
Segundo a emissora CBS News, o escritório do xerife do condado de Stevens recebeu um chamado por volta das 15h30 da quarta-feira (14), após a descoberta de destroços desconhecidos no local.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o Gabinete do Xerife informou que trabalha com órgãos estaduais e federais para identificar a origem do material, localizar seu responsável e organizar a retirada da estrutura. De acordo com as autoridades, o objeto não representa perigo para a população.

Foguete chinês é uma das hipóteses
Uma das possibilidades investigadas é que o fragmento pertença ao foguete Zhuque-2E, lançado pela China em 15 de setembro. A missão partiu do deserto de Gobi e tinha como objetivo colocar dez satélites em órbita para a constelação Qianfan, projeto de internet via satélite semelhante à Starlink, da SpaceX.
Dois elementos reforçam essa hipótese. O primeiro é a dimensão do objeto encontrado: o estágio superior do Zhuque-2E tem aproximadamente 3,35 metros de diâmetro, medida compatível com a estrutura localizada no milharal.
O segundo indício são relatos de bolas de fogo observadas no céu do Meio-Oeste dos Estados Unidos na noite de 15 de setembro, inclusive em regiões de Minnesota e Kansas. Segundo informações divulgadas por veículos de comunicação americanos, os registros podem ser compatíveis com a reentrada de destroços do foguete na atmosfera terrestre.
A emissora KGW8 informou que agricultores estimam que o objeto estivesse no campo havia pelo menos seis semanas. A avaliação teria como base o crescimento da plantação ao redor e por baixo da estrutura.
Apesar das coincidências, ainda não há confirmação oficial de que o material pertença ao foguete chinês. Segundo o site Ars Technica, a empresa responsável pela família de foguetes Zhuque ainda não havia reconhecido a procedência dos destroços.
Quem responde pela queda de destroços espaciais?
As regras internacionais estabelecem mecanismos de responsabilidade dos Estados por danos provocados por objetos espaciais. A Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais prevê, em determinadas condições, a responsabilização do Estado lançador por danos causados na superfície terrestre.
No caso de Minnesota, porém, ainda é necessário confirmar a origem do objeto e verificar se houve algum dano para determinar quais responsabilidades podem ser aplicáveis.
Fonte: Revista Galileu