Covas tem 26% e Russomanno e Boulos disputam vaga no 2º turno em São Paulo

Pesquisa realizada pela XP/Ipespe e divulgada nesta 5ª feira (5.nov.2020) mostra o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), tecnicamente empatado, no limite da margem de erro, com o deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP) na corrida eleitoral pela prefeitura da capital paulista.

O atual prefeito aparece com 26% das intenções de voto. Russomanno tem 19%. Guilherme Boulos (Psol) aparece numericamente na sequência, com 15%, tecnicamente empatado com o deputado do Republicanos.

O levantamento foi realizado em 2 e 3 de novembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Eis os números da pesquisa mais recente (clique nas datas da parte superior do quadro para ver as pesquisas anteriores):

O estudo ouviu 800 eleitores paulistanos. O número de identificação na Justiça Eleitoral é SP-00875/2020. Eis a íntegra (3 MB).

Covas e Russomanno tiveram oscilação negativa em relação à pesquisa anterior da XP/Ipespe, realizada de 26 a 27 de outubro e divulgada em 29 de outubro. O atual prefeito passou de 27% para 26%, enquanto o deputado foi de 22% para 19%.

Boulos oscilou 1 ponto para baixo no mesmo período, mas sua distância para Russomanno também teve variação negativa, de 6 para 4 pontos percentuais. Os 2 disputam uma vaga no 2º turno.

2º TURNO:

O levantamento também indagou os eleitores sobre 6 possíveis cenários de 2º turno.

CENÁRIO 1

  • Bruno Covas (PSDB) – 49%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum – 17%;
  • não sabe/não respondeu – 2%.

CENÁRIO 2

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum – 19%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 3

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Márcio França (PSB) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum– 16%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 4

  • Celso Russomanno (Republicanos) – 40%;
  • Guilherme Boulos (Psol)– 33%;
  • branco/nulo/nenhum– 24%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 5

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 37%;
  • branco/nulo/nenhum– 22%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 6

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum– 26%;
  • não sabe/não respondeu – 6%.

O Poder360 mantém 1 Agregador de Pesquisas Eleitorais, com dados divulgados por institutos de pesquisas desde o ano 2000. Esses dados estão abertos e livres para consulta. Se você tiver alguma pesquisa disponível e que não esteja em nossa base de dados, envie 1 e-mail para redacao@poder360.com.br.

Poder 360

Brasil estava fora do mapa com Trump, ficará ainda mais de fora com Biden, por José Paulo Kupfer

OBrasil já não era grande coisa para o presidente Donald Trump, mesmo com o presidente Jair Bolsonaro rendendo-lhe vassalagem incondicional, tentando replicar (falta de) modos de governar, e até imitando o estilo pessoal grotesco do americano. Mesmo com Trump, o Brasil já era um ponto fora do mapa.

Caso se confirme o que a marcha (lenta) das apurações das eleições presidenciais nos Estados Unidos está apontando, com o democrata Joe Biden na presidência, a situação, em termos gerais, não vai mudar. O Brasil estava fora do mapa e assim deve continuar. A diferença é que não ganhará, de tempos em tempos, um afago fortuito, daqueles que os tiozões ricos fazem nos filhos do primo pobre do interior quando o visitam na capital, como os que Trump dispensava a Bolsonaro.

Bolsonaro, e sua diplomacia, construíram, tijolo a tijolo, um formidável muro que separou o Brasil da comunidade internacional. Seguiu, canina e irresponsavelmente, a política isolacionista de Trump, e pagará um preço por isso. Esse preço será tão mais alto quanto o governo brasileiro mais se recusar a estabelecer pontes de convivência adulta com um governo democrata em Washington.

Em qualquer hipótese, porém, Biden deverá se manter indiferente ao gigante sul-americano, pelo menos nos primeiros tempos. Não se trata de um “privilégio” brasileiro. A América do Sul nunca recebeu grande atenção de Washington e o Brasil de Bolsonaro só produziu uma versão atualizada e piorada da velha realidade.

Para Biden, a prioridade número um é reverter os desmontes e estragos produzidos por Trump. No campo das relações externas, México e Canadá, portanto, estão em primeiro lugar na lista de países a merecer atenção. Logo em seguida vem a China e, mais atrás, o retorno dos EUA aos órgãos multilaterais, o que também significa uma reaproximação com a Europa.

Do resto que sobrar, nas vizinhanças do continente americano, Nicarágua, na América Central, e Venezuela, na América do Sul, poderão receber um olhar menos distraído, mas não exatamente cordial. O resto, Brasil incluído, será o resto.

Há uma prioridade zero e esta é doméstica. O primeiro e maior desafio de Biden será estancar a atual e descontrolada disseminação da covid-19. A cada dia em que se desenrola a contagem dos votos, mais de 100 mil americanos estão engrossando as estatísticas de infectados. O esforço do novo presidente será reunir apoio para formatar um mega pacote fiscal, destinando abundantes recursos para a área da saúde e para a sustentação de empresas e empregados – visto que lockdowns, ainda que parciais, terão de ser negociados com estados em que o vírus circula sem barreiras.

Embora congressistas republicanos reeleitos não estejam em condições de boicotar ações de combate à pandemia, a polarização evidenciada pelo resultado das urnas, refletida na composição do Senado e da Câmara dos Representantes, indica dificuldades para governar. Ainda mais com Trump não aceitando a derrota e incitando correligionários, fato inédito na história política americana.

Prevê-se que o moderado Biden terá espaço estreito para se movimentar, com republicanos radicais fechando caminhos de um lado –há senadores eleitos considerados mais trumpistas do que Trump–, e a esquerda dos democratas, de outro. Com base nessa polarização, analistas insinuam que Biden já tomará posse como um presidente “lame duck” (pato manco, na tradução literal), sem forças para aprovar grandes mudanças, num ambiente político “ingovernável”.

Suas propostas de elevar o salário mínimo e aumentar a taxação dos mais ricos, para assegurar recursos à Saúde, combate à Covid-19 e estímulos a investimentos em economia verde, talvez não possam ir adiante ou tenham de ficar para a segunda metade do mandato, se a administração nos primeiros dois anos for bem sucedida. Diante da polarização existente, o risco de que pautas-bomba tentem minar o governo não pode ser desprezado.

Esse ambiente contaminado poderia lembrar o do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff que, depois de ganhar a eleição de 2014 por margem mínima, teve sua vitória contestada e, independentemente da incompetência política que demonstrou, foi, na prática, impedida de governar, até ser tirada da presidência. Mas a comparação não faz sentido, não só porque os Estados Unidos não são o Brasil, mas, principalmente, porque Biden não é como Dilma.

Joe Biden é um político experiente, de longo curso, tendência moderada e treinado no ambiente de negociações do Congresso americano. Faz parte das apostas, por exemplo, que Biden venha a convidar republicanos para o ministério, bem como consiga manter diálogo e negociar com o líder republicano no Senado, o trumpista Mitch McConnel. Mas isso será o de menos, nas atuais e complicadíssimas circunstâncias.

Poder 360.

TVs dos EUA interrompem transmissão de discurso de Trump por acusações falsas

ABC, CBS e NBC, 3 das maiores emissoras de TV norte-americanas, interromperam a transmissão ao vivo do pronunciamento do presidente Donald Trump na noite dessa 5ª feira (5.nov.2020). O canal MSNBC, ligado à NBC, também deixou de veicular o discurso do republicano.

Falando da Casa Branca, Trump chamou os democratas de corruptos que representam o establishment, questionou a validade das apurações dos votos e admitiu que judicializará o resultado caso perca a disputa.

Estamos assistindo o presidente Trump falando ao vivo da Casa Branca e temos que interromper aqui porque o presidente fez uma série de declarações falsas, incluindo a de que houve votação fraudulenta”, disse Lester Holt, da NBC. “Não houve nenhuma evidência disso. Alegações de sua campanha, mas seus porta-vozes não foram capazes de fornecer qualquer evidência.”

“Ele [Trump] está, francamente, fazendo várias acusações falsas, afirmações sem fundamento. E isso não é ser parcial, é constatar fatos. Ele anunciou que ganhou vários Estados nos quais existem projeções ou ainda não foram anunciados [o vencedor]”, disse Linsey Davis, da ABC, ao interromper a transmissão.

Depois de deixar de exibir o pronunciamento de Trump, a correspondente da CBS, Nancy Cordes, elencou as declarações do republicano que não podiam ser provadas.

CNN e a Fox News, outras grandes emissoras do país, exibiram o discurso completo. Depois, no entanto, destacaram que Trump não apresentou evidências para sustentas as acusações.

Quando o republicano terminou o pronunciamento, Jake Tapper, da CNN, disse que aquela era uma “noite triste para os Estados Unidos da América, que ouviu o seu presidente dizer aquelas coisas”.

Acusar falsamente pessoas de tentarem roubar a eleição. Tentar atacar a democracia com uma festa de falsidades. Mentira depois de mentira, depois de mentira, sobre o roubo da eleição. O que ele está falando não tem evidência. São apenas manchas sobre a integridade da contagem de votos em diversos Estados”, falou Tapper.

Na Fox News, emissora simpática a Trump, os âncoras Bret Baier e Martha MacCallum listaram as afirmações infundadas. MacCallum falou que a “evidência” de fraude eleitoral mencionada por Trump “precisará ser produzida, se de fato existir uma.

Kassio Nunes Marques é o único ministro nordestino no STF

 

O novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Nunes Marques, é o único na atual composição que nasceu no Nordeste. Natural de Teresina, ele é o 167º a ingressar na Corte, completando o quórum de 11 membros no plenário, ocupando a vaga deixada por Celso de Mello.

Marques tomou posse em rápida cerimônia na tarde desta 5ª feira (5.nov.2020), no plenário. Entre as autoridades presentes estavam o presidente da República, Jair Bolsonaro; os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Aos 48 anos, é o 4º a assumir o cargo com a idade mais baixa entre os ministros da atual composição. Dias Toffoli, Marco Aurélio e Gilmar Mendes tomaram posse com 42, 44 e 47 anos, respectivamente.

Por ser o membro mais novo, o magistrado será sempre o 1º a votar nas sessões. Passa a ocupar o assento do ministro Alexandre de Moraes, que deixa a posição de novato.

Caso não haja nenhuma mudança na composição, Nunes Marques passará a integrar a 2ª Turma do STF. Participa de sua 1ª sessão no colegiado na 3ª feira (10.nov). No plenário, o magistrado estreia na 4ª feira (11.nov). Será o dia em que os ministros decidirão se cabe ou não a incidência de ICMS sobre licenciamento de softwares.

ÚNICO NORDESTINO

O ministro Nunes Marques foi a 1ª pessoa da região indicada ao tribunal depois de 17 anos. É o único integrante do Nordeste na atual composição do Supremo. O ministro aposentado Carlos Ayres Britto foi o último. Deixou o tribunal em 2012.

ESTADO NATAL

Os juízes do Rio de Janeiro são os que mais ocuparam cadeiras no Supremo desde 1891. Foram 33 ministros. A USP (Universidade de São Paulo) formou a maioria deles.

INDICAÇÕES PRESIDENCIAIS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi quem mais emplacou ministros na Suprema Corte desde a redemocratização. Foram 8 nomes.

O atual presidente, Jair Bolsonaro, ainda terá direito a mais uma indicação, em 2021. O decano, ministro Marco Aurélio completa 75 anos em julho, quando terá de se aposentar compulsoriamente.

O recordista, no entanto, é Getúlio Vargas. O ex-presidente, que se suicidou em 1954, indicou 21 ministros para a Corte. No 1º período em que assumiu o governo, após 1 golpe e depois sob regime ditatorial, ele alterou a lei para garantir a nomeação por tempo indeterminado. Foram 21 membros da Suprema Corte ao todo.

Poder 360.

Heleno e a ‘fogueirinha’ da Amazônia

Augusto Heleno admitiu nesta quarta-feira (4) que há áreas de queimada na Amazônia, mas minimizou o problema e disse que, se a região estivesse realmente em chamas, “a fumaça chegaria a Londres ou Paris”, registra o G1 AM.

O ministro-chefe do GSI sobrevoou a floresta hoje ao lado de Hamilton Mourão e  de embaixadores de dez países, para mostrar aos diplomatas estrangeiros uma “visão real da Amazônia”.

Neste ano, o Amazonas já registrou o maior número de focos de queimadas da história. Para Heleno, porém, as informações são divulgadas irresponsavelmente e passam a impressão de que toda a Amazônia está em chamas.

“Passamos por cima e ressaltamos que tem algumas áreas de queimada, mas isso é totalmente deturpado, porque é colocado fora de contexto, que é uma coisa majestosa, e fica virando uma fogueirinha ali. Isso é ruim para a gente.”

O antagonista.

Covid-19: Brasil registra 622 mortes em 24 horas, diz consórcio

O consórcio de veículos de imprensa que acompanha os dados da Covid-19 junto às secretarias estaduais de Saúde registrou 622 mortes em razão da doença no Brasil nas últimas 24 horas.

O número desta quarta (4) é superior ao do Ministério da Saúde, que contabilizou 610 óbitos desde ontem.

De acordo com o “pool” de veículos, o número total de mortes no país subiu para 161.170. O total de casos confirmados agora é de 5.590.941, 23.815 a mais que na terça (3).

O Ministério da Saúde registra, no total, 161.106 mortes e 5.590.025 casos confirmados.

O antagonista.

Covid-19: EUA registram recorde de mais de 100 mil casos em um dia

Os EUA registraram nesta quarta-feira (4) mais de 100 mil novos casos de Covid-19 em um único dia pela primeira vez desde o início da pandemia, registra o New York Times.

“Dezenove estados registraram mais casos na última semana do que em qualquer outro período de sete dias. O número total de casos deve continuar crescendo noite adentro, à medida que mais estados e condados divulgam seus dados”, escreve o jornal americano.

As mortes relacionadas ao novo coronavírus, por sua vez, aumentaram 14% em todo o país nas últimas duas semanas.

Em destaque:covid-19EUAmortes

Os EUA são os campeões mundiais de casos e mortes por Covid-19, com 9.799.229 casos confirmados e 239.820 óbitos, segundo o acompanhamento do site Worldometers.

Em sua campanha pela reeleição, Donald Trump ameaçou demitir o médico Anthony Fauci, a principal autoridade do governo americano no combate à doença. Também já o chamou de “idiota”.

O antagonista.

Eventual CPMF poderá ser cobrada em transações com o Pix, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta 4ª feira (4.nov.2o2o) que a criação do Pix (novo meio de pagamento digital) não visa facilitar a eventual cobrança de 1 tributo sobre transações. A fala foi em entrevista à youtuber Nathalia Arcuri, no canal dela na internet.

“A CPMF, se existir, vai ser 1 imposto sobre todas as operações financeiras. Vai incidir sobre outras transações que não são o Pix. Não facilita, nem atrapalha 1 imposto como esse”, afirmou Campos Neto durante entrevista ao canal no YouTube do Me Poupe. Assista:

 

Campos Neto diss que o Pix vai se expandir rapidamente pelo fato de ser barato e rápido. Segundo ele, outras formas de pagamento, como TED e DOC, vão conviver.

Poder 360.

Guedes comemora aprovação da autonomia do BC: ‘Resposta fulminante’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou nesta 4ª feira (4.nov.2020) a aprovação do projeto que dá autonomia ao Banco Central. O texto foi votado pelo Senado na noite de 3ª feira.

“Enquanto nós falamos mal do Brasil, a verdade é que o Brasil deu uma resposta eficiente, fulminante, tecnológica para esse desafio”, afirmou o ministro, durante evento no Palácio do Planalto.

“A responsabilidade do Banco Central é com a preservação da estabilidade da moeda de 1 país, do poder de compra, dos salários. [Com] milhões de brasileiros trabalhando, a inflação não pode subir porque supera o valor de compra da moeda. A indexação é uma fuga, 1 disfarce, é a falta de coragem de enfrentar a inflação”, afirmou.

Durante o evento, Guedes elogiou o trabalho da equipe econômica. Ao agradecer a confiança do presidente nele, o alarme do Palácio do Planalto tocou por alguns segundos. Guedes continuou o discurso e elogiou o atual presidente do BC, Campos Neto – neto do economista Roberto Campos, que comandou o Ministério do Planejamento no governo Castelo Branco (1964 – 1967), no regime militar.

“É 1 orgulho extraordinário, e também na dimensão digital. O PIX, o open bank, as fintechs e a moeda digital. O Brasil terá a moeda digital. O Brasil está à frente de muitos países”, afirmou Guedes.

O texto de autonomia do BC é uma das prioridades do governo no Congresso. Define mandato fixo de 4 anos para o presidente e os diretores da autoridade monetária. A matéria agora vai para a Câmara dos Deputados. Guedes disse que conta com o apoio da Casa Baixa.

Há 2 projetos em tramitação, 1 do governo e outro do Senado – que ganhou tração e foi votado nesta semana. Entenda:

Poder 360.

Em tom de vitória, Biden diz que vai “governar para todos”

O candidato à Casa Branca Joe Biden disse que irá “governar para todos”. Deu uma declaração em tom de vitória à imprensa nesta 4ª feira (4.nov). O democrata falou no momento em que apenas 5 Estados ainda não divulgaram o número de votos populares e Donald Trump contesta a apuração. Biden já é o político com mais votos na história dos Estados Unidos, com mais de 70 milhões de votos.

Pediu união aos norte-americanos. “Vou ganhar a campanha como 1 democrata, mas vou governar como 1 americano”, disse. Afirmou que, passado o momento das eleições, é preciso “esfriar a temperatura, enxergar uns aos outros e ouvir uns aos outros”.

Joe Biden disse que não estava discursando para falar que ganhou, mas que acredita que irá ganhar. Fala pode ser vista como uma resposta ao adversário Donald Trump, que proclamou vitória no Twitter durante a madrugada, mesmo antes da contabilização dos votos ser finalizada.

“Parece-me que ganhamos com a maioria dos votos do povo. Essa maioria vai aumentar mais. Tudo indica que esse será o caminho”, falou.

Afirmou que é preciso parar de ver oponentes como inimigos. “Não somos inimigos“, disse. O candidato pediu união à população e afirmou que irá trabalhar tão duro por aqueles que não votaram nele, quanto por aqueles que votaram. Reiterou que sua administração será 1 governo de “cura”.

O democrata destacou resultados parciais nos Estados e disse estar “muito orgulhoso da campanha”. “Foi uma campanha difícil e longa, mas foi 1 momento ainda mais difícil para o país”. 

Biden mencionou o recorde de votos da eleição de 2020, mesmo com a pandemia, e afirmou que está “no caminho para vencer”.

Assista à íntegra do discurso (7min22s):

TRUMP DIZ QUE DEMOCRATAS “ROUBAM” ELEIÇÕES

O candidato republicano contesta a apuração dos votos. Em posts no Twitter, Trump afirmou que democratas roubam as eleições e que votos magicamente desaparecem. A plataforma chegou a rotular os posts como contendo “conteúdo contestável” e “informação incorreta“. Ao todo, foram 5 posts do republicano com a classificação entre ontem (3.nov) e hoje (4.nov).

Depois de perder no Wisconsin, Donald Trump anunciou que irá pedir a recontagem de votos no Estado. A campanha do republicano também afirmou que entrou com ação no Tribunal de Apelações de Michigan para interromper a contagem até que “o acesso significativo tenha sido concedido”. Além disso, os republicanos foram à Suprema Corte para impedir que o governo da Pensilvânia conte os votos até 6ª feira (6.nov).

Enquanto Donald Trump contesta o sistema eleitoral, Joe Biden defende a democracia. “Ninguém irá nos roubar a democracia. Nem hoje e nem nunca”. 

Até às 19h24, Joe Biden tinha 248 delegados contra 214 de Donald Trump. Alaska, Arizona, Nevada, Pensilvânia, Carolina do Norte e Georgia continuam a contagem dos votos. O democrata precisa de 22 delegados para chegar aos 270. Para o republicano, faltam 56. Acompanhe o resultado em cada Estado.

Poder 360.

Congresso derruba veto e prorroga desoneração por mais 1 ano

Fachada do Congresso Nacional. Brasilia, 26-10-2018Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O Congresso Nacional derrubou o veto do governo federal que impedia a prorrogação por 1 ano da desoneração da folha de pagamento de 17 setores. Em vez de deixar de valer no fim deste ano, o benefício será estendido também em 2021.

Foram 64 votos contra 2 no Senado. A sessão não foi presidida não pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), mas pelo líder do governo Eduardo Gomes (MDB-TO). Antes, os deputados votaram pela derrubada por 430 a 33. Saiba como foi a votação na Câmara.

Nesta 3ª feira (3.nov), em reunião com líderes de bancadas do Congresso, o governo desistiu de defender a manutenção do veto e abriu caminho para a sessão ser realizada. Antes, tentava evitar a votação para ganhar tempo.

O líder do Governo do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), que conduziu o acordo, afirmou em plenário durante a sessão dos deputados que a decisão de abrir mão do veto da desoneração foi difícil porque o Executivo avalia que está criando despesas sem apontar uma receita, o que é proibido.

“Mas, no entendimento que o Congresso Nacional faz da necessidade de que nenhuma correção pode ser melhor neste momento do que, em véspera de fim, em fim de exercício fiscal, colocarmos 6 milhões de pessoas na possibilidade do desemprego”, disse.

A desoneração ganhou 1 ano a mais de vigência por causa de trecho incluído pelos congressistas na MP (medida provisória) 936 de 2020. Trata-se do texto que permitiu redução de salários e jornada durante a pandemia. À época, em julho, governo não aceitou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é favorável à desoneração, mas de todos os setores. Defende que seja criado 1 imposto sobre transações digitais para bancar a renúncia fiscal. O tributo lembra aos congressistas a antiga CPMF, e tem poucas chances de prosperar atualmente.

O Executivo pode vetar trechos ou a totalidade de projetos aprovados pelo Legislativo. O Congresso, porém, pode não aceitar. Para isso precisa do voto de mais da metade dos deputados e dos senadores. O processo costuma causar atritos entre os 2 Poderes.

As empresas beneficiadas pela desoneração podem escolher pagar 1 percentual que varia de 1% a 4,5% de sua receita bruta como contribuição previdenciária, em vez de calcular o valor sobre 20% da folha de salários. Com isso, podem diminuir a carga tributária.

 

Poder360 já mostrou que o governo abriu mão de receber R$ 118,3 bilhões em 8 anos de desoneração da folha de pagamentos. O valor equivale a praticamente a metade do que o governo desembolsou com o programa Bolsa Família no período (R$ 235,7 bilhões).

Em 2019 o governo deixou de arrecadar R$ 9,8 bilhões por causa das desonerações. Leia a seguir quais são os setores beneficiados e quanto a política custou nos últimos anos:

Os congressistas também votaram para restituir trecho do projeto sobre o Suas (Sistema Único de Assistência Social) que suspende por 120 dias as metas dos Estados e Distrito Federal. A votação foi feita juntamente à do veto da desoneração. Assim, teve o mesmo placar.

Essas obrigações dos entes federados são, normalmente, necessárias para que estes recebam repasses da União para a assistência social. Com a queda do veto, não serão cobradas por 4 meses a partir de 1º de março de 2020.

VETOS MANTIDOS

Ainda no acordo fechado com os congressistas e o governo, os deputados mantiveram pelo menos parcialmente outros 6 vetos presidenciais. Como para 1 veto ser mantido basta ser essa vontade de uma das Casas, os trechos aceitos pela Câmara não serão analisados pelo Senado. Eis 1 resumo:

  • Pronampe – foram mantidos trechos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte que tratavam do compartilhamento dos dados dos participantes, da proibição de usar informações bancárias para restringir o crédito e a prorrogação por 180 dias dos parcelamentos com a Receita;
  • Programa emergencial de emprego – a proibição de que quem tinha direito ao auxílio desemprego em março ou abril poderia receber os R$ 600 por 3 meses;
  • Sistema S – foi mantido o veto presidencial que reduzia diversas alíquotas cujos recursos são destinados a instituições do grupo em maio e abril;
  • Remédios na pandemia – o trecho vetado permitia que pacientes de grupos de risco do coronavírus indicassem terceiros para a retirada de medicamentos com receita médica;
  • Assistência social – determinava que os entes federativos (Estados e municípios) medissem a temperatura de quem buscasse refeições e acolhimento temporário –moradores de rua em restaurantes populares, por exemplo. A medida seria uma forma de combate ao coronavírus.
  • Contratos na pandemia – suspende os efeitos da não observância de indicadores financeiros ou de desempenho de 30 de março a 31 de dezembro de 2020. A lei trata de assembleias de sociedades anônimas e outras organizações;
  • Emprego na pandemia – veto dava direito ao auxílio emergencial para aqueles que forem demitidos durante a pandemia e não conseguisse acessar o seguro-desemprego;
  • Sorteios na TV – proíbe que prêmios de até R$ 10 mil por mês sejam distribuídos sem a autorização prévia do governo e também impede que o cadastro para essas promoções seja feito por telefone.

Os senadores também mantiveram 1 veto que, por isso, não precisará de análise da Câmara. Trata-se de trechos que alteravam as regras do auxílio emergencial pago durante a pandemia. Possibilitavam, por exemplo, acumular o benefício com o Bolsa Família. Também ampliavam o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Os vetos começam a ser analisados na Casa em que o respectivo projeto foi iniciado.

Outros 2 vetos importantes que tinham análise aguardada não foram deliberados. Pacote anticrime e ao Novo Marco do Saneamento ficaram para depois do 1º turno das eleições municipais.

Poder 360.

Fiocruz se adianta para garantir distribuição da vacina contra Covid-19

Foto: Ricardo Borges/Veja

A Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, responsável pelos testes envolvendo a vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, já começou a se mexer para garantir a estrutura logística em torno da vacinação. A Fiocruz solicitou ao governo a dispensa de licitação para a compra de seringas, ponteiras, rótulos e até mesmo caixas de papelão, essenciais para a distribuição do imunizante. O pedido foi feito para agilizar os processos de vacinação para que, assim que aprovada, a autarquia tenha estrutura para iniciar a campanha.

O requerimento foi feito por meio do decreto baixado pelo presidente Jair Bolsonaro em meio ao estado de calamidade que permite a aquisição ou contratação de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus. “Sempre procuramos enquadrar o processo dentro da legislação pertinente e que apresente os melhores benefícios para Biomanguinhos”, disse a Fiocruz ao Radar Econômico.

Veja

Pedidos de falência caem para o menor patamar em dez anos

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os pedidos de falência se reduziram ao menor patamar em dez anos, segundo balanço divulgado hoje (4) pela Serasa Experian. Segundo a consultoria, foram feitas 754 solicitações de falência de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período de 2019 foram registradas 1.100 pedidos. O número de falências em 2020 é ainda 50% menor do registrado nos nove primeiros meses de 2011.

Para o economista da Serasa Experian. Luiz Rabi, a redução do número de pedidos de falência está ligado a uma mudança de comportamento no mercado. “O pedido de falência está caindo em desuso. Antes, quando uma empresa atrasava os pagamentos era muito comum o pedido de falência. Hoje, existem diversas ferramentas que a ajudam a evitar essa medida”, explica.

O período de isolamento social também é outro fato que, de acordo com o economista, faz com que as empresas busquem formas diferentes de resolver os seus problemas. “Estamos tendo um ano bem diferente em todos os sentidos. Com o isolamento social as empresas tiveram que se redescobrir e inovar, pensando em estratégias para sobreviverem num momento tão difícil”, acrescentou.

Agência Brasil

Governo quer atrair investimentos para recuperar bacias hidrográficas

Foto: Banco de Imagem PISF / Ministério da Integração

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse, hoje (4), que o governo federal estuda lançar, até o fim deste ano, um programa de revitalização de bacias hidrográficas. Com a recente entrada em vigor do novo Marco Legal do Saneamento Básico, o Poder Executivo espera atrair investimentos privados para projetos de preservação, conservação e recuperação ambiental das bacias.

“Estamos envolvidos no projeto chamado Revitalização de Bacias”, declarou Marinho ao participar de reunião pública remota realizada pela comissão temporária que o Senado criou para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios que atingiram o Pantanal nos últimos meses. Segundo o ministro, o projeto foi discutido durante uma reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ontem (3).

No fim de outubro, o ministério enviou um questionário para diversas empresas e associações, de diferentes setores. O objetivo era avaliar o interesse das organizações. A consulta incluiu temas como recuperação, reflorestamento e preservação de nascentes e de áreas de proteção permanente; de áreas de recarga de aquíferos; de áreas degradadas; manejo sustentável de solo, com prevenção de erosão e projetos de geração de emprego e renda por meio do uso sustentável de recursos naturais. O esboço do projeto também já foi discutido com representantes diplomáticos de vários países. Segundo a pasta, a iniciativa faz parte de um processo que “busca novas formas de cooperação para viabilizar os projetos de revitalização”. Segundo a assessoria da pasta, o foco inicial são as regiões banhadas pelos rios São Francisco, Tocantins, Araguaia e Taquari.

“Nossa ideia é atrair a iniciativa privada”, reforçou Marinho. “Hoje, não temos remanescente em termos de recursos [orçamentários] para fazer este investimento. Coincidentemente, ontem, tivemos uma reunião com a ministra Teresa [Cristina] e com o ministro [Ricardo] Sales para, de forma transversal e integrada, tratarmos de como colocar de pé o programa que permita iniciarmos um processo de revitalização de bacias, de preferência até o fim deste ano”, acrescentou o ministro, indicando que a Bacia do Rio da Prata, atingida pelos recentes incêndios pantaneiros e por problemas mais antigos, venha a ser uma das primeiras áreas contempladas.

“O Rio Taquari, que é, talvez, o mais importante da Bacia do Prata, está extremamente antropizado, deteriorado, pela ação agropecuária que ocorreu ali ao longo das últimas décadas. Estamos em tratativas para recrudescer as ações no Rio Taquari, onde teremos condições de lançar um grande programa de revitalização de bacias. E o Rio Araguaia também precisa ser tratado, revitalizado”, pontuou o ministro, destacando que a iniciativa congrega uma série de ações preventivas.

“Revitalizar bacias não é apenas plantar árvores, mas também preservar e proteger as nascentes; desassorear os rios, preservar suas encostas e integrar as populações. Temos uma série de trabalhos preventivos já em curso; projetos que dizem respeito à sustentabilidade, à integração das populações ribeirinhas, para que as pessoas que vivem no perímetro dos rios possam conviver de forma sustentável com os rios e seus afluentes”, concluiu o ministro.

Agência Brasil

Fora do páreo. Maurício Marques tem candidatura barrada pela justiça eleitoral

Pela segunda vez, o ex-prefeito Maurício Marques, do PROS, recebeu da justiça eleitoral o sinal vermelho para sua candidatura. Os desembargadores do TRE disseram não ao projeto do galego, de concorrer novamente ao cargo de prefeito. O destino de Maurício ainda não foi definido, mas nos próximos dias, ele anunciará caminho irá percorrer a partir de agora!