CMEI Lúcia Maria comemora 18 anos de fundação

O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Lúcia Maria, em Nova Parnamirim, está comemorando nesta quinta-feira (5) aniversário de 18 anos de fundação com a presença de toda equipe escolar, alunos e pais.

O evento começou com apresentação da Banda de Música da Aeronáutica, em seguida as crianças do 6º ano iniciaram a contação da história de Lucia Maria, a partir do livro ilustrado e produzido por eles em sala de aula.

Além disso, houve exposição dos trabalhos artistícos das crianças, com pinturas, recortes e colagem, todos baseados na história do CMEI e da sua patrona, incluindo retratos-falados da autora, bolo fake confeccionado com fotos, pinturas, colagens e painel com características e hábitos do dia-a-dia de Lúcia Maria.

A secretária adjunta de Educação, Delmira Dalva, parabenizou toda equipe pela festividade e relembrou o período da fundação do CMEI e sua evolução. Também participaram as coordenadoras da Gestão Pedagógica, Ana Rosângela Araújo, e da Educação Infantil, Simone Leite.

Fonte: portal da Prefeitura de Parnamirim

Tribunal Superior Eleitoral mantém a cassação da ex-prefeita de Pedro Velho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu nesta quarta-feira (04/05) pedido cautelar feito pela ex-Prefeita de Pedro Velho/RN, numa tentativa de suspender a decisão do TRE/RN que cassou a ex-Prefeita Dejerlane Macedo e o vice-Prefeito Inácio Rafael, numa tentativa de evitar a realização de novas eleições no município.

Na decisão que indeferiu a tutela cautelar, o Relator Ministro Mauro Campbell Marques, entendeu que “as teses suscitadas providência inviável na presente via”. E ainda que não haviam os requisitos necessários para concessão da medida.

Para o advogado Fabio Sena, que representa o Partido Social Cristão – PSC (autor da ação), a decisão desta quarta-feira só reforça o Acórdão do TRE/RN, manteve a sentença da juíza da 11ª Zona Eleitoral de Canguaretama/RN, que cassou a ex-prefeita e do seu vice, por abuso de poder político e econômico com base em depoimentos testemunhais e no relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN).

Processo: 0600250-09.2022.6.00.0000

Inocente


O Lula é inocente?
Esse é um questionamento que sempre entendi que não precisava ser respondido. Para mim, como advogado, a resposta é óbvia: claro que é inocente. Mas noto que pessoas lúcidas, inteligentes e preparadas ainda fazem essa pergunta. Vamos à mais simples das soluções: todo aquele que não foi condenado definitivamente não pode ser considerado culpado. Em qualquer país democrático, a presunção é de inocência e não se pode partir do pressuposto da culpa. Da responsabilização criminal. Serve para todos indistintamente.
Se determinada família acumulou milhões sem ter renda para justificar o patrimônio e se existem evidências palpáveis de que desviavam dinheiro público em “rachadinhas” – divisão de salários de maneira ilegal -, por exemplo, pode-se dizer que são corruptos e ladrões do erário? Não, pois a presunção é sempre da inocência. Se existem sinais exteriores de riqueza para demonstrar que os salários são incompatíveis com o patrimônio, deve-se investigar, mas sempre dando à hipotética família o benefício da dúvida.
Mas, indagam: o ex-presidente Lula não foi condenado pelo Moro e apenas depois a condenação foi anulada pelo Supremo Tribunal? A Suprema Corte do país não julgou o Moro parcial e suspeito? E vejam como é grave: agora, a ONU não decidiu que Moro agiu, no caso do Lula, com evidente parcialidade e interesse político?
É possível perceber que a situação fica mais crítica.
Temos um caso raro. O Estado-juiz, representado pelo nefasto ex-juiz, de maneira criminosa e com interesses políticos e pessoais, não permitiu a um cidadão acusado exercer sua defesa com inteireza e dentro dos limites constitucionais.
Opa! Nada pode ser mais sério. Não houve um erro judiciário. O que ocorreu foi um crime contra os direitos de um brasileiro, no caso o Lula, que foi impedido de demonstrar a sua inocência, e um ataque ao Estado democrático de direito. Um acinte.
E observem a inversão absurda: o Estado é que deve comprovar a culpa, não o cidadão tem que provar a inocência. Cruel essa alteração. Nada pode ser mais grave e criminoso.
Para atender aos interesses pessoais do projeto político de um grupo, o ex-juiz Sérgio Moro e seu bando – Deltans e companhia – agiram instrumentalizando o Judiciário e o Ministério Público! E não sou eu que estou dizendo isso: a Suprema Corte e a ONU julgaram e decidiram sobre a parcialidade e a finalidade política. O que mais é preciso para declarar a inocência do Lula? Vamos, como dizia no interior de Minas Gerais, ter que recorrer ao Bispo e à Cúria? Nada mais nos resta senão processar os responsáveis pela fraude e pela corrupção do sistema de Justiça.
Para explicar didaticamente o que é um juiz parcial, vamos a dois exemplos simples: Você tem uma audiência amanhã para decidir sobre a guarda do seu filho, o bem mais valioso. Na noite anterior, você descobre mensagens do juiz da causa mandando o advogado do lado contrário defender uma tese combinada; havia mensagens também do magistrado instruindo o Ministério Público para fazer tal ou qual pergunta, pois aí ele poderia tomar o filho de você e passar a guarda para a outra pessoa.
Você é apaixonado por futebol e aguarda ansioso a final do campeonato, pois seu time não tem o título de campeão. Na noite anterior à final, descobre mensagens de telegram do juiz orientando o bandeira e o técnico do outro time para determinar que os jogadores caiam na área, a fim de que sejam marcados tantos pênaltis quanto forem necessários para a vitória ser confirmada.
Essa é parcialidade que ficou comprovada pelo Supremo Tribunal e pela ONU em relação ao Moro e seus coordenados da força-tarefa de Curitiba.
E o prejuízo foi de uma dimensão incalculável! Após prender o Lula, o principal opositor de Bolsonaro, então candidato à Presidência da República, e torná-lo inelegível, o grupo do ex-juiz perdeu o pudor e tirou a máscara. Ainda como magistrado, o ex-juiz mercadejou a toga e aceitou ser Ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Vergonhoso. Por muito menos os Deltans da vida teriam pedido a sua prisão e ele, como juiz, se fosse coerente, teria deferido seu próprio encarceramento.
Pode haver ainda alguma dúvida se o Lula é inocente? Claro que não! E não devemos ter medo de dar os nomes certos neste momento. Lula inocente é um imperativo de justiça. Muito mais do que dizer que ele merece, como qualquer cidadão, ter a inocência presumida. Não! Ele é inocente. Não há, no mundo jurídico, nenhuma condenação transitada em julgado ou mesmo em primeiro grau contra o ex-presidente. E a farsa montada contra ele foi desvendada, restando agora processar os que corromperam, por um projeto de poder, o sistema de Justiça. Por isso vamos simplificar: Lula é inocente.
Mas o bando de Curitiba se permite ter uma argumentação com requintes de crueldade. Alegam que, se o chefe, o ex-juiz Moro, condenou Lula e o Tribunal Regional manteve a condenação, então o Lula não é inocente. E desprezam a decisão final do Supremo Tribunal que anulou tudo.
É como se, em uma final de campeonato de futebol, o time A marcasse 2 gols no primeiro tempo, terminando 2×0. Aí, no segundo tempo, o time B fizesse 11 gols. Final do jogo 11 x 2. Mas o time A, dono da bola e amigo do juiz, pudesse reclamar ser campeão pois ganhou o primeiro tempo do jogo. Ridículo assim.
Socorro-me ao mestre Torquato Neto, no Poema do Aviso Final:
“É preciso que haja algum respeito, ao menos um esboço ou a dignidade humana se
afirmará a machadadas.”

Fonte: o dia

“Os militares não estão dispostos a marchar com Bolsonaro”

A quinta-feira é de William Waack.

Ele disse que Jair Bolsonaro “está arrastando menos oficiais-generais do que pensa na irresponsável aventura política (…). 

Os comandantes militares não estão dispostos a marchar com Bolsonaro rumo à insensatez. Contudo, repetem exatamente as mesmas críticas de Bolsonaro ao STF. Consideram que o Supremo deixou de ser um tribunal ‘unido’ e se transformou num ajuntamento de togados obcecados por holofotes”.

A caserna, portanto, quer se manter distante da disputa:

“A crise do presidente com o STF é vista por comandantes militares como ‘jogo político eleitoral’. Asseguram que é um jogo no qual não têm intenção de interferir. Mas também não querem conversa”.

Os comandantes militares não vão marchar com Jair Bolsonaro nem com Gilmar Mendes.

Fonte: o antagonista