Equipe técnica do Ministério da Saúde visita CER


O Centro Especializado em Reabilitação (CER) recebeu na tarde desta segunda-feira (12), uma equipe técnica representando a Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, que visitou as instalações junto com a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap). A visita teve o objetivo de monitorar, acompanhar e encaminhar as demandas para a ativação do serviço.

Durante a visita foi constatado que a estrutura física do local está apta para funcionamento, necessitando apenas de pequenos ajustes, pois, o local serviu como Hospital de Campanha durante os momentos críticos da pandemia de Covid-19.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou uma boa expectativa de, após a visita, dar andamento no processo para o funcionamento do CER. “Tínhamos uma previsão inicial para 2020, mas com a pandemia tudo foi travado. Agora devemos alinhar o restante das demandas para que a população possa ter mais esse equipamento de saúde a disposição”, destaca Jalmir Simões, secretário municipal de saúde.

O local já dispõe de diversos aparelhos e equipamentos. “Nossa principal demanda agora é com a habilitação e viabilizar a equipe mínima de profissionais para iniciar o funcionamento dos serviços do CER” conclui Jalmir.

O Centro Especializado em Reabilitação de São Gonçalo do Amarante/RN é do tipo III, irá atender as modalidades de deficiência intelectual, visual e auditiva. O CER foi construído em uma área de dois 4 mil metros quadrados, localizado no Centro da cidade, próximo ao Polo Universitário Dr. Ruy Pereira.

Fotos: Isaías Carlos/Secom SGA

Fonte: prefeitura de São Gonçalo do Amarante

Juiz determina ao cartório Eleitoral que expeça ofício ao Presidente da câmara de Parnamirim para afastar vereadora

O Juiz Kennedi de Oliveira Braga da 1° Zona Eleitoral da Comarca da Cidade do Natal/RN, proferiu uma decisão no qual determinou ao Cartório Eleitoral que expeça ofício ao Presidente da câmara municipal de Parnamirim, para da cumprimento a decisão de afastamento de 180 dias, do mandato da vereadora Rhalessa Freire. Veja a decisão na íntegra:

DECISAO AQUI LINK – Zona Leitoral Rhalessa

 

poesia concreta

Quem é o maior poeta do mundo? Com frequência, as pessoas me fazem essa pergunta. Para mim, a resposta está sempre em aberto. Embora minha tendência seja me inclinar a dizer que é o Pessoa, ainda assim, depende muito da época e de qual Pessoa na pessoa do Pessoa. A poesia muda muito de como você a lê. E, como uma companheira de vida, ela nos acompanha nos nossos momentos mais diversos.

Como já escrevi em alguns outros artigos, quando fiz 50 anos, resolvi me dar um presente especial. Contratei uma professora de literatura e ela fez uma pesquisa nos sebos e livrarias de Belo Horizonte: reservou 670 livros de poesia e eu escolhi 500. A excitação que senti ao escolher os livros foi um prazer quase igual ao de lê-los.

Ainda na festa de 50 anos, consegui uma equipe do Museu da Língua Portuguesa e montei uma tenda no meu jardim onde os convidados brincavam com as palavras e com as letras. Sopravam em um cano, que ficava logo na entrada, e as palavras formavam poesias no ar. O convite foi um livro que editei com as minhas poesias preferidas, garimpadas com muito carinho; seriam 50, mas acabaram sendo 133. Escolher poesia é sempre muito difícil.

Ainda hoje, 15 anos depois, o livro-convite é um fiel companheiro das minhas viagens e do meu dia a dia. Como disse o poeta Leão de Formosa, no poema “O búzio e a pérola”: “Aperfeiçoa-te na arte de escutar, só quem ouviu o rio pode ouvir o mar.”

Durante a pandemia, recolhido na solidão do isolamento social, resolvi gravar poesias ao final de todas as tardes e as encaminhava para uns 10 amigos. Aos poucos, a “poesia ao cair da tarde” foi crescendo e hoje quase 1.000 pessoas recebem todos os dias. E gravo seja onde eu estiver. No início, sem poder sair de casa, fazia isso rigorosamente todos os dias. E o melhor, para recitar 4 ou 5 poesias, eu antes leio pelo menos 15 ou 20.

Durante toda minha vida, apoiei-me na poesia para elaborar meus discursos, petições e artigos. Busco a segurança do poeta para abrir e para fechar os textos. Quando estou escrevendo, são 2 ou 3 artigos por semana, já vem à cabeça algum verso que me parece ter sido escrito para o que estou expressando no artigo. E os poemas surgem quase naturalmente.

Recentemente, publiquei o livro “Muito além do direito: reflexões sobre o direito, a Justiça, a democracia, a poesia e a vida” e adorei o prefácio do intelectual e poeta Boaventura de Sousa Santos, que me honrou ao dizer:

Mas, além de intenso e convincente, este livro é surpreendente. Não conheço outros textos de opinião ou técnicos que se socorram de maneira tão convincente da poesia para fortalecer os seus argumentos. A poesia não surge no texto para ornamentá-lo. É parte constitutiva da argumentação porque Kakay, um apaixonado pela poesia, sabe que a poesia tem razões que a razão desconhece. Os seus poetas preferidos, uma pequena amostra, dizem com agudeza intensa e intuitiva, o que as elucubrações técnicas levariam mais tempo a justificar. Os poetas sabem ir ao âmago das coisas com a leveza própria da evidência que só sabe ser óbvia depois de dita de maneira tão simples quanto complexa. E, além de tudo, bela.”

Lembro-me, com muito carinho, dos trovadores da minha pequena cidade do interior de Minas Gerais. Versos, às vezes toscos, que eram feitos no improviso repentino e, muitas vezes, não escritos, se perderam para sempre, mas servem a um momento de encantamento poético. No Nordeste, a cultura popular se ampara nos repentistas e nos cordelistas e se perpetua na originalidade criativa que encanta a todos.

Mas a poesia se revela, muitas vezes, de maneira surpreendentemente original. Agora mesmo, ao acabar este artigo, descubro que a minha história com a poesia realmente me acompanha em todos os momentos da vida: revejo, como num flashback, outros artigos que escrevi ao longo da vida. Aqui mesmo, nos artigos “Poesia: meu sossego e meu desassossego” e “O poder da poesia”, entremeei casos que vivi.

Optei por não corrigir nada, à feição de Clarice Lispector: “Passei a minha vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar”. E, homenageando Cecília Meireles: “Acima de nós, em redor de nós as palavras voam e às vezes pousam.

Em 2 de outubro, a poesia será libertadora e vai nos apontar caminhos para desamarrar o Brasil da mediocridade, das trevas e da tristeza. Será uma poesia simples e que nos permitirá acreditar em dias melhores com mais igualdade e justiça social. Uma poesia concreta, representada por um número que irá embalar nossos sonhos. Ao apertar o 13, todos os brasileiros estarão vestidos de uma alma de poeta e ajudarão a escrever uma nova história. A poesia serve para isso também, para mudar o mundo.

Como consta no meu livro-convite: “A poesia é um dique para não transbordarmos, uma pá para recolhermos os escombros, um sonho para as noites em desvario, um disfarce para sermos o fingidor, um mote para distrair-nos do eterno, ou simplesmente a companheira de todas as horas.”

Fonte: poder 360

Brasil deve fechar ano com 100 milhões de empregados pela 1ª vez na história

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala hoje (15), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, sobre a recuperação econômica pós-pandemia, a geração de empregos no mercado formal e informal e o posicionamento do Brasil no cenário econômico mundial.

Sobre o desemprego, Paulo Guedes antecipou que o Brasil deve fechar 2022 com a taxa de desocupação mais baixa dos últimos 15 anos – por volta de 8%. O ministro disse ainda que outra marca histórica foi atingida em 2022: pela primeira vez, o Brasil conta com 100 milhões de pessoas que estão empregadas. “Todos os setores, em todas as regiões, criaram empregos”, complementou.

Fonte: Terra Brasil Notícias

O ministro da Economia prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país deve chegar a 3% – bem acima das expectativas do primeiro semestre. “Voltamos em ‘V’. O Brasil bateu no fundo e voltou rápido. Esse ano, que diziam que seria de recessão, já estão revendo para cima o tempo inteiro. Diziam que o Brasil iria crescer 1%, agora já está em 2,7%. Eu acho que vamos chegar a 3%”, afirmou.