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Homem morre na véspera do Natal e família diz que pinça foi deixada em seu corpo após cirurgia

 

O aposentado Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, morreu na véspera do Natal vítima de complicações decorrentes de duas cirurgias realizadas no Hospital Municipal de João Pinheiro, em Minas Gerais. A família acusa autoridades de erro médico. Segundo parentes do aposentado, uma pinça cirúrgica teria sido esquecida dentro de seu corpo durante o primeiro procedimento cirúrgico, realizado no início do mês.

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro confirmou, em nota, que houve “a retirada de um corpo estranho durante a (segunda) cirurgia do paciente”, mas afirmou que Brito estava em estado muito grave, com várias comorbidades. Informou ainda que reforçou protocolos de segurança e abriu sindicância para apurar o caso.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), o paciente passou mal em casa no dia 4 de dezembro e foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Após exames, os médicos constataram a presença de uma úlcera gástrica e indicaram a necessidade de uma cirurgia de urgência, realizada no dia seguinte. A equipe informou que o procedimento havia transcorrido normalmente.

Brito permaneceu dois dias na UTI e depois foi transferido para o quarto. Durante a internação, ele teria apresentado sinais de dor e sonolência excessiva. No dia 11, após suspeita de um AVC, foi feita uma tomografia. Consta ainda no boletim que, pouco depois, o paciente foi levado às pressas para uma nova cirurgia, sem que a família fosse informada sobre os motivos. Após o segundo procedimento, os médicos disseram que haviam retirado um dreno e pus da cavidade interna. Brito voltou para a UTI, mas morreu após 13 dias de internação.

Logo após a morte do aposentado, uma rádio local teve acesso a um exame de tomografia que indicaria a presença de um instrumento cirúrgico dentro do corpo do paciente. A família informou que acompanha as apurações e vai requisitar os prontuários, laudos e exames clínicos feitos no hospital.

Nota divulgada pelo hospital confirma a retirada de “um corpo estranho”, mas ressalta que, “durante o segundo procedimento não foi constatada perfuração da alça intestinal e as suturas do procedimento anterior encontravam-se íntegras. O procedimento foi realizado sem intercorrências adicionais. No dia seguinte, a família foi novamente informada sobre o procedimento realizado, bem como sobre a identificação e retirada do corpo estranho”.

Estadão Conteúdo

Lula chama de ‘cretinice’ ataque de Zezé di Camargo às filhas de Silvio Santos; VEJA VÍDEO

Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio às filhas de Silvio Santos após comentários feitos pelo cantor Zezé Di Camargo. A manifestação ocorreu durante um discurso nesta quinta-feira (18).

Na ocasião, Lula disse que se solidarizava com as filhas do apresentador e criticou as declarações do cantor, classificando-as como inadequadas e de cunho machista, afirmando que elas mereciam respeito.

Fonte: @allanmultidimensional

Moraes manda exames de Bolsonaro a peritos da PF antes de avaliação médica

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (15) que seja encaminhado o resultado dos exames feitos por médicos particulares de Jair Bolsonaro (PL) aos médicos peritos da Polícia Federal, que irão realizar a perícia sobre a saúde do ex-presidente na quarta-feira (17).

A decisão foi tomada no âmbito da execução penal decorrente da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além de pena pecuniária. Segundo o despacho, a defesa informou ao STF, em 9 de dezembro, a ocorrência de novas intercorrências médicas que, segundo os advogados, justificariam a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Em resposta, Moraes determinou, em 11 de dezembro, a realização de perícia médica oficial pela Polícia Federal para avaliar a real necessidade do procedimento. Posteriormente, a defesa solicitou autorização para a realização de exames de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda nas dependências da Superintendência da PF no Distrito Federal, pedido que foi autorizado pelo relator.

O exame médico autorizado foi realizado em 14 de dezembro, com laudo juntado aos autos no dia seguinte. Com base nisso, Moraes determinou o encaminhamento de cópia de todos os exames e laudos aos peritos que conduzirão a perícia oficial, cujo resultado será analisado pelo STF após a juntada do laudo pericial.

Após a conclusão da perícia, o processo deverá retornar imediatamente à conclusão para nova decisão. O despacho também determina a intimação dos advogados e a ciência à Procuradoria-Geral da República.

CNN Brasil

Bolsonaro recebe visita de Michelle e Jair Renan na prisão; VEJA VÍDEO

Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan estiveram nesta quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido desde o último sábado. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Rotina de visitas e protocolos

A ida de Michelle e Jair Renan ocorreu após as visitas de Flávio e Carlos Bolsonaro, previamente autorizadas pelo STF. Desde a prisão, a família mantém uma sequência de comparecimentos à sede da PF, seguindo regras rígidas, como a proibição de uso de celulares e a limitação do tempo de permanência nas dependências policiais.

Decisão judicial e cumprimento da pena

Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga e descumprimento do uso de tornozeleira eletrônica. Na terça-feira, o magistrado ordenou o trânsito em julgado da ação penal relacionada à trama golpista e estabeleceu que a pena fosse cumprida na própria Superintendência da PF.

Posição da defesa

Os advogados do ex-presidente afirmam que analisam a possibilidade de solicitar medidas alternativas, com base em questões de saúde e na idade de Bolsonaro. O STF, no entanto, sustenta que há risco à ordem pública e possibilidade de mobilização de apoiadores, argumentos que, segundo a Corte, justificam a manutenção da prisão.

Fonte: Luiz Bacci

A transição energética não acabou — só ficou mais silenciosa

Jean Paul Prates continuará na presidência da Petrobras, diz agência |  Empresas | Valor Econômico

Por Jean Paul Prates

Nos últimos meses, manchetes têm sugerido que as grandes petrolíferas estariam “voltando aos combustíveis fósseis” e abandonando a transição energética. O argumento se apoia em movimentos como a compra, pela TotalEnergies, de usinas a gás natural na Europa, ou a retomada de projetos exploratórios da ExxonMobil, sempre bem alinhada aos interesses estratégicos dos Estados Unidos. Mas tomar esses casos como tendências universais não apenas simplifica demais um setor complexo como também distorce o que está realmente em curso: um ajuste pragmático, não um retrocesso.

Para entender o momento, é preciso distinguir comunicação de estratégia. Depois de anos de entusiasmo público com investimentos em eólica e solar, parte das empresas percebeu que a retórica climática estava produzindo expectativas irreais e, muitas vezes, hostilidade política. Falar menos passou a ser uma forma de proteção — não de desistência. Paradoxalmente, o silêncio atual coincide com uma fase em que vários projetos de baixo carbono avançam de modo mais técnico e menos publicitário.

Outro ponto ignorado por leituras apressadas é que a expansão de renováveis exige “energia firme”, capaz de compensar a intermitência de sol e vento. Na Europa, essa função recai principalmente sobre o gás natural. Ao reforçar ativos gás-elétricos, empresas como a Total não estão renunciando à transição, mas garantindo a estabilidade necessária para ampliá-la. Não por acaso, a companhia segue entre as maiores investidoras globais em solar, eólica offshore e hidrogênio, ao mesmo tempo em que fortalece seu portfólio de GNL. É um movimento de diversificação, não de retorno ao passado.

A narrativa do “abandono da transição” também ignora diferenças regulatórias. Exxon e Chevron, operando em um ambiente político menos amigável ao clima, nunca abraçaram a transição com o mesmo ímpeto das europeias. Já BP, Equinor, ENI, Repsol e Shell continuam investindo bilhões em tecnologias de baixo carbono — ainda que com mais seletividade após a queda das margens na eólica offshore e mudanças nas cadeias globais de suprimento.

Se há um consenso no setor, ele não é o de retroceder, e sim o de abandonar ilusões. A transição energética será mais lenta, mais cara e exigirá coexistência entre gás e fontes renováveis por décadas. Trocar esse equilíbrio por rupturas apressadas geraria instabilidade econômica, risco regulatório e, ironicamente, atraso climático.

O que está acontecendo não é uma guinada ao petróleo, mas uma transição menos ruidosa e mais industrial. Menos slogans; mais engenharia. Menos “marketing verde”; mais portfólios equilibrados. A mudança está longe de terminar — só ficou mais madura.

www.medium.com/@jeanpaulprates

Monocultura energética ou integração inteligente?

Por Jean Paul Prates

Os sinais emitidos pelo Brasil nas últimas semanas, tanto na COP quanto na condução de sua política energética interna, revelam uma encruzilhada estratégica. Ou seguimos insistindo em uma espécie de monocultura energética, guiada quase exclusivamente pelos interesses do agronegócio, ou finalmente abraçamos uma integração inteligente das nossas diversas e abundantes fontes, reconhecendo a vocação de cada território do país.

A ausência do Ministério de Minas e Energia nos debates mais relevantes da COP foi sintomática. A insistência em slogans como “matriz mais limpa”, “gigante pela própria natureza” ou “Arábia Saudita dos biocombustíveis” já não convence um mundo que enfrenta transformações profundas e acelera sua transição tecnológica com pragmatismo e método. São expressões de efeito interno, mas que não sustentam conversas maduras em fóruns internacionais.

Esse distanciamento se somou a um movimento abrupto e revelador: o recuo do Brasil, em menos de vinte e quatro horas, da proposta global para eliminação de motores a combustão em veículos pesados a partir de 2040. A pressão veio do lobby dos agrocombustíveis, que mostrou quem hoje dita o ritmo e o alcance da política energética nacional. Está claro agora que o setor de renováveis está bem afastado do centro das decisões estratégicas. Igualmente o “Big Oil”, utilitariamente demonizado por setores que ainda não compreenderam que a transição energética passa por envolver, e não excluir, os grandes operadores globais, que estão conduzindo sua metamorfose tecnológica com volumes de investimento inéditos.

A Petrobras, por sua vez, parece navegar em águas turvas. Parcerias promissoras com empresas líderes na transição energética, como Shell e Equinor, foram colocadas em suspenso. Enquanto isso, a aproximação com a Exxon na Foz do Amazonas não apresenta até o momento justificativas claras ou vantagens estratégicas para o país. Em que medida isso fortalece nosso posicionamento global? Onde está a coerência territorial e tecnológica que guiava a Margem Equatorial? São perguntas que permanecem sem resposta.

No entanto, o ponto crucial é regional. O Brasil tem tentado forçar um caminho único, como se o país inteiro fosse uma extensão produtiva do Centro Sul Sudeste, impondo soluções que atendem sobretudo às demandas do agronegócio. Essa visão ignora que existem regiões onde o agro não pode expandir, onde não faz sentido expandir e onde jamais será competitivo ou ambientalmente sustentável.

E justamente nessas regiões, no Norte e no Nordeste, estão nossos maiores trunfos para o futuro: energia eólica de classe mundial, solar abundante, hidráulica regional, ventos constantes, irradiação elevada e território vasto para abrigar data centers, eletrólisadores, indústrias intensivas em energia limpa e cadeias produtivas de hidrogênio e amônia verde. São regiões que poderiam liderar a eletrificação da economia brasileira, atrair investimentos globais e construir prosperidade duradoura.

Em vez disso, estão sendo relegadas a segundo plano, penalizadas e até mesmo sabotadas em sua capacidade de investir e gerar riqueza regional. É um desperdício estratégico que o Brasil não pode mais se permitir.

A verdadeira transição energética não é monolítica, nem concentrada em uma única rota tecnológica, nem capturada por um único setor econômico. Ela é plural, territorialmente justa e orientada por inteligência estratégica. Ninguém precisa perder para que o conjunto ganhe. Cada fonte, cada região e cada vocação tem seu espaço próprio, contribuindo para um mosaico energético forte, soberano e competitivo.

O Brasil só tem a ganhar com uma integração inteligente das suas fontes e territórios. A escolha está posta. E o momento de fazê la é logo.

Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi presidente da Petrobrás (2023–2024) e Senador da República (2019–2023).

www.medium.com/@jeanpaulprates

O vento que pode mover o Brasil

Por Jean Paul Prates

A COP30, em Belém, é uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar sua liderança em energia limpa. Mas o País ainda não aproveitou plenamente seu maior trunfo: o imenso potencial renovável da Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá e reúne condições únicas de vento, mar e infraestrutura para gerar energia em larga escala e desenvolvimento sustentável.

Estudos técnicos a serem divulgados em breve confirmam que essa faixa litorânea pode gerar seis vezes toda a eletricidade consumida no País, a partir de uma capacidade instalada quatro vezes superior à infraestrutura elétrica atual. Trata-se de *uma das maiores fronteiras eólicas offshore do mundo*: energia limpa e estável para mover um novo ciclo de industrialização verde e digital no Norte e Nordeste, atraindo indústrias intensivas em eletricidade, hidrogênio verde e economia digital.

Mesmo assim, a narrativa oficial brasileira na COP30 ainda privilegia o gás natural, os biocombustíveis e um conceito impreciso de “hidrogênio de baixo carbono”. Essa expressão, que pode incluir rotas fósseis como o hidrogênio azul, dilui a credibilidade do discurso. O Brasil precisa afirmar com convicção sua aposta no *hidrogênio verdadeiramente verde*, produzido com energia eólica e solar, certificado e rastreável, para não dar margem a acusações de greenwashing.

O mesmo vale para os biocombustíveis. Embora representem uma conquista tecnológica brasileira, o setor não pode continuar blindado de contrapartidas ambientais e tributárias. A recente reforma manteve intactas as isenções do grande agronegócio — o setor mais privilegiado da economia e, paradoxalmente, um dos que menos contribui fiscalmente. Hoje temos no Brasil um *modelo regressivo que transfere a conta da transição energética para os demais setores produtivos*.

Outro ponto ausente da pauta brasileira é o *armazenamento de energia*. Sem uma política nacional para baterias, hidrogênio e redes inteligentes, o País desperdiça parte da eletricidade renovável que gera e limita a expansão de novas usinas. *Curtailment não é problema técnico: é falha de planejamento*.

Durante minha gestão à frente da *Petrobras*, reposicionamos a companhia como o maior desenvolvedor de projetos de energia offshore do Brasil, sozinha e em parceria com empresas como a Equinor. Essa estratégia integrava o legado da engenharia do petróleo à nova economia do mar. Infelizmente, o futuro desses projetos segue indefinido, em meio à falta de prioridade governamental para o tema.

O Brasil não precisa escolher entre petróleo e renováveis, mas *planejar uma evolução energética coerente*, que una tecnologia, sustentabilidade e justiça fiscal. Temos vento, sol, biomassa e competência industrial. Falta clareza de rumo na política energética para transformar potencial em aprimoramento da entrega.

O vento que sopra do Norte e Nordeste é mais do que um recurso natural. É a chave da reindustrialização limpa, digital e soberana que pode reposicionar o Brasil no mundo.

Governo Lula temia que traficantes ficassem com blindados no Rio

Foto: Reprodução

Um dos motivos para que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha negado o empréstimo de veículos blindados militares para o Rio de Janeiro foi o receio de que integrantes de facções criminosas pudessem se apossar do equipamento de guerra.

O governador Cláudio Castro (PL) pediu em janeiro o empréstimo de veículos blindados que haviam sido usados pela Marinha para patrulhar a região do Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio, onde uma médica capitã de Mar e Guerra foi atingida por uma bala perdida em dezembro.

O ministério da Defesa informou na 3ª feira (28.out.2025), que “naquele momento, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do hospital, respeitando o limite legal de 1.400 metros em torno de instalações militares, medida voltada à segurança da área e dos militares”.

Na época, o pedido foi submetido à análise da AGU (Advocacia Geral da União). O órgão negou o empréstimo por entender que isso só poderia ser feito com uma GLO (Garantia da Leia e da Ordem), a partir de um decreto assinado por Lula.

Segundo o parecer, elaborado em fevereiro, a atuação das Forças Armadas em questões de segurança pública “não é trivial e apenas se legitima nos perímetros específicos de faixa de fronteira, no mar e nas águas interiores”, contra delitos transfronteiriços ou ambientais — “o que se deduz não ser o caso em tela”. Eis a íntegra (PDF – 256 kB).

Apesar da resposta formal da AGU, a questão foi discutida internamente no governo. Duas avaliações foram feitas. De que uma GLO teria um custo alto e necessitaria de rearranjo no Orçamento. E de que o Rio de Janeiro não tem condições de dar a devida segurança aos veículos militares. O receio passou a ser de que eles pudessem ser roubados por integrantes das facções criminosas que atuam no Estado e serem usados dentro das favelas.

Lula é contrário à decretação de GLO. O instrumento autoriza que as Forças Armadas sejam acionadas para atuar em intervenções de segurança pública. É prerrogativa do presidente decidir. O petista, porém, já autorizou esse tipo de operação duas vezes: nos portos do Rio e na cidade de Itaguaí e durante a Cúpula do G20 realizada também na capital fluminense em novembro de 2024.

Na tarde de 3ª feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que a implementação de uma GLO “demanda uma série de condições e requisitos” e segue regras “bastante rígidas”.

“Uma das pré-condições é que os governadores reconheçam a falência dos órgãos de segurança e transfiram então as operações de segurança para o governo federal, mais especificamente as Forças Armadas”, disse o ministro.

Poder360

Operação policial deflagrada no Rio foi antecedida por investigação que durou mais de um ano

ONU se diz 'horrorizada' com operação no Rio e cobra investigação rápida
Megaoperação com cerca de 2.500 policiais civis e militares é deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça- feira, 28 de outubro de 2025. — Foto: Jose Lucena/TheNewsS2/Estadão Conteúdo

As investigações que levaram à operação desta terça-feira (28), identificaram 94 bandidos do Comando Vermelho que estariam escondidos nos complexos do Alemão e da Penha. Acusados de assassinatos, tráfico de drogas, roubos de carros, entre outros crimes, que, segundo a polícia, usam o local para se esconder.

As 27 favelas dos dois complexos, na Zona Norte do Rio, ficam próximas a duas importantes vias da cidade: a Linha Vermelha, que liga o Centro à Baixada Fluminense e dá acesso ao Aeroporto Internacional do Galeão, e a Linha Amarela, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador.

O Alemão e a Penha ficam localizados em áreas montanhosas da cidade, cercados por matas, o que facilita a fuga de bandidos. A polícia afirma que as ordens para a tomada de territórios no estado passam por dois chefes da facção: Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena em um presídio federal; e Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Ele está solto e tem 269 anotações criminais e 26 mandados de prisão abertos.

Nesta terça-feira (28), o Disque-Denúncia aumentou de R$ 1 mil para R$ 100 mil a recompensa por informações que levem à prisão dele. Esse valor só tinha sido oferecido uma vez, por informações que levassem ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

Nos últimos quatro anos, só o traficante Doca comandou a expansão do Comando Vermelho para quase 50 áreas entre bairros e favelas da capital e da Baixada Fluminense. Entre estes locais, a chamada Grande Jacarepaguá – 16 bairros na Zona Sudoeste que, em três anos, foram dominados pela quadrilha. São localidades que ficam entre duas grandes florestas: da Tijuca e do Parque da Pedra Branca – próximo às orlas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.

Operação policial deflagrada no Rio foi antecedida por investigação que durou mais de um ano — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Operação policial deflagrada no Rio foi antecedida por investigação que durou mais de um ano — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Uma guerra que deixou muitas mortes. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio mostram que, nos três primeiros anos da expansão nesses 16 bairros, foram registrados 833 assassinatos. Segundo a polícia, a maior parte deles decorrente da disputa entre o Comando Vermelho e grupos rivais.

Os investigadores também mostraram como a quadrilha impõe castigo a moradores, como uma mulher, que teria brigado em um baile funk e foi colocada em uma banheira de gelo, por horas, como castigo.

Essa expansão do Comando Vermelho vai muito além do Rio. O último levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen) mostra que a quadrilha já está em 24 estados do Brasil e no Distrito Federal. É uma espécie de intercâmbio do crime. Na operação desta terça-feira (28), 30 alvos eram bandidos de outros estados, entre eles, chefes do Comando Vermelho da Bahia, Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Amazonas e Pará.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, atribuiu o crescimento do Comando Vermelho à ADPF 635, que restringia operações policiais em comunidades do Rio:

“Depois de cinco anos de ADPF, muitas barricadas, muita dificuldade para polícia entrar. Ainda assim, é o que nós chamamos de filhotes dessa DPF maldita”.

Em junho de 2020, por causa do aumento da letalidade policial, o STF – Supremo Tribunal Federal determinou que só fossem feitas operações em comunidades do Rio em casos excepcionais e estipulou regras, como proibição do uso de escolas e unidades de saúde como base policiais durante as ações. E propôs um plano, se comprometendo a rever as práticas em operações.

O STF aceitou o plano, mas impôs condições. Entre elas, que o governo do Rio apresentasse uma proposta de reocupação dos territórios dominados pelo crime organizado. O governo cumpriu parte dessas determinações e, no último dia 15, sinalizou ao STF que pretende retomar o controle da Grande Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da cidade.

Durante a operação desta terça-feira (28), Cláudio Castro disse que é preciso integração com o governo federal:

“O Supremo Tribunal Federal falou, em uma decisão – a primeira da história conjunta dos 11 ministros – que esse financiamento e essa integração têm que acontecer. Eu prefiro ser otimista e acreditar que, já que não por vontade própria, por imposição do Supremo Tribunal Federal, essa integração acontecerá por livre e espontânea pressão”.

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governador também reclamou que não foi atendido em um pedido feito às Forças Armadas para usar os blindados em outras ações no Rio de Janeiro:

“Infelizmente, dessa vez, como ao longo desse mandato inteiro, não temos o auxílio nem de blindados, nem de nenhum agente das forças federais, nem de segurança, nem de defesa. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, realmente nós deveríamos ter um apoio muito maior. Talvez, até mesmo, nesse momento, até de Forças Armadas porque essa é uma luta que já extrapolou toda ideia de segurança pública. Por isso, essa integração é tão importante. Isso aqui não é uma briga política. Na verdade, é um clamor por ajuda. As forças de segurança do Rio de Janeiro estão sozinhas”.

www.g1.globo.com

Lula e Trump têm conversa tensa por videochamada em meio a disputa comercial entre Brasil e EUA

Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula (PT) conversou, por videochamada, na manhã desta segunda-feira (6), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O diálogo acontece em meio à crescente tensão diplomática entre os dois países após a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano, conforme informações da BandNews.

Segundo fontes do Itamaraty, o contato foi costurado no fim de semana com a Casa Branca e teve como foco tentar evitar uma escalada na guerra comercial que se desenha entre as duas maiores economias do continente.

Durante a conversa, Lula deve reforçar a posição brasileira de buscar uma solução negociada, defendendo que o comércio bilateral continue aberto e equilibrado. As tarifas atingem principalmente aço, alumínio e etanol, três produtos de peso nas exportações nacionais para os EUA.

O governo brasileiro quer evitar medidas de retaliação que possam prejudicar ainda mais o setor industrial e o agronegócio. De acordo com auxiliares presidenciais, a ligação também servirá para abrir caminho para um encontro presencial entre os dois líderes, previsto para acontecer ainda neste mês, durante uma reunião internacional na Malásia.

A expectativa é que o Palácio do Planalto divulgue uma nota oficial nas próximas horas, com o resumo dos principais temas discutidos e o tom da conversa entre Lula e Trump.

Com a relação bilateral em jogo, o resultado desse diálogo pode definir os próximos passos da política comercial brasileira no cenário global.

Uma em cada 5 garrafas de uísque ou vodca vendidas no Brasil é falsificada, diz estudo

Um estudo da Euromonitor International, encomendado pela Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), revelou um dado alarmante: 20% das garrafas de uísque e vodca vendidas no país são falsificadas. O levantamento também mostrou que 28% de todos os destilados comercializados no Brasil estão ligados a crimes — que vão de sonegação fiscal e contrabando até falsificação e produção sem registro.

Preço atrativo: as versões falsas chegam a ser 35% mais baratas em média. Na internet, a diferença pode chegar a 48% em relação ao produto original. Risco à saúde: muitas adulterações usam álcool impróprio para consumo, como o metanol, que pode causar graves intoxicações. Por que cresce tanto? Alta carga tributária, falhas na fiscalização e canais de venda informais e digitais ajudam a manter o crime em alta.

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) chegou a levantar a hipótese de que parte do metanol usado nas fraudes veio de distribuidoras ligadas ao PCC, mas o governo de São Paulo negou qualquer elo com a facção criminosa. 

Urgente: Bolsonaro apresenta piora e médico é acionado às pressas em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro, 69, apresentou uma nova crise de saúde na noite desta segunda-feira (29) em sua casa, em Brasilia.

Segundo o filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ele teve soluços e quatro episódios de vômito intensos. A familia acionou o médico Cláudio Birolini, responsável por sua última cirurgia abdominal. Carlos afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conseguiu deixá-lo mais confortável até a chegada do médico. A equipe informou que ainda não há boletim oficial e não está definida a necessidade de hospitalização.

Condenado pelo STF a 27 anos e três meses pela trama golpista de 8 de janeiro, Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar no Lago Sul. Ele já havia sido internado há duas semanas com quadro semelhante, complicação recorrente da facada sofrida em 2018.

Fonte: Blog  Jair Sampaio

Prefeitura de Parnamirim celebra independência com desfile no Litoral

O Litoral de Parnamirim ganhou cores, música e emoção na tarde desta segunda-feira (15). A Avenida Márcio Marinho, em Pirangi do Norte, foi palco do desfile cívico promovido pela Prefeitura, que este ano trouxe como tema “Parnamirim, Nossa Terra tem História”.

A abertura ficou por conta da Banda Marcial Presidente Rosevelt. Em seguida, escolas municipais, estaduais e particulares encantaram o público com apresentações que exaltaram a cultura, a leitura, o esporte e as riquezas naturais da região.

A Escola Municipal Erivan França destacou a nota 5,4 no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conquistada nos anos iniciais do ensino fundamental, um marco para a comunidade escolar. O desfile também contou com a presença da UBS de Pirangi do Norte, fanfarras e homenagens a personagens que marcaram a história do litoral parnamirinense.

A prefeita Nilda Cruz acompanhou de perto o evento e destacou o sentido da data. “Parabéns a todos envolvidos neste evento tão importante, onde celebramos a independência da nossa nação. Aproveito para dar uma boa notícia: que a Prefeitura vai disponibilizar o Cartão Educa Parnamirim, que garante materiais e fardamento escolar para nossos estudantes”, afirmou.

Além da prefeita, estiveram presentes a secretária de Educação, Eliza Toscano, vereadores e servidores municipais, reforçando o compromisso da gestão com a valorização da identidade local.

Parnamirim celebra Independência do Brasil com grande Desfile Cívico

Foto: Augusto Ferreira

Milhares de pessoas lotaram a avenida Bela Parnamirim, no Parque de Exposições, para prestigiar o Desfile Cívico em alusão às comemorações da Independência do Brasil. O evento destacou valores cívicos, morais, éticos e de cidadania, reunindo diferentes segmentos da sociedade em um grande ato de celebração.

Cerca 40 unidades de ensino do município, entre públicas e particulares, participaram da solenidade, que também contou com a presença de instituições militares, como Aeronáutica, Exército, Marinha, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal. Além disso, escoteiros, secretarias municipais e entidades da sociedade civil contribuíram para tornar o momento ainda mais especial.

Durante o desfile, a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, ressaltou a importância da celebração como símbolo de cidadania e pertencimento. “Sinto-me honrada por estar aqui. É muito gratificante ver nossas escolas, nossas instituições e nossa população juntas nesta festa cívica”, afirmou.

Também prestigiaram o evento a secretária de Educação, Eliza Toscano, a vice-presidente da Câmara Municipal, Rarika Bastos, além de outras autoridades locais, reforçando o compromisso da gestão em valorizar a cultura cívica e a educação.

2% dizem que o Brasil caminha na direção errada, diz pesquisa

Bandeiras EUA e Brasil
Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população; pesquisa fez entrevistas em 30 países.

Uma pesquisa feita em 30 países pela Ipsos revelou que 62% dos brasileiros afirmam que o país segue na direção errada, enquanto 38% dizem que está no rumo certo. De acordo com o levantamento, divulgado na 5ª feira (28.ago.2025), a avaliação negativa por parte dos brasileiros caiu 4 pontos percentuais em relação a julho de 2025, quando 66% disseram que o país ia na direção errada.

O Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população. Em comparação à pesquisa de julho de 2025, os EUA tiveram uma alta de 6 pontos percentuais na quantidade de pessoas que entendem que o país vai na direção errada: eram 56% em julho; em agosto atingiram os mesmos 62% registrados no Brasil. A percepção negativa em ambos os países está próxima à média das 30 nações participantes do levantamento, de 63%. Eis a íntegra, em inglês (PDF – 4,2 MB).

A pesquisa “What worries the world” (“O que preocupa o mundo”, em tradução literal) entrevistou 25.177 pessoas, a maioria on-line, com idades de 16 a 74 anos em 30 países, de 25 de julho a 8 de agosto. A amostra no Brasil e nos EUA foi de aproximadamente 1.000 pessoas em cada país. Em relação ao Brasil, a Ipsos faz uma ressalva de que a pesquisa tem um recorte entre as camadas “mais urbanas, mais educadas” e também “mais conectadas” se comparada à população em geral.

MAIORES PREOCUPAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, o quesito “crime e a violência” segue no topo das preocupações dos entrevistados, seguido de “pobreza e desigualdade social”.

Eis cada uma das preocupações dos brasileiros apontada pelo levantamento:

  • crime e violência – 42% (alta de 1 ponto percentual em comparação a jul.2025);
  • pobreza e desigualdade social – 35% (queda de 1 ponto percentual);
  • corrupção financeira/política – 33% (alta de 1 ponto percentual);
  • impostos – 31% (alta de 3 pontos percentuais);
  • inflação – 29% (queda de 3 pontos percentuais);
  • educação – 19% (queda de 3 pontos percentuais);
  • desemprego – 18% (manteve-se igual);
  • mudanças climáticas – 11% (alta de 1 ponto percentual);
  • conflitos militares entre nações – 5% (manteve-se igual);
  • controle imigratório – 1% (manteve-se igual).
SITUAÇÃO ECONÔMICA
A pesquisa do Ipsos perguntou aos entrevistados como eles descreveriam a atual situação econômica em seus países. No Brasil, 67% afirmaram que a situação é “má”, enquanto 33% disseram que é “boa”. Nesse caso também houve recuo da avaliação negativa em relação a julho, quando 71% responderam que a situação econômica era “má”.
Ainda assim, a avaliação negativa está acima da média dos outros países incluídos no levantamento, que é de 62%. Os países em que a percepção negativa da situação econômica é mais baixa são Cingapura (24%), Índia (28%) e Malásia (29%). Também são essas nações que têm populações com visões mais otimistas sobre os rumos dos países: 80% das pessoas em Cingapura, 72% na Malásia e 64% na Índia afirmam que seus países caminham no rumo certo. Já os países onde a percepção negativa da situação econômica é mais alta são a França (91%), o Japão (88%) e a Hungria (81%).

Em relação às visões sobre os rumos dos países, 90% dos entrevistados no Peru afirmam que o país vai na direção errada, assim como 89% na França e 81% na Holanda.

Poder 360