 KB).

Para o advogado André Rosilho, coordenador do Observatório do TCU da FGV Direito SP, o principal motivo para a participação do Tribunal no processo de transição se deve ao período conturbado que foram as eleições.

O ponto, no caso, me parece ser político, e não jurídico. Eleição conturbada, dividida. TCU se apresenta como ‘território neutro’ em que os lados podem se encontrar para diálogo. Esse espaço não poderia ser o Judiciário porque o STF e seus integrantes estiveram muito envolvidos no processo eleitoral, direta ou indiretamente. TCU parece usar esse momento também para aparar arestas”, disse.

Fonte: poder 360

Forças armadas devem apresentar resultado da auditoria das eleições 2022 na segunda (7), diz site

Créditos: Ministério da defesa

Apesar de ter dito ao Supremo que “acabou”, Jair Bolsonaro não desistiu de contestar o resultado das urnas e espera a entrega do relatório de auditoria do Ministério da Defesa, na segunda-feira 7, para retornar à pauta. Fontes militares disseram a O Antagonista que o documento levantará várias questões com potencial para realimentar a tese bolsonarista de fraude.

Nos grupos de apoiadores, já circulam versões sobre uma ‘auditoria independente’ que será divulgada na Argentina, assim como um novo relatório das inserções de rádio e uma planilha com links para os Boletins de Urna de seções eleitorais onde Bolsonaro teve zero voto ou votação inexpressiva.

Para essas fontes, seria impossível o presidente não receber sequer 1 voto numa seção.

amarante

A divulgação desses dados coincide com nova articulação para uma greve geral, a partir da mesma segunda 7. Perfis de apoiadores no exterior já estão mobilizados na divulgação das iniciativas. Ontem, a deputada Carla Zambelli deixou o país alegando buscar nos EUA meios para “restaurar a liberdade de expressão no país”.

boletim de urna 1

Fonte: O antagonista