Congresso Nacional ganha cores da bandeira LGBTQIA+

A homenagem é para lembrar que em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID) e Problemas Relacionados com a Saúde.

No Brasil, o Dia Nacional de Combate à LGBTfobia foi instituído no calendário oficial em 2010, pelo governo federal, atendendo a reivindicações de movimentos sociais.

A projeção das cores do arco-íris na fachada do Congresso Nacional foi uma iniciativa coordenada pela bancada do PSOL na Câmara, que protocola todos os anos o requerimento, com apoio da Liderança da Minoria e demais partidos de oposição (PT, PSB, PDT, PCdoB e REDE).

O que para alguns pode parecer besteira comemorar essa data, pode se dizer que não é, uma vez que pessoas morrem todos os dias em decorrência da LGBTfobia e a importância de existir uma data em que se traga destaque para esse assunto é urgente e necessária.

Fonte: G1

Alesp aprova cassação de Arthur do Val, que perde os direitos políticos por oito anos; é o 1º mandato cassado em 23 anos

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (17) a cassação do mandato do ex-deputado estadual Arthur do Val (União Brasil). Apesar dele ter renunciado ao cargo, a cassação significa que ele perderá os direitos políticos por oito anos, segundo a Lei da Ficha Limpa.

A cassação foi aprovada por unanimidade entre todos os 73 deputados que participaram da sessão. Para ter o mandato cassado, era preciso 48 votos entre os 94 deputados estaduais da Alesp. A aprovação ocorreu em sessão muito curta para os padrões do Poder Legislativo paulista.

Conhecido como ‘Mamãe Falei’, Arthur do Val é o primeiro deputado cassado pela Alesp em mais de 23 anos. O último parlamentar que havia sido cassado pelo Legislativo Paulista foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999, que era acusado de fazer parte da chamada “máfia dos fiscais” da cidade de São Paulo, na época que era vereador da capital.

Confira voto que determinou cassação de Arthur do Val

Confira voto que determinou cassação de Arthur do Val

O que disse Arthur do Val

 

Por meio de nota, a assessoria de Arthur do Val afirmou que “a decisão do plenário da Alesp deixa claro que foi promovida uma perseguição contra Arthur do Val e que o motivo principal não era o seu mandato, ao qual já renunciou, mas sim retirá-lo da disputa eleitoral deste ano”.

“A desproporção da sua punição fica evidente já que a mesma Casa foi branda em relação a casos muito mais graves, como o do parlamentar Fernando Cury, que apalpou os seios de uma deputada e foi suspenso por apenas seis meses”, disse a nota.

Painel de votação na Alesp após a cassação de Arthur do Val — Foto: Reprodução/Youtube

Painel de votação na Alesp após a cassação de Arthur do Val — Foto: Reprodução/Youtube

No início da sessão, o advogado de Arthur do Val, Paulo Henrique Franco Bueno, discursou e voltou a comparar o caso do parlamentar com a situação que envolveu o também deputado Fernando Cury, acusado de assédio contra a também deputada Isa Penna. Cury foi suspenso pela Alesp por 180 dias.

O advogado defendeu ainda o uso ilegal de provas e inadmissibilidade do uso dos áudios privados de Arthur do Val no processo, pois foram vazados sem a autorização do parlamentar. O defensor ainda pontuou que não houve perícia nas evidências.

O voto de número 48 que selou a cassação do parlamentar nesta terça (17) foi dado pelo deputado Gil Diniz (PL), que várias vezes entrou em embates com Do Val no plenário da Alesp.

Fonte: G1

Juiz encontra corpo de juíza do RN com marca de tiro em estacionamento e leva para delegacia no Pará

 

A Polícia Civil do Pará investiga a morte da juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira, encontrada dentro de um veículo no estacionamento de um prédio em Belém.

O cadáver foi deixado, na manhã desta terça-feira (17), na Divisão de Homicídios da Polícia Civil de Belém, no bairro de São Brás. O companheiro dela, o também juiz, João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior, foi quem a levou. O corpo da juíza tinha um ferimento por arma de fogo.

João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior é juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, ligada ao Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA). O magistrado presta depoimento na própria Divisão de Homocídios da Polícia Civil do Pará.

 

Fonte: Terra Brasil notícias

Otto e Selda Guerra

Padre João Medeiros Filho
O Concílio Vaticano II (do qual Dr. Otto Guerra participou, prestando inestimável contributo em “Guadium et Spes”), inspirado na teologia do apóstolo Paulo, definiu a família como “Igreja doméstica”. “Este mistério é grande em Cristo e na sua Igreja.” (Ef 5, 32). Pensando nessas palavras, o Papa Francisco, ao canonizar Louis Martin e Zélie Guérin, pais de Santa Teresinha, lembrou a necessidade de a Igreja mostrar que o casamento é espaço de santidade. Enquanto sacramento, confere a graça santificante. “Todo lar pode se transformar numa igreja, pois pela fé Cristo ali habita”, declarou o Papa emérito Bento XVI.
Desde o início do cristianismo, vários casais alcançaram a santidade na vida matrimonial Os Atos dos Apóstolos citam Áquila e Priscila, como grandes colaboradores de São Paulo (At 18, 18). Há outros exemplos de cônjuges que galgaram as honras dos altares: Giordiano e Sílvia, pais de São Gregório Magno; Santo Isidro e sua esposa Maria de la Cabeza, simples lavradores. No Brasil, veneram-se São Manoel (Rodrigues de Moura) e esposa, os quais integram a lista dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. Destacam-se Luigi e Maria Beltrame Quattrochi, beatificados por João Paulo II em 2001, na presença de três de seus filhos. A graça de Deus age nos corações daqueles que estão abertos para recebê-la.
Pelo que se pode inferir, a santidade não é exclusiva de monges, sacerdotes e membros de congregações religiosas. Independe de cor, raça, nacionalidade, nível socioeconômico, cultural, estado civil etc. É o que registra a História Eclesiástica. No Antigo Testamento, pode-se citar os exemplos de Maria Santíssima e José, Sant ́Ana e Joaquim, Isabel e Zacarias e tantos outros. A santidade não consiste em coisas extraordinárias, mas realizar extraordinariamente as tarefas comuns da vida, tendo como ponto de partida o Evangelho de Cristo. É fidelidade à Palavra de Deus e à sua graça. Grandes santos viveram de maneira muito simples, muitos até desconhecidos ou ignorados pelas comunidades, como os eremitas. Ser santo consiste na vivência dos valores cristãos, máxime daquilo que está delineado nas Bem-aventuranças evangélicas. A santidade não significa isenção de pecado ou defeitos. Dentre os seres humanos, apenas Nossa Senhora teve tal privilégio. A santidade cristã está na retidão de consciência, solidariedade desinteressada, justiça, capacidade de servir, compaixão, mão estendida, abertura do coração e intimidade com Deus.
Dr. Otto de Brito Guerra e Catarina Selda de Castro Guerra foram exemplos de vida santa, dedicada a Cristo e à Igreja, pautada nos valores evangélicos. As comunidades católicas potiguares, em especial a pastoral familiar, deveriam propor a abertura do processo de beatificação do virtuoso casal. Em artigo publicado no Jornal de Hoje, expressei-me nesse sentido. Meu posicionamento foi lembrado pelo imortal Daladier Pessoa da Cunha Lima, em seu discurso de posse na Academia Norte-rio-grandense de Letras. Otto e Selda impressionavam-me. Indicado por eles, participei (em Natal, Recife, Garanhuns, Fortaleza etc.) de debates, ao lado de Leide Morais, Miriam Kelner, Arakén Pinto, Martiniano Fernandes sobre planejamento familiar, em razão do objeto de minha tese em teologia: “Julgamento Moral da Igreja sobre a progesterona sintética”. Otto e Selda foram pais de treze filhos. Certa feita, indaguei sobre sua opção por uma família numerosa. Responderam-me: “Foi uma escolha consciente, como colaboradores de Deus em sua criação. Mas, não podemos impor nossa opção àqueles que não têm tal vocação.” Em outro momento, Dona Selda afirmou: “Nem todos estão vocacionados ao sacerdócio. Do mesmo modo, alguns são chamados a gerar vários filhos. Queremos ajudar os que formaram uma família numerosa e aqueles que não se julgam capazes de tal missão.”
Muitas são as virtudes humanas e cristãs do inesquecível casal. Dr. Otto é conhecido pelas suas múltiplas tarefas: advogado, professor, jornalista e escritor. Mas, ambos testemunharam a beleza do Evangelho, viveram a fidelidade do amor (sessenta anos), o encanto da graça divina e tiveram a Eucaristia como ápice de sua vida espiritual. A devoção ao Pão Sagrado marcou suas vidas. Dr. Otto enfartou, participando da missa, no Colégio da Conceição. Com a esposa sempre viveu o que pregou no Vo Congresso Eucarístico Nacional, em Porto Alegre: “Viva Cristo eucarístico, mistério insondável de amor, milagre sublime de Deus. Dele são as nossas vidas.”