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Uma em cada 5 garrafas de uísque ou vodca vendidas no Brasil é falsificada, diz estudo

Um estudo da Euromonitor International, encomendado pela Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), revelou um dado alarmante: 20% das garrafas de uísque e vodca vendidas no país são falsificadas. O levantamento também mostrou que 28% de todos os destilados comercializados no Brasil estão ligados a crimes — que vão de sonegação fiscal e contrabando até falsificação e produção sem registro.

Preço atrativo: as versões falsas chegam a ser 35% mais baratas em média. Na internet, a diferença pode chegar a 48% em relação ao produto original. Risco à saúde: muitas adulterações usam álcool impróprio para consumo, como o metanol, que pode causar graves intoxicações. Por que cresce tanto? Alta carga tributária, falhas na fiscalização e canais de venda informais e digitais ajudam a manter o crime em alta.

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) chegou a levantar a hipótese de que parte do metanol usado nas fraudes veio de distribuidoras ligadas ao PCC, mas o governo de São Paulo negou qualquer elo com a facção criminosa. 

Urgente: Bolsonaro apresenta piora e médico é acionado às pressas em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro, 69, apresentou uma nova crise de saúde na noite desta segunda-feira (29) em sua casa, em Brasilia.

Segundo o filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ele teve soluços e quatro episódios de vômito intensos. A familia acionou o médico Cláudio Birolini, responsável por sua última cirurgia abdominal. Carlos afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conseguiu deixá-lo mais confortável até a chegada do médico. A equipe informou que ainda não há boletim oficial e não está definida a necessidade de hospitalização.

Condenado pelo STF a 27 anos e três meses pela trama golpista de 8 de janeiro, Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar no Lago Sul. Ele já havia sido internado há duas semanas com quadro semelhante, complicação recorrente da facada sofrida em 2018.

Fonte: Blog  Jair Sampaio

Prefeitura de Parnamirim celebra independência com desfile no Litoral

O Litoral de Parnamirim ganhou cores, música e emoção na tarde desta segunda-feira (15). A Avenida Márcio Marinho, em Pirangi do Norte, foi palco do desfile cívico promovido pela Prefeitura, que este ano trouxe como tema “Parnamirim, Nossa Terra tem História”.

A abertura ficou por conta da Banda Marcial Presidente Rosevelt. Em seguida, escolas municipais, estaduais e particulares encantaram o público com apresentações que exaltaram a cultura, a leitura, o esporte e as riquezas naturais da região.

A Escola Municipal Erivan França destacou a nota 5,4 no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conquistada nos anos iniciais do ensino fundamental, um marco para a comunidade escolar. O desfile também contou com a presença da UBS de Pirangi do Norte, fanfarras e homenagens a personagens que marcaram a história do litoral parnamirinense.

A prefeita Nilda Cruz acompanhou de perto o evento e destacou o sentido da data. “Parabéns a todos envolvidos neste evento tão importante, onde celebramos a independência da nossa nação. Aproveito para dar uma boa notícia: que a Prefeitura vai disponibilizar o Cartão Educa Parnamirim, que garante materiais e fardamento escolar para nossos estudantes”, afirmou.

Além da prefeita, estiveram presentes a secretária de Educação, Eliza Toscano, vereadores e servidores municipais, reforçando o compromisso da gestão com a valorização da identidade local.

Parnamirim celebra Independência do Brasil com grande Desfile Cívico

Foto: Augusto Ferreira

Milhares de pessoas lotaram a avenida Bela Parnamirim, no Parque de Exposições, para prestigiar o Desfile Cívico em alusão às comemorações da Independência do Brasil. O evento destacou valores cívicos, morais, éticos e de cidadania, reunindo diferentes segmentos da sociedade em um grande ato de celebração.

Cerca 40 unidades de ensino do município, entre públicas e particulares, participaram da solenidade, que também contou com a presença de instituições militares, como Aeronáutica, Exército, Marinha, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal. Além disso, escoteiros, secretarias municipais e entidades da sociedade civil contribuíram para tornar o momento ainda mais especial.

Durante o desfile, a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, ressaltou a importância da celebração como símbolo de cidadania e pertencimento. “Sinto-me honrada por estar aqui. É muito gratificante ver nossas escolas, nossas instituições e nossa população juntas nesta festa cívica”, afirmou.

Também prestigiaram o evento a secretária de Educação, Eliza Toscano, a vice-presidente da Câmara Municipal, Rarika Bastos, além de outras autoridades locais, reforçando o compromisso da gestão em valorizar a cultura cívica e a educação.

2% dizem que o Brasil caminha na direção errada, diz pesquisa

Bandeiras EUA e Brasil
Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população; pesquisa fez entrevistas em 30 países.

Uma pesquisa feita em 30 países pela Ipsos revelou que 62% dos brasileiros afirmam que o país segue na direção errada, enquanto 38% dizem que está no rumo certo. De acordo com o levantamento, divulgado na 5ª feira (28.ago.2025), a avaliação negativa por parte dos brasileiros caiu 4 pontos percentuais em relação a julho de 2025, quando 66% disseram que o país ia na direção errada.

O Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população. Em comparação à pesquisa de julho de 2025, os EUA tiveram uma alta de 6 pontos percentuais na quantidade de pessoas que entendem que o país vai na direção errada: eram 56% em julho; em agosto atingiram os mesmos 62% registrados no Brasil. A percepção negativa em ambos os países está próxima à média das 30 nações participantes do levantamento, de 63%. Eis a íntegra, em inglês (PDF – 4,2 MB).

A pesquisa “What worries the world” (“O que preocupa o mundo”, em tradução literal) entrevistou 25.177 pessoas, a maioria on-line, com idades de 16 a 74 anos em 30 países, de 25 de julho a 8 de agosto. A amostra no Brasil e nos EUA foi de aproximadamente 1.000 pessoas em cada país. Em relação ao Brasil, a Ipsos faz uma ressalva de que a pesquisa tem um recorte entre as camadas “mais urbanas, mais educadas” e também “mais conectadas” se comparada à população em geral.

MAIORES PREOCUPAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, o quesito “crime e a violência” segue no topo das preocupações dos entrevistados, seguido de “pobreza e desigualdade social”.

Eis cada uma das preocupações dos brasileiros apontada pelo levantamento:

  • crime e violência – 42% (alta de 1 ponto percentual em comparação a jul.2025);
  • pobreza e desigualdade social – 35% (queda de 1 ponto percentual);
  • corrupção financeira/política – 33% (alta de 1 ponto percentual);
  • impostos – 31% (alta de 3 pontos percentuais);
  • inflação – 29% (queda de 3 pontos percentuais);
  • educação – 19% (queda de 3 pontos percentuais);
  • desemprego – 18% (manteve-se igual);
  • mudanças climáticas – 11% (alta de 1 ponto percentual);
  • conflitos militares entre nações – 5% (manteve-se igual);
  • controle imigratório – 1% (manteve-se igual).
SITUAÇÃO ECONÔMICA
A pesquisa do Ipsos perguntou aos entrevistados como eles descreveriam a atual situação econômica em seus países. No Brasil, 67% afirmaram que a situação é “má”, enquanto 33% disseram que é “boa”. Nesse caso também houve recuo da avaliação negativa em relação a julho, quando 71% responderam que a situação econômica era “má”.
Ainda assim, a avaliação negativa está acima da média dos outros países incluídos no levantamento, que é de 62%. Os países em que a percepção negativa da situação econômica é mais baixa são Cingapura (24%), Índia (28%) e Malásia (29%). Também são essas nações que têm populações com visões mais otimistas sobre os rumos dos países: 80% das pessoas em Cingapura, 72% na Malásia e 64% na Índia afirmam que seus países caminham no rumo certo. Já os países onde a percepção negativa da situação econômica é mais alta são a França (91%), o Japão (88%) e a Hungria (81%).

Em relação às visões sobre os rumos dos países, 90% dos entrevistados no Peru afirmam que o país vai na direção errada, assim como 89% na França e 81% na Holanda.

Poder 360

Lula fala com Putin por telefone sobre reunião com Trump e guerra na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na última segunda-feira (18) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia e o recente encontro entre o líder russo e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), a ligação partiu de iniciativa de Putin.

Durante a conversa, Putin relatou a Lula os detalhes da reunião com Trump, realizada na sexta-feira (15), o primeiro encontro entre os dois desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022. Apesar da expectativa, a reunião terminou sem avanços concretos.

De acordo com a Secom, Putin avaliou o encontro como positivo. Já a imprensa internacional destacou que, após a reunião, Trump voltou a defender o plano de paz proposto pela Rússia, que prevê a negociação de territórios antes de qualquer cessar-fogo — proposta rejeitada por líderes europeus e pelo presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, que se reúne com Trump também nesta segunda.

Ao tratar do conflito e da reunião com Trump, Putin mencionou ainda o papel do Brasil na busca por uma solução pacífica. Em setembro de 2024, o país, em parceria com a China, lançou o Grupo de Amigos da Paz, formado por 12 países do Sul Global, com o objetivo de oferecer uma alternativa de mediação às potências ocidentais. A iniciativa foi anunciada durante uma reunião na ONU, em Nova York.

A conversa entre Lula e Putin durou cerca de 30 minutos. Conforme nota da Secom, Lula agradeceu o contato e reiterou o compromisso do Brasil com todos os esforços voltados à resolução pacífica do conflito, desejando sucesso às negociações em curso.

Esta foi a segunda ligação entre os dois líderes neste mês. Em 9 de agosto, Putin já havia telefonado a Lula para tratar do mesmo tema, ocasião em que agradeceu o empenho brasileiro na promoção do diálogo. Lula, por sua vez, reforçou a tradição do Brasil na defesa de soluções diplomáticas e reafirmou a disposição do governo em colaborar.

Além da guerra na Ucrânia, Lula e Putin também discutiram temas da agenda internacional e a cooperação entre Brasil e Rússia no âmbito do Brics. Putin elogiou o Brasil pelos resultados alcançados durante a cúpula do bloco, realizada nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Com informações de Estadão

Bolsonaro deixa prisão domiciliar para exames após crises de soluços e falta de ar

O ex-presidente Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, na manhã deste sábado (16), para a realização de exames médicos. Ele está em prisão domiciliar preventiva desde a semana passada, e a ida à unidade foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a defesa, o médico responsável solicitou nove procedimentos, entre eles exames de sangue e urina, endoscopia e ultrassonografia de próstata. A previsão é de que as avaliações durem entre seis e oito horas.

Em petição enviada ao STF, os advogados informaram que os exames foram pedidos para acompanhamento de tratamento em curso e para investigar sintomas de refluxo, crises de soluço persistentes e episódios de falta de ar.

Bolsonaro tem relatado piora do quadro clínico nos últimos dias. Aliados e familiares apontam que ele voltou a apresentar crises frequentes de soluços e dificuldades respiratórias, atribuídas a uma esofagite decorrente de cirurgia abdominal feita em abril. Um dos médicos relatou que, na última quarta-feira, o ex-presidente chegou a ter dificuldade para completar frases. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho, afirmou que a situação se agravou desde o início do cumprimento da prisão domiciliar.

Além de questões médicas, pessoas próximas relatam alterações no humor do ex-presidente. Na semana passada, Bolsonaro teria apresentado episódios de choro ao comentar a restrição de contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos e também é alvo de investigação da Polícia Federal.

Nesse período, Bolsonaro recebeu visitas de parlamentares aliados e do empresário Renato Araújo, além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem assumido papel de interlocução política dentro do PL, diante das restrições impostas ao marido, e se reúne diariamente com dirigentes na sede do partido.

Na próxima semana, o ex-presidente deve receber visitas de dirigentes do PL autorizadas por Moraes, entre eles o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), e o secretário-geral do partido, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Tribuna do Norte

Fraude INSS: beneficiários podem aderir ao acordo

 

Foto: ABr

Cerca de 613 mil aposentados e pensionistas ainda podem aderir ao fraude INSS acordo e receber o ressarcimento por descontos indevidos. Primeiramente, é importante saber que o prazo para contestar os descontos vai até 14 de novembro de 2025. Além disso, a medida garante pagamento integral, corrigido pelo IPCA, diretamente na conta do beneficiário. O processo é simples, gratuito e sem burocracia.

Até agora, 1.837.255 beneficiários, cerca de 75% dos elegíveis, já aderiram ao acordo. Como resultado, 99% deles devem receber os valores até segunda-feira (18).

Quem pode aderir ao acordo

Podem aderir beneficiários que contestaram descontos indevidos e não obtiveram resposta em até 15 dias úteis. Além disso, entram no acordo aqueles que sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025. Por outro lado, quem possui processo na Justiça pode participar, desde que desista da ação. Nestes casos, o INSS paga 5% de honorários advocatícios para ações individuais propostas antes de 23 de abril de 2025.

Como aderir passo a passo

Logo, é preciso contestar o desconto indevido pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios. Em seguida, aguarde resposta da entidade em até 15 dias úteis. Caso não haja retorno, o sistema libera a adesão.

Para aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS, acesse com CPF e senha, vá em “Consultar Pedidos” → “Cumprir Exigência”, role até o último comentário, selecione “Sim” em “Aceito receber” e envie. A adesão presencial pode ser feita nas agências dos Correios. No entanto, a Central 135 não realiza adesões.

Se a entidade já respondeu à contestação, o beneficiário poderá aceitar os documentos, contestar por falsidade ou declarar que não reconhece a assinatura. Além disso, o INSS identificou novos casos de fraudes envolvendo falsificação de assinaturas, que estão em auditoria com apoio da CGU e Dataprev.

Por fim, o INSS alerta: não envia links, SMS ou mensagens solicitando dados pessoais, nem cobra taxas ou intermediários. Portanto, é fundamental ter atenção para não cair em golpes.

www.pontanegranews.com.br

URGENTE!!! Hugo Mota liga para Sóstenes e pede que parlamentares deixem a mesa diretora urgentemente!

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), ligou nesta terça-feira (5) para o líder do PL, deputado Sostenes Cavalcante (RJ), pedindo que os parlamentares bolsonaristas deixem a Mesa Diretora, ocupada desde o início da tarde.

Segundo informações, Sostenes recusou a solicitação e disse que a saída só acontecerá após uma reunião presencial, a portas fechadas, com o próprio Motta e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Enquanto isso, Alcolumbre convocou uma reunião de líderes para buscar uma saída institucional para o impasse. Nos bastidores, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já cogitam permanecer nos plenários da Câmara e do Senado durante a noite, caso não haja entendimento.

www.atrombetanews.com.br

Deputado italiano diz que Carla Zambelli foi presa na Itália; defesa ainda não se manifestou

À PF, Carla Zambelli defende impeachment de ministros do STF e critica Moraes | CNN Brasil

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistema do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, foi presa nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, em Roma, conforme confirmação do Ministério da Justiça brasileiro.

O deputado italiano Angelo Bonelli (Aliança Verde e Esquerda) afirmou em rede social que localizou Zambelli em um apartamento na capital italiana e comunicou as autoridades locais do endereço. Fontes confirmam que ela resistiu ao cumprimento do mandado de prisão durante quase um mês enquanto permanecia reclusa.

Entenda o caso

3 de junho de 2025: Zambelli anuncia que deixou o Brasil e está na Itália, alegando tratar-se de exilada política. No mesmo dia, foi requerido pela PGR a sua prisão preventiva e inclusão na lista vermelha da Interpol.

5 de junho de 2025: desembarca em Roma; alerta da Interpol sobre sua prisão é emitido apenas 4 horas após sua chegada, o que inviabiliza prisão imediata nas fronteiras.

Entre de 16 a 27 de junho: governo italiano afirma que ainda não localizou Zambelli, apesar das buscas em andamento.

27 de junho de 2025: embaixador brasileiro em Roma diz que o processo de captura e extradição pode se estender por “meses”, podendo levar até um ano .29 de julho de 2025: prisão confirmada por fontes oficiais e deputado italiano.

Defesa procrastina

Até o momento, a defesa de Zambelli não divulgou manifestação oficial sobre a prisão. Seu advogado indicou que ela estaria em ambiente controlado e recluso na Itália, sem acesso pleno a medicamentos ou recursos financeiros. Espera-se decisão do governo italiano sobre eventual extradição entre o fim de agosto e início de setembro de 2025.

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Vazamento recorde de dados ligados ao Pix envolve 11 milhões de pessoas

Na quarta-feira (23), o Banco Central (BC) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciaram que chaves Pix armazenadas no Sistema de Busca de Ativos Financeiros (Sisbajud) do CNJ foram vazadas, expondo dados pessoais de mais de 11 milhões de pessoas.

Em nota, a instituição informou que o incidente ocorreu nos dias 20 e 21 de julho.

Este é o maior vazamento de informações ligadas a chaves Pix já registrado, considerando a página mantida pelo próprio BC para registro de ocorrências semelhantes.

Anteriormente, o recorde já registrado era da exposição de 414,5 mil chaves, em agosto de 2021.

“Foram acessados exclusivamente os seguintes dados: nome da pessoa, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta. Não houve acesso a qualquer dado protegido pelo sigilo bancário, como saldos, senhas ou extratos, nem acesso a valores depositados”, disse o CNJ na nota, algo também destacado pelo BC.

A autarquia monetária afirmou que “foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso”. Já o CNJ acrescentou que não utilizará qualquer meio para se comunicar com os afetados. “Oportunamente será disponibilizado canal exclusivo para consulta ao cidadão e sua divulgação se dará pelo endereço oficial do Conselho pelo sítio www.cnj.jus.br”.

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Senado pretende votar aumento do número de deputados na quarta-feira (18)

Foto:  Andressa Anholete/Agência Senado

Após reunião com os líderes do Senado na Residência Oficial nesta quinta-feira (12), a Casa Alta definiu que votará na próxima quarta-feira (18) o projeto que viabiliza o aumento no número de deputados federais.

A matéria vem sendo defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e conta com um requerimento de urgência em fase de coleta de assinaturas. Apesar disso, o texto encontra resistências em algumas bancadas.

“Foi decidido que nós vamos concordar no pedido de urgência. O gesto do presidente Davi lá para o presidente da Câmara, urgência, mas com a liberdade [para votar]. Quando a gente assina o pedido de urgência é só para ajudar no trâmite, mas a liberdade de poder votar contra… Eu por exemplo votarei contra esse aumento”, disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM) após a reunião.

O pedido para prioridade de votação da nova composição, com a ampliação do número de deputados, partiu da própria Câmara. Em maio, a Casa aprovou o projeto que amplia de 513 para 531 o número de cadeiras de deputados.

Custos

Apesar de Alcolumbre negar o impacto financeiro, uma estimativa feita durante a tramitação na Câmara dos Deputados indicou estimativa de impacto de R$ 64,8 milhões ao ano — uma média de R$ 3 milhões por nova cadeira na Casa.

“O Orçamento da Câmara já está feito, já foi feita uma avaliação de despesas. Isso não acarretará nenhum aumento”, disse Alcolumbre em entrevista à jornalistas no último dia 5.

CNN Brasil

Novo Licenciamento Ambiental no Brasil: retrocesso travestido de modernização

Por Dayvson Moura

A recente aprovação, pelo Senado Federal, da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021) inaugura um capítulo preocupante na já frágil relação entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental no Brasil. Apresentada como uma modernização capaz de simplificar os procedimentos, o texto aprovado mascara, sob o véu da desburocratização, um grave esvaziamento dos instrumentos de controle ambiental, colocando em risco direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal.

Representando o Rio Grande do Norte como delegado eleito na 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, vi de perto o clamor popular por um modelo de desenvolvimento sustentável, democrático e responsável. A nova proposta legislativa, no entanto, caminha na contramão dessa construção coletiva. Ao institucionalizar modalidades como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), baseada na autodeclaração do empreendedor, o Estado abre mão de seu papel fiscalizador e submete o meio ambiente ao jogo da conveniência empresarial.

A suposta inovação trazida pela Licença Ambiental Especial (LAE), aplicável a projetos “estratégicos”, ignora que o critério de prioridade estatal não pode suplantar o imperativo constitucional da precaução ambiental. É inaceitável que, em nome da celeridade, se relegue a segundo plano a realização de estudos técnicos, a avaliação de impactos cumulativos e a participação popular — pilares do controle ambiental democrático.

Ainda mais alarmante é a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias de pequeno porte. Trata-se de um cheque em branco que desconsidera realidades como o avanço do desmatamento no Cerrado e na Caatinga, muitas vezes impulsionado por ações localizadas e contínuas, mas de alto impacto agregado.

O licenciamento ambiental é, por excelência, uma ferramenta de planejamento, não um entrave ao desenvolvimento. Reduzi-lo a um procedimento cartorial é ignorar a complexidade dos ecossistemas e as dinâmicas territoriais que exigem atenção, estudo e deliberação coletiva. O risco não é apenas ecológico, mas jurídico: ao flexibilizar excessivamente as exigências, a nova legislação pode fomentar a judicialização, ao invés de reduzi-la.

O Ministério do Meio Ambiente já se manifestou de forma contundente, classificando o texto como uma afronta à Constituição. E com razão: o artigo 225 da Carta Magna estabelece como dever do poder público exigir, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de degradação ambiental, o estudo prévio de impacto. O que se observa, no entanto, é a tentativa de esvaziar esse comando sob pretextos economicistas.

Como professor de Direito e Ativista Ambiental, não posso silenciar diante deste retrocesso normativo. O Brasil, um dos países com maior biodiversidade do planeta, não pode abdicar de seus compromissos ambientais em nome de uma política de “passagem livre” ao capital. Precisamos de licenciamento célere, sim, mas sobretudo responsável, técnico, transparente e participativo.

Ao invés de sepultar o licenciamento ambiental, deveríamos fortalecê-lo com investimento em quadros técnicos, digitalização dos procedimentos e articulação federativa eficaz. O que se espera da Câmara dos Deputados agora não é a chancela da pressa, mas a sabedoria de rever um projeto que coloca em risco o que temos de mais valioso: nossa natureza, nossas comunidades tradicionais, nossa dignidade ambiental.

Dayvson M. de Moura
Advogado Ambiental, Delegado Nacional do Meio Ambiente (5ª CNMA), Conselheiro de Planejamento Urbanístico e Ambiental do Município de Natal, Professor de Direito Ambiental, Ativista, Consultor e Perito Ambiental.

Lupi pede demissão do Ministério da Previdência

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (2). A decisão foi tomada durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido de demissão ocorre após o escândalo envolvendo fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nas redes sociais, Lupi agradeceu Lula pela “confiança” e “oportunidade”. “Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula”, escreveu.

“Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador”, prosseguiu.

Após Lupi comunicar o presidente Lula, o Palácio do Planalto divulgou uma nota, na qual afirma que recebeu o convite do agora ex-ministro da Previdência. O comunicado ainda confirmou o convite do presidente para que o ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, ocupe o cargo. A informação foi antecipada pela CNN.

Fraude no INSS

A Polícia Federal identificou descontos associativos em aposentadorias e pensões que não foram autorizados. Os valores são pagos mensalmente a entidades e sindicatos que representam os aposentados e pensionistas.

Por conta da operação, foram afastados cinco servidores do INSS e um policial federal por determinação judicial.

De acordo com atas de uma reunião realizada com uma conselheira, em junho de 2023, Lupi foi alertado sobre indícios de irregularidades em descontos na folha de pagamento de aposentados.

Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), presidido por Lupi, uma das conselheiras, Tonia Galleti, solicitou que fosse incluída na pauta uma discussão sobre os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades que possuem desconto de mensalidade junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Tonia era representante dos aposentados e pensionistas no conselho, que se reúne mensalmente.

Segundo a ata da reunião, o pedido foi negado, pois a pauta já estava elaborada. A conselheira então reforçou o pedido, alegando que havia “inúmeras denúncias feitas”.

Ela solicitou ainda que fosse apresentada a quantidade de entidades que possuem ACTs com o INSS, a curva de crescimento dos associados nos 12 meses anteriores e uma proposta de regulamentação que garantisse maior segurança para trabalhadores, INSS e órgãos de controle.

De acordo com a ata, Lupi registrou que a solicitação era “relevante”, mas não haveria condições de atendê-la imediatamente, pois seria necessário “um levantamento mais preciso”.

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Lupi deve entregar o cargo nesta sexta, dizem auxiliares do Governo Lula

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Imagem: Zeca Ribeiro

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dão como iminente a queda do ministro Carlos Lupi (Previdência). Apesar da ausência de provas de sua participação nas suspeitas de um esquema dentro do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), prevaleceu a ideia de que ele não tomou providências para deter o problema e também não reagiu como deveria após a explosão do caso.

A matéria é de Idiana Tomazelli e Catia Seabra da Folha de São Paulo. Segundo ao menos dois auxiliares do governo, Lupi pode deixar o cargo ainda nesta sexta (2).

Interlocutores do presidente fazem questão de lembrar que o esquema foi instalado no governo Bolsonaro. Frisam ainda que as investigações foram iniciadas na gestão de Lula, incluindo agora a escolha de um novo presidente do INSS com perfil de “xerife”.

Apesar desse esforço saneador, há o diagnóstico de que a Lupi coube a pecha de omisso. A avaliação é que sua permanência é insustentável.

A expectativa é que, sob pressão, o próprio ministro entregue o cargo. A ministra Gleisi Hoffmann está encarregada dessa articulação, segundo fontes.

Lupi é presidente licenciado do PDT e a condução do processo requer delicadeza. A aposta no Palácio do Planalto é que sua saída seja consumada ainda nesta sexta-feira (2). No mais tardar, segunda-feira.

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