
O senador eleito Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, não pretende disputar a Presidência do Senado em 2027. Apesar disso, aliados próximos avaliam que ele deverá participar das negociações para definir quem comandará a Casa nos próximos dois anos.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil nesta quarta-feira (07), a expectativa entre pessoas próximas a Lira é que o parlamentar chegue ao Senado com influência política suficiente para atuar nas articulações. O peso atribuído a ele está relacionado à experiência acumulada durante os quatro mandatos como deputado federal, dois deles à frente da Câmara.
A avaliação também está alinhada ao que o próprio Lira declarou publicamente após as eleições.
Em entrevista à TV Gazeta e Alagoas, na segunda-feira (5), ele afirmou que uma candidatura à Presidência do Senado “não passa na minha cabeça” e disse não ter expectativa de assumir imediatamente o comando da Casa.
Lira pode atuar na escolha do próximo presidente
Mesmo sem intenção de disputar o cargo, aliados acreditam que Lira poderá participar da construção de uma candidatura. Entre os fatores apontados está a capacidade de diálogo que o ex-presidente da Câmara construiu com diferentes grupos políticos, incluindo integrantes da direita, da esquerda e, principalmente, partidos do Centrão.
Outro argumento citado nos bastidores é a regra que impede a recondução ao comando do Senado na mesma legislatura. Assim, quem for eleito presidente em 2027 teria um mandato de dois anos, sem possibilidade de disputar novamente o posto em 2029.
PL larga na frente nas articulações
O Partido Liberal aparece atualmente com a maior bancada prevista para o Senado a partir de 2027. A legenda elegeu 19 novos senadores e deverá chegar a 28 parlamentares na Casa.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à CNN que o senador Rogério Marinho (PL-RN) será o candidato do partido à Presidência do Senado.
Valdemar também descartou o apoio do PL a uma eventual tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
A bancada do PL, porém, não seria suficiente para garantir sozinha a eleição do presidente do Senado. A legenda precisará negociar com outras forças políticas para formar maioria.
Entre os partidos que podem participar dessas conversas estão PP e União Brasil, que terão juntos 11 senadores, além de MDB e Republicanos.
Saúde e segurança estão entre as prioridades de Lira
Para o mandato que começa em fevereiro de 2027, Lira indicou que pretende concentrar sua atuação parlamentar principalmente em temas relacionados à saúde e à segurança pública.
A tendência, portanto, é que o senador eleito tenha papel nas articulações para a escolha do próximo presidente do Senado, mesmo sem colocar o próprio nome na disputa pelo comando da Casa.