Senado aprova estímulo à transformação de clubes em empresas

O Senado aprovou nessa 5ª feira (10.jun.2021) o PL (projeto de lei) que traz incentivos à transformação de clubes de futebol em empresas. Atualmente, a maior parte dos clubes é organizada sob a forma de associação. O projeto permite que eles se tornem uma “SAF” (Sociedafde Anônima do Futebol) –ou seja, uma companhia cuja atividade principal consista na prática de futebol em competições profissionais.

O PL permite às SAFs explorar os direitos de propriedade intelectual de sua titularidade e negociar direitos econômicos de atletas profissionais, dentre outras atividades. O texto vai à Câmara.

O projeto também estabelece normas de governança, controle e transparência; institui meios de financiamento da atividade e prevê um sistema tributário específico.

O relator do PL é o senador Carlos Portinho (PL-RJ). Ele explica que o projeto cria “um novo tipo societário, exclusivamente para o futebol, para que, com regras específicas de objeto social, constituição, capitalização, governança e mecanismos de saneamento, possa aprimorar o ecossistema do futebol brasileiro”.

Portinho destacou que, à exceção de poucos clubes, a situação financeira dos clubes de futebol é notória pela oscilação e pela precariedade. E com a pandemia o quadro se agravou. “Houve redução das receitas dos clubes com o consequente aumento do endividamento. As entidades que tinham condições viram-se obrigadas a usar reservas de capital e a venderem jogadores para se manter. Outras, testemunharam o agravamento de uma já comprometida situação financeira e fiscal”, pontua o relator.

Segundo Portinho, não será a salvação do futebol. “Mas estamos dando uma alternativa de mercado. Estamos mudando a forma de atrair investimentos, dando mais responsabilidades aos dirigentes e permitindo mais arrecadação para o governo”, disse.

O senador citou um estudo encomendado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para mostrar que, em 2018, a cadeia produtiva do futebol foi responsável por 0,72% do PIB (produto interno bruto) do país, com a geração de aproximadamente 156 mil empregos e a movimentação de quase R$ 53 bilhões. Segundo o relator, existem mais de 7 mil clubes registrados no Brasil, que reúnem em torno de 360 mil atletas atuantes em cerca de 250 competições.
Fonte: poder 360.

‘Vale tudo’ das empresas sobre salvar Amazônia será cobrado com juros pelo consumidor

A Amazônia estaria salva se dependesse dos anúncios publicados por grandes empresas no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no último sábado (5.jun.2021). Foi uma avalanche de resultados positivos contra o desmatamento, as queimadas e o aquecimento global.

A JBS, 2ª maior indústria de alimentos do mundo, foi a que tomou a iniciativa mais agressiva e também a que narra os fatos mais contestados por ecologistas. Em anúncios na TV, ela diz que nenhum dos seus fornecedores de gado tem fazendas em áreas desmatadas na Amazônia. A empresa de Joesley Batista diz que agora vai atacar aqueles que fornecem para os fornecedores, uma cobrança que os consumidores europeus, sobretudo os alemães, colocaram nas mesas de negociação há mais de 30 anos. Só agora, JBS?

Originalmente nenhuma empresa existe para salvar a Amazônia, reduzir o aquecimento global ou livrar a Terra do apocalipse. Era assim até a última década do século 20. A partir de então as companhias, por pressão dos consumidores, tiveram que assumir cada vez mais funções sociais.

Aquele velho papo de que a empresa cumpre sua função social criando empregos já não vale mais nada. As empresas precisam ter fornecedores éticos, ser ambientalmente correta e adotar uma política de distribuição de lucros com seus funcionários. É o padrão mínimo. Se for uma grande corporação, terá que cuidar do planeta, também, sob o risco de sofrer boicote dos consumidores mais preocupados com o ambiente. O mundo deu essa virada e não há nenhuma indicação de que vá mudar de ideia.

É por isso que as empresas despejam avalanches de autoelogios não só no Dia do Meio Ambiente. Corporação sem imagem positiva junto ao consumidor virou um passivo tóxico. Vide a Vale. Já deve ter gastado mais de R$ 50 bilhões em ações, indenizações e acordos e continua com a sua imagem no lixo porque a fundação que criou no caso da barragem do Fundão, em Mariana, cujo rompimento em 2015 provocou o maior desastre ambiental do país e 19 mortes, não funciona. Cinco anos depois, a Vale não consegue restituir uma simples casa para quem teve o seu imóvel destruído pela imperícia da empresa. A China, maior comprador da Vale, faz de conta que não viu nada, mas está todo mundo vendo.

A moda agora entre as empresas é o chamado “net zero”, em inglês mesmo (o termo poderia ser traduzido por “carbono zero”, já que esse é o objetivo). Parece que a onda de plantar árvores para compensar a poluição passou, já que esse tipo de compensação mal aparece nos anúncios atuais.

A JBS aderiu ao programa “net zero” e promete zerar as emissões até 2040. A empresa parece séria nesse propósito, mas incluiu dados controversos em sua propaganda na TV. Diz que não compra gado de áreas desmatadas, mas a ONG Global Witness constatou que houve aquisição de 327 fazendas que desmatam a Amazônia. A JBS disse que houve equívoco na análise da ONG e que 40% dos casos citados estavam em fase de regularização ambiental.

A ideia de que as empresas exageram nos feitos e promessas, inventando de supetão programas que somem assim como apareceram, não é minha. Roubei-a do CEO da Klabin, Cristiano Teixeira. “Fico muito impressionado com esse vale tudo que está acontecendo. Quem parar para analisar vai ver que muito do que está sendo dito é puro marketing”, afirma.

Teixeira sabe do que fala. A Klabin foi uma das primeiras empresas brasileiras a aderir ao “net zero”, em 2019, e vai se sentar à mesa em novembro para discutir o papel das corporações no Acordo de Paris, um tratado internacional patrocinado pelas Nações Unidas, que busca frear o aquecimento da Terra. Um vale-tudo ecológico pode ser visto na TV. O Santander anunciou que está patrocinando um jardim vertical numa estação de trem da sede do banco em São Paulo. Jardim vertical pode ser uma obra estética incrível –o melhor que vi foi no Museu do Quai Branly, em Paris, criado em 2005.

Jardim vertical pode ser lindo, mas não tem nada de ecológico. Em muitos casos, há desperdício de água e nutrientes, e não serve para compensação ambiental. Só deve estar no anúncio porque o banco não tinha nada melhor para mostrar.

A marquetagem ecológica levou o deputado federal David Miranda (Psol-RJ) a propor um projeto de lei que impediria empresas que tenham passivos ambientais de fazer propaganda sobre as maravilhas ecológicas que estão fazendo pelo mundo. Miranda já apresentou ótimos projetos, como o que institui um programa de prevenção ao suicídio entre militares, mas sua proposta é risível, ineficaz e tem cara de censura. Veto de propaganda só para cigarro, bebida alcoólica e açucarada, armas e remédios; ou seja, de produtos que afetam a saúde e a vida.

Fazer propaganda ambiental enganosa é tiro certo no pé, segundo o CEO da Klabin. Isso acontece por uma razão simples: há organismos independentes para checar tudo que as empresas fazem. As corporações foram tão pródigas em discursos dúbios e evasivas que uma nova figura se tornou essencial, sobretudo no mercado ecológico: o certificador. Todas as promessas feitas agora serão checadas num futuro breve. O mesmo fenômeno das promessas vãs já aconteceu na Europa. Lá, os consumidores educaram as empresas. Pela vara e pelo boicote. Funciona.

Fonte: poder 360.

Covid-19: como a pandemia pode afetar quem tem transtornos alimentares

Depois de mais de um 1 ano de mudanças na rotina para frear a disseminação da covid-19 ao redor do mundo e no Brasil, com impactos sociais, econômicos e de saúde relacionados à pandemia, o estresse e a incerteza se tornaram sentimentos presentes — o que em alguns casos, segundo especialistas, pode ser tornar fator para o desenvolvimento ou intensificação de transtornos alimentares.

“O transtorno alimentar é uma perturbação persistente em relação ao comportamento ou consumo de alimentos, que pode resultar em consequências na saúde física, social ou emocional”, define a psicoterapeuta Raquel Mello.

De acordo com Mello, o transtorno alimentar está inserido no CID (Código Internacional de Doenças). “Para as pessoas que já possuem um transtorno alimentar, a pandemia pode ser um gatilho para o agravamento da doença . Além disso, pelos fatores emocionais relacionados à crise de saúde, as pessoas podem desenvolver um transtorno alimentar durante a pandemia”.

A nutricionista Dayse Paravidino acrescenta que “a mudança brusca na rotina e o estresse diante da pandemia, assim como o isolamento social trouxeram como consequência o agravamento de distúrbios psicológicos e consequentemente transtornos alimentares como compulsão alimentar, anorexia e a bulimia”.

É o caso da moradora do Rio de Janeiro Maria Clara Matturo, de 22 anos. A jovem diz que sofre com compulsão alimentar desde criança, mas que a pandemia intensificou o transtorno alimentar por conta do estresse sobre o isolamento social.

“A sensação que tenho é que quando comecei a ficar em casa, lá no início da pandemia, eu precisei encarar de frente toda a situação que era ‘mascarada’ com a correria do dia a dia. Quando você está na rua vivendo é muito mais fácil se distrair dos problemas do que quando você está nesse momento de reclusão”, disse.

No entanto, ponderou que o período ‘contribuiu’ para uma ressignificação de hábitos. “Ainda quando todos os estabelecimentos estavam fechados, comecei a caminhar ao ar livre, em uma rua pouco movimentada perto da minha casa, como uma válvula de escape. E parece que uma coisa vai levando a outra. Então, por estar ‘descontando’ minhas emoções nas caminhadas, passei a descarregar menos aquilo na comida e aos poucos fui conquistando esse equilíbrio”.

Matturo afirmou que estava decidida a continuar cuidando de sua saúde física e mental no período em que as medidas relacionas ao coronavírus na cidade foram flexibilizadas.

“Foi nesse momento que eu procurei ajuda médica de uma nutricionista e terapeuta. Atualmente vivo com altos e baixos, como todo mundo. Tem dias que consigo levar a vida normalmente e até esqueço dessa compulsão, em outros já percebo que estou pensando na comida pelo lado emocional, mas isso é normal. Sinto que estou mais consciente e também mais no controle da minha jornada”, disse.

Segundo a nutricionista e mestre em Nutrição e Saúde Ana Paulo Cancio, a pandemia está sendo um gatilho para a má alimentação de muitas pessoas, além de episódios recorrentes de alimentação por compensação.

“Muitos começam a comer pelo emocional e de caráter de emergência. Essas pessoas geralmente buscam produtos alimentícios baixos em valor nutricional e calóricos”, diz.

Tratamento

Ao Poder360, as 2 nutricionistas e a psicoterapeuta convergiram no tratamento para as pessoas que sofrem com 1 transtorno alimentar em meio à pandemia. De acordo com as 3 especialistas, o cuidado deve ser feito por uma equipe de assistência multidisciplinar composta por nutricionista, psicóloga e educador físico.
Fonte:poder 360

Os Alves estão de volta ao poder em 2022

No RN, as perspectivas políticas para o futuro da família Alves são as melhores possíveis. Uma “briga” política envolvendo os primos Walter Alves, Henrique Alves e Carlos Eduardo Alves vem chamando atenção dos políticos do estado. Eles já contam como certa a vitória de Walter e de Henrique Alves para câmara federal, correndo por fora estão Carlos Eduardo Alves e o vereador Felipe Alves, ambos sonham com o senado federal e o mais jovem irá se credenciar com a vitória dos parentes para 2024, sobretudo para concorrer à prefeitura de Natal. Isso demonstra a fortaleza política que representa essa família tradicional da política do Rio Grande Norte. Um observador da cena, amigo de calça preta, garante que essa briguinha política não passa de uma estratégia para a conquista de duas cadeiras na câmara federal e a situação de Carlos Eduardo Alves, é mais confortável, pois lidera as pesquisas para o senado e ainda tem a possibilidade de disputar o governo apoiado pelos insatisfeitos com o PT. Resta saber se combinaram com os russos, ou melhor, os norte-rio-grandenses.

Conheça a faixa etária dos mortos por covid-19 no Brasil e em mais 4 países

Há um padrão nos países com mais casos de covid-19 e dados confiáveis à disposição: a maior parte das mortes causadas pela doença é de pessoas acima de 60 anos.

O Poder360 fez o levantamento do perfil etário das vítimas do coronavírus no Brasil e em 4 países com grande quantidade de casos diagnosticados.

BRASIL

No país, pessoas com 60 anos ou mais representam 71,5% dos mortos por covid-19 até 31 de maio de 2021. A taxa equivale a 311.929 idosos. O número caiu 1,5 ponto percentual em relação ao período anterior, que vai do início da pandemia até 31 de maio de 2020.

Pessoas fora da faixa etária de risco, que têm menos de 60 anos, são 28,5%, aproximadamente 1 em cada 4 mortes. Mortos com menos de 30 anos representam 1,6% do total.

Foram analisadas as mortes com faixa etária conhecida, já que não se sabe a idade de 74 vítimas no Brasil até o momento.

ESTADOS UNIDOS

Entre os mortos até 29 de maio de 2021, 79,7% tinham 65 anos ou mais. A maior taxa entre as faixas etárias analisadas pelo órgão é entre quem tem 85 anos de idade ou mais. Esse grupo concentra 30% das mortes, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao período que vai até maio de 2020, no início da pandemia.

ITÁLIA

A faixa etária mais afetada são os idosos de 80 a 89 anos, que representam 40,6% das vítimas até 26 de maio de 2021. Dos mortos, 3 não têm idade conhecida e não foram considerados no cálculo.

Entre os países analisados, a Itália é o que tem o menor percentual de vítimas da covid-19 com menos de 30 anos de idade. Essa faixa etária representa 0,1% do total de mortos, taxa que se manteve em relação ao período que vai do início da pandemia até 26 de maio de 2020.

REINO UNIDO

Não foram considerados na análise os registros da Escócia e Irlanda do Norte por falta de detalhamento da faixa etária das vítimas. Inglaterra e País de Gales concentram mais de 90% da população do Reino Unido.

Até 14 de maio de 2021, que é a atualização mais recente dos dados, 93,1% dos mortos nos 2 países tinham 60 anos ou mais. Do outro lado do espectro, os jovens com menos de 30 anos representam apenas 0,2% das vítimas.

SUÉCIA

Os mortos com 60 anos ou mais são 96,4% das vítimas. Os mais afetados têm de 80 a 89 anos, sendo 41,1% do total.

Fonte: poder 360.

Secretaria de Saúde suspende atendimento dos Centros Covid de Natal até domingo (6)

Centros oferecem consultas e testagem de pacientes. Segundo prefeitura, pessoas com sintomas leves devem permanecer em isolamento e procurar atendimento na segunda (7).

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que suspendeu os atendimentos nos Centros Covid-19 desta quinta-feira (3), feriado de Corpus Christi, até o próximo domingo (6).

Os três centros realizam consultas e testagem de pessoas com suspeita de Covid-19, na capital.

“As pessoas que apresentarem sintomas leves de síndrome respiratória como dor de cabeça, tosse, coriza, cansaço devem ficar em isolamento e procurar um dos centros na segunda-feira”, informou a secretaria em comunicado.

Desde o início desta semana, o atendimento ocorre das 8h às 14h. Desde o início de maio, o município enfrenta dificuldades para fechar as escalas médicas com três profissionais, por turno, em cada centro.

Isso aconteceu após parte dos médicos que atendiam nos locais desde o ano passado, contratados por meio de cooperativa, deixaram de atender. Segundo o Sindicato dos Médicos do RN, o motivo foi a redução no valor da hora trabalhada.
G1.Rn

“É voo de galinha”, diz Ciro Gomes sobre resultado do PIB

Ciro Gomes, pre-candidato a presidência da república, durante apresentação ma XXI Marcha dos Prefeitos. Brasilia, 22-05-2018. Foro: Sergio Lima.

Ciro Gomes (PDT) criticou a falta de um projeto econômico do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de seu ministro da Economia Paulo Guedes. Para o pré-candidato à presidência pelo PDT, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) não é animador. Ele concedeu entrevista à Folha de S.Paulo e foi publicada na 4ª feira (2.jun.2021).

Exportação de produtos básicos puxada pela demanda da China e favorecida pelo câmbio não geram emprego nem salários, nem tributos. É voo de galinha. Descemos 25 degraus de uma escada e estamos voltando três“, disse Ciro.

O PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país, subiu 1,2% no 1º trimestre, na comparação com os 3 meses imediatamente anteriores. O resultado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na 3ª feira (1º.jun).

O crescimento foi acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro. O governo comemorou o resultado. Para o time de Guedes, o resultado demonstra o “acerto” da política econômica.

Bolsonaro exaltou a alta no PIB do 1º trimestre. Na 3ª feira (1º.jun), ele afirmou em suas redes sociais que o resultado indica que o país está “voltando ao ritmo otimista do período pré-pandemia“.

Mas, para Ciro, não há um projeto para guiar a alta. “Não existe vento a favor para piloto que não sabe que rumo tomar“.

O emprego, citado pelo pedetista, é uma das áreas em que os resultados não são animadores. A taxa de desemprego no trimestre móvel de janeiro a março de 2021 chegou a 14,7%, o maior percentual da série histórica, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados em 27 de maio pelo IBGE.
poder 360.

PF faz buscas contra governador do Amazonas em investigação sobre desvio de verbas de combate à Covid

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), é alvo de busca na manhã desta quarta-feira (2) em uma operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades na construção do hospital de Campanha Nilton Lins, usado para o combate à Covid no estado.

O secretário de Saúde Marcellus Campêlo, o empresário Nilton Costa Lins Júnior e outras quatro pessoas são alvos de mandado de prisão. Campêlo não foi encontrado em dois endereços nos quais foi procurado.

Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em Manaus e Porto Alegre, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Agentes fazem busca na casa do governador, na sede do governo do Amazonas, na Secretaria de Saúde, na casa do secretário de saúde e na casa do dono do Hospital Nilton Lins e no Hospital Nilton Lins.

Além da ação da PF, Wilson Lima enfrenta na manhã desta quarta-feira (9) o julgamento, pela Corte Especial do STJ, de uma denúncia por supostas fraudes na compra de respiradores. O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, também responde à denúncia.

Lima e Campelo, o secretário de Saúde, estão entre os convocados para depor na CPI da Covid do Senado, que investiga a atuação do governo federal na pandemia e o uso de recursos federais por estados e municípios.

O G1 procurou o governo do estado, mas não obteve reposta até a última atualização desta reportagem. O advogado de Nilton Costa Lins Júior, José Carlos Cavalcante, afirma que não foi autorizado a acompanhar as buscas.

As ações são parte da quarta fase da Operação Sangria, que investiga crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer um grupo de empresários locais para a construção de um hospital de campanha, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.

De acordo com a PF, esse local não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Os contratos assinados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas para serviços de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem no hospital de campanha têm indícios de irregularidades no processo licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

Movimentação da PF em frente ao hospital de campanha Nilton Lins

Movimentação da PF em frente ao hospital de campanha Nilton Lins

G1.

O vice de Lula


Henrique Meirelles está piscando os olhinhos para Lula.

Perguntado pela Folha de S. Paulo sobre a possibilidade de ser vice na chapa do ex-presidiário, ele respondeu:

“Eu trabalhei com o então presidente Lula por oito anos, no período em que o Brasil cresceu de forma extraordinária. Por outro lado, estou trabalhando muito bem com o governador Doria.”

Lula e João Doria vão acabar juntos. Talvez até na mesma chapa. O Brasil é desesperador.
o antagonista.

Bolsonaro chama jornalista da CNN Brasil de “quadrúpede”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou a jornalista e apresentadora da CNN Brasil Daniela Lima.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, apoiadores do Bolsonaro o questionaram, quando ele chegou ao Palácio da Alvorada nessa 3ª feira (1º.jun.2021), sobre uma fala da jornalista no CNN 360º da semana passada. Ela se tornou alvo de ataques bolsonaristas depois de dizer: “Não saia daí porque agora, infelizmente, a gente vai falar de notícia boa, mas com valores não tão expressivos”.

Daniela comentava o saldo positivo – porém, o menor do ano – de vagas de emprego abertas em abril no país. No entanto, os apoiadores do presidente distorceram a fala, compartilhando nas redes sociais apenas a 1ª parte da frase (“infelizmente, a gente vai falar de notícia boa”).

Nessa 3ª feira (1º.jun), Bolsonaro, então, disse aos seus apoiadores, sem citar o nome da jornalista: “‘Infelizmente, somos obrigados a dar uma boa notícia, mas não é tão boa assim não’. É uma quadrúpede. Afinal de contas, acho que não preciso dizer de quem ela foi eleitora no passado, né? De outra do mesmo gênero.”

No dia 8 de maio, Daniela Lima também foi alvo de ataques de bolsonaristas ao comentar sobre a operação policial que deixou 28 mortos no Rio de Janeiro.
poder 360.

A solenidade de “Corpus Christi”

Padre João Medeiros Filho

A festividade de Corpus Christi (Corpo de Cristo) é celebrada sessenta dias após o domingo da Páscoa. Foi instituída pelo Papa Urbano IV, por meio da Bula “Transiturus”, em 8 de setembro de 1264. Na época, o Sumo Pontífice tomou conhecimento de que a freira belgaJuliana Mont de Cornillon, da diocese de Liège, tinhavisões de Jesus pedindo-lhe uma festa litúrgica anual em honra do Santíssimo Sacramento. Outro motivo influenciou a decisão de Sua Santidade. De acordo comrelatos eclesiásticos, Padre Pedro (da diocese de Praga)tinha, em alguns momentos, dúvidas sobre a presença de Cristo na Hóstia Consagrada. Voltando de Roma para aTchecoslováquia, o aludido sacerdote foi celebrar na cripta de Santa Cristina, em Bolsena (Itália). Ali, aconteceu algo miraculoso. Durante a elevação, começaram a cair gotas de sangue sobre o altar e o corporal. Este foi levado para a Catedral de Orvieto, onde é conservado até hoje.

A Eucaristia é a prova permanente da doação plena de Deus, ternura do Pai, abraço divino que nos é reservado, beijo do Eterno, que no silêncio do Pão da Vida mostra-nos seu amor e perdão. Eis o Tão Sublime Sacramento,segundo o poema de Santo Tomás de Aquino,continuidade da presença celestial temporalizada na Encarnação. Cristo quis se unir à humanidade. E esta, a partir de então, passa a ter um valor transcendente. O ser humano torna-se sacrário de Cristo! A fragilidadeassumida pelo Verbo Encarnado é elevada no Sacramento Eucarístico. Os contemporâneos de Jesus, ao ouvirem do Mestre que haveriam de comer a sua carne e beber o seu sangue, consideraram duras demais as suas palavras (cf. Jo 6, 53-60). E, não querendo aceitá-las, foram se retirando. Cristo questiona, então, os apóstolos: “Não quereis também vós partir?” Pedro respondeu-lhe: “A quem iremos, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna.” (Jo 6, 68-69). A Encarnação é, sem dúvida, um gesto inefável do amor de Cristo. Mas, Ele quis ir além, culminando com a Eucaristia. Graças à fé, podemos sentir essa teofania de Jesus, concedida por Deus a seus filhos diletos.

O Pão Eucarístico perpetua também os ensinamentos do Divino Mestre. Primeiramente, dá-nos a lição dehumildade e serviço. Com efeito, o que entre vós for o menor, esse é o maior.” (Lc 9, 48). Na Hóstia, o Filho de Deus faz-se pequeno para caber em nosso coração. Nessemistério sacramental, o Senhor deixa-nos o legado daverdadeira fraternidade. Torna-se alimento igual para todos: pobres e ricos, santos e pecadores. Ele ajuda-nos acompreender o perdão. É difícil perdoar, pois ultrapassa o entendimento e a lógica humana. No Pão Sagrado, o Redentor nos ensina a ser simples, desarmados e de braços estendidos. Deu-nos o exemplo, quando pendeu da Cruz, precedido pelo ato de sua generosidade na Última Ceia.No Altar, Jesus continua seus milagres de misericórdia e compaixão. Durante sua existência terrena, curou doentese ressuscitou mortos. Hoje, pela Comunhão revitaliza os irmãos amortecidos pela dor, angústia, ausência de Deus etibieza na fé. 

Quem sente falta do Divino, vai buscá-Lo na grandeza dessa presença silenciosa. Ele deixa que sua Palavra repercuta no íntimo de quem se achega para mitigar todo tipo de fome e sede. “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18), largados à própria sorte, prometeu o Senhor. Na Eucaristia contamos com a companhia divina, antecipação da eternidade, onde gozaremos o definitivo de nossa história. A Eucaristia é Deus em Cristo, amainando em nós as saudades do Infinito.

Cristo é nossa fortaleza e nos ajuda a caminhar. Quanto mais O temos presente, mais O buscamos, pois Ele é Mistério, ou seja, o Inesgotável. Vivemos a preparação e o aprendizado do nosso encontro definitivo com Ele. Aoparticiparmos da Santa Comunhão, já não ficaremossozinhos, Jesus estará conosco. Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20). Cônego Luiz Gonzaga Monte, um sábio e santo que morou entre nós, expressou seu sentimento místico e teológico: “Sem a Eucaristia somos pequenos demais para o Céu, com ela grandes para a terra.

URGENTE!!! Presidente Jair Bolsonaro se filiará ao Patriota, anuncia senador Flávio Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro vai se filiar ao Patriota. A notícia foi dada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do mandatário, durante uma convenção virtual do partido nesta segunda-feira (31/5).

Assim como o pai, Flávio também vai se juntar à sigla. Recentemente, o senador anunciou o seu desligamento do Republicanos. A troca de partido aconteceu para que ele ajudasse o presidente a encontrar uma nova legenda para disputar as eleições do ano que vem.

“É motivo de muita honra ser convidado para entrar num partido em que, talvez, eu devesse ter me filiado lá atrás. Me sinto um dos fundadores, participei da escolha do nome. Minha vinda para esse partido é para somar. Quero fazer um convite para que a gente forme o maior partido do Brasil a partir das eleições de 2022”, disse o parlamentar.

“Agora, com Bolsonaro na Presidência da República, não tenho dúvida que a gente pode construir partido maior ainda que o PSL”, acrescentou o senador.

 

Com muita honra comunico minha filiação ao Patriota. Participei diretamente de sua refundação, em 2018, desde a elaboração de seu Estatuto, com previsão inédita de ser o 1ª partido de direita do Brasil, até a escolha do nome “Patriota”. Que Deus nos abençoe nessa nova jornada!

A trombeta.

Sem celular e internet, mais pobres não recebem auxílio do governo, diz FGV

Auxílio Emergencial, aplicativo da Caixa Econômica Federal (CEF) para o pagamento digital em 2021. Sérgio Lima/Poder360 06.04.2021.

O Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (FGVcemif) fez um levantamento, ao qual o UOL teve acesso, que aponta reclamações relacionadas à exclusão digital pelas pessoas mais pobres na hora de fazer o cadastro do auxílio emergencial.

As classes D e E são as que mais têm dificuldades de acesso a celular e internet de qualidade. Segundo o estudo da FGV, pessoas que tentaram sem sucesso receber o auxílio emergencial em 2020 alegaram barreiras tecnológicas e problemas ao baixar ou utilizar o aplicativo da Caixa.

“Isso acaba sendo um problema, já que as pessoas dessas classes são justamente aquelas que estão em maior condição de vulnerabilidade social e precisam de políticas de transferência de renda”, disse Lauro Gonzalez, coordenador do FGVcemif, ao UOL.

De acordo com o site, foram realizadas 2.408 entrevistas (95% por questionários na internet e 5% por telefone), com pessoas de 16 anos ou mais, entre 29 de julho e 20 de agosto de 2020.

Nesta 3ª feira (25.mai.2021), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a prorrogação do auxílio emergencial, defendida por congressistas, depende da evolução da pandemia de covid-19.

“Depende da pandemia. Se a pandemia continuar conosco, nós temos que ir renovando as camadas de proteção. Se a pandemia recua, nós podemos já passar ao Bolsa Família, afirmou Guedes, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, na saída de um evento do BTG Pactual.

O auxílio emergencial voltou a ser pago em abril e tem quatro parcelas previstas neste ano. Segundo o Ministério da Cidadania, 39,1 milhões de famílias estão recebendo o auxílio, que varia de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 dependendo da formação familiar. O programa tem um orçamento de R$ 44 bilhões, que foi liberado pela PEC Emergencial e está fora do teto de gastos. Uma eventual prorrogação do auxílio pode exigir a ampliação desse orçamento.

poder 360.

Governadores estudam acionar o STF para suspender convocação da CPI

Governadores estudam entrar com uma ação coletiva no STF (Supremo Tribunal Federal) para não prestarem depoimentos à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado.

A comissão aprovou nessa 4ª feira a convocação de 9 governadores, além do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga. Leia a lista abaixo.

Uma das possibilidades é apresentar a ação via Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados. O grupo argumenta que convocar chefes de executivos estaduais à CPI infringe a Constituição.

Estamos estudando essa possibilidade. Os governadores não têm problemas de irem por convite à CPI. A preocupação é com o precedente de convocação sem amparo legal”, declarou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), ao jornal O Globo. Ele é um dos convocados pela CPI.

Os gestores estaduais chamados a prestar depoimento são aqueles cujos Estados foram alvos de operações da Polícia Federal para investigar mau uso do dinheiro destinado ao combate à pandemia.

Eis a lista:

  • Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas;
  • Helder Barbalho (MDB), governador do Pará;
  • Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal;
  • Mauro Carlesse (PSL), governador do Tocantins;
  • Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina;
  • Waldez Góes (PDT), governador do Amapá;
  • Wellington Dias (PT), governador do Piauí;
  • Marcos Rocha (PSL), governador de Rondônia;
  • Antônio Denarium, governador de Roraima.

A convocação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), estava na pauta, mas foi retirada antes da reunião. Segundo Alessandro Vieira (Rede-SE), o pedido foi revisto porque o governador não é alvo de investigação relacionada à pandemia.

Além dos governadores, de Queiroga e de Pazuello, a comissão aprovou ainda a convocação de profissionais de Saúde que defendem e que não defendem o uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada para a covid-19.

Também foram convocados:

  • Daniela Reinehr, vice-governadora de Santa Catarina;
  • Wilson Witzel (PSC), ex-governador do Rio de Janeiro;
  • Arthur Weintraub (ex-assessor da Presidência da República);
  • Filipe Martins (assessor da Presidência da República);
  • Airton Antônio Soligo (ex-funcionário do Ministério da Saúde);
  • Marcos Erald Arnoud (prestou serviços ao Ministério da Saúde);
  • Carlos Wizard (empresário);
  • Paulo Baraúna (empresário);
  • Luana Araújo (ex-secretária do Ministério da Saúde).
    poder 360.

Devolvam nossas cores !


É difícil definir o que nos foi levado primeiro. A esperança, dirão alguns; a alegria, outros; o futuro, quase todos. Mas algo permeia quem ainda tem lucidez e uma expectativa nos invade. Há um estranho e indefinido sentimento de perplexidade no ar. O Brasil deixou de ser o país que, mesmo com profundas contradições e o fosso abissal de desigualdade, acalentava o sonho da mudança para se tornar mais justo e igualitário.

Aqui dentro e no exterior, o Brasil secou. E virou uma pátria triste, sem ar, sem charme. O futuro não chegou sequer a ser sonhado, foi tragado pela mesmice e pela obviedade de um bando de bárbaros que assaltou as instituições e saqueou o Estado.

Nos dias de hoje, o grande trunfo é ter vivido e poder ter histórias para contar. O passado é nosso companheiro nos infinitos momentos de solidão. Quem foi feliz começa a se achar poderoso e a imaginar uma hipótese de viver com o crédito de vidas passadas. O futuro deixou de ser um capital, a juventude é um susto contido, e a vida, enfim, é uma incógnita diária.

Nesse contexto, todos nós temos que nos reinventar para enfrentar e conviver com a extrema direita obtusa, vulgar e criminosa que está no poder. É indescritível o número de absurdos que se materializam. Se fosse ficção, todos nós acharíamos de uma inimaginável criatividade surrealista. Mas é a vida real, sem viés, que vem se apresentando como uma pantomima.

O dia a dia tem sido de uma mediocridade irritante. Imagine que a Fundação Palmares excluiu monumentos da nossa história da lista de personalidades negras, como Gilberto Gil, Martinho da Vila, Milton Nascimento e tantos outros; removeu do site os links de biografia de ícones da literatura, como da Carolina de Jesus. Sem contar o fato escandaloso que foi a retirada da estátua de Zumbi dos Palmares da entrada da sede da Fundação. E hoje, numa confusão que nos envergonha, anuncia que excluirá qualquer referência a Carlos Marighella pois seus textos “são como escritos de Hitler.”

Ao mesmo tempo, uma secretária do Ministério da Saúde diz, sob juramento à CPI, que existe um “pênis na porta da Fiocruz”. Num país onde o presidente da República frequentemente se ampara em piadas chulas, provavelmente trata-se da manifestação de um desarranjo sexual exteriorizado por uma pseudossegurança sexual. Parece que a sua família anda permanentemente no limiar do armário e do divã. E o pênis é o fetiche dos seguidores bolsonaristas.

Mas, no meio de todas nossas lutas diárias, que nos mobilizam e nos definem, eis que surge a hipótese de exercer um espaço real. E ainda assim temos dúvidas. No sábado, 29 de maio, os brasileiros que não suportam mais esse governo que cultua a morte, que se posta de costas à vida, que menospreza a dor das pessoas e que tem a desfaçatez de ridicularizar os que sofrem pela falta de oxigênio, os que, enfim, querem deixar de ser prisioneiros do obscurantismo e do atraso irão às ruas para demonstrar sua indignação.

Será uma manifestação pacífica na qual as pessoas ocuparão as ruas em sinal de inconformismo com a política genocida do governo Bolsonaro. Organizado pelos movimentos sociais, o protesto tomou corpo pela tristeza e revolta generalizadas pelo caos das nossas vidas diárias. Marcharão com os manifestantes, lado a lado, num abraço invisível e de mãos dadas, as memórias de 452 mil brasileiros que foram levados pelo vírus. Boa parte deles em razão da irresponsabilidade criminosa do presidente da República e seus asseclas.

Andará junto a cada um de nós a memória dos familiares, dos amigos, dos conhecidos e até dos desconhecidos. Um silêncio de dor e saudade será ouvido mais forte do que qualquer grito de inconformismo. Nada fala mais alto aos nossos corações do que a falta de um ser querido.

Não tenhamos, porém, a pretensão de sermos percebidos pelos bolsominions. Como ficou evidente na CPI, eles vivem em um mundo imaginário originado pela mentira e suportado pela hipocrisia. A insensibilidade criou um fosso intransponível e, do lado de fora de um círculo de giz invisível, ficaram a solidariedade, o humanismo e a empatia. Nós, enfim.

A importância do movimento é mostrar para nós mesmos que é possível resistir. Que não perdemos a capacidade de nos indignar. E de sonhar por um mundo, de novo, justo e igual. É difícil a decisão de sair em passeata, pois a aglomeração é a arma dos fascistas. É uma decisão pessoal, vista como um ato de legítima defesa própria e de terceiros. No silêncio das nossas casas estamos presenciando um genocídio, um massacre, um extermínio. Talvez das ruas, com distanciamento e máscaras, possamos mostrar ao mundo que nossa dor é nossa, mas que a indignação é de todos.

Eu, vacinado, irei, mas não convoco ninguém. Respeito os que decidirem, por coerência, resistir no isolamento. Consigam uma maneira de se manifestar como, aliás, temos feito nos últimos tempos. Todos estaremos juntos, inclusive os 452 mil brasileiros mortos pela condução criminosa da pandemia, pelos quais vale a pena sair às ruas.

E vou de verde e amarelo. Os fascistas, que roubaram a dignidade, a esperança, o presente e o futuro, se apropriaram inclusive das nossas cores, que passaram a representar certa vergonha nacional. Será também uma maneira de dizer não a esses incultos. Voltar a usar o verde e amarelo é também uma maneira de dizer não a essa barbárie, de resistir. Sem medo de ser feliz.

Recorro-me ao poeta Torquato Neto, no poema Marginália II:

“Eu brasileiro confesso
Minha culpa meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição
Eu, brasileiro, confesso.”

o dia.