Belo é preso em Angra dos Reis, em operação da Polícia Civil

O cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, foi preso nesta quarta-feira (17) pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, o artista é investigado após fazer um show no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, mesmo com todas as proibições devido à pandemia.

O evento gerou uma grande aglomeração no local.

Ele foi preso em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Ainda de acordo com os agentes, o evento ocorreu no interior da Escola Municipal do Parque União, no último dia 13, e não teve autorização da Secretaria Municipal de Saúde.

Além dele, outras três pessoas são alvos de mandados de prisão preventiva. São eles: Célio Caetano, sócio da produtora; Henriques Marques, o Rick, sócio da produtora e Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, chefe do tráfico no Parque União.

Após a abertura de inquérito, a DCOD cumpriu os quatro mandados de prisão preventiva. A Série Gold, empresa que realizou o evento, também foi alvo da polícia.

Matéria em atualização

Conexão política.

Rejeição ao trabalho de Bolsonaro volta a 48%, o recorde na pandemia

Paulo Guedes. Lima/Poder360 05.0.2021

O trabalho de Jair Bolsonaro como presidente é rejeitado por 48% dos brasileiros. A proporção dos que consideram o desempenho do mandatário “ruim/péssimo” não ficava tão alta desde junho de 2020, quando alcançou os mesmos 48%.

A taxa está 7 pontos percentuais maior do que a de 15 dias, quando a desaprovação era de 41%. O grupo que o avalia como “regular” também caiu: eram 22%; agora são 18%. É o que mostra pesquisa PoderData realizada de 15 a 17 de fevereiro de 2021.

A taxa dos que consideram o trabalho de Bolsonaro “ótimo/bom” variou dentro da margem de erro da pesquisa: de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ficou em 31%.

Apesar do aumento da rejeição, desde o início da pandemia, mesmo nos seus piores momentos, como agora, nunca Bolsonaro deixou de ter o apoio de aproximadamente ⅓ do eleitorado.

No levantamento desta semana, pelo menos 2 fatores podem ter impulsionado a queda da popularidade do trabalho pessoal do presidente:

  • auxílio emergencial: o efeito do término definitivo do pagamento (agora sentido por todos que recebiam) e as indefinições a respeito da prorrogação. Até o fim de janeiro, Bolsonaro insistia na interrupção. Agora, já fala que o benefício voltará em março. Saiba o que estuda o governo;
  • vacinação contra covid-19: a pesquisa coincidiu com o período no qual diversas cidades anunciaram a suspensão da imunização por falta de doses.

Não por acaso, a rejeição ultrapassa os 50% em todas as faixas de renda acima de 2 salários mínimos. Nas demais, a reprovação também está acima dos que consideram o trabalho de Bolsonaro “ótimo/bom”. O desempenho entre os mais pobres piorou frente à última pesquisa.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 457 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os brasileiros que representem de forma fiel o conjunto da população.

Eis os recortes por sexo, idade, região, nível de instrução e renda:

AVALIAÇÃO DO GOVERNO

Quando o PoderData faz uma pergunta simples (“você aprova ou desaprova o governo?”), as variações ficaram dentro da margem de erro (2 pontos percentuais).

Os que aprovam são 49% (eram 48% há duas semanas). Já os que desaprovam somam 43% (antes, eram 40%).

As repostas a essa pergunta indicam que, apesar do mau momento, Bolsonaro segue ainda com apoio expressivo quando o eleitor é forçado a dizer de maneira binária se aprova ou desaprova o governo.

Quando se levam em conta os recortes demográficos é possível identificar maior desaprovação entre: mulheres (53%); pessoas de 25 a 44 anos ou com mais de 60 (53%); na região Nordeste (54%); pessoas com nível superior (61%) e com renda de 2 a 5 salários mínimos (60%).

Leia a estratificação completa:

OS 18% QUE ACHAM BOLSONARO “REGULAR”

No Brasil, pergunta-se aos eleitores como avaliam o trabalho do governante. As respostas podem ser: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Quem considera a atuação “regular” é uma incógnita.

Para entender qual é a real opinião dessas pessoas, o PoderData faz um cruzamento das respostas desse grupo com os que aprovam ou desaprovam o governo como um todo.

Os resultados mostram que 43% desse grupo dizem aprovar o governo quando dadas apenas duas opções. Os que desaprovam são 49%.

A taxa dos que avaliam o desempenho do governo positivamente dentre este grupo cresceu 7 pontos percentuais em relação à última pesquisa. Eis a evolução dentro deste recorte:

Poder 360.

FGV mostra que 48% das empresas começam o ano com queda de lucro

Um estudo realizado entre 4 e 27 de janeiro, da Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com 4.044 companhias da indústria, comércio, serviços e construção, mostrou que 48% das companhias relataram lucro inferior referente ao mesmo período no ano passado.

Do total, 35% informaram estar com estabilidade e 17% têm um resultado melhor que o de janeiro de 2020, caso das indústrias farmacêuticas, com 51,3% de alta do lucro; minerais não metálicos, com 44,5%; e química, com 44%.

Em contrapartida em relação a essas indústrias, o setor de vestuários foi o que registrou a maior queda nos lucros de 90,02%, seguido por couros e calçados (86%) e veículos automotores (61,5%).

Segundo os pesquisadores do Ibre, o agravamento da pandemia e o corte do auxílio emergencial foram fatores agravantes para tamanha queda de lucro.

Confira os resultados das empresas em janeiro de 2021 com relação ao ano passado:

  • Setor empresarial (geral) – 48,1% tiveram queda de lucro, 35% estabilidade e 16,9% aumento de lucro;
  • Indústria de transformação – 29,7%, 44,1% e 26,2% (recorde);
  • Serviços – 61,5%, 28,6% e 9,9%;
  • Comércio – 47,8%, 34,1%  e 18,1%; e

Construção – 57,1%, 32,5% e 10,4%.

Poder 360.

STF referenda de forma unânime a prisão de deputado Daniel Silveira


Por unanimidade, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) referendou decisão do ministro Alexandre de Moraes e manteve a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), detido na noite de 3ª feira (16.fev.2021).

Silveira gravou um vídeo xingando vários ministros da Suprema Corte, usando às vezes palavrões e fazendo acusações de toda natureza, inclusive de que alguns magistrados recebem dinheiro de maneira ilegal pelas decisões que tomam. Leia aquias declarações do deputado na íntegra.

A prisão de Silveira se deu no âmbito do Inquérito 4781, que tramita no Supremo em sigilo.

Em seu voto, o relator, Alexandre de Moraes, reiterou seus argumentos para ordenar a prisão do deputado. Chamou a atenção para o fato de que o congressista fez pouco caso com sua detenção, já que“correu para um quarto e gravou um vídeo (…) mostrando desprezo pelas instituições”. 

Pasmem, no momento da efetivação da prisão, correu para um quarto e gravou um vídeo colocando novamente no Twitter, no Youtube, novamente mostrando desprezo pelas instituições. Dizendo que agora era uma queda de braço, chamando para violência. Dizendo que já foi preso… e isso renova a necessidade realmente da manutenção da prisão em flagrante, já foi preso mais de 90 vezes na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, da qual ele foi expulso. Dizendo que não se importava mais porque agora estava disposto a matar, a morrer e a ser preso ao se referir aos ministros do Supremo Tribunal Federal.”, afirmou Moraes.

Depois do leitura do voto do relator, o julgamento transcorreu rapidamente. O presidente, ministro Luiz Fux, perguntou a cada um dos colegas se referendavam ou não a prisão. Todos concordaram e dispensaram a leitura de seus votos.

DISCURSO DE LUIZ FUX 

Ao abrir a sessão, o presidente do Supremo afirmou que é tarefa da Corte promover a estabilidade democrática e buscar “incansavelmente” a harmonia entre Poderes.

“O STF mantém-se vigilante contra qualquer forma de hostilidade à Instituição. Ofender autoridades, além dos limites permitidos pela liberdade de expressão que nós tanto consagramos, exige necessariamente uma pronta atuação da Corte”, disse.

MARCO AURÉLIO 

O decano do STF aproveitou o momento de seu voto para destacar que a decisão de Alexandre de Moraes foi correta. Ressaltou, no entanto, que a palavra final sobre a prisão é da Câmara dos Deputados.

“Diria que esse inquérito ele está em boas mãos com o ministro Alexandre de Moraes. O que se submete ao plenário é um ato individual. Um ato que implicou a prisão preventiva. E assento que o episódia está de bom tamanho.  Agora se deve aguardar o pronunciamento da Câmara dos Deputados, que certamente não faltará ao povo brasileiro”.

Marco Aurélio disse que jamais imaginou presenciar e vivenciar o episódio. “Jamais imaginei que uma fala pudesse ser tão ácida, tão agressiva, tão chula no tocantes às instituições”.

poder 360.

Ministro do Meio Ambiente testa positivo para covid-19

LIDE, no hotel Grand Hyatt.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, testou positivo para a covid-19 nesta última terça-feira (16). A informação foi divulgada pela assessoria da pasta.

De acordo com o comunicado, Salles “apresentou leve febre, mas passa bem”, e deverá manter isolamento em casa, seguindo a orientação médica.

No total, 15 ministros do governo federal foram contaminados pelo vírus chinês desde o início da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão também já tiveram a infecção.

Conexão política.

China vai criar cidade sem carro a partir de projeto de arquitetos holandeses

Carro virou um estorvo nas cidades que estão preocupadas com o futuro. Nova York, Paris, Londres, Barcelona, Berlim –todas essas metrópoles estão desenvolvendo políticas para tirar carros poluidores das ruas e devolver o espaço para o pedestre. Não é uma tarefa fácil mesmo para cidades que têm algumas das melhores redes do mundo de transporte público. Fechar ruas para o trânsito, proibir carros a gasolina depois de 2030, cobrar pedágio urbano, criar ciclovias, adotar políticas em que tudo o que você precisa está a 15 minutos de caminhada são ferramentas poderosas, mas parecem brincadeira de criança diante de um projeto chinês que simplesmente suprime o automóvel numa ilha em Chengdu, a capital da província de Sichuan, conhecida por abrigar as reservas de pandas gigantes no sudoeste da China.

O projeto da cidade sem carro em Chengdu foi vencido por um dos mais famosos escritórios de arquitetura do mundo, o holandês OMA (iniciais de Office for Metropolitan Architecture). O nome mais famoso do OMA é o do arquiteto e urbanista Rem Koolhas, professor de Harvard e um dos mais influentes pensadores da arquitetura do final do século 20 e início do 21. Koolhas é ambicioso: diz que não se interessa por forma (o gozo da arquitetura modernista); prefere interferir na sociedade. Assinou projetos tão diversos como a sede da TV estatal chinesa em Pequim, a CCTV, e a loja da Prada no SoHo, em Nova York.

A área que o OMA vai fazer a cidade sem carro tem 4,6 quilômetros quadrados, o equivalente a 400 hectares ou 370 campos de futebol. É um espaço de ciência e alta tecnologia. Lá serão construídos 6 conjuntos de prédios para as seguintes funções: universidade, moradia, laboratórios, mercado, espaço público e prédios governamentais. Como se trata de uma área relativamente pequena para os padrões chineses, não é uma divisão similar à de Brasília, com áreas reservadas para moradia, comércio, diversão e embaixadas. Tudo está a 10 minutos de distância, a pé. Quem preferir pode usar bondes elétricos. A população planejada é de 22.000 habitantes, mas a área deve receber diariamente 90.000 pessoas.

A nova cidade deve ficar pronta em 2023, ao custo de US$ 1 bilhão, aproximadamente, uma pechincha para os padrões ocidentais. Todos os recursos são públicos na primeira fase do projeto.

A intenção do OMA é enterrar o urbanismo modernista, do qual Brasília talvez seja o melhor exemplo por privilegiar o carro e praticamente ignorar espaços para caminhadas que não sejam esportivas. Não haverá grandes avenidas. Apenas caminhos para pedestre ou ruas para transporte público automatizado, com veículos sem motorista. “Com esse projeto, esperamos fornecer uma alternativa para o típico plano diretor baseado na tradicional rede de avenidas orientadas para o carro”, disse um dos parceiros do OMA no projeto, o arquiteto holandês Chris van Duijin, após o anúncio do projeto vencedor, no último dia 2.

Como não há grandes avenidas, o foco do projeto é na geografia do terreno. O projeto vencedor preserva morros, como acontecia com a arquitetura tradicional chinesa dessa região, com seus palácios e casas construídos em tabuleiros nas encostas e se confundindo com a natureza. Não há nostalgia para os grides de ruas quadriculados. “Esperamos que a conexão entre arquitetura e paisagem resulte numa dinâmica ambiental para a educação que inspire ideias inovadoras”, afirma Van Duijin.

A aposta da China em confrontar o Ocidente com arquitetura e urbanismo de alto nível começou com as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Dois dos prédios construídos para os Jogos Olímpicos estavam entre os mais inovadores do mundo, segundo o crítico de arquitetura da revista New Yorker, Paul Goldberger. São o Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro, um projeto dos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron junto com o artista plástico Ai Wei Wei, e o Centro Nacional de Esportes Náuticos, similar a um cubo d’água, criado pelo escritório australiano PTW Architects.

O Politiburo chinês, os 8 dirigentes do Partido Comunista que dirige o país, percebeu que arquitetura era uma das linguagens que mudariam a imagem da China. De miseráveis passaram a ser vistos como vanguardistas. Todos os grandes arquitetos famosos do Ocidente e do Japão têm obras de grande porte na China.

Chengdu era conhecida como a terra dos pandas gigantes, mas agora ficou famosa também por tentar uma espécie de Disneylândia da arquitetura contemporânea. Lá será construída a primeira linha de metrô totalmente automatizada, projeto do escritório J&A Sepanta Design, uma junção de um escritório chinês (J&A) com um inglês (Sepanta). A reserva dos pandas está sendo recriada pelo estúdio Sasaki, que tem estúdios em Boston, Denver e Shangai. A cidade tem uma das maiores áreas construídas do mundo no shopping New Century Global Centre, inaugurado em 2013. O prédio tem 500 metros de profundidade, 400 de largura e 100 de altura, tudo em vidro e concreto. Isso tudo resulta numa construção de 1,7 milhão de metros quadrados, na qual caberiam 20 óperas iguais à de Sydney, na Austrália. O resultado é assustador. No link a seguir, é possível fazer um passeio pelo prédio: Let’s Go For A Walk Inside the Largest Building in the World.

Todos esses projetos têm embutido uma operação de marketing da nova China, é claro. Ditaduras adoram usar arquitetura para parecerem simpáticas ao mundo. No caso da cidade sem carro de Chengdu, tudo indica que há inovação além da velha propaganda.

Poder 360.

Leia a transcrição do que disse Daniel Silveira e o que levou o STF a prendê-lo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou, na noite de 3ª feira (16.fev.2021), a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que havia divulgado um vídeo com ofensas aos magistrados da Corte.

Na gravação, o deputado xingou vários ministros da Suprema Corte, usando às vezes palavrões e fazendo acusações de toda natureza, inclusive que alguns magistrados recebem dinheiro de maneira ilegal pelas decisões que tomam.

Leia a transcrição das falas do congressista na íntegra:

“Fala, pessoal, boa tarde. O ministro [Edson] Fachin começou a chorar, decidiu chorar. Fachin, seu moleque, seu menino mimado, mal caráter, marginal da lei, esse menininho aí, militante da esquerda, lecionava em uma faculdade, sempre militando pelo PT, pelos partidos narcotraficantes, nações narcoditadoras. Mas foi aí levado ao cargo de ministro porque um presidente socialista resolveu colocá-lo na Suprema Corte pra que ele proteja o arcabouço do crime do Brasil que é a Suprema Corte, a nossa Suprema que de suprema nada tem.

Fachin, sabe.. às vezes fico olhando as  tuas babaquices. As tuas bobeiras que você vai à mídia para chorar, ‘olha o artigo 142 está muito claro lá que as Forças Armadas são reguladas na hierarquia e disciplina e blá blá blá, vide o que aconteceu no Capitólio [sede do Congresso dos EUA] porque no Capitólio quando tentaram dar um golpe…’ aquilo não é golpe, não, filhinho. Aquilo ali foi parte da população revoltada que, na minha opinião, foram infiltrados do Black Lives Matter, dos antifas, blackblocks, coisa que você e a sua trupe que aí integra defendem. Vocês defendem a todo custo esse bando de terrorista, esse bando de vagabundo, vagabundo protege vagabundo. Mas não é essa esteira que a gente vai discutir.

Agora, você fala que o general Villas Boas, quando fez um tuíte afirmando que deveria ser consultada a população e também as instituições, se deveria ou não utilizar o modos operandi do processo de Lula, hoje você se sente ofendidinho dizendo que ‘ah, isso é pressão sobre o Judiciário, é inaceitável, intolerável. Vai lá! Prende o Villas Bôas, pô, seja homem uma vez na sua vida. Vai lá e prende o Villas Bôas. Fala pro Alexandre de Moraes, homenzão, né, o fodão, vai lá e manda prender o Villas Bôas, manda, vai lá e prende o general do Exército. Quero ver. Eu quero ver, Fachin, você, [o ministro] Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, o que solta os bandidos o tempo todo. Toda hora dá um habeas corpus. Toda hora, vende um habeas corpus vende, sentenças, compra o cliente. ‘Opa, foi preso [por] narcotráfico, opa manda pra mim, eu vou ser o relator, tendo ou não a suspeição, desrespeitando o Regimento Interno dessa supreminha aí que de suprema nada tem. [Está] previsto lá no artigo 101 da Constituição os requisitos pra que vocês se tornem ministros, totalmente esvaziados, totalmente inócuos. Totalmente oligofrénicos, ignóbeis. É o que vocês são.  Principalmente você, Fachin. Você integra, tipo assim, a nata da bosta do STF, certo?

E o que acontece é que vocês pretendem permanecer sempre intocáveis. O Villas Bôas disse isso mesmo tudo Fachin. Deixa eu te ensinar isso aqui, e debato com você ao vivo a hora que você quiser. Sobre arcabouço jurídico, Filosofia do Direito, podemos debater tranquilamente sem os seus 200 assessores que, inclusive, têm juizes aí na sua assessoria, sem eles, sem papelzinho na mesa, assim, tête-à-tête. Eu poderia debater com você, Alexandre de Moraes. Tranquilamente. Daí, o único que respeito em conhecimento é o [ministro Luiz] Fux. Único que respeito em conhecimento jurídico de fato e debateria com qualquer um de vocês, sem problema. Não iria dar uma surra de jurídico ou intelectual. Agora, que você tem que tomar vergonha na sua cara, olhar, quando vc for tomar banho, olhar o bilauzinho que você tem e falar, pô, eu acho que sou um homenzinho. Eu vou parar com as minhas bobeirinhas. Ah, o quê? Eu estou sendo duro demais? tô sendo o quê, ogro? ah, tô sendo tosco? o que que você espera? que eu seja o quê? que eu tenha um tipo de comportamento adequado para tratar a vossa excelência? é claro que eu não vou ter. Eu sei que você está vendo esse vídeo aí, daqui a pouco seus assessores, e o Alexandre de Moraes, e [Dias] Toffoli. Mas eu estou ó [bate com as mãos] cagando e andando para vocês.

O que quero saber é quando que vocês vão lá prender o general Villas Bôas. Eu queria saber o que que você [Fachin] vai fazer com os generais? Os homenzinhos de botão dourado, lembra? Você lembra do AI-5 [Ato Institucional 5]. Você lembra. Para. Eu sei que você lembra. Ato Institucional número 5, de um total de 17 atos institucionais. Você lembra. Você era militante lá do PT. Partido Comunista. Você era da aliança comunista do Brasil. Militante idiotizado, lobotomizado, que atacava militares junto com a Dilma [Rousseff], aquela ladra, vagabunda. Com o multi criminoso Luiz Inácio Lula da Silva, de 9 dedos, vagabundo, cretino, canalha. O que acontece, Fachin, é que todo mundo já está cansado dessa sua cara de filho da puta que tu tem. Essa cara de vagabundo, né. Decidindo aqui no Rio de Janeiro que polícia não pode operar enquanto o crime vai se expandindo cada vez mais. Me desculpe, ministro, se estou um pouquinho alterado. Realmente eu tô. Por várias e várias vezes já te imaginei tomando uma surra. Ô… quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa Corte. Quantas vezes eu imaginei você, na rua, levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não. Eu só imaginei. Ainda, ainda que eu premeditasse, ainda sim não seria crime. Você sabe que não seria crime. Você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível.

Então, qualquer cidadão que conjecturar uma surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar, de preferência, após cada refeição, não é crime. Você vê, o Osvaldo Eustáquio, jornalista que vocês chamam de blogueiro, foi preso pelo xandão do PCC. Está aí preso ilegalmente. Eu tive acesso ao diário dele. Sabia, Alexandre de Moraes, que eu tivesse acesso ao diário dele manuscrito na prisão, dos agentes que o torturaram? Sabia que eu sei? Sabia que eu sei que um [agente] chegou no ouvido dele e falou assim: ‘a nossa missão é eliminar você’. Sabia que eu sei? eu sei. E eu sei de onde partiram essas ordens. Acha que eu tô blefando? Porque, Alexandre, você ficou putinho porque mandou a Polícia Federal na minha casa uma vez e não achou nada, na minha quebra de sigilo bancário e telemático? É claro que tu não vai achar, idiota, eu não sou da tua laia, eu não sou da tua trupe. Dessa bosta de gangue que tu integra. Não. Aqui você não vai encontrar nada. No máximo, uns trocadinhos. Dinheiro pouco a gente tem muito. É assim que a gente fala. Agora, ilegal a gente não vai ter nada. Será que você permitiria a sua quebra de sigilo telemático? A sua quebra de sigilo bancário? Será que você permitiria a Polícia Federal investigar você e outros 10 aí da supreminha? Você não ia permitir. Vocês não têm caráter, nem escrúpulo, nem moral para poder estar na Suprema Corte. Eu concordo, né, completamente com [o ex-ministro da Educação] Abraham Weintraub quando ele falou ‘eu, por mim, colocava esses vagabundos todos na cadeia, aponta para trás, começando pelo STF. Ele estava certo. Ele está certo. E, com ele, pelo menos uns 80 milhões de brasileiros corroboram com esse pensamento.

Só que não, você agora ficou putinho, né, o Fachin putinho porque o Villas Bôas disse que a população deveria ser consultada. Olha, tudo que é de relevância nacional, Fachin, você sabe que… de relevância nacional e que é de importância para todo o povo existe um dispositivo chamado plebiscito. Eu sei que você sabe. É basicamente isso o que o general quis dizer. Se é de relevância e interesse nacional, convoque-se então um plebiscito. Chama a população. Chama as instituições para participarem de uma decisão que não cabe ao STF. Ao STF, pelo menos constitucionalmente, cabe a ele guardar a Constituição. Mas vocês não fazem mais isso. Você e os seus 10 abiguinhos [sic] aí, abiguinhos, não guardam a Constituição. Vocês defecam sobre a mesma Constituição que é uma porcaria. Ela foi feita para colocar canalhas sempre na hegemonia do poder. E, claro, pessoas da sua estirpe evidentemente devem ser perpetuadas pra que protejam o arcabouço dos crimes do Brasil. E se encontram aí, na Suprema Corte. E vocês acharam que iriam me calar. É claro que vocês pensaram. E eu tô literalmente cagando e andando para o que vocês pensam, né. É claro que vocês vão me perseguir o resto da minha vida política. Mas eu também vou perseguir vocês. Eu não tenho medo de vagabundo, não tenho medo de traficante, não tenho medo de assassino… vou ter medo de 11? Que não servem pra porra nenhum nesse país? Não. Não vou ter. Só que eu sei muito bem com quem vocês andam, o que vocês fazem. Lembro, por exemplo, quando eu tive aqui meu celular, meu outro celular apreendido, né. E eu deixei levar porque eu queria que os meus apoiadores vissem que eu não tenho nada a dever, nada a temer, por isso, entreguei meu celular mesmo ignorando o artigo 53 da Constituição o que dá a minha prerrogativa como parlamentar e representante do povo, de uma parte do povo, esquerdista pra mim é tudo filho da puta. Eu não represento esses vagabundos, não. Mas a parcela que eu represento, Fachin… eu ignorei o artigo 53, a Emenda Constitucional 35   de 2001 que deixa o texto ainda mais abrangente, mais fortalecido para que eu possa representar a sociedade… eu entreguei o celular. Levaram o celular, a Polícia Federal levou um celular e um papelzinho que tava anotado algumas falas de uma live como essa aqui. Talvez, alguém me pergunta eu vou ali e anoto um ponto pra poder lembrar e naquele dia eu tinha falado. Aí, Fachin, quando foram levar o meu celular, poderia. Podia, na verdade. Ninguém falou nada. Ninguém mandou um ofício dizendo ‘não, é relacionado ao mandato [de deputado federal]’. Mas quando foram apreender o do [senador] José Serra, rapidamente, quase que num estalar de dedos, Toffoli foi lá e de ofício [disse] ‘não pode apreender o celular do José Serra, não pode apreender o notebook do José Serra. São relacionados ao mandato’. Dois pesos e duas medidas não dá, né, chefe.

Você vai lá e coloca que um pode e outro não pode. Acontece que no meu celular não teria o conluio do crime com vocês. No do José Serra, ia ser muita coisa, né? A Polícia Federal ia ficar num impasse gigantesco. Ia ter a prova, a materialidade dos crimes que vocês cometem e vocês teriam que aprovar ou não essa investigação. A Polícia Federal ia ter que agir, num ia? É claro que vocês não querem ficar nas mãos de delegados federais. É claro que vocês não vão querer ter que dividir a parcelinha de vocês com mais alguém. Vocês não vão querer fazer a rachadinha de vocês. Porque vocês querem tudo. São goelões. Vocês não querem colocar o copinho na bica e pegar um pouquinho não. Vocês querem tudo para vocês.

E me desculpe, Fachin, se eu estou zangado ou se eu estou alterado ou se eu falei alguma coisa que te ofendeu. Mas foda-se, né? Foda-se, né, porque vocês merecem ouvir. Vocês não esperavam que pessoas como eu fossem eleitas. Que iríamos ter pelo sufrágio universal a representatividade popular. E vocês esperavam que qualquer um que entrasse iria se seduzir pelo poder também e ficar na mãozinha de vocês porque vocês iriam julgar alguém que está cometendo algum crime. Não. Comigo vocês sentaram e sentaram do meio pra trás. E tem mais alguns lá assim também. Pode ter certeza.

Agora, quando você entra politizando tudo, quando o Bolsonaro decide uma coisa você vai lá [e diz] ‘não, isso não pode’. Você desrespeita a tripartição dos Poderes. A tripartição do Estado. Você vai lá e interfere, né. Comete uma ingerência na decisão do presidente, por exemplo, e pensa que pode ficar por isso mesmo. Aí quando um general das Forças Armadas, do Exército para ser preciso, faz um tuíte, fala sobre alguma coisa, né, a conversa com o general, o livro que você tá falando? conversa com comandante, salvo engano [livro do general Villas Bôas], e você [Fachin] fica nervosinho é porque ele tem as razões dele. Lá, em 64, na verdade em 35 quando eles perceberam a manobra comunista de vagabundos da sua estirpe, em 64, então foi dado o contragolpe militar, é que teve lá, até os 17 atos institucionais, o AI-5 que é o mais duro de todos como vocês insistem em dizer, aquele que cassou 3 ministros da Suprema Corte, você lembra? Cassou senadores, deputados federais, estaduais, foi uma depuração. Com recadinho muito claro: se fizer besteirinha, a gente volta. Mas o povo, àquela época ignorante, acreditando na Rede Globo, disse: ‘queremos democracia, presidencialismo, Estados Unidos, somos iguais, num sei o quê…’. E os ditadores que vocês chamam entregaram, então, o poder ao povo. Que ditadura é essa, né? Que ao invés de combater a resistência com ferro e fogo, não, ‘eu entre o poder de volta’. Aí vocês rapidamente, né, Assembleia Nacional Constituinte, nova Constituição, 85, depois 88, fecha, sacramenta, se blinda e aí crescem um bando de vagabundos no poder que se eternizam. Dança das cadeiras. ‘Eu vou pro TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Agora não, eu sou do STF. Agora, eu vou presidir. Quem preside esse ano? A cada 2 anos’… sempre será no TSE o presidente um ministro do STF. Ou seja, perpetuação do poder. E a fraude nas urnas? Não, vai estar sempre na nossa cúpula, sempre iremos dominar. Está sempre, tá tudo tranquilo, tá tudo favorável. É sempre o toma lá, toma lá. Num é nem toma lá, dá cá.

Realmente, vocês são impressionantes. Fachin, um conselho para você. Vai lá e prende o Villas Bôas, rapidão, só pra gente ver um negocinho. Se tu não tem coragem, porque tu não tem, tu não tem culhão roxo pra isso. Principalmente o Barroso, aí que não tem meso. Na verdade ele gosta do culhão roxo. Gilmar Mendes… isso aqui é só [gesticula com os dedos]… Barroso o que que ele gosta? Culhão roxo. Mas não tem culhão roxo. Fachin, covarde. E Gilmar Mendes… é isso que tu gosta, né, Gilmarzão? A gente sabe.

Mas, enfim. Eu sei que vocês querer armar uma pra mim para poder falar ‘o que que esse cara falou aí no vídeo sobre mim. Desrespeitou a Suprema Corte’. Suprema Corte é o cacete. Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereciam. Vocês são intragáveis, tá certo? Inaceitável. Intolerável, Fachin? Num é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não. Porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda. E quando chega em cima, na Suprema Corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda.

Então, como já dizia lá Ruy Barbosa, a pior ditadura é a do Judiciário, pois contra ela não a quem recorrer. E, infelizmente, infelizmente, é verdade. Vide MP [Ministério Público]. Uma sucessão de merda. Um bando de militante totalmente lobotomizado fazendo um monte de merda. Esquecendo da prerrogativa parlamentar indo atrás da [deputada] Cris Tonietto porque ela falou a respeito de militantes LGBTs, sensualizando crianças, defendendo a ideologia de gênero nas escolas, na verdade, o sexo nas escolas com ideologia. E quando ela fala ela está respaldada, e eu falo por aqui o que eu aqui, e eu estou falando com base na liberdade de expressão que o cretino do Alexandre de Moraes, lá atrás, quando ele foi passar pela sabatina do Senado, falou mais de 17 vezes em menos de 1 minuto de vídeo, ‘liberdade de expressão, liberdade de expressão’ o tempo todo, tá, que está no artigo 5º, que é cláusula pétrea. A chamada cláusula de pedra. Salvo engano, inciso 9º ou inciso 16. Um é pra liberdade de expressão e um pra liberdade de manifestação. Aí, e também falo com base no artigo 53, garantia constitucional. Eu acho que vocês não mereciam estar aí. E, por mim, claro, claro, que se vocês foram retirados daí, seja por nova nomeação, seja pela aposentadoria, seja por pressão popular, ou seja lá o que for. Claro que vocês serão presos, porque vocês serão investigados, então vocês não terão mais essa prerrogativa. Seria um pouco diferente. Mas eu sei que tem muita gente aí na mão de vocês e vocês na mão de muita gente. Lá no Senado tem muito senador na mãozinha de vocês. E vocês estão nas mãos de muitos senadores. Por isso vocês ficam brigando quando vai ser um presidente ou outro, vocês querem fazer ingerência da Câmara e do Senado. ‘Quem vai ser? Será que vão pautar nosso impeachment?’. Eu só quero 1 ministro cassado. Tudo que eu quero. Um ministro cassado. Para os outros 10 idiotas pensarem ‘pô, não sou mais intocável. É melhor eu fazer o que eu tenho que fazer’. Julgar aquilo que é constitucional, de competência da Corte.

Fachin, intolerável, inaceitável, é termos você no STF. No mais, Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Força e honra”.

Poder 360.

STF determina prisão do deputado Daniel Silveira após ataque a ministros

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite desta terça (16) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Silveira já está com os policiais a caminho da Superintendência da Polícia Federal. Ele, que já é alvo do inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos, publicou um vídeo com ofensas, ameaças e pedido de fechamento do Supremo, segundo a decisão do ministro.

“O autor das condutas é reiterante na prática criminosa, pois está sendo investigado em inquérito policial nesta CORTE, a pedido da PGR, por ter se associado com o intuito de modificar o regime vigente e o Estado de Direito, através de estruturas e financiamentos destinados à mobilização e incitação da população à subversão da ordem política e social, bem como criando animosidades entre as Forças Armadas e as instituições”, diz a decisão.

“As condutas criminosas do parlamentar configuram flagrante delito, pois na verifica-se, de maneira clara e evidente, a perpetuação dos delitos acima mencionados, uma vez que o referido vídeo permanece acessível a todos os usuários da rede mundial de computadores, sendo que até o momento, apenas em um canal que fora disponibilizado, o vídeo já conta com mais de 55 mil acessos.”

Silveira tuitou a própria prisão.

CNN política.

Agaciel Maia é destaque no Distrito Federal ao apoiar hospital da criança de Brasília

O Norte-Rio-Grandense Agaciel Maia, eleito deputado pelo Distrito Federal, faz a diferença na vida de milhares de crianças, que procuram ajuda no Hospital da Criança em Brasília.

Utilizando sua emenda impositiva, o parlamentar que é natural do RN, destinou mais de 1 milhão de reais para a compra de um neuronavegador, equipamento que serve mapear o cérebro da criança e localizar as áreas que precisam ser operadas.

O deputado já prometeu apoiar o hospital, com mais recursos financeiros, tendo em vista que essa assistência permitirá que a entidade continue prestando um serviço de excelência ao Brasil e em especial as crianças do Distrito Federal.

Para quem não sabe, Agaciel é irmão do deputado federal João Maia e da senadora Zenaide Maia, eleitos pelo Rio Grande do Norte para representarem o nosso estado na capital federal.

Veja o vídeo da atuação do nosso conterrâneo.

Militares assumem controle total e reprimem protestos em Mianmar

O Exército de Mianmar está circulando pelas cidades do país com veículos blindados e soldados armados com metralhadoras. No fim de semana, os militares entraram em confronto com manifestantes em diversas regiões. Segundo os militares, “as forças de segurança vão zelar dia e noite para que o público durma em paz na comunidade”.

O aumento da patrulha veio depois que o governo militar suspendeu leis que limitavam a atuação das forças de segurança. Com a suspensão, anunciada no sábado (13.fev.2021), qualquer cidadão de Mianmar pode ser preso sem mandado judicial, ter sua casa revistada sem mandado e ser monitorado pelo Exército.

No fim de semana, a população foi às ruas protestar. As manifestações têm sido recorrentes em Mianmar desde o golpe militar de 1º de fevereiro, inclusive com os maiores protestos de rua vistos no país nos últimos anos. Houve manifestações também contra os constantes bloqueios de internet no país.

No domingo (14.fev), as forças de segurança dispararam balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Os soldados atiraram contra manifestantes que estavam do lado de fora de uma usina na cidade de Myitkyina. Pelas imagens postadas nas redes sociais, não é possível saber se eles usaram balas de borracha ou munição letal.

Na 6ª feira (12.fev.2021), o Conselho de Direitos Humanos da ONU se reuniu para discutir a situação de Mianmar e publicou uma declaração. A vice-alta Comissária de Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, disse que “a tomada do poder pelos militares de Mianmar no início deste mês constitui um profundo revés para o país, após uma década de ganhos duramente conquistados em sua transição democrática”.

Nesta 2ª feira (15.fev.2021), os manifestantes voltaram às ruas. Em imagens postadas no Twitter, é possível ver a atuação do Exército:

Poder 360.

Número de contágios por covid cai 39% nos EUA, mas faltam vacinas

Os Estados Unidos apresentaram nas duas últimas semanas queda de 39% no número de novos casos de covid-19. No mesmo período, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o número de mortes caiu 18% e o número de internações por infecção pelo coronavírus também baixou 28%.

A imunização em massa é um dos principais motivos para a desaceleração da pandemia no país, segundo as autoridades de saúde. No entanto, os Estados norte-americanos começaram a relatar o fim dos estoques de vacina.

Atualmente, os EUA administram cerca de 1,7 milhão de doses por dia. Alguns Estados passaram a incluir mais grupos populacionais em suas campanhas de vacinação. Outros divulgaram planos similares, mas indicaram que precisam da confirmação de que mais doses serão entregues.

Um exemplo é a Califórnia, que deseja começar a vacinar qualquer pessoa que tenha problemas de saúde ou deficiências graves. Mas seu estoque de vacinas já foi 72% aplicado e regiões populosas, como Los Angeles, já começam a sentir falta de imunizantes.

A Geórgia enfrenta situação similar, com bairros de Atlanta relatando o fim das doses e uma fila de espera para vacina. Já Nova York, que já aplicou 90% de suas doses, gostaria de vacinar mais pessoas e grupos populacionais, mas também pede que mais unidades do imunizante sejam entregues para manter a campanha estadual.

Os EUA já têm contratos com 4 laboratórios: Pfizer, AstraZeneca, Moderna e Johnson & Johnson. Os acordos garantem cerca de 1,2 bilhão de doses de vacinas contra covid-19 ao país, segundo o Global Health Innovation Center, da Universidade de Duke. Essas são vacinas mais que suficientes para imunizar, com duas doses, a população de 328,2 milhões de norte-americanos.

A maior dificuldade para a continuação da vacinação no país é manter o ritmo estipulado pelo cronograma federal. Na última 5ª feira (11.fev.2021), o Departamento de Saúde dos EUA passou a fazer parcerias com grandes redes de farmácias e varejistas para aumentar os postos de vacinação no país.

A iniciativa faz parte da Operação Warp Speed (OWS), que busca acelerar o desenvolvimento, a fabricação e a distribuição de vacinas e diagnósticos para covid-19. O governo federal norte-americano está buscando novas formas de acelerar o programa com esforços coordenados do Departamento de Saúde, de Defesa e outras agências governamentais.

Poder 360.

Para Taveira, Lêda, Paulinho e Terezinha Maia, a campanha oficialmente já começou

Em 2022, a exemplo das eleições anteriores, teremos o mesmo fenômeno das primeiras damas rumo à Assembleia Legislativa.

A campanha de 2022, verdadeiramente, já começou para os prefeitos da grande natal, Taveira e Paulinho.

Na eleição passada, os municípios de Extremoz e São Gonçalo mostraram força em busca de uma cadeira no legislativo estadual, a experiência foi considerada vitoriosa, apesar do insucesso eleitoral nas urnas das duas mulheres.

Esse teste drive não desmotivou ou inviabilizou o projeto dos prefeitos de irem em busca de ampliar seus espaços de poder no Rio Grande do Norte.

No próximo pleito eleitoral, os prefeitos, Paulinho e Taveira, estão com força total, para buscar a consolidação dos seus projetos, conquistar uma cadeira no legislativo estadual para suas mulheres.

Paulinho, na verdade, chegou bem pertinho e não materializou em 2018, por excesso de confiança, o famoso já ganhou.

Ele perdeu a eleição, por confiar em alguns “parceiros” que se diziam donos dos votos.

Em Parnamirim, Passa e Fica e em Patu, os votos não apareceram e o mais grave, os líderes ainda ficaram rindo da situação.

Ao analisar esse insucesso, há outro fenômeno precisa ser considerado, o fato de em seu espaço político, São Gonçalo do Amarante, ocorrer a divisão de sua base eleitoral, ou seja, uma invasão de candidatos que não tinham nenhuma ligação política com o seu grupo.

Outro ponto desgastante foi a candidatura de Mada Maia, filha de Jaime e Zenaide, que mesmo sem ter o apoio oficial do casal calado, ainda criou um embaraço político para o grupo de Paulinho.

Em Parnamirim, o coronel, sabido e sendo hoje o bambambam da política local, já quê derrotou seus principais adversários na eleição municipal e limpou a área para chegar a Assembleia.

O prefeito Taveira se vale da experiência exitosa de Paulinho de São Gonçalo e Terezinha Maia para tomar como exemplo.

Tanto é que só foi o casal de São Gonçalo visitar alguns amigos na grande natal, o coronel tratou de botar o bloco dele na rua.

A caneta de Taveira está cheia de tinta, as famosas nomeações andam atendendo aos critérios da governabilidade na câmara e também da simpatia da mulher, sobretudo aqueles que podem somar para sua chegada na Assembleia Legislativa.

Antes, os presentes eram viagens, roupas e carros, agora, o coronel quer presentear sua mulher com uma cadeira no legislativo estadual.

Ele já deixou claro que não se afastará do cargo de prefeito para disputar mais nada.

Taveira vai passar o bastão para a mulher, o filho Rodrigo em São José de Mipibu e Wolney França, que o substituirá em 2024. O combatente quer mesmo é se agarrar com uma 51 e curtir seus netos na granja de japecanga. Como o ponto fraco da gestão do coronel é a periferia, ele nomeou Lêda como secretária de assistência social e já fez sua estreia na política.

A primeira disputa foi como suplente de senadora na chapa de Antônio Jácome, perdeu.

A segunda vez, disputou a vaga de vice na chapa da associação dos moradores da cohabinal, nessa conseguiu se eleger. Agora, a vontade pessoal é manter o sobrenome de Taveira na política do RN.

O comentário, no clã dos dois prefeitos, é não cometer os erros do passado, podem separar duas cadeiras na Assembleia, uma para Terezinha Maia e outra, por uma questão de justiça, força e vontade do grupo de Parnamirim, para Lêda.

 

Eduardo Paes e Carlos Bolsonaro trocam provocações no Twitter

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) respondeu a um post feito no Twitter pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) sobre as obras da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Avenida Brasil. A construção é executada pela concessionária responsável pela ponte em parceria com o governo federal.

O filho do presidente Jair Bolsonaro questionou se o prefeito iria à inauguração, “reconhecendo ações do governo” federal. Paes escreveu: “Ué! Manda não esquecer de me convidar que eu vou. Já fiz o favor de libertar vcs (sic) e o Rio do [Marcelo] Crivella”.

A troca de mensagens ocorreu na tarde desse domingo (14.fev.2021).

Será que o Prefeito do Rio vai aparecer para a abertura reconhecendo ações do Governo Jair Bolsonaro ou vai seguir o padrão de tentar fazer média com piçóu [referência ao partido Psol] e afins e malandramente tapar o sol com a peneira para variar? Esse é mais liso que bagre ensaboado!”, escreveu o vereador.

 

Em sua resposta, Paes disse que, além do ex-prefeito Marcelo Crivella, também tentou livrar o Rio de Janeiro de Wilson Witzel, governador afastado.

O prefeito do Rio de Janeiro não é próximo do clã Bolsonaro. Paes atendeu a pedido do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para abrir o Palácio da Cidade para evento de apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. Baleia concorreu com Arthur Lira (PP-AL), candidato preferido pelo Planalto e que venceu a disputa.

Paes também conversou por diversas vezes com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político do presidente.

Poder 360.

Covid: média de casos aumenta pelo menos 10% depois de datas comemorativas

O Brasil é o 2º país com mais casos de covid-19. Mais de 9 milhões já foram infectados. Levantamento do Poder360 indica que o registro de diagnósticos aumenta depois de feriados, quando pessoas reúnem-se em maior número apesar das recomendações de distanciamento social.

A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe uma maior probabilidade de transmitir o vírus em até 14 dias após o início da infecção.

Foram considerados os feriados a partir de novembro de 2020 e os 2 turnos das eleições. A menor variação foi de 10%, depois do Natal.

Leia infográfico sobre as variações:

O maior aumento se deu depois do Ano Novo. Em 1º de janeiro, a média de novos casos estava em 36.003. Quatorze dias depois, saltou para 54.255.

O mesmo fenômeno pode se repetir no Carnaval. A maioria dos Estados cancelou as festividades e manteve o funcionamento do serviço público, mas aglomerações foram registradas em diversas praias pelo país e estabelecimentos foram interditados.

O efeito das festas clandestinas poderá ser mensurado no início de março.

ENTENDA O QUE É MÉDIA MÓVEL

O número de casos diários pode sofrer variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados. Uma forma de minimizar essas distorções é a média móvel de 7 dias.

Como o nome indica, soma-se o número de diagnósticos reportados a cada 7 dias e divide por 7. Assim, é possível obter uma média de quantos casos foram confirmados por dia naquele período.

A média de novos casos ficou acima de 50.000 de 9 de janeiro a 2 de fevereiro. No domingo (14.fev), ficou em 44.268.

Ponta Negra Natal – RN Foto: kaline Olegário

Poder 360.

O excesso de liquidez e o dilema de financiar novo auxílio emergencial

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Oexcesso de liquidez internacional combinado com atividade econômica fraca e inflação abaixo do centro da meta causaram desequilíbrios macroeconômicos graves no passado, como na crise financeira de 2008. O mais pronunciado foi a elevação dos preços dos imóveis acompanhado da elevação do endividamento das famílias.

O excesso de liquidez e endividamento das famílias trouxe riscos à estabilidade financeira e à macroeconomia. Isso foi reconhecido pelos bancos centrais, inclusive no Brasil, que adotaram uma série de medidas macroprudenciais.

Diante desses desequilíbrios, medidas de política monetária tradicionais seriam insuficientes. A institucionalização de um modelo de política macroprudencial tornou o processo de decisão da política monetária mais transparente e seus objetivos mais claros. Foram desenvolvidos mecanismos macroprudenciais formais, incluindo com o uso de indicadores para avaliar a vulnerabilidade financeira das economias.

Para economias emergentes com mercados de capitais abertos, que enfrentam limites a política monetária pelos fluxos de carry trade (tomar dinheiro emprestado e aplicar os recursos na moeda de outro onde as taxas de juros são maiores), passou a ser ponderada atenção especial aos efeitos da liquidez excessiva sobre os preços dos ativos e sobre o mercado de câmbio.

Algo parecido está acontecendo atualmente, com muita liquidez que pode gerar altas dos preços, principalmente dos imóveis, vide o volume de crédito para construção e compra de imóveis.

No Brasil, o BC (Banco Central) incentiva a compra de imóveis ao possibilitar o uso como garantia para 2 financiamentos diferentes, por exemplo. Tal fato pode provocar demandas mais fortes por imóveis em momentos de excesso de recursos no mercado.

Os financiamentos imobiliários aumentaram no último ano, durante a crise, com taxa de juros baixas. De acordo com os dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores) da CNC (Confederação Nacional do Comércio), em 2020, 9,5% do total de famílias endividadas possuíam algum financiamento imobiliário, proporção 1 ponto percentual mais elevada do que em 2019. Em relação a 2016, por exemplo, na última crise enfrentada pelo Brasil, o indicador é 1,8 ponto percentual maior.

O BC agora tem de pensar em maneiras que não incentivarão tanto a compra de imóveis, pois em breve a Selic vai subir e, com o atual estado dos financiamentos em alta, isso pode acarretar inadimplência. As taxas de juros para as linhas de crédito em geral já estão aumentando de maneira generalizada, em razão do aumento dos juros futuros, expectativa de elevação da Selic com inflação pressionando, além do fim da carência ter potencial para aumentar a inadimplência.

Os consumidores estão muito endividados, quase 70% do total de famílias no Brasil, ou cerca de 11 milhões. E o retorno do benefício emergencial contribuirá para manter a demanda agregada com financiamentos e maior uso do crédito.

Quem defende a tese de que a autoridade monetária pode imprimir mais moeda em momentos atípicos e de crise severa não pensa que isso vai gerar ainda mais dívida, com elevação dos preços dos ativos. A liquidez excessiva acaba direcionada para bens, valores e créditos patrimoniais, contribuindo para bolhas imobiliárias.

O dinheiro sempre dorme nos bancos, mesmo quando é direcionado para os que mais precisam. Por isso mesmo, com inflação ainda baixa, o excesso de liquidez retorna aos bancos, que acabam destinando os recursos a quem precisa menos, ou não precisa.

Nossa previsão é que o IPCA em 2021 esteja ao redor de 4%, com os salários dos funcionários federais congelados, e sem maiores pressões do setor de serviços, que padece com a ociosidade provocada pela crise sanitária. Mas é importante não oferecer muito mais liquidez agora, pois a partir dos próximos anos, sem esforço fiscal contracionista, as perspectivas inflacionárias devem voltar, no cenário de muitas dívidas na carteira das famílias.

A inflação implícita está alta no curto prazo, mas ainda baixa no longo prazo. Com mais benefício emergencial isso será uma verdade? Se o governo e o Congresso acharem como financiar algum auxílio, nossa expectativa puramente numérica, sem preocupação fiscal, indica que podemos ter inflação menor ano que vem.

A perspectiva de inflação baixa no longo prazo é o mercado admitindo que o auxílio emergencial terá suporte fiscal, e é aí que reside uma das principais dúvidas a respeito da trajetória da inflação para ano que vem. Teremos como acomodar mais gastos sociais nos limites fiscais?

O que queremos evidenciar neste texto é que, apesar de o auxílio emergencial ser necessário com o agravamento da pandemia, ele não pode ser monetizado com perspectiva de piorar o deficit fiscal e, consequentemente, levar à elevação do dólar elevado e a mais inflação.

Poder 360.