Quem já teve Covid-19 também deve se vacinar, diz cientista-chefe da Casa Branca

Responsável pelo programa de vacinas contra a Covid- 19 nos Estados Unidos, Moncef Slaoui, afirmou neste domingo que as pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus precisam ser vacinadas.

Sabemos que a infecção não induz uma resposta imunológica muito forte e diminui com o tempo”, disse.

Nós checamos isso nos ensaios clínicos. Houve pessoas que participaram do estudo que estavam infectadas com coronavírus no momento em que receberam a vacina. É seguro.”
Nos Estados Unidos, profissionais de saúde e pessoas que residem em lares de idosos já estão recebendo a vacina da Pfizer contra a Covid-19.

Após aprovação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a imunização com a vacina da Moderna também deve começar nesta segunda-feira.

O Antagonista

Países europeus fecham portas ao Reino Unido após nova mutação de coronavírus

Vários países europeus anunciaram nesse domingo (20.dez.2020) a suspensão das conexões com o Reino Unido depois que autoridades do país dectaram uma variante do Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela covid-19. A descoberta levou o primeiro-ministro, Boris Johnson, a aumentar as restrições em parte do país.

França, Itália, Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Portugal e Bulgária decidiram suspender ou limitar seus voos e suas conexões de trem ou navio com o país. A Grécia exigirá quarentena aos viajantes que cheguem do Reino Unido.

A Espanha vai reforçar controle de testes de RT-PCR para viajantes do Reino Unido em portos e aeroportos. Eles deverão apresentar o teste negativo 72 horas antes da chegada em território espanhol.

Mas o governo da Espanha exigiu uma posição comum da União Europeia e afirmou que “agirá” se não houver nenhuma medida unificada. Os espanhóis solicitaram à presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, e ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, uma “resposta comunitária coordenada a esta nova situação com o objetivo de proteger os direitos dos cidadãos da comunidade da coordenação, evitando o unilateralismo”.

A Comissão Europeia vai realizar uma reunião de emergência nesta 2ª feira (21.dez.2020) para coordenar uma resposta da comunidade, segundo informou o porta-voz da presidência alemã, Sebastian Fischer.

Para preparar esta reunião, o gabinete do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, fez no domingo (20.dez) uma videoconferência de nível técnico para compartilhar “informações sobre as medidas que pretendem implementar nas próximas horas”, como a proibição de voo e novas medidas sobre os testes de RT-PCR.

O governo britânico, por sua vez, informou que o primeiro-ministro Boris Johnson presidirá uma reunião do comitê de emergência, composto por ministros de alto escalão, nesta 2ª feira (21.dez), para avaliar a situação das viagens internacionais.

A NOVA MUTAÇÃO

De acordo com o governo britânico, a nova variante teria surgido em setembro, em Londres ou em sua região metropolitana. Estima-se que 60% dos casos recentemente detectados no país foram causados por essa variante.

Daniel Prieto Alhambra, professor da Universidade de Oxford, disse que uma possível mutação do vírus tem sido discutida no meio científico por 1 mês.

Segundo o cientista Vicente Lárraga Rodríguez, a mutação afeta “a proteína que o vírus usa para engajar e penetrar células humanas”, tornando-a mais contagiosa do que a cepa anterior.

Patrick Vallance, diretor científico do governo britânico, afirmou que a nova forma, conhecida como VUI 202012/01, poderia ser até 70% mais contagiosa, o que aumentaria a RT –a taxa de transmissão do vírus– em até 0,4%.

Isso não significa maior letalidade. No entanto, a rápida disseminação pode levar a um aumento significativo da pressão hospitalar e, assim, influenciar na taxa de mortalidade.

Os cientistas concordam que não haverá consequências na eficácia das vacinas já aprovadas, pois a mutação “não mudou a estrutura central do RNA do vírus”.

No entanto, a propagação mais rápida pode tornar necessário vacinar mais pessoas do que o planejado no 1º momento, para alcançar a chamada imunidade de rebanho.

Poder 360

Lava Jato queria prender Gilmar Mendes e Toffoli, diz hacker da “Vaza Jato”

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Segundo o hacker Walter Delgatti Neto, a Operação Lava Jato queria prender 2 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Delgatti, que ficou conhecido como o “hacker de Araraquara”, é um dos responsáveis por divulgar conversas privadas de procuradores com o ex-juiz e ex-ministros da Justiça Sergio Moro. As mensagens foram publicadas em uma série de reportagens do site The Intercept Brasil, chamada de “Vaza Jato”.

Eles tentavam de tudo pra conseguir chegar ao Gilmar Mendes e ao Toffoli, eles tentaram falar que o Toffoli tentou reformar o apartamento e queria que a OAS delatasse o Toffoli, eles quebraram o sigilo do Gilmar Mendes na Suíça, do cartão de crédito, da conta bancária dele, eles odiavam o Gilmar Mendes, falavam mal do Gilmar Mendes o tempo todo.

O hacker afirmou que acessou o celular de 4 ministros do STF. No de Alexandre de Moraes, no entanto, não havia nenhuma mensagem. “Ele apagava tudo”, falou Delgatti.

Tive acesso também ao e-mail dele, tinha, inclusive, o livro novo dele. Eu apenas baixei o livro para ler, mas…. Tinha conversas em e-mail, mas era entre eles [ministros do STF], era conversa de processo, que não tinha interesse. Era conversa formal. Acredito que era, inclusive, o assessor dele que mandava o e-mail, não ele. Já quanto ao Telegram [aplicativo de mensagens], não tinha conversa nenhuma, ele apagava todas.

Delgatti declarou que alguns magistrados colaboravam com a Lava Jato.

[Luís Roberto] Barroso, eles tinham um laço bem próximo. O Barroso e o Deltan [Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato] conversavam bastante, (sobre) vida pessoal. Inclusive o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer um procurador.

O hacker conseguiu ter acesso aos celulares do presidente Jair Bolsonaro e de 2 de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). De acordo com Delgatti, as conversas eram direcionadas a um chat privado e, por isso, ele não conseguiu ver o conteúdo.

As conversas deles eram apagadas. Eles apenas diziam que era para ir para o chat secreto”, falou. “Uma pessoa que acessa a sua conta não consegue acessar a conversa do chat secreto.

Delgatti falou que não imaginava encontrar irregularidades na Lava Jato. “Quando eu tive acesso, acabei me decepcionando, vi que o crime estava sendo cometido entre eles”, falou.

O foco [da Lava Jato] era o [ex-presidente] Lula, mas os empresários, também, e outros políticos, ou diretores da Petrobras que eles mantinham presos até a pessoa falar. Exemplo: o Léo Pinheiro. Eles falavam: ‘Se ele enviar, fizer a delação e não falar do Lula, não será aceita’. Tinha conversa assim.

Segundo o hacker, ele não tinha interesse político quando decidiu divulgar as mensagens.

No começo não [tinha interesse político]. Quando eu vi o que fizeram com o ex-presidente Lula, que eu vi que era uma injustiça e entendi que ele estava preso como eu fiquei preso em Araraquara, eu pensei. Exemplo: o fato que o prendeu não existe. Foi a mesma coisa que fizeram comigo.

As mensagens acessadas por Delgatti foram entregues ao jornalista Gleen Greenwald, que na época trabalhava no The Intercept Brasil. A entrega foi intermediada por Manuela D’Ávila (PDdoB).

Delgatti afirmou que não recebeu dinheiro pelas mensagens. “Não, ninguém pagou. No começo, eu até pensei [em ganhar dinheiro com as conversas], para ser bem sincero. Mas comecei a entender o que eu estava fazendo”, declarou.

“A Manuela [d’Ávila], assim que eu comecei a conversa com ela, ela perguntou: ‘o que você quer por isso? Quanto você quer por isso?’ Eu disse que não queria nada em troca e que ia enviar, e queria apenas justiça. Foi quando ela me passou o contato do Glenn [Greenwald].

Eu enviei um áudio da conversa que é a voz de um procurador falando coisas irregulares. Ela [Manuela D’Ávila] ouviu esse áudio, foi quando ela teve interesse. Lembro que ela não respondia. Enviei o áudio e fui tomar café da manhã. Quando eu voltei, tinha 25 ligações dela. Desesperada”, disse Delgatti.

Delgatti contou que sofreu pressão para aceitar um acordo de delação premiada quando estava preso.

Fui pressionado o tempo todo. Desde o primeiro dia. O delegado falava: ‘Olha, faça uma delação, conte a verdade, vamos esclarecer isso que eu te solto’. Eles davam a entender que a delação, caso eu fizesse, só seria homologada se eu falasse do Glenn. Todas as vezes, eles queriam que eu falasse do Glenn.

O hacker disse que também leu conversas de personalidades. “Que eu me recordo: Neymar, William Bonner, Ana Hickman, Luciana Gimenez. Muitos eu não me lembro agora.

Essa época eu estava sem dormir, eu estava empolgado com tudo e fiquei cego, comecei a enxergar somente isso. Eu pensava nisso, eu sonhava com isso, eu acordava pensando nisso, eu fazia isso, eu ia para a aula com o celular, com o Telegram conectado, lia conversas”, falou.

Poder 360

Mutação do coronavírus foi detectada na Dinamarca, Holanda e Austrália, diz OMS

nova mutação do coronavírus, que teria surgido na região metropolitana de Londres, no Reino Unido, também foi identificada na Dinamarca, na Holanda e na Austrália, segundo a líder técnica da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maria Van Kerkhove.

Sabemos que essa variante foi identificada também na Dinamarca, na Holanda e houve um caso na Austrália e não se espalhou por lá”, disse.

É possível que a nova mutação tenha tornado o vírus 70% mais contagioso, o que aumentaria a RT –a taxa de transmissão do vírus– em até 0,4%. Esse aumento, no entanto, não significa maior letalidade do vírus. No entanto, a técnica da OMS afirmou que a situação é alarmante.

“É preocupante que o vírus esteja se espalhando e tenha tantas mutações”, afirmou.

 

Van Kerkhove enfatizou a importância de se fazer mais sequenciamentos genéticos para detectar a nova mutação em outros lugares.

“Quanto mais tempo esse vírus se espalhar, mais oportunidades ele tem de mudar. Portanto, realmente precisamos fazer tudo o que pudermos agora para evitar a propagação.

Depois de descobrir que 60% dos casos recentemente detectados no Reino Unido foram provocados pela nova cepa, o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, aumentou as restrições impostas à população.

Vários países europeus, como França, Itália, Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Portugal e Bulgária suspenderam voos e conexões de trem ou navio com o Reino Unido.

A Grécia exigirá quarentena para os viajantes que chegam do país, e a Espanha estuda reforçar o controle de testes RT-PCR, que detectam a doença.

Poder 360.

Movimento anticorrupção critica decisão do STF que altera Lei da Ficha Limpa

O MCCE (Movimento Contra a Corrupção Eleitora) divulgou nota de repúdio, neste domingo (20.dez.2020) em que critica a decisão do ministro Nunes Marques de anular parte da Lei da Ficha Limpa. O magistrado do STF (Supremo Tribunal Federal) mudou o entendimento quanto ao período de inelegibilidade de pessoas condenadas por órgãos colegiados.

De acordo com a lei, quem é condenado a uma pena de 3 anos, por exemplo, tem que cumprir integralmente a pena e esperar mais 8 anos pelo período de inelegibilidade previsto no texto. Dessa forma, um político poderia ficar até 11 anos sem concorrer novamente, já que os períodos seriam somados.

No entendimento de Nunes Marques, a inelegibilidade de 8 anos deve contar a partir do momento em que o condenado começar no início da pena. Usando o mesmo exemplo, quem já cumpriu 3 anos de pena ficaria outros cinco sem poder se eleger novamente.

Para o MCCE, a medida do ministro deixa “claro que existe uma articulação de forças que pretende esvaziar a lei, com ataques pontuais que visam dilacerar o seu conteúdo sob alegação de aperfeiçoá-la, tentativa essa oriunda daqueles que podem ser atingidos por ela ou que buscam poupar seus aliados”.

A entidade lembra que a Lei da Ficha Limpa já foi debatida no STF anteriormente, quando a Corte a considerou constitucional e não fez ressalvas a qualquer trecho. Na opinião dos membros do MCCE, a decisão de Nunes Marques contraria a jurisprudência da Suprema Corte.

“O MCCE e as organizações que participaram da elaboração da Lei da Ficha Limpa, bem como todos aqueles que lutaram por esta importante conquista, não descansarão na sua defesa intransigente, no combate à corrupção e na garantia do seu cumprimento. Todas as medidas possíveis serão tomadas e o nome de todos que estão tentando destrui-la serão conhecidos”, informou a entidade, em nota.

 

ENTENDA O CASO

A decisão de Nunes Marques foi baseada em um pedido do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na petição (leia a íntegra, 719 Kb) em que reivindica a medida cautelar, apresentada em 14 de dezembro de 2020, a legenda diz que não se coloca contra a Lei da Ficha Limpa. “Cabendo ressaltar que não se pretende, por meio da presente ação, questionar os propósitos legítimos desta importante lei de iniciativa popular”, escreveram os advogados do partido.

A sigla cita números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Afirma que dos 557.406 pedidos de registro da candidaturas, 2.357 foram indeferidos por causa da Ficha Limpa. Os que se enquadrariam na hipótese da decisão de Nunes Marques seriam menos, porque nem todos já teriam passado pelos 8 anos de inelegibilidade.

A petição é assinada pelos advogados Bruno Rangel, Ezikelly Barros, Alonso Freire, Taynara Ono e Juan Nogueira. A peça afirma que só agora os candidatos estão sentindo os efeitos de a inelegibilidade poder ser maior que 8 anos.

“Os efeitos deletérios de tal possibilidade legal apenas vieram a ser sentidos pelos candidatos, e de maneira mais significativa, nas eleições municipais de 2020, 8 anos após a sua vigência”, escreveram os advogados.

O ministro considerou o pedido válido, mas limitou a abrangência da causa apenas para candidaturas efetuadas nas eleições deste ano, que ainda não tenham sido julgadas pela Justiça Eleitoral, que é o órgão responsável por analisar casos de inelegibilidade.

Nunes Marques é o ministro do STF com menos tempo na Corte. Tomou posse em novembro, depois de indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e aprovado pelo Senado.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DO MCCE

O povo brasileiro e todas as organizações da sociedade civil foram surpreendidos com a concessão de liminar pelo Ministro Nunes Marques na ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6630) promovida pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista) no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão suspende a expressão que prevê o prazo de 8 anos de inelegibilidade após o cumprimento da pena do artigo 1º da alínea e da Lei Complementar nº 64/1990, com a redação da lei Complementar nº 1352010 (a Lei da Ficha Limpa).

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) destaca que a Lei da Ficha Limpa foi exaustivamente julgada quanto à sua constitucionalidade, tanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido aplicada por 10 anos com farta jurisprudência demonstrando a sua robustez. Além disso, é parte de um amplo processo de mobilização popular por mais ética na política. Fica claro que existe uma articulação de forças que pretende esvaziar a lei, com ataques pontuais que visam dilacerar o seu conteúdo sob alegação de aperfeiçoá-la, tentativa essa oriunda daqueles que podem ser atingidos por ela ou que buscam poupar seus aliados.

O MCCE e as organizações que participaram da elaboração da Lei da Ficha Limpa, bem como todos aqueles que lutaram por esta importante conquista, não descansarão na sua defesa intransigente, no combate à corrupção e na garantia do seu cumprimento. Todas as medidas possíveis serão tomadas e o nome de todos que estão tentando destrui-la serão conhecidos.

Brasília/DF, 20 de dezembro de 2020.

Poder 360.