O frio, a fome e a rua…

Há um enorme e congelante inverno dentro das pessoas. O frio que nos faz procurar um canto quente, um bom agasalho e uma bebida para superá-lo é o mesmo que humilha e impõe uma dor sem controle para os que estão sem teto e sem esperança. O Brasil perdeu para a miséria e, ao voltar para o mapa da fome da ONU, de onde tinha saído em 2012, jogou nas ruas milhares de brasileiros. Com a pandemia e o caos social, algo como 500 mil pessoas foram obrigadas a viver ao relento, abrigadas em sacos plásticos, barracas, prédios abandonados, buracos ou bueiros.

Difícil saber o número exato, porque é um contingente de invisíveis, de sem nomes, de sem endereço fixo e de histórias que foram se perdendo ao longo do caminho. Com o desemprego cada vez mais avassalador, o perfil do morador de rua também foi mudando. De acordo com o Movimento Nacional da População de Rua, o número de mulheres e crianças aumentou assustadoramente. São famílias inteiras que buscam “o conforto e a segurança” das marquises, dos túneis e dos viadutos, o que dificulta para fazer um censo decente e saber o tamanho do problema. Um diagnóstico amplo e honesto desse cenário ajudaria a entender a dimensão do buraco. Junto com o flagelo da carestia, do crescimento negativo e do fechamento dos postos de trabalho, ainda vivemos a tragédia da pandemia de Covid-19. E hoje, trabalhadores se veem obrigados a enfrentar a instabilidade social, sanitária e econômica morando nas ruas como única e última saída. A questão é humanitária e a solução é necessariamente política.

Com a posse do governo fascista do presidente Bolsonaro, vários conselhos de representação popular foram desfeitos. A propaganda da não política, que foi usada como mote para eleger o atual grupo, é, na verdade, toda pautada na política de exclusão social, no enfraquecimento da sociedade e no esfacelamento dos movimentos de inclusão e aconchego. Remeto-me ao poema “O corvo”, de Edgar Allan Poe, na tradução de Fernando Pessoa: “’Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!’, eu disse. ‘Parte!

Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!

Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!

Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais! Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!’

Disse o corvo, ‘Nunca mais’”.

O desespero de uma pessoa que vive nas ruas, com filhos pequenos, ao acordar e se sentir impotente, é avassalador. A escuridão da noite às vezes é melhor do que o sol, que parece expor a nu as mazelas e a falta de perspectiva. É como se a luz servisse para mostrar a miséria coletiva. A fila do osso passa a ser um privilégio e uma opção de subsistência. Até mesmo para se criar uma rede de resistência para aquele que se encontra em situação de rua e de miséria, a vida é cada vez menos vida.

Na voz de Carlos Drummond de Andrade, no poema “Os ombros suportam o mundo”:

“Chega um tempo em que não se diz mais: Meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

[…]

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais do que a mão de uma criança.

[…]

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.”

O governo não conhece verdadeiramente o perfil dos atuais moradores de rua. Desses que, ainda ontem, estavam empregados ou subempregados. Não consegue fazer uma diferença entre os antigos moradores e os que estão agora ocupando os espaços públicos. É difícil estabelecer uma política pública, coordenar as redes de assistência social e o SUS quando sequer se conhece o problema por dentro.

A impressão é que o governo Bolsonaro é a cara exata do presidente: cego, ignorante e sem real preocupação com os desassistidos. Uma cruel e lancinante insensibilidade. Não há dor, não há frio e não há fome que consiga fazer esses grupos terem alguma importância na definição de prioridades.

A situação de extrema vulnerabilidade só poderia ser enfrentada se, de alguma maneira, isso sensibilizasse o poder público. E o pior, quanto mais tempo o cidadão vive na rua, mais difícil se torna a sua reinserção na rede de assistência do setor público. Um problema leva ao outro. O descaso e a falta de um enfrentamento técnico da questão só agravam a realidade e tornam mais angustiante a vida dos moradores, sem perspectiva de sair da tragédia. Em 1986, a ONU criou o Dia Mundial dos Sem-Teto (4 de outubro) para chamar a atenção aos inacreditáveis 800 milhões de pessoas sem moradia no mundo. O atual governo brasileiro parece fazer questão de se postar bem no macabro ranking da fome, da miséria e do abandono.

A destruição de todas as políticas públicas e a estratégia de desestruturar os setores mais diversos – a saúde, a ciência, a educação, a cultura, a segurança e a economia – fará com que o Brasil, mesmo afastando esse governo fascista pelo voto em outubro, tenha um longo e penoso caminho de recuperação. É tarde, mas ainda é tempo. Vamos fazer um trabalho de resgate do Brasil que foi tragado pelo obscurantismo. Nós, privilegiados, ainda temos como esperar o tempo da reestruturação, mas, para milhões de brasileiros, o tempo já é um inimigo que mata aos poucos. De frio, de fome, de desespero, de desesperança e de tristeza. É bom que nos lembremos disso quando outubro chegar e, com a serenidade democrática que deve ser nossa companheira, a gente possa optar por abafar de vez esse projeto golpista e desumano.

Lembrando-nos da esperança equilibrista do grande Betinho, “Quem tem fome, tem pressa.”

Fonte: Poder 360

O frio, a fome e a rua

“Pelo que esperam?

Que os surdos se deixem convencer

E que os insaciáveis

Devolvam-lhes algo?

Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los!

Por amizade

Os tigres convidarão

A lhe arrancarem os dentes!

É por isso que esperam!”

Bertolt Brecht, Os esperançosos

Há um enorme e congelante inverno dentro das pessoas. O frio que nos faz procurar um canto quente, um bom agasalho e uma bebida para superá-lo é o mesmo que humilha e impõe uma dor sem controle para os que estão sem teto e sem esperança. O Brasil perdeu para a miséria e, ao voltar para o mapa da fome da ONU, de onde tinha saído em 2012, jogou nas ruas milhares de brasileiros. Com a pandemia e o caos social, algo como 500 mil pessoas foram obrigadas a viver ao relento, abrigadas em sacos plásticos, barracas, prédios abandonados, buracos ou bueiros.

Difícil saber o número exato, porque é um contingente de invisíveis, de sem nomes, de sem endereço fixo e de histórias que foram se perdendo ao longo do caminho. Com o desemprego cada vez mais avassalador, o perfil do morador de rua também foi mudando. De acordo com o Movimento Nacional da População de Rua, o número de mulheres e crianças aumentou assustadoramente. São famílias inteiras que buscam “o conforto e a segurança” das marquises, dos túneis e dos viadutos, o que dificulta para fazer um censo decente e saber o tamanho do problema. Um diagnóstico amplo e honesto desse cenário ajudaria a entender a dimensão do buraco.

Junto com o flagelo da carestia, do crescimento negativo e do fechamento dos postos de trabalho, ainda vivemos a tragédia da pandemia de Covid-19. E hoje, trabalhadores se veem obrigados a enfrentar a instabilidade social, sanitária e econômica morando nas ruas como única e última saída. A questão é humanitária e a solução é necessariamente política.

Com a posse do governo fascista do presidente Bolsonaro, vários conselhos de representação popular foram desfeitos. A propaganda da não política, que foi usada como mote para eleger o atual grupo, é, na verdade, toda pautada na política de exclusão social, no enfraquecimento da sociedade e no esfacelamento dos movimentos de inclusão e aconchego. Remeto-me ao poema “O corvo”, de Edgar Allan Poe, na tradução de Fernando Pessoa:

“’Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!’, eu disse. ‘Parte!

Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!

Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!

Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!

Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!’

Disse o corvo, ‘Nunca mais’”.

O desespero de uma pessoa que vive nas ruas, com filhos pequenos, ao acordar e se sentir impotente, é avassalador. A escuridão da noite às vezes é melhor do que o sol, que parece expor a nu as mazelas e a falta de perspectiva. É como se a luz servisse para mostrar a miséria coletiva. A fila do osso passa a ser um privilégio e uma opção de subsistência. Até mesmo para se criar uma rede de resistência para aquele que se encontra em situação de rua e de miséria, a vida é cada vez menos vida.

Na voz de Carlos Drummond de Andrade, no poema “Os ombros suportam o mundo”:

Chega um tempo em que não se diz mais: Meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

[…]

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais do que a mão de uma criança.

[…]

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

O governo não conhece verdadeiramente o perfil dos atuais moradores de rua. Desses que, ainda ontem, estavam empregados ou subempregados. Não consegue fazer uma diferença entre os antigos moradores e os que estão agora ocupando os espaços públicos. É difícil estabelecer uma política pública, coordenar as redes de assistência social e o SUS quando sequer se conhece o problema por dentro.

A impressão é que o governo Bolsonaro é a cara exata do presidente: cego, ignorante e sem real preocupação com os desassistidos. Uma cruel e lancinante insensibilidade. Não há dor, não há frio e não há fome que consiga fazer esses grupos terem alguma importância na definição de prioridades.

A situação de extrema vulnerabilidade só poderia ser enfrentada se, de alguma maneira, isso sensibilizasse o poder público. E o pior, quanto mais tempo o cidadão vive na rua, mais difícil se torna a sua reinserção na rede de assistência do setor público. Um problema leva ao outro. O descaso e a falta de um enfrentamento técnico da questão só agravam a realidade e tornam mais angustiante a vida dos moradores, sem perspectiva de sair da tragédia.

Em 1986, a ONU criou o Dia Mundial dos Sem-Teto (4 de outubro) para chamar a atenção aos inacreditáveis 800 milhões de pessoas sem moradia no mundo. O atual governo brasileiro parece fazer questão de se postar bem no macabro ranking da fome, da miséria e do abandono.

A destruição de todas as políticas públicas e a estratégia de desestruturar os setores mais diversos – a saúde, a ciência, a educação, a cultura, a segurança e a economia – fará com que o Brasil, mesmo afastando esse governo fascista pelo voto em outubro, tenha um longo e penoso caminho de recuperação. É tarde, mas ainda é tempo. Vamos fazer um trabalho de resgate do Brasil que foi tragado pelo obscurantismo.

Nós, privilegiados, ainda temos como esperar o tempo da reestruturação, mas, para milhões de brasileiros, o tempo já é um inimigo que mata aos poucos. De frio, de fome, de desespero, de desesperança e de tristeza. É bom que nos lembremos disso quando outubro chegar e, com a serenidade democrática que deve ser nossa companheira, a gente possa optar por abafar de vez esse projeto golpista e desumano.

Lembrando-nos da esperança equilibrista do grande Betinho, “Quem tem fome, tem pressa.

Fonte: Poder 360

Parnamirim participa de Encontro Internacional sobre redução de riscos de desastres

Na última quarta-feira (18), a Prefeitura de Parnamirim, por meio do Grupo de Ciência e Tecnologia da Informação (GCTI) e da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, participou de um encontro internacional com o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a redução do risco de desastres.

O encontro ocorreu no auditório do gabinete civil da Governadoria do estado do Rio Grande do Norte e teve como palestrantes o assessor técnico do programa Construindo Cidades Resilientes 2030 (MCR – 2030) da ONU, Clément da Cruz; a pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Sílvia Midori Saito; a coordenadora de resiliência do ICLEI América do Sul (principal associação mundial de governos dedicada ao desenvolvimento sustentável), Keila Lima Ferreira e diversos docentes da UFRN.

O evento também com a presença da ex-reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a senhora Ângela Paiva. A capacitação abordou temas como a redução do risco de desastres, o marco de Sendai das Nações Unidas, a iniciativa Construindo Cidades Resilientes e o estudo sobre ameaças e vulnerabilidade do estado do Rio Grande do Norte.

A iniciativa foi fortalecer e consolidar as políticas públicas voltadas à prevenção, combate e mitigação de danos a desastres naturais. De acordo com o coordenador George Cunha, o curso foi muito importante por se tratar da prevenção de situações de risco e da preparação dos agentes para atuar de forma adequada, quando necessário. “A preparação dos nossos servidores é sempre necessária. A atuação em situações adversas precisa ser cirúrgica”, disse.

Postado Por: JOEL DA COSTA CAMARA NETO
Fotografia de: ASCOM – CEDIDAS PELA DEFESA CIVIL

Senador Jean garante estudo de viabilidade para expansão do Porto de Natal

Nessa quarta-feira, 18, o Senador Jean Paul Prates (PT-RN) obteve da Confederação Nacional dos Transportes – CNT a garantia de realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o projeto de ampliação da infraestrutura portuária de Natal. O tema foi tratado em encontro entre o Senador; o presidente da CNT, Vander Costa; e o Diretor de Relações Institucionais, Valter Luís de Souza.

A Confederação vai selecionar propostas para os estudos de viabilidade ainda neste semestre. “O próximo passo é reforçar a importância da obra junto ao Ministério de Infraestrutura e apresentar a oportunidade a investidores”, afirma o Senador. Em breve, Jean terá reunião com a direção da Companhia Docas do Rio Grande do Norte – CODERN, administradora do Porto de Natal, para dar continuidade à discussão do assunto.

A proposta de ampliação da estrutura portuária é do Centro de Estratégia em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e foi apresentada pela primeira vez em 2015 ao então governador do Estado, Robinson Faria. Em 2020, foi levada ao ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura.

A proposta de construção do Terminal Oceânico do Rio Grande do Norte – Complexo Portuário “Porto Potengi” prevê a construção de um terminal na margem esquerda do Rio Potengi, além de outros investimentos, como um parque ecológico e a preservação do estuário; corredores logísticos ferroviários e rodoviários, com a construção da terceira ponte sobre o rio; e a recuperação do bairro da Ribeira.

“Será um complexo inédito no Nordeste, de águas internas, um porto facilmente conectado ao terminal aéreo por ramal ferroviário”, explica o Senador Jean.

A estimativa inicial de investimentos em todo o complexo era de cerca de R$ 7 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões para construção do Terminal Portuário da Grande Natal; R$ 580 milhões para o corredor logístico, terceira ponte e parque ecológico; e R$ 2,8 bilhões para implantação do ramal ferroviário que abrangerá Natal, Assu, Macau, Mossoró, Jucurutu e Caicí. O complexo pode ser construído em etapas, com expansão em módulos, conforme o crescimento da demanda.

O novo porto teria capacidade de receber navios de porte muito superior aos que utilizam o atual. O calado com 14,6 metros seria ideal para receber cargueiros de granéis destinados aos mercados internacionais. Os primeiros levantamentos já apontaram que outra preocupação recorrente, a altura da ponte Newton Navarro, não representaria obstáculo, uma vez que seus 55 metros dão passagem a navios de grande porte, que têm altura máxima de 48,5 metros.

O complexo pode abrir novos horizontes ao desenvolvimento potiguar. A expectativa é de que a construção do Terminal Portuário do Potengi possa triplicar o PIB industrial do estado nos primeiros dez anos.

O atual Porto de Natal está confinado em seu acesso por terra, devido à expansão urbana da capital do estado, o que se configura um empecilho logístico à indústria com potencial de exportação e à ampliação das cadeias produtivas.

 

 

Primeiro turno contra o golpe

A recorrência de condutas ilícitas perpetradas pelo Presidente da República daria para completar qualquer livro acadêmico sobre o assunto. Bolsonaro é um serial killer quando se trata da prática de crimes de responsabilidade. Como já afirmei inúmeras vezes, o poder imperial depositado nas mãos do Presidente da Câmara impediu a abertura do processo de impeachment. Mas a certeza da impunidade produz um Presidente que, dia após dia, se esquece das importantes atribuições do cargo em um regime presidencialista.

Os abusos se repetem como uma maneira estruturada de exercício de poder. Não se pode mais imaginar que as insistentes tentativas, claras e deliberadas, de romper o equilíbrio entre as instituições da República sejam despercebidas ou ocasionais. O que se constata, diuturnamente, é o Chefe do Executivo instigando a estabilidade democrática e propondo a ruptura entre os Poderes constituídos. As provocações, às vezes rasas e nem sempre discretas ou respeitosas, visam criar um clima de quebra da estabilidade institucional para propiciar, sob os olhos de um inepto, o ambiente propício para um golpe com a ruptura constitucional.

Esses fascistas baratos se arvoram de tutores da nossa democracia desde que assumiram o poder. Surpresos e incrédulos com a vitória de 2018 – nem eles acreditavam nessa hipótese – esse bando de despreparados resolveu governar um país com a dimensão do Brasil como quem dirige um botequim de zona do baixo meretrício.

E a democracia é testada a todo momento. Não existem limites para esses bárbaros. Agora, o Presidente da República, ele próprio, resolveu apresentar uma notícia-crime contra o Ministro do STF, Alexandre de Moraes, por crime de abuso de autoridade. É mais uma tentativa de avaliar os limites da estabilidade constitucional. Um Presidente da República que já se insurgiu contra a segurança física dos Ministros do Supremo e seus familiares, com xingamentos e instigação à violência, resolve instrumentalizar o próprio Judiciário como maneira de romper a institucionalidade. É a opção pelo caos e pela provocação.

Ou seja, não satisfeitos em proporem insistentemente, de maneira irresponsável, a possibilidade de uma ruptura constitucional com eventual derrota em outubro e com questionamento criminoso sobre segurança das urnas eletrônicas, os bárbaros colocam em risco a estabilidade entre os Poderes ao tentarem processar um Ministro do Supremo, sem nenhum fundamento jurídico consistente.

Já existem os áulicos de plantão a afirmar que, com essa representação, o Ministro Alexandre de Moraes teria que se dar por suspeito nos processos do Presidente Bolsonaro. Como se fosse possível o investigado escolher o seu juiz de estimação! Esse raciocínio, se fosse jurídico, permitiria que todo empresário ou político, na época em que o ex-magistrado Sérgio Moro era o vingador da República de Curitiba, ajuizasse uma queixa-crime contra ele e contra seus procuradores adestrados para terminar com a Operação Lava Jato. Realmente o medo não costuma ser bom conselheiro.

O que fica cada vez mais cristalizado é que as ações inconsequentes por parte desse bando recrudescerão até as eleições. A perspectiva de perder o poder, de secar a fonte do dinheiro e, ainda, de enfrentarem o sério risco de serem presos vai fazer o Brasil sangrar. Uma nuvem densa cai cada vez mais sobre nosso país e a barbárie se instala retirando o ar democrático que sustenta a estabilidade institucional.

Não podemos simplesmente desprezar as ameaças diárias e crescentes de um golpe, principalmente no esgarçamento irresponsável da inquestionável segurança jurídica das urnas eletrônicas. Insisto, deve crescer no país um movimento para derrotar Bolsonaro no primeiro turno no dia 2 de outubro. Todos os democratas devem se empenhar nessa luta.

Será mais difícil para os golpistas impugnarem o processo eleitoral se o Lula ganhar no primeiro turno. Afinal, os bolsonaristas teriam que assumir que houve fraude nas eleições que elegeram Governadores, Senadores e Deputados ligados ao atual Presidente. Como são irresponsáveis e ignorantes, podem fazer isso, mas seria um completo contrassenso, pois teriam que dizer que se elegeram numa eleição fraudulenta! Mas, se houver segundo turno, para eleger o Presidente da República, essa investida contra as urnas eletrônicas parece que está cada vez definida.

O que se desenha é uma tentativa de golpe na democracia. Não podemos desprezar os inúmeros sinais que estão vindo dos mais diversos setores desse grupo acuado, insano e desesperado. Vamos derrotar o projeto golpista e fascista no primeiro turno. Repito, essas são as eleições mais importantes da história do Brasil: se a barbárie vencer a civilização, elas podem ser as últimas. Como ensinou o velho Machado de Assis: “É uma coisa imoral e ridícula fascinar as consciências com virtudes ilusórias e qualidades negativas.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: último segundo – ig

Levantamento do TCE aponta que 47 municípios do RN não realizam concurso público há mais de 10 anos

Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) apontou que pelo menos 47 municípios do Rio Grande do Norte não realizam concurso público há mais de 10 anos. Em 12 dessas cidades, o período sem ingresso de funcionários públicos estatutários chegou a 20 anos, entre 2000 e 2021.

O documento faz parte do Plano de Fiscalização Anual da Corte de Contas do período 2021/2022 e foi publicado nesta quarta-feira (18).

O objetivo da fiscalização é obter um panorama acerca da forma de ingresso de agentes públicos para a composição do quadro permanente de pessoal dos municípios do RN.

De acordo com o TCE, dos 167 municípios, 139 enviaram respostas quando foram solicitados, entre fevereiro e julho de 2021. O órgão informou ainda que aqueles que não enviaram poderão responder procedimentos de apuração de responsabilidade.

O levantamento apontou que, no período de 2008 a 2021, foram realizados 256 concursos públicos municipais em todo o RN.

De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, em termos gerais, o relatório demonstra que os municípios com maior número de concursos são os quais possuem maior população.

Um dado levantado indica que entre 2000 e 2021, no RN, a média de realização de concursos foi de 12 certames por ano.

O ano de 2001 foi o que teve o maior número de concursos públicos municipais: 21. Em 2004 e 2012, houve o menor número de certames: apenas cinco.

O TCE ressaltou ainda que os anos de 2020 e 2021 não foram inteiramente computados, pois as limitações impostas pela legislação relativa ao combate à pandemia de covid-19 não permitiram novos certames no período.

Avaliações

 

A equipe técnica da Diretoria de Atos de Pessoal do TCE também apontou que o número de concursos públicos não tem relação com uma gestão mais eficaz. Essa eficácia é medida pelo Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), calculado pelos Tribunais de Contas, em que o índice traduz a efetividade da gestão municipal nas áreas de prestação de serviços básicos.

“A relação entre quantidade de concursos e posição do Município no IEGM é muito fraca ou inexistente. Dessa forma, observou-se que cidades com IEGM baixo realizaram muitos concursos e outros com IEGM alto não realizaram. Ocorrendo, também, situações opostas”, aponta o relatório.

O resultado do estudo será enviado para conhecimento da Federação dos Municípios do RN (Femurn). Além disso, deve “ser usado na seleção de casos que mereçam aprofundamento pelos auditores, de modo a alcançar indícios e evidências que reforcem a justificativa de auditorias futuras, a exemplo da possibilidade de cruzamento com dados de proporcionalidade entre cargos efetivos e não efetivos na composição dos quadros de servidores”, aponta o relatório.

SESED reúne forças policiais e gestores da educação para coibir atos de ameaça em ambiente escolar

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) reuniu, na manhã desta quarta-feira (18), dirigentes da Polícia Civil, Polícia Militar, e da Secretaria Estadual de Educação, para discutir o planejamento de ações com o objetivo de coibir ameaças diversas, por meio de bilhetes e pichações, em escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte.

Sob coordenação do secretário titular da SESED, coronel Araújo, os presentes trataram da possibilidade de efetivação de ações preventivas, no intuito de inibir a ocorrência prévia dessas ações, e também as medidas investigativas para seguir identificando os responsáveis pelos atos criminais dentro das instituições de ensino no estado.

“Desde que tomamos ciência das primeiras informações sobre essas ameaças, acionamos a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) com o objetivo de iniciar às diligências ao local para averiguar o fato. Na reunião que convocamos, com participação de representantes da educação pública e privada, foram discutidas estratégias para que possamos tomar medidas diante de uma situação sensível como essa”, afirmou o secretário titular da SESED, coronel Araújo.

O encontro contou com a participação do secretário adjunto da SESED, delegado Osmir Monte, do coronel Alarico, comandante geral da Polícia Militar, do delegado Ben-Hur Medeiros, delegado adjunto da Polícia Civil, da tenente-coronel Soraya, comandante do Batalhão de Policiamento Escolar e Prevenção às Drogas e à Violência (BPRED), e do professor João Maria, acompanhado por representantes da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC).

Dois policiais rodoviários federais são mortos a tiros em viaduto na BR-116, em Fortaleza

Diáriodonordeste – Dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF-CE) foram mortos na manhã desta quarta-feira (18), no KM 6 da BR-116, após serem baleados por um homem ainda não identificado. O crime ocorreu próximo ao viaduto da Avenida Oliveira Paiva, no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza.

 

Legenda: Agentes entraram em luta corporal com o suspeito, antes de serem baleados
Foto: Fabiane de Paula

 

 

Conforme o PRF Márcio Moura, o criminoso foi baleado por um terceiro policial, à paisana, que trafegava pelo local no momento do ocorrido. O suspeito não resistiu aos ferimentos.

 Vídeos mostram o momento em que os agentes entram em luta corporal com o suspeito e depois são atingidos. Logo depois, o homem é baleado já na rodovia.

Fonte: Diário de Grossos.

Congresso Nacional ganha cores da bandeira LGBTQIA+

A homenagem é para lembrar que em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID) e Problemas Relacionados com a Saúde.

No Brasil, o Dia Nacional de Combate à LGBTfobia foi instituído no calendário oficial em 2010, pelo governo federal, atendendo a reivindicações de movimentos sociais.

A projeção das cores do arco-íris na fachada do Congresso Nacional foi uma iniciativa coordenada pela bancada do PSOL na Câmara, que protocola todos os anos o requerimento, com apoio da Liderança da Minoria e demais partidos de oposição (PT, PSB, PDT, PCdoB e REDE).

O que para alguns pode parecer besteira comemorar essa data, pode se dizer que não é, uma vez que pessoas morrem todos os dias em decorrência da LGBTfobia e a importância de existir uma data em que se traga destaque para esse assunto é urgente e necessária.

Fonte: G1

Alesp aprova cassação de Arthur do Val, que perde os direitos políticos por oito anos; é o 1º mandato cassado em 23 anos

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (17) a cassação do mandato do ex-deputado estadual Arthur do Val (União Brasil). Apesar dele ter renunciado ao cargo, a cassação significa que ele perderá os direitos políticos por oito anos, segundo a Lei da Ficha Limpa.

A cassação foi aprovada por unanimidade entre todos os 73 deputados que participaram da sessão. Para ter o mandato cassado, era preciso 48 votos entre os 94 deputados estaduais da Alesp. A aprovação ocorreu em sessão muito curta para os padrões do Poder Legislativo paulista.

Conhecido como ‘Mamãe Falei’, Arthur do Val é o primeiro deputado cassado pela Alesp em mais de 23 anos. O último parlamentar que havia sido cassado pelo Legislativo Paulista foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999, que era acusado de fazer parte da chamada “máfia dos fiscais” da cidade de São Paulo, na época que era vereador da capital.

Confira voto que determinou cassação de Arthur do Val

Confira voto que determinou cassação de Arthur do Val

O que disse Arthur do Val

 

Por meio de nota, a assessoria de Arthur do Val afirmou que “a decisão do plenário da Alesp deixa claro que foi promovida uma perseguição contra Arthur do Val e que o motivo principal não era o seu mandato, ao qual já renunciou, mas sim retirá-lo da disputa eleitoral deste ano”.

“A desproporção da sua punição fica evidente já que a mesma Casa foi branda em relação a casos muito mais graves, como o do parlamentar Fernando Cury, que apalpou os seios de uma deputada e foi suspenso por apenas seis meses”, disse a nota.

Painel de votação na Alesp após a cassação de Arthur do Val — Foto: Reprodução/Youtube

Painel de votação na Alesp após a cassação de Arthur do Val — Foto: Reprodução/Youtube

No início da sessão, o advogado de Arthur do Val, Paulo Henrique Franco Bueno, discursou e voltou a comparar o caso do parlamentar com a situação que envolveu o também deputado Fernando Cury, acusado de assédio contra a também deputada Isa Penna. Cury foi suspenso pela Alesp por 180 dias.

O advogado defendeu ainda o uso ilegal de provas e inadmissibilidade do uso dos áudios privados de Arthur do Val no processo, pois foram vazados sem a autorização do parlamentar. O defensor ainda pontuou que não houve perícia nas evidências.

O voto de número 48 que selou a cassação do parlamentar nesta terça (17) foi dado pelo deputado Gil Diniz (PL), que várias vezes entrou em embates com Do Val no plenário da Alesp.

Fonte: G1

Juiz encontra corpo de juíza do RN com marca de tiro em estacionamento e leva para delegacia no Pará

 

A Polícia Civil do Pará investiga a morte da juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira, encontrada dentro de um veículo no estacionamento de um prédio em Belém.

O cadáver foi deixado, na manhã desta terça-feira (17), na Divisão de Homicídios da Polícia Civil de Belém, no bairro de São Brás. O companheiro dela, o também juiz, João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior, foi quem a levou. O corpo da juíza tinha um ferimento por arma de fogo.

João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior é juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, ligada ao Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA). O magistrado presta depoimento na própria Divisão de Homocídios da Polícia Civil do Pará.

 

Fonte: Terra Brasil notícias

Otto e Selda Guerra

Padre João Medeiros Filho
O Concílio Vaticano II (do qual Dr. Otto Guerra participou, prestando inestimável contributo em “Guadium et Spes”), inspirado na teologia do apóstolo Paulo, definiu a família como “Igreja doméstica”. “Este mistério é grande em Cristo e na sua Igreja.” (Ef 5, 32). Pensando nessas palavras, o Papa Francisco, ao canonizar Louis Martin e Zélie Guérin, pais de Santa Teresinha, lembrou a necessidade de a Igreja mostrar que o casamento é espaço de santidade. Enquanto sacramento, confere a graça santificante. “Todo lar pode se transformar numa igreja, pois pela fé Cristo ali habita”, declarou o Papa emérito Bento XVI.
Desde o início do cristianismo, vários casais alcançaram a santidade na vida matrimonial Os Atos dos Apóstolos citam Áquila e Priscila, como grandes colaboradores de São Paulo (At 18, 18). Há outros exemplos de cônjuges que galgaram as honras dos altares: Giordiano e Sílvia, pais de São Gregório Magno; Santo Isidro e sua esposa Maria de la Cabeza, simples lavradores. No Brasil, veneram-se São Manoel (Rodrigues de Moura) e esposa, os quais integram a lista dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. Destacam-se Luigi e Maria Beltrame Quattrochi, beatificados por João Paulo II em 2001, na presença de três de seus filhos. A graça de Deus age nos corações daqueles que estão abertos para recebê-la.
Pelo que se pode inferir, a santidade não é exclusiva de monges, sacerdotes e membros de congregações religiosas. Independe de cor, raça, nacionalidade, nível socioeconômico, cultural, estado civil etc. É o que registra a História Eclesiástica. No Antigo Testamento, pode-se citar os exemplos de Maria Santíssima e José, Sant ́Ana e Joaquim, Isabel e Zacarias e tantos outros. A santidade não consiste em coisas extraordinárias, mas realizar extraordinariamente as tarefas comuns da vida, tendo como ponto de partida o Evangelho de Cristo. É fidelidade à Palavra de Deus e à sua graça. Grandes santos viveram de maneira muito simples, muitos até desconhecidos ou ignorados pelas comunidades, como os eremitas. Ser santo consiste na vivência dos valores cristãos, máxime daquilo que está delineado nas Bem-aventuranças evangélicas. A santidade não significa isenção de pecado ou defeitos. Dentre os seres humanos, apenas Nossa Senhora teve tal privilégio. A santidade cristã está na retidão de consciência, solidariedade desinteressada, justiça, capacidade de servir, compaixão, mão estendida, abertura do coração e intimidade com Deus.
Dr. Otto de Brito Guerra e Catarina Selda de Castro Guerra foram exemplos de vida santa, dedicada a Cristo e à Igreja, pautada nos valores evangélicos. As comunidades católicas potiguares, em especial a pastoral familiar, deveriam propor a abertura do processo de beatificação do virtuoso casal. Em artigo publicado no Jornal de Hoje, expressei-me nesse sentido. Meu posicionamento foi lembrado pelo imortal Daladier Pessoa da Cunha Lima, em seu discurso de posse na Academia Norte-rio-grandense de Letras. Otto e Selda impressionavam-me. Indicado por eles, participei (em Natal, Recife, Garanhuns, Fortaleza etc.) de debates, ao lado de Leide Morais, Miriam Kelner, Arakén Pinto, Martiniano Fernandes sobre planejamento familiar, em razão do objeto de minha tese em teologia: “Julgamento Moral da Igreja sobre a progesterona sintética”. Otto e Selda foram pais de treze filhos. Certa feita, indaguei sobre sua opção por uma família numerosa. Responderam-me: “Foi uma escolha consciente, como colaboradores de Deus em sua criação. Mas, não podemos impor nossa opção àqueles que não têm tal vocação.” Em outro momento, Dona Selda afirmou: “Nem todos estão vocacionados ao sacerdócio. Do mesmo modo, alguns são chamados a gerar vários filhos. Queremos ajudar os que formaram uma família numerosa e aqueles que não se julgam capazes de tal missão.”
Muitas são as virtudes humanas e cristãs do inesquecível casal. Dr. Otto é conhecido pelas suas múltiplas tarefas: advogado, professor, jornalista e escritor. Mas, ambos testemunharam a beleza do Evangelho, viveram a fidelidade do amor (sessenta anos), o encanto da graça divina e tiveram a Eucaristia como ápice de sua vida espiritual. A devoção ao Pão Sagrado marcou suas vidas. Dr. Otto enfartou, participando da missa, no Colégio da Conceição. Com a esposa sempre viveu o que pregou no Vo Congresso Eucarístico Nacional, em Porto Alegre: “Viva Cristo eucarístico, mistério insondável de amor, milagre sublime de Deus. Dele são as nossas vidas.”

Novos adjuntos e diretora-presidente da Funpac tomam posse nesta segunda-feira

A Prefeitura de Parnamirim deu posse, na tarde desta segunda-feira (16), a mais um grupo de novos auxiliares diretos do chefe do executivo municipal. As novas aquisições do poder público dizem respeito às pastas do Gabinete Civil, Esporte e Lazer, Saúde e à autarquia municipal Fundação Parnamirim de Cultura.

No Gabinete Civil, o ex-secretário chefe do setor, Jonathan Targino, assumiu na última semana, o cargo de adjunto e, desde então auxilia diretamente o novo titular da pasta, Homero Grec. Na Secretaria de Esporte e Lazer, Vinícius Barros ganha a companhia do adjunto Edevaldo Ferreira, popularmente conhecido na cidade como ‘Edvaldo da Casa do Sofá’.

A pasta da Saúde, que já conta com a nova secretária Luciana Guimarães, ganha o reforço de Elizabete Carrasco. A nova adjunta volta à função pública que já exerceu anos atrás para, novamente, trabalhar em prol do bem-estar da população parnamirinense. Com relação à Fundação Parnamirim de Cultura, Haroldo Gomes, deixou a pasta, dando lugar à vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, que assume a cadeira de diretora-presidente da instituição representante do setor cultural. Kátia deve acumular as duas funções a partir de então.

O prefeito Taveira se disse muito feliz em receber os novos integrantes de seu governo e fez questão de falar o que espera dos novos empossados: “Comprometimento dos senhores é o que a Prefeitura e a população parnamirinense merecem. É uma grande alegria recebê-los no executivo, mas também uma grande missão. Contem conosco”, disse, dirigindo-se aos novos adjuntos e à diretora-presidente da Funpac.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

 

Quase 3 anos após assassinato do ator Rafael Miguel, Paulo Cupertino é preso; ele era o nº 1 na lista de criminosos mais perigosos de SP

Quase 3 anos depois da morte do ator Rafael Miguel e dos pais dele, o réu Paulo Cupertino Matias foi preso nesta segunda-feira (15), em São Paulo. O crime ocorreu em 9 de junho de 2019.

Policiais da 6ª. Seccional fizeram a prisão e encaminharam o preso para o 98º Distrito Policial, no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo. Depois, deve ser levado à 6ª Seccional.

Segundo o delegado da seccional, a equipe de policiais recebeu uma informação de que Cupertino estaria na capital paulista, foram checar e encontraram o procurado.

Incluído na Difusão Vermelha da Interpol, Cupertino era o primeiro nome da lista dos criminosos mais perigosos e procurados de São Paulo.

De acordo com o Ministério Público (MP), o empresário assassinou a família porque não aceitava o namoro de Isabela Tibcherani, a sua filha de 18 anos à época, com o artista. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira 13 vezes em Rafael, que tinha 22 anos, e nos pais do ator: João Alcisio Miguel, de 52, e a mãe Miriam Selma Miguel, 50.

Cupertino é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele, que atualmente tem 50 anos, nunca constituiu um advogado para defendê-lo. Além do empresário, dois amigos dele são réus no mesmo caso por terem ajudado o assassino a fugir (leia mais abaixo).

O assassinato foi cometido na frente da casa onde Isabela morava com a mãe, no bairro da Pedreira, Zona Sul da capital paulista. As duas não foram baleadas por Cupertino e sobreviveram. O empresário fugiu.

Isabel Tibcherani e Rafael Miguel eram namorados até o pai dela matar o ator a tiros em 2019 — Foto: Reprodução/Redes sociais

Polícia fez simulação de possíveis disfarces usados por Paulo Cupertino para fugir após matar ator e os pais dele — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Listas de procurados

 

O nome, dados e fotos de Cupertino não apareciam publicamente na lista de criminosos mais procurados pela Interpol, também conhecida como Organização Internacional de Polícia Criminal. Ela tem a função de buscar mecanismos de cooperação entre as polícias no mundo para prender acusados de crimes que possam ter fugido para outros países.

Apesar disso, segundo fontes do G1, o empresário estava incluído na Difusão Vermelha do órgão. Em outras palavras, havia um mandado de prisão contra ele para ser cumprido em qualquer outro país.

Já no site da Polícia Civil paulista, Cupertino aparecia como o primeiro nome da página onde estão os 17 criminosos mais procurados pelas forças de segurança do estado. Não havia pagamento em dinheiro como recompensa para quem tivesse informações sobre o paradeiro de Cupertino.

Paulo Cupertino Matias aparece como o primeiro nome na lista de criminosos mais procurados pela polícia de São Paulo — Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP

Até junho de 2021, esses dois canais de denúncias da polícia de São Paulo receberam quase 90 endereços de possíveis esconderijos do empresário.

90 denúncias

 

Segundo o Instituto São Paulo Contra a Violência, os denunciantes disseram ter visto o assassino em 25 cidades paulistas, oito municípios de sete outros estados, em uma cidade argentina e em outros cinco locais não identificados.

Três momentos de Paulo Cupertino: antes do crime, quando falsificou sua identidade, e depois usando o nome falso de ‘Manoel Machado da Silva’ — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Possíveis esconderijos

 

Veja abaixo os possíveis lugares por onde Cupertino pode ter passado, segundo as denúncias feitas ao Disque Denúncia e Web Denúncia:

ESTADO DE SÃO PAULO

Cidades Denúncias
Barueri 1
Botucatu 2
Bragança Paulista 1
Campinas 1
Diadema 1
Embu Guaçu 2
Guarulhos 3
Ilha Comprida 1
Itatiba 3
Jacareí 1
Jarinu 1
Jundiaí 1
Marília 1
Osasco 1
Pedreira 2
Penápolis 1
Praia Grande 1
Santa Fé do Sul 1
Santo André 4
São Bernardo do Campo 2
São José dos Campos 1
São Paulo 37
São Pedro 1
São Sebastião 2
Valparaíso 1
TOTAL 74 endereços

Outros estados

 

O estado do Rio de Janeiro teve duas denúncias contra o assassino do ator e dos pais, todas na capital fluminense. Os outros estados onde Cupertino teria sido visto foram: Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Maranhão.

Argentina

 

Puerto Iguazu, cidade argentina, na tríplice fronteira com Brasil e Paraguai, também foi mencionada como um dos locais onde o empresário esteve.

OUTRAS CIDADES, ESTADOS E PAÍS

Cidades Denúncias
Rio de Janeiro (RJ) 2
Serra (ES) 1
Chapada Gaúcha (MG) 1
Aparecida do Taboado (MS) 1
Araguaiana (MT) 1
São Pedro Ivaí (PR) 1
Santa Rita (MA) 1
Rosário (MA) 1
Cidades não identificadas 5
Puerto Iguazu (Argentina) 1
TOTAL 15 endereços

Por onde passou

 

Além das denúncias que chegam no Disque Denúncia e Web Denúncia, a polícia também recebia outras informações a partir de investigações.

Segundo policiais, somando todas as denúncias recebidas (as feitas por telefone, digitais e da investigação), já foram verificados mais de 300 prováveis esconderijos de Cupertino em dez estados do Brasil e no Paraguai.

Rafael Miguel, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel: ator e pais foram mortos a tiros por Paulo Cupertino Matias em SP — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Para a polícia, no entanto, há indícios de que durante a fuga o criminoso passou por pelo menos oito cidades, sendo sete delas em três estados, e uma em território paraguaio. São elas:

 

Ajuda de amigos

 

‘Marginal sempre marginal’ é a frase tatuada no antebraço de Paulo Cupertino, assassino do ator Rafael Miguel — Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP

De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Cupertino contou com a ajuda direta de pelo menos quatro amigos, que são investigados pela suspeita de esconderem o criminoso.

Dois desses amigos do empresário se tornaram réus na Justiça por supostamente ajudarem o fugitivo. Eles respondem em liberdade pelo crime de favorecimento pessoal. São eles: Eduardo Jose Machado, o ‘Eduardo da Pizzaria’, dono de uma pizzaria na Zona Sul de São Paulo; e Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, que mora em Sorocaba, no interior paulista.

Ator

 

Rafael Miguel deu vida ao personagem Juca, na novela ‘Cama de Gato’, filho de Taís (Heloísa Perisse) e Bené (Marcello Novaes) — Foto: Isac Luz/TV Globo

Rafael era conhecido na mídia por ter interpretado o personagem Paçoca na novela “Chiquititas”, do SBT, e trabalhado em um famoso comercial em que uma criança pede brócolis à mãe. Ele também atuou em novelas da Globo, como “Pé na Jaca”, “Cama de Gato” e o especial de fim de ano “O Natal do menino imperador”.

Fonte: G1