Gilmar chama atuação de Mendonça de “pixuleco eleitoral”

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou André Mendonça de conduzir o caso Master com um “inequívoco viés político-eleitoral”. Durante a sessão desta terça-feira (15), o decano chamou a atuação do colega de “pixuleco” e “boneco eleitoral”.

A declaração ocorreu durante o julgamento que analisa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A discussão envolve informações obtidas pela Polícia Federal em apuração relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mendonça reagiu às críticas. O ministro pediu que Gilmar não apontasse o dedo para ele e classificou a acusação como “leviana”. Assim, os dois protagonizaram mais um confronto durante a sessão.

Gilmar questiona atuação de Mendonça

Durante seu voto, Gilmar questionou a escolha do momento para levar o caso ao plenário do STF. Segundo ele, Mendonça teria conduzido o procedimento durante o período eleitoral.

Além disso, o decano criticou a divulgação de informações do relatório da Polícia Federal. Para Gilmar, a escolha das datas e a exposição do material colocaram o Supremo no centro da disputa política.

“É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral”, afirmou Gilmar durante a sessão.

O ministro também questionou a seleção das mensagens incluídas na investigação. Na avaliação dele, outros integrantes do STF também aparecem em informações relacionadas a Daniel Vorcaro.

Por isso, Gilmar afirmou que a análise não deveria se concentrar apenas em Alexandre de Moraes.

Mendonça reage às acusações

André Mendonça interrompeu a manifestação de Gilmar e pediu que o colega não apontasse o dedo para ele.

“Não aponte o dedo para mim”, afirmou Mendonça. Em seguida, o ministro classificou a acusação de Gilmar como “leviana”.

O confronto ocorreu diante dos demais integrantes da Corte. Além disso, a discussão ampliou a tensão entre os ministros durante o julgamento.

Anteriormente, Moraes e Mendonça também haviam trocado acusações. Moraes chamou a investigação contra ele de fraudulenta, enquanto Mendonça classificou uma acusação feita pelo colega como “mentira”.

Caso envolve Daniel Vorcaro

O julgamento analisa informações relacionadas a mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O material integra uma investigação que envolve o caso Banco Master.

Nesse contexto, os ministros discutem se os elementos reunidos pela Polícia Federal podem sustentar uma investigação formal contra Moraes.

No entanto, o STF não analisa neste momento se Moraes cometeu alguma irregularidade. A Corte avalia, primeiro, a validade das informações e a existência de elementos suficientes para uma eventual investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já defendeu a nulidade do relatório. O órgão argumenta que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua atuação ao determinar diligências na fase pré-processual sem solicitação do Ministério Público ou da Polícia Federal.

Sessão reúne divergências no STF

A sessão desta terça-feira foi marcada por diferentes confrontos entre ministros. Além de Gilmar e Mendonça, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino também protagonizaram discussões relacionadas ao caso.

Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, conduz a sessão e assumiu a relatoria do processo.

O julgamento segue com a análise dos argumentos dos ministros sobre o relatório da PF e os procedimentos adotados na investigação.

“ASSUMAM QUE ESTÃO FERRADOS”: Gilmar Mendes e Kassio Nunes trocam acusações pelo WhatsApp

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) saiu do plenário e foi parar no WhatsApp. Em uma troca de mensagens, Gilmar Mendes cobrou que Kassio Nunes Marques abrisse as próprias contas e se afastasse dos processos relacionados ao Caso Master.

“Assumam que estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”, escreveu Gilmar. Kassio reagiu: “Me respeite, Gilmar. Isso não é postura”.

Gilmar subiu ainda mais o tom. “Não julguem, porra. Não respeito a quem não se dá respeito. Você tem de sair do TSE também”, afirmou. Kassio respondeu que não falaria com quem não o respeitasse e disse que abriria as contas “com o maior prazer”.

De acordo com a coluna de Andreza Matais, Gilmar suspeita que houve uma atuação combinada entre André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques no julgamento que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Fux e Kassio apresentaram seus votos com apenas quatro minutos de diferença, mesmo após um pedido de vista de Gilmar.

O decano também acusa Mendonça de ter ignorado mensagens do celular de Daniel Vorcaro que atingiriam outros ministros para garantir apoio às decisões tomadas no Caso Master. Mendonça e Fux negam as suspeitas.

A cobrança sobre as contas de Kassio ocorreu após a divulgação de mensagens nas quais Vorcaro foi informado sobre um suposto pagamento de R$ 500 mil a Kevin Nunes Marques, filho do ministro. Kassio nega que o filho tenha trabalhado para o Banco Master. Depois da reportagem, ele se declarou impedido de participar do julgamento sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.

SESSÃO HISTÓRICA: STF decide nesta terça se investigará Alexandre de Moraes no Caso Master

Breno Esaki/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária de plenário para decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. O procedimento ocorre após relatório da Polícia Federal apontar 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao magistrado (sem indicação das respostas).

Antes de entrar no mérito, a Corte deve analisar questões de ordem e votações preliminares referentes ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF produzido a partir de uma solicitação do ministro André Mendonça. Caso as preliminares sejam negadas, o plenário prossegue para a pauta principal sobre a investigação de Moraes. A análise específica da conduta de Mendonça, contudo, está agendada separadamente para o dia 23 de setembro.

Dilema do quórum e impedimentos

Um dos principais impasses nos bastidores envolve a definição de quem poderá votar na sessão. O ministro Dias Toffoli já havia se declarado suspeito em investigações do Caso Master no início do ano e precisa se pronunciar novamente. A participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça é discutida nos bastidos e, no caso específico de Moraes, ele chegou a ser aconselhado a colegas a não integrar a sessão. Como o STF hoje tem 10 ministros, seriam sete magistrados aptos a se pronunciar, se os três não puderem.

Com informações do Metrópoles

URGENTE: PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre suposto grupo envolvendo vice de Trump

 

URGENTE: PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre suposto grupo envolvendo vice de Trump
REPRODUÇÃO TV SENADO

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a abertura de uma investigação sobre um possível apoio estrangeiro da organização norte-americana Rockbridge Network à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O documento também foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o pedido se baseia em denúncias públicas sobre uma possível participação de interesses norte-americanos na campanha, incluindo eventual contrapartida relacionada à exploração de terras raras no Brasil. A Rockbridge Network foi fundada pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

BOMBA: PF aponta possível apoio do PCC a Vorcaro durante prisão: “Amigo nosso”

 

Diálogos obtidos pela Polícia Federal indicam que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam articulado uma forma de dar apoio a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, durante o período em que ele esteve preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, em São Paulo.

Segundo relatório da PF obtido pelo UOL, as conversas ocorreram em novembro de 2025, quando Vorcaro estava encarcerado. Nas mensagens, Manolo demonstra preocupação com a possibilidade de o banqueiro ter dificuldades na prisão por não estar acostumado àquele ambiente.

IMAGEM: Mensagem que Mourão queria enviar a Daniel Vorcaro na cadeia Imagem: Reprodução

Manolo afirmou a Mourão que poderia procurar integrantes da organização criminosa em São Paulo para pedir ajuda a Vorcaro. Em uma das mensagens, disse: “Se precisar eu dou um pulo em São Paulo e vou falar com os caras do meu ramo de lá. Eles vai direto no 01 do time. 3 letras”.

Em seguida, enviou um áudio comentando o comportamento de Vorcaro na cadeia: “Eu tava olhando aqui, negócio de medo dele né, que ele deu chilique e o caralho… Isso é normal porque, porra, moleque não é do teu mundo né, não é do meu mundo. O negócio dele é ver estrela porra”.

De acordo com a PF, Manolo afirmou que o chamado “01” de São Paulo — aparentemente um líder regional da organização criminosa — seria seu amigo e poderia orientar outros presos a prestar assistência a Vorcaro.

A intenção, segundo as conversas, seria transmitir aos demais detentos que Vorcaro tinha apoio externo. “Esse amigo que tá lá é amigo, é parceiro, pra dar uma assistência pro moleque lá dentro, entendeu?”, disse Manolo.

Mensagem seria enviada à “sintonia” do PCC

Mourão chegou a redigir uma mensagem destinada a Vorcaro e aos integrantes da organização criminosa. O texto tinha como cabeçalho “No envio sintonia Tiradentes”, em referência à estrutura de “sintonias” utilizada pelo PCC.

Na mensagem, Mourão escreveu que a “sintonia Tiradentes” estaria solicitando apoio para Daniel Bueno Vorcaro, descrito como “amigo” e alguém que apoiaria a organização e sua regional.

Após receber o texto, Manolo encaminhou a mensagem a um advogado e pediu que ele a repassasse a contatos ligados ao crime organizado.

O advogado perguntou onde Vorcaro estava preso e afirmou que poderia “entrar” no caso, mas que precisava de orientações. Manolo respondeu: “Ainda não. Primeiro ele tem que entender que tem uma força por trás que pode ajudar ele”.

Segundo o relatório da PF, na tarde seguinte Manolo transferiu R$ 10 mil ao advogado. No mesmo período, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus, e Vorcaro deixou a prisão.

Mourão também afirmou que tentaria entrar em contato com o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. O relatório, porém, não concluiu se a tentativa de contato chegou a ocorrer.

Prisão e investigação

Vorcaro havia sido preso em 17 de novembro de 2025 e transferido para Guarulhos cerca de uma semana depois.

Manolo está preso e é investigado por supostamente organizar ações violentas a mando de Vorcaro. Mourão morreu por suicídio após ser preso preventivamente pela Polícia Federal.

A PF aponta que os diálogos podem indicar que integrantes do PCC ofereceram apoio a Vorcaro durante sua passagem pela prisão.

Com informações de UOL

Plantão: STF libera quantidade impressionante de dados sobre o caso Master

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) disponibilizou nesta sexta-feira (11) cerca de 4 mil arquivos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição, que está preso. O material integra diferentes processos que tramitam na Corte.

A liberação ocorreu após o ministro André Mendonça, relator de parte das investigações, retirar o sigilo dos documentos na quinta-feira (10), após solicitação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Segundo o Supremo, o conjunto disponibilizado reúne aproximadamente 25,3 gigabytes de informações, incluindo documentos, peças processuais, vídeos e arquivos de áudio. A medida amplia o acesso público ao conteúdo que estava sob sigilo.

Entre os processos que tiveram documentos disponibilizados estão o Inquérito 5.026, a Reclamação 88.121, as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662, além do Inquérito 5.035.

A divulgação ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master e às investigações que apuram possíveis irregularidades relacionadas à instituição e a pessoas próximas a Vorcaro. O conteúdo agora público poderá ser consultado nos autos dos processos disponibilizados pelo STF.

A decisão de retirar o sigilo também ocorre às vésperas da sessão extraordinária convocada por Fachin para discutir, entre outros pontos, elementos relacionados às investigações que envolvem integrantes do Supremo e o caso Banco Master.

“Bomba atômica”: um dia antes de ser preso, Vorcaro pediu a Moraes encontro com Galípolo para “resolver tudo”

Um dia antes de ser preso pela Polícia Federal (PF), o banqueiro Daniel Vorcaro enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo ajuda para viabilizar um encontro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Segundo relatório da PF, Vorcaro enviou a Moraes, em 16 de novembro de 2025, uma foto de uma anotação feita no celular na qual pedia que Galípolo o recebesse para apresentar medidas que seriam protocoladas naquela semana.

“Vamos resolver tudo. Não podem estourar uma bomba atômica na hora da solução”, escreveu o banqueiro, segundo o registro encontrado pelos investigadores.

Print de mensagem encontrada pela PF no celular de Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/ Polícia Federal

Em outra mensagem enviada no mesmo dia, Vorcaro afirmou que esperava concluir acordos com investidores e mencionou ter mobilizado pessoas para tentar evitar a crise no Banco Master.

“Na terça e quarta vamos assinar com todos investidores. Mobilizei gente pesada. Te mostrei até carta da família real de Abu Dhabi”, escreveu.

Na noite de 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), quando tentava embarcar em um jato particular com destino aos Emirados Árabes Unidos. Segundo as investigações, ele pretendia apresentar aos investidores árabes uma proposta para a compra do Banco Master.

No dia seguinte, 18 de novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco.

As mensagens fazem parte de um relatório sigiloso elaborado pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Com informações de O Globo.

URGENTE: Mendonça atende a Fachin e retira sigilo da investigação do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo da investigação do caso Master. Mendonça é o relator
do caso, por isso, ele tem o poder de retirar o sigilo do processo. Fachin fez a solicitação na noite desta quinta-feira (10/9) e pediu que o relator entregasse um HD com as informações à presidência da Corte e aos demais ministros.

Segundo Fachin, a medida é necessária devido à inclusão na pauta do plenário da análise do relatório feito pela Polícia Federal que apontou suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A votação está marcada para a próxima terça-feira (15/9).

Fachin ressalvou apenas as diligências cujo sigilo ainda seja necessário para que possam ser cumpridas.

A derrubada do sigilo ocorre em meio à crise no STF devido ao caso Master. No início da semana, André Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação em quUe o nome do ministro Alexandre de Moraes aparece. O relatório feito pela Polícia Federal mostra uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes.

Por diversas vezes, os dois teriam conversado sobre o andamento de investigações. Em uma delas, de 15 de novembro, dois dias antes de Vorcaro ser preso, o banqueiro enviou uma mensagem a Moraes na qual citou o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Fachin decidiu levar o caso ao plenário em 15 de setembro. O ministro afirmou que o plenário seria o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

STF deve afastar Moraes e Gonet para restabelecer a ordem, aponta a Folha de SP

STF deve afastar Moraes e Gonet para restabelecer a ordem, aponta a Folha de SP

Em editorial publicado nesta quinta-feira, 10, jornal Folha de S.Paulo relaciona o acúmulo de poderes individuais no Supremo Tribunal Federal (STF) a uma atual crise de credibilidade. O texto relaciona o cenário às decisões monocráticas de ministros e às suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.

A falta de colegialidade e de autocontenção teria criado as condições para o atual quadro, diz o texto. “Anos de acúmulo de poderes sem limites nas mãos de juízes singulares produzem agora, no Supremo Tribunal Federal, a catarse da autoimolação.”

A Folha também menciona as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o empresário Daniel Vorcaro e as relações dele com integrantes do Judiciário. O ex-controlador do Master firmou contrato com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios de Dias Toffoli.

O editorial destaca que o STF deixou de prestar contas sobre as circunstâncias que envolvem Toffoli. A Corte retirou do ministro a relatoria do caso Master, mas não promoveu uma análise pública das suspeitas levantadas pela PF.

O jornal também critica a reação de Moraes à divulgação do relatório da PF que o identificou como interlocutor de diálogos de Vorcaro pelo ministro André Mendonça. “Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça.”

A publicação ainda questiona a decisão de Flávio Dino que, em 9 de setembro, reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF. O ministro anulou, em decisão individual, o afastamento determinado por Mendonça e validado pela maioria da 2ª Turma do STF.

Para a Folha, a medida de Dino agravou a crise institucional. “Empurrou a Corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro”, afirma o editorial.

O jornal defende o afastamento de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, como medidas para tentar restabelecer a ordem na Corte. A publicação também atribui ao presidente do STF, Edson Fachin, a responsabilidade de convocar uma sessão pública do plenário para examinar as suspeitas.

Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão do plenário para discutir decisões relacionadas ao caso. O editorial defende a ideia de que o encontro seja aberto ao público e que os fatos sejam expostos de forma ampla.

STF deve afastar Moraes e Gonet para restabelecer a ordem, aponta a Folha de SP

 

STF deve afastar Moraes e Gonet para restabelecer a ordem, aponta a Folha de SP
REPRODUÇÃO STF

Em editorial publicado em 10 de setembro de 2026, a Folha de S.Paulo critica o acúmulo de poderes individuais no Supremo Tribunal Federal (STF), associando-o a uma crise de credibilidade. O texto menciona decisões monocráticas de ministros e investigações da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. A falta de transparência e colegialidade é apontada como um fator agravante da situação.

Em editorial publicado nesta quinta-feira, 10, jornal Folha de S.Paulo relaciona o acúmulo de poderes individuais no Supremo Tribunal Federal (STF) a uma atual crise de credibilidade. O texto relaciona o cenário às decisões monocráticas de ministros e às suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.

A falta de colegialidade e de autocontenção teria criado as condições para o atual quadro, diz o texto. “Anos de acúmulo de poderes sem limites nas mãos de juízes singulares produzem agora, no Supremo Tribunal Federal, a catarse da autoimolação.”

A Folha também menciona as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o empresário Daniel Vorcaro e as relações dele com integrantes do Judiciário. O ex-controlador do Master firmou contrato com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios de Dias Toffoli.

O editorial destaca que o STF deixou de prestar contas sobre as circunstâncias que envolvem Toffoli. A Corte retirou do ministro a relatoria do caso Master, mas não promoveu uma análise pública das suspeitas levantadas pela PF.

O jornal também critica a reação de Moraes à divulgação do relatório da PF que o identificou como interlocutor de diálogos de Vorcaro pelo ministro André Mendonça. “Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça.”

A publicação ainda questiona a decisão de Flávio Dino que, em 9 de setembro, reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF. O ministro anulou, em decisão individual, o afastamento determinado por Mendonça e validado pela maioria da 2ª Turma do STF.

Para a Folha, a medida de Dino agravou a crise institucional. “Empurrou a Corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro”, afirma o editorial.

Ministro Flávio Dino restabeleceu, de forma monocrática, Andrei Rodrigues ao cargo de diretor da PF | Foto: Victor Piemonte/STF

O jornal defende o afastamento de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, como medidas para tentar restabelecer a ordem na Corte. A publicação também atribui ao presidente do STF, Edson Fachin, a responsabilidade de convocar uma sessão pública do plenário para examinar as suspeitas.

Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão do plenário para discutir decisões relacionadas ao caso. O editorial defende a ideia de que o encontro seja aberto ao público e que os fatos sejam expostos de forma ampla.

Dino proíbe Mario Frias de sair do Brasil sem autorização

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os 29 alvos de mandados de busca e apreensão na operação Meak Up, desta quinta-feira (10), não poderão sair do país sem autorização. A decisão do magistrado também proíbe que os investigados se comuniquem entre si.

Entre os atingidos pela medida estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores ligados a seu gabinete e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse” sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar de Mario Frias.

A PF investiga se uma parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme “Dark Horse”. Essa suspeita foi o que levou à autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), da operação de busca e apreensão contra o parlamentar nesta manhã.

A força policial cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme. Os mandados da operação estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

O financiamento do filme “Dark Horse” é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”. Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, operação contra a produtora do filme “Dark Horse”, a Go UP Entertainment. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a Polícia Civil compartilhou com o STF os dados obtidos na operação.

www.cnnbrasil.com.br

URGENTE: ministro Dino retira sigilo de operação da PF sobre filme Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da Polícia Federal para investigar a destinação de emendas parlamentares relacionadas ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos alvos da operação é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atua como produtor executivo do filme. A empresária Karina Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e produtora da obra, também foi alvo de busca e apreensão.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, Frias destinou R$ 1 milhão em emenda parlamentar ao ICB para a execução de um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. O projeto, porém, não teria sido realizado.

Ao todo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações envolvidas na produção de Dark Horse. A assessoria de Mario Frias e Karina Gama foi procurada, mas não havia respondido até a publicação das informações.

Na decisão, Dino também determinou medidas cautelares contra os investigados. Mario Frias e Karina Gama foram proibidos de deixar o país e de manter contato entre si.

Segundo o ministro, os elementos reunidos na investigação indicariam risco de “alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”.

Esse é um dos inquéritos que apuram os repasses destinados ao filme. Outro processo, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga depósitos feitos pelo Banco Master relacionados à produção, supostamente a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações de Notícias Uol.

URGENTE: Fachin toma medida drástica após decisão de Dino em favor de Andrei Rodrigues

 

URGENTE: Fachin toma medida drástica após decisão de Dino em favor de Andrei Rodrigues
REPRODUÇÃO STF

O ministro Edson Fachin cancelou a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal prevista para a tarde desta quarta-feira (9). A decisão ocorre após Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

A mudança na agenda foi publicada no site do STF e evita, neste momento, um possível embate entre ministros em meio ao agravamento da crise interna da Corte. A sessão previa a retomada do julgamento sobre as regras de contribuição social de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

COM INFORMAÇÕES DE GLOBONEWS