Mesmo com petróleo perto de US$ 100, governo não prevê retomada de subsídio do diesel de R$ 0,35

Apesar do barril de petróleo voltar a se aproximar de US$ 100 por barril, a equipe econômica não pretende, neste momento, restabelecer a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, suspensa no início de julho.

A informação foi confirmada, na última sexta-feira (24), pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Segundo o ministro, a avaliação do governo é que o aumento da cotação do petróleo ainda não provocou impacto suficiente sobre os preços internos para justificar a retomada do benefício.

“Considerando nossa estratégia de suavização de preços, é preciso olhar o que está acontecendo no preço final ao consumidor. Hoje, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, segurar um pouco a estratégia de retirada gradual tendo em vista a piora do cenário, mas também entendemos que não justifica retomar o de R$ 0,35 até aqui”, explicou Moretti.

O ministro ressaltou ainda que a subvenção, atualmente em vigor, já representa um custo fiscal elevado para a União.

Embora, tenha descartado a retomada do subsídio adicional ao diesel, o governo decidiu manter as medidas de apoio já em vigor. Atualmente, seguem válidos o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel e o de R$ 0,44 por litro da gasolina, prorrogado por mais um mês.

Segundo o Ministério do Planejamento, o benefício à gasolina tem custo estimado de R$ 1,3 bilhão por mês, enquanto o auxílio ao diesel representa cerca de R$ 5,5 bilhões mensais.