O equívoco de recriar uma “nova BR estatal”. Por Jean Paul Prates.
A venda da BR Distribuidora foi, sem exagero, um dos movimentos mais equivocados da história recente da Petrobras e da política energética brasileira. Rompeu-se, de forma abrupta, uma integração construída ao longo de décadas entre produção, refino e distribuição – uma integração que não era um capricho empresarial, mas um instrumento estratégico de política energética.
À época, alertei, ainda no Senado, que se tratava de uma operação feita “por dentro”: não apenas a venda de um ativo, mas a saída completa da Petrobras de um elo essencial da cadeia. Prometia-se mais concorrência, maior eficiência e redução de preços ao consumidor. Nada disso se materializou de forma estrutural.
O erro, portanto, é real e precisa ser reconhecido. Mas reconhecer um erro não autoriza a adoção de qualquer solução. E é exatamente aqui que o debate recente começa a se desviar perigosamente.
A ideia de criar uma nova estatal de distribuição, como forma de “substituir” a antiga BR, não é apenas equivocada – é tecnicamente frágil, economicamente ineficiente e estrategicamente anacrônica.
Distribuição de combustíveis não é uma atividade que se organiza por decreto. Trata-se de um mercado altamente consolidado, com barreiras relevantes de entrada: infraestrutura logística capilarizada, contratos de longo prazo com postos, escala operacional e margens comprimidas. Construir isso do zero exige tempo – anos – e volumes expressivos de capital, sem qualquer garantia de captura de mercado.
Há um ponto que raramente aparece no debate público, mas que é decisivo: não há “espaço vazio” a ser ocupado. O número de postos no Brasil não cresce de forma relevante há décadas, e os pontos de venda existentes já estão, em sua esmagadora maioria, vinculados a redes estabelecidas. A entrada de um novo player estatal implicaria disputar contratos já firmados ou investir pesadamente na criação de uma rede própria – ambas as alternativas caras, lentas e de eficácia duvidosa.
Além disso, o setor atravessa uma transição estrutural. A eletrificação da frota, a diversificação energética e a mudança nos padrões de mobilidade indicam que o modelo tradicional de distribuição tende a perder centralidade ao longo do tempo. Investir hoje na construção de uma rede física estatal de postos é, no mínimo, ignorar essa tendência – quando não apostar deliberadamente contra ela.
Também é ilusório imaginar que a simples presença de uma estatal reduziria preços. O preço dos combustíveis no Brasil é determinado majoritariamente por fatores como cotação internacional do petróleo, taxa de câmbio, carga tributária e mistura obrigatória de biocombustíveis. A distribuição, embora relevante, responde por uma parcela limitada dessa formação. A experiência de outros setores regulados com presença estatal, como o bancário, demonstra que isso não se traduz automaticamente em preços mais baixos ao consumidor.
Por fim, há o custo institucional. Criar uma nova estatal exige lei específica, dotação orçamentária, estrutura de governança e inevitável exposição a disputas políticas. Tudo isso para ingressar em um mercado já plenamente atendido – ainda que imperfeito.
Diante desse quadro, insistir nessa proposta é, na prática, tentar corrigir um erro estrutural com um improviso ainda mais custoso.
Mas há um caminho melhor – e ele já estava em construção.
Durante nossa gestão na Petrobras, iniciamos um processo estruturado e responsável de reaproximação com a Vibra Energia, sucessora da BR Distribuidora. Esse movimento não se dava por ruptura, mas por reconstrução de valor.
Primeiro, a revisão do contrato de uso da marca Petrobras, que hoje permite, de forma distorcida, a comercialização de combustíveis que não são da Petrobras sob uma marca que carrega décadas de reputação e confiança.
Segundo, a construção de alternativas para uma reentrada da Petrobras na composição acionária da Vibra, de forma negociada e alinhada com os interesses dos acionistas de ambas as companhias. Ao contrário do que muitos supõem, mecanismos como as chamadas “poison pills” não são barreiras intransponíveis – são instrumentos de proteção que podem ser ajustados pelos próprios acionistas, caso haja uma proposta que gere valor.
Terceiro, a recomposição de ativos estratégicos no refino, com negociações avançadas para a recuperação de unidades relevantes, como as refinarias da Bahia e do Rio Grande do Norte, cuja venda fragmentou o sistema e criou distorções regionais importantes.
Esses processos estavam em estágio avançado: due diligences realizadas, entendimentos firmados e caminhos desenhados. Tratava-se de uma estratégia consistente de recomposição da integração da Petrobras – não por decreto, mas por racionalidade econômica e governança de mercado.
Esse trabalho, no entanto, foi interrompido de forma abrupta com minha saída da presidência da companhia. Desde então, pouco se avançou nessa agenda. E, agora, ressurge a tentação de soluções simplistas, que ignoram tanto a complexidade do setor quanto os caminhos já estruturados.
O Brasil não precisa reinventar a roda – muito menos criar uma nova empresa estatal para repetir, com atraso e maior custo, o que já existia. Precisa, sim, de uma estratégia madura para recompor sua capacidade de coordenação no setor de combustíveis, respeitando o mercado, a governança e as transformações em curso.
Corrigir erros exige método, não voluntarismo. E, sobretudo, exige não substituir um equívoco por outro ainda maior.
Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi Secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais da Governsdora Wilma de Faria no Estado do Rio Grande do Norte (2003–2005 e 2007–2010), Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Norte (2019–2023), Coordenador do capítulo de Energía, Petróleo e Gás da Transição de Governo do Presidente Lula (2022–2023) e presidente da Petrobrás (2023–2024).
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) manifestou preocupação com os impactos do aumento no preço do óleo diesel sobre o setor de transporte no Rio Grande do Norte, no sistema intermunicipal. Segundo a entidade, o combustível já acumula alta em torno de 20%, pressionando significativamente os custos operacionais das empresas.
O presidente da federação, Eudo Laranjeiras — que também ocupa a vice-presidência da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) — avalia que o cenário pode provocar redução na oferta de serviços, já que os reajustes recentes comprometem o equilíbrio financeiro das operadoras. Diante disso, ele informou que pretende procurar o Governo do Estado do Rio Grande do Norte para discutir alternativas e buscar uma solução para o setor.
“Estamos diante de um aumento expressivo nos principais insumos do setor. O diesel tem um peso determinante na estrutura de custos, e essa elevação impacta diretamente a sustentabilidade das empresas”, afirmou o dirigente.
Entre as principais preocupações da federação está o risco de diminuição na oferta de transporte. Segundo a Fetronor, o aumento dos custos pode levar empresas a reverem operações, afetando diretamente a população usuária, sobretudo em linhas consideradas essenciais.
O cenário, de acordo com a entidade, exige atenção imediata. Sem medidas de mitigação, a tendência é de agravamento das dificuldades financeiras das operadoras, com reflexos na qualidade e na continuidade do transporte de passageiros no estado.
O caso que marcou o Rio Grande do Norte voltou a ter novos desdobramentos na Justiça. O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com recurso para tentar impedir a progressão de regime do policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pela morte da jovem Zaira Cruz, ocorrida em 2019, em Caicó.
O condenado cumpre pena de 20 anos de prisão por estupro e homicídio qualificado. Recentemente, a Justiça autorizou a mudança do regime fechado para o semiaberto. Com isso, ele passou a usar tornozeleira eletrônica.
Diante da decisão, o MPRN apresentou um recurso pedindo a revisão do benefício. O órgão argumenta que, pela gravidade do crime e pela periculosidade do condenado, é necessário realizar um exame criminológico antes de qualquer progressão de regime.
Segundo o Ministério Público, apenas o bom comportamento no presídio não é suficiente para garantir que o apenado esteja apto a voltar ao convívio social. O órgão também destaca que o condenado ainda tem mais de 11 anos de pena a cumprir.
O crime teve grande repercussão no estado. De acordo com o processo, a vítima foi assassinada após sofrer violência sexual, o que, segundo o MPRN, demonstra a gravidade do caso e a necessidade de uma análise mais rigorosa antes de conceder benefícios.
O Ministério Público também ressaltou que o condenado era policial militar na época dos fatos, o que agrava a situação, já que ele tinha o dever de proteger a população.
No recurso, o órgão pede que a decisão seja revista e que o condenado retorne ao regime fechado até que seja realizado um exame técnico que avalie se ele pode, de fato, progredir de regime.
A espera acabou. Sob a liderança da prefeita Nilda Cruz, Parnamirim iniciará a distribuição dos Cartões EducaParnamirim, uma iniciativa que já se consolida como um dos maiores marcos de sua gestão. Ao todo, 24.238 alunos matriculados na rede municipal de ensino receberão o cartão, que garante apoio na compra de material escolar e itens de uso pessoal, contribuindo diretamente para o dia a dia dos estudantes. A entrega será iniciada nesta segunda-feira (23), nas próprias unidades.
Mais do que um benefício, o programa representa uma verdadeira transformação: ao mesmo tempo em que garante liberdade de escolha para estudantes e suas famílias na compra do material escolar, também promove um forte aquecimento da economia local.
Com o cartão, os recursos chegam diretamente às mãos da população e são investidos no comércio da própria cidade, fortalecendo pequenos negócios, gerando emprego e fazendo o dinheiro circular dentro de Parnamirim. Ao todo, serão R$ 4,8 milhões injetados na economia do município.
Na educação, o impacto também é direto. Alunos da Educação Infantil e dos Anos Iniciais recebem R$ 200, enquanto estudantes dos Anos Finais e da EJA contam com R$ 150, valores destinados exclusivamente à compra de materiais de uso individual, respeitando as necessidades de cada aluno.
A iniciativa une autonomia, dignidade e desenvolvimento econômico em uma única política pública. Um avanço que vai além da sala de aula e alcança toda a cidade, mostrando que investir em educação também é impulsionar o futuro de Parnamirim.
Empresas credenciadas:
📌Livraria e Papelaria Tropical Rua Cruzeiro do Sul, 917 – Santos Reis
📌Sacolão Rua Sargento Norberto Marques, 94 – Centro
📌Comercial Andrade Rua Luís Bento da Silva, 1150 – Nova Esperança
📌Mistura Fina Rua Dorothy de Moura Lima, s/n, Box 67 – Mercado Novo
📌Lojão dos Alumínios Rua Tenente Ferreira Maldos, 250 – Centro
Uma adolescente de 16 anos foi sequestrada após um familiar indireto ganhar o prêmio da Mega-Sena, no município de Barra de São Francisco, no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil do estado, o crime ocorreu a mando de um integrante da facção criminosa CV (Comando Vermelho), detido em um presídio na Bahia.
A investigação apontou que o os envolvidos planejaram o sequestro quando descobriram que o familiar da jovem havia ganhado uma alta quantia de dinheiro com o prêmio. Inicialmente, de acordo com a polícia, os suspeitos planejavam raptar outro membro da família.
Embora não conseguiram executar o plano inicial pela dificuldade encontrada, os envolvidos decidiram pelo sequestro da adolescente, que não possui vínculo sanguíneo com o ganhador e mantém um relação familiar indireta.
Segundo a delegada Jéssica Bohrer, responsável pela investigação, o homem custodiado na penintenciária de Teixeira de Freitas, na Bahia, é membro do CV e coordenava remotamente a ação, orientando os demais supeitos.
Em uma ação conjunta realizada na quarta-feira (18), as polícias da Bahia e do Espírito Santo identificaram um cativeiro em uma residência localizada no Posto da Mata, em Nova Viçosa (BA).
No local, equipes de ambos estados realizaram o cerco tático e interdiataram o imóvel. Um dos suspeitos apresentou resistência armada, portando um calibre .32, e acabou sendo atingido no confronto contra os policiais. Ele chegou a ser socorrido mas acabou não resistindo.
Foram apreendidos no cativeiro a arma de fogo utilizada pelo suspeito, um veículo com restrição de roubo e aproximadamente 800 gramas de entorpecentes, entre crack e maconha.
Após a operação, que contou com diversas forças de segurança, a adolescente foi resgatada e encaminhada de volta ao Espírito Santo, onde foi entregue à família.
Uma nova pesquisa eleitoral mostra Allyson Bezerra liderando a disputa pelo Governo do Estado e ampliando a vantagem em todos os cenários analisados.
No levantamento divulgado nesta sexta-feira (20), Allyson está na frente tanto na intenção espontânea quanto na estimulada, o que indica um nível elevado de consolidação eleitoral.
Na intenção espontânea, quando o eleitor não recebe nomes previamente, Allyson já soma 23,7%, superando com folga Álvaro Dias, que registra 17,5%. Isso ostra que o nome do prefeito de Mossoró está mais presente na memória do eleitor.
Quando o cenário é apresentado ao eleitor, a vantagem cresce. Na pesquisa estimulada, Allyson atinge 37,3%, abrindo mais de 15 pontos sobre Álvaro Dias (21,5%) e deixando Cadu Xavier com apenas 8,1%. O resultado mostra a consolidação da liderança.
O domínio se mantém, e se fortalece, nas projeções de segundo turno. Em um confronto direto com Álvaro Dias, Allyson aparece com 38,6% contra 25,9%, uma diferença que indica vantagem confortável. Já contra Cadu Xavier, o cenário é ainda mais elástico: 44% a 9,6%, consolidando um quadro de ampla superioridade.
O Instituto Seta ouviu 1.500 eleitores entre os dias 7 e 9 de março. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos BR-01174/2026 e RN-07529/2026.
O governo federal antecipou o pagamento do 13º salário dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2026. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (19).
Terão direito ao abono os segurados que receberam, ao longo de 2026, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão. Também entram na lista os beneficiários de auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente.
O pagamento será feito em duas parcelas, entre abril e maio, junto com o depósito regular dos benefícios mensais.
Como será feito o pagamento do 13º do INSS
De acordo com a portaria, a primeira parcela corresponderá a 50% do valor do benefício. Já a segunda parcela poderá ter desconto de Imposto de Renda, nos casos em que o segurado for contribuinte.
Os depósitos seguirão o calendário tradicional do INSS. Primeiro, recebem os beneficiários que ganham até um salário mínimo, fixado em R$ 1.621 no texto informado. Para quem recebe acima desse valor, os pagamentos começam em maio.
Como consultar o valor do 13º
A consulta do valor a ser pago deve ser liberada próximo à data dos depósitos e poderá ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS.
Quem não tem acesso à internet poderá obter as informações pela Central 135, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Na ligação, será necessário informar o CPF e confirmar dados cadastrais.
Calendário do 13º do INSS para quem recebe até um salário mínimo
Final do benefício 1 — 24/4 e 25/5 Final do benefício 2 — 27/4 e 26/5 Final do benefício 3 — 28/4 e 27/5 Final do benefício 4 — 29/4 e 28/5 Final do benefício 5 — 30/4 e 29/5 Final do benefício 6 — 4/5 e 1/6 Final do benefício 7 — 5/5 e 2/6 Final do benefício 8 — 6/5 e 3/6 Final do benefício 9 — 7/5 e 5/6 Final do benefício 0 — 8/5 e 8/6
Calendário do 13º do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo
Final do benefício 1 e 6 — 4/5 e 1/6 Final do benefício 2 e 7 — 5/5 e 2/6 Final do benefício 3 e 8 — 6/5 e 3/6 Final do benefício 4 e 9 — 7/5 e 5/6 Final do benefício 5 e 0 — 8/5 e 8/6
Antecipação do 13º chega ao sétimo ano seguido
Segundo o texto, a expectativa do governo é contemplar 35,2 milhões de segurados. Este é o sétimo ano consecutivo em que o pagamento do 13º do INSS é antecipado.
Em 2020 e 2021, a medida foi adotada em razão da crise provocada pela pandemia de covid-19. Nos anos seguintes, a antecipação foi mantida com o objetivo de estimular a economia.
A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTTU), deu mais um passo importante no fortalecimento da mobilidade urbana e da segurança viária no município.
A SMTTU, em articulação com a Secretaria Municipal de Segurança, com foco na modernização das ações de trânsito e no aprimoramento da atuação da Guarda Civil Municipal (GCM), anuncia a apresentação oficial do Curso de Formação para Agentes de Trânsito.
O projeto será desenvolvido pela própria SMTTU com o objetivo de capacitar tecnicamente os profissionais que atuarão diretamente na organização, fiscalização e educação no trânsito da cidade.
A empresa responsável pela execução da qualificação já detalhou toda a estrutura do curso, incluindo metodologia, acesso à plataforma de ensino, conteúdo programático, critérios de avaliação e diretrizes pedagógicas. A formação contempla tanto aspectos teóricos quanto práticos, alinhados à legislação de trânsito vigente.
Mais do que cumprir exigências técnicas, a iniciativa busca elevar o padrão de atuação da Guarda Municipal, promovendo uma atuação mais integrada, eficiente e qualificada no ordenamento do trânsito.
A expectativa é que a medida contribua diretamente para a redução de acidentes, melhoria do fluxo viário e fortalecimento da cultura de respeito às normas de circulação em Extremoz.
Para a SMTTU, a implantação do curso representa um avanço significativo na política pública de mobilidade urbana, reforçando o compromisso da gestão municipal com a valorização dos servidores e com a construção de um trânsito mais seguro e humanizado.
A Secretaria também destacou que seguirá atuando de forma integrada com outros órgãos municipais, buscando soluções modernas e sustentáveis para os desafios da mobilidade urbana no município.
Um carro pegou fogo dentro de uma loja de veículos na tarde desta quinta-feira (19), na Avenida Maria Lacerda Montenegro, em Parnamirim. Ninguém ficou ferido. De acordo com relatos, o carro estava estacionado e desligado quando começou a emitir fumaça no motor. Funcionários tentaram conter as chamas com extintores, mas o fogo se espalhou rapidamente.
No momento do incidente, cerca de 30 carros estavam no local. Com ajuda de funcionários e populares, todos foram retirados sem danos. A estrutura da loja também não foi comprometida.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado e chegou ao local em aproximadamente 10 minutos. As chamas foram controladas, mas o veículo ficou completamente destruído. Além do carro, houve danos em parte do painel e em lâmpadas do estabelecimento devido ao calor.
Caso foi tratado como pane
A suspeita inicial é de que o incêndio tenha sido causado por uma pane no veículo. Apesar do susto, não houve feridos.
A Prefeitura Municipal de Mossoró realizará entrega da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria da Silva Pereira, na comunidade rural Arisco, nesta sexta-feira (20), a partir das 17h. O equipamento chega para fortalecer a rede municipal de saúde com atendimentos e serviços de qualidade para a população de toda a região.
A UBS ofertará atendimentos básicos e gratuitos nas áreas de Clínica Geral, Enfermagem e Odontologia. E ainda, consultas médicas, inalações, injeções, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico, fornecimento de medicação e encaminhamentos adequados para outras especialidades.
A unidade é composta por um consultório médico, um consultório odontológico, uma sala de procedimentos (que abrange curativo, imunização e esterilização), um consultório de enfermagem (triagem). O Setor de Serviços de Apoio é constituído por dois banheiros adaptados para pessoas com deficiência e o DML.
Um equipamento moderno e seguro, acessível a todas as pessoas. Uma UBS completa, totalmente equipada, pronta para atender aos usuários de toda a região com uma equipe de servidores qualificados.
A Câmara Municipal de Natal rejeitou, nesta quinta-feira (19), a proposta que concedia o título de cidadania natalense à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A matéria não atingiu o número mínimo de votos exigido para aprovação, segundo registro da sessão ordinária.
De acordo com o placar oficial, foram 14 votos favoráveis, cinco contrários e 10 ausências justificadas. Como o projeto exigia maioria absoluta dos vereadores, a proposta acabou sendo rejeitada por diferença de um voto.
O projeto já havia sido retirado de pauta em maio do ano passado e voltou à discussão no plenário nesta quinta, quando foi novamente apreciado pelos parlamentares da Casa.
Segundo a Câmara, após a votação, a autora da proposta, vereadora Camila Araújo (União), comentou o resultado em plenário. “Não dá para ganhar todas, mas fico feliz pelo título que tentei”, declarou.
Com a rejeição, a proposta é arquivada, conforme o regimento interno da Casa Legislativa, salvo nova apresentação em outro momento.
A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou, em plenário, o Projeto de Lei Complementar nº 02/2026, de autoria do Poder Executivo, que trata do reajuste salarial dos servidores públicos efetivos do município. Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Executivo Municipal.
A proposta estabelece um aumento de 5% sobre o vencimento base da categoria, com efeitos a partir de 1º de abril de 2026. De acordo com o texto aprovado, a medida tem como objetivo recompor, ainda que parcialmente, as perdas inflacionárias acumuladas, contribuindo para a preservação do poder aquisitivo dos servidores.
A iniciativa considera, também, os limites estabelecidos pela responsabilidade fiscal e a capacidade financeira do município, buscando garantir o equilíbrio das contas públicas sem comprometer a valorização do funcionalismo.
A Sessão Ordinária foi transmitida ao vivo e está disponível no canal oficial da Câmara Municipal de Parnamirim no YouTube: https://www.youtube.com/live/m-nt1RMHWVU?si=guwhwFUMdY7TtKBA
Os professores da rede pública municipal de Parnamirim terão um reajuste de 5,4% em seus salários. A lei que garante o cumprimento do piso nacional do magistério foi sancionada nesta quarta-feira (18) pelo prefeita Nilda. Esse é mais um benefício que que a gestão atual promoveu para a categoria, demonstrando a clara prioridade dada a educação em Parnamirim.
Esse é o terceiro reajuste salarial concedido pela atual gestão ao magistério municipal. Em 2025, a administração já havia cumprido o reajuste nacional do piso e iniciado a recomposição salarial da categoria, em outubro. Agora, com a nova lei sancionada, a gestão reafirma uma política contínua de valorização dos professores.
A prefeita destacou, durante a sanção da lei, o compromisso pessoal e histórico com a valorização dos profissionais da educação: “Como professora, eu jamais poderia deixar de valorizar a minha categoria. Foram 32 anos dentro das escolas públicas, vivendo de perto os desafios, entendendo as necessidades e lutando por melhores condições para os nossos educadores. Hoje, como prefeita, sigo com esse mesmo compromisso de vida: fortalecer a educação e garantir avanços reais para quem faz ela acontecer todos os dias. Desde que assumimos a gestão, temos trabalhado de forma firme para promover conquistas importantes para os professores, porque sabemos que valorizar o magistério é investir no futuro da nossa cidade.”
Paralisação é vista pela categoria como forma de pressionar por medidas que contenham a alta do diesel| Foto: Magnus Nascimento
Caminhoneiros autônomos do Rio Grande do Norte defendem a paralisação da categoria, que vem sendo cogitada desde a semana passada em razão dos sucessivos aumentos no preço do diesel. A adesão ao movimento ainda depende de uma definição da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A Confederação aguardará a decisão da Assembleia Geral dos Caminhoneiros, que acontecerá nesta quinta-feira, dia (19), na sede Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (SINDICAM).
De acordo com Valdir Pereira, presidente da Cooperativa de Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Norte (Coopcam-RN), a orientação local é aguardar o posicionamento nacional, embora haja apoio ao movimento. “Hoje, a vida do caminhoneiro está muito difícil. Além do combustível, esses trabalhadores são afetados por outros custos, porque tudo sobe. Para se ter uma ideia, tem PF (prato feito) que custa R$ 45 entre São Paulo e o RN. Ou seja, tudo é muito caro, então, o caminhoneiro está sendo obrigado a aderir ao movimento de greve. Imagine fazer cerca de 7 mil quilômetros para ir e vir de São Paulo com os preços que estão aí”, afirma.
Entre os profissionais, a paralisação é vista como forma de pressionar por medidas que contenham a alta do diesel. O caminhoneiro Erivan Fernandes, de 52 anos, relata que o valor dos fretes não acompanha o aumento dos custos. “Sou caminhoneiro há muito tempo e nunca vi uma situação tão difícil. O valor de um frete como o que vou fazer hoje – de Natal para Petrolina (PE) – dava para ir e voltar. Agora, não mais. Vou ter que colocar mais R$ 600, fora outros custos. Desse jeito, não tem como trabalhar. Então, sou totalmente a favor da greve”, diz.
Na Ceasa, em Natal, o caminhoneiro Alex D’Castro descarregava, nesta quarta-feira (18), dois caminhões com 40 toneladas de cebola cada, vindos de Santa Catarina. Segundo ele, o custo adicional com o diesel já impacta diretamente os fretes. “Com o último reajuste, estou pagando cerca de R$ 3,5 mil a mais em cada frete. Isso é um absurdo. É um aumento que chega ao consumidor final, então não são apenas os caminhoneiros que deveriam protestar”, afirma.
Já o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern) avalia que uma eventual adesão no estado deve ser limitada. O presidente da entidade, Edson Negrão, afirma que não há mobilização entre os trabalhadores vinculados ao sindicato. “A gente acredita que, se acontecer a greve, ela será por parte do caminhoneiro autônomo. Da parte do Sintrocern, não existe nenhuma movimentação nesse sentido, que avaliamos como algo político-partidário”, diz.
Segundo Negrão, o sindicato acompanhará o desdobramento do movimento. “Se houver paralisação, serei notificado como integrante da CNTTL e vamos analisar a pauta junto ao sindicato patronal (Setcern), que também tem interesse na redução dos custos”, afirma. Procurado, o Setcern informou que não participa da greve, mas acompanha as discussões.
Proposta
A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.
A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).
Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.
A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.
A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.
Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.
A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.
A alta de cerca de 20% no preço do óleo diesel já pressiona o transporte de passageiros no Rio Grande do Norte e acende um alerta para possível redução na oferta do serviço. A avaliação é da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, que vê risco real de cortes nas operações caso não haja medidas emergenciais.
Segundo o presidente da entidade, Eudo Laranjeiras, o combustível tem peso decisivo nos custos das empresas e compromete a sustentabilidade do setor. Diante do cenário, a federação pretende procurar o Governo do RN para discutir alternativas que evitem um colapso no sistema.
O problema local acompanha um movimento nacional, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, variação do câmbio e política de preços da Petrobras. Mesmo com tentativas de contenção por parte do governo federal, o impacto segue forte no dia a dia das empresas.
Com margens cada vez mais apertadas, operadores já admitem revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar linhas mais rentáveis. A consequência pode atingir diretamente a população, especialmente em áreas periféricas, que dependem do transporte público.
Diante desse cenário, o setor defende medidas como revisão de subsídios e ajustes tarifários. Sem uma solução, o risco é de agravamento da crise, com menos ônibus nas ruas e mais dificuldades para quem depende do serviço diariamente.