O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e Irã concordaram com um cessar-fogo “completo e total” nesta segunda-feira, 23 de junho. Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.
“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!), por 12 horas, momento em que a guerra será considerada ENCERRADA”, escreveu o presidente nas redes sociais.
“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.
Em entrevista à Fox News, o vice-presidente dos EUA, JD. Vance disse que se o Irã quiser construir uma arma nuclear no futuro, terá que lidar com o exército americano novamente.
Vance afirmou que Teerã é “incapaz” de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui porque ele foi destruído pelos EUA nos ataques do último sábado, dia 21.
Até o momento, o governo brasileiro condenou os ataques e diz acompanhar com “forte preocupação” a ofensiva israelense. Do ponto de vista econômico, o temor é que uma consequente elevação dos preços do petróleo tenha efeito-dominó, afetando outros produtos importados e exportados pelo Brasil.
Ao lançar mísseis contra o Irã, Israel mirou a infraestrutura militar do regime iraniano mas também suas instalações de produção energética. O complexo South Pars, que abriga um dos maiores campos de gás natural do mundo, foi atingido, assim como refinarias de petróleo no sul do país. Apesar disso, não há relatos de impactos diretos na capacidade produtiva iraniana de derivados fósseis.
Ainda assim, a ofensiva militar pressionou os preços mundiais do Brent (petróleo bruto), que subiram 19% desde a véspera dos primeiros ataques israelenses. A expectativa é que os valores possam alcançar o pico observado no início da invasão russa da Ucrânia, por exemplo. Na ocasião, houve impacto inflacionário direto sobre diversas cadeias produtivas.
Nesta segunda-feira (23/06) a commodity sofreu uma nova escalada, chegando a 77,1 dólares (R$ 419) por barril. O movimento ecoa a entrada direta dos EUA no conflito e a decisão do parlamento iraniano de fechar o Estreito de Ormuz.
O pequeno trecho marítimo de 33 quilômetros de comprimento conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e escoa 20% da produção mundial de petróleo, o equivalente a 19 milhões de barris por dia.
Por ali também passa um terço do petróleo transportado por via marítima, majoritariamente produzido pelos países que compartilham as águas do Golfo Pérsico: além do Irã, Kuwait, Bahrein, Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã, dos quais cinco constam entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo.
O estreito também permite a distribuição de gás natural liquefeito, grande parte produzido em South Pars e na refinaria catariana de North Dome, além de produtos químicos e fertilizantes. O Irã, por exemplo, é o 8º maior fornecedor de ureia ao Brasil, que em 2025 comprou 20 milhões de dólares (R$ 110 milhões) do produto. No caso do petróleo, o Brasil, apesar de ser produtor, ainda precisa comprar: em 2023, por exemplo, 22% das importações vieram da Arábia Saudita.
Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, avalia que mesmo a alternativa de escoar a produção pelo Mar Vermelho pode ser arriscada e manter os preços em patamares elevados, já que a via marítima é alvo de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Risco de fechamento do estreito
O fechamento da passagem marítima ainda depende de uma série de instâncias deliberativas e do aval do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Mas sua possibilidade já alimenta a especulação, e os custos globais de petróleo e gás.
A expectativa também encarece os custos de frete e de seguros, desencadeando um aumento de preços global. Especialistas avaliam um risco de efeito-cascata também nos custos dos alimentos.
Para o doutor em Geografia e pesquisador de pós-doutorado na Unicamp Gustavo Glodes Blum, o Brasil é pouco dependente da economia iraniana e israelense, mas muito interdependente num contexto mais amplo, sofrendo efeitos indiretos da reorganização dos fluxos comerciais.
Israel mirou refinarias de petróleo no IrãFoto: Ahmad Hatefi/newscom/picture alliance
“Um conflito pode fazer esses países desenvolverem práticas de limitação da circulação, seja dos recursos financeiros, seja de produtos a serem exportados”, afirma. O fechamento de Ormuz é um exemplo desse efeito sistêmico, pois envolve não apenas o Irã, mas os demais países do Golfo.
“Um conflito internacional traz consequências de um ponto de vista mais amplo, como a disrupção dos corredores econômicos, das vias de circulação e a relação que o Brasil tem com outros países que estão envolvidos.” Blum avalia que a interrupção da navegação no estreito incorre num efeito diferente ao observado na última vez em que foi fechado, na década de 1980, durante a guerra Irã-Iraque.
Na ocasião, o principal temor era a escassez de fornecimento de petróleo ao Ocidente. Hoje, o impacto também poderia implicar o impedimento da exportação de produtos aos países do Golfo, alguns altamente dependentes da compra de alimentos.
As exportações brasileiras, por exemplo, podem ser afetadas. Em 2024, o país vendeu 10,6 bilhões de dólares (R$ 58,6 bilhões) em produtos ao Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Entre os mais vendidos estão cana-de-açúcar, milho, soja, carnes e derivados.
Desarranjo dos mercados
Em entrevista ao Uol, o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, também cita o risco de o conflito atingir uma dimensão maior e impactar um mercado já pressionado pela política tarifária americana: “Se somar ao cenário a guerra tarifária, acho que o mundo está correndo o risco de afundar como eu nunca vi.”
Preços do petróleo já estavam instáveis devido a políticas tarifárias de TrumpFoto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images
Outro desdobramento comum quando há tensões elevadas é o desarranjo dos mercados. Em análise publicada nos primeiros dias do conflito, analistas do holding financeiro JPMorgan avaliaram que preços mais altos de insumos energéticos poderiam afetar a confiança dos investidores, consequentemente afetando os gastos. Um dos resultados seria a busca por alternativas mais seguras, como o dólar e o ouro, desvalorizando o real. Nos últimos cinco dias, a Ibovespa opera em queda.
Alternativas ao petróleo do Golfo
Por outro lado, o JPMorgan e outros analistas observam que o mundo tem alternativas para contornar uma alta dos preços do petróleo, um mercado que já se confronta com o crescimento das energias renováveis.
“Se observarmos uma interrupção significativa, a cadeia de suprimento de energia parece ter mais capacidade de absorver o choque do que em décadas passadas”, diz a análise do JPMorgan. “Por exemplo, tais eventos provavelmente resultariam em outros produtores de petróleo aumentarem a oferta. A Opep+ tem capacidade ociosa, e a produção dos EUA tem demonstrado flexibilidade.”
No médio prazo, Brasil pode ocupar mercado de exportação de petróleoFoto: Marcelo Sayao/dpa/picture-alliance
Essa também é a análise de Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. Um dos produtores que pode se beneficiar, a médio prazo, é justamente o Brasil.
“Uma eventual redução da produção iraniana poderia, por exemplo, ser compensada por um aumento da oferta brasileira, não no curto prazo. […] O Brasil poderia ampliar o escoamento de petróleo para outros países, principalmente países que demandam muito petróleo do Oriente Médio, que se localizam principalmente no continente asiático”, afirma Cordeiro.
Em entrevista ao Estadão, a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, ressalta que, no curto prazo, uma disrupção na região comprometeria o estoque de petróleo brasileiro: “Hoje, temos menos de 13 anos [de reserva de petróleo], o que nos acrescenta riscos desnecessários e nos coloca numa posição de desvantagem frente a outras economias.”
A Prefeitura de Parnamirim, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), realizará na próxima sexta-feira (27) a 5ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, que acontecerá das 8h às 17h no Auditório da Escola Municipal Augusto Severo.
Este ano, o tema central da Conferência é “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação” e tem como objetivo promover a participação social na proposição de ações que, através de políticas políticas efetivas, possam garantir os direitos e a cidadania de pessoas idosas, proporcionando um envelhecimento digno e saudável.
Para isso, serão abordados e discutidos os seguintes eixos:
Eixo 1 – Financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais;
Eixo 2 – Fortalecimento de políticas para a proteção à vida, à saúde e para o acesso ao cuidado integral da pessoa idosa;
Eixo 3 – Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa;
Eixo 4 – Participação social, protagonismo e vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices;
Eixo 5 – Consolidação e fortalecimento da atuação dos conselhos de direitos da pessoa idosa como política do estado brasileiro.
Sendo um evento colaborativo, é de suma importância a presença e participação da sociedade civil e governamental, que irão contribuir de forma significativa na discussão, elaboração e efetivação das políticas públicas para a garantia de direitos, dessa maneira, é preciso reconhecer que a pessoa idosa é um sujeito de direitos e que ela mesma pode e deve lutar por seus direitos.
Postado por: Ana Carla Dantas Fotografia de: Ruben Rafael Rodrigues
Faleceu nessa madrugada do último domingo(22), aos 77 anos, a médica Edilsa Maria Pinheiro de Araújo. Nascida em Macaiba (RN), Dra Edilsa exerceu por 50 anos a medicina como ginecologista-obstetra onde se destacou pela defesa dos partos naturais, tendo participado do movimento de Humanização da Assistência ao parto e nascimento, onde foi consultora no Ministério da Saúde.
Ela ocupou a Direção da Maternidade Leide Morais, que fazia parte do Complexo do Hospital da Mulher de Natal na gestão da então Prefeita Micarla de Sousa. Dra Edilsa foi a responsável pelo primeiro parto realizado na Unidade, em março de 2009.
Batalha contra o Câncer
A médica vinha travando uma luta contra um câncer no fígado e, a pedido próprio, optou por passar os últimos momentos em casa, ao lado da família, em Natal(RN). Dra Edilsa Pinheiro deixa dois filhos e dois netos.
O velório aconteceu, a partir das 11:30, no Cemitério Morada da Paz seguido de Missa, às 16:00 e cerimônia de cremação, no mesmo local, às 17:00.
Para a Presidente do Sistema Ponta Negra de Comunicação, Miriam de Sousa, “Edilsa era mais que uma amiga. Era uma irmã há 70 anos. Fez os partos do nascimento de Priscilla e de todos os meus netos e netas. Hoje nos despedimos de uma mulher que dedicou sua vida a trazer vidas ao mundo. Edilsa partiu, deixando um legado de amor por onde passou,” completou.
Em um de seus últimos pedidos, Dra. Edilsa pediu que não enviassem coroas de flores ao seu velório, que as pessoas comprassem cestas básicas e fossem deixar em alguma instituição de caridade que preferir.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, recebeu no último sábado (21), o deputado federal João Maia, a ex-prefeita de Messias Targino, Shirley Targino e a prefeita de Baraúna, Divanize Oliveira no Mossoró Cidade Junina. As lideranças também foram recebidas pelo vice-prefeito Marcos Medeiros.
Acompanhados do prefeito Allyson Bezerra e da primeira-dama Cinthia Pinheiro, o deputado federal João Maia e demais lideranças políticas prestigiam a programação do MCJ deste sábado e madrugada de domingo (22).
‘’Nós temos a satisfação de receber o deputado federal João Maia, a ex-prefeita Shirley Targino, a prefeita Divanize na nossa cidade e nos festejos do Mossoró Cidade Junina, maior evento cultural do Rio Grande do Norte, que é patrimônio do nosso estado’’, pontuou o prefeito Allyson.
Deputados estaduais, prefeitos de todo o Estado e lideranças políticas têm prestigiado o prefeito Allyson Bezerra no Mossoró Cidade Junina desde a abertura do evento, no Pingo da Mei Dia. A presença dos políticos engrandecem e destacam o São João de Mossoró, que é o maior evento cultural do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Brasil.