Ao confirmar outra vez o uso de termelétricas sujas e caras para “garantir energia”, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, do Ministério de Minas e Energia, inviabilizou a promessa do presidente Jair Bolsonaro na recente Cúpula do Clima, diante do americano Joe Biden, de reduzir em 37% as emissões de carbono até 2025.
Em vez de investir em energia limpa e barata, como solar e eólica, reduzindo emissões, o governo favorece as térmicas de alto custo e de elevada emissão carbono. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
As usinas termelétricas sujas, a diesel, gás ou carvão custam mais de R$20 bilhões por ano aos cofres públicos.
O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) já adotou o discurso pró-térmicas: “falta de chuva” e “o baixo nível dos reservatórios.”
A “bandeira vermelha”, que em 2021 vai vigorar até o fim do ano, é uma invenção da Aneel para garantir R$20 bilhões anuais para as térmicas.
As distribuidoras de energia tentam inviabilizar a energia solar, por exemplo, porque rapidamente tornaria as térmicas dispensáveis.
Diário do poder.
A denúncia foi feita pelo vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, em entrevista para a Folha de S. Paulo.
De acordo com ele, o alinhamento do governador Wilson Lima com Jair Bolsonaro transformou o estado em um laboratório gerador da nova cepa da Covid.
“Quando houve envolvimento do governador na operação da PF, a estratégia foi mostrar alinhamento com Bolsonaro. A política era de afirmar que se tinha uma imunidade de rebanho. O que acabou acontecendo foi um laboratório, a P1 encontrou ambiente adequado.”
Brasileiros nascidos em maio podem realizar nesta 5ª feira (6.mai.2021) o saque da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas que vão de R$ 150 a R$ 375 dependendo da composição familiar.
O benefício começou a ser pago em 15 de abril, mas só podia ser usado para compras, pagamentos e transferências por meio de conta digital no aplicativo Caixa Tem. Ao longo deste mês, o governo depositará a 2ª parcela do auxílio para trabalhadores e beneficiários do Bolsa Família.
O pagamento das 4 parcelas é feito de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Para quem é do Bolsa Família, o calendário segue o último dígito do NIS. O auxílio emergencial não é cumulativo. Dentre o programa social e o auxílio, o beneficiário só recebe o de valor maior. A Caixa recomenda não ir presencialmente às agências para evitar aglomerações.
PAGAMENTO NA PRÁTICA
Pelo novo desenho, o governo vai pagar 4 parcelas –de R$ 150 a R$ 375– a 45,6 milhões de pessoas. Eis a divisão:
R$ 150 – quem mora sozinho;
R$ 250 – famílias com mais de um integrante;
R$ 375 – mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.
O cronograma do pagamento para quem tem conta na Caixa ou para saque em dinheiro é organizado de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Eis o cronograma (os “ciclos” se referem a cada uma das parcelas do auxílio).
As datas para pagamento com crédito na poupança social digital da Caixa:
Abaixo, as datas de pagamento para quem fará o saque em dinheiro:
As datas abaixo são para os beneficiários do Programa Bolsa Família:
Destacando que o Rio Grade do Norte é o único estado do Nordeste a ter os seus bares e restaurantes fechados e que a “quebradeira no turismo é muito grande”, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) cobrou da governadora Fátima Bezerra (PT) uma solução que permita o funcionamento dos bares e restaurantes, inclusive com a permissão de comercialização de bebidas alcoólicas. O parlamentar destacou ainda a ainda a grave situação de garçons e demais trabalhadores do setor, que, segundo ele, encontram-se impossibilitados de garantir o sustendo de suas famílias. Tomba Farias defendeu também o imediato retorno das aulas.
“Os donos de restaurantes e de bares não aguentam mais. Não existe em nenhum local uma situação trágica como a que acontece no Rio Grande do Norte, que é o único estado do Nordeste que continua com seus restaurantes e bares fechados e proibidos de vender bebidas alcoólicas”, enfatizou.
O parlamentar disse ainda que nunca conseguiu entender o motivo da proibição de bares e restaurantes venderem “uma taça de vinho, uma cerveja ou uma dose de uísque”, até mesmo durante o período de permissão de funcionamento até às 20 horas. Para Tomba Farias também não existe explicação para que os estabelecimentos funcionem só até às 20 horas e não até às 22 horas. “Qual a diferença?”, questiona, lembrado que a venda de bebidas alcoólicas é uma das principais fontes de receita para a sobrevivência do setor.
“É preciso que o governo do RN dê uma oportunidade ao turismo, esse pessoal não aguenta mais, pois a quebradeira é muito grande. Os restaurantes estão todos fechados e o desemprego é grande. Governadora, a senhora precisa tomar uma posição firme. Que os bares e restaurantes sejam abertos, seguindo com rigor todos os protocolos de segurança sanitária”, disse.
*ESCOLAS*
Tomba Farias também defendeu o retorno das aulas. “As escolas precisam voltar com urgência urgentíssima”, ressaltou. Ele revelou que em Santa Cruz as aulas foram paralisadas, apesar da rede de ensino do município seguir todos os protocolos de segurança sanitária, como uso de álcool gel e máscaras para alunos e professores, redução do número de alunos e distanciamento nas salas de aula.
“Eu pergunto: qual é o problema dessas escolas funcionarem? A pessoa entra em um ônibus com cinquenta pessoas, se vai para o supermercado tem fila e tudo, as praias estão ai lotadas. E porque as aulas não podem acontecer? O governo precisa achar uma solução e ter coragem” assinalou.
*FONTE: Assessoria de Imprensa do deputado estadual Tomba Farias*
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o ex-senador e presidente do MDB no Ceará Eunício Oliveira nesta 3ª feira (4.mai.2o21), em Brasília.
Os políticos conversaram sobre as alianças regionais para as eleições de 2022 e sobre a pandemia.
Lula chegou à capital na 2ª feira (3.mai), e vem participando de reuniões. Sua equipe nega cunho eleitoral da agenda.
Em publicação em seu perfil no Instagram, Eunício classificou a conversa como “agradável e produtiva”. Afirmou que o diálogo também envolveu a preocupação com os mais pobres, o desemprego e a “questão da fome que assola milhares de cidadãos no Brasil”.
Mais cedo, o ex-presidente se reuniu com o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e reforçou o convite para que o congressista se filie ao PT.
Na ocasião, também participaram a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o líder do PT na Câmara, o deputado federal Bohn Gass, e os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Jaques Wagner (PT-BA) e líder do PT no Senado, o senador Paulo Rocha (PT-PA).
Assim que chegou a Brasília, na 2ª feira (3.mai), o ex-presidente Lula se encontrou com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a cineasta e mulher de Freixo, Antonia Pellegrino, a presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), o ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência em 2018, Fernando Haddad, e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Lula afirmou que “conversou sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil. E sobre urgência do auxílio emergencial de R$ 600 para combater o avanço da fome o avanço da miséria no país”.
É a 1ª viagem nacional de Lula depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) anular as condenações da Lava Jato. Ele agora está elegível e apto a disputar a eleição presidencial de 2022. Pesquisa PoderData já revelou que o petista teria 18 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro em um eventual 2º turno na disputa pelo Palácio do Planalto. Lula teria 52% contra 34% do atual presidente.
poder 360.
Em pouco mais de 1 ano da pandemia do coronavírus, 95% das trabalhadoras domésticas relataram que a renda diminuiu.
A informação é de pesquisa realizada pelo observatório De Olho na Quebrada, da Unas(União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região), entre dezembro de 2020 e março deste ano.
O levantamento entrevistou mulheres de Heliópolis, uma favelas mais populosas de São Paulo (SP), com cerca de 200 mil moradores.
A pesquisa aponta que quase 9 em 10 perderam algum posto de trabalho na pandemia e que mais da metade (52%) não tem mais nenhuma renda.
Segundo a pesquisa, 97% das trabalhadoras domésticas em Heliópolis são mães e metade delas é solo, ou seja, não compartilha com ninguém a responsabilidade pela criação dos filhos. Mais de 70% delas são negras e 48% têm entre 40 e 59 anos.
poder 360.
Padre João Medeiros Filho
Diante da pandemia atual, há os que questionam: “Onde está Deus?” Na década de 1940, teólogos do pós-guerra interrogaram: “Como falar de Deus para quem vivenciou a tragédia de Hiroshima e Nagasaki?” Visitando Auschwitz, Bento XVI exclamou: “Onde estavas, ó Deus, que silenciaste?” A complexa situação vivida pela humanidade implica na revisão de nossas concepções espirituais, sociopolíticas, econômicas e culturais. As religiões não podem se eximir de responder a este questionamento. A cultura judaico-cristã, em especial, é instada a refletir sobre o aparente silêncio do Eterno diante do sofrimento humano. Não raro, empurramos os nossos deveres e responsabilidades para o Onipotente. Primeiramente, é importante superar narrativas que consideram a pandemia como castigo divino. Isso não é bíblico, tampouco teológico. É o desejo do homem projetado sobre Deus. Uma divindade cruel e vingativa só pode ser pensada por quem não conhece a misericórdia do Evangelho. É preciso rever a postura da exigência de milagres, tornando o Criador um “quebra-galho” de nossos erros, omissões e irresponsabilidades. É indispensável rezar para que não sejamos atingidos pelos males. E cruzar os braços é negar pertencer à humanidade redimida por Cristo.
Deus criou o mundo, concedendo-lhe autonomia. A presença do Mal no universo e nas decisões individuais ou sociais pode parecer “cochilos celestiais”. Entretanto, o denominado silêncio de Deus não é apatia nem abandono. Seguir Jesus não isenta o cristão da cruz. “O discípulo não é maior do que o Mestre.” (Lc 6, 40). Para quem tem fé, a última palavra da história humana não é a morte. Esta não é o fim. É preciso se conscientizar de que o Pai Celeste é compassivo com seus filhos. Foi solidário com nossa dor e miséria, enviando Cristo para nos libertar. Ele é discreto. Age por meio daqueles que colaboram verdadeiramente para superar as crises, sem fazer delas álibi para interesses menores. O Altíssimo está presente nos que se arriscam para salvar a vida dos irmãos. É atuante na solidariedade revigorada e nos que reativam a esperança, orando. No fim de toda essa provação, a humanidade deverá reconsiderar seus conceitos e posturas. A finitude e a impotência fazem-nos compreender que ninguém nasceu para sofrer. Porém, a dor nos faz evoluir.
Deus não nos abandona. Torna-se silente para despertar nos seres humanos gestos de fraternidade. Utiliza nossos lábios para proclamar a ternura; nossas mãos para repartir o Bem e nossos corações para demonstrar amor e gratidão. Fala-se Dele como se não estivesse também dentro de cada um. Imagina-se um Ser totalmente abstrato, distante, alheio a tudo, ao redor de nós. Até para nos salvar quis contar com um ser humano: Jesus, o Verbo encarnado. Para libertar seus filhos do Mal, das doenças e ameaças não prescinde de nós. Porém, não assumimos nossos compromissos e buscamos culpados. Não fazemos a nossa parte e cobramos de Deus, como se fosse o responsável pela nossa negligência. Ele não está ausente nem silencioso. Muitos O afastam da sociedade. Em razão disso, não se vê no próximo um irmão. Na política, é tratado como inimigo. Na economia, concorrente. Na religião, incrédulo. Na vida pública, mero contribuinte. A mensagem do Evangelho ainda não penetrou na consciência dos homens. Repele-se Deus do mundo pelo egoísmo, pela injustiça e insensibilidade. Ainda não aprendemos o ensinamento do Mestre: “Que vos ameis uns aos outros.” (Jo 13, 34).
A política usa frequentemente o escudo do bem comum para esconder outros interesses. A economia é despida de sensibilidade. Alicerça-se no lucro. Por vezes, a religião é proselitista, forma sutil de dominação. Urge que os cristãos reflitam mais sobre a Eucaristia: único sinal de fraternidade solidária. A comunhão que recebe o Papa é a mesma do simples fiel. O Pão repartido com os puros é idêntico ao destinado aos pecadores. Eis a grande metáfora da unidade e igualdade humana, legada por Cristo. Mas, o mundo ainda não compreendeu este verdadeiro exemplo de democracia! “Muitos cristãos recebem o Jesus da hóstia consagrada, mas não comungam o Cristo do Evangelho”, repetia Santa Dulce dos Pobres!
Centenas de manifestantes pró-governo reuniram-se na Esplanada dos Ministérios, em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360
Neste sábado (1º.mai.2021), data em que se comemora o Dia Internacional do Trabalhador, diversas capitais brasileiras registraram a ocorrência de manifestações pró-governo.
Os militantes trajavam roupas nas cores verde e amarela e empunhavam faixas que pediam o fim da corrupção, a criminalização do comunismo, defendiam o voto impresso e proferiam ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal). O grupo também gritavam palavras em apoio a Jair Bolsonaro e diziam que “autorizavam o presidente a agir”, em resposta à uma fala do presidente sobre “esperar uma sinalização da população para tomar certas atitudes”.
Brasília
Os manifestantes fizeram carreata e se encaminharam para a Esplanada dos Ministérios, na região central de Brasília, onde se reuniram. Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente, esteve no ato. Permaneceu durante a maior parte do tempo com a máscara no queixo, mesmo que estivesse dando atenção aos fãs para tirar fotos e conversar.
O presidente, por sua vez, evitou a aglomeração e marcou presença sobrevoando a região de helicóptero. Em vídeo publicado em seu Twitter, ele aparece acompanhado do empresário Luciano Hang.
São Paulo
A manifestação foi no início da tarde e se concentrou na avenida Paulista. Nas imagens, é possível observar diversas pessoas sem máscaras de proteção, mesmo estando em uma aglomeração. O presidente compartilhou um vídeo do ato em São Paulo, em que agradece o apoio dos manifestantes. “– Av. Paulista/SP. – O Brasil é verde e amarelo. – Obrigado pela confiança. – Devemos lealdade a vocês”, escreveu.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, o ato aconteceu próximo ao Forte de Copacabana, na zona sul da cidade. Nas imagens é possível identificar um banner em que se pedia ao presidente que “acione as Forças Armadas para auxiliar o povo na defesa de sua liberdade e garantias constitucionais”. Além das pessoas que compareceram a pé, também houve aquelas que participaram da manifestação de barco, ornadas com faixas com o nome de Bolsonaro.
Belo Horizonte
Houve carreata, que passou por algumas das principais avenidas do centro da capital mineira. Por lá, o deputado estadual, e candidato à prefeitura apoiado pelo presidente, Bruno Engler (PRTB) esteve presente e discursou para os militantes. “Mais uma vez eu dou os parabéns a vocês, que não se acovardaram e que estão tomando o centro de Belo Horizonte em defesa ao nosso presidente, em defesa à nossa liberdade”.
Na capital catarinense, os manifestantes se reuniram na avenida Beira-Mar Norte, no centro da cidade. Na foto vê-se manifestantes com um cartaz em apoio ao presidente da República e da adoção do voto impresso auditável.
Florianópolis/SC. A foto não retrata a realidade. A carreata foi GIGANTE!!!! Só com drone pra pegar a galera toda! pic.twitter.com/FtDicQGvJg
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, manifestou-se nesta quinta-feira (29), por meio de uma nota, sobre o tratamento destinado a ele no Manhattan Connection da véspera. Ao final da edição, Diogo Mainardi, um dos titulares do programa hoje abrigado pela TV Cultura, mandou o advogado “tomar no cu”, citando Olavo de Carvalho, guru do presidente Jair Bolsonaro.
A TV Cultura encobriu a última palavra, deixando o telespectador ciente do ocorrido. Também nesta quinta, a Cultura se manifestou por sua assessoria de imprensa, informando que não concorda com o comportamento de Mainardi e que está “tomando providências junto à produtora do Manhattan Connection”. A Cultura, no entanto, não explicita quais providências são essas.
Diz Kakay:
“Nunca o grande Manoel de Barros foi tão lembrado por mim como no ‘debate’ ontem: ‘Só uso as palavras para compor meus silêncios.’
Não serei eu, em nenhuma circunstância, que irei censurar a fala de um ‘humorista, como o Mainardi, que abusou do direito de ser indelicado e agressivo no programa. Ele merece meu mais profundo desprezo.
No final , ele se mirou em um de seus ídolos, o tal Olavo de Carvalho, e me agrediu verbalmente. Durante todo o programa, ficava reclamando, mas sem conseguir se manifestar de maneira clara e com um raciocínio lógico. Talvez ele precise de tratamento para superar a queda e a desmoralização dos seus ídolos, como insinuou o Haddad quando foi ao programa, ou talvez seja mesmo só essa figura patética e decadente.
O Brasil é um país triste hoje em dia por ter um presidente do nível do Bolsonaro. O tal Diogo finge que é um crítico do Bolsonaro, mas são pessoas do mesmo naipe. Ele, Olavo, Moro e Bolsonaro se merecem. Eu fico com o grande Mário Quintana:
O Brasil ultrapassou 400 mil mortes por covid-19 na 5ª feira (29.abr.2021). Até as 18h, foram 401.186 óbitos confirmados. A 1ª vítima foi confirmada em 17 de março do ano anterior. De lá para cá, foram, em média, 983 mortes por dia.
A marca de 400 mil mortes foi registrada 5 dias depois do que o previsto pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington. A projeçãoapontava que o Brasil atingiria o patamar no dia 24 de abril, quando seriam confirmadas 4.004 mortes em 24h, no pior cenário. O cenário mais provável segundo os especialistas apontava 3.930 óbitos na data. As projeções foram publicadas em 1° de abril de 2021. Eis um resumo dos resultados, em inglês (5,3 MB).
Faltando 1 dia para o fim do mês, abril teve 79.671 óbitos. É o mês mais letal da pandemia. O país vem registrando uma escalada de letalidade a cada mês. Antes de abril, março havia atingido o pico de mortes, com 66.573 óbitos.
Também em abril de 2021, o país chegou ao ápice de 4.249 mortes em 8 de abril. No dia 6, foram 4.195 vítimas registradas. A 1ª vez que o patamar ficou acima de 4.000 foi em 6 de abril (4.195 vítimas).
OUTROS ESTUDOS
Nem todas as projeções se concretizaram. A própria Universidade de Washington, por exemplo, estimou que o Brasil teria de 170 mil a 181 mil mortes pela covid-19 no início de janeiro deste ano. Na realidade, o país registrou 195.441 vítimas até 1º de janeiro.
Os pesquisadores divulgaram a estimativa em 9 de outubro. Consideraram um cenário com distanciamento social flexibilizado e ⅔ da população usando máscaras.
Em outra projeção, também da Universidade de Washington, os especialistas esperavam que o Brasil tivesse 137.500 vítimas da covid em 29 de julho de 2020. Mas o número real foi 90.134 mortes confirmadas nesta data.
O Imperial College de Londres também fez projeções. A instituição traçou estimativas para 5 cenários diferentes da pandemia no Brasil. Em um delas, calculava cerca de 206 mil mortes até o final da pandemia num cenário de “supressão tardia“.
Isso implicaria em testes em massa, isolamento dos casos positivos e monitoramento de pessoas próximas aos diagnosticados a partir do momento em que o Brasil atingisse 16 vítimas de covid-19 a cada milhão de habitantes por semana. A taxa atual do país é de 83 mortos por milhão por semana.
Caso o país adote apenas o distanciamento social, a estimativa do Imperial College é de 627 mil vítimas até o final da crise. Os números, contudo, foram publicados em março do ano passado –no início da pandemia– e ainda não consideravam a vacinação.
Paulo Lotufo, epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), entretanto, afirma que ainda é cedo para o país sentir os efeitos da vacinação na queda de casos e mortes. “Os efeitos da vacinação são sentidos mais para frente. O componente do distanciamento social é percebido primeiro. Com essa combinação, é possível conseguir um resultado muito positivo porque o número de casos vai reduzindo e depois já existe uma parcela da população imunizada“, explica.
POR QUE AS ESTIMATIVAS ERRAM?
Os modelos são baseados, principalmente, nas taxas de transmissão e estimativas de infecção. Esse é um dos pontos que pode tornar as projeções imprecisas, já que o nível de testagem no Brasil é baixo e os casos são subnotificados.
Nos primeiros estudos, por exemplo, o instituto da Universidade de Washington assumia que a taxa de transmissão era constante ao longo do tempo. Com a escassez de testagem, entretanto, esses dados se tornam muito variáveis.
Para calcular as projeções, também são considerados diferentes cenários com base nos índices de isolamento social, vacinação e utilização de máscaras. Essas medidas, entretanto, não são implementadas de forma uniforme entre os Estados e municípios, fazendo com que os índices variem com o tempo.
O vaivém das medidas de restrição também pode afetar as estimativas. Guilherme Werneck, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e professor do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) comenta que as intervenções “não seguem um parâmetro epidemiológico“. Afirma: “Essas medidas são implementadas de forma muito heterogênea no território nacional e, na maioria das vezes, por um curto período de tempo e sem uma intensidade muito forte“.
Em resumo, “os dados do Brasil são muito precários e atrasados e há uma subnotificação, então fica difícil você fazer projeções de médio e longo prazo“, completa Werneck.
DAQUI PARA A FRENTE
Uma nova projeção da Universidade de Washington, feita em 23 de abril, mostra 638 mil mortes no Brasil, em 1º de agosto, no pior cenário. Na previsão otimista o país terá contabilizado 530 mil vítimas até a data. Já a previsão considerada mais provável pelo instituto calcula 576 mil mortes para o mesmo período. Eis a íntegra do estudo, em inglês (1 MB).
O professor do Departamento de Estatística da UFF (Universidade Federal Fluminense), Márcio Watanabe, explica que a precisão das projeções depende das medidas adotadas para contenção da pandemia, como o avanço da vacinação na velocidade prevista. “Considerando o cenário do Brasil hoje, existe uma tendência de os óbitos continuarem tendo queda nas próximas semanas. A transmissão, entretanto, ainda é alta e vai continuar alta nos próximos meses. Se tivermos um relaxamento das medidas de restrição de circulação com, por exemplo, volta das aglomerações, podemos ter um novo aumento dos casos em vez de continuar na tendência de queda”, afirma.
Watanabe é autor de um estudo da UFF que usa a sazonalidade para prever novas ondas da pandemia. Eis a íntegra, em inglês (854 KB). A pesquisa indica que, por meio da análise de dados da pandemia em mais de 50 países de setembro de 2020 até março de 2021, confirmam-se evidências de que a sazonalidade afeta a transmissão da covid-19. “Entre as duas últimas semanas de dezembro e as primeiras semanas de janeiro, por exemplo, a gente observa um aumento de doenças infectocontagiosas, principalmente as respiratórias. Esse tipo de padrão anual vai se repetindo e a gente consegue, de certa forma, ter uma previsibilidade”, explica.
Para ele, as projeções dos cientistas foram subaproveitadas pelo poder público. “Esse tipo de informação ajuda o poder público a se preparar. Poderia ser planejado, por exemplo, um aumento nos estoques de oxigênio, até adiantar alguma medida restritiva. Poderia ter sido reduzido o número de óbitos com um planejamento mais adequando, considerando essas previsões”, pontua.
O governo do estado do Rio Grande do Norte lançou a plataforma RN Mais Vacina para os candidatos à vacinação fazerem um pré-cadastro e agilizar a campanha de imunização.
De acordo com o governo do estado, o pré-cadastro não é um agendamento, mas vai garantir um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações.
Quem não fizer o pré-cadastro também será vacinado após a realização do cadastro completo presencialmente na unidade de vacinação.
Para quem for receber a segunda dose, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de as pessoas observarem o cartão de vacinação, onde constam informações importantes como o tipo da vacina, data em que receberam a dose e previsão do reforço (a segunda dose).
DISTRITO SANITÁRIO NORTE I
UBS Pajuçara: Rua Maracaí, S/N, Conjunto Pajuçara
USF Nova Natal : Rua Do Pastoril, Nova Natal, Lagoa Azul
USF Redinha: Rua Do Campo, S/N , Redinha
USF Nordelândia: Rua José Da Silva, S/N, Lagoa Azul
Pesquisa PoderData realizada de 2ª a 4ª feira desta semana (26-28.abr.2021) mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro é desaprovado por 58% dos brasileiros que receberam o auxílio emergencial em 2020. Outros 30% desse grupo aprovam a gestão federal, e 12% não souberam responder a pergunta.
Os números variaram dentro da margem de erro do estudo –de 2 pontos percentuais para mais ou para menos– e indicam estabilidade quando comparados aos resultados registrados 15 dias antes. Foram feitas 2.500 entrevistas em 482 municípios nas 27 unidades da Federação.
As taxas observadas nesse estrato (de beneficiários do auxílio) são próximas às da avaliação geral do governo (57% de desaprovação e 35% de aprovação).
A nova rodada do auxílio emergencial começou a ser paga em 6 de abril, para mitigar os efeitos da pandemia de covid-19 entre os brasileiros mais pobres. Em 2020, foram 9 parcelas, de R$ 600 e de R$ 300. Em 2021, o governo decidiu estender o benefício em mais 4 partes, com menor valor, –de R$ 150 a R$ 375– a 45,6 milhões de pessoas.
O PoderDatamostrou que, no início de abril, 82% da população achava “muito baixo” o valor do novo benefício (em média, R$ 250).
Esta pesquisa foi realizada no período de 26 a 28 de abril de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Foram 2.500 entrevistas em 482 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
AVALIAÇÃO ENTRE NÃO-BENEFICIÁRIOS
Esta rodada do PoderData mostra um certo equilíbrio entre o humor dos que receberam e dos que não receberam o auxílio em 2020. São 58% e 57% de desaprovação, respectivamente.
A aprovação é levemente maior entre os não-beneficiários (38%) do que no grupo que recebeu o dinheiro (30%). Na avaliação geral, a taxa é de 35%.
AUXÍLIO X AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE BOLSONARO
O PoderData também pergunta o que os entrevistados acham do trabalho pessoal do presidente: bom/ótimo, regular ou ruim/péssimo. Com esses dados computados, o estudo separa os resultados em 2 grupos: beneficiários e não-beneficiários do auxílio emergencial.
A rejeição ao desempenho pessoal de Bolsonaro é levemente menor no grupo que recebeu o coronavoucher: 47%, ante 51% na população geral. Entre os que não receberam, a taxa é de 55%. A aprovação é de 26% em todos os estratos.
QUANTO CUSTOU O AUXÍLIO
As 9 parcelas do auxílio emergencial em 2020 custaram R$ 294,7 bilhões, cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto).
O benefício chegou diretamente a 68,2 milhões de pessoas, o que representa 32,2% da população e cerca de 40% das residências do país.
Chamado de coronavoucher por alguns integrantes do governo, o estipêndio foi financiado por meio da emissão da dívida pública, que atingiu R$ 5 trilhões em 2020. O estoque do passivo brasileiro atingiu o nível recorde de 89,3% do PIB.
Do total de beneficiários do auxílio, 19,5 milhões já recebiam Bolsa Família. Outros 10,5 milhões estavam inscritos no cadastro único. Já 38,2 milhões, os
chamados de “invisíveis”, tiveram que fazer um cadastro pelo aplicativo da Caixa ou no site para terem o direito ao benefício reconhecido pelo governo.
PODERDATA
Leia mais sobre a pesquisa PoderData:
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PESQUISAS MAIS FREQUENTES
O PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.
Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.
O gerente geral de medicamentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Gustavo Mendes, afirmou nessa 4ª feira (28.abr.2021) que a decisão de negar permissão de importação da vacina Sputnik V foi pelo “princípio da precaução”. Ele avalia que a fabricante do imunizante pode seguir dois caminhos para conseguir a aprovação.
A diretoria do órgão se reuniu na 2ª feira (26.abr) e decidiu por não aceitar os pedidos de 10 Estados para a compra e uso emergencial do imunizante russo. Todos os 5 diretores votaram em favor de barrar a Sputnik V.
“A vacina tem potencial de gerar um adenovírus geneticamente modificado, o qual não conhecemos suas reações no corpo humano e nem seus potenciais riscos”, disse Mendes à CNN Brasil nessa 4ª feira (28.abr).
“Analisamos dados que recebemos da Rússia e não vimos estudos que mostrem a segurança da vacina. O princípio da precaução foi o que nos levou a não recomendar.”
A Sputnik V tem como vetor o adenovírus –usado como transporte do material genético do coronavírus. A presença desse material genético fará com que o sistema imunológico humano combata e neutralize a infecção, criando anticorpos.
Depois da reunião que barrou a importação, Mendes declarou que não foram apresentados estudos sobre como o adenovírus replicante se comportaria dentro do corpo humano e que tipos de danos poderia causar.
A Anvisa também enfrentou dificuldades para avaliar as fábricas onde o imunizante é produzido. A agência tentou obter relatórios de inspeção de outras agências regulatórias, mas os documentos não contemplavam todos os pontos necessário para a análise do órgão brasileiro.
À CNN, o gerente geral afirmou que a decisão é técnica e não foi tomada por pressão política.
Kirill Dmitriev, presidente do RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) responsável pela produção e distribuição da vacina Sputnik V, disse na 3ª feira (27.abr) que a única justificativa para a decisão é “pressão política”.
“Acreditamos que a única motivação verdadeira para a decisão da Anvisa é a pressão política”, afirmou. Dmitriev se referiu à admissão do governo dos Estados Unidos de ter pressionado o Brasil contra a compra da Sputnik V. “Gostaria de dar parabéns ao governo norte-americano, porque o objetivo deles provavelmente se concretizou agora”, disse.
Em nota à imprensa, o RDIF apresentou dados de estudos clínicos que indicam que a Sputnik V é 97,6% eficaz contra o coronavírus. Eis a íntegra (374 KB), em português.
O RDIF afirmou ainda que outras agências reguladoras de 62 países já aprovaram a Sputnik V.
“Nós não inviabilizamos a vacina”, falou Mendes nessa 4ª (28.abr). “Uma solução para a empresa, além de provar a segurança desse vírus replicante, seria mudar o processo de fabricação de vírus. Então são duas estratégias que a empresa pode tomar para viabilizar essa vacina.”
Até o momento, 14 Estados e 2 municípios pediram autorização para importar e comprar a Sputnik V, ainda que a vacina não tenha uso autorização emergencial no país.
O prazo de 10 pedidos estava no limite. A reunião de 2ª feira (26.abr), que culminou na recusa ao pedido de importação, avaliou os pedidos de Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe.
As demais solicitações (de Alagoas, Amapá, Pará e Tocantins, além das cidades Maricá e Niterói) serão avaliadas dentro do prazo –e podem ter um desfecho diferente, caso novos dados sejam apresentados.
O Dia das Mães pode gerar a terceira onda de Covid.
O epidemiologista Paulo Lotufo disse para El País:
“Os números devem cair um pouco ainda, e depois ocorrerá uma nova subida. A questão é qual será a magnitude desta subida. Ninguém imaginou, por exemplo, que essa segunda subida fosse tão acentuada como foi. Se as coisas continuarem como estão, em julho já existe uma possibilidade de terceira onda.”
Leonardo Bastos, da Fiocruz, concordou com ele:
“Não existe razão para ficar aliviado. A queda dos números verificada na última semana é um processo natural de epidemia, vale para a dengue e várias outras. Mas ainda estamos em um patamar altíssimo. Se relaxarmos demais essa queda pode se tornar um platô, e pode inclusive ocorrer uma reversão da queda. E aí o relaxamento ou novas variantes podem levar a um novo surto. Não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ isso vai acontecer. Pode ser uma onda pequena ou grande, nacional ou focada em alguns Estados. Depende muito da realidade de cada local e das políticas que foram adotadas. Ou que não foram”.
Brasileiros nascidos em outubro começam a receber nesta 5ª feira (29.abr.2021) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da composição familiar.
O benefício começou a ser pago no dia 6 de abril. Os beneficiários que são inscritos no Bolsa Família começaram a receber o auxílio no dia 16 de abril. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos 10 últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS (Número de Inscrição Social). O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.
O montante pago neste 5ª feira (29.abr) ficará disponível em conta poupança social digital da Caixa. Pode ser usado para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências serão liberados a partir de 4 de maio. A Caixa recomenda não ir presencialmente às agências para evitar aglomerações.
PAGAMENTO NA PRÁTICA
Pelo novo desenho, o governo vai pagar 4 parcelas –de R$ 150 a R$ 375– a 45,6 milhões de pessoas. Eis a divisão:
R$ 150 – quem mora sozinho;
R$ 250 – famílias com mais de um integrante;
R$ 375 – mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.
O cronograma do pagamento para quem tem conta na Caixa ou pelo saque em dinheiro é organizado de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Eis o cronograma (os “ciclos” se referem a cada uma das parcelas do auxílio).
As datas para pagamento com crédito na poupança social digital da Caixa:
Abaixo, as datas de pagamento para quem fará o saque em dinheiro:
As datas abaixo são para os beneficiários do Programa Bolsa Família: