RN é o 4º estado do Brasil em melhor situação de segurança alimentar


Acordar e ter o que comer, infelizmente, não é uma realidade para todos os brasileiros e brasileiras. Esse problema é ainda mais grave nas regiões Norte e Nordeste do país. Enquanto no Brasil, 41,3% da população tem acesso a alimentos em quantidade e qualidade adequados, no Nordeste, 9 dos 10 estados ficaram abaixo dessa marca. Apenas o Rio Grande do Norte superou a média nacional, com 51,2% da população com acesso pleno à alimentação, segundo dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, divulgados nesta terça (14).

Em termos de garantia de alimentação, apenas Espírito Santo (61%), Santa Catarina (59,4%) e Rio Grande do Sul (52,4%) ficam à frente do Rio Grande do Norte. O estado em situação mais crítica é Alagoas, onde 36,7% da população não tem acesso a alimentação adequada, seguido do Piauí (34,3%), Amapá (32%), Pará (30%), Sergipe (30%) e Maranhão (29,9%). Na média nacional, 15,5% das pessoas passam fome, de acordo com o levantamento realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN) entre novembro de 2021 e abril de 2022.

Num cenário de aumento da fome e miséria em todo o país, a Secretária de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) do Rio Grande do Norte atribui o melhor desempenho do estado, justamente, à continuidade de investimentos em políticas públicas de caráter social que vêm sendo desmontadas pelo governo federal. É o caso das 113 unidades de Restaurantes Populares distribuídos em 52 municípios do RN. Além do almoço a R$ 1, algumas unidades também fornecem café da manhã e sopa.

“Nosso programa de Restaurantes Populares é um dos maiores do país, senão o maior. O Maranhão e a Paraíba cresceram muito também, mas não no quantitativo de refeições que o RN fornece. Também temos o menor valor de contrapartida da população nessas unidades. Em outros estados, cada pessoa paga de R$ 4 a R$ 3 pela refeição. Aqui no RN, há anos cobramos R$ 1. Sem sombra de dúvida, num contexto de crescimento da miséria, desemprego e desmonte de políticas públicas promovido pelo governo federal, temos mantido esse valor de R$ 1, o que favorece o acesso das 41 mil pessoas que procuram as unidades diariamente“, detalha Iris Oliveira, titular da Sethas.

Além da refeição a baixo custo, quase 2.500 pessoas são isentas da taxa por estarem em situação de rua, serem refugiadas, apátridas ou imigrantes. Além disso, outros dois programas também entram na conta da Sethas para garantir a refeição das pessoas de mais baixa renda: o Programa do Leite e o Programa de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes).

O Programa do Leite atende cerca de 75 mil famílias. Se calcularmos isso naquela média de 3.2 pessoas por família, chegamos a 240 mil pessoas beneficiadas.  Ao todo, 281 mil pessoas são atendidas pelos dois programas, se somarmos ao que atendemos com os Restaurantes Populares. Em 2022, o custo anual será de R$ 76 milhões e quase 60 milhões do Restaurante Popular, incluindo os ajustes de preços que já tivemos esse ano. É um investimento significativo em segurança alimentar. Mas, não fica por aí. Esse resultado tem relação forte com a atenção que temos dado à agricultura familiar, através da Lei do Pecafes, porque também permite enfrentar a fome e desemprego no campo. O trabalhador rural que estava em cooperativa, produzia e não tinha pra quem vender, agora tem o Pecafes, pelo qual o Estado passou a adquirir alimentos desses pequenos produtores para merenda escolar e cestas básicas que distribuímos durante a pandemia. Isso também gera emprego, estabilidade e mercado para esses produtos. Por incrível que pareça, a fome no campo é algo muito presente, mas na hora que se produz e tem como vender, também tem como manter alimentação da sua família e estimular a economia solidária e isso acaba repercutindo no setor.”, relata Iris Oliveira.

Distribuição das unidades por tipo de programa:

• 56 Restaurantes (almoço) em 34 municípios;

• 45 Cafés Cidadão em 36 municípios;

• 12 Sopas Cidadã em 08 municípios;

• Total: 113 unidades distribuídas em 51 municípios

Almoço R$ 1,00

Sopa Cidadã R$ 0,50

Café Cidadão R$ 0,50

(Fonte: Sethas)

Situação no Sul e Sudeste é melhor …

No outro extremo está o Sul e Sudeste do país, com uma situação mais favorável. Em Santa Catarina, 4,6% da população sofre com insegurança alimentar, um valor bem abaixo da média nacional de 15,5%. Na sequência, vem os estados de Minas Gerais (8,2%), Espírito Santo (8,2%), Paraná (8,6%) e Mato Grosso do Sul (9,4%).

Em todo o Brasil, o problema da fome vem crescendo consideravelmente desde 2018, quando atingiu 5,8% da população. Em 2020 esse índice chegou a 9% e a 15,5% em 2022, o que 33 milhões de pessoas no país não sabem se conseguirão fazer a próxima refeição.

Uma primeira etapa da pesquisa, divulgada em junho, mostrou que 1 a cada 3 brasileiros já fez alguma coisa que lhe causou vergonha para conseguir comida. Para a pesquisa, foram entrevistadas pessoas em 12.745 domicílios, tanto em áreas urbanas quanto rurais, de 577 municípios localizados nos 26 estados e no Distrito Federal.

Mapa da segurança Alimentar no Brasil I Distribuição percentual da Segurança Alimentar e dos níveis de Insegurança Alimentar / Reprodução/2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (Vigisan))
Mapa da Segurança Alimentar no Brasil I Distribuição percentual da Segurança Alimentar e dos níveis de Insegurança Alimentar / Reprodução/ 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (Vigisan)

Média nacional de pessoas que passam fome no Brasil:

2018: 5,8%

2020: 9%

2022: 15,5% (33 milhões de pessoas)

Chokito/Divulgação
Foto: Chokito/Divulgação

O que é Segurança Alimentar?

É a situação em que há acesso pleno e estável aos alimentos em quantidade e qualidade. Quando esse acesso à comida é inconstante, ou seja, quando a pessoa não sabe se conseguirá fazer a próxima refeição por falta de acesso à comida, ela passa a um estado de Insegurança Alimentar, que se divide em três etapas:

Leve: Quando o medo de faltar comida leva a família a diminuir a qualidade dos alimentos consumidos;

Moderada: Mesmo com qualidade mais baixa, não há quantidade de alimentos para todos;

Grave: Quando ninguém tem acesso aos alimentos em quantidade suficiente e passa fome.

Pobreza no RN

Em 2021, quase 16 mil pessoas ingressaram na faixa da extrema pobreza no Rio Grande do Norte, segundo levantamento do Cadastro Único, compilado pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas).

O número representa um crescimento de 21,6% da situação de miséria no Estado. Ao todo, 1,15 milhão de pessoas vivem na extrema pobreza no RN, ou seja, com uma renda per capita de até R$ 105 por mês. Além delas, outras 154 mil estão em situação de pobreza, quando a renda mensal per capita fica entre R$ 105,01 e R$ 210.

Os resultados, divulgados em abril pela Rede PENSSAN, também apontam que a fome retornou aos níveis de 2004. Nos últimos dois anos, a insegurança alimentar grave aumentou de 10,3 milhões para 19,1 milhões de pessoas e boa parte desses índices resultam de uma política de desmonte de programas como o PAA alimentos, Minha Casa Minha Vida e Brasil Carinhoso, cujo objetivo era universalizar o acesso à educação infantil pelo caminho do fortalecimento da rede pública.

Fonte: portal saiba mais

Polícia Federal cumpre novos mandados em operação que investiga fraudes com recursos do Ministério da Cidadania

Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 14, a Polícia Federal cumpriu, em Sergipe e Brasília. novos mandados de busca e apreensão, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), a segunda fase da Operação “Bartimeu”, que apura irregularidades na execução de termos de fomento firmados entre associações privadas sem fins lucrativos (OSC) e o Ministério da Cidadania.

Segundo a PF, os recursos deveriam ser aplicados na inserção e formação profissional de 600 jovens residentes em Sergipe, no Pará e no município de Paulo Afonso/BA, bem como na realização de campeonato esportivo entre jovens aprendizes, no Distrito Federal.

As investigações, na primeira fase da Operação, partiram de indícios de fraudes e de desvio de recursos, por meio de simulação de contratações, em termos de fomento celebrados entre uma associação e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDHF), que tinha o mesmo objetivo.

Outrossim, durante as diligências decorrentes foram detectadas contratações fraudulentas, inexecução de serviços, superfaturamento de preços e desvio de verbas públicas destinadas à formação profissional de jovens.

Os envolvidos estão sendo investigados pela prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão (em Sergipe e em Brasília), além de ordens judiciais de sequestro, quebra de sigilo bancário e medidas cautelares diversas da prisão, todos expedidos pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe.

Os contratos investigados nesta fase da Operação giram em torno de R$ 1.700.000,00.

Fonte: fan f1

Cinco municípios do RN ficam sem água após furto de equipamentos em estação da Caern

Bandidos furtaram na madrugada desta terça-feira (13) toda a fiação e um transformador da Estação de Bombeamento 10 da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), que fica na Região Agreste do Rio Grande do Norte.

O crime deixou cinco cidades sem abastecimento de água: Lagoa de Velhos, Sítio Novo, Barcelona, Ruy Barbosa e São Tomé. As comunidades das cidades também foram afetadas.

A estação de bombeamento, que faz parte do sistema de abastecimento de água da Adutor Monsenhor Expedito, fica localizada entre os municípios de Senador Elói de Souza e Lagoa de Velhos.

A Caern informou que está com equipes trabalhando para levantar a extensão dos danos e restabelecer o funcionamento do sistema, mas não garantiu prazo para o sistema voltar a funcionar normalmente e as cidades serem completamente abastecidas.

Por conta disso, a companhia recomendou que os consumidores usem a água reservada nos imóveis de forma racional a fim de minimizar os transtornos neste período.

Fonte: G1 RN

Três em cada dez famílias brasileiras não têm acesso suficiente a alimentos e passam fome

Uma em cada três famílias brasileiras enfrenta algum nível de falta de alimentos

Uma em cada três famílias brasileiras enfrenta algum nível de falta de alimentos

Três em cada dez famílias brasileiras enfrentam algum nível de falta de alimentos e passam fome. É o que mostra um estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN), divulgado nesta quarta-feira (14).

A maior proporção de famílias nessa situação está nas regiões Norte e Nordeste do país.Alagoas é o estado em que os casos de insegurança alimentar grave são mais frequentes, atingindo 36,7% das famílias pesquisadas.

Em segundo lugar, vem o Amapá, com 32% dos domicílios nessa situação. Na sequência, estão Pará e Sergipe, ambos com 30% da população atingida.

Apesar de proporcionalmente atingir mais as regiões Norte e Nordeste, a maior concentração de pessoas que passam fome em números absolutos está no Sudeste, região mais populosa do país.

Os dados são puxados principalmente por São Paulo, com 6,8 milhões de pessoas nessa situação, e pelo Rio de Janeiro, com 2,7 milhões.

Os pesquisadores foram de casa em casa, de novembro do ano passado a abril deste ano. Eles visitaram 12.745 domicílios em 577 cidades, em todos os estados do país e no Distrito Federal.

Além do grande número de atingidos pela fome, eles constataram que o problema se agravou após a pandemia, com queda na renda das famílias e aumento do custo de vida.

O conceito de insegurança alimentar foi dividido pelo estudo em três níveis:

  • Leve: quando há preocupação ou incerteza se vai conseguir alimentos no futuro;
  • Moderada: quando há uma redução concreta da quantidade de alimentos e o padrão saudável de alimentação é rompido por falta de comida;
  • Grave: quando a família sente fome e não come por falta de dinheiro.

 

Considerando o recorte nacional, a insegurança alimentar grave atinge 15,5 das famílias, enquanto a insegurança alimentar moderada afeta 15,2%.

Fonte: G1

Deflação é sentida em todas as faixas de renda em agosto, aponta Ipea

Novas sacolinhas de supermercado recicláveis em Supermercado de São Paulo.

Foto: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

Todas as faixas de renda registraram deflação em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Enquanto para as famílias de baixa renda, o indicador foi de -0,12%, os brasileiros com renda alta sentiram uma variação de -0,51%.

Para as famílias de renda alta e média-alta, o impacto vem principalmente do grupo de transportes, com quedas de 11,6% na gasolina, 8,7% no etanol e 12,1% nas passagens aéreas.

O peso desses itens é maior na cesta de consumo dessas faixas.

Do outro lado, dos aumentos, os mais ricos foram afetados pelo crescimento nas despesas pessoais, especialmente de 0,59% nos serviços pessoais e 1,2% no fumo.

Já a redução de 1,3% na tarifa de energia elétrica trouxe alívio especialmente para as famílias de renda muito baixa e baixa.

Segundo o Ipea, a deflação não foi maior para os mais pobres devido ao aumento de 2,7% nos itens de higiene pessoal.

O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostra que o recuo na inflação no país também teve relevante impacto na categoria de comunicação, com diminuição de 6,7% nos planos de telefonia fixa e 2,7% de telefonia móvel.

Além disso, a desaceleração dos alimentos e bebidas contribuiu, com destaque para as quedas dos cereais (-1,6%), tubérculos (-5,9%), carnes (-0,53%) e óleos (-3,4%).

Fonte: CNN Brasil