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‘Não sou carnavalesco’, diz Lula sobre críticas a desfile de escola de samba

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não é “carnavalesco” ao ser questionado no último domingo (22), sobre as críticas de evangélicos e católicos à ala do desfile da Acadêmicos de Niterói que apresentou “famílias em conserva”. O enredo da escola de samba homenageou o petista este ano.

“Eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo. Não cuidei dos carros alegóricos. Eu fui apenas homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou Lula, durante entrevista coletiva em Nova Délhi, na Índia.

Segundo o presidente, o enredo foi uma homenagem à saga de sua mãe e não cabia a ele dar palpite sobre o desfile, apenas aceitar ou não a homenagem. “Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe.”

Tribuna do Norte

Presidente da FEBRAC alerta que fim da escala 6×1 pode elevar custos, gerar desemprego e reajustes de preços

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) manifesta preocupação com o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Segundo o presidente nacional da entidade, o empresário potiguar Edmilson Pereira, uma mudança imposta de forma abrupta, sem diálogo técnico e sem medidas compensatórias, pode gerar impactos significativos para o setor produtivo, especialmente para as pequenas e médias empresas que concentram grande parte dos empregos formais no Brasil. “É preciso haver uma ampla discussão, pois trata-se de uma iniciativa que pode resultar em repasses de preços, perda de competitividade, avanço da informalidade e até redução de postos de trabalho, o que implica no desemprego de pessoas”, detalha Edmilson.

Destacando que, embora o debate sobre qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso seja legítimo, Edmilson lembra que o setor de serviços — que inclui limpeza, facilities, gestão de resíduos e recursos humanos — é hoje um dos principais pilares da geração de empregos no país. Dados do Novo Caged indicam que, entre janeiro e julho de 2025, o segmento registrou saldo positivo superior a 80 mil vagas formais. Trata-se de uma atividade intensiva em mão de obra, com contratos atrelados a licitações públicas e privadas, margens reduzidas e elevada carga tributária sobre a folha de pagamento.

Para a Febrac, a redução da jornada sem redução salarial implicaria aumento direto dos custos operacionais. Empresas que operam sete dias por semana (como hospitais, escolas, aeroportos e prédios públicos) teriam de ampliar seus quadros para manter a mesma oferta de serviços. O impacto financeiro tende a ser expressivo: ao manter o salário para menos dias trabalhados, o custo diário do empregado aumenta, exigindo novas contratações para cobrir a escala. Esse acréscimo pode superar 20% em determinados segmentos, pressionando contratos e reajustes de preços ao consumidor.

“Uma alteração desse porte precisa ser amplamente debatida. Mudanças precipitadas podem produzir desequilíbrios econômicos e sociais que atingem principalmente as pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorção de custos adicionais”, afirma o presidente da Febrac, Edmilson Pereira.

Além do impacto direto na folha, Edmilson Pereira ressalta que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias incidentes sobre o emprego formal. Encargos trabalhistas e previdenciários elevam substancialmente o custo de contratação. Sem medidas como a desoneração da folha ou uma transição gradual, o peso da mudança tende a recair exclusivamente sobre o empregador, e, por consequência, sobre a sociedade.

Diante disso, a Febrac também observa que a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil já gira em torno de 39 horas — semanais, um valor inferior ao limite legal máximo de 44 horas previsto na Constituição Federal —, fruto de negociações coletivas e arranjos setoriais. Para a entidade, o modelo atual permite flexibilidade e adaptações conforme a realidade de cada segmento econômico. A imposição de uma regra única desconsidera a diversidade produtiva do país e pode comprometer serviços essenciais prestados à população.

“Essa proposta deve ser discutida no âmbito das convenções coletivas, respeitando as especificidades de cada setor. Sem uma transição responsável e sem a divisão equilibrada dos custos, inclusive com participação do Estado por meio da redução de encargos, corremos o risco de prejudicar exatamente o trabalhador que se pretende beneficiar”, destaca Edmilson Pereira.

A Federação finaliza reforçando que não é contrária ao debate sobre modernização das relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança estrutural seja construída com responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade econômica. Para a entidade, o foco deve estar no impacto para toda a sociedade, garantindo a preservação do emprego formal, da competitividade das empresas e da continuidade dos serviços essenciais.

BOMBA: Careca do INSS reúne advogados para preparar proposta de delação premiada

Foto obtida pela coluna Tácio Lorran/ Metrópoles
Foto obtida pela coluna Tácio Lorran/ Metrópoles

O operador do esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas, Antônio Carlos Camilo Antunes, prepara uma proposta de delação premiada. O Careca do INSS, como ficou conhecido, está preso desde 12 de setembro do ano passado.
A coluna apurou que a disposição em delatar cresceu após familiares dele virarem alvo das investigações, especialmente depois da prisão de seu filho, Romeu Carvalho Antunes. Ele foi capturado em dezembro do ano passado, acusado de ser o braço do pai no esquema.

A CPMI do INSS também mira Tânia Carvalho dos Santos, mulher do Careca do INSS. No ano passado, os parlamentares aprovaram requerimento para tomar o depoimento dela, mas a oitiva ainda não foi agendada.

Nas últimas semanas, Careca reuniu advogados para colocar no papel uma proposta de delação. A coluna apurou que ele está disposto a entregar seus negócios com o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva. Seus interlocutores dizem que as operações envolvem o lobby nas áreas de educação e saúde, bem como o próprio esquema do INSS.

O relator das investigações é o ministro André Mendonça, do Supremo. O mesmo que irá relatar o caso do Banco Master, com a saída de Dias Toffoli.

Os negociadores de uma eventual delação têm dúvidas, contudo, se uma proposta seria aceita. O MP não consentiu, por exemplo, a delação de Beto Louco sobre esquema de corrupção envolvendo adulteração de combustíveis.

Lulinha vive em Madri, na Espanha

Como revelou a coluna, Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, desde que as investigações sobre o esquema do INSS avançaram. Ele nunca comentou o assunto. Coube ao presidente Lula falar pelo filho.

“Eu chamei meu filho aqui, e falo isso para todo mundo. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Você sabe a verdade, só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”, afirmou ao UOL.

Na mesma entrevista, o presidente disse que defendeu a instalação da CPMI do INSS. Só omitiu que sua ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e sua base de apoio no Congresso atuam contra as investigações, sobretudo as que envolvem uma suposta participação de Lulinha.

Os negócios de Lulinha

O filho do presidente teria sido contratado pelo Careca para ajudar na empresa de cannabis medicinal, a World Cannabis. A companhia tinha operações nos Estados Unidos, em Portugal e no Brasil. Lulinha auxiliaria na articulação política do projeto.

Segundo um colaborador da PF, Lulinha teria recebido R$ 25 milhões de Careca, além de uma mesada de R$ 300 mil.

O plano da World Cannabis seria produzir medicamentos à base de cannabis e vender esses insumos ao Sistema Único de Saúde (SUS). A empresa chegou a elaborar um projeto para apresentar ao Ministério da Saúde, batizado de Projeto Amazônia. Como revelou a coluna, Lulinha viajou para Portugal com o Careca do INSS, que pagou as despesas aéreas.

Alta cúpula do Congresso

Uma delação de Careca do INSS, contudo, não atingiria apenas o filho do presidente. A PF também investiga a participação de autoridades com foro no esquema. Um deles, o vice-líder do governo Lula no Senado, Weverton (PDT-MA).

A defesa de Careca tem negado que ele irá propor uma delação premiada.

Com informações de Metrópoles.

Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF

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O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF. A decisão ocorre após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao nome do magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

O material foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9/2). O movimento aumentou a pressão pela saída de Toffoli da relatoria do processo na Corte.

A decisão da saída de Toffoli do caso Master foi tomada durante reunião entre ele e os demais nove ministros em exercício na Corte, na tarde da quinta-feira (12/2) — a vaga de Luís Roberto Barroso, que deixou o STF em outubro, ainda não foi preenchida.

Na reunião, houve um acordo em que os ministros rejeitaram o pedido de suspeição contra Toffoli e consideraram todos os atos do magistrado no processo como legítimos. Em troca, ele deixa a relatoria e o caso será redistribuído para outro ministro.

Após a reunião, os 10 ministros do Supremo emitiram uma nota afirmando que afastaram a possibilidade de suspeição do relator e manifestaram “apoio pessoal” ao ministro Dias Toffoli após as revelações sobre as mensagens com Vorcaro.

Ainda segundo a nota, foi decisão do próprio Toffoli de enviar seus atos no caso Master para redistribuição do presidente da Corte, Edson Fachin.

Confira a nota na íntegra:

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam: Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino

www.metropoles.com

“É a primeira vez na história do Brasil que estamos perseguindo magnatas da corrupção”, diz Lula sobre Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9) que o caso do Banco Master marca “a primeira vez na história do Brasil” em que o país passa a perseguir “os magnatas da corrupção”. A declaração foi feita durante uma cerimônia de anúncios de investimentos em educação e saúde, em Mauá (SP).

“Vocês estão vendo a nossa briga com o tal do Banco Master. É a primeira vez na história do Brasil que estamos perseguindo os magnatas da corrupção desse país. Não é prender o cara que está na favela ou matar ele não. É prender aquele que está de terno e gravata e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami”, disse.

O presidente também citou a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma cooperação internacional contra o crime organizado.

“Eu, por exemplo, conversei com o Trump e o Trump falou: ‘presidente Lula, eu quero combater o crime organizado’. E eu falei: ‘eu também quero. Você quer combater de verdade, me entregue os bandidos brasileiros que estão lá [nos EUA]’”, declarou.

Segundo Lula, o combate deve atingir as estruturas de poder no país. “Ou a gente acaba com a corrupção das classes poderosas desse país, ou eles voltam a acabar com o povo brasileiro”, disse.

Ministro do STJ se afasta após acusação de importunação sexual e abertura de sindicância

Marco Aurélio, do STJ, solicitou afastamento médico após a abertura de sindicância por suspeita de importunação sexual; o ministro nega as acusações | BNews Natal – Divulgação Sérgio Amaral/STJ

O ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou atestado médico e solicitou afastamento das próximas sessões da Corte. A licença foi confirmada nesta quinta-feira (5), um dia após o tribunal instaurar sindicância para apurar uma acusação de importunação sexual atribuída ao magistrado.

A denúncia envolve uma jovem de 18 anos, que registrou boletim de ocorrência relatando ter sido vítima de uma tentativa de agressão durante um banho de mar. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, quando o ministro estava acompanhado da jovem e dos pais dela, que seriam amigos pessoais.

O afastamento do magistrado ocorre em meio ao avanço das apurações administrativas e judiciais sobre o caso. O ministro nega a acusação e afirma que os fatos divulgados não correspondem à realidade.

Apuração no CNJ e no STF

Além da sindicância aberta no âmbito do STJ, o caso também é analisado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por apurar eventuais responsabilidades administrativas.

Já a investigação criminal está sob a condução do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, uma vez que Marco Aurélio Buzzi possui foro por prerrogativa de função.

Em nota divulgada à imprensa na quarta-feira (4), o ministro afirmou ter sido surpreendido com a repercussão da denúncia e negou qualquer conduta imprópria.

“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou.

O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e a família, afirmou que a prioridade, neste momento, é garantir a preservação da vítima. Segundo ele, a defesa aguarda que as investigações sejam conduzidas com rigor pelos órgãos competentes, diante da gravidade da denúncia.

O STJ ainda não informou prazo para conclusão da sindicância nem se o afastamento médico poderá ser prorrogado, a depender da evolução do quadro de saúde apresentado pelo ministro.

www.bnewsnatal.com.br

VÍDEO: Caminhada de Nikolas chega ao DF; deputado usa colete à prova de balas após ameaças feitas contra ele

A caminhada do deputado Nikolas Ferreira (Republicanos-MG), que começou na segunda-feira (19), chegou na tarde deste sábado (24) ao Distrito Federal. Um vídeo, publicado por Nikolas nas redes sociais, mostra a chegada do movimento ao estado central do país.

Segundo apurado pela rádio Itatiaia, Nikolas começou a usar um colete à prova de balas nos últimos dias do movimento promovido por ele em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as ações do Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessoria do parlamentar alega que o uso do colete, preventivamente, se deve a ameaças recentes feitas contra ele. A origem e a autoria das supostas ameaças não foram divulgadas.

Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, com destino a Brasília, na capital federal. O gesto simbólico do parlamentar, após ser amplamente divulgado nas redes sociais, ganhou a adesão de outros membros do Congresso, apoiadores de Bolsonaro e também de eleitores do deputado federal.

A expectativa é que a manifestação, que seguiu pela BR-040, seja encerrada no domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

Segundo o deputado, o objetivo do ato simbólico é protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

CNN Brasil

Causa da morte do filho de Shirley Carvalhaes é confirmada

Reprodução

Weslley Carvalhaes, filho da cantora gospelShirley Carvalhaes, morreu na tarde da última sexta-feira (23/1), aos 35 anos.  A causa da morte foi confirmada à coluna pelo empresário da artista. O jovem estava em tratamento de uma forte pneumonia, precisou ser internado às pressas no dia 25 de dezembro do ano passado e, desde então, seu quadro se agravou.

O empresário da artista informou ainda que o velório e a cerimônia de despedida serão realizados apenas para pessoas mais próximas, junto com a família biológica de Weslley, optando por manter o momento restrito e íntimo.

O pronunciamento de Shirley Carvalhaes

A própria Shirley comunicou o falecimento nas redes sociais, onde também agradeceu o apoio recebido. “Agradecemos as orações de todos, mas nessa tarde Deus recolheu nosso menino”, escreveu a cantora. Ela relembrou momentos vividos com o filho: “Obrigada pelos momentos vividos, pelas brincadeiras, pelos sorrisos nos momentos tristes, que agora irão ficar em nossa lembrança.”

Horas antes do falecimento, a cantora havia solicitado uma corrente de orações e publicado um desabafo sobre a gravidade do estado de saúde de Weslley.

A postagem mobilizou fãs e seguidores, que manifestaram solidariedade à artista, incluindo uma mensagem de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro: “Em oração pelo seu filho amado, minha irmã.”

Quem era Weslley Carvalhaes

Weslley atuava como estrategista de marketing há pelo menos cinco anos. Filho adotivo de Shirley Carvalhaes, ele recebeu homenagens de fãs e da própria cantora, que lamentou profundamente a perda nas redes sociais. A agenda da artista gospel foi suspensa durante o período de luto.

www.diariodobrasilnoticias.com.br

Lula se pronuncia e diz que ação dos EUA na Venezuela ultrapassa “linha inaceitável”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais neste sábado (3) sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em publicação, Lula classificou a ação como uma “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e alertou para os riscos à estabilidade internacional.

Segundo o presidente, os bombardeios em território venezuelano e a prisão do chefe de Estado ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam um precedente considerado extremamente perigoso para a comunidade internacional.

Lula afirmou ainda que atacar países em flagrante violação do direito internacional abre caminho para um mundo marcado pela violência e pela instabilidade, no qual “a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Na mensagem, o presidente reforçou que a condenação ao uso da força está alinhada à posição histórica do Brasil em crises internacionais recentes e disse que a ação lembra “os piores momentos da intervenção na política da América Latina e do Caribe”.

Por fim, Lula defendeu uma resposta firme da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e afirmou que o Brasil condena as ações e segue à disposição para promover o diálogo e a busca pela paz na região.

Homem morre na véspera do Natal e família diz que pinça foi deixada em seu corpo após cirurgia

 

O aposentado Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, morreu na véspera do Natal vítima de complicações decorrentes de duas cirurgias realizadas no Hospital Municipal de João Pinheiro, em Minas Gerais. A família acusa autoridades de erro médico. Segundo parentes do aposentado, uma pinça cirúrgica teria sido esquecida dentro de seu corpo durante o primeiro procedimento cirúrgico, realizado no início do mês.

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro confirmou, em nota, que houve “a retirada de um corpo estranho durante a (segunda) cirurgia do paciente”, mas afirmou que Brito estava em estado muito grave, com várias comorbidades. Informou ainda que reforçou protocolos de segurança e abriu sindicância para apurar o caso.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), o paciente passou mal em casa no dia 4 de dezembro e foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Após exames, os médicos constataram a presença de uma úlcera gástrica e indicaram a necessidade de uma cirurgia de urgência, realizada no dia seguinte. A equipe informou que o procedimento havia transcorrido normalmente.

Brito permaneceu dois dias na UTI e depois foi transferido para o quarto. Durante a internação, ele teria apresentado sinais de dor e sonolência excessiva. No dia 11, após suspeita de um AVC, foi feita uma tomografia. Consta ainda no boletim que, pouco depois, o paciente foi levado às pressas para uma nova cirurgia, sem que a família fosse informada sobre os motivos. Após o segundo procedimento, os médicos disseram que haviam retirado um dreno e pus da cavidade interna. Brito voltou para a UTI, mas morreu após 13 dias de internação.

Logo após a morte do aposentado, uma rádio local teve acesso a um exame de tomografia que indicaria a presença de um instrumento cirúrgico dentro do corpo do paciente. A família informou que acompanha as apurações e vai requisitar os prontuários, laudos e exames clínicos feitos no hospital.

Nota divulgada pelo hospital confirma a retirada de “um corpo estranho”, mas ressalta que, “durante o segundo procedimento não foi constatada perfuração da alça intestinal e as suturas do procedimento anterior encontravam-se íntegras. O procedimento foi realizado sem intercorrências adicionais. No dia seguinte, a família foi novamente informada sobre o procedimento realizado, bem como sobre a identificação e retirada do corpo estranho”.

Estadão Conteúdo

Lula chama de ‘cretinice’ ataque de Zezé di Camargo às filhas de Silvio Santos; VEJA VÍDEO

Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio às filhas de Silvio Santos após comentários feitos pelo cantor Zezé Di Camargo. A manifestação ocorreu durante um discurso nesta quinta-feira (18).

Na ocasião, Lula disse que se solidarizava com as filhas do apresentador e criticou as declarações do cantor, classificando-as como inadequadas e de cunho machista, afirmando que elas mereciam respeito.

Fonte: @allanmultidimensional

Moraes manda exames de Bolsonaro a peritos da PF antes de avaliação médica

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (15) que seja encaminhado o resultado dos exames feitos por médicos particulares de Jair Bolsonaro (PL) aos médicos peritos da Polícia Federal, que irão realizar a perícia sobre a saúde do ex-presidente na quarta-feira (17).

A decisão foi tomada no âmbito da execução penal decorrente da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além de pena pecuniária. Segundo o despacho, a defesa informou ao STF, em 9 de dezembro, a ocorrência de novas intercorrências médicas que, segundo os advogados, justificariam a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Em resposta, Moraes determinou, em 11 de dezembro, a realização de perícia médica oficial pela Polícia Federal para avaliar a real necessidade do procedimento. Posteriormente, a defesa solicitou autorização para a realização de exames de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda nas dependências da Superintendência da PF no Distrito Federal, pedido que foi autorizado pelo relator.

O exame médico autorizado foi realizado em 14 de dezembro, com laudo juntado aos autos no dia seguinte. Com base nisso, Moraes determinou o encaminhamento de cópia de todos os exames e laudos aos peritos que conduzirão a perícia oficial, cujo resultado será analisado pelo STF após a juntada do laudo pericial.

Após a conclusão da perícia, o processo deverá retornar imediatamente à conclusão para nova decisão. O despacho também determina a intimação dos advogados e a ciência à Procuradoria-Geral da República.

CNN Brasil

Bolsonaro recebe visita de Michelle e Jair Renan na prisão; VEJA VÍDEO

Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan estiveram nesta quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido desde o último sábado. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Rotina de visitas e protocolos

A ida de Michelle e Jair Renan ocorreu após as visitas de Flávio e Carlos Bolsonaro, previamente autorizadas pelo STF. Desde a prisão, a família mantém uma sequência de comparecimentos à sede da PF, seguindo regras rígidas, como a proibição de uso de celulares e a limitação do tempo de permanência nas dependências policiais.

Decisão judicial e cumprimento da pena

Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga e descumprimento do uso de tornozeleira eletrônica. Na terça-feira, o magistrado ordenou o trânsito em julgado da ação penal relacionada à trama golpista e estabeleceu que a pena fosse cumprida na própria Superintendência da PF.

Posição da defesa

Os advogados do ex-presidente afirmam que analisam a possibilidade de solicitar medidas alternativas, com base em questões de saúde e na idade de Bolsonaro. O STF, no entanto, sustenta que há risco à ordem pública e possibilidade de mobilização de apoiadores, argumentos que, segundo a Corte, justificam a manutenção da prisão.

Fonte: Luiz Bacci

A transição energética não acabou — só ficou mais silenciosa

Jean Paul Prates continuará na presidência da Petrobras, diz agência |  Empresas | Valor Econômico

Por Jean Paul Prates

Nos últimos meses, manchetes têm sugerido que as grandes petrolíferas estariam “voltando aos combustíveis fósseis” e abandonando a transição energética. O argumento se apoia em movimentos como a compra, pela TotalEnergies, de usinas a gás natural na Europa, ou a retomada de projetos exploratórios da ExxonMobil, sempre bem alinhada aos interesses estratégicos dos Estados Unidos. Mas tomar esses casos como tendências universais não apenas simplifica demais um setor complexo como também distorce o que está realmente em curso: um ajuste pragmático, não um retrocesso.

Para entender o momento, é preciso distinguir comunicação de estratégia. Depois de anos de entusiasmo público com investimentos em eólica e solar, parte das empresas percebeu que a retórica climática estava produzindo expectativas irreais e, muitas vezes, hostilidade política. Falar menos passou a ser uma forma de proteção — não de desistência. Paradoxalmente, o silêncio atual coincide com uma fase em que vários projetos de baixo carbono avançam de modo mais técnico e menos publicitário.

Outro ponto ignorado por leituras apressadas é que a expansão de renováveis exige “energia firme”, capaz de compensar a intermitência de sol e vento. Na Europa, essa função recai principalmente sobre o gás natural. Ao reforçar ativos gás-elétricos, empresas como a Total não estão renunciando à transição, mas garantindo a estabilidade necessária para ampliá-la. Não por acaso, a companhia segue entre as maiores investidoras globais em solar, eólica offshore e hidrogênio, ao mesmo tempo em que fortalece seu portfólio de GNL. É um movimento de diversificação, não de retorno ao passado.

A narrativa do “abandono da transição” também ignora diferenças regulatórias. Exxon e Chevron, operando em um ambiente político menos amigável ao clima, nunca abraçaram a transição com o mesmo ímpeto das europeias. Já BP, Equinor, ENI, Repsol e Shell continuam investindo bilhões em tecnologias de baixo carbono — ainda que com mais seletividade após a queda das margens na eólica offshore e mudanças nas cadeias globais de suprimento.

Se há um consenso no setor, ele não é o de retroceder, e sim o de abandonar ilusões. A transição energética será mais lenta, mais cara e exigirá coexistência entre gás e fontes renováveis por décadas. Trocar esse equilíbrio por rupturas apressadas geraria instabilidade econômica, risco regulatório e, ironicamente, atraso climático.

O que está acontecendo não é uma guinada ao petróleo, mas uma transição menos ruidosa e mais industrial. Menos slogans; mais engenharia. Menos “marketing verde”; mais portfólios equilibrados. A mudança está longe de terminar — só ficou mais madura.

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Monocultura energética ou integração inteligente?

Por Jean Paul Prates

Os sinais emitidos pelo Brasil nas últimas semanas, tanto na COP quanto na condução de sua política energética interna, revelam uma encruzilhada estratégica. Ou seguimos insistindo em uma espécie de monocultura energética, guiada quase exclusivamente pelos interesses do agronegócio, ou finalmente abraçamos uma integração inteligente das nossas diversas e abundantes fontes, reconhecendo a vocação de cada território do país.

A ausência do Ministério de Minas e Energia nos debates mais relevantes da COP foi sintomática. A insistência em slogans como “matriz mais limpa”, “gigante pela própria natureza” ou “Arábia Saudita dos biocombustíveis” já não convence um mundo que enfrenta transformações profundas e acelera sua transição tecnológica com pragmatismo e método. São expressões de efeito interno, mas que não sustentam conversas maduras em fóruns internacionais.

Esse distanciamento se somou a um movimento abrupto e revelador: o recuo do Brasil, em menos de vinte e quatro horas, da proposta global para eliminação de motores a combustão em veículos pesados a partir de 2040. A pressão veio do lobby dos agrocombustíveis, que mostrou quem hoje dita o ritmo e o alcance da política energética nacional. Está claro agora que o setor de renováveis está bem afastado do centro das decisões estratégicas. Igualmente o “Big Oil”, utilitariamente demonizado por setores que ainda não compreenderam que a transição energética passa por envolver, e não excluir, os grandes operadores globais, que estão conduzindo sua metamorfose tecnológica com volumes de investimento inéditos.

A Petrobras, por sua vez, parece navegar em águas turvas. Parcerias promissoras com empresas líderes na transição energética, como Shell e Equinor, foram colocadas em suspenso. Enquanto isso, a aproximação com a Exxon na Foz do Amazonas não apresenta até o momento justificativas claras ou vantagens estratégicas para o país. Em que medida isso fortalece nosso posicionamento global? Onde está a coerência territorial e tecnológica que guiava a Margem Equatorial? São perguntas que permanecem sem resposta.

No entanto, o ponto crucial é regional. O Brasil tem tentado forçar um caminho único, como se o país inteiro fosse uma extensão produtiva do Centro Sul Sudeste, impondo soluções que atendem sobretudo às demandas do agronegócio. Essa visão ignora que existem regiões onde o agro não pode expandir, onde não faz sentido expandir e onde jamais será competitivo ou ambientalmente sustentável.

E justamente nessas regiões, no Norte e no Nordeste, estão nossos maiores trunfos para o futuro: energia eólica de classe mundial, solar abundante, hidráulica regional, ventos constantes, irradiação elevada e território vasto para abrigar data centers, eletrólisadores, indústrias intensivas em energia limpa e cadeias produtivas de hidrogênio e amônia verde. São regiões que poderiam liderar a eletrificação da economia brasileira, atrair investimentos globais e construir prosperidade duradoura.

Em vez disso, estão sendo relegadas a segundo plano, penalizadas e até mesmo sabotadas em sua capacidade de investir e gerar riqueza regional. É um desperdício estratégico que o Brasil não pode mais se permitir.

A verdadeira transição energética não é monolítica, nem concentrada em uma única rota tecnológica, nem capturada por um único setor econômico. Ela é plural, territorialmente justa e orientada por inteligência estratégica. Ninguém precisa perder para que o conjunto ganhe. Cada fonte, cada região e cada vocação tem seu espaço próprio, contribuindo para um mosaico energético forte, soberano e competitivo.

O Brasil só tem a ganhar com uma integração inteligente das suas fontes e territórios. A escolha está posta. E o momento de fazê la é logo.

Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi presidente da Petrobrás (2023–2024) e Senador da República (2019–2023).

www.medium.com/@jeanpaulprates